Águas do Paraíba, aquela que não pode perder nunca

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No dia 05 de maio de 2018 descrevi neste blog a situação de minha conta de água cobrada pela concessionária Águas do Paraíba sob o título de “A Águas do Paraíba nunca perde, só ganha”.  Passado quase um ano e no primeiro mês de vigência do “muy generoso” aumento  de 10% concedido pelo jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) nos valores que podem ser cobrados pelos serviços de fornecimento de água e tratamento de esgotos em Campos dos Goytacazes, a minha certeza é que para a Águas do Paraíba, do Grupo Águas do Brasil ou “Saneamento Ambiental Águas do Brasil” (leia-se Developer S.A. – Grupo Carioca Engenharia, Queiroz Galvão Participações – Concessões S.A., Trana Participações e Investimentos S.A. e Construtora Cowan S.A.), só é permitido vencer.

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Como cheguei à essa certeza? Pelo simples examinar da conta que recebi referente aos serviços supostamente prestados em fevereiro de 2019 (ver imagem abaixo).

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Como pode ser observado sou tipicamente um consumidor que fica abaixo do consumo de 10 m3 mensais, o que implica na cobrança do valor mínimo que é exatamente de 10 m3.  Mas como em Campos dos Goytacazes prevalece a esquisita equivalência entre água fornecida e esgoto tratado,  o valor da minha conta entre março de 2018 e janeiro de 2019 foi R$ 78,88.   Interessante notar que em janeiro, por motivo de viagem, meu consumo mensal foi de meros 2 m3, o que significou um sobrepreço de 8 m3 de água e esgoto!

Mas com o generoso reajuste concedido pelo jovem prefeito Rafael Diniz, a conta que era de R$ 78,88, agora é de R$ 87,26! E não sei se sou o único a pensar assim, sem que se veja grande melhoria nos serviços prestados pela Água do Paraíba.

O pior dessa situação é que para mim que sou funcionário público e possuidor de um salário acima da média, a majoração concedida por Rafael Diniz pode ser até vista com um agravante na minha impaciência com o que considero uma cobrança exagerada por um serviço que certamente não precisaria ser reajustado neste momento. Mas como ficam aquelas milhares de famílias que hoje contam cada centavo que possuem para pagar todas as contas e ainda terem algum para comprar comida? É que 10% de aumento na conta enviada pela Águas do Paraíba pode ser pouco para uma minoria, mas certamente é muito para a maioria.

E a troco de quê? A única coisa que me vem à cabeça é a manutenção dos lucros fabulosos dessa concessão extremamente generosa para os cofres do Grupo Águas do Brasil.  O problema é que a imensa maioria da população campista não é acionista da empresa e se vê hoje cativa de um monopólio privado de um bem essencial que é a água. Simples assim.

Vazamento, ar ou gato? E a difícil arte de reclamar das contas astronômicas da Águas do Paraíba

Venho há algum tempo me deparando com problemas nos serviços prestados pela concessionária Águas do Paraíba, empresa que já me premiou com o abastecimento de conglomerados gigantescos de cianobactérias na água que deveria ser incolor, insípida e inodora. Mas nada me indigna mais do que receber mês após mês contas que simplesmente não refletem o consumo de uma residência habitada boa parte do tempo por eu mesmo e uma gata.

Agora em meio a recessos e férias contava com a possibilidade de que os valores de dezembro a fevereiro voltassem ao que me foi cobrado em julho de 2015. Mas como pode ser observado pela imagem da conta que me foi oferecida pela “Águas do Paraíba”, minhas expectativas foram mais do que infundadas.

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Isso mesmo, num período em que a minha residência ficou praticamente fechada fui “premiado” com uma conta de R$ 255,32 divididos de forma salomônica entre fornecimento e tratamento de esgotos (essa é a pior das piadas!).  Isso refletiria o consumo de 23 metros cúbicos de água por 30 dias entre dezembro/15 e janeiro/16, o que é simplesmente pouco possível já que eu estive viajando por 15 dias!

Agora, quais são as possibilidades para que o consumo esteja sendo medido acima de 20 metros cúbicos desde outubro de 2015? As principais possibilidades seriam vazamentos no interior da residência,  a instalação de gatos e algo bem simplório, a leitura de ar pelo hidrômetro como se água fosse.

Aviso que a possibilidade de vazamentos foi negada após a visita de um encanador que eu mesmo contratei para verificar se esse seria a vontade de tamanho consumo. Além disso, restringi ao máximo o consumo para verificar se haveria uma mudança nos valores medidos.  E querem saber a resposta? Nada mudou como mostram os valores colocados em vermelho na imagem acima.

Restam assim as possibilidades de “gato” e de ar sendo medido como água. 

Agora, alguém poderia me perguntar por que não compareci na Águas do Paraíba para registrar uma queixa e solicitar uma inspeção? A explicação é simples: falta-me o tempo necessário para comparecer no setor de atendimento aos consumidores onde diariamente centenas de pessoas sofrem para solicitar os mais variados tipos de serviços.

Entretanto, aproveitando o final das minhas férias  hoje estive na sede da “Águas do Paraíba” para tentar registrar uma queixa. E é óbvio que me deparei com uma sala completamente cheia e uma fila “generosa” na qual esperei até ser ouvido por um gentil funcionário.  O problema é que após ouvir o meu relato, este funcionário me informou que eu não poderia ser atendido porque não havia levado a leitura do hidrômetro do dia de hoje (23/02)!

Entre desapontado e irritado (já que se estava lá para reclamar do nível de consumo, a primeira coisa que uma equipe da empresa irá ter de fazer é ler o hidrômetro!) me retirei do local até que eu possa produzir a tal leitura do dia.

Agora me respondam: como é que fica o cidadão mais comum que não se pode dar ao luxo de ficar indo e voltando para mofar na fila de atendimento da Águas do Paraíba? Não seria esta uma estratégia perfeita para nos fazer continuar pagando por ar ou por gatos instalados em nossas casas? 

Será que sou só eu acho que acha um completo absurdo ter que ver 50% do valor de cada conta apontando para o pagamento de esgoto (seja lá isso o que for) e verificar que bem em frente da sede da “Águas do Paraíba” há um canal histórico como o Campos-Macaé totalmente contaminado pelo despejo diário de toneladas de esgoto sem nenhum tipo de tratamento?

Finalmente,  fico me perguntando qual foi o final da Comissão Parlamentar de Inquérito que seria instalada na Câmara de Vereadores para apurar a qualidade dos serviços da “Águas do Paraíba”. Pelo jeito, tomou um tremendo Doril!canal

É para isso que pagamos coleta e tratamento de esgotos?

A metade do que os consumidores pagam mensalmente à concessionária “Águas do Paraíba” vem na forma de uma rubrica identificada como “esgoto”. As boas almas que pagam essas contas deve assumir que tal rubrica se refere à coleta e tratamento de esgotos. Certo? Se for pelo que ocorre sistematicamente na esquina entre Avenida Sete de Setembro e a Rua Riachuelo, a resposta é um sonoro não.

As imagens abaixo que foram obtidas nesta último sábado (28/02) são, na verdade, uma repetição do que já foi mostrado aqui neste blog faz algum tempo, e levantam várias questões sobre a qualidade das obras que foram realizadas pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes na região do bairro da Lapa. E, de quebra, como esse é um problema que se repete e não tem solução, também sobre a disposição e interesse da concessionária “Águas do Paraíba” de dar o retorno devido ao que é cobrado dos campistas mensalmente.

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De quebra, um detalhe que salta aos olhos e (por que não) aos narizes é o fato de que o esgoto in natura que brota na esquina volta para dentro da terra em função da presença de uma galeria de águas pluviais que fica localizada quase ao lado. Isto seria até conveniente se esse esgoto todo não fosse parar na calha principal do já maltratado Rio Paraíba do Sul!

Mas para que ninguém diga que eu só critico e não ajuda, abaixo coloco uma imagem do satélite Landsat mostrando a área onde este despejo de esgoto ocorre frequentemente. Quem sabe assim alguém da PMCG ou da concessionária se digna a começar a resolver este fedorento problema.

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Esgoto jorrando na Avenida Sete de Setembro, o vídeo para não deixar nenhum dúvida

Para que ninguém na PMCG ou na concessionária Águas da Paraíba, abaixo segue vídeo mostrando a enxurrada de esgoto in natura que brota regularmente do subterrâneo da esquina da Avenida Sete de Setembro e Rua Riachuelo.

E, por favor senhores, a vizinhança quer uma solução rápida e definitiva!

 

MPF: Acordo encerra 25 anos de despejo de esgoto no rio Paraíba do Sul

Após celebração de TAC com o MPF, é construída rede coletora de esgoto em condomínios

Após a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ) e a Concessionária Águas do Paraíba, três condomínios em Campos (edifícios Barcelos Martins, Tancredo Neves e João Paulo II) encerraram o despejo de esgoto sem tratamento nas águas do rio Paraíba do Sul. Os prédios existem há mais de 25 anos e possuem mais de 360 apartamentos, com cerca de 1.400 moradores. Foi construída rede coletora de esgotos para interligar os condomínios à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Guarus.

Clique aqui e confira o relatório sobre o cumprimento do TAC.

“O acordo pôs fim à situação que perdurava há anos envolvendo a Concessionária e os condomínios residenciais com o despejo direto de esgoto no rio Paraíba do Sul e foi celebrado no contexto do conjunto de medidas que vêm sendo adotadas pelo MPF na luta para a recuperação e preservação do rio Paraíba do Sul, que enfrenta a sua maior baixa das últimas décadas”, explica o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, que conduziu as negociações.

O TAC foi resultado de um inquérito civil público que apurava a situação desses condomínios e visava ao fim do despejo indevido de esgoto no rio. “Posteriormente, se ficar comprovado dano ambiental resultante da prática, os responsáveis poderão responder judicialmente pelos atos praticados”, destaca o procurador.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social /Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Cenas de esgoto: é para isto que eu pago 50% a mais na minha conta mensal?

Uma das lendas urbanas que temos hoje na cidade de Campos dos Goytacazes é que a concessionária Águas do Paraíba aumentou exponencialmente a coleta e tratamento de esgotos. Pois bem, alguém poderia me informar por que então estou vendo cada vez mais a cena abaixo nas nossas ruas e avenidas? E para onde vai o material coletado nesses caminhões?

Com a palavra, a concessionária Águas do Paraíba e, sim, também a PMCG!

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Minha Campos, sem amor: esgoto sai de dentro de escola em obras

Ontem fui participar de uma entrevista na Rádio Record, e eis que ao estacionar o carro tive que fazer o que muita gente estava tendo que fazer: pular para fora da área que estava sendo inundada por uma água fétida que saia de dentro da Escola Municipal Maria Lúcia, como mostra a imagem abaixo.

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Como em frente da Maria Lúcia, que está em obras, há uma placa que anuncia um investimento de mais de R$ 1 milhão na sua reforma, eu fico apenas esperando que uma das coisas que esteja sendo modernizada seja a rede de esgotos. Bom, é o mínimo que se poderia fazer para que a população não tenha que continuar praticando a modalidade “salto por cima do esgoto in natura”.