“Ilustre” secretário Pedro Fernandes deve visitar Uenf nesta 5a. feira

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O secretário Pedro Fernandes, no dia em que se filiou ao PMDB, ao lado do ex (des) governador e hoje hospede do complexo prisional de Bangu, Sérgio Cabral

O secretário Pedro Fernandes está se notabilizando por cumprir um papel que na “Escolinha do Professor Raimundo” poderia caber tanto a Rolando Lero quanto à Armando Volta. É que nas últimas semanas, após voltar de sua viagem à França onde supostamente foi concluir seu doutorado, Pedro Fernandes vem usando a mídia corporativa para disseminar a ideia pouco crível de que irá utilizar os canais da justiça se for necessário para que os servidores da sua secretaria recebam os salários em dia.

A narrativa do jovem secretário é tão boa que há quem acredite nisso, deixando-se é claro esquecer que ele pertence ao PMDB e cedeu seu posto na Alerj a convie do (des) governador Pezão para que outro deputado pudesse votar a favor da vergonhosa privatização da CEDAE.

Agora existem várias indicações de que Pedro Fernandes irá finalmente conhecer o campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), onde provavelmente aportará com uma trupe de assessores nesta 5a. feira (09/03).

Como o dublê de secretário e deputado já adiantou em reuniões com representantes de outros órgãos vinculados à sua pasta que não tem como resolver as questões de atrasos salariais, e que a única coisa que pode efetivamente fazer é renegociar os custos dos contratos com empresas que fornecem produtos e serviços aos diferentes órgãos vinculados ao frankstein institucional denominado de Secretária de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (!!), o saldo desta visita só pode ser um: um papo armando voltista rolado lerista. Em suma, o resultado prático para a Uenf deverá ser basicamente, nenhum!

É que como quase todos os fornecedores e prestadores de serviços já partiram (com a honrosa exceção da empresa que presta serviços de limpeza), não há o que renegociar. E também como nenhum empresário com um pingo de juízo quer assinar novos contratos com a Uenf para não correr o risco de quebrar, não haverá o que negociar. Simples, porém, trágico.

Resta saber com quem o secretário Pedro Fernandes vai querer se encontrar enquanto estiver no campus Leonel Brizola. Provavelmente não será com estudantes, professores e servidores técnic0-administrativos. É que ele já deve ter sido informado que o humor desses segmentos anda péssimo por causa dos atrasos crônicos nos pagamentos de bolsas e salários. Certamente irá procurar um abrigo seguro no interior da reitoria da Uenf.

Mas antes que eu me esqueça! O principal saldo dessa visita do secretário Pedro Fernandes deverá ser a chance de finalmente poder provar uma deliciosa porção de chuvisco cristalizado ou em calda. É que apesar de tudo na Uenf não falta gente educada e disposta a receber bem os representantes desse (des) governo horroroso do qual o secretário Pedro Fernandes é um “muy digno” representante. A ver!

O secretário dentista e o que sua presença à frente da SECTI diz dos rumos da ciência fluminense sob o (des) governo Pezão

Grassa na internet uma acalorada discussão sobre a qualidade da dissertação de mestrado do novo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I)  do Rio de Janeiro,   o deputado estadual e cirurgião dentista Pedro Fernandes, o qual foi aprovada na Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas (EBAPE) da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro  É que  segundo se diz nas redes sociais, das 205 páginas do trabalho, 10 são de elementos pré-textuais e mais de 150 páginas de anexos.  

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Curioso com o que estaria inserido na dissertação ,e principalmente nas 40 páginas que compõe o corpo principal da dissertação, acessei o arquivo disponibilizado pela “Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas” (Aqui!), e confirmei o que estava sendo disseminado. Em outras palavras, não era um caso de  “Fake News”.

Além disso, apliquei ao trabalho o mesmo tipo de rigor que aplico como professor nas bancas que venho participando em diferentes instituições que possuem mestrados acadêmicos. Obviamente o trabalho em si não atenderia critérios mínimos para ser aprovado em um mestrado acadêmico. Mas também é preciso notar que o secretário Pedro Fernandes cursou o que se denomina normalmente de “Mestrado Profissional” , e na nomenclatura adotada pela EBAPE/FGV seria um “Mestrado Executivo”. Em outras palavras, a  régua nesses casos é colocada mais para baixo. O que eu não esperava é que fosse tão para baixo. Um detalhe que pode ser encontrado na página da EBAPE/FGV é o custo desse “mestrado executivo” é que o seu custo para a turma de 2017 é de salgados R$ 77.983,34! (Aqui!)

Ultrapassada a questão da qualidade da dissertação, também consultei o CV Lattes do secretário Pedro Fernandes (Aqui!) e me deparei com uma produção que efetivamente não se mostra minimamente adequada para alguém que tem a obrigação de governar uma secretária que é responsável por cuidar para que o Rio de Janeiro continue sendo um dos principais lócus da produção científica nacional.  Aliás, sequer para receber uma bolsa de Iniciação Científica da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).  Interessante ainda notar que o secretário Pedro Fernandes sequer se deu ao trabalho de atualizar o seu CV Lattes, já que a versão atualmente depositada na base de curricula do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) data do dia 24/02/2016, onde o “endereço profissional” apontado é o da Assemblria Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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Em outras palavras, como no caso recente do bispo da Igreja Universal, Marcos Pereira, que iria ser o ministro da Ciência e Tecnologia, o secretário Pedro Fernandes é outro que não possui a envergadura intelectual para dirigir a pasta que ocupa. E aí vem a questão básica: por que então ocupa? No caso do  (des) governo Pezão, essa presença evidencia o total descaso com os destinos da ciência fluminense, especialmente porque o secretário anterior, Gustavo Tutuca, também não possuía o capital acadêmico minimamente necessário para estar à frente da SECTI.

Uma das explicações para a ida de Pedro Fernandes para a SECTI foi facilitar os arranjos necessários para a aprovação do chamado “Pacote de Maldades” do (des) governo Pezão que já alcançou a primeira vitória que foi a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) pela Alerj . Mas devem existir outras, visto que Pedro Fernandes vem tentando demonstrar um desenvoltura na aplicação de medidas de arrocho nas universidades estaduais e demais órgãos ligados à sua secretária, coisa que Gustavo Tutuca nunca efetivamente demonstrou.

Mas sejam quais forem as razões para o cirurgião e deputado Pedro Fernandes estar à frente de uma secretaria que deveria ser estratégica e não é tratada enquanto tal,  o fato é que este fato reflete o completo descaso do (des) governador Pezão com o sistema fluminense de ciência e tecnologia.  Simples assim!

Finalmente, há que se conceder o fato de que o secretário Pedro Fernandes é uma pessoa transparente.  É que na última segunda-feira (20/02), mesmo dia em que seus colegas da Alerj aprovaram a privatização da CEDAE, ele postou na rede social Facebook um “selfie” dentro de um avião informando que estava viajando para a França por uma semana para completar o seu doutorado na Universidade de Rennes, sabe-se lá em qual campo disciplinar (ver abaixo) . Alias, curiosamente não há qualquer menção a esse aventado doutorado no CV Lattes do secretário Pedro Fernandes.

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E isso no meio de uma situação que as universidades estaduais (Uenf, Uerj e Uezo) e as escolas da rede Faetec estão enfrentando graves dificuldades para retomar seus semestres acadêmicos, e os servidores da pasta estão amargurando salários atrasados e parcelados. Em sua defesa, o secretário Pedro Fernandes respondeu a um comentário que se seguiu à postagem dizendo que mesmo da França continuará acompanhando o cotidiano da SECTI. Os pais e os estudantes das universidades e escolas técnicas estaduais devem estar se sentido bem reconfortados com essa informação do secretário… Ou não!

RJ: enquanto povo sofre com precariedade nas unidades de saúde, toneladas de remédios são desperdiçadas por gestores privados

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A matéria abaixo, que foi publicada pelo jornal Extra no início da noite desta segunda-feira (22/02), traz informações lamentáveis sobre a situação da saúde no estado do Rio de Janeiro. É que enquanto a população que acorre às unidades hospitalares estaduais sofre com todo tipo de precariedade, uma simples vistoria realizada por uma comissão de deputados da Alerj encontrou 300 toneladas de medicamentos vencidos em apenas um dos muitos armazéns existentes no estado.

A administração desta fortuna de remédios está à cargo do consórcio Log Rio que é formado pelas empresas Prol e Facility que pertencem ao fundo de “private equity” Rise International cuja sede é supostamente na Holanda.

Mas agora o que me deixa curioso é o seguinte: se encontraram 300 toneladas em um armazém, quantas toneladas estão neste momento dormitando vencidas em todos os depósitos do estado do Rio de Janeiro?

Vistoria descobre cerca de 300 toneladas de medicamentos vencidos desde 2009 em armazém da Secretaria estadual de Saúde

Por Rafael Soares

Uma vistoria realizada nesta segunda-feira numa central de abastecimento da Secretaria estadual de Saúde, em Niterói, encontrou cerca de 300 toneladas de remédios vencidos. Todo esse medicamento foi comprado com dinheiro público. O responsável da inspeção foi o deputado Pedro Fernandes (Solidariedade), que faz parte de uma comissão especial montada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para inspecionar as organizações sociais que administram os hospitais do estado.

Central de abastecimento tem cerca de 300 toneladas de medicamentos estragados
Central de abastecimento tem cerca de 300 toneladas de medicamentos estragados Foto: Divulgação

Entre os medicamentos, estavam agulhas, remédio de pressão, próteses e outros materiais. A vistoria encontrou galerias com remédios separados pelas datas de vencimento. Cartazes afixados nas caixas mostravam desde quando aquele grupo de medicamentos perdeu a validade. O deputado afirmou que vai pedir a extinção do contrato do governo do estado com a LogRio, consórcio formado pelas empresas Prol e Facility responsável pela gestão da central de abastecimento. O grupo seria responsável por repassar as informações ao estado.

— Vamos sugerir ao Ministério Público que peça a prisão dos responsáveis por esse desperdício de dinheiro. Temos que descobrir quem são eles, tanto na secretaria, quanto na empresa. Esse caso é um absurdo — afirmou.

Caixas são identificadas por etiquetas
Caixas são identificadas por etiquetas Foto: Divulgação

O parlamentar afirmou que funcionários do consórcio LogRio alegaram que a empresa avisa à Secretaria estadual de Saúde três meses antes dos remédios perderem a validade através de relatórios. Pedro Fernandes diz que vai chamar o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., para falar aos deputados na Alerj.

Em janeiro, a secretaria, em meio à crise econômica, renegociou o contrato com a LogRio em 43%. O consórcio, que recebia R$ 4,4 milhões por mês para executar os serviços em unidades próprias e nos municípios do interior, vai passar a ganhar R$ 2,5 milhões. A economia em 2016 será de mais de R$ 23 milhões — o contrato caiu de R$ 53 milhões para R$ 30 milhões por ano.

A LogRio é responsáveis pelo recebimento, armazenagem e distribuição de insumos, medicamentos e equipamentos utilizados nas unidades próprias do estado e repassados aos municípios.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/rio/vistoria-descobre-cerca-de-300-toneladas-de-medicamentos-vencidos-desde-2009-em-armazem-da-secretaria-estadual-de-saude-18726511.html#ixzz40wTRB0aD