Placas tectônicas da política se movem e fazem várias vítimas: é o que mostra a capa do O Globo

Quem abriu o site do jornal O GLOBO nesta 6a. feira (28/09) notará que as placas tectônicas da política brasileira estão se movendo rapidamente e os resultados não são bons para três candidatos: Jair Bolsonaro, Marina Silva e Geraldo Alckmin, os quais são agraciados por vários artigos dos principais colunistas do jornalão da família Marinho (ver imagem abaixo).

capa ogloboA principal vítima do que hoje parece ser um “landslide” de notícias negativas é Jair Bolsonaro que mereceu um artigo intitulado “As barbaridades que Jair Bolsonaro e seu vice dizem” do inabalável Merval Pereira. Mas Ancelmo Gois também nos informa que Bolsonaro já até marcou sua próxima cirurgia, enquanto Nelson Motta nos conta quais critérios afetarão o voto feminino no dia 07 de Outubro. 

Quando colocadas juntas essas peças há um apontamento único que é a de que a situação de Jair Bolsonaro começa a passar por um processo de derretimento, o qual deve ser acelerado pela onda avassaladora de denúncias que circula hoje na mídia corporativa.

Mas também há espaço para que se anuncie mais problemas para o PSDB quando as operações da Polícia Federal contra Marconi Perillo, um dos principais grão tucanos que ainda não tinham passado por um escrutínio similar ao de Aécio Neves.  Não faltou ainda um anúncio fúnebre para a candidatura de Marina Silva na forma de um artigo assinado por Bernardo Mello Franco.

E quem sobra nessa sopa? Aparentemente Fernando Haddad e Ciro Gomes. Se for isso mesmo, vamos ver com quem a família Marinho irá se alinhar.  Alguém arrisca um palpite?

Grotesco e perigoso: em pleno 2016, vivandeiras querem intervenção militar

Por Mário Magalhães*

Verbete no dicionário "Houaiss"

Verbete do dicionário “Houaiss”

O mundo gira, a lusitana roda, e as vivandeiras continuam na ativa. Pelo menos no Brasil.

Eu as supunhas extintas, como contei no ano passado, em post reproduzido abaixo.

Agora, elas chegaram ao jornalismo. Ou melhor, regressaram, décadas mais tarde.

Como no século XX, ninguém diz que quer intervenção militar para rasgar a Constituição.

As vivandeiras falam em proteger a ordem constitucional. Mas, cá entre nós, pode chamar de golpismo.

A essa altura do século 21, as vivandeiras são grotescas.

Podem ser também perigosas.

*

Tudo é história: vivandeiras

(Publicado no blog em 14 de outubro de 2015)

Um bom método para avaliar se o Brasil melhorou ou piorou, e levantar um pouco o astral, é catar palavras que caíram em desuso.

Muitos jovens nunca ouviram falar em “anjinhos”. Não que eles não mais existam. Mas é cada vez mais difícil encontrá-los, graças à decadência da mortalidade infantil.

Anjinhos são bebês ou crianças mortos. Quase sempre por doenças associadas à desnutrição, ou à fome, para falar em bom português. Eram comuns nos cenários nordestinos.

Quantos brasileiros sem cabelos brancos sabem o que é “empastelamento”?

Houve uma época, no trepidante século XX, em que as autoridades empastelavam jornais. Isto é, fechavam na marra publicações que não acolhiam as ideias do poder.

E “vivandeira”, alguém ainda liga o nome à pessoa?

Na origem, como ensina o verbete do “Houaiss” reproduzido no alto, era a “mulher que acompanha uma tropa, vendendo ou levando mantimentos e bebidas”.

Mais tarde, ganhou outra conotação, a de quem incentiva a desinteligência entre militares. E atiça a sua intervenção ilegal e ilegítima na ordem constitucional, derrubando e promovendo governos.

As vivandeiras grassaram no país da década de 1920 à de 1980.

Eu as supunha extintas, como a varíola.

Lembrei-me delas por causa do assanhamento de um pessoal que anda provocando as Forças Armadas a fazerem o que, salve, salve, elas têm reiterado que não farão. Quer dizer, não pretendem estuprar a democracia.

Para frustração das, como é mesmo?… vivandeiras.

*Mário Magalhães nasceu no Rio de Janeiro na primeira semana de abril de 1964. Formou-se em Jornalismo na Escola de Comunicação da UFRJ. Trabalhou nos jornais “Tribuna da Imprensa”, “O Globo”, “O Estado de S. Paulo” e “Folha de S. Paulo”, diário do qual foi repórter especial, colunista e ombudsman. Recebeu mais de 20 prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior, entre eles: Every Human Has Rights Media Awards, Lorenzo Natali Prize, Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e Anistia, Grande Prêmio Esso de Jornalismo, Prêmio Folha de Reportagem, Prêmio Direitos Humanos-RS, Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa (da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Prêmio Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Medalha Chico Mendes de Direitos Humanos, Prêmio AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e Prêmio da Associação Interamericana de Imprensa. Lançou em 2012 o livro “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”, pela Companhia das Letras. O livro recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) como melhor biografia do ano.

FONTE: http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2016/03/07/grotesco-e-perigoso-em-pleno-2016-vivandeiras-querem-intervencao-militar/

Choro antecipado sinaliza flerte com golpe

Vários arautos do pensamento burguês brasileiro já parecem estar antevendo a derrota no domingo e estão flertando com a idéia de golpe de Estado caso Dilma Rousseff vença a eleição.

Isso é que se chama de péssimo perdedor.  Imaginem o que farão se a derrota se confirmar!

Mas o que esperar de figuras como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo?