O assassinato da ciência nacional é um crime hediondo contra o futuro do Brasil

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Ao que tudo indica, o que está ruim ainda vai piorar muito quando se trata do financiamento da ciência brasileira. Os alarmes já estão soando em 2017 com os cortes drásticos que foram realizados nas principais agências de fomento do sistema brasileiro de ciência e tecnologia, mas a coisa pode piorar ainda mais em 2018 quando se avizinha uma erosão ainda maior do aporte de verbas. Em artigo publicado na prestigiosa revista científica “Science”, o jornalista Herton Escobar sintetiza bem o problema: à diminuição de 44% no orçamento do ministério comandado por Gilberto Kassab deverão ser acrescidos outra diminuição de 40% em 2018 [Aqui!]!

E note-se que muitas reitorias de universidades federais já estão anunciando que seus orçamentos deverão ser esgotados já no mês de Setembro, o que deverá causar uma crise sem precedentes, a exemplo do que já vem ocorrendo nas universidades estaduais do Rio de Janeiro. E com isso se ameaça diretamente quase 100% do que é produzido em termos de ciência e tecnologia no Brasil!

Em comparação com países como Coréia do Sul e China, os investimentos brasileiros em ciência e tecnologia estão se tornando em irrisórios em termos da porcentagem investida em relação ao Produto Interno Bruto. E para quem acha que isso é irrelevante e sem importância, basta verificar o que esses dois países, cada um no seu ritmo, alcançou nos últimos 20 anos em comparação ao Brasil. Eu utilizo exatamente Coréia do Sul e China porque não muito atrás no tempo, o peso da economia brasileira era similar ao destes países, mas agora estamos sendo deixados na poeira pelo agigantamento científico e tecnológico que eles obtiveram ao investir de forma pesada no desenvolvimento de suas universidades e institutos de pesquisa.

O que estou afirmando é que ao rebaixar o nível de investimento em ciência e tecnologia, o governo “de facto” de Michel Temer está impossibilitando que o Brasil tenha um mínimo de possibilidade de se libertar de sua dependência cada vez maior da exportação de commodities agrícolas e minerais.  E a estas alturas do campeonato não é difícil estimar que tipo de futura se reserva a um país de dimensão continental que se dá ao luxo de continuar ancorado na venda de commodities em detrimento do estabelecimento de novas tecnologias, inclusive para a produção sustentável de produtos agrícolas! 

Contraditoriamente o desmanche do sistema científico e tecnológico nacional tem sido facilitado pela posição letárgica da chamada “comunidade científica” brasileira. Ao invés de se fazer uma crítica mais contundente sobre o encurtamento de verbas para uma área tão estratégica, o que mais tenho ouvido é uma ladainha em prol da construção de parcerias público-privadas para suprir o abandono desta área estratégica pelo Estado.  Esse tipo de discurso apenas favorece aos que querem desnacionalizar a ciência nacional para colocá-la como mais um apêndice dos oligopólios que, de fato, controlam a economia nacional.   E, pior, não leva em consideração sequer o fato de que as corporações econômicas não possuem a menor disposição para realizar investimentos substantivos nas universidades e institutos de pesquisa, pois importam a tecnologia que precisam de suas matrizes.

Como não vejo qualquer possibilidade do governo “de facto” de Michel Temer parar o seu projeto de asfixiar financeiramente o sistema nacional de ciência e tecnologia, a única saída que resta para os que não querem rumar para outros paises (inclusive as já citadas China e Coréia do Sul) em busca de ambientes menos inóspitos é organizar a resistência aqui e agora. Do contrário, só vai restar mesmo o caminho do aeroporto.

E concluo afirmando que esse massacre do sistema nacional de ciência e tecnologia é um verdadeiro crime hediondo contra o futuro do Brasil. O problema é que este governo está cometendo tantos crimes hediondos contra o nosso futuro, que arrisca ninguém notar o cometido contra a ciência.

Sinal dos tempos? MP/RJ realizará evento sobre segurança pública que terá Kim Kataguiri como “debatedor”

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Como se pode ver pelo flyer abaixo que me chegou via o Facebook, o Ministério Público do Rio de Janeiro marcou, para o dia 15/09, o evento “Segurança Pública como direito fundamental”, que contará com palestras e mesas de debate.

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Um detalhe que chama a atenção logo de cara é o fato de que,  entre os convidados para palestrar, constam os nomes do diretor do “Instituto Liberal”, Alexandre Borges e de Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre (MBL), que recentemente foi flagrado apresentando dados incorretos sobre a reincidência de apenados que foram libertados do grotesco sistema prisional brasileiro.

 O evento contará ainda com uma curiosa mesa sobre “Bandidolatria e democídio” que ficamos sabendo ao ler o folder que se trata de uma discussão sobre “garantismo penal e criminalidade no Brasil”. Mas é isso mesmo? Confesso que fiquei meio sem entender!

Ah, sim, Kim Kataguiri está escalado para “debater” numa mesa sobre “Segurança pública e justiça”.  Outro participante da mesa é o empresário Roberto Motta (que chegar a ser o presidente da seção fluminense do Partido Novo) que pode ser visto  [Aqui!]. De quebra, os participantes ainda poderão ser brindados com as ideias de Alexandre Borges do Instituto Liberal, outro expoente do pensamento de direita que liderou a luta pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Com esse tipo de debatedor e programação, o que será que poderemos esperar do MP/RJ na área da segurança pública? Eu particularmente não me sinto muito otimista. Será que sou o único que sente assim depois de ler o folder deste evento?

 

 

 

Porto do Açu: reintegração de posse não cessará conflito agrário

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A realização da reintegração de posse da área reocupada pelos agricultores expropriados e nunca indenizados pelo (des) governo Sérgio Cabral em benefício do ex-bilionário Eike Batista no V Distrito de São João da Barra está longe de acabar com o conflito agrário em curso no entorno do Porto do Açu.

A primeira evidência de que esta reintegração é apenas mais um episódio entre os muitos que já ocorreram ao longo dos últimos anos foi a ação dos agricultores que fechou a entrada principal do Porto do Açu durante parte desta 4a feira [Aqui!] (ver imagens abaixo).

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É que a decisão do juiz Paulo Maurício Simão Filho, da 1a. Vara Cível de São João da Barra, de reverter o seu entendimento inicial em relação ao pedido de reintegração realizado pelas empresas Porto do Açu Operações e Grussaí Siderúrgica do Açu (GSA) e pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (Codin), não foi bem digerida pelas centenas de famílias de agricultores que tiveram suas terras tomadas por Sérgio Cabral e até hoje estão literalmente de mãos abanando, enquanto alugueis milionários são cobrados da pequena faixa de terra que teve algum tipo de uso produtivo no Porto do Açu.

Contribui ainda para esta percepção de injustiça os dados divulgados pelo professor Roberto Moraes do Instituto Federal Fluminense sobre as áreas ocupadas por empreendimentos semelhantes ao Porto do Açu, os quais mostram a total desproporção do montante expropriado por Sérgio Cabral para beneficiar o megaempreendimento iniciado por Eike Batista e que hoje está sob controle do fundo de private equity EIG Global Partners cuja sede fica em Washington, DC, capital dos EUA (ver tabela abaixo).

ZIPs no Brasil

Fonte: http://www.robertomoraes.com.br

Apenas à guisa de comparação, a área tomada dos agricultores por Sérgio Cabral é 10 vezes maior do que a ocupada pelo Porto de Santos, que é o maior da América Latina! Não é à toa, portanto, que haja tanta terra tornada improdutiva pelos decretos promulgados por Sérgio Cabral em benefício de Eike Batista e, por extensão, do EIG Global Partners que “herdou” o espólio quando o império de empresas operacionais do Grupo EBX colapsou.

Como já afirmei neste blog, com esta ação de reintegração, a Prumo Logística Global pode até ter tido uma vitória circunstancial no seu enfrentamento com os agricultores. Entretanto, esta vitória tem tudo para ser pírrica, na medida em que todas ações de “greenwashing” e “corporate washing” que vêm sendo empreendidas para lavar a imagem do Porto do Açu junto aos agricultores do Açu estão indo literalmente abaixo [Aqui!].

Por outro lado, nunca é demais afirmar que as disputas judiciais são apenas uma das instâncias, principalmente aquelas que ocorrem na primeira instância de São João da Barra, onde este conflito está se dando.  Em outras palavras, a “vitória” de hoje poderá ser apenas o prenúncio de uma grande derrota amanhã. A ver!

Seguindo os passos de Pezão, secretário de Fazenda tira férias e vai para os EUA

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Que o (des) governo do Rio de Janeiro não prima por manter as aparências, a população e os servidores estaduais  já sabem desde o dia 01 de Janeiro de 2015 quando começou o mandato de Luiz Fernando Pezão. Mas agora parece que chegamos a um novo patamar de esculacho. 

É que depois de Luiz Fernando Pezão ter se afastado do seu posto para passar uma semana num Spa de luxo no bucólico distrito de Penedo, agora sabemos que o (des) secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, tomou o rumo do aeroporto para tirar um período não determinado de férias nos EUA [Aqui!]!

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Essas férias de Gustavo Barbosa e de Luiz Fernando Pezão ocorrem num momento não apenas em que mais de 200 mil servidores estão ainda sem seus salários, pensões e aposentadorias relativos ao mês de Maio, mas com a malfadada renegociação fiscal encalhada em alguma gaveta do ministro/banqueiro Henrique Meirelles em Brasília.

Ainda que em tese não haja nada de ilegal nas férias de Pezão e Barbosa, a saída deles do exercício de seus cargos num momento tão crucial reflete apenas o completo desprezo que possuem pelos servidores estaduais pela população do Rio de Janeiro. 

Enquanto isso, os “sem salários” estarão hoje em frente do Tribunal de Justiça expressando sua opinião sobre decisões judiciárias que rotularam a situação criada pelo calote comandado por Pezão e Gustavo Barbosa como “mero aborrecimento”.

Finalmente, não há como deixar de mencionar o fato de que Gustavo Barbosa conhece bem as terras estadunidenses, incluindo a porção compreendida pelo pequeno estado de Delaware onde, enquanto diretor-presidente do  RioPrevidência, realizou a operação de captação de recursos que faliu o fundo próprio de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.  Ainda que a principal atração existente em Delaware seja o turismo, fico me perguntando se nessa viagem de férias, Barbosa vai fazer uma visitinha aos seus conhecidos em Wilmington onde está localizado o “Rio Oil Finance Trust” [Aqui!]

A praga dos agrotóxicos vai piorar: governo Temer vai afrouxar regras para produtos entrarem e ficarem no mercado brasileiro

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O Brasil é desde 2008 o maior consumidor mundial de agrotóxicos, e no nosso país ainda estão sendo utilizados produtos que foram banidos em outras partes do mundo, incluindo a China.   Um artigo que publiquei em 2012 com resultados sobre uma pesquisa realizada por dois grupos de pesquisa da Universidade Estadual do Norte Fluminense mostrou que a presença de agrotóxicos banidos era significativa, colocando em risco agricultores, sistemas aquáticos e os consumidores dos produtos saídos de roças que se tornaram completamente dependentes do uso desses venenos [Aqui!].

Mas como no Brasil governado por Michel Temer todo veneno é pouco, agora descobri que o ministro/latifundiário Blairo Maggi está preparando um criminoso afrouxamento nas regras que permitem que agrotóxicos entrem e permaneçam no mercado [Aqui!].

Sob a desculpa de dar “segurança aos produtores e aos consumidores destes venenos agrícolas”, Maggi e seus colegas ruralistas estão propondo uma mudança que à primeira vista parece mínima, mas que tornará mais fácil para que um dado produto seja autorizado para comercialização no Brasil. É que em vez de “perigo” que se relaciona ao grau de toxicidade de um dado produto, a proposta que está em gestação passará a medir os agrotóxicos em termos de “risco” que tem mais a ver ao grau de exposição que se tenha ao mesmo. 

A questão parece mínima, mas não é. Como já observei em estudos de campo por mais de uma década,  raramente as regras que supostamente minimizam o risco são seguidas por uma série de fatores, sendo a minimização do tempo gasto na aplicação dos produtos a que considero a principal.

Entretanto, a mudança mais grave é que nas novas regras, Governo vai mudar regras para registro de novos agrotóxicos, produtos já autorizados a serem comercializados não precisarão passar por um processo de reavaliação nem ser banido do mercado. O problema é que muitos produtos que já foram largamente utilizados, como foi o caso do D-D-T, foram posteriormente identificados como causadores de graves danos à saúde humana e aos sistemas naturais.  Além disso, como as regras estão sendo objetivamente afrouxadas para permitir que novos produtos que são ainda mais tóxicos do que os disponíveis sejam mais rapidamente avaliados e liberados, a perspectiva que se abre é de um verdadeiro apocalipse químico no Brasil, principalmente nas regiões ocupadas por largas extensões de monocultura.

O mais dramático dessa situação é que outras partes do mundo já estão se afastando desse modelo de agricultura que depende tão fortemente dos venenos agrícolas, com experiências avançadas de agricultura ecológica se dando em muitas partes do mundo, incluindo a União Europeia.  Enquanto isso, o Brasil, seus trabalhadores rurais, e a população que consome a produção que é obtida com um uso altíssimo de venenos agrícolas parecem destinados a serem utilizados pelas corporações multinacionais que os vendem a ser uma espécie de “zona de sacrifício” onde serão despejados produtos que o resto do mundo não quer mais.

A Monsanto e a Syngenta/ChemChina certamente agradecerão os bons serviços de Blairo Maggi e Michel Temer.
 

Florestas amazônicas sob grave risco: Financial Times sugere que Michel Temer troca árvores por votos da bancada ruralista

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O “Financial Times”, um dos mais respeitados  veículos da mídia mundial na área de negócios e notícias econômicas, publicou nesta 3a. feira (18/07) um artigo de autoria do jornalista Joseph Leahy que deve causar mais dor de cabeça para o presidente “de facto” Michel Temer nas suas já conturbadas relações com outros líderes mundiais.

Sob o título de “Temer pushes Amazon deforestation bill in Brazil” (o que pode ser traduzido literalmente para o português como “Temer empurra lei de desmatamento da Amazônia no Brasil”) [Aqui!], Joseph Leahy sugere que o presidente “de facto” do Brasil está trocando a proteção das florestas amazônicas por votos da bancada ruralista no seu esforço de se manter no poder.

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Um dado oferecido pela matéria, e que demonstra a real necessidade de Michel Temer de adular os apoiadores do latifúndio agro-exportador, é de que a bancada ruralista contaria neste momento com 230 membros dentro de um total de 513 deputados.  E como a bancada ruralista não é de brincar em serviço quando se trata de defender os latifundiários, esse controle quase total da Câmara de Deputados explica bem uma série de votações que retroagiram uma série de direitos, começando pela contra-reforma trabalhista.

Partindo do Financial Times,  a afirmação de que Michel Temer está realizando uma troca crua das florestas amazônicas por votos que o mantenham no poder pode ter efeitos diretos nos interesses dos grandes capitalistas do agronegócio que operam no Brasil, visto que já existe um claro desconforto entre governos europeus de receber commodities produzidas em áreas de desmatamento novo.

Eu chamaria ainda atenção para os dados apresentados na matéria sobre o ritmo de desmatamento na Amazônia brasileira que foram produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE) (ver figura abaixo).

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É que estes dados são referentes apenas às taxas de desmatamento de corte raso, que seria aquele que ocorre quando todo uma área é desprovida de sua floresta. O problema é que atualmente na Amazônia existem outras formas graves de degradação florestal que podem facilitar o avanço da mancha de desmatamento, incluindo a extração ilegal de madeira e incêndios.  Assim se somarmos, o desmatamento de corte raso aos danos causados pela extração ilegal de madeira e os incêndios, a ameaça sobre a Amazônia é ainda maior do que apontado pela matéria.

Um detalhe importante que foi mostrado por Joseph Leahy é que a principal ameaça neste momento que paira neste momento é a diminuição das áreas protegidas (um risco que eu e o um conjunto de colegas já havíamos antecipado em um artigo publicado em 2005 na revista “Environmental Conservation” [Aqui!]). 

Entretanto, ao conversar com o meu parceiro de pesquisas Eraldo Matricardi, do Departamento de Engenharia Florestal da UNB, ele ponderou que um aspecto particularmente desestabilizador para os esforços de conservação é a perda que está ocorrendo nas estruturas de comando e controle que foram implantadas a duras penas nas últimas quatro décadas na região.  É que com os drásticos cortes que estão sendo feitos no orçamento do Ministério do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, haverá uma inevitável degradação nas atividades de monitoramento via sensoriamento remoto e da ações coibitivas no solo.  E nessa perda de comando e controle, os muitos inimigos e saqueadores da floresta vão ficar livres para agir.

Em suma, o que está ruim poderá ainda piorar. É que pelo andar da carruagem, Michel Temer ainda vai precisar muito dos votos da bancada ruralista para escapar de seu processo impeachment.

 

 

 

Servidores, pensionistas e aposentados discriminados pelo (des) governo Pezão lançam carta pública de denúncia à população fluminense

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO FLUMINENSE

Os Servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro declaram à população:

O governador Luiz Fernando Pezão (ex-aluno de escolas públicas de Piraí), junto com seus secretários, escolheram contar ao povo que não há como quitar os salários. Escolheu mentir à população! E mais do que isto: ao invés de procurar por saídas, escolheu pagar alguns… dividiu uma luta que é de toda sociedade, escolheu deixar Universidades como a UERJ, a UENF, a UEZO, agonizando! Agonizando segue a saúde, sucateada com equipamentos sem manutenção e hospitais fechando ou reduzindo o número de leitos!

O Estado escolheu deixar hospitais como o Pedro Ernesto morrerem aos poucos… Mas o governador, não vai fazer seu tratamento em hospitais públicos, não é mesmo? Vai para um Spa em Penedo, que também é um “centro de saúde”, que custa a bagatela de 11 mil reais por semana. Também é escolha deste Executivo, deixar sem as condições de funcionamento CECIERJ, FAETEC e matar também a CULTURA, não investindo em Ciência e Tecnologia.

E por último, nos causa revolta ver que este governo escolhe deixar milhares de SERVIDORES sem ter como arcar com suas despesas depois de terem honrado cada dia de suas vidas como funcionários públicos. NÓS SERVIDORES, ESTAMOS COM NOSSOS SALÁRIOS ATRASADOS E SEM DÉCIMO TERCEIRO DE 2016!

ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ESTÃO À MINGUA, LUTANDO POR DIGNIDADE!

E para o Judiciário? Ah… para o Judiciário, isto é um “MERO ABORRECIMENTO”. Mas seus salários, estão em dia!

Junte-se a nós e escolha lutar por um funcionalismo forte, que tenha dignidade para viver, trabalhar e atender a população com o respeito que ela merece! Diga não à privatização da Saúde e da Educação Pública!!!

“OS SEM SALÁRIOS DO ESTADO”
UERJ – UENF – UEZO – CECIERJ – FAETEC – FAPERJ – CULTURA – SAÚDE – APOSENTADOS E PENSIONISTAS.