Operação Delaware II: (Des) governo Pezão usa servidores para aumentar dívida pública

Resultado de imagem para pezão spa pedlowski

O (des) governo Pezão está anunciando que pagará o 13o. salário de 2017 que ainda é devido a 166.607 servidores estaduais para a próxima 3a.  feira (24/04) conforme mostra o informe abaixo.

13 o. salário 2017

Os recursos que serão usados para pagar este salário em atraso foram obtidos com a securitização dos royalties do petróleo pertencentes ao RioPrevidência (a famosa “venda do futuro), no que convencionei chamar de Operação Delaware II.

O Ministério Público que tentou ingressar com uma ação para impedir a concretização dessa operação lesiva à saúde financeira do estado do Rio de Janeiro demonstrou que a partir de 2024 o RioPrevidência deverá perder completamente sua capacidade de honrar suas obrigações com pensionistas e aposentados, passando a obrigar aportes financeiros por parte dos cofres estaduais.  

Por esse simples e básico fato de contabilidade financeira, a Operação Delaware II deveria ter sido barrada a bem da saúde financeira do Rio de Janeiro. Entretanto, essa operação foi liberada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sob o argumento estapafúrdio de que a sua interrupção atrapalharia os usos planejados pelo (des) governo Pezão, mesmo que isso custe muito caro num futuro não muito distante, principalmente para os próprios servidores que estão sendo usados como bucha de canhão para justificar a realização da Operação Delaware II.

Vi muitas manifestações irritadas de servidores estaduais contra a ação impetrada pelo Ministério Público. Ainda que o desespero causado pelas dívidas acumuladas em função dos muitos atrasos ocorridos em 2017, a irritação desses servidores deveria estar sendo direcionada ao (des) governo Pezão que não apenas causou o drama do ano passado, mas está deixando um bomba relógio para os próximos governadores. É que na ausência de soluções estruturais, o caos reinante no (des) governo Pezão deverá aumentar quando as muitas dívidas que estão sendo criadas começarem a ter que ser pagas. Aí sim veremos o que é caos.

Lamentavelmente não temos assistido a uma ação coordenada por parte de partidos de oposição e dos sindicatos que supostamente representam os servidores para impedir o aumento do empobrecimento do Rio de Janeiro via essas operações de securitização.

MST ocupa fazenda improdutiva em Rio das Ostras (RJ)

A fazenda ocupada se situa no entorno da Reserva Biológica União que está sendo degradada pelo atual proprietário

Por Mariana Pitasse, Do Brasil de Fato

IMG-20180421-WA0002

Na madrugada deste sábado (21), cerca de 200 familias do MST ocuparam a fazenda Rancho Sagitário, em Rio das Ostras / Pablo Vergara

Na madrugada deste sábado (21), cerca de 200 famílias que compõem o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a fazenda Rancho Sagitário, no município de Rio das Ostras, no interior do Rio de Janeiro.  A ação faz parte da histórica Jornada de Lutas que relembra a impunidade do massacre de Eldorado dos Carajás, que aconteceu em 1996, no Pará, quando 21 sem terras foram assassinados pela Polícia Militar. Além disso, integra os protestos pela democracia e a liberdade do ex-presidente Lula.  

“Essa ocupação faz parte das ações de luta do Abril Vermelho, em memória de Eldorado dos Carajás. Esse ano também estamos relembrando os dois anos de golpe, a prisão arbitrária de Lula, portanto, é uma ação que visa a retomada da democracia no Brasil, que foi violentamente atacada com o golpe, a intervenção militar e a assassinato da vereadora Marielle Franco”, explica Luana Carvalho, da coordenação nacional do MST.

A fazenda ocupada se situa no entorno da Reserva Biológica União. A área, que possui uma grande biodiversidade, está sendo degradada pelo atual proprietário Renato Barbosa Salgado. Por ter despejado dejetos no leito do rio que chegaram a atingir a reserva biológica, o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra o proprietário em 2007.

As famílias que constroem a ocupação são das periferias de Rio das Ostras e Macaé. Elas exigem que as terras improdutivas da fazenda Rancho Sagitário sejam destinadas à reforma agrária. Após o golpe de estado instalado no país em 2016, a reforma agrária passa por período de desmonte. No último ano, nenhum assentamento foi realizado. Essa realidade se ampliou com a aprovação da lei 13.465/17, conhecida como lei da antirreforma agrária, como lembra Luana.

“Essa lei incentiva a grilagem, a mercantilização dos nossos patrimônios naturais, incluindo a possibilidade de venda para grupos estrangeiros.  Isso aponta para aumento da concentração de terra e, portanto, acirramento dos conflitos no campo. O último ano foi marcado por um número expressivo de assassinatos de lideranças e o retorno das práticas dos massacres que haviam sido reduzidos com políticas de reforma agrária”, explica. 

Além disso, os municípios de Rio das Ostras e Macaé estão localizados em uma região economicamente atrelada à indústria do petróleo, que sofre com um cenário de demissões generalizadas, o que torna mais grave a situação de pobreza e miséria nas suas periferias. A ocupação também se constrói em resposta a essa realidade e a enorme concentração de terras improdutivas da região nas mãos de poucos.

“O desemprego e a precarização impõem a degradação dos trabalhadores na área urbana o que gera uma urgência ainda maior por uma reforma agrária popular na região. Por isso estamos aqui organizados e em luta”, conclui Carvalho.

FONTE: https://www.brasildefato.com.br/2018/04/21/mst-ocupa-fazenda-improdutiva-em-rio-das-ostras-rj/

Leandro Narloch e sua insensibilidade climática

1938-Woods-Hole

Por Cláudio Angelo*

Leandro Narloch mandou mal.

O guru do pensamento politicamente incorreto virou best-seller desmontando “mitos” sobre história, política e comportamento. É bonitinho. Às vezes acerta ou, no mínimo, provoca as pessoas a questionar verdades estabelecidas pouco apoiadas em evidências. Só que às vezes ele mesmo se afasta das evidências para forçar um argumento ou dez. E aí dá ruim. Sua última coluna no site da Folha é um exemplo: uma diatribe antiambientalista que escorrega em fatos e produz – para sermos politicamente corretos – um samba do afrodescendente com problemas psiquiátricos.

Narloch tenta argumentar que ambientalistas são obcecados com o Apocalipse, mas que esse Apocalipse nunca chega, mas que mesmo assim eles continuam insistindo no Apocalipse porque isso vende livro e dá dinheiro para ONGs.

Nada de novo aqui. Frequentemente o ambientalismo é criticado por fazer previsões catastrofistas que não se realizam, mas frequentemente elas não se realizam precisamente por mudanças de comportamento induzidas pelos ambientalistas. Doh. É evidente que ambientalistas exageram e cometem equívocos de vez em quando: trata-se, afinal, de um empreendimento humano. Destacá-los por isso, porém, é preconceito. E visões pré-concebidas costumam estar erradas; Narloch deveria saber disso melhor do que ninguém.

Um exemplo: o colunista critica Rachel Carson, a fundadora do ambientalismo moderno, por ter “apostado” em seu livro Silent Spring (1962) que o DDT e os pesticidas provocariam “extinção de pelicanos na costa Oeste americana”. Na real, não há nenhuma menção a pelicanos no livro de Carson, que tampouco faz qualquer “aposta” – apenas colige dados científicos da época. Mas o banimento do DDT, que ocorreu cinco anos depois de sua publicação, possivelmente permitiu o retorno de pelicanos que estavam quase extintos na Louisiana, na costa Leste.

Especificamente, Narloch cita três fins do mundo que não chegaram: o armageddon das abelhas, que teria sido revertido; a seca no Sudeste, que teria acabado mesmo sem ninguém reflorestar a Amazônia; e o aquecimento global, que não seria tão grave assim.

Sobre este último, diz o nosso politicamente incorreto guru:

“E um novo estudo, publicado em janeiro pela “Nature”, revisou para baixo a sensibilidade climática (a variação do clima de acordo com a variação da emissão de carbono e outros fatores). Segundo os pesquisadores da Universidade de Exeter e do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido, se a concentração de CO2 na atmosfera dobrar, o planeta vai esquentar no máximo 2,8°C, e não 4,5°C, como o IPCC previa.”

Há um erro conceitual crasso nessa conclusão. Demanda uma explicação longa, mas não vá embora.

O estudo citado tem como primeiro autor Peter Cox, hoje na Universidade de Exeter. Cox ficou famoso no começo do século por formular a hipótese de que a Amazônia sofreria mortandade em massa num cenário de aquecimento global descontrolado. Não é exatamente um cético do clima.

Como Narloch aponta, o artigo de Cox trata de um valor chamado “sensibilidade climática em equilíbrio”. É uma estimativa de quanto o planeta aqueceria caso o nível de COna atmosfera duplicasse instantaneamente. É um componente fundamental dos modelos computacionais de clima.

A sensibilidade climática foi estimada pela primeira vez em 1896 pelo sueco Svante Arrhenius (aquele mesmo, dos ácidos e das bases). Ele previu um aumento de 5oC a 6oC com o CO2 duplicado na atmosfera. Em 1975, o primeiro modelo de clima em computador chegou a um número bem menor: 2,4oC.

Por uma série de problemas que têm a ver com, por exemplo, a representação de nuvens e aerossóis, os modelos têm dificuldade em “resolver” esse parâmetro, e os números têm patinado há 40 anos entre 2oC e 5oC, mais ou menos. Cada um dos cerca de 20 modelos globais usados hoje em dia pelo IPCC, o painel do clima da ONU, tem uma estimativa diferente de sensibilidade climática. Alguns “enxergam” a Terra mais resiliente ao aumento dos gases-estufa; outros, mais sensível. Na soma de todos os resultados, o IPCC considerou, em seu relatório mais recente, o AR5, que a sensibilidade climática em equilíbrio varia entre 1,5oC e 4,5oC, com uma melhor estimativa de 3,2oC.

Cox e seus colegas – e, de resto, todos os modeleiros de clima do mundo – vêm tentando reduzir essa incerteza. Seu trabalho de janeiro aponta um caminho diferente para fazer a estimativa, e dá como resultado uma faixa de 2,2oC a 3,4oC, com uma melhor estimativa de 2,8oC. Descarta as pontas extremas da faixa de possibilidades do AR5. No entanto, sua melhor estimativa é muito parecida com os 2,9oC publicados pelo IPCC em seu quarto relatório, de 2007, para uma concentração de CO2 na atmosfera de 550 partes por milhão (o dobro da máxima pré-industrial).

“Isso não quer dizer nunca que o planeta vai esquentar menos ou que está esquentando menos agora. As medidas mostram que os modelos estão acertando razoavelmente as previsões dos últimos cem anos”, diz Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, membro do IPCC. Se você quiser saber quão bem os modelos vêm prevendo as temperaturas, assista a este vídeo sensacional do Skeptical Science.

O problema é que Narloch confunde sensibilidade climática com projeção de aquecimento. E, como diz Zeca Pagodinho, é igual, mas é diferente.

A projeção de aumento de temperatura depende de quanto CO2 lançarmos na atmosfera nas próximas décadas – pode ser menos ou mais do que o dobro do que havia antes da era industrial. O IPCC traça quatro cenários de aumento de temperatura em seu último relatório: no melhor, o chamado RCP 2.6, o aumento médio no fim do século em relação à média observada entre 1986 e 2005 será de 1oC; no pior, o chamado RCP 8.5, o aumento médio é de 3,7oC em relação à mesma média. Elevações maiores que 6oC são consideradas muito improváveis, mas não foram descartadas.

Portanto, não, o IPCC não “previu” um aquecimento global de 4,5oC que foi repentinamente desmentido por um único paper.

Eu também acho uma merda o IPCC ser tão confuso em relatórios que são chamados de “Sumários para Formuladores de Políticas Públicas” (e que portanto deveriam ser compreensíveis para qualquer cidadão com segundo grau completo). E eu também já confundi sensibilidade climática com projeção de aquecimento dezenas de vezes, e de maneiras vergonhosas. Mas a vida é dura mesmo: se Leandro Narloch quiser fazer disso um cavalo de batalha contra o ambientalismo, vai precisar estudar mais.

*Claudio Angelo é autor de A Espiral da Morte – como a humanidade alterou a máquina do clima (Companhia das Letras, 2016), vencedor do Prêmio Jabuti 2017 na categoria Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática.

FONTE: http://scienceblogs.com.br/curupira/2018/04/insensibilidade-climatica/

Para comemorar os 200 anos de Karl Marx, vem por aí uma edição do “Manifesto Comunista” prefaciado por Yanis Varoufakis

varoufakis

O duocentésimo aniversário do nascimento de Karl Marx já está mobilizando editoras de todo o mundo para republicar algumas de suas obras com prefácios de pensadores contemporâneos. Uma primeira publicação com que tive contato é o a do “Manifesto Comunista” que será lançada no dia 26 de abril pela Vintage Books com prefácio do ex-ministro das Finanças da Grécia e professor de Economia da Universidade de Atenas, Yanis Varoufakis.

manifesto varoufakis

Varoufakis como muitos sabem é um dos principais vocalizadores da atualidade do pensamento marxista e, por isso, deve ter sido escolhido para prefaciar uma obra essencial para os que advogam a construção de uma sociedade socialista que substituiria de forma transitória o capitalismo enquanto modo de produção.

Para os que não puderem comprar a edição que será lançada pela Vintage, o jornal “The Guardian” publicou hoje um artigo assinado por Varoufakis onde sintetiza (ou adapta) o seu prefácio para o Manifesto Comunista, e os interessados podem acessá-lo [Aqui!]. Já para os que desejarem comprar, esta edição basta clicar [Aqui!]

Eu achei mais do que apropriadas as frases selecionadas para ilustrar a capa dessa nova edição do Manifesto: 1) o proletariado não tem nada mais a perder do que suas correntes, 2) Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos, e 3) as ideias dominantes de cada tempo tem sido sempre as ideias das classes dominantes.  Por essa força comtemporânea de suas ideias é que a Karl Marx continua assombrando a burguesia e seus áulicos.

 

 

A erosão em Atafona avança em meio à inércia dos (des) governos

Estive hoje no Pontal de Atafona para uma atividade de campo da disciplina de Geografia Geral que ministro para discentes do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense e o que vi me deixou impressionado. É que por alguns anos não usei essa parte da costa sanjoanense para ilustrar os processos que decorrem da ação de processos naturais e antrópicos na modelagem costeira ( ver imagens abaixo).

Apesar desse processo erosivo não ser recente, o que  mais me impressionou é o estágio atual em que a perda da face de areia parece estar ocorrendo de forma mais acelerada,  em que pese o fato de estarmos uma período de chuvas intensas que altera o padrão de descarga do Rio Paraíba do Sul em relação a pelo menos os três últimos anos. Mas nem esse volume acentuado parece estar compensando a força das correntes que atuam naquela área.

Interessante notar que há vários anos são anunciadas medidas para mitigar o processo de erosão no Pontal de Atafona. Mas entram governantes e saem governantes (muitas vezes os mesmos que tinham saído antes) e nada é feito. 

A consequência disso é que provavelmente em campos futuros deverei ter ainda mais exemplos a dar sobre como a inércia governamental somada à ação das forças da natureza contribuíram para a destruição de um dos pontos mais bonitos e atrativos do litoral norte fluminense.

Mas é interessante notar que os estudantes que estavam no campo parecem ter apreciado bem a oportunidade de ver fora da sala de aula alguns dos processos que apresentei em sala de aula. Só não tenho muita certeza se isso serve de consolo para quem está perdendo suas casas e sossego em Atafona.

Baía de Guanabara – A Guerra Invisível

Resultado de imagem para alexandre anderson

Alexandre Anderson, pescador artesanal, fundador e líder da Associação de Homens do Mar (AHOMAR), vive há 4 anos num programa de proteção da Polícia Federal. Entre 2009 e 2012 ele sofreu 6 atentados e ostenta algumas cicatrizes de bala pelo corpo. O embate entre pescadores e as indústrias com atividade na Baía de Guanabara, em especial a Petrobrás, vem gerando uma batalha sangrenta, que inclui ameaças, atentados e assassinatos. Os pescadores atribuem a violência à Petrobrás. A Petrobrás nega e se coloca como uma empresa preocupada com as comunidades pesqueiras e a preservação do meio ambiente. 

 

(Des) governo Pezão ignora emenda constitucional e continua asfixiando as universidades estaduais

Imagem relacionada

No final do ano de 2017 a aprovação da chamada PEC 47 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (inclusive com votos da bancada que apoia o (des) governo Pezão) foi celebrada como o início do fim da agonia financeira a que as universidades estaduais vem sendo submetidas desde 2015. 

Eis que em plena metade do mês de abril, o (des) governo Pezão continua ignorando o disposição constitucional que obriga o repasse mínimo de 25% do orçamento aprovado pela Alerj na forma de duodécimos! Até aqui, até essa fração menor do orçamento da três universidades estaduais fluminenses (Uenf, Uerj e Uezo) continua retida, e sem perspectiva de quando será entregue.

O resultado disso é o crescimento ainda maior do estoque de dívidas financeiras que as universidades já tem acumulado. Em função disso, a situação continua se agravando, de modo a que já antevê que, se nada mudar, a Uenf não terá como reiniciar as aulas após o breve recesso que ocorrerá no mês de julho.

Enquanto o fechamento não vem, situações vergonhosas continuam ocorrendo e se acumulando todos os dias nos campi das universidades estaduais, incluindo desde depredações de veículos nos estacionamentos que estão completamente desprotegidos até a comunicados de que os docentes que quiserem levar os seus estudantes para atividades extra-muros terão que pagar pelo combustível que será utilizado nos translados que essas atividades demandam.

Enquanto isso, as reitorias  continuam se fingindo de mortas, evitando cumprir a ameaça de que iriam acionar o (des) governo Pezão na justiça caso a PEC 47 não fosse cumprida. A alegação que é apresentada entre paredes é que os dirigentes não querem abalar a boa relação que possuem com o (des) governo Pezão! Ora bolas, que boa relação seria essa é que ninguém ainda apareceu para explicar.

Até a questão básica de informar as comunidades universitárias sobre a continuidade da asfixia financeira está sendo descumprida pelos dirigentes institucionais.  Pelo menos no caso da Uenf, a associação dos docentes (Aduenf) está tomando medidas para espalhar a informação de que o (des) governo Pezão vem descumprindo a PEC 47. Se não fosse pela Aduenf ninguém saberia que o caixa da universidade continua zerado. 

O interessante é que em vez de vir a público para denunciar o (des) governo Pezão por não cumprir a constituição estadual, a Comissão de Educação da Alerj criou uma daquelas comissões que não servem para muita coisa, a não ser para oferecer espaços de catarse para que os presentes possam debulhar suas apreensões com o futuro das suas universidades. De prático mesmo, nada.

Por essas e outras é que vamos precisar sair da completa letargia que gera um falso clima de normalidade dentro da Uenf e de suas co-irmãs localizadas na cidade do Rio de Janeiro.  O fato é que se não houver mobilização política para pressionar o (des) governador Luiz Fernando Pezão, ele continuará tendo todo o espaço que precisa para afundar ainda mais as universidades estaduais na crise que já compromete a própria existência desta intituições estratégicas para o processo de desenvolvimento e econômico social do Rio de Janeiro.

A hora, lamento informar, não é de ficar trancado em gabinetes e salas de audiência para se discutir o óbvio. A hora é de tomada de ações concretas para pressionar o (des) governo Pezão a cumprir o dispositivo constitucional criado com a aprovação da PEC 47. Simples assim.