Michel Temer, o “muy amigo” das petroleiras britânicas

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O jornal britânico “The Guardian” publicou ontem (19/11) uma matéria que está provocando um verdadeiro escândalo nas terras da Rainha Elizabeth. Trata-se da revelação de que o ministro britãnico de Comércio Internacional, Greg Hands, agiu sobre o governo “de facto” de Michel Temer para conseguir amplas vantagens para as petroleiras BP, Shell e Preier Oil dentro do Brasil [1].

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Esse lobby envolveu não apenas a concessão de isenções fiscais, acabar com o conteúdo nacional no Pré-Sal,  fragilizar o processo de licenciamento ambiental,  e o principal,  vender a preços mais do que generosos do blocos de exploração do pré-Sal para a BP e para a Shell.

O “interlocutor”  utilizado pelo ministro Greg Hands para fazer valer os interesses das petroleiras britânicas foi o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.  O lobby foi tão escancarado que Greg Hands postou uma fotografia do seu encontro com Paulo Pedro em sua página na rede social Twitter (ver abaixo).

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Mais detalhes sobre as tratativas do ministro Greg Hands com o governo “de facto” de Michel Temer em prol das petroleiras britânicas estão disponíveis no site jornalístico do Greenpeace do Reino Unido [2].

Em tempo, Paulo Pedrosa estaria também ativamente envolvido no processo de privatizção da Eletrobras. Se mantiver o mesmo padrão de preocupação com os interesses da população brasileira, já podemos saber que tudo será entregue a preços irrisórios.


[1] https://www.theguardian.com/environment/2017/nov/19/uk-trade-minister-lobbied-brazil-on-behalf-of-oil-giants.

[2] https://unearthed.greenpeace.org/2017/11/19/brazil-shell-bp-greg-hands-liam-fox/

Funcionários do Supermercado Mundial soam trombetas do confronto

O vídeo acima mostrando a reação dos empregados de uma filial da rede de supermercados Mundial é uma sinalização inicial do que ainda poderá acontecer quando a classe trabalhadora brasileira se der conta da profundidade do ataque que a contrarreforma trabalhista do presidente “de facto” Michel Temer representa sobre seus direitos.
Depois que isto acontecer de nada adiantará os pedidos de paz paciência por parte de quem está jogando gasolina no incêndio, no caso a burguesia brasileira e suas bancadas de estimação no Congresso Nacional.

André Lazaroni: entre Brecht e Brecha

Durante a sessão relâmpago que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) realizou no dia de ontem (17/11), um dos momentos estelares foi propiciado pelo dublÊ de deputado e secretária estadual de Cultura (vejam só!) André Lazaroni que confundiu o dramaturgo, poeta e encenador alemão Bertolt Brecht com o personagem de ficção Bertoldo Brecha (ver vídeo abaixo).

Tivesse André Lazaroni um mínimo de vergonha na cara já teria enviado seu pedido de demissão ao (des) governador Pezão por expor-se e expor o (des) governo à tamanha prova de que a Cultura fluminense sob sua direção beira a heresia.

Entretanto, como estamos no Rio de Janeiro comandado pelo PMDB é provável que André Lazaroni ainda se dê como presente uma viagem ao túmulo de Bertolt Brecht em Berlim, apenas para ver de perto os ossos que devem ter se mexido frente à tamanho ignorância.

Mas, não poderia deixar de prestar uma homenagem ao genial Juvemário de Oliveira Tupinambá que interpretava Bertoldo Brecha na Escolinha do Professor Raimundo comandado por Chico Anísio num encontro memóravel com  Dr. Enéas.

 

Jornalista Maurício Tuffani convida para debate sobre o futuro da Ciência no Brasil

A Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) está trazendo a Campos dos Goytacazes um dos principais jornalistas da área da Ciência no Brasil, o jornalista Maurício Tuffani. Com longa experiência em diversos veículos jornalísticos, incluindo o jornal Folha de Sâo Paulo e a revista Scientific American Brasil, Maurício Tuffani é o criador do site especializado “Direto da Ciência”.

No vídeo abaixo, Maurício Tuffani fala da sua presença no evento e da importância do debate sobre o futuro da ciência brasileira na atual conjuntura histórica.

O evento é gratuito é ocorrerá na Sala de Multimídia do Centro de Ciências do Homem da UENF no próxima 21/11, com início marcado para as 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/11/jornalista-mauricio-tuffani-convida.html

Placar da decisão de libertar os mandarins do PMDB

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A Justiça prende, a Alerj manda soltar

Graças à velocidade das redes sociais, já podemos conhecer o voto de cada deputado (ou o não voto como foi o caso do deputado Bruno Dauaire (PR) que inexplicavelmente se absteve e de outros que se fizeram ausentes, três deles por serem os deputados presos em Benfica).

Posto os votos abaixo, acrescentando que o SIM é voto favorável pela libertação e retorno dos mandatos de Jorge Picciani,  Paulo Melo e Edson Albertassi, e o NÃO é contrario.

Como adiantei antes da votação,  Geraldo Pudim, Jair Bittencourt e João Peixoto votaram SIM, mostrando seu claro alinhamento com o (des) governo Pezão e os mandarins presos.

voto 4voto 1voto 2voto 3voto 5

 

Geraldo Pudim, o coerente, mostra que sua ausência preenche grande lacunas

Como previsto os dois deputados eleitos com uma quantidade significativa de votos dados pela população de Campos dos Goytacazes, os senhores Geraldo Pudim e João Peixoto, votaram pela anulação das prisões dos mandarins da Alerj e o retorno deles ao cumprimento de seus mandatos.

Mas o deputado Geraldo Pudim foi mais longe e ficou responsável por defender a posição da bancada do PMDB pela saída da prisão da trinca de mandarins encrencados com a justiça federal.

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E pensar que Geraldo Pudim abandonou o grupo político do ex-governador Anthony Garotinho sob a desculpa de que não concordava mais com as ideias do seu mentor político. Pelo que se viu desde que entrou nas fileiras do PMDB, quando tem votado de forma consistente em todas as medidas mais absurdas que foram propostas pelo (des) governo Pezão, quem se livrou de um grande problema foi Anthony Garotinho e não Geraldo Pudim. Assim, a ausência de Geraldo Pudim no grupo político de Anthony Garotinho parece ser uma consumação daquela máxima da “ausência que preenche grande lacunas”.

Agora, que os leitores deste blog bem da consistência de Geraldo Pudim  e de João Peixoto nas eleições de 2018. E que lhes neguem votos com punição por seu alinhamento tão canino a um (des) governo tão impopular e coberto de acusações de ilegalidades como o comandado por Luiz Fernando Pezão.

Crise na Alerj, silêncio sepulcral na planície dos Goytacazes

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A profunda crise desencadeada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com a prisão dos principais mandarins do PMDB (pela ordem Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi) tem um novo capítulo na tarde desta 6a. feira com a realização de uma sessão que poderá mantê-los fazendo companhia ao ex (des) governador Sergio Cabral na cadeia de Benfica ou retorná-los para seus gabinetes.

Curiosamente essa críse sem precedentes na história da Alerj vem recebendo um cobertura para lá de minimalista por parte da mídia corporativa campista. A explicação para tamanho silêncio sinceramente não tenho, mas tenho desconfianças. Uma delas é que três dos mais aguerridos defensores do (des) governo Pezão têm sua base eleitoral nas regiões Norte e Noroeste Fluminense. No caso de dois deles, Geraldo Pudim e João Peixoto, o principal reduto eleitoral é o município de Campos dos Goytacazes. Aliás, dos quatro deputados que podem ser colocados como sendo originários do Norte e Noroeste Fluminense, apenas o deputado Bruno Dauaire (PR) pode ser colocado como sendo parte da minoria oposicionista dentro da Alerj.

Felizmente o jornal “EXTRA” disponibilizou em sua capa desta 6a. feira uma espécie de carta de controle da votação que deverá desconsiderar a decisão do TRF2 e suspender as prisões de Picciani, Melo e Albertassi. Disponibilizo a mesma com uma marcação dos quatro deputados do Norte e Noroeste Fluminense. Vamos ver como votam eles. Mas arrisco a dizer que muito provavelmente apenas Bruno Dauaire deverá votar pela manutenção da decisão de prender e afastar de seus mandatos os mandarins da Alerj.

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Já sobre o silêncio sepulcral que caracteriza o comportamento da maioria da mídia corporativa no município de Campos dos Goytacazes é possível que sejamos brevemente contemplados que com alguma bomba envolvendo o ex-governador Anthony Garotinho. É que ele continua sendo o principal instrumento de diversionismo quando se trata de não falar das raízes da grave crise que ocorre neste momento no Rio de Janeiro.

De minha parte, convido aos leitores a que se informem sobre como votaram os quatro deputados ligados ao Norte e Noroeste Fluminense para ver o meu placar de 3 votos a favor dos mandarins do PMDB se confirmará ou não. A ver!