Greve dos entregadores de aplicativos expõe a ultra precarização do trabalho no Brasil

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Este 1 de julho está sendo o palco da primeira greve nacional dos trabalhadores precarizados que atuam no Brasil, com a ocorrência de atos em diferentes parte do Brasil (ver vídeo abaixo diante da Assembleia Legislativa de Minas Gerais em Belo Horizonte).

Há que se notar que este movimento, que ocorre por fora das estruturas sindicais que ainda não se ajustaram ao modelo de ultra precarização associado à disseminação de aplicativos que escondem corporações multinacionais que extraem o máximo que podem do valor do trabalho dos seus supostos “colaboradores”. 

Esse é um descompasso que terá de ser superado para que a energia que está sendo mostrada no dia de hoje seja potencializada, de forma a obrigar que a jurisprudência vigente, a qual não reconhece estes trabalhadores enquanto tal, seja modificada, de forma a responsabilizar as corporações que operam remotamente essa nova forma de superexploração do trabalho, obrigando-as a melhorar os salários pagos e a garantir o oferecimento de direitos trabalhistas que hoje são negados.

Aproveitando o ensejo, sugiro a leitura do livro organizado pelo professor Ricardo Antunes intitulado “Riqueza e miséria do trabalho no Brasil IV“, um dos muitos que esse profícuo intelectual já produziu ou ajudou a produzir sobre a escalada da precarização do trabalho em tempos de plataformas digitais.

riqueza e miséria do trabalho no brasil iv

Enquanto isso, ao longo do dia de hoje, que se boicote o uso de estabelecimentos que estão rendidos à superexploração propiciada pelo uso de aplicativos. 

Apesar de ocultada pela mídia e perseguida pelo judiciário, a greve nacional dos petroleiros se amplia

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Ocultada pela mídia corporativa e pressionada pelo judiciário, a greve nacional dos petroleiros não apenas não está recuando, mas dando mostras de que irá se ampliar ainda mais com a entrada de novas unidades no movimento paredista.

O vídeo abaixo mostra a  emoção dos petroleiros ao desembarcar da Plataforma P-58 para se somar à greve nacional da categoria. A P-58 plataforma opera o Campo de Jubarte, no Parque das Baleias, área do pré-sal no litoral do Espírito Santo.  

#PetroleirosPelaSoberania

ADUENF divulga nota de apoio à greve nacional dos petroleiros

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A greve dos petroleiros já tem um alcance histórico com mais 100 unidades de proteção paralisadas em todo o Brasil. Apesar disso reina um silêncio ensurdecedor por parte da mídia corporativa e uma crescente pressão por parte do judiciário para coagir os sindicatos para impedir a luta em defesa do caráter nacional da produção de petróleo (ver vídeo abaixo sobre a resistência dos petroleiros em Cubatão (SP).

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Por isso é importante divulgar o apoio a essa greve que já se reveste de caráter histórico por colocar em xeque a política de desnacionalização da indústria do petróleo que está sendo executada pelo governo Bolsonaro.

Abaixo a nota de apoio divulgada no dia de hoje pela Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense em apoio à greve nacional dos petroleiros.

 

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NOTA DE APOIO AOS PETROLEIROS EM GREVE

A ADUENF, por sua diretoria, declara seu apoio aos trabalhadores petroleiros, setor estratégico para o país e, especialmente, para o Norte Fluminense, que se encontra em greve contra a privatização de ativos da Petrobras e a perda de seus empregos.

Pouco noticiada pela mídia corporativa, a greve dos petroleiros chega ao 12o dia de sua resistência contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e a demissão de seus mil trabalhadores. Luta também contra a política de sucateamento e a privatização dos ativos da Petrobras e por uma política de preços justa para os combustíveis.

Todo apoio aos petroleiros! Rumo à greve geral

DIRETORIA ADUENF-SESDUENF

Gestão Avançar na Luta!

2019/2021