O doce revisitar de promessas… o caso da Educação na campanha de Rafael Diniz

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A cidade de Campos dos Goytacazes amanhece hoje em meio ao caos provocado pelo trancamento dos seus principais acessos viários.  A razão é a ação de motoristas de vans que continuam inconformados com as modificações incompreensíveis que foram realizadas pelo governo Rafael Diniz em um sistema de transporte público que era um dos principais pilares do seu projeto de “mudança”.

Pois bem, procurando em meu computador por algum outro tipo de promessa de melhoria estrutural que o então vereador Rafael Diniz, encontrei um vídeo com as metas que seriam alcançadas na área da Educação.

Eu convido aos leitores do vídeo que assistam ao vídeo e comentem na caixa de comentários do blog sobre suas impressões sobre as realizações do governo Rafael Diniz na educação. E por que não em outras áreas críticas como, por exemplo, o do transporte público.

FGV CEIPE promove seminário para discutir financiamento em Educação

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O Centro de Excelência e Inovação em Política da Fundação Getulio Vargas (FGV CEIPE), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-RJ), realiza no dia 30 de julho, das 9h às 16h, o seminário “Financiamento e Investimento na Educação: como garantir os direitos constitucionais da criança e do adolescente”. O evento tem o objetivo de fomentar ações para uma gestão pública eficaz, eficiente e efetiva no investimento do recurso público por uma educação equitativa e de alta aprendizagem no Estado do Rio de Janeiro.

O seminário será estruturado em quatro painéis com foco nas temáticas: “políticas educacionais”, “financiamento na educação”, “o papel do Legislativo na melhoria da qualidade do investimento público em educação” e “articulação entre os poderes para uma gestão eficaz na educação”. O evento, que acontece de 9h às 16h, contará com a participação de painelistas da Fundação Getulio Vargas, Instituto Ayrton Senna, Instituto Unibanco, Ministério Público e Tribunal de Contas.

Serviço:

Seminário “Financiamento e Investimento na Educação: como garantir os direitos constitucionais da criança e do adolescente”
Data: 30/07/2019 Horário: 9 às 12h30
Local: Centro Cultural da FGV – Praia de Botafogo, 186 (Acesso pelo Edifício Sede da FGV, nº 190 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ)
Inscrições: bit.ly/fie2019inscricoes

Programação:

Abertura/Boas-vindas
Claudia Costin, diretora do CEIPE

PAINEL I – Políticas educacionais voltadas para resultados

– Claudia Costin, diretora do CEIPE
 Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna
– Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.
Perguntas
Mediação: Leila Sterenberg – jornalista

PAINEL II – Financiamento da Educação
– 
Mariza Abreu, consultora de Educação
– 
Tassia de Souza Cruz – professora da Escola de Políticas Públicas e Governo da FGV
Perguntas
Mediação: João Marcelo Borges – diretor de Estratégia Política no Todos Pela Educação

Intervalo para Almoço

PAINEL III – O papel do Legislativo na melhoria da qualidade do investimento público em Educação
– Mateus Aldin Martins – coordenador da 3ª CAC do TCE-RJ
– Renan Ferreirinha – deputado estadual-RJ
Perguntas
Mediação: João Marcelo Borges – diretor de Estratégia Política no Todos Pela Educação

Painel IV – Articulação entre os poderes para uma gestão eficaz na educação
– Promotora de Justiça, Dra. Débora da Silva Vicente, coordenadora do CAO Educação/MPRJ
– Stella Magaly Salomão Correa, vice-presidente da Undime-RJ e dirigente Municipal de Educação de Angra dos Reis
Perguntas
Mediação: Leila Sterenberg – jornalista

Encerramento
Lenine Lemos, presidente da Undime-RJ e dirigente Municipal de Educação de Queimados

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Material produzido pela Insight Comunicação. No Rio – (21) 2509-5399. assessoria.fgv@insightnet.com.br

Educação para manter a desigualdade: Bolsonaro para os pobres, Paulo Freire para os ricos

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*Por José Ruy Lozano, publicado originalmente no dia 07 de Dezembro de 2017 pelo LeMonde Diplomatique Brasil

Pipas de várias cores enfeitam o céu. Alunos observam algumas subirem e outras caírem, enquanto tentam compreender como a direção do vento influencia o movimento, além de verificarem na prática conceitos científicos como aerodinâmica, resistência do ar e força da gravidade. Tudo na base da experiência concreta, envolvendo tentativas e erros.

Voltando à sala de aula, professor e alunos discutem, organizados em círculo, o que se aprendeu com aquela vivência. A diferença hierárquica entre mestre e estudantes se dilui, e o professor mostra-se mais como um mediador ou um facilitador do processo de aprendizagem.

Pano rápido. Vamos nos deslocar para outra realidade.

Alunos uniformizados prestam continência e dirigem-se aos policiais, que também são professores, utilizando os termos “senhor” e “senhora”. Nos corredores da escola, com paredes cinzentas, não se veem bedéis, mas guardas, alguns armados. Todos os meninos usam o mesmo corte de cabelo, todas as meninas têm o cabelo preso.

Na sala de aula, o professor fala e os alunos ouvem. Todos os estudantes sentam-se enfileirados e qualquer contato entre eles durante a explanação gera uma advertência. Contabilizadas, as advertências podem provocar a expulsão do aluno.

As primeiras cenas são parte do cotidiano de um grande colégio de elite, recém-chegado à cidade de São Paulo. As seguintes são exemplares da realidade vivida em colégios estaduais administrados pelas polícias militares de cada estado.

As descrições revelam duas tendências – contraditórias – cada vez mais presentes no panorama escolar brasileiro. As escolas particulares mais caras investem em metodologias ativas, considerando os interesses e as individualidades dos alunos, partindo do pressuposto de que eles, alunos, são os protagonistas da aprendizagem. Já escolas públicas de muitos estados brasileiros estão terceirizando sua administração às polícias militares e apostam na disciplina mais rígida e no ensino mais tradicional.

Grandes empresários e grupos de investimento estrangeiros compram ou erguem escolas com tecnologia moderna e formação de ponta, onde os alunos aprendem a explorar o mundo por uma interação lúdica. Enquanto isso, o deputado Jair Bolsonaro espalha nas redes sociais vídeos propagandeando as virtudes das escolas administradas pela PM, cujo mantra é lei e ordem.

Uma agridoce ironia: o ponto cego dos discursos das escolas de elite é admitir que as metodologias que propõem são em grande medida inspiradas em teorias da educação que tiveram Paulo Freire como um de seus expoentes.

Geralmente, esses colégios mencionam programas de formação de universidades norte-americanas, como Harvard e Stanford. O que não dizem é que obras como Pedagogia da Autonomia, um clássico do pensador pernambucano, estão na bibliografia básica das faculdades de educação inspiradoras de seus projetos pedagógicos.

A elite brasileira, que adora odiar Freire, compra a peso de ouro para seus filhos o ingresso em escolas em muito influenciadas por ele, bem como por outros pensadores considerados progressistas no campo da educação, como Jean Piaget ou Maria Montessori.

A ironia continua. Aos filhos dos pobres, resta a disciplina escolar do século XIX. Ainda que justamente pensando neles Paulo Freire tenha elaborado suas teses, a eles são negadas sua influência e seu prestígio.

Mas a diferença talvez não seja tão despropositada ou surpreendente como se pode pensar à primeira vista. Afinal, nas escolas públicas estudam os pobres, que serão no futuro funcionários dos alunos ricos.

E o que se espera do trabalhador pobre, a não ser obediência?

Aos ricos, proporciona-se liberdade. Dos ricos, esperam-se criatividade, “empreendedorismo”, autonomia. Ao pobre, destinamos o adestramento, a normalização foucaultiana de condutas, a padronização de comportamentos.

Acima de tudo, não se deve incentivar o questionamento, tampouco uma perspectiva crítica dos filhos das classes menos favorecidas. Isso deve ser reservado àqueles capazes de pagar mensalidades astronômicas, que compram um desenvolvimento cognitivo “diferenciado” para seus filhos.

Assim a educação brasileira cumpre seu papel: o de continuar sendo um dos instrumentos mais terríveis de manutenção da desigualdade social.

Obra de Antony Theobald


 *José Ruy Lozano é sociólogo, autor de livros didáticos, conselheiro do Conselho Independente de Proteção à Infância (Cipi) e coordenador pedagógico geral do Colégio Nossa Senhora do Morumbi – Rede Alix.

FONTE: https://diplomatique.org.br/bolsonaro-para-os-pobres-paulo-freire-para-os-ricos/?fbclid=IwAR2MbeVVah0PYIJeGs6lwdA88wLPOGSg5gFiNIprwFBuf8hfz9G7N1XBrYU

SEMINÁRIO UFRJ: Política do Petróleo, Educação, Ciência Tecnologia e Saúde

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O que significa a descoberta e exploração das reservas de petróleo do Pré-sal para o desenvolvimento do País e de nosso povo? Os recursos advindos dessa riqueza descoberta por brasileiros, com tecnologia brasileira precisam ser entregues para empresas estrangeiras?

O que significa Cessão Onerosa? Contrato de Partilha? Os recursos do Pré-sal serão mesmo alocados para as áreas de Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia? Qual o real montante desses recursos? Como dar continuidade ao papel da Petrobras como instrumento estratégico do desenvolvimento brasileiro?

Qual a Política de Petróleo que realmente interessa ao Brasil?
A Universidade não pode se omitir e precisamos discutir com urgência a Política Nacional do Petróleo e a destinação dos seus recursos.

Mais do que convidar, estamos convocando e mobilizando todo o corpo social da UFRJ para discutir, conhecer e, se for necessário, resistir aos rumos atuais que estão impondo à nossa Política do Petróleo e à Petrobras.

Vamos todos, Professores, funcionários técnico-administrativos em Educação, estudantes de graduação e pós-graduação, organizações da sociedade civil, sindicatos, associações de classe e o público em geral debater, questionar e encontrar respostas!!!

PROGRAMAÇÃO

8:00 as 8:30 – Recepção com Café da manhã
8:30 às 10:05 – Mesa de Abertura – Estado e Política do Petróleo. O Papel da Universidade.
Presidente da Mesa – Professor Roberto Leher (Reitor da UFRJ)
Arthur Raguso – Diretor de Formação da Federação Única dos Petroleiros
Prof. Luiz Pinguelli Rosa (COPPE/UFRJ).
Guilherme Estrela – Geólogo, Ex diretor de Exploração e Produção da Petrobrás.

10:05 às 10:35 – Debate com os participantes

10:35 às 10:45 – Intervalo para troca da mesa

10:45- as 12:05 – Mesa Redonda: Política do Petróleo e Orçamento Federal. Recursos para Educação, Ciência, Tecnologia e Saúde. Royalties, Fundo Social e Pré-sal, Fundos Setoriais, Dívida Pública.
Presidente da Mesa – Prof. Carlos Levi da Conceição (Ex-Reitor da UFRJ)
Prof. Eduardo Costa Pinto(I.E./UFRJ)
Prof. Roberto Leher (Reitor / UFRJ)
Profa. Esther Dweck (I.E./UFRJ)

12:05 às 12:35 – Debate com a plateia

12:35 – Encerramento

Realização:
Reitoria da UFRJ
Fórum de Ciência e Cultura – FCC

Apoio: DCE Mário Prata, ADUFRJ, SINTUFRJ
Detalhes do evento:

Dia(s): 18/09/2018
Horário: 8:30 – 13:00

Local: Auditório CGTEC-CT2
R. Moniz de Aragão, 360 – Cidade Universitária/Ilha do Fundão
Rio de Janeiro – CEP 23058-440

Evento Gratuito
Sem inscrição

http://ufrj.br
contato: jessicalemos.ufrj@gmail.com
Telefone de contato: 021-3938-2722

Coordenadoria de Comunicação da UFRJ

Rio de Janeiro realiza 2º Edição da Marcha pela Ciência

marcha

A 2º Edição da Marcha pela Ciência Rio de Janeiro acontece amanhã na Praça Mauá em frente ao Museu do Amanhã.
A educação, a ciência e a tecnologia precisam de união nesse momento de instabilidade. Convide seus amigos, professores, pesquisadores e familiares para esse movimento!. #educação #ciência #tecnologia #educação #marchapelaciência#marchapelaciênciabr #rededepesquisadores #universidades #oqueseramanha#riodejaneiro 
Saiba mais em: https://www.facebook.com/events/1778437482456859/?active_tab=about

Data: 02 de setembro de 2017 
Hora: 15h
Local: Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã

Marketing acadêmico: Revista Agenda Social lança dossiê sobre Políticas Educacionais

Provando mais uma vez a resiliência que caracteriza o processo de produção intelectual dentro da Universidade Estadual do Norte Fluminense, o Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais acaba de lançar  o volume 1 do número 10 da revista Agenda Social.

O conteúdo desta edição da Agenda Social é  um dossiê que reúne artigos escritos por especialistas em políticas educacionais  que refletem sobre o aprofundamento do processo de reformulação do Estado brasileiro, o qual é marcado pela diminuição de investimentos na educação pública.

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As análises contidas no dossiê aborda várias das  facetas associadas ao processo de diminuição do investimento estatal na educação pública.  

Quem tiver interesse em acessar este dossiê, basta clicar [Aqui!].

Os aposentados da educação, esses completos esquecidos

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Hoje o (des) governo Pezão anuncia o pagamento dos salários de junho para os servidores da segurança pública e da educação. Muito bem que bem, pois assim pelo menos parte do funcionalismo estadual não fica na agrura de viver sem os salários devidos por seu trabalho.  Mas os anúncios do (des) governo Pezão sobre o pagamento do dia de hoje omitem uma informação importante. O fato é que foi criada uma diferença significativa entre os servidores da segurança e da educação na medida em que apenas os aposentados da primeira categoria estão também recebendo suas vencimentos no dia de hoje.  Já os da educação continuarão sua rotina de agonia e preocupação.

É que pela fórmula alegadamente utilizada pelo (des) governo Pezão para pagar os servidores da educação via recursos recebidos via o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), apenas o pessoal da ativa recebe seus salários em dia.

Tanto isto é verdade que ontem durante a manifestação realizada pelos servidores da Universidade Estadual da Norte Fluminense (Uenf) e da Faetec em Campos dos Goytacazes, conversei com vários professores aposentados que estavam indignados com o tratamento diferenciado que estão recebendo pelo (des) governo Pezão.  Mas daí me surgiu uma indagação: por que não ouvimos essa informação de forma categórica do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) ou, tampouco, uma campanha pública para denunciar a situação dos seus aposentados?

Ainda nessa questão do uso do FUNDEB para pagar os salários dos servidores da educação a questão que me vem à cabeça é a seguinte: o valor recebido do governo federal representa quanto do montante total dos gastos com esta categoria? Pelas informações que eu recebi, o montante complementado pelos recursos estaduais não é insignificante.  Se isso for verdade, por que nada transparece por parte do Sepe? Por que não ouvimos uma forte campanha de denúncia sobre a condição em que se encontram os aposentados da educação? Esse silêncio é constrangedor!

De toda forma, é preciso que se informe à população sobre a falácia de que todo os servidores da educação estão com seus salários em dia (ou melhor, menos atrasados)! Há que se denunciar a situação ultrajante em que se está deixando os aposentados do serviço público estadual onde os da educação estão inclusos.