A soberania e a crise na ciência: o começo do fim

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Por Isaac Roitman*

 

Estamos formando um exército de doutores para ficarem desempregados”, alerta Isaac Roitman, professor emérito da UnB, em artigo para o Correio Braziliense

Nelson Rodrigues introduziu a expressão complexo de vira-lata quando, na decisão da Copa do Mundo, fomos derrotados pelo Uruguai. Ele apontava que o complexo de inferioridade não se limitava ao campo futebolístico. A herança deixada pelo processo de colonização refletiu também no aspecto cultural, educacional e científico. A preocupação de explorar as riquezas da terra conquistada definiu as bases do que somos hoje: país exportador de suas riquezas naturais e com injustiças sociais.

A institucionalização da ciência no Brasil foi feita na década de 1950, com a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (Capes). A partir da década de 1960, bem-sucedido sistema de pós-graduação foi implantado no Brasil. Atualmente, mais de 16 mil doutores são formados por ano.

A criação, em 1985, do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), depois MCTI, foi também marco importante. Nos últimos 20 anos, a ciência brasileira se consolidou com secretarias de C&T nos estados e suas fundações de amparo à pesquisa. Nesse período, nossa produção científica tem crescido com taxas superiores à média mundial. Uma rede de institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) foi criada e políticas de integração academia-empresa foram implantadas. Tudo apontava para um desenvolvimento científico como base da era do conhecimento. Ledo engano.

O primeiro sinal da crise da ciência brasileira foi a fusão do MCTI com o Ministério de Comunicação, no início de 2016, com um argumento não convincente de que o governo necessitava enxugar a máquina administrativa. Daí para frente, testemunhamos grandes cortes em bolsas e em projetos. Uma emenda constitucional limitou os gastos federais a aumentos no nível da inflação por 20 anos. Em março de 2017, o governo anunciou redução de 44% no orçamento federal de ciência.

O orçamento do MCTIC será o mais baixo em pelo menos 12 anos, com apenas R$ 2,8 bilhões. A redução de investimentos alcançou também as fundações estaduais de fomento à pesquisa. A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) apresenta calote de R$ 470 milhões, que está interrompendo as atividades de pesquisas, principalmente nas universidades estaduais do Rio de Janeiro. As universidades federais, entre elas a Universidade de Brasília, estão à beira do colapso. O CNPq anuncia a suspensão de bolsas de estudos. É o início do caos.

A fragilização do nosso sistema nacional de ciência e tecnologia terá implicações graves para o desenvolvimento social e econômico brasileiro. Estamos formando um exército de doutores para ficarem desempregados. Os investimentos na formação de recursos humanos, nas últimas décadas, serão desperdiçados. O desperdício da inteligência é atitude de burrice plena. Se o processo de desmonte não for interrompido, teremos um êxodo de cientistas brasileiros para países avançados, onde a ciência é valorizada.

A inserção do Brasil na era do conhecimento é questão de soberania. A reversão do presente quadro deve ser rápida, pois grupos de pesquisas que levaram anos para serem construídos serão desativados. É pertinente que nossos governantes lembrem o pensamento de Winston Churchill: “Construir pode ser a tarefa lenta e difícil de anos. Destruir pode ser o ato impulsivo de um único dia”.

A restauração do MCTI deve ser imediata. Os investimentos em ciência e tecnologia devem ser incrementados. A burocracia para a aquisição de insumos e equipamentos deve ser simplificada. Projetos de parceria com o setor privado devem ser estimulados para obtenção de novas patentes e produtos. As pesquisas que visam à solução de problemas demandados pela sociedade devem ser valorizadas.

O Brasil precisa, urgentemente, tratar a educação e a ciência e tecnologia com seriedade, pois são pilares fundamentais para nosso desenvolvimento como nação. Caso contrário, continuaremos à mercê de tecnologia externa, comprometendo a nossa soberania e o fracasso da nossa missão geracional de legarmos para as próximas gerações um país soberano sem injustiças sociais, onde todos poderão conquistar a felicidade.

*Isaac Roitman é professor emérito da Universidade de Brasília (UNB) onde atua como Coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro. O Professor Roitman também foi o diretor do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense entre 1995 e 1996.

Correio Braziliense – DF – 25/09/2017 – página A09

FONTE: http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/22-a-soberania-e-a-crise-na-ciencia-o-comeco-do-fim/

Campos dos Goytacazes e os riscos de uma vida em constante “estado de sítio”. É isso mesmo o que queremos?

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Em um encontro casual no local onde faço minhas compras de verduras tive uma daquelas conversas que me deixam certo de que até os mais moderados já estão exasperados com a política de extermínio das políticas sociais herdadas do governo de Rosinha Garotinho que está sendo executada pelo jovem prefeito Rafael Diniz e seus dublês de secretários e menudos neoliberais.

Segundo essa pessoa, que é um  campista da gema e um intelectual que respeito por sua finesse até nos embates mais duros, não parece mais estar restando outra saída senão acorrer às ruas para protestar contra o desmanche do pouco que existia de políticas de mitigação da pobreza em nossa rica/pobre cidade.

Esse tipo de sentimento está me sendo comunicado por muitos eleitores de Rafael Diniz que acreditavam que a mudança de que se falava era uma para melhorar a cidade de Campos dos Goytacazes, e não para piorá-la.  O que ninguém imaginava (ou esperava) era que a “mudança” que viria seria apenas para impor um arrocho duríssimo sobre as camadas mais pobres da população em nome de uma economia extremamente seletiva.  Agora, além de tudo o que já foi extinto, fala-se no fechamento de unidades hospitalares de atendimento básico e na liberação dos preços das passagens de ônibus!

Voltando ao meu interlocutor deste final semana é que há entre os que dão uma cara jovem ao governo de Rafael Diniz, uma verdadeira adoração pelas políticas neoliberais que vocalizam mérito, mas aplicam receitas duras apenas sobre o mais pobres. E ainda segundo o meu interlocutor, a coisa não se dá nem por maldade, mas sim por pura ideologia que despreza os pobres, sem querer entender as raízes da sua pobreza.

Eu que ando pelas ruas, e converso com as pessoas que estão sofrendo o maior ônus da crise econômica que assola o Brasil neste momento, tenho que observar que estamos nos encaminhando para uma vida cercada entre muros, onde os que estão passando minimamente incólumes por este processo de destruição das políticas sociais (até porque nunca dependeram delas) vão se sentir cada vez mais sitiados e amedrontados.

É que nada de bom poderá sair de termos imensas fatias da nossa população sem qualquer tipo de suporte via políticas sociais. A tendência é que haja um grande aumento das taxas de violência, as quais deverão extrapolar as áreas onde historicamente ficavam circunscritas.

A questão que se coloca me parece óbvia: quem quer viver uma vida em ritmo de “estado sítio” em nome da legitimação do discurso de eficiência fiscal (de aplicação seletiva) que o jovem prefeito de Campos dos Goytacazes insiste em fazer para justificar o ataque que está sendo feito aos mais pobres?

E uma dica: quem cala, consente. E quem consente, não pode reclamar se as minhas previsões de agravamento da crise social que estamos vivendo se confirmarem.

Meritocracia que nada, o negócio dos ultrarricos brasileiros é concentrar renda

O jornal espanhol El País publicou hoje um artigo assinada pela jornalista Marina Rossi sobre um estudo realizado pela OXFAM Brasil sobre o nível de desigualdade de renda entre os brasileiros que contém uma informação que escancara a abissal diferença que existe entre os brasileiros: seis ultrarricos [ Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim)] detém mais riqueza que os 100 milhões mais pobres da nossa população [1]

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Ao buscar mais informações na página oficial da própria OXFAM Brasil encontrei o documento na qual a matéria do El País foi baseado sob o título de “A distância que nos une: um retrato das desigualdades brasileiras” e que também foi publicado nesta 2a. feira (25/09).

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O principal elemento que salta das diversas variáveis incluídas neste documento é que persistem profundas desiguldades na divisão da riqueza entre os brasileiros. Além disso, há uma série de barreiras para que essa desigualdade seja significativamente diminuída. 

E aquela conversa de que o problema do Brasil é que não prezamos a meritocracia no funcionamento na nossa sociedade? Só conversa mesmo, pois não há como sequer mencionar a aplicação de critérios de meritocracia onde tão poucos têm tanto e tantos têm tão pouco.

Quem desejar acessar e baixar o documento da OXFAM Brasil basta clicar [Aqui!].


[1] https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/22/politica/1506096531_079176.html

A crise da UENF e o silêncio obsequioso dos seus principais colegiados

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Muito tem sido questionado sobre a validade da greve que professores e servidores técnico-administrativos estão realizando na Universidade Estadual do Norte Fluminense para cobrar seus direitos trabalhistas e o fim da asfixia financeira que o (des) governo Pezão vem impondo à instituição.

Entretanto, pouco ou nada se fala sobre a inoperância política dos principais órgãos colegiados que regem a vida da Uenf, especialmente o Conselho Universitário (Consuni) que vem a ser o seu órgão máximo de deliberação.

Para mostrar o contraste entre crises anteriores e o comportamento do Consuni frente ao que está acontecendo agora, posto abaixo uma declaração pública que foi publicada em Outubro de 1999 quando houve uma sinalização de que o então governador Anthony Garotinho iria acabar com a Secretaria Estadual da Ciência e da Tecnologia (SECTEC).

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Após a mobilização das universidades estaduais, o plano de fechamento não foi levado à frente e o processo de financiamento da ciência e tecnologia continuou fluminense passando por dentro da SECTEC.

Esse contraste entre comportamentos passados e presentes precisa ser imediatamente diminuído, mesmo porque a crise atual que foi causada pelo (des) governo Pezão e ameaça a sobrevivência das universidades estaduais e até da FAPERJ é muito mais grave do que qualquer outra que vivemos no passado.

A questão que se coloca é até quando os chamados “colegiados superiores” da Uenf vão continuar em seu silêncio obsequioso e paralisia política frente aos ataques do (des) governo Pezão. A ver!

Luiz Fernando Pezão e seu papo “de deixar legado diferente” só convence quem quer ser convencido

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O jornal Folha da Manhã publicou neste domingo (24/09) uma entrevista com o ainda (des) governador Luiz Fernando Pezão com o sugestivo título “Pezão: Vou deixar um legado diferente”. 

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A entrevista é como um todo um amontoado de “nonsense” onde destaco o inverossímil empréstimo (na verdade postergação de pagamento de dívidas) de R$ 63 bilhões e chegando à construção de um suposto legado “diferente” daquilo da qual participou diretamente nos anos em que Sérgio Cabral segurava o timão no Palácio Guanabara.

Na parte mais substantiva do que o (des) governador Pezão tentou esboçar como seu “legado diferente” aparecem dois pecados capitais.  O primeiro é a insistência de indicar que as principais dificuldades que seu (des) governo Pezão tem uma relação causal com o encurtamento com as rendas dos royalties do petróleo, coisa que já é sabido não ser verdadeiro.  Mas mais do que apontar o dedo para a causa errada, o (des) governador Pezão sinaliza uma insistência irreal na possibilidade de se reverter a diminuição das rendas dos royalties. Esse tipo de insistência somada à ilusão de que há qualquer perspectiva de renascimento econômico a partir da pílula amarga batizada sob o enganoso nome de chamado “Regime de Recuperação Fiscal”. É que já tentei demonstrar neste blog que de recuperação este regime não tem nada. Aliás, o mais provável é que piore o que já está péssimo.

O segundo pecado capital é não apenas se esquivar das próprias responsabilidades sobre o que ocorreu nos tempos de Sérgio Cabral, mas como sinalizar uma pouquíssimo crível posição de que as eventuais contaminações do período anterior sobre seu próprio (des) governo estão sendo sanadas.  Aqui a coisa é simples: a equipe de Pezão é majoritariamente formada por indivíduos que estavam umbilicalmente ligados a Sérgio Cabral, e da equipe anterior só não está sendo aproveitado quem está preso.

A pitada de “vivo no mundo da lua” nas respostas do (des) governador Pezão aparece naquela onde ele afirma que “quem errou está pagando”, mas se esquecendo de mencionar não apenas diretamente o seu padrinho político Sérgio Cabral, mas como seu grande amigo e ex-secretário de várias pastas, Hudson Braga, ambos presos por causa de acusações de grossas corrupções enquanto estiveram no executivo fluminense.

Mas, convenhamos esperar o que mais de um (des) governador cuja inapetência para cumprir os altos desígnios do cargo para o qual foi eleito só faz à disposição demonstrada em se hospedar em resorts de luxo enquanto a maioria da população sofre os graves efeitos de seu desastroso (des) governo.

E que ninguém caia na conversa mole de que o Rio de Janeiro está saindo da crise. A dura verdade é que a crise causada por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão ainda está no seu limiar. Piores tempos ainda virão por aí para a maioria pobre da população fluminense.

Para quem desejar ler a entrevista completa do (des) governador Pezão, basta clicar no link que segue ao fim desta postagem [1].


[1] http://www.folha1.com.br/_conteudo/2017/09/politica/1225120-pezao–vou-deixar-um-legado-diferente.html

 

Um tributo a John Browder, um intelectual que amava a Amazônia e seus povos

A morte de alguém próximo normalmente desperta sentimentos de perda e dor na maioria de nós.  Apesar de tomar a morte como um ponto inevitável no ciclo da vida, sempre me vejo confrontado esses sentimentos quando pessoas influentes na minha vida cessam sua existência. Este é o caso agora do meu orientador de doutorado, John Browder, que faleceu neste final de semana após uma dura batalha contra o câncer.

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Ainda que separados por milhares de quilometros desde que retornei para o Brasil em 1997, mantive com o professor Browder uma profícua parceira acadêmica e uma amizade que se fortaleceu ao longo do tempo. A última em que nos encontramos pude compartilhar na sua casa, onde na base de muitas marteladas consegui terminar de montar cadeiras que ele havia comprado numa loja do Walmart.  Enquanto eu martelava, John ria gostamente com todo aquele esforço para termos cadeiras para sentar e jantar.

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Mas a perda que a morte de John Browder representa vai muito além da pessoal para sua família e os que passaram pelas suas mãos como orientados ou simplesmente alunos na Virginia Tech. Com sua morte se encerra um capítulo de uma saga de pesquisas que ele iniciou na década de 1980 na Amazônia brasileira ocidental quando chegou em Rolim de Moura (RO) para estudar o ciclo de ouro da exploração do mogno, as quais carregam as digitais acadêmicas que ele fez questão de imprimir em cada um dos seus projetos acadêmicos.  Sendo um amante obsessivo dos detalhes e da perfeição, ele me impôs tarefas duras para obter dados sobre os processos controlando o uso da terra no estado de Rondônia, especialmente aqueles que oferecem alguma possibilidade de que a imensa riqueza amazônica representada em suas florestas não seja transformada literalmente em cinzas.  

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É dessa linhagem de pesquisas que precisamos urgentemente neste momento onde todas as barreiras para a completa destruição da biodiversidade amazônica estão sendo derrubadas. Em nossas últimas trocas de e-mails, John Browder se mostrou tremendamente preocupado com as notícias que chegavam sobre a retomada dos altos níveis de desmatamento na Amazônia brasileira. 

Apesar de John Browder já não estar mais por aqui para me instigar para publicar um artigo sobre a penetração da pecuária na Amazônia e suas contribuições para o avanço do desmatamento que ali está ocorrendo., tentarei levar essa tarefa para frente.  Creio que seria a melhor forma de retribuir todas a contribuições que ele generosamente me ofereceu enquanto orientador e amigo. 

Rest in peace, John Browder.

A prisão de Anthony Garotinho e a mulher de César

A decretação da prisão domiciliar com pitadas de silêncio obsequioso a que o ex-governador Anthony Garotinho foi submetido pelo juiz Ralph Manhães está ganhando projeção nacional, e por motivo bastante correlato ao caso conhecido como “Operação Chequinho”.

A coisa que está mais causando o transbordamento do caso do plano local para o nacional se refere à nomeação de parentes do delegado da Polícia Federal que vem comandando as investigações da “Operação Chequinho” para ocuparem cargos de confiança na gestão do prefeito Rafael Diniz (PPS).

O primeiro a abordar essas nomeações foi o jornalista Lauro Jardim no seu blog no “insuspeito” jornal O GLOBO [1].  Neste sábado (22/9) quem toca no caso é o jornalista Fernando Brito do respeitado blog de circulação nacional “Tijolaço” [2]

Em sua postagem, Fernando Brito foi bastante ácido em relação à situação vigente em relação à “Operação Chequinho” ao afirmar que “Campos, no Norte Fluminense, por tantos anos controlado por suas oligarquias, agora tem  “coronéis de toga e de distintintivo”.

De minha parte afirmo que em determinados casos, como é o da “Operação Chequinho”, vale a máxima originada da frase do Imperador romano Júlio César num caso envolvendo sua esposa Pompéia e um jovem que teria entrado disfarçado de mulher numa das festas promovidas pela imperatriz. Apesar de não ter encontrado provas que sua mulher teria cometido adultério, César se divorciou dela, dizendo que ““minha esposa não deve estar nem sob suspeita”. Assim,  ter parentes nomeados pelo prefeito cuja candidatura teria apoiado nas eleições de 2016, e ainda por cima ter chefiado as investigações que resultaram na prisão de Anthony Garotinho, não contribui para evitar que suspeitas, mesmo que infundadas, sejam levantadas. Pois como diz o provérbio que resultou do imbróglio entre César e Pompéia, “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

Já no que se refere ao jovem prefeito Rafael Diniz, ele deve estar consciente das inevitáveis repercussões que a publicização das nomeações citadas por jornalistas de projeção nacional terão sobre seu governo. Do contrário, não as teria feito. Resta apenas saber se os riscos envolvidos foram bem calculados.

Mas não nos esqueçamos que em breve o “habeas corpus” (HC) impetrado por Anthony Garotinho será julgado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se o HC for concedido é muito provável que essas nomeações ainda vão ser citadas num certo programa radiofônico que é veiculado pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro. A ver!


[1] http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/emprego-para-os-irmaos.html

[2] http://www.tijolaco.com.br/blog/prefeito-nomeia-2-irmaos-do-delegado-que-prendeu-adversario-garotinho/