O dia 18 de Junho chegou e mostrou o valor da carta do (des) secretário de C&T do RJ aos professores da UENF

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No dia de 03 de junho de 2014 os professores foram atingidos pelo desrespeitoso ofício SECT/GAB/62/2014 onde o (des) secretário Alexandre Vieira (mostrado acima), entre ameaças e desrespeitos, informou que entre os dias 11 e 18 de junho seriam enviadas mensagens para a ALERJ, condicionando o envio da nossa à saída de greve até o dia 06; de junho.

Pois bem, veio a assembleia dos professores do dia 09 de junho e já sabemos o que aconteceu nela. Pois bem, o dia 18 de junho chegou, e ficou claro que a palavra e a assinatura do secretário Alexandre Vieira tem o mesmo valor, qual seja, ZERO!

E aí fico imaginando como ficam aqueles que dentro da UENF, incluindo o reitor Silvério Freitas, se colocaram em marcha para acabar com a greve dos professores, sem que houvesse qualquer garantia fosse dada por parte do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão que as demandas que originaram um movimento justo e legítimo seriam finalmente atendidas?

Mas ainda bem que a ADUENF possui uma direção autônoma e que não se curva à primeira cartinha ameaçadora de algum (des) secretário de terceiro escalão de um (des) governo em fim de festa.

E a luta continua! Viva a ADUENF!

ADUENF responde com a devida estatura correspondência esdrúxula do secretário de Ciência e Tecnologia

No dia de ontem, o secretário em exercício da pasta de Ciência e Tecnologia,  Sr. Alexandre Vieira, enviou um documento onde mistura desrespeito, inverdades e tentativa de chantagem numa só lauda. Esta pérola que reflete o nível do secretariado do (des) governo Cabral/Pezão é mostrado abaixo.

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No dia de hoje, o Comando de Greve da ADUENF produziu uma resposta que já foi circulada dentro da universidade e para vários parlamentares que estão acompanhando de perto a grave crise em que a universidade se encontra, basicamente por causa da intransigência do (des) governo doo do Rio de Janeiro em tratar de forma correta a instituição criada por Darcy Ribeiro, onde hoje são praticados s piores salários do Brasil quando se refere a professores doutores que trabalham em regime de Dedicação Exclusiva.

Uma coisa é certa. Se o Sr. Luiz Fernando Pezão deseja vir visitar a UENF, a primeira coisa que deveria fazer é substituir o ocupante do cargo de secretário de Ciência e Tecnologia. Depois poderia iniciar um diálogo real com os servidores e estudantes da UENF, pois hoje o que se tem está bem resumido no documento que é assinado pelo Sr. Alexandre Vieira.

Finalmente, alguém deveria informar ao Sr. Alexandre Vieira que o tratamento formal para um reitor de qualquer universidade é “magnífico reitor” e não “você”. Pode parecer um exagero, mas é que quando a coisa se trata da relação entre indivíduos que ocupam cargos públicos, o mínimo que se espera é que eles saibam cumprir detalhes básicos de protocolo.

 

Carta Aberta do Comando de Greve à Comunidade Universitária

  O comando de greve vem a público para se manifestar neste momento conturbado, originado a partir do Ofício SECT/GAB n. 62/2014, endereçado à direção da UENF.

Primeiramente, gostaríamos de manifestar nosso desacordo com o endereçamento do referido Ofício, pois entendemos que a greve se discute com quem a decretou, ou seja, a ADUENF em assembleia e por unanimidade dos votantes. A teoria de que “o governo não negocia com categorias em greve” não se sustenta, tendo em vista que o governador reuniu-se com os policiais civis em greve. A recusa em dirigir-se ao nosso sindicato demonstra apenas, na verdade, quais são as reais prioridades do governo. Além disso, pedir à figura administrativa máxima da nossa universidade, o reitor, para que “converse com cada professor individualmente, levando esta mensagem”, é algo tão ingênuo e inexequível que nem merece maiores comentários.

O comando de greve entende que o documento em questão é equivocado politicamente e em nada contribui para as negociações maduras e respeitosas que atualmente estão em curso, nas quais estávamos inclusive discutindo a vinda do governador a nossa instituição. Tentar ameaçar uma categoria em greve há mais de 70 dias é no mínimo contraproducente, pois exacerba os sentimentos radicais, que em nada contribuem à negociação.

Em relação à temporalidade mencionada, o documento é ambíguo, contraditório e inócuo, colocando datas improváveis de serem operacionalmente atingidas: “.. é fundamental que a greve seja encerrada até a próxima sexta feira, dia 06/06/2014,…”. Há frases incoerentes entre si: “enviar entre os dias 11 e 18 de junho”. Se a mensagem só será enviada nessa data, para que tanta pressa na exigência da saída de greve? Novamente, o desespero em nada contribui à negociação em curso.

 Em relação ao conteúdo, o documento é funesto. A nossa categoria tem se pautado pelo diálogo, a conversa e a negociação, jamais distorcendo as informações e sempre com o objetivo claro de solucionar o problema atual dos associados, qual seja, perceber o pior salário do Brasil para a nossa categoria.

 A saída de greve em várias oportunidades; o grande número de viagens ao Rio; o apoio de deputados da base e da oposição fundamentam esta a nossa afirmação. Todos os prazos e informações colocadas em reunião foram confirmados pelos deputados e demais participantes nas inúmeras reuniões realizadas na cidade do Rio de janeiro. Se ainda estamos em greve, a nossa associação não pode ser culpada.

 Não é com desespero que vamos resolver o problema, o mesmo só será resolvido de forma matura e respeitosa, e nesta direção, o Comando de Greve já contatou os Deputados para fazer chegar ao Governador o nosso sentimento de revolta com a carta.

 Respeitando o prazo legal de 72h de antecedência para a convocação de Assembleia, convocamos a Assembleia para 2ª feira, às 14h na Sede da ADUENF.

  Campos dos Goytacazes, 04 de Junho de 2014.

 COMANDO DE GREVE


Veja os secretários e entenda porque a Ciência e Tecnologia fluminense afundou no (des) governo Cabral/Pezão

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Gustavo Tutuca

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Alexandre Vieira

Sabe-se que a designação da ocupação cargos de secretário de pastas nem sempre segue a capacidade ou, tampouco, o preparo intelectual para cumprir as funções que as mesmas requerem. O mais corriqueiro é que os ocupantes do comando das secretarias siga apenas o critério das alianças eleitorais ou mesmo do nível de amizade entre determinados membros das elites políticas e econômicas. No entanto, determinadas pastas estratégicas deveriam ficar fora desse tipo de arranjo, visto que seu funcionamento possuem efeitos duradouros e que podem comprometer objetivos que vão além de governos pontuais. Um desses casos é o da Ciência e Tecnologia de cujo desenvolvimento depende uma série de questões que vão daquelas de caráter puramente econômico até as de interesse puramente coletivos. Assim, olhar para o perfil do secretário de Ciência e Tecnologia normalmente revela as prioridades, ou a falta de prioridades de um determinado governante. Nesse caso o (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral/ Luiz Fernando Pezão.

É que se olharmos para a sucessão de ocupantes da pasta, veremos que  despreparo para uma função tão estratégica ficou claro logo no primeiro dos três que ocuparam o assento. O médico não-praticante Alexandre Cardoso ficou à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro por quase todo o (des) governo Cabral/Pezão, saindo apenas para concorrer e vencer a eleição para a Prefeitura do município de Caxias. Alexandre Cardoso passou pela secretária de Ciência e Tecnologia sem nenhuma ação marcante, o que colocou essa área do governo numa posição cada vez mais secundária, e com as decisões centrais de sua pasta, tais como o tamanho do orçamento das universidades estaduais, concentradas em outras mãos. 

Se os anos de Alexandre Cardoso já significaram um ciclo de desvalorização de C&T fluminense, a posse no início de 2013 do jovem no cargo de secretário de C&T deputado Gustavo Tutuca sinalizou que Cabral e Pezão optaram por fortalecer paroquiais em Piraí, base política original do então vice-(des) governador em vez de recolocar a pasta nas mãos de alguém que realmente entendesse do assunto. Gustavo Tutuca, formado em Análise de Sistemas pela Universidade Estácio de Sá, exerceu a sua profissão no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais e na Cervejaria Cintra, antes de assumir cargos na prefeitura de Pirai, com os quais acabou sendo eleito deputado estadual. A sua indicação para a secretaria de C&T do Rio de Janeiro se deu com base no fato de que, enquanto deputado, Tutuca apresentou um projeto de lei sugerindo que o programa “Um Computador por Aluno” fosse levado para todas as regiões do Rio de Janeiro.

Como último membro desta tríade de secretários despreparados temos um outro Alexandre, o Vieira, ligado diretamente a Gustavo Tutuca, pois apesar de ser natural de Volta Redonda, também é cidadão da “República de Pirai”. Antes de ser alçado à liderança secretária de C&T, Vieira foi consultor parlamentar na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O interessante notar que entre uma indicação política e outra, Alexandre Vieira está tentando concluir seu mestrado em Administração Pública pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE/FGV-RJ)!

Nunca é demais notar que na cidade do Rio de Janeiro talvez esteja a maior concentração de universidades federais do Brasil, onde trabalham algumas das principais lideranças científicas da América Latina que participam dos principais organismos científicos internacionais. Aliás, basta lembrar que nos anos de Anthony e Rosinha Garotinho, o ocupante o secretário de Ciência e Tecnologia foi Wanderley de Souza, um dos principais pesquisadores brasileiros e membro da Academia Brasileira de Ciências. Com Wanderley de Souza tive fortes desavenças de opinião, especialmente na questão da autonomia da UENF. Entretanto, nunca duvidei do fato que com ele era possível tratar dos problemas afetando as universidades estaduais de um ponto mais elevado, Wanderley de Souza entende bem o que essa área estratégica requer para ajudar no desenvolvimento econômico e social. Em outras palavras, pelo menos na área de que estou falando, os anos de Cabral e Pezão se apresentaram como um verdadeiro desastre e dos quais ainda levemos décadas para nos recuperar. O problema é que os custos sociais e econômicos serão sentidos por todos nós, sejamos membros da comunidade científica ou cidadãos que dependem do desenvolvimento da ciência para melhorar o seu sofrido dia-a-dia.

Do Blog da Aduenf: Em assembleia lotada, professores da UENF retomam greve por tempo indeterminado

Quebra de compromisso da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro motivou decisão

Na maior assembleia realizada na greve iniciada no dia 12 de Março de 2014, os professores da UENF ouviram atentamente as informações trazidas do Rio de Janeiro pelo presidente da ADUENF, Prof. Luís Passoni.

Segundo informou, o Prof. Passoni, na visita realizada na ALERJ não houve o envio prometido pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira, do projeto de lei  para corrigir os salários dos servidores e professores da UENF. Além disso,  outra informação colhida nesta visita foi de que o envio deste projeto deverá ocorrer apenas no início de junho.

Em função desses relatos, a assembleia decidiu de adotar de forma unânime uma série de atividades públicas para divulgar as razões greve, realizar novos contatos com deputados estaduais, e também procurar apoio em entidades científicas como a Academia Brasileira de Ciências.

Um passo importante que também foi acertado foi o aprofundamento da unidades com os servidores técnico-administrativos a partir da pauta da reposição de 86,7% das perdas salariais.

As decisões desta assembleia sinalizam de forma clara que o caminho escolhido pelos professores é o da mobilização até que suas reivindicações sejam atendidas pelo governo do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2014/05/em-assembleia-lotada-professores-da.html