RJ: servidores precisam sair do desespero para a indign(ação)

O jornal EXTRA publicou hoje uma matéria onde relata as condições indignas que o (des) governo Pezão colocou muitos servidores públicos do Rio de Janeiro que estão vivendo um completo desespero pela incapacidade de pagar suas contas e até de adquirir alimentos para suas famílias, ptecisando assim de doações para tocar suas vidas de forma altamente precária. Em função disso, o Natal de 2017 está sendo rotulado de “Natal da miséria” (Aqui!).

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Enquanto os servidores padecem com a aplicação de um inacreditável processo de parcelamento de salários que lhes entregará minguados R$ 370,00 do salário de Novembro até o Natal da miséria, ficamos sabendo por uma matéria assinada pelo jornalista Ruben Berta e publicada pelo  O GLOBO que o  (des) governador Luiz Fernando Pezão teve suas despesas no Resort Hotel PortoBello pagas pelo seu mentor político e agora prisioneiro do Complexo de Bangu, o ex (des) governador Sérgio Cabral Filho, nas festas de final de ano entre 2009 e 2012 (Aqui!).

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Como hoje se tornou conhecimento público como Sérgio Cabral obtinha fortunas com propinas, fica demonstrado que as bocas livres do (des) governador Pezão são uma indignidade a mais, não apenas contra os servidores públicos, mas contra toda a população do Rio de Janeiro.

Diante de tantas indignidades que agora emergem e que comprovam as causas da crise financeira que assola o Rio de Janeiro é que me parece ser urgente que os servidores saiam da condição de desespero para uma de completa indignação com o que lhes está sendo imposto por um (des) governo que perdeu todas as condições de legitimidade para continuar existindo.

Mas para que haja uma reação ativa contra o desmanche do estado e da culpabilização oportunista das vítimas é preciso que mais servidores se tornem agentes da transformação que precisamos ter.  E, sim, que os sindicatos e associações que representam o funcionalismo deixem de tratar a situação de forma corporativa e partam para colocar em xeque não apenas o (des) governo Pezão mas, principalmente, a sua política de privatização total da coisa pública.