Delator da Odebrecht complica ainda situação do (des) governador Pezão

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A situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão já andava boa em meio à profunda crise financeira e política em que está engolfado o estado do Rio de Janeiro. Mas o que já andava ruim, agora parece ter tomado uma guinada para o péssimo.

É que segundo informa a coluna Radar Online da revista Veja, Luiz Fernando Pezão é um dos políticos atingidos pela delação do ex-diretor da construtora Odebrecht, Leandro Andrade Azevedo (Aqui!). É que segundo Azevedo, a campanha de Pezão para a sua eleição para (des) governador do Rio de Janeiro teria sido abastecida com R$ 23,6 milhões em dinheiro e por 800 mil euros numa conta bancária localizada em instituição financeira no exterior.

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A delação de Leandro Azevedo parece vir acompanhada de detalhes de uma relação preferencial entre Pezão e a Odebrecht, envolvendo reuniões no Palácio Guanabara e na própria residência do atual (des) governador do Rio de Janeiro.  Pior ainda são os detalhes de como a proximidade entre Pezão e a Odebrecht teriam sido iniciados pelo seu padrinho político, o agora aprisionado ex (des) governador Sérgio Cabral.

Ainda que Pezão não seja o único político enrolado no emaranhado de delações que estão surgindo do interior da Odebrecht, o momento para que seu nome seja envolvido nessas denúncias é particularmente ruim. É que em meio ao tiroteio das delações da Odebrecht, o (des) governo do Rio de Janeiro está tentando aprovar uma série de medidas que atingem duramente os servidores e aposentados, e os setores mais pobres da população do Rio de Janeiro. O surgimento dessa denúncia certamente será um complicador no meio das negociações que certamente estavam ocorrendo dentro da bancada de apoio dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Aliás, a dificuldade de aprovar o seu pacote de Maldades (como o conjunto de medidas foi alcunhado pelos servidores) pode ser apenas o menor dos problemas que Pezão terá de enfrentar.

 

Uma grande família: Picciani nomeou ex-mulher de Sérgio Cabral como sua chefe de gabinete na Alerj

Em tempos de revelações bombásticas sobre como as elites políticas brasileiras tratam as esferas de governo como uma extensão das suas relações familiares, o site UOL publicou hoje (10/12) uma matéria produzida pelo “O ESTADO DE SÃO PAULO” dando conta que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), nomeou a ex-esposa do ex (des) governador  Sérgio Cabral como sua chefe de gabinete  (Aqui!).

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Suzana Neves Cabral é uma pessoa não apenas bem relacionada como de parentes famosos. Além de ex-esposa de Sérgio Cabral, ela é mãe do secretáro estadual de Esportes, Marco Antonio Cabral,  e prima de Aècio Neves.  Aliás, Suzana Cabral é também prima do atual vice (des) governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, de quem foi assessora por oito anos no Senado Federal!

Mas voltando ao que interessa, pelo seu cargo na Alerj,  Suzana Cabral recebe R$ 17.650,51 brutos, o qu lhe rende a bagatela líquida de R$ 13.651,48. Apenas à guisa de comparação, após quase 18 anos como professor com doutorado, e  concursado com regime de Dedicação Exclusiva na Universidade Estadual do Norte Fluminesne (Uenf), estando no topo da carreira de Associado, o meu salário líquido é 30% menor daquele recebido por Suzan Cabral. E ao contrário dela que segundo a reportagem não exerce as funções pelas quais é paga, eu compareço ao meu local de trabalho religiosamente desde que entrei na Uenf. E também ao contrário dela que está com seus salários pagos em dia, eu ainda não sei quando receberei o meu salário de Novembro!

Por último, a reportagem lembra ainda que Suzana Cabral também já foi arrolada como recebedora de propinas obtidas pelo grupo de Sérgio Cabral .

E depois ainda aparecem os representantes do (des) governo Pezão para dizer que os culpados pela quebra do estado do Rio de Janeiro são os servidores públicos e pensionistas e aposentados do RioPrevidência!

Repetindo FHC, deputado relator “the flash” da reforma da Previdência chama aposentados de vagabundos

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Repetindo um jargão lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1998 (Aqui!), o deputado federal Alceu Moreira (PMDB) que relatou e deu parecer integralmente favorável à proposta da reforma da Previdência do governo “de facto” Michel Temer em impressionantes 48 horas (Aqui!) usou no dia 24/10/2016 a tribuna da Câmara de Deputados para chamar os aposentados brasileiros de “vagabundos remunerados” (ver vídeo abaixo).

O interessante  é que quem lê um vasto material publicado pelo blog “Viomundo” (Aqui!) vai descobrir que além de fã de Michel Temer, Alceu Moreira tem como antigo associado o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, com quem teve negócios analisados pela Polícia Federal, dos quais saiu ileso. 

Agora, convenhamos, os parlamentares ligados umbilicalmente ao golpe “light” desferido contra a ex-presidente Dilma Rousseff anda mesmo com uma tremenda síndrome de “Queda da Bastilha” ou perdeu totalmente o temor em relação às possíveis reações que este tipo de declaração descabida pode provocar na classe trabalhadora.

Mas depois que não reclamem se a reação que vier não for “de vossa excelência” como estão acostumados dentro da gaiola dourado que a Câmara de Deputados é.

Ato do MUSPE em Piraí mostra capilarização dos protestos contra o (des) governo Pezão

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Enquanto os sindicatos de servidores públicos se prepara para realizar um grande ato na frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na próxima 2a. feira (12/12) contra o que restou do pacote de Maldades do (des) governo Pezão, servidores fizeram nesta 6a. feira um protesto na cidade de Piraí, berço político do (des) governador.

Confrontados com mais um mês de parcalamento de salários e sem perspectiva de receber o seu 13o. salário de 2016, os servidores públicos estaduais parecem dispostos a bater de frente com a política de arrocho que é apresentada pelo (des) governo Pezão como a única saída para a grave crise  financeira e política em que o PMDB afundou o Rio de Janeiro.

Assim, pelo que tudo indica, a Alerj vai ser palco do maior protesto dos servidores públicos do Rio de Janeiro nos últimos anos. Como depois da última segunda-feira o Batalhão de Choque parece ter ficado sem munição suficiente para enfrentar uma grande multidão, os deputados vão votar as medidas mais duras do pacote num ambiente para lá de tenso. A ver!

Matéria da Bloomberg mostra que crise do RioPrevidência deve piorar em 2017

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Temos ouvido e lido muitas afirmações do ex-presidente do RioPrevidência e atual (des) secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, dando conta que o déficit do tesouro estadual vai piorar em 2017.  Uma das causas dessa piora seria o déficit do RioPrevidência e sua necessidade de pagar pensões e aposentarias. Em suma, a culpa é dos servidores que teimam em continuar vivos e cobrar o retorno por aquilo que foi retirado de seus salários em troca de uma velhice mais sossegada.

Agora, o que o senhor Gustavo Barbosa não está nos contando é que, graças à Operação Delaware, o (des) governo do Rio de Janeiro está tendo que negociar “waivers” com os detentores das debêntures do Rio Oil Finance Trust, e que em função disso muito dinheiro está sendo entregue aos fundos abutres, como é o caso do Pimco, centro de uma matéria da Bloomberg News que foi publicada no dia 06 de Julho de 2016 (Aqui!).  O título da matéria em ingles é “Pimco Gets Dibs on Brazilian Fund Cash”, e pode ser traduzido algo como “Pimco meta a mão em dinheiro de fundo brasileiro (isto é, o RioPrevidência). ” 

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A matéria da Bloomberg traz uma declaração  do Professor  Ricardo Mollo do Instituto de Finanças Corporativas do INSPER  de São Paulo onde ele afirma que “olhando do ponto de vista social, a situação é uma grande calamidade“. Mollo ainda afirmou à Bloomber News que  seria “inacreditável que eles (os dirigentes do RioPrevidência) tenham decidido realizar essa captação dois anos atrás. Um fundo de pensão vendendo debêntures em dólares representa uma clara discrepãncia, ainda que a estrutura existente permitissem que isso fosse feito” 

Em outras palavras, a Operação Delaware, que eu já venho comentando há tempos neste blog, não deveria ter ocorrido, e os resultados disso agora é falência do RioPrevidência. E que foi essa operação desastrosa e não o pagamento de pensões e aposentadorias que quebraram o fundo próprio de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

Mas como nada está tão ruim que não possa piorar, a matéria informa que se o RioPrevidência não conseguir honrar os débitos que começam a vencer já em 2017, o caso será resolvido em cortes internacionais! E como o Rio Oil Finance Trust está localizado nos Estados Unidos da América, é bem provável que soframos o mesmo destino enfrentado pela Argentina nos cortes de Nova York.

 

 

 

Que infeliz aniversário! Oito anos depois de sua criação, DISJB não saiu do papel

Poucos se deram conta, inclusive eu mesmo, que no último dia 05 se completaram 8 anos da promulgação do Decreto 41.585/ 2008 que criou o Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB), o qual foi posteriormente modificado pelo Decreto 41.916/2009 (ver figuras abaixo que mostram sua localização no V Distrito do município de São João da Barra).

A razão para tamanho esquecimento e eventual falta de qualquer celebração em São João da Barra é que as formidáveis estruturas que foram colocadas em múltiplas apresentações de Powerpoint mostradas a investidores incautos pelo ex-bilionário Eike Batista, mas nunca saíram do papel (ver mapa abaixo com as indústrias que nunca saíram das telas de Datashow).

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Como qualquer um que visitar as terras arenosas que antes de 2010 pertenceram por gerações a centenas de famílias de agricultores familiares verá apenas placas de propaganda do DISJB e da Prumo Logística Global. Agora, indústrias que foram apresentadas como a razão para expropriar terras de famílias trabalhadores que é bom, nem uma chaminé apareceu para ser vista ou fotografada.

O mais trágico disso tudo, ao menos para as famílias expropriadas, é que até hoje as centenas de processos de desapropriação se arrastam na justiça sanjoanense sem nenhuma perspectiva de solução à vista. Muitos idosos que tiveram suas terras tomadas já morreram, e o problema de receber o dinheiro devido pelo estado do Rio de Janeiro agora está nas mãos de herdeiros que sofrem sem ter sequer onde trabalhar. E o pior é que muitos agricultores ainda estão tendo que pagar os impostos devidos pela propriedade de terras que sequer podem adentrar.

E o pior de tudo é que com a falência financeira causada pelos (des) governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, o estado do Rio de Janeiro perdeu a capacidade de arcar com os custos das desapropriações que determinou por meio dos Decretos 42.675 e 42.676 promulgados em 28 de Outubro de 2010.

A questão que resta agora saber é a seguinte: se o estado não tem como pagar as terras desapropriadas, quando os antigos proprietários ou seus herdeiros terão suas terras de volta? É que, do contrário, estaremos diante de um caso explícito de grilagem de terras feitas por um governo estadual. E até onde eu saiba, isso ainda não é permitido pelas leis brasileiras.

Em suma.. ou pagam, ou devolvem. Simples assim!