Supostamente banido pelo Whatsapp, filho de Jair Bolsonaro tem momento de sinceridade

O senador eleitor pelo PSL/RJ, Flávio Bolsonaro, acaba de dizer em sua página na rede social Twitter que seu WhatsApp foi bloqueado e que isso é uma afronta à democracia, pois ele participava de milhares de grupos.
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Daí que deste reconhecimento decorrem uma série de desdobramentos:
 
1 – Ninguém que já esteve em um grupo de família de Whatsapp  sabe que é praticamente impossível participar de milhares de grupos. Só quem participa de milhares de grupos são robôs.
 
2 – Para ficar ainda mais claro que o telefone está no nome dele mas que não é ele que usa o próprio Whatsapp, bastaria que se experimentasse telefonar para o número para ver o que aconteceria.
 
3 – Mas se o número está no nome dele, dispara mensagens como se fosse ele mas é, na verdade, operado por um robô, isso inevitavelmente geraria custos.
 
4 – Se houvesse geração de custos e consequente efeito eleitoral, há que existir um recibo eleitoral.  Será que existe tal recibo?
 
 
Um trabalho para os inspetores do TRE/RJ, sem nenhuma dúvida. Vamos esperar agora pela devida e rigorosa apuração.

Fiscais do TRE inspecionaram minha sala na UENF. Vão agora nas igrejas e templos?

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Embora esteja neste momento realizando atividades voluntárias de pesquisa na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fui informado que nesta manhã a sala que ocupo na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) foi gentilmente “visitada” por fiscais da justiça eleitoral. Aparentemente os fiscais foram lá à procura de material de campanha relacionado ao segundo turno da corrida eleitoral para governador e presidente.

Quem lá estava ofereceu completo acesso aos inspetores que lá fizeram seu trabalho de apuração e nada encontraram, mesmo porque não havia nada mesmo a ser encontrado. É que apesar de estar longe de ser uma pessoa apolítica, o meu local de trabalho nunca foi e nunca será usado para campanhas partidárias. Aliás, bastaria perguntar a quem me conhece que isto já ficaria claro, e tempo e dinheiro público não teriam sido gastos por minha causa.

É que a par de não estar filiado a nenhum partido político, a ação que desenvolvo enquanto pesquisador tem estado sempre acima das disputas políticas no campo partidário, bem como o laboratório onde realizo minhas pesquisas.

Excelente seria se, por exemplo, pastores e padres estivessem tendo o mesmo comportamento que venho praticando há mais de duas décadas enquanto professor universitário.  Mas não são essas as notícias que venho recebendo de forma persistente, com notícias de pastores e padres que não apenas estão fazendo campanha, mas que também estão perseguindo membros de suas congregações que não estão alinhados com a defesa de um certo candidato que foi recentemente flagrado se beneficiando de uma rede ilegal de financiamento de distribuição massiva de “fake news” via o aplicativo Whastapp [1].

Mas tenho absoluta certeza que depois das “visitas” feitas nos campi da UFF, do IFF e agora da Uenf, a próxima parada desses fiscais serão os templos e igrejas onde pastores e padres estão fazendo campanha política em vez de pregar a palavra que dizem seguir. Além de realizar a cobrança regular do dízimo; fato que foi já, inclusive, debatido no TRE/RJ como sendo abuso do poder religioso. A ver!


[1] https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/empresarios-bancam-campanha-contra-o-pt-pelo-whatsapp.shtml

Mídia global dá ampla repercussão ao financiamento ilegal de campanha envolvendo Jair Bolsonaro

Enquanto a mídia corporativa brasileira está tentando dar uma de “leão da montanha” em relação à descoberta de um esquema ilegal de financiamento de campanha em benefício da usina de “fake news” que foi utilizada para atacar a campanha de Fernando Haddad por empresários simpáticos a Jair Bolsonaro, a mídia internacional não está poupando tinta nas manchetes.

A repercussão está sendo tão grande que o caso está ocupando o topo dos chamados “trendings topics” do Twitter em nível internacional, e ameaça pior ainda mais a já péssima imagem que Jair Bolsonaro possui nos países desenvolvidos.

Abaixo mostro as matérias publicadas pelo The New York Times e Washington Post (EUA), El País (Espanha), Guardian e Telegraph (Reino Unido) e Público (Portugal).

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E que ninguém se surpreenda se a repercussão continuar aumentando, pois estes foram apenas os primeiros a repercutir o escândalo do financiamento ilegal de campanha que foi revelado pelo jornal Folha de São Paulo.

Tudo que sabemos sobre o “caixa dois digital de Bolsonaro”

Campanha do presidenciável usou doações de empresas para disparar mensagens em massa contra o PT via WhatsApp. Prática é proibida pela Justiça Eleitoral.

Foto: Pexels

Nesta terça-feira, a Folha de S.Paulo publicou uma reportagem em que revela que empresários pagaram milhões de reais para disparar mensagens em massa a favor de Bolsonaro no WhatsApp. A prática seria ilegal, já que consiste em doação de empresas para campanha, algo que é proibido pela Justiça Eleitoral. Pouco depois da publicação da matéria, a hashtag #CaixaDoisdeBolsonaro se tornou a mais citada em todo mundo pelo Twitter.

De acordo com o texto assinado pela jornalista Patrícia Campos Mello, o valor de cada contrato seria de R$ 12 milhões. Um dos doadores seria Luciano Hang, o dono da Havan, o mesmo que, conforme mostramos semanas atrás, coagia seus funcionários a votarem a favor do presidenciável pelo PSL.

A estratégia, mostra a Folha, é simples: empresários compram serviços de disparo em massa fornecidos por agências de estratégia digital como Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market. Elas cobram de R$ 0,30 a R$ 0,40 por mensagem enviada para sua base de usuários — fornecidas, muitas vezes, ilegalmente por empresas telefônicas ou de cobrança. Quando a base é fornecida pelo candidato, o valor é menor: R$ 0,08 ou R$ 0,12 por disparo.

Os funcionários dessas agências conseguem burlar as limitações impostas pelo WhatsApp. Eles dispõem de dezenas números com códigos de área de variados países e conseguem escapar dos filtros de spam para mandar mensagem a mais de 20 pessoas ou grupos. Eles também são capazes de segmentar os membros do grupo como “apoiadores”, “detratores” e “neutros”, tornando assim mais fácil de atingir cada um deles com conteúdos específicos. Muitas das mensagens, sugere a reportagem, era para destruir a reputação de Fernando Haddad e do PT.

A denúncia comprova o que já se desconfiava faz tempo: a campanha de Bolsonaro não é feita apenas por voluntários; é sim organizada e financiada por grupos de empresários.

A hipótese passou a ser ventilada depois que Steve Bannon, responsável pelo sucesso da campanha ancorada em notícias falsas de Donald Trump nos EUA, se ofereceu para ajudar a campanha de Bolsonaro, no ano passado. “Bannon se colocou à disposição para ajudar. O suporte é dica de internet, de repente uma análise, interpretar dados, essas coisas”, explicou Eduardo Bolsonaro à revista Época. As similaridades entre a campanha de Bannon nos EUA e de Bolsonaro no Brasil se mostraram muitas: revanchismo, culto à personalidade, apelos emocionais e proliferação de boatos que apelam para tabus relacionados à sexualidade.

Embora não seja possível afirmar até que ponto a influência de Bannon moldou a campanha digital de Bolsonaro, podemos dizer que o candidato de extrema-direita armou sua estratégia com antecedência. Como mostramos em reportagem, ele antecipou a brecha que o WhatsApp dava para notícias falsas. No começo de 2017, o deputado apresentou dois projetos de lei, ainda não aprovados na Câmara, que destoam da sua atividade parlamentar e que dão pistas muito interessantes sobre o que seria a campanha. Um deles diz que só juízes do STF podem derrubar aplicativos e redes sociais no Brasil, começando pelo WhatsApp. O outro impede as operadoras de oferecer planos de internet com dados limitados, o que impactaria usuários de aplicativos. Nos dois casos, a justificativa é a mesma: derrubar app na justiça ou cortar acesso aos dados do usuário são ameaça à livre circulação de ideias no Brasil.

Não se sabe por ora qual será consequência da denúncia desse “caixa dois” para Jair Bolsonaro. O certo é que essa não é a primeira acusação de uso indevido de dinheiro da campanha em relação ao candidato. Ele admitiu que seu partido em 2014, o PP, recebeu propina de R$ 200 mil da JBS. Bolsonaro afirma ter recebido o dinheiro diretamente em sua conta para, em seguida, em vez de devolver a JBS, mandar para o PP.

FONTE: https://www.vice.com/pt_br/article/43empg/tudo-que-sabemos-sobre-o-caixa-dois-digital-de-bolsonaro?utm_source=vicetwbr

Whatsapp se tornou uma ferramenta sob completa suspeita

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O aplicativo Whatsapp é uma das muitas ramificações da corporação multinacional que se esconde por debaixo do Facebook.  O Whatsapp foi adquirido pela empresa de Mark Zuckerberg pela “bagatela” de US$ 16 bilhões em 2014 e se encontra no topo dos aplicativos de sua natureza, até porque sua instalação é gratuita e promete a completa confidencialidade aos seus usuários.

Recentemente o Whastapp estabeleceu o limite máximo de 20 envios por vez, alegadamente para dificultar a disseminação das chamadas “fake news“.  É que seu uso para a opção preferencial para interessados em disseminar mensagens privadas em campanhas que visam alterar a percepção das pessoas sobre o que está se passando em um determinado contexto.

Mas eis que no dia de hoje o jornal Folha de São Paulo divulgou uma matéria bombástica revelando que um conjunto de empresários estaria envolvido na contratação de empresas para distribuir material contra o candidato Fernando Haddad e a favor de Jair Bolsonaro, o que envolveria o envio de centenas de milhões de disparos no Whatsapp (ver imagens abaixo).

caixa 0caixa 1Independente das consequências eleitorais que esta reportagem da Folha de São Paulo, é essencial que todos os usuários do Whatsapp que se preocupam não apenas com sua privacidade pessoal, mas também com manipulações que alterem o funcionamento do sistema democrático, comecem a avaliar seriamente se não é chegada a hora de procurar outros aplicativos para substituí-lo.   É que como já apontou o jornalista Leandro Beguoci em uma reportagem publicada pelo site VICE, o WhatsApp virou uma realidade paralela (e perigosa) no Brasil [1].

Como já existem outros aplicativos similares (Telegram e Signal, por exemplo),  a possibilidade de mudança não chega a ser difícil.  Resta saber se as pessoas estarão dispostas a sair da égide do oligopólio montado pelo Facebook. A ver!


[1] https://www.vice.com/pt_br/article/j53983/como-o-whatsapp-virou-uma-realidade-paralela-e-perigosa-no-brasil?utm_campaign=sharebutton

 

#Elesim

A duas semanas da segunda volta das eleições presidenciais, o que no Brasil há de melhor tem de passar da fase #elenão para o tempo do #elesim.

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad

Por Francisco Assis

Julgo que ao longo dos quase 30 anos da minha vida cívica e política nunca tinha sido apodado de comunista, vermelho ou apoiante do regime cubano. Pelo contrário, nos últimos anos os apodos que me atribuíram com mais frequência e ligeireza foram de natureza oposta. Esse tipo de rotulagens, apresentadas em tom pretensamente calunioso, nunca me causou qualquer tipo de perturbação. Contudo, as reacções suscitadas pelo artigo que aqui publiquei na semana passada (“Um Canalha à Porta do Planalto”) foram de tal ordem violentas que me impeliram a investigar, ainda que de forma ligeira, a natureza da discussão em curso no complexo mundo das redes sociais brasileiras.

O espectáculo que se me deparou releva do domínio da demência. Não estamos apenas diante da pavorosa preponderância das famigeradas fake news, que tanto relevo tiveram nas recentes eleições presidenciais norte-americanas. Estamos perante uma realidade muito mais tenebrosa, onde o delírio de acusações infames convive com a apologia de desvairadas soluções políticas, económicas e sociais. No Brasil estamos a assistir ao trágico desaparecimento do modelo moderno de um espaço público assente no primado da discussão racional, substituído por redes semi-privadas de exaltação e exploração dos instintos e dos afectos mais primários que existem no ser humano. O campo da argumentação finou-se, dando lugar a um palco de proclamações extremistas, dogmáticas e avessas a qualquer tipo de racionalidade dialógica. Bolsonaro é simultaneamente um autor menor e um produto maior desta angustiante situação.

Em muito pouco tempo, uma figura política irrelevante e praticamente marginal deu lugar a um potencial Presidente da República. Para isso contribuiu fortemente o mundo sórdido das redes sociais que acabei de descrever. Claro que isso não explica tudo. Bolsonaro só alcançou o inimaginável patamar em que hoje se encontra porque grande parte da direita social e política brasileira se revelou pouco comprometida com o modelo democrático. As redes sociais espelham de modo cristalino o caráter atávico das elites económicas e sociais daquele país. Essa é, talvez, a grande desilusão que o Brasil projecta presentemente no exterior. Era e é sabido que uma das questões mais complexas que afetava a sociedade brasileira residia na dificuldade de articular o respeito pelas regras fundadoras e enquadradoras de uma democracia política liberal com um nível de democracia econômica social e cultural capaz de proporcionar a plena integração das massas populares na vida pública nacional. Sabia-se isso, mas julgava-se que o problema estaria razoavelmente superado ao fim de três décadas de democracia. Infelizmente não está. O peso da tradição escravocrata, a permanência de um recalcamento amnésico em relação ao genocídio das populações indígenas, o lastro de processos de assimilação migratória pouco edificantes, parecem continuar a impedir o Brasil de olhar para o seu próprio futuro.

De uma certa forma, o Brasil atual parece permanecer mais próximo do Brasil ancestral do que da maior parte dos países europeus. Ali, as elites econômicas, sociais e culturais continuam a cultivar um distanciamento obsceno em relação aos sectores mais populares, arrastando consigo toda uma classe média bastante insegura, que vive obcecada com a salvaguarda de um estatuto social capaz de a diferenciar do imenso mundo da pobreza que pulula por todo o país. Sob a fantasia, amplamente propalada, de uma exemplar miscigenação étnica, subsiste uma sociedade profundamente racista. Não será mesmo exagerado afirmar que uma parte significativa desta sociedade permanece num estado pré-democrático, aceitando como naturais diferenças e hierarquias social e culturalmente construídas. Por isso mesmo, um país fervilhante no plano artístico, científico e cultural é também um país onde as classes dominantes manifestam comportamentos de um ridículo atroz e de um egoísmo repugnante. Basta cruzarmo-nos com alguns dos representantes dessas classes privilegiadas em qualquer aeroporto europeu ou norte-americano para imediatamente percebermos o grau de egoísmo e de frivolidade de que dão provas.

O povo brasileiro, criativo, imaginativo, dotado de um extraordinário sentido de humor, é afinal de contas muito mais interessante do que as suas atávicas elites. Dir-se-á que é esse mesmo povo que se prepara para eleger Bolsonaro para a Presidência da República. É verdade; o que nos remete para uma questão que tem acompanhado a história contemporânea da América Latina: como conceber um verdadeiro regime democrático pluralista, assente num Estado de Direito, num contexto sócio-econômico caracterizado pela prevalência de um sistema oligárquico rentista e de um grau de desigualdade de rendimentos económicos e de estatutos sociais incompatível com os valores da modernidade política ocidental? Sob a liderança de Fernando Henrique Cardoso, primeiro, e de Lula e Dilma Rousseff, depois, o Brasil estava a percorrer o caminho certo no sentido da superação desse trágico problema. Com maior ou menor dificuldade, com maior ou menor acerto, esse caminho ia produzindo resultados visíveis; por responsabilidades diversas, foi interrompido; importa, neste momento histórico, impedir a sua total anulação: ainda é possível salvar o Brasil, país do futuro.

A duas semanas da segunda volta das eleições presidenciais, o que no Brasil há de melhor tem de passar da fase #elenão para o tempo do #elesim. Está provado que nada se ganha pela negativa, pela simples invocação dos demônios, pela desconstrução dos perigos, por mais reais que eles sejam. O #elenão foi um extraordinário grito de revolta de milhares de mulheres incomodadas e assustadas com o criminoso discurso do candidato da extrema-direita. Agora é preciso ir mais longe. Haddad já demonstrou ter qualidades de inteligência, seriedade e serenidade suficientes para que em torno da sua figura se possa constituir um grande movimento de esperança e de confiança no destino da imensa nação brasileira. O mundo, por estes dias, está de olhos postos no Brasil. E se nesse olhar há preocupação, há também confiança. Nos próximos quinze dias, #elesim vai ser o grande slogan mobilizador de todas as consciências democráticas espalhadas por esse mundo fora.

Artigo originalmente publicado [Aqui!]

*Francisco Assis é deputado do Partido Socialista de Portugal no Parlamento Europeu

Católicas com o dedo no gatilho colocam em xeque autoridade do Papa Francisco

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Em uma audiência geral realizada no dia de hoje no Vaticano, o Papa Francisco advertiu que o insulto, desprezo ou sentimento de ódio contra outra pessoa, especialmente se ele é um irmão, já é uma forma de assassinato [1]. Em seu pronunciamento, Francisco afirmou ainda que no Evangelho, Jesus apresenta uma nova perspectiva sobre este mandamento, disse o papa. De fato, Jesus ensina que “antes do tribunal de Deus, até a ira contra um irmão é uma forma de assassinato”. O apóstolo São João também escreveu: “Quem odeia seu próprio irmão é um assassino”.

Ironicamente o dia de hoje foi marcado por uma inusitada manifestada manifestação de funcionárias da Arquidiocese do Rio de Janeiro que aproveitaram uma visita de Jair Bolsonaro ao o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, para produzir uma das cenas mais inusitadas da já muito inusitada campanha eleitoral, ao posarem para fotógrafos fazendo sinais de armas de fogo com as mãos diante de uma imagem de Jesus Cristo ( ver imagem abaixo) [2] .

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O inusitado não fica por conta da pose com o sinal de arma de fogo, coisa que já mostrei aqui ocorrendo em templos protestantes. O inusitado fica por conta disto ter sido feito em frente de uma imagem de Jesus Cristo na sede do poder católico na cidade do Rio de Janeiro, uma das mais violentas do mundo.

Além de ser inusitada, esta cena deverá ter um custo político para dom Orani Tempesta junto ao Papa Francisco que, objetivamente, teve sua autoridade colocada em xeque pelo gesto das funcionárias da Arquidiocese.  É que não se pode esquecer que a estrutura da Igreja Católica, em que pesem suas muitas clivagens ideológicas, está alicerçada em torno da autoridade papal.  Como Francisco não é um papa que não costuma tomar esse tipo de desvio de forma, digamos, contemplativa, as repercussões deverão ser inevitáveis. A ver!


[1] https://www.aciprensa.com/noticias/el-insulto-y-el-desprecio-son-formas-de-asesinato-advierte-el-papa-francisco-91844

[2] https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/10/17/de-olho-em-voto-catolico-bolsonaro-assina-compromisso-com-arcebispo-do-rio.htm