A quem interessa impedir a destruição de equipamentos apreendidos em operações de fiscalização ambiental?

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Trator apreendido por fiscais do IBAMA em área de desmatamento ilegal: quem financia a compra desses equipamentos?

Realizei seguidos trabalhos de campo no estado de Rondônia entre os anos de 1991 e 2008, período esse em que pude testemunhar o saque de recursos naturais promovidos em unidades de conservação, invariavelmente com o uso de máquinas pesadas cuja aquisição não seria possível se não houvesse muito dinheiro envolvido. Do outro lado dessa equação via muitas vezes as operações de repressão sendo “vazadas”, o que fazia com que no momento da chegada as forças policiais e os fiscais ambientais encontrassem apenas máquinas pesadas que haviam sido abandonadas às pressas.

Como essa prática foi ficando cada vez mais frequente em toda a Amazônia, o governo federal emitiu o Decreto 6.514 permitindo a destruição de produtos apreendidos sob circunstâncias especiais, de modo a preservar o meio ambiente e os servidores públicos envolvidos no processo de repressão às atividades ilegais relativas ao que estivesse sendo apreendido.

Pois bem, agora o governo Bolsonaro se prepara para “regulamentar” a destruição de equipamentos utilizados em operações ilegais para extração de recursos naturais após um pedido do senador Marcos Rogério (DEM-Rondônia) ao presidente Jair Bolsonaro, segundo o que declarou o ainda ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

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A questão que clama por resposta é a seguinte: em nome de quem está agindo o senador Marcos Rogério? É que como conheço bem o estado de Rondônia, tendo publicado  um artigo sobre o desmatamento ilegal em unidades de conservação a partir da invasão de madeireiros, fico me perguntando por que tanta disposição para proteger equipamentos que não deveriam estar nem presentes ou tampouco sendo utilizados para extrair ilegalmente recursos naturais (a começar pela madeira)!

Por outro lado, há que se ficar atento ao conteúdo da norma que será produzida pelo ministro do Meio Ambiente para que se verifique se a mesma apenas regulará ou efetivamente impedirá a destruição de equipamentos encontrados em condição ilegal no interior unidades de conservação, terras indígenas e terras públicas. É que se for o segundo caso, há que se acionar imediatamente o judiciário para que se impeça que a referida norma entre em vigor.

 

Lei da Mordaça é imposta para calar servidores do IBAMA e do ICMBio

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Durante a mais de uma década de duração dos governos do ex-presidentes Lula e Dilma Rouseff era mais do que usual se ver informações saídas de dentro de órgãos ambientais sendo usadas para realizar críticas à atuação das agências governamentais. No caso das políticas ambientais, ponto sensível para os governos petistas, o trânsito de informações também ocorreu, com eventuais crises, mas nunca houve uma lei da mordaça contra os servidores do IBAMA e do ICMBio.

Pois bem, os tempos de livre acesso à informação nos órgãos ambientais parecem ter chegado ao fim. Pelo menos é o que se depreende de uma série de matérias publicadas pela mídia corporativa dando conta que uma efetiva “mordaça” foi estabelecida dentro do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que hoje é comandado por um indíviduo que foi condenado por improbidade admnistrativa por tentar alterar mapas para beneficiar uma mineradora.

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O jeito para criar essa mordaça no MMA foi bem óbvia: primeiro se enfraqueceu a assessoria de comunicação dos órgãos e depois se centralizou os pedidos de informação no próprio ministério.

Essa estratégia claramente visa impedir que se saiba o que está acontecendo dentro do IBAMA e do ICMBio, provavelmente para que se dificulte uma maior transparência sobre o que está sendo ou não sendo feito para conter a verdadeira avalanche de retrocessos que está sendo gestada para criar o que o jornalista alemão da Deutsche Welle, Philipp Lichterbeck, chamou de “O projeto de Mefistófeles“.

Com certeza o que se espera com essa mordaça é dificultar o conhecimento acerca do que está sendo feito para facilitar o avanço do Arco de Desmatamento, a mineração em áreas indígenas e a manutenção da política de “fast track” para a aprovação de agrotóxicos altamente tóxicos e banidos em outras partes do mundo.  Enfim, a mordaça tem como objetivo viabilizar a rápida materialização do “conjunto da obra” que está ensejada pelo “Projeto de Mefistófeles”.

Mas com em tantas outras questões que já ocorreram a partir do dia 01 de janeiro com a instalação do governo Bolsonaro, essa medida que atenta ao direito constitucional de acesso à informação poderá ser outro tiro que sairá pela culatra. É que numa conjuntura em que a informação corre de forma bastante fluída por canais não tradicionais, qualquer tentativa de cercear o seu livre curso poderá ter reações contrárias fortes. Vide o caso de Edward Snowden, uma analista da National Security Agency (NSA), que causou um dos maiores vazamentos de dados sigilosos da história da inteligência estadunidense.

Em 2015, CQC mostrou a grave ameaça do reservatório da mineradora Kinross em Paracatu

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Kinross Brasil Mineração em Paracatu — Foto: Emílio Braga/G1

No dia 03 de fevereiro publicou aqui a situação de medo que se espalha pelo estado de Minas Gerais em função da existência de centenas de barragens de rejeitos tóxicos, muitas delas em condições duvidosas de manutenção.

Mas além do medo, o que está se espalhando é uma espécie de “revival” de matérias jornalísticas que foram feitas anos atrás sobre alguns dos casos que se tornaram mais notórios em termos dos riscos que oferecem esses reservatórios.  

Um  dos casos em que encontrei matérias jornalísticas detalhadas é o da mineradora canadense Kinross em Paracatu (MG) que foi alvo de uma visita do programa CQC em 2015 (ver vídeo abaixo).

Um dos elementos de repetição desta matéria do CQC em relação a outros casos emblemáticos em Minas Gerias incluem a perseguição aos ativistas que se insurgem contra os problemas sociais e ambientais causados pelas atividades de mineração, bem como o nível de secretude e controle do território que as mineradoras utilizam para manter as suas atividades pouco permeáveis às populações que vivem no entorno de suas atividades.

Mais notável ainda é que se permitiu que represas gigantescas de rejeitos extremamente tóxicos fossem construídas sem o devido controle por parte das diferentes esferas de governos e agências de fiscalização como o DNPM e o IBAMA.  Enquanto isso, como se vê no caso de Paracatu, o que foi o surgimento de uma forte correlação entre as atividades de mineração da Kinross e a incidência de uma taxa altíssima de casos de câncer.

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TRF-2 condena Ibama a divulgar orientações para destinação de animais silvestres apreendidos

Ainda pela decisão, o Estado do Rio de Janeiro deverá construir novo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)

 

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“Sem plantão ou informações, os animais silvestres apreendidos no Estado do Rio de Janeiro acabavam morrendo por falta de orientação do Ibama”. Diante dessa constatação, o Ministério Público Federal (MPF/RJ) moveu ação civil pública para que o órgão ambiental elaborasse folders informativos e disponibilizasse no site da instituição as orientações sobre o procedimento para a destinação em caso de apreensão. 

A sentença proferida no final de 2016 pela Justiça Federal foi confirmada agora, por unanimidade, pelo Tribunal Regional Federal (TRF-2), que também determinou que o Estado do Rio de Janeiro construa, em até 180 dias, novo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), já que isso era condicionante do licenciamento ambiental do Arco Metropolitano, já que as obras passavam próximo ao Cetas antigo, levando os animais a alta situação de stress. 

O material de divulgação a ser produzido pelo Ibama deverá ser encaminhado às Superintendências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é fazer chegar aos policiais que fazem apreensões de animais silvestre durante o serviço, informações necessárias sobre como proceder nesses casos. 

Assim, além das informações de contato do Cetas/RJ, “é preciso ter um mínimo de informações sobre o manejo dos animais, indicando, por exemplo, a maneira de transportar cada espécie. Um pássaro apreendido, por exemplo, deve ser transportado em uma gaiola. Caso o pássaro esteja estressado, pode ser melhor cobrir a gaiola. Por outro lado, tal ação poderia sufocá-lo, ou superaquecê-lo”, detalha a decisão. 

O atual Cetas, situado em Seropédica, é o único em todo o estado do Rio de Janeiro. Assim, um animal silvestre apreendido em outro município, possivelmente terá que fazer uma longa viagem, enfrentando trânsito e outras adversidades até chegar ao local. 

“É muito importante a divulgação dos primeiros cuidados básicos que devem ser adotados pelos policiais para o transporte dos animais silvestres”, pondera o procurador da República Renato Machado, que atuou no caso. 

Em Instrução Normativa n. 179/2008, o Ibama regulamenta a destinação dos animais silvestres apreendidos, resgatados ou entregues espontaneamente ao órgão, bem como a necessidade de evitar a introdução de espécies exóticas, proteger os animais dos atos de abuso, maus-tratos e crueldade sobre espécies silvestres nativas. 

Porém, no Rio de Janeiro, foi encontrado um “quadro de desinformação”. Pelo contrário, em consulta virtual a fim de obter dados relativos ao Cetas/RJ, “o que se verifica são informações desencontradas, horário de funcionamento ainda reduzido, e nenhuma especificação acerca do trato com os animais eventualmente apreendidos”, argumentou os desembargadores no acórdão do TRF-2.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Rompimentos no mineroduto Minas–Rio e suas implicações para o futuro da Anglo American

: <p>Vazamento de minério de ferro da mineradora Anglo American, em Minas Gerais</p>

É o pós-boom, estúpido!

Nota sobre o duplo rompimento do mineroduto da Anglo American

Em 12 de março ocorreu o rompimento do mineroduto Minas-Rio, da mineradora Anglo American, que transporta minério de ferro em polpa de Conceição do Mato Dentro (MG) a São João da Barra (RJ), contaminando o Ribeirão Santo Antônio (um afluente do Rio Doce) e forçando a interrupção do abastecimento dos 4,1 mil habitantes de Santo Antônio do Grama (MG). Com o rompimento, a empresa foi obrigada a interromper suas operações.

Primeiro vazamento, em 12 de março, contaminou dois rios e prejudicou o abastecimento de água(foto: Credito Nucleo de Crimes Ambientais do MPMG/Divulgação)

Passados menos de 20 dias, a Anglo American voltou a operar. As atividades foram reiniciadas na última terça-feira (27/03) depois que o IBAMA, órgão responsável pelo licenciamento ambiental do mineroduto, avaliou documentos apresentados pela empresa. Entretanto, dois dias depois da retomada das operações, novo vazamento ocorreu no mesmo local.

A Anglo American se orgulha de ter construído o maior mineroduto do mundo, que tem uma extensão de 525 km e corta 32 municípios para carregar o minério de Minas Gerais para o porto do Açu, na região norte do estado do Rio de Janeiro, de onde é exportado para abastecer o mercado mundial.

Obras Mineroduto. Foto: Mídia Ninja

Problemas técnicos não são incomuns em obras de tal porte. Porém é de se esperar que eles ocorram logo no início das operações, durante a fase de testes e quando há ainda certa acomodação da obra, ou então em estruturas antigas, quando o material começa a apresentar corrosão e fadiga. Entretanto o mineroduto da Anglo American possui menos de quatro anos de uso. Ou seja, a fase de acomodação e ajustes já deveria estar encerrada e o material ainda é muito novo para apresentar problemas de desgaste.

Dois rompimentos em menos de um mês chamam a atenção para possíveis problemas do mineroduto em si, talvez associados a serviços mal executados ou ao uso de materiais inadequados. Por exemplo, moradores da região têm demonstrado a preocupação que os rompimentos podem ser decorrentes de problemas nas soldas do mineroduto

Polpa de minério de ferro atingiu o Ribeirão Santo Antônio nesta quinta-feira (29), segundo a Defesa Civil de Santo Antônio do Grama (Foto: Defesa Civil de Santo Antônio do Grama/Divulgação)

Após o rompimento da barragem do Fundão, em novembro de 2015, muito se falou do ciclo dos preços dos minerais e da influência que eles têm sobre o risco de desastres envolvendo o setor mineral. A hipótese que associa a variação nos preços de minérios e a frequência no rompimento de barragens do mundo foi primeiro levantada em estudo dos pesquisadores canadenses Michael Davies e Todd Martin. Segundo os autores, a chance de rompimento de barragens tenderia a ser maior poucos anos após o pico dos preços dos minérios.

Esse comportamento poderia ser explicado por uma diversidade de fatores. Entre eles, podem ser citados que, durante o período do boom, existe uma grande pressa para se obter o licenciamento ambiental, causando grande pressão sobre as agências ambientais pela celeridade no licenciamento, o que poderia levar a avaliações incompletas dos reais riscos dos projetos. Ainda nesse momento, o movimento setorial de expansão causaria elevação dos custos de contratação de serviços de engenharia e a escassez de técnicos experientes. Por outro lado, a partir do momento que os preços começam a cair, surge uma grande pressão por redução de custos operacionais, podendo levar à redução das atividades de manutenção preventiva.

Assim como no caso da barragem do Fundão, a implantação do mineroduto da Anglo American é coincidente com o último ciclo de alta dos preços das commodities minerais. Para o caso do minério de ferro, o preço internacional saiu de um patamar de US$ 32 (jan./2003), chegou ao um pico de US$ 196 (abr./2008) e, a partir de 2011, iniciou uma tendência de queda, chegando a US$ 53 (out./2015).

O mineroduto Minas-Rio, por sua vez, obteve sua licença prévia em agosto de 2007, licença de instalação entre março de 2008 e maio de 2009, e licença de operação em setembro de 2014. Dentro desse processo, chama a atenção não apenas a velocidade da obtenção da primeira licença de instalação, como ainda o seu fracionamento, pelo IBAMA, em três etapas; medida não prevista na legislação ambiental federal. Tal fracionamento consiste em uma flexibilização da legislação e vem sendo adotado com frequência crescente no Brasil em decorrência da pressão política para a aprovação de grandes projetos. Em geral, a avaliação segmentada dos estudos tende a dificultar o entendimento da sinergia entre as componentes dos projetos, bem como a totalidade de seus impactos e riscos.

Para além da pressa na autorização do Minas-Rio, esse projeto foi também caracterizado por grande pressão na redução de custos. O projeto como um todo levou cinco anos a mais do que o planejado originalmente e estimativas indicam que custou US$ 4 bilhões a mais do que o esperado pela Anglo American.

No momento do duplo rompimento de seu mineroduto, a Anglo American vem tentando convencer comunidades atingidas e a Câmara Temática de Mineração da Secretária Estadual de Meio Ambiente de MG (SEMAD) de que é capaz de operar de forma segura uma barragem de rejeito seis vezes maior do que a barragem do Fundão.

Tubulação de mineroduto se rompeu pela primeira vez em 12 de março (Foto: Reprodução/TV Globo)

A empresa tinha a expectativa de obter até o fim de 2018 a licença de operação de sua terceira expansão (Step 3), que elevará sua capacidade de produção de 26,5 para 29,1 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, aumentando a altura da barragem em 20 metros e ampliando sua capacidade em 140 milhões m3.

De acordo com a Anglo American, o rompimento do mineroduto ocorreu quando a empresa operava a um ritmo de 17 milhões de toneladas. Para elevar essa capacidade para 29,1 milhões de toneladas será necessário o aumento da granulometria do material a ser bombeado pelo mineroduto e o aumento do percentual de sólido da polpa. Como consequência, após o Step 3, o esforço ao qual será submetido o mineroduto será consideravelmente superior do que aquele que causou os rompimentos.

Dado esse cenário é imperativo que os órgãos de licenciamento passem a agir conjuntamente na fiscalização da expansão do Minas-Rio. A SEMAD não deve conceder a licença de operação e as obras para a expansão do empreendimento devem ser paralisadas até que se tenha certeza da segurança de operação do sistema. O IBAMA tem a obrigação de intervir no processo de licenciamento do Step 3, uma vez há incertezas sobre a capacidade do mineroduto suportar o novo nível de produção da Anglo American.

Nesse sentido, mais do que fiscalizar documentos como vem fazendo até agora, o IBAMA precisa realizar uma vistoria in loco ao longo de todo o mineroduto para verificar sua estabilidade. Assim como no caso de Barcarena, existe a necessidade de maior protagonismo da justiça que determine a paralisação das operações da Anglo American até que todas as etapas de fiscalização sejam realizadas e que se comprove a segurança do empreendimento.


[1] http://www.infomine.com/library/publications/docs/Davies2009.pdf

[2] O licenciamento se deu seguindo o seguinte cronograma: março 2008: canteiro de obras, pátio de tubos e acesso à área; maio 2008: restante do empreendimento, com exceção da barragem de emergência; maio 2009: barragem de emergência da estação de bombas 2 em Santo Antônio do Grama.

[3] http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cme/audiencias-publicas/anos-anteriores/2009/26-08-2009-Projeto-de-implantacao-do-Mineroduto/IBAMA%201.pdf

[4] https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN1H336J-OBRBS

 

Mais informações, com Kátia Visentainer — Comunicação emdefesadosterritórios@gmail.com

FONTE:  https://medium.com/@Comitemineracao/%C3%A9-o-p%C3%B3s-boom-est%C3%BApido-ea0412343e11

IBAMA concede licença de implantação do Porto Central em Presidente Kennedy (ES)

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Recebi na noite de hoje uma cópia da licença de implantação (LI)do chamado Porto Central que será construído no município  de Presidente Kennedy (ver imagem abaixo), localizado no litoral sul do Espírito Santo, e que foi emitida pelo IBAMA nesta 5a. feira (01/03).

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A leitura da licença de instalação pode se verificar que numa distância relativamente pequena da costa brasileira estarão posicionando em alguns anos dois megaportos (Central e Açu) que deverá ser utilizados principalmente para escoar o petróleo extraído na camada Pré-Sal.

Apesar de ter uma retroárea relativamente menor (1.517 hectares) à do Porto do Açu, o Porto Central deverá ter um canal em terra semelhante ao que foi escavado na costa de São João da Barra, e também terá quatro canais artificiais secundários.  O porto de Presidente Kennedy também terá dois quebra-mares (os famosos molhes).

Agora, como já tenho informações de que já estaria conflitos agrários no entorno do que virá a ser o Porto Central, eu não me surpreenderia se as semelhanças com o Porto do Açu ficassem apenas na infraestrutura e na logística.

Um dos problemas que já emergiram se refere à supressão das Áreas de Preservação Permanente (APPs), incluindo a supressão da vegetação nelas existentes [1], num movimento muito semelhante ao que foi praticado no Porto do Açu. Mas esse deverá ser apenas um dos muitos que inevitavelmente ocorrerão. A ver!


[1] http://seculodiario.com.br/36859/10/supressao-de-apps-e-autorizada-por-decreto-estadual-em-area-do-futuro-porto-central

 

 

Toca fogo! Servidor produz vídeo sobre ataque contra o ICMBIO em Humaitá

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“Toca fogo!” Foi o grito que mais se ouviu naquela tarde de 27 de outubro em Humaitá (AM), quando centenas de pessoas saíram às ruas determinados a incendiar as sedes do IBAMA e do ICMBio. Em represália a uma operação de combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira, que apreendeu e destruiu 20 balsas ilegais, os garimpeiros promoveram uma violenta rebelião popular.

O ataque contou com a distribuição de grande quantidade de fogos de artifício (morteiros, rojões), gasolina e bebidas alcoólicas. Políticos são suspeitos de manipularem a multidão, formada não apenas por garimpeiros e madeireiros, mas também por populares e comerciantes.