Brasil ultrapassa 240 mil mortes por COVID-19, enquanto Jair Bolsonaro curte férias em Santa Catarina

covid cemitériosBrasil superou a marca das 240 mil mortes provocadas pela COVID-19.  Foto de AMANDA PEROBELLI

No último dia de 2020, o Brasil registrava 194.949 mil mortos por COVID-19, o que já representava uma marca macabra que deixou enlutadas milhares de famílias brasileiras. Mas graças a uma combinação de ações que misturaram procastinação e descompromisso com as evidências cientíicas, esse número chegou nesta terça-feira de Carnaval a 240.940 mil mortes e a mais de 55 mil novos casos de infecção pelo SARS-Cov-2 Dada as aglomerações em praias e festas clandestinas que estão ocorrendo em diferentes partes do Brasil,  o número de óbitos pela COVID-19 deverá ter uma nova aceleração nos próximos dias e semanas.

Enquanto a curva de mortes e novas infecções continuam crescendo, outras duas coisas aconteceram de forma quase simultânea no Brasil. A primeira foi a suspensão em cidades importantes, a começar pelo Rio de Janeiro, da campanha de vacinação contra a COVID-19 por falta de vacinas.  Essa interrupção que deverá se estender a milhares de cidades brasileiras já que inexiste prazo concreto para a chegada de novos estoques, e com isso haverá campo fértil para novas infecções, especialmente pelas variantes cujo contagia é mais rápido do que o exibido pela cepa original.

A segunda coisa que está acontecendo são as férias estrepitosas que o presidente Jair Bolsonaro e membros de sua família estão gozando no litoral de Santa Catarina. Em meio a ataques à imprensa, mergulhos, pescarias e passeios de jet ski, o presidente brasileiro tem encontrado tempo para causar seguidas aglomerações nas praias catarinenses.  

Bolsonaro se prepara para mergulho no litoral catarinense nesta terça-feira de Carnaval. Reprodução Twitter

Nem o crescente caos sanitário e o aumento do número de mortos pela COVID-19 estão servindo para que o presidente Jair Bolsonaro mostre um mínimo de compromisso com os deveres que o cargo que ocupa demandam, a começar pelas responsabilidades com a segurança dos brasileiros.

Mas, convenhamos, não é possível esperar muito de diferente de Jair Bolsonaro, pois ele já deu seguidas demonstrações que são seus projetos são outros. O que me causa espanto é que ninguém nos diferentes níveis de governo, incluindo os dirigentes dos partidos que dizem fazer oposição a Bolsonaro, parece estar disposto a colocar as responsabilidades sobre seus ombros.

A questão aqui é que o resto do mundo, incluindo os dirigentes das grandes corporações que comandam a economia mundial, está olhando para o que está acontecendo por aqui. Que ninguém se surpreenda se mais empresas estrangeiras decidirem sair do Brasil nos próximos meses. É que apesar dos capitalistas não terem muito compromisso com a vida, também é verdade que ninguém gosta de ficar associado a governos que fazem o que o governo Bolsonaro está fazendo com o povo brasileiro. Digamos que é uma questão de imagem a se preservar. A ver!