UENF realiza Supera Rio e Marcha pela Ciência

SUPERA MARCHA

Com a presença de deputados fluminenses, será realizado na próxima sexta-feira, 24/11/17, às 14h, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o Supera Rio UENF, evento promovido pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado, órgão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O tema do evento será “A Universidade pública como ferramenta para o desenvolvimento social e econômico”. 

Composto por 44 entidades – dentre elas a Uenf – , o Fórum foi criado em 2003 com o objetivo de promover inovações a partir da interação constante entre academia, setor produtivo e o Poder Legislativo. O Fórum foi criado para conectar iniciativas, promover debates e criar uma agenda comum que reúna academia, sociedade civil organizada e o parlamento fluminense, com foco na promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado. 

Logo após o encerramento do Supera Rio UENF será realizada a primeira edição local da “Marcha pela Ciência”. É importante frisar que este é um momento crítico para as universidades públicas brasileiras e o caminho sendo traçado pelos governos de Michel Temer e Luiz Fernando Pezão comprometem o nosso futuro como sociedade e afeta duramente a soberania do Brasil e do Rio de Janeiro que passa fundamentalmente pelo fortalecimento da Educação e da Ciência.

Jornalista Maurício Tuffani convida para debate sobre o futuro da Ciência no Brasil

A Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) está trazendo a Campos dos Goytacazes um dos principais jornalistas da área da Ciência no Brasil, o jornalista Maurício Tuffani. Com longa experiência em diversos veículos jornalísticos, incluindo o jornal Folha de Sâo Paulo e a revista Scientific American Brasil, Maurício Tuffani é o criador do site especializado “Direto da Ciência”.

No vídeo abaixo, Maurício Tuffani fala da sua presença no evento e da importância do debate sobre o futuro da ciência brasileira na atual conjuntura histórica.

O evento é gratuito é ocorrerá na Sala de Multimídia do Centro de Ciências do Homem da UENF no próxima 21/11, com início marcado para as 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/11/jornalista-mauricio-tuffani-convida.html

Aduenf realiza debate sobre o futuro da ciência no Brasil

debate remytuffani

Além de trazerem desarranjos e perturbações, momentos de crise também oferecem a possibilidade de debater sobre oportunidades para mudar as coisas para melhor.  Nesse sentido, a Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) tem feito esforços para trazer ao campus Leonel Brizola uma série de pessoas que possam oferecer perspectivas de saída para a crise que assombra a ciência brasileira neste momento.

Esse é o caso do debate que será realizado no próximo dia 21/11 na Sala de Multimídia do Centro de Ciência do Homem com a presença do professor Jean Remy Duvée Guimarães (UFRJ) e do jornalista especializado em ciência, Maurício Tuffani, criador do site “Direto da Ciência”, que juntos possuem reconhecida capacidade para debater os caminhos e descaminhos que cercam o desenvolvimento científico nacional (ver vídeo abaixo).

A atividade está sendo anunciada na página oficial da ADUENF na rede social Facebook e os interessados em participar nesta atividade poderão fazer suas reservas gratuitas para assegurar um assento dentro do auditório [Aqui!].

 

Notícias da Aduenf: roda de conversa discutirá questão do financiamento das universidades públicas

ADUENF convida para roda de conversa sobre financiamento das universidades públicas

A ADUENF realizará nesta 3a. feira (07/10) mais uma “roda de conversa” com o tema ” O financiamento das universidades públicas e a falácia do modelo americano”.

A atividade terá início com uma apresentação inicial sobre o tema do professor Marcos Pedlowski do Centro de Ciências de Homem, o que deverá ocorrer a partir das 10 horas.

A atividade é aberta a todos os interessados e faz parte do conjunto de atividades que estão sendo realizadas durante a greve dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense que ainda não tiveram os seus salários de Agosto quitados pelo governo Pezão.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/11/aduenf-convida-para-roda-de-conversa.html

Reunião com Comandante do 8o. Batalhão trata da situação de (in) segurança do campus Leonel Brizola

REUNIÃO COM O COMANDANTE FABIANO SANTOS – 8º BATALHÃO

Prezados (as) Associados (as),

Após os recentes acontecimentos no Campus Leonel Brizola, a ADUENF  reuniu-se hoje às 14 horas no Comando do 8º Batalhão de Campos para tratar da segurança em nossa Universidade. Objetivamente nos foi informado que o Convênio a ser assinado entre a UENF e a Polícia Militar está no Comando Geral da PM, no Rio de Janeiro. Também recebemos a informação de que o policiamento de base tem sido realizado no Campus e já foi aberto procedimento para identificar possíveis falhas na ocorrência da madrugada do dia 28. O Comandante Fabiano Santos está a par da gravidade de nossa situação e demonstrou total disposição para cooperação com a UENF.

Diante disso, considerando a vulnerabilidade a que estaremos expostos a partir de dezembro, creio ser de interesse geral de professores, técnicos e alunos, a intensificação dos esforços para reforço da segurança. Temos duas ações principais em curso. A primeira será a realização de uma reunião com o Comando da PM no Rio de Janeiro. Com urgência. A segunda, será a realização de um seminário sobre segurança pública com a presença do Comandante Fabiano Santos e de outros pesquisadores e agentes da segurança na primeira semana de dezembro. Esperamos que até lá, estas negociações tenham avançado. Ressalto que este policiamento é necessário em caráter de urgência, até que possamos regularizar nossa segurança interna, considerando os riscos a que estamos expostos.

Por último mas não menos importante, parabenizo a todos e todas pelo dia 28 de outubro, dia do servidor público. Estamos diante de um projeto de desmonte do funcionalismo público e por esta razão, a defesa de nossa UENF deve ser nossa prioridade.

O Fundo de Solidariedade já foi ativado e temos previsão de depósito para esta semana. Este é o resultado da luta coletiva, como já explicitado em Assembleias anteriores.

Amanhã (31/10) às 16 horas exibiremos no cinema do Centro de Convenções o Jovem Marx. Será uma oportunidade de debater o momento atual e a paralisação nacional programada para o dia 10 de novembro. 

            Saudações de luta !!

Atenciosamente,

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Presidente da ADUENF

Pelo comando de greve

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/10/reuniao-com-comandante-do-8o-batalhao.html

Brasil 247 publica carta da presidente da Aduenf em defesa das universidades públicas

Uma carta em defesa de nossas universidades públicas

Por Luciane Soares*

uenf

A cada dia somos brindados com manchetes sobre os custos de nossas Universidades. Argumentos de que ” o custeio do ensino superior público é insustentável” ocupam cada vez mais espaços em versões locais ou nacionais. Neste caso, a secretária-executiva do MEC, Maria Guimarães de Castro emitiu nota sobre o crescimento da folha de pagamento das Universidades após o REUNI alegando que “o grande problema é a folha que cresce enquanto os recursos para custeio diminuem”.

O ataque sofrido pela Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil tem no Rio de Janeiro um de seus laboratórios mais avançados. Mas em todas as oportunidades de ouvir pesquisadores e professores das Universidades Estaduais de Minas, do Paraná, Sergipe, Rio Grande do Norte ou São Paulo, foi possível entender o que está em curso: a destruição destas Universidades e das possibilidades de ampliação do acesso ao ensino superior público no país.

E como este ataque impacta a vida dos estudantes? Vejamos minha biografia como filha de trabalhadores gaúchos: ingressei na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1993. Realizei meu doutorado em sociologia urbana entre 2005 e 2009 na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estudei relações entre tráfico, polícia, economia local e ordem urbana nas favelas cariocas. Toda a minha trajetória acadêmica é marcada pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Como olhar o que este governo tenta fazer com a ciência e a tecnologia? Como pensar o caminho das novas gerações quando o Brasil devia avançar? Como aceitar que temos diante de nós uma crise e não uma escolha? Na caso do Rio, os servidores da secretaria de Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Social seguem sem receber os salários de agosto e o décimo terceiro de 2016.

Diante dos atrasos salariais e da ausência de recursos para pesquisa e financiamento básico para segurança e limpeza, instituições como UERJ, UENF, UEZO sofrem os feitos de precarização das relações de trabalho. Isto porque em diferentes momentos é sugerido que professores e técnicos trabalhem seus salários afim de manter as Universidades funcionando.

Entre as várias falácias vinculadas pelas mídias locais e nacionais, uma é especialmente danosa à educação pública, gratuita e socialmente referenciada: a de que esta greve tem como resultado a evasão de alunos.

Alerto a sociedade e especialmente a todos aqueles que vêem na educação pública uma possibilidade concreta de formação profissional e de transformação social, que o discurso do Ministério da Educação não é técnico nem transparente, não apresenta os custos reais das Universidades diante do que elas significam na produção de ciência, na formação de alunos em cidades do interior do Brasil, nos programas de extensão, na manutenção de seus hospitais Universitários. O que as tentativas de impor medidas de austeridade mascaram são as outras escolhas feitas pelos governos atuais: a privatização de empresas como a CEDAE no Rio de Janeiro, o investimento em formas de segurança que servem para atacar a população, a prática da não isonomia que mantêm em dia altos salários para o Judiciário mas deixa os aposentados sem a mínima dignidade para comprar seus remédios. O que estes Governos não explicam é o não cumprimento das leis orçamentárias que asseguram a manutenção de nossas condições básicas de pesquisa.

O Rio foi o primeiro a aderir ao pacote de recuperação fiscal em janeiro. Em fevereiro, aprovou a venda da Cedae e em maio o aumento da contribuição previdenciária do servidor de 11% para 14%. Os protestos em frente a ALERJ foram resolvidos com o uso de força policial especial, balas de borracha e gás lacrimogêneo contra trabalhadores que exigiam seus direitos. Em junho, Temer assinou o decreto de recuperação. Mesmo assim, os salários e o 13º não foram regularizados. e chegamos a outubro acumulando dívidas diante de uma Secretaria de Fazenda que repetidas vezes afirma ser a decisão do pagamento uma “decisão de governo”.

Ou seja, deixemos claro: o (des) governo Pezão escolhe quais categorias pagar, optando por manter em dia o salário dos policiais, professores ativos ligados a Secretaria de Educação, Judiciário e outras categorias que vão mudando conforme o mês. Além de parcelar o pagamento, o governo opta por pagar servidores em determinadas faixas, deixando os demais sem salário. A cada mês acompanhamos as manchetes ” Pezão não garante salário em dia de agosto para todos os servidores”, “Pezão promete pagar salários de servidores na semana” produzindo verdadeiro pânico em milhares de famílias de servidores.

Por fim o MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais) teve um aparecimento meteórico na cena pública fluminense. Protagonizou atos com fechamento da avenida Primeiro de Março com mais de 40 categorias de servidores presentes, levando bandeiras e reivindicações. Irradiou uma possibilidade de pressão sobre o governo Pezão. Não só professores, mas policiais, trabalhadores da CEDAE, técnicos da saúde, analistas de distintos setores estiveram juntos ao longo dos meses de 2016 lutando pela dignidade do funcionalismo público. Compareci a todos os atos sob sol forte, inclusive ao ato de Defesa da Cedae. O governo optou por negociar saídas por categoria.

Deixando aposentados, inativos e Universidades (além de outras categorias) largados a própria sorte. O crime contra os aposentados chama atenção. Nos atos realizados na Secretaria de Fazenda, os aposentados têm composto conosco. São fundamentais na mobilização pela defesa de nossos salários e dignidade das condições de trabalho. Após 20, 30 anos de trabalho, alguns tiveram de abandonar a própria casa. E o MUSPE tem se calado diante deste cenário optando pela entrega de cestas básicas e a entrada da disputa eleitoral de 2018.

Que todos compreendam a importância de defender as Universidades e que este ataque tem no Rio um laboratório que se expandirá para outros Estados.

Nossa Universidade tem 24 anos de existência, fica em uma das cidades mais desiguais do Rio de Janeiro. E como diria Darcy Ribeiro, um dos criadores da UENF, a resignação não está entre as opções.

Não vamos nos resignar diante deste governo. Nossas Universidades seguem vivas e combatentes.

*Luciane Soares  é Doutora em sociologia pela UFRJ, professora da Universidade Darcy Ribeiro e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Exclusão e da Violência. Luciane Soares é também presidente da Associação de Docentes da UENF (ADUENF).

FONTE: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/geral/324434/Uma-carta-em-defesa-de-nossas-universidades-públicas.htm