Palestra virtual sobre impactos ambientais e sobre a saúde humana dos agrotóxicos na UNIRIO

cartaz palestra online Dr. Marcos Pedlowsky

No dia 14 de maio ofereci  uma palestra virtual para discentes do curso de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) sobre os impactos ambientais e sobre a saúde humana do uso de agrotóxicos no Brasil. 

Essa palestra virtual agora foi disponibilizada pela coordenação de curso de Ciências Ambientais, e pode ser acessada Aqui!

Artistas unidos pela Amazônia fazem concerto em defesa dos povos indígenas amazônicos

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Por mais que o governo Bolsonaro pense que a defesa da Amazônia brasileira e dos povos indígenas que lá vivem há milênios seja coisa de ambientalista “bicho grilo”, o resto do mundo definitivamente pensa diferente.

Uma mostra disso ocorrerá na próxima 5a. feira com uma “live” que deverá reunir centenas de artistas, líderes indígenas, cientistas e estudiosos dos ambientes amazônicos, conforme mostra o cartaz abaixo. A iniciativa recebeu o nome de “Artistas unidos pela Amazônia: protegendo os protetores”, e deverá contar com presenças marcantes como a dos atores Morgan Freeman e Jane Fonda, e de músicos como Carlos Santana e Ivan Lins.

Igualmente importante será a presença de lideranças do movimento indígena como Sonia Guajajara (da etnia Guajajara, Angela Kaxuyana (da etnia Kaxuyana), Nina Gualinga (Equador) e Benki Piyako (da etnia Ashaninka que distribui por países como Brasil, Bolívia e Perú).

artistas unidos

Essa atividade deverá causar ainda mais dificuldades para o governo Bolsonaro, na medida em que mobiliza uma ampla frente política que deverá mobilizar a população dos principais parceiros comerciais a reverem seus negócios com o Brasil, a começar pelo acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. 

Quem desejar maiores informações sobre o evento, basta acessar o site oficial do evento que é https://artistsforamazonia.org/.

Deputados do Parlamento Europeu condenam declarações de Salles em reunião ministerial

Para deputados ouvidos pela DW Brasil, ministro demonstra “cinismo misantropo” e confirma “política destruidora” promovida por Bolsonaro. Eurodeputada alemã defende ainda que acordo UE-Mercosul não seja ratificado.

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“As declarações de Salles deixam mais uma vez claro que para o governo brasileiro todos os meios são válidos para sacrificar a Floresta Amazônica”, diz deputado alemão

As declarações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante uma reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro no dia 22 de abril, repercutiram na Europa. Parlamentares europeus ouvidos pela DW Brasil criticaram nesta segunda-feira (25/05) a sugestão do ministro brasileiro para flexibilizar ainda mais as leis ambientais do Brasil.

Na reunião ministerial, cujo vídeo foi tornado público pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada, Salles destacou que o fato de a imprensa estar com as atenções voltadas para a pandemia apresentava uma oportunidade para o governo alterar leis, cujas mudanças em circunstâncias normais poderiam ser recebidas com fortes críticas pela mídia e pela opinião pública.

“A oportunidade que nós temos, que a imprensa está nos dando um pouco de alívio nos outros temas, é passar as reformas infralegais de desregulamentação, simplificação, todas as reformas que o mundo inteiro cobrou”, disse Salles, chegando a dizer que era o momento de “ir passando a boiada” e unir esforços para simplificar tudo.

Para a eurodeputada alemã Anna Cavazzini, do Partido Verde, as declarações de Salles  no vídeo são “a confirmação inconcebivelmente descarada de algo que o governo Bolsonaro está fazendo há semanas: desmantelando passo a passo os regulamentos de proteção da Amazônia, enquanto o mundo combate o coronavírus”.

Cavazzini, que é porta-voz de política comercial dos Verdes europeus, afirma que esse procedimento desrespeita princípios democráticos básicos num momento no qual a situação social no Brasil se deteriora e perante a ameaça de um colapso ecológico na iminente temporada de queimadas no país. Diante disso, a eurodeputada defende que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) não seja ratificado.

“O acordo aumenta a pressão sobre a Amazônia e a política de Bolsonaro já viola todas as obrigações ambientais previstas no pacto”, acrescenta Cavazzini, que também é vice-presidente da Delegação Europeia para as relações com o Brasil.

A declaração de Salles, no entanto, não surpreendeu a deputada Yasmin Fahimi, presidente do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro no Bundestag (Parlamento alemão).”A destruição da Amazônia e a expulsão dos povos indígenas tem sido promovida sistematicamente pelo governo desde o início do mandato de Bolsonaro”, argumenta.

A deputada do Partido Social-Democrata (SPD) afirma, porém, que a entristece muito ver como “aumentou a ameaça aos povos indígenas da Amazônia à sombra da pandemia do novo coronavírus”. “Com sua política, Bolsonaro arrisca conscientemente a extinção de povos indígenas inteiros”, acrescenta.

Fahimi também observa com preocupação o enfraquecimento de órgãos ambientais no Brasil, como o Ibama, o aumento constante do desmatamento, e iniciativas governamentais como a polêmica lei de regularização fundiária, conhecida como “MP da grilagem”, cujo decreto perdeu a validade na semana passada por não ter sido votado na Câmara dos Deputados.

“De fato, nosso projeto comum de proteção da Amazônia entrou em colapso. Bolsonaro é uma ameaça à democracia, ao Estado de Direito e à sobrevivência da Amazônia”, pontua a deputada da legenda que integra a coalizão que governa a Alemanha ao lado da União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel, e da União Social-Cristã (CSU).

Já o deputado alemão Peter Weiss, da CDU, destaca que não é aconselhado não comunicar abertamente decisões políticas controversas. “Os antigos romanos já sabiam disso”, diz e acrescenta que “quem deseja aceitação de suas opiniões e decisões precisa comunicar e discuti-las com os outros”.

Weiss, que também faz parte do grupo parlamentar alemão responsável por cultivar as relações com o Congresso brasileiro, lembra ainda que, no ano passado, a “Alemanha deixou claro que considera preocupante a política ambiental brasileira também em relação à proteção ambiental global”.

“O Brasil corre o risco de perder a reputação que construiu durante anos”, destacou o deputado que é presidente do grupo de trabalho América Latina da bancada da CDU/CSU no Bundestag.

Para o deputado alemão e porta-voz de política externa do Partido Verde, Omid Nouripour, as declarações mostram um “cinismo misantropo” quando um ministro acredita que uma doença que matou milhares no país “seria uma boa oportunidade” para enfraquecer a proteção ao meio ambiente.

“As declarações de Salles deixam mais uma vez claro que para o governo brasileiro todos os meios são válidos para sacrificar a Floresta Amazônica em prol dos interesses do lobby do agronegócio e da mineração”, afirma Nouripour.

O deputado alemão Gero Hocker, do Partido Liberal Democrático (FDP) e integrante do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro, diz ser “desonesto sacar exigências políticas obsoletas sob o disfarce da covid-19 para aprová-las por debaixo do radar da atenção geral”. Hocker acrescenta que a “proteção ao meio ambiente não deve ser atropelada, pois supostamente talvez ninguém estaria prestando a atenção”.

O deputado Alexander Ulrich, da legenda A Esquerda, classifica a situação no Brasil como “um cenário tenebroso” com Bolsonaro ignorando as vítimas da covid-19 e Salles tentando usar a pandemia para minar leis de proteção ambiental.

“As declarações de Salles refletem uma política ambiental misantropa e racista, que é seguida por Bolsonaro desde o início do seu mandato. Resta esperar que grupos sociais democráticos e progressistas consigam em breve contrariar essas forças destruidoras e autoritárias com êxito”, diz Ulrich, que também faz parte do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro.

Já o eurodeputado português Manuel Pizarro, do grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, destacou que a pandemia reforça a importância de se proteger o meio ambiente e a biodiversidade. “Combater as alterações climáticas constitui, cada vez mais, uma prioridade para a humanidade. Quaisquer medidas em sentido contrário são erradas. Todos pagaremos muito caro, no futuro, esse eventual erro”, disse o parlamentar que também é vice-presidente da Delegação Europeia para as relações com o Brasil.

Questionado pela DW Brasil sobre as declarações de Salles, o Ministério alemão do Meio Ambiente afirmou que não iria comentar as falas, porém, lembrou que a liberação da verba da Alemanha destinada para a Amazônia, suspensa desde agosto, depende de um entendimento comum de ambos os governos sobre o que é necessário para a proteção do clima e da biodiversidade. “Infelizmente, ainda estamos muito longe disso”, disse um porta-voz da pasta.

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Este artigo foi originalmente publicado pela Deutsche Welle [Aqui!].

Midea Carrier equipa obra do Instituto Senai detentora de selo internacional de certificação ambiental

Certificado LEED Platinum tem o objetivo de promover critérios que garantam a construção sustentável

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A Midea Carrier, líder em equipamentos de climatização, é a responsável por equipar a construção do Instituto Senai de Inovação que recebeu a certificação LEED Platinum em abril de 2020. O objetivo do certificado é promover e estimular práticas sustentáveis, determinando critérios para a construção verde. Localizada em Maringá, PR, a obra equipada com sistema VRF – modelo de condicionador de ar desenvolvido para edifícios de grande porte – foi instalada pela AAC Engenharia, parceira da marca.

O total de área climatizada com os equipamentos Midea Carrier é de 1800m², que equivale a aproximadamente três vezes o espaço do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Para a realização da obra foram utilizadas 38 unidades com capacidade interna de 130 HP, nove unidades com capacidade externa de 122 HP, nove recuperadores de calor e automação IMM (Gerenciador Inteligente da Midea).

A preocupação com a sustentabilidade é um dos valores da Midea Carrier. No Brasil, a unidade fabril da marca em Canoas (RS), é uma das fábricas mais modernas e privilegia métodos de produção sustentáveis, priorizando de forma pioneira o uso da iluminação natural e eficiência energética, além de reduzir a utilização de resíduos não recicláveis em 99%.

“Fazer parte de mais um projeto que recebeu a certificação sustentável mais conhecida no Brasil é uma honra para a empresa como um todo. O país está em quarto lugar entre as nações com maior número de empreendimentos certificados pela GBC, em grupo formado por Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China. Ter mais esse certificado com certeza é de grande valia para todos nós”, afirma Simone Camargo, diretora de marketing da empresa.

Sobre a Midea Carrier no Brasil

A Midea Carrier, líder mundial na produção de eletrodomésticos da linha branca e líder mundial em produtos de tratamento de ar, tem como missão fomentar o crescimento sustentável dos setores no Brasil, contribuindo para o bem-estar das pessoas. Detentora das marcas Midea, Carrier, Springer, Comfee e Toshiba, oferece a melhor tecnologia existente no mercado em produtos de ar condicionado e eletrodomésticos, levando praticidade e conforto para ambientes residenciais e comerciais.

No Brasil, as duas plantas industriais localizadas no Amazonas e no Rio Grande do Sul possuem capacidade de produção superior a três milhões de unidades de condicionadores de ar das linhas residenciais e comerciais, e fazem da Midea Carrier o maior centro fabril da América Latina. Ambas possuem métodos de produção sustentáveis que garantem o compromisso da empresa com a gestão responsável do negócio.

Conheça mais sobre a empresa em http://www.carrierdobrasil.com.br

Governo Bolsonaro brinca com fogo ao provocar a China

guedes china 2O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, está preocupado com possíveis repercussões econômicas e políticas das citações desairosas que foram feitas à China na reunião ministerial de 22 de abril.

No dia 12 de maio escrevi uma postagem neste blog acerca do que entendo ser uma relação esquizofrênica do presidente Jair Bolsonaro e vários de seus ministros com o principal parceiro comercial do Brasil, a República Popular da  China. Eis que ontem o jornal Folha de São Paulo publicou um artigo assinado pelos jornalistas Gustavo  Uribe e Bernardo Caram indicando o medo de que estão possuídos o ministro da Fazenda Paulo Guedes e seus pares militares de ministério em função da possível divulgação de partes ainda sob sigilo do vídeo da malfadada reunião ministerial de 22 de abril. 

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A razão para as preocupações de Paulo Guedes e seus companheiros seriam as menções nada honrosas que são feitas à China, a começar as que emanaram do próprio Jair Bolsonaro. Do falado pelo ministro Paulo Guedes já se sabe que ele disse que a China seria uma espécie de sujeito rico, mas chato, que se precisa aturar porque ele tem poder de compra. Mas o trecho abaixo indica que Guedes pode ter dito coisa ainda pior.

guedes china 1

Em favor de Guedes há o reconhecimento dele que a China hoje compra 3 vezes mais do Brasil do que, por exemplo, os EUA. Entretanto, é quase certo que a liderança chinesa não recebeu com um mínimo de riso a afirmação de que os chineses são vistos como chatos que precisam ser tolerados porque podem comprar bastante commodities brasileiras (que é isso que o Brasil está vendendo para eles).

Como já afirmei em outras ocasiões não sou um especialista em China, apenas estive lá por duas vezes quando pude interagir com cientistas e autoridades das cidades que visitei (i.e., Yantai e Shenzen).  E posso dizer que os cientistas e líderes chineses são extremamente gentis, mas não são chegados a piadas de mau gosto ou desrespeito ao que eles entendem ser seu direito de ter relações apenas com quem lhes retorna a gentileza. Desta forma, é mais do que provável que o governo Bolsonaro já tenha causado fissuras consideráveis na disposição dos líderes chineses em manter relações comerciais com o Brasil nos níveis atuais. Há que se lembrar que o embaixador da China,Yang Wanming, já mostrou forte exasperação com os filhos do presidente Jair Bolsonaro por afirmações proferidas em relação à pandemia da COVID-19 em março. 

O problema é que desde então, os ataques desferidos de dentro do governo Bolsonaro contra a China não cessaram e parecem ter tido seu ápice na reunião ministerial de 22 de abril.  Por isso, a situação econômica do Brasil que já se encontra na fase do real ser considerado como moeda tóxica (afungentando assim até os especuladores do mercado financeiro), ainda poderá piorar em breve, caso os chineses não esperem o fim da pandemia para dar o troco a Jair Bolsonaro et caterva.

Esta situação toda é causada pelo alinhamento ideológico (para não dizer submissão) do presidente Jair Bolsonaro ao governo de Donald Trump que, curiosamente, decidiu fechar as fronteiras dos EUA aos brasileiros por causa da gestão caótica da pandemia da COVID-19 por parte do governo federal. E durma-se com um barulho desses.

 

Atos pró-governo Bolsonaro encolhem e dependem cada vez mais de ângulos fechados para criar multidões

tamanhos ilusóriosMesmo ato pró-governo Bolsonaro em Brasília com dois ângulos completamente distintos: qual é afinal o tamanho da multidão?

Os últimos atos realizados por militantes pró-governo Bolsonaro (muitos deles detentores de cargos comissionados na esplanada dos ministérios em Brasília) estão mostrando um claro encolhimento em número de participantes. A saída para tentar passar a imagem de uma força política inexistente tem sido o uso amplo de imagens com ângulos fechados no presidente Jair Bolsonaro. Esse é um truque manjado que qualquer cinegrafista ou fotógrafo recorre para não deixar quem paga pelas imagens em maus lençóis.

Vejamos por exemplo o ato que foi realizado hoje em Brasília para que o presidente Jair Bolsonaro possa fazer aquele costumeiro passeio onde ele vai de encontro a todas as regras sanitárias definidas pelo próprio Ministério da Saúde.  As informações que chegam pela mídia corporativa são um tanto vagas, pois não fica claro qual teria sido o número de aficionados que decidiram desconhecer o risco causado pelo coronavírus para ir fazer a costumeira pregação contra o congresso nacional e o Supremo Tribunal Federal.

O problema para aqueles que querem gerar imagens fechadas é que hoje existem os drones que podem gerar imagens aéreas que acabam jogando por terra essa tática.  Uma boa demonstração disso é o vídeo abaixo que mostra duas perspectivas acerca do tamanho da “multidão” que teria ido hoje apoiar o presidente Jair Bolsonaro.

Como se vê no vídeo, dependendo do ângulo utilizado o tamanho imaginado da multidão varia bastante, indo de uma multidão expressiva a um bando de gato pingados.  O psicólogo estadunidense Albert Ellis dizia que “o que importa não são os fatos, mas o significado que esses fatos têm para cada pessoa” Melhor ainda é quando se tem uma máquina de propaganda para se criar multidões ilusórias. 

Mas com a existência dos drones e das tomadas aéreas até isso tem o seu limite. E pensando bem, viva os drones!

O conveniente silêncio do Escola Sem Partido sobre a “Escolinha do professor Bolsonaro”

esp bolsonaroDeputado federal Eduardo Bolsonaro durante debate realizado em 2017 sobre Projeto Escola sem Partido na Comissão Especial da Câmara dos Deputados

O movimento “Escola Sem Partido” ganhou notoriedade nos últimos anos no Brasil por seu suposto esforço para eliminar das escolas brasileiras a contaminação político-ideológica provocada por “um exército organizado de militantes travestidos de professores prevalece-se da liberdade de cátedra e da cortina de segredo das salas de aula para impingir-lhes a sua própria visão de mundo.”

Mas agora que o governo Bolsonaro está literalmente destroçando a autonomia universitária e encurtando ainda mais os investimentos em educação, o “ESP” mantém-se em uma posição silenciosa, enquanto continua atuante na tentativa de impor leis inconstitucionais que firam o pouco da liberdade de cátedra que seus membros tanto abominam.

O interessante é que neste momento, tanto na presidência da república como no Ministério da Educação (MEC) estão dois personagens que não hesitam em utilizar termos os quais certamente o ESP não iria querer ver sendo proferidas em sala de aula, mas, que, entretanto, não motivou ainda nenhum pedido de polidez pública por parte de um movimento que não hesitaria em pedir a demissão de qualquer professor que fizesse isso em sala de aula (vejam exemplo no vídeo abaixo que reproduz sequencialmente  falas do presidente Jair Bolsonaro durante a agora famosa reunião ministerial de 22 de abril).

Esse absoluto silêncio do ESP sobre a “Escolinha do professor Bolsonaro” é particularmente revelador da dupla moral que orienta seus militantes. É que o ESP afirma em sua declaração programática que “basta informar e educar os alunos sobre o direito que eles têm de não ser doutrinados por seus professores; basta informar e educar os professores sobre os limites éticos e jurídicos da sua liberdade de ensinar.” 

Entretanto, isso só parece valer para aqueles conteúdos que soam de “esquerda” para os militantes do ESP, pois o silêncio para o que emerge da “escolinha do professor Bolsonaro”, não há contrariedade alguma para ser explicitada. Isto é, por sua vez, revelador das reais intenções de um movimento que se apresenta como contrário à doutrinação, mas objetivamente possui elementos doutrinários claros. E estes seguem na mesma linha do “pofexor” Bolsonaro, apesar do rompimento público que supostamente ocorreu em 2019.