Saiba como limpar sacolas de mercado para evitar contaminação de coronavírus dentro de casa

sacolasCovid-19 resiste em superfícies por dias, segundo pesquisas; sacolas reutilizáveis são mais indicadas e devem ser lavadas

São Paulo (SP), 08 de abril de 2020 – Pesquisa recente publicada pelo “New England Journal of Medicine” aponta que o novo coronavírus (Covid-19) pode resistir por até três dias em superfícies como plástico e aço inoxidável. Frente aos perigos de contaminação, muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre como impedir que o vírus entre ou se espalhe em sua casa após as compras.

Entre as principais dúvidas estão como escolher e o que fazer com as sacolinhas de compra. De acordo com Marina Valente, gerente do segmento de embalagens médicas da DuPont, o ideal é ir ao mercado com sacolas reutilizáveis, de pano ou ecológicas (ecobags), que reduzem drasticamente o risco de contaminação.

“Ao levar uma sacola reutilizável de casa, há menor manipulação por outras pessoas, reduzindo os riscos de infecção se compararmos com sacolinhas de plástico dos supermercados. O consumidor deve levar sua sacola reutilizável e só usá-la efetivamente na hora de guardas as compras”, afirma Marina.

Após o uso, em casa, as sacolas devem ser lavadas imediatamente. Segundo a executiva, há atualmente no varejo opções de sacolas com plásticos especiais que permitem lavagem fácil e eficaz, como as feitas com Tyvek®, material leve, impermeável e 100% sustentável.

“Após guardar as compras, o consumidor deve imediatamente lavar as sacolas reutilizáveis com água e sabão para evitar que, eventualmente, o vírus permaneça naquela superfície”, explica. Veja neste link um passo a passo de como lavar sua sacola reutilizável. “No caso de sacolinhas comuns de plástico, o ideal é jogá-las no lixo logo após guardar os produtos”.

“Higienização e autopoliciamento são as palavras-chave para evitar contaminação pelo Covid-19 em qualquer situação. Ao fazer compras, a atenção deve ser redobrada porque o vírus pode, sim, ser levado para dentro casa”, finaliza Marina.

Sapatos e verduras

A primeira dica ao chegar em casa após a ida ao mercado é não entrar diretamente com as compras, deixando-as no carro ou na superfície mais limpa possível. Antes de tudo, deixes os sapatos na porta e troque de roupa (colocando a roupa que foi ao mercado imediatamente para lavar). Depois disso, tome banho ou higienize suas mãos (neste link você pode ver o procedimento correto para lavar as mãos).

Prefeitura Municipal de Vila Velha: Lavar as mãos é uma das ...

“O próximo passo é colocar as sacolas de compras em uma superfície fácil de limpar posteriormente – de preferência, de pedra ou vidro. Retire os itens um a um e limpe as embalagens com água e sabão ou álcool em gel 70º antes de guardá-las”, ensina Marina.

Quando possível, guarde alimentos sem as embalagens originais. Para isso, abra os pacotes e jogue-os no lixo imediatamente. Só manuseie os produtos após lavar novamente as mãos. Higienize-os e guarde-os em local próprio e limpo. Frutas e verduras podem ser higienizados com imersão em solução de água sanitária (sem alvejante) ou hipoclorito de sódio.

Após guardar as compras e lavar as sacolas reutilizáveis, limpe bem a bancada onde as sacolas de compras estavam e volte a higienizar as mãos corretamente. “É muito difícil conseguir impedir o Covid-19 de entrar em casa, mas, adotando os procedimentos corretos, podemos reduzir muito os riscos de contato via superfície”, diz.

A executiva lembra que, durante todo esse procedimento, é importante não tocar o próprio rosto, para evitar que o vírus passe das mãos para a boca, o nariz ou os olhos. “Essa dica vale para o dia inteiro: autopoliciar-se para não tocar a própria face sem que as mãos estejam devidamente higienizadas”, conclui.

______________________

Para mais informações, por favor entre em contato com:

2PRÓ Comunicação

Carolina Mendes – carolina.mendes@2pro.com.br
Jorge Soufen Jr – jorge.junior@2pro.com.br
Telefone: (11) 9 9170-9079

Em meio à pandemia, grileiros e invasores se aproximam de aldeia Karipuna

Em nota conjunta, Apoika, Cimi e Greenpeace denunciam que o risco de um iminente genocídio da pequena população Karipuna é ainda mais preocupante no contexto da Covid-19

karipuna-chico-batata-todos-olhos-amazonia-scaledRetirada de madeira ilegal na Terra Indígena Karipuna, registrada em 2019. Foto: Chico Bata/Todos os Olhos na Amazônia

Na última quarta-feira (1/4), indígenas Karipuna foram surpreendidos ao avistar quatro invasores limpando uma área de floresta a menos de dez quilômetros da Aldeia Panorama, onde vivem e, atualmente, estão em isolamento, buscando se proteger da pandemia do novo coronavírus.

Dois dias antes (30/3) eles ouviram constantes ruídos de máquinas e motosserras, também próximos à aldeia, explicitando que invasores voltaram ao seu território tradicional. Esta situação deixou os Karipuna e seus aliados em estado de alerta e extrema preocupação, agravada pela experiência histórica do próprio povo.

Na década de 1970 – há pouco mais de 40 anos, portanto – os Karipuna foram quase exterminados por doenças contagiosas transmitidas durante o traumático processo de contato com a sociedade não indígena protagonizado pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Naquela época, o povo Karipuna foi reduzido a apenas oito pessoas: quatro adultos e quatro crianças. Atualmente, sua população totaliza 58 pessoas.

O risco de um iminente e fatal genocídio do povo ressurge agora de modo ainda mais preocupante, seja em função de um potencial ataque dos invasores, seja devido à possibilidade desses invasores contaminarem os Karipuna com o coronavírus.

A Associação do Povo Indígena Karipuna (Apoika), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Greenpeace Brasil externam grande preocupação com o avanço e as potenciais consequências da grilagem da Terra Indígena (TI) Karipuna, no estado de Rondônia.

karipuna 1Foto: Rogério Assis/Todos os Olhos na Amazônia – O avanço do desmatamento e das invasões é ainda mais grave no contexto da COVID-19, porque invasores podem contaminar os Karipuna

Nos últimos anos foram feitas diversas denúncias – tanto no Brasil como em organismos internacionais – sobre as severas ofensivas dos invasores na TI Karipuna, inclusive com o aumento do desmatamento e até mesmo a venda de lotes no interior da terra. Este recente avanço de grileiros e madeireiros sobre o território, em meio à pandemia de Covid-19, é mais um indicativo de que as ações de monitoramento e fiscalização do território realizadas ao longo de 2019, mais do que nunca, precisam ser retomadas, sob pena de testemunharmos um recrudescimento do desmatamento e da degradação na TI Karipuna.

Em dezembro de 2019, conforme documento protocolado no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia Federal (PF), em Porto Velho, já denunciávamos uma intensa movimentação de motocicletas para e no interior da terra indígena. Cumpre frisar que a terra indígena em questão está devidamente registrada como Patrimônio da União desde 1998, nos termos do que determina o Artigo 20 da Constituição Brasileira e que, portanto, o direito de usufruto é exclusivo dos Karipuna, conforme estabelece o Artigo 231 da mesma Carta Magna.

No dia 15 de março de 2020, uma denúncia anônima informava que um grupo de pessoas estaria se organizando para invadir a TI Karipuna com o intuito de dar continuidade ao processo de loteamento e grilagem desta terra, de ocupação tradicional indígena.

Diante disso, é urgente que as autoridades tomem medidas cirúrgicas e estruturantes de combate à grilagem em curso na TI Karipuna. Neste sentido, exigimos:

  1. O devido e tempestivo cumprimento de decisão judicial, de junho de 2018, que determina a continuidade da fiscalização e um plano de proteção permanente da TI Karipuna;
  2. A retirada imediata dos invasores do interior da TI Karipuna, com a respectiva identificação e prisão dos mesmos;
  3. A identificação, apreensão de bens e prisão das pessoas responsáveis pela organização e dos beneficiários do processo de invasão, retirada ilegal de madeira e grilagem da TI Karipuna;
  4. A identificação dos proprietários das áreas do entorno que são usadas para a invasão, retirada ilegal de madeira e grilagem da TI Karipuna, com a devida investigação, pela Polícia Federal, a fim de averiguar eventual conivência ou não dos mesmos.

Associação do Povo Indígena Karipuna (Apoika)
Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
Greenpeace Brasil

Flexibilizar o isolamento social é preparar o genocídio dos pobres

virus infecções

Em várias cidades brasileiras a população vem acorrendo às lotéricas e agências bancárias em grandes números, fato esse que está fartamente ilustrado em jornais e redes sociais.  Apesar de todas essas aglomerações, não se vê na maioria das cidades nenhuma ação do estado (em qualquer esfera que seja) para educar a população e disciplinar o acesso aos serviços que continuam funcionando.

Não bastasse isso, diversos governadores (Wilson Witzel (RJ) e Romeu Zema (MG), como exemplos) estão agindo para flexibilizar (na verdade relaxar) decretos anteriores para permitir a abertura do comércio em cidades que estejam com um número oficial de casos de COVID-19.  Além disso, a entrega dos recursos aprovados pelo congresso nacional para auxiliar a parte mais prejudicada da classe trabalhadora está se dando de forma claramente vagarosa, o que contribui para a saída às ruas das pessoas em busca de algum ganho que lhes permita comprar um mínimo de alimentos para não passar fome.

Várias pessoas caminham pelo centro de São Paulo na segunda-feira, 6 de abril.Multidão caminha pelas ruas do centro de São Paulo no dia 06 de abril.

Toda essa situação ocorre em meio ao aumento do número oficial de pessoas contaminadas pelo COVID-19, aumento esse que também está se estendendo ao número oficial de pessoas falecidas como consequência dessa infecção. 

corona-7abr-1Número de infectados pelo COVID-19 até o dia 07 de abril mostra curva em ascendência acelerada.

O fato é que  no momento exato em que as curvas de contaminados e mortos pelo COVID-19 estão dando sinal de aumento explosivo, os governantes estão abrindo as portas do comércio. Para entender que isso nos levará a uma catástrofe sanitário não é preciso ser cientista, pois é só usar o senso comum para ver que exatamente isto o que ocorrerá. 

E para quê abrir o comércio e flexibilizar a forma de milhões de brasileiros de trabalhar sem que seja sequer fornecido o material necessário para os profissionais de saúde trabalharem em um nível mínimo de segurança? Essa é a questão que deveria estar sendo feita, pois a verdade é que o Brasil está flertando neste momento com o genocídio das parcelas mais pobres da sua população.

E como bem disse o neurocientista Miguel Nicolelis: ‘Temos de convencer as pessoas da letalidade do inimigo’, pois o principal a fazer no momento é manter o isolamento social: “Estamos num estado de guerra. O mundo que a gente conhecia desabou”.  Simple assim!

Na surdina governo Witzel quer tirar recursos das universidades estaduais para suposta aplicação no combate ao coronavírus

cheque uerjSob argumento de financiar combate ao coronavírus, governo Witzel quer passar a tesoura no orçamento das universidades estaduais.

Além de não cumprir a lei no tocante ao pagamento dos duodécimos das universidades estaduais, o governo Witzel parece estar agora se movendo para retirar dinheiro dos orçamentos aprovados para estas instituições sob o argumento de financiar o combate ao coronavírus em território fluminense.

A situação assume contorno sérios, pois além de ferir o que foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para garantir o funcionamento das universidades, esse movimento retiraria recursos fundamentais para pesquisas em andamento  não apenas sobre o COVID-19, mas também sobre outras doenças com contornos epidêmicos como são os casos da dengue, da zika e da chikungunya. 

Na verdade para ser coerente com seu discurso de compromisso de combater a disseminação exponencial do coronavírus, o governador Wilzon Witzel deveria já ter criado um gabinete de crise com os principais pesquisadores existentes em todas as instituições de pesquisa existentes no Rio de Janeiro para definir estratégias de contenção da difusão da COVID-19.

Fui informado que uma audiência especial  deverá ser realizada na próxima segunda-feira (13/04)  pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Alerj, presidida pelo deputado Waldeck Carneiro (PT), para discutir mais essa grave ameaça sobre a saúde financeira das universidades estaduais do Rio de Janeiro.

Desde já é urgente que se enviem correspondências para o deputado Waldeck Carneiro (waldeckcarneiro@alerj.rj.gov.br) exigindo a publicização desse audiência e a tomada de uma posição firme contra essa intenção do governo Witzel que retirará recursos justamente das instituições que possuem a capacidade instalada de gerar as respostas científicas que a sociedade fluminense demanda neste momento.

Pacto pela Vida e pelo Brasil

sociede civil

Cidadãos brasileiros, mulheres e homens de boa-vontade, mais uma vez, conclamamos a todos:

O Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política — exigindo de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco.

A pandemia do novo coronavírus se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social, com a superação de medos e incertezas. O isolamento se impõe como único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social. Devemos, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, devemos apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS.

Os países democráticos atingidos pelo COVID-19 estão construindo agendas e políticas para combatê-lo de maneira própria, segundo suas características, mas, todos, sem exceção, na colaboração estreita entre sociedade civil e classe política, entre agentes econômicos, pesquisadores e empreendedores, convencidos de que a conjugação de crise epidemiológica e crise econômica assume tal magnitude, que só um amplo diálogo pode levar à sua resolução. É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo.

Nossa sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. Cabe lembrar que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos — no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as nossas instituições.

A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual. Como em outras pandemias, sabemos que a atual só agravará o quadro de exclusão social no Brasil. Associada às precárias condições de saneamento, moradia, renda e acesso a serviços públicos, a histórica desigualdade em nosso país torna a pandemia do novo coronavírus ainda mais cruel para brasileiros submetidos a privações. Por isso, hoje nos unimos para conclamar que todos os esforços, públicos e privados, sejam envidados para que ninguém seja deixado para trás nesta difícil travessia.

Não é justo jogar o ônus da imensa crise nos ombros dos mais pobres e dos trabalhadores. O princípio da dignidade humana impõe a todos e, sobretudo, ao Estado, o dever de dar absoluta prioridadeàs populações de rua, aos moradores de comunidades carentes, aos idosos, aos povos indígenas, à população prisional e aos demais grupos em situação de vulnerabilidade. Acrescente-se ao princípio da dignidade humana, o princípio da solidariedade – só assim iremos na direção de uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna.

É fundamental que o Estado Brasileiro adote políticas claras para garantir a saúde do povo, bem como a saúde de uma economia que se volte para o desenvolvimento integral, preservando emprego, renda e trabalho. Em tempos de calamidade pública, tornam-se inadiáveis a atualização e ampliação do Bolsa Família; a rápida distribuição dos benefícios da Renda Básica Emergencial, já aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo, bem como a sua extensão pelo tempo que for necessário para a superação dos riscos de saúde e sobrevivência da população mais pobre; a absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado; a ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais; a criação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição Federal e em análise no Congresso Nacional; a liberação antecipada dos precatórios; a capitalização de pequenas e médias empresas; o estímulo à inovação; o remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico; o aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência & tecnologia no enfrentamento da pandemia; e o incremento geral da economia. São um conjunto de soluções assertivas para salvaguardar a vida, sem paralisar a economia.

Ressalte-se aqui a importância do Sistema Único de Saúde – SUS, mais uma vez confirmada, com seus milhares de agentes arriscando as próprias vidas na linha de frente do combate à pandemia. É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde.

Em face da expansão da pandemia e de suas consequências, é imperioso que a condução da coisa pública seja pautada pela mais absoluta transparência, apoiada na melhor ciência e condicionada pelos princípios fundamentais da dignidade humana e da proteção da vida. Reconhecemos que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnamos, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição.

É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor.

Dia Mundial da Saúde, 7 de abril de 2020

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB

José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC

Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

Meu nome é COVID-19, mas pode me chamar de SRAG

srag

Um dos meios de se abafar um determinado problema é chamá-lo por outro nome.  E esse parece ser exatamente o caminho que os governantes brasileiros estão escolhendo para achatar artificialmente a curva do número de mortes pelo coronavírus (a.k.a. COVID-19).  

É que os dados oficiais estão registrando, e a mídia corporativa noticiando de forma não relacional, o aumento explosivo da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em meio à pandemia da COVID-19, como se uma coisa não tivesse muito a ver com a outra, quando tem.

Vejamos por exemplo, os dados de SRAG que foram compilados pelo jornal “O POPULAR” que é publicado em Goiânia para  o período de 2016 a 2020 (que mal chegou a abril) que demonstram um aumento explosivo para essa condição no estado de Goiás.

doenças respiratórias

Fonte: O Popular

Ainda que a SRAG possa  ser causada por diversos tipos de vírus, o fato é que, neste momento, o número acachapante de casos em meio à pandemia do COVID-19 deveria servir para que providências mais severas fossem tomadas para se testar de forma célere os pacientes para se determinar qual agente infeccioso foi responsável por causar a condição.  Mas até onde se sabe, não é isso que está ocorrendo e muitos estão sendo enterrados sem que os testes estejam sequer sendo realizados.

Por isso é que cresce a taxa de subnotificação e, por consequência, o risco de que o Brasil se torno o próximo epicentro global do COVID-19.  Enquanto isso, os números da SRAG poderão continuar sendo contabilizados, como se uma coisa não tivesse nada a ver com a outra.

Confinamento social em processo de relaxamento sinaliza que mais mortes virão em Campos

comércio campos

Todo o imbróglio que está sendo criado pela  disputa entre diferentes modelos de confinamento social está servindo ao propósito de afrouxar o cumprimento dos decretos que em níveis estadual e municipal contribuíram até aqui para diminuir o número de infectados pelo COVID-19.  

Faço esta declaração em observações que fiz, ontem de tarde e na manhã desta 3a. feira, em diferentes partes do centro histórico da cidade de Campos dos Goytacazes onde diversos estabelecimentos já funcionam de portas levantadas. E, pior, com filas longas se formando sem que haja qualquer preocupação com a distância mínima de 1,5 metro que é sugerida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

E esse processo de relaxamento ocorre em meio às informações oficiais de que o número oficial de infectados em Campos dos Goytacazes está em curva ascendente, destacando-se que há uma provável subnotificação dos casos realmente existentes.

Ainda que eu entendo que muitos proprietários desses estabelecimentos já estavam com a “corda no pescoço” antes das determinações para fechamento do comércio para conter a disseminação explosiva do COVID-19, algo precisa ser feito para impedir que os decretos governamentais sejam descumpridos.

A razão para isto é simples: se as aglomerações continuarem crescendo, o número de infectados pelo COVID-19 vai crescer exponencialmente e, em poucos dias, as unidades hospitalares vão estar lotadas de pessoas doentes sem que haja uma estrutura mínima para tratá-las. Daí passaremos para outra dificuldade que já está ocorrendo até em cidades como Nova York e Milão a falta de locais para enterrar os mortos. 

Com a palavra o jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais.