Dívida trabalhista da MMX chega a R$ 2,5 milhões

Rich Press/Bloomberg

Mina de ferro Serra Azul da MMX, em Minas Gerais

Mina de ferro Serra Azul da MMX: companhia reconhece pagamentos atrasados a 364 credores

Mariana Sallowicz, doEstadão Conteúdo e Mariana Durão, do Estadão Conteúdo

Rio – A terceira companhia de Eike Batista a entrar com pedido de recuperação judicial, a MMX Sudeste, é a única do grupo a apresentar dívidas trabalhistas.

A subsidiária da mineradora MMX reconhece pagamentos atrasados a 364 credores, entre eles, 78 trabalhadores que têm a receber cerca de R$ 2,5 milhões.

A dívida total gira em torno de R$ 440 milhões, de acordo com documento encaminhado à Justiça e obtido pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Os credores ainda podem contestar os valores.

O pedido de recuperação judicial foi entregue na quinta-feira à 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. A MMX espera que a solicitação seja analisada nos próximos dias.

Caso aprovada a recuperação, ações e execuções judiciais contra a companhia serão suspensas por 180 dias, o que deve dar um fôlego à mineradora, que busca reverter embargos ambientais nas minas de Serra Azul (MG).

Pela lei, a empresa tem até um ano para pagar débitos trabalhistas, vencidos até a data do pedido de recuperação. No caso de salários, o plano deve prever o acerto de vencimentos nos três meses anteriores ao pedido.

Os advogados Eduardo Munhoz, sócio do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, e Sergio Bermudes estão à frente do processo de recuperação. Além da MMX, a petroleira OGX e o estaleiro OSX já entraram com pedido de proteção judicial.

Na lista de trabalhadores da MMX, o maior valor a ser pago é de R$ 200 mil. Mas a principal dívida é com fornecedores e prestadores de serviços. No topo da lista, está a construtora mineira ARG, que tem a receber R$ 105 milhões.

Na sequência, aparecem a Fidens Engenharia (R$ 76,3 milhões), a Mineradora Rio Bravo (R$ 73 milhões) e a holding MMX Mineração e Metálicos (R$ 29,3 milhões).

Há dívidas de cerca de R$ 700 mil com a Glencore, que foi apontada como uma das interessadas em comprar seus ativos.

Um dos principais credores pessoa física da MMX é José Francisco Viveiros, presidente da Bahia Mineração e ex-executivo da ArcelorMittal.

A relação de Viveiros com a mineradora de Eike começou quando ele vendeu a mina AVG, na Serra Azul (MG), para a MMX Sudeste.

Com o negócio, a MMX passou a deter 40% de um projeto de processamento de finos de minério, conduzido por Viveiros e pelo empresário José Mendes Nogueira.

Após uma desavença na sociedade, a MMX acertou a aquisição dos outros 60% do negócio, por US$ 50 milhões em 78 parcelas. Viveiros conta que a mineradora começou a atrasar os pagamentos em agosto de 2013.

Agora, restam cerca de US$ 20 milhões em aberto. Ele ficou conhecido em 2008, quando virou bilionário com a venda da pequena mineradora J.Mendes para a Usiminas.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/divida-trabalhista-da-mmx-chega-a-r-2-5-milhoes

MMX Sudeste Mineração pede recuperação judicial

Mineradora de Eike Batista ajuizou pedido de recuperação judicial em caráter de urgência em comarca de Belo Horizonte

Rich Press/Bloomberg

Caminhão na mina de ferro Serra Azul da MMX, em Minas Gerais

Caminhão na mina de ferro Serra Azul da MMX, em Minas Gerais

São Paulo – A MMX Sudeste Mineração SA, controlada da MMX Mineração e Metálicos, ajuizou nesta quarta-feira pedido de recuperação judicial em caráter de urgência, seguindo o mesmo caminho de outras empresas do grupo EBX de Eike Batista que também pediram recuperação judicial em meio a dificuldades financeiras.

O pedido de recuperação foi feito na Comarca de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

“Não obstante os esforços da administração na negociação com credores e na busca por potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial configurou-se como a alternativa mais adequada diante da situação econômico-financeira da Companhia”, disse a controladora MMX em fato relevante.

As atividades operacionais da MMX Sudeste, na região da Serra Azul, em Minas Gerais, estão suspensas desde a primeira semana de setembro. A queda nos preços do minério de ferro agravaram a situação financeira da empresa.

Na segunda-feira, a MMX informou que manteria suspensas temporariamente as atividades da controlada MMX Sudeste Mineração, após o fim das férias coletivas em 9 de outubro, para “otimizar recursos e adequar custos frente ao cenário de reposicionamento estratégico da companhia”.

A MMX vem enfrentando dificuldades financeiras similares às de outras companhias do grupo EBX. A Óleo e Gás (ex-OGX) pediu no ano passado recuperação judicial, assim como a sua empresa irmã, a OSX, numa derrocada que se acelerou após a petroleira reconhecer não ter encontrado tanto petróleo como havia informado ao mercado.

“(O pedido de recuperação judicial) visa preservar o valor da Companhia… atendendo de forma organizada aos interesses de seus credores e acionistas e contingenciando de maneira responsável os recursos existentes em caixa”, disse a controladora em fato relevante.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mmx-sudeste-mineracao-pede-recuperacao-judicial-em-carater-de-urgencia

Exame: OSX entra na reta final de negociação com credores

“Estamos muito confiantes porque temos o apoio dos credores”, diz advogado que responde pela recuperação judicial da companhia, que tem dívida de R$ 5 bilhões

Cátia Luz e Naiana Oscar, do

Divulgação
 Navio da OSX

OSX: a saída encontrada é que os próprios credores façam novos empréstimos para reestruturar a empresa. Em troca, quem assumir este risco terá prioridade na hora de receber o pagamento da dívida

São Paulo – A OSX, empresa de construção naval do empresário Eike Batista, está na reta final da negociação com credores para aprovar o novo plano de recuperação judicial da companhia.

Isso deveria ter acontecido em meados de agosto, mas a Justiça adiou a assembleia em que o plano seria votado depois de uma série de ações movidas por credores.

Nas últimas duas semanas, a empresa elaborou um documento que, agora, está sendo apresentado a bancos e fornecedores com dívidas a receber da OSX.

“Estamos muito confiantes porque temos o apoio dos credores”, diz Flávio Galdino, advogado que responde pela recuperação judicial da companhia. Ao todo, a empresa tem uma dívida de R$ 5 bilhões, com cerca de 200 credores. A expectativa é de que o novo plano seja protocolado ainda neste mês.

Mas para levar o processo adiante e pagar o que deve, a empresa precisa de dinheiro novo. No início, cogitou buscar os recursos com investidores, mas as negociações, entre elas com um fundo estrangeiro, não deram certo.

Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a saída encontrada pela OSX, e que está sendo proposta aos credores neste momento, é que eles próprios façam novos empréstimos para reestruturar a empresa. Em troca, quem assumir o risco da reestruturação terá prioridade na hora de receber o pagamento da dívida.

Esse mecanismo, chamado de “financiamento Dip”, foi o que tornou viável a aprovação da recuperação judicial da OGX, petroleira fundada por Eike Batista e origem da crise do grupo. A diferença é que, na empresa de óleo e gás, rebatizada de OGPar, a moeda de troca são ações da nova companhia e não a antecipação do pagamento.

O documento que está sendo apresentado aos credores propõe um valor mínimo de R$ 100 milhões para o financiamento. O valor total a ser captado ainda não foi definido porque depende de como se dará a conclusão à unidade de construção naval OSX, localizado no Porto do Açu, no Rio, e que, por sua vez, pertence à Prumo (antiga LLX, hoje, controlada pela EIG).

A empresa de logística, dona do porto, também é credora da OSX e tem papel estratégico no processo de recuperação judicial. Por isso, o plano prevê uma parceria entre as duas empresas, cujos detalhes serão apresentados no novo plano.

A partir dessa parceria, a empresa vai definir as etapas para concluir as obras da OSX no porto. Fontes próximas à companhia estimam que sejam necessários R$ 600 milhões no total – esse valor, no entanto, pode ser menor, já que, à medida que a obra avança, vai gerar receita para bancar o restante dela.

É da exploração da área da OSX dentro do Açu que virá boa parte do recurso para pagar os credores. Outra fonte é a venda de três plataformas de petróleo – duas delas estão alugadas para a OGPar e outra está pronta, na Malásia.

A empresa aguarda o melhor momento para negociar esses ativos, já que, com está no meio de um litígio, a desvalorização das plataformas é dada como certa. A venda só será feita quando houver segurança jurídica e o excedente (ou o que superar a dívida desses ativos) vai ser destinado ao pagamento dos credores – com prioridade para quem aderir ao financiamento Dip.

 Unificação

Quando entrou com pedido de recuperação judicial em novembro do ano passado, a OSX fez um pedido único, incluindo as três companhias do grupo: a holging OSX Brasil e as subsidiárias OSX Construção Naval (que opera o estaleiro no Porto do Açu) e a OSX Serviços.

Sob o guarda-chuva da OSX Brasil, está ainda uma outra empresa, chamada OSX Leasing. Essa companhia, sediada na Holanda, é dona das plataformas de petróleo que estão alugadas para a OGX. Ela não pediu recuperação judicial.

Esse emaranhado de empresas foi um dos pontos de tensão na elaboração do plano. Inicialmente, a OSX apresentou um plano único, o que foi contestado por alguns credores. A pedido do Ministério Público Estadual do Rio, a empresa separou o plano em três – alvo de contestação pela Caixa Econômica Federal, maior credora individual da companhia, com R$ 1,2 bilhão.

No início do mês passado, a Justiça decidiu pela unificação e é o que está sendo considerado no documento apresentado aos credores. Na semana passada, o assunto voltou a ser questionado, dessa vez pelo Banco Votorantim, que tem R$ 450 milhões a receber da OSX.

A instituição entrou com uma petição na Justiça pedindo a separação dos planos, com o argumento de que a unificação enfraqueceria o poder de alguns credores.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/osx-entra-na-reta-final-de-negociacao-com-credores

Valor: MMX poderá ter de pedir recuperação judicial

O futuro da MMX, mineradora de Eike Batista, pode culminar em uma recuperação judicial seguindo os passos de outras duas companhias do empresário: a OGPar, antiga OGX, e a OSX No Entanto, a preferência ainda é pelo arrendamento ou venda das unidades que restam da MMX depois que a empresa se desfez do controle, em fevereiro, do seu principal ativo: o Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ). São essas as opções que estão concentrando a atenção do time da Angra Partners, que faz a gestão, para a reestruturação, do grupo EBX.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/3660370/mmx-podera-ter-de-pedir-recuperacao-judicial#ixzz3AvbAwPB2

Brasil 247: Eike dá cano e pede 25 anos para pagar credres

Chamem o BNDES! OGX teve prejuízo de R$ 17,4 bilhões em 2013

A Folha de São Paulo publicou hoje matéria dando conta que a OG(X), do ex-bilionário Eike Batista, teve apenas em 2013 um prejuízo da ordem de R$ 17,4 bilhões (Aqui!). O mais interessante é que uma das principais causas desse desempenho desastroso foi a rescisão de contrato com a OS(X), outra empresa da franquia “X” que, com a OG(X), se encontra hoje em recuperação judicial (no meu tempo de bancário isso se chamava concordata).

Agora o meu medo é que em nome da falida ideia dos “campeões nacionais”, algum esperto do (des) governo Dilma resolva usar o BNDES para ajudar o amigo Eike em dificuldades Batista. A ver!

UOL: OGX devolve seis àreas de exploração para a ANP

OGX devolve áreas de exploração à ANP, após apresentar plano de ‘concordata’

Valor
A OGpar (ex-OGX) divulgou comunicado ao mercado, na noite de sexta-feira (14), em que informa a devolução à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis (ANP) dos complexos de Itacoatiara, Viedma, Tulum e Vesúvio, localizados na bacia de Campos, e dos complexos de Natal e Belém, localizados na bacia de Santos. .

A decisão foi tomada após a ANP negar dar mais prazo para a petroleira de Eike Batista apresentar os respectivos Planos de Avaliação de Descoberta (PADs).

No mesmo dia, a petroleira também apresentou à justiça do Rio seu plano de recuperação judicial (antiga concordata). O prazo para apresentar o plano vencia na segunda-feira (17).

Devolução não afeta plano de negócios, diz empresa

A companhia também informou, no documento, a decisão de “devolver à ANP o complexo de Curitiba, localizado na bacia de Santos, após a realização de testes de formação que indicaram um índice de produtividade reduzido em função das baixas permeabilidades das rochas reservatório.”

A empresa também anunciou a devolução dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Areia e Tubarão Gato, pois “não foram encontradas soluções viáveis para o desenvolvimento técnico-econômico desses campos, apesar dos esforços empreendidos”, segundo o comunicado.

Segundo a companhia, “a devolução dessas áreas não afetará o plano de negócios, uma vez que o  valor econômico destes projetos não foi considerado em nenhuma das projeções da companhia, seja no âmbito das negociações com os credores ou no Plano de Recuperação Judicial.”

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2014/02/15/ogx-anuncia-devolucao-de-areas-de-exploracao-para-a-anp.htm