A “nova política” de Rafael Diniz cheira naftalina

 

White naphthalene balls on black velvet

Desde a campanha eleitoral de 2016 quando venceu de forma acachapante já no primeiro turno, o jovem prefeito Rafael Diniz é apresentado como sendo a expressão de uma nova forma de fazer política na cidade de Campos dos Goytacazes.  Mas afora o seu jeito de eterno garotão e o fato de estar cercado de seus menudos neoliberais, o que há realmente de novo nas práticas de Rafael Diniz? Nem precisa olhar muito de perto para se ver que sua nova política não passa de uma calça azul velha e desbotada, e com um cheiro forte de naftalina.

Afinal, não há nada mais velho do que trair promessas  de campanha e jogar os ^Çonus dos descaminhos de um governo em gestores anteriores, enquanto são mantidas e aprofundadas práticas cuja rejeição popular explica uma dada vitória eleitoral.

Além disso, atacar as poucas políticas públicas existentes para amenizar a pobreza extrema são outra marca inconfundível de uma forma velha de fazer política. É que enquanto os que mais ganharam com anos de fartura do período petrorrentista ficam imunes ao arrocho fiscal, os pobres (e especialmente mais pobres) são usados como exemplo de responsabilidade fiscal.

Agora, a questão chave são os “cabeças brancas” que dão suporte ao coral de menudos neoliberais. Entre eles há gente que está no governo municipal desde os tempos em que o avô do jovem prefeito exercia o papel de coronel da política campista.  Um campista de estirpe nobre com quem convivo me disse indignado um desses dias que há nesse governo gente que sempre viveu nas tetas da prefeitura, sem que tenha se dado ao trabalho de emitir uma mísera gota de suor.

Abaixo coloco algumas imagens em que o prefeito Rafael Diniz aparece ao lado de figurinhas carimbadas da política local, estadual e nacional. Após visualizar as imagens, pensem um pouco e respondam: essa nova política encarnada por Rafael Diniz tem ou não um forte cheiro de uma velha calça azul desbotada com forte cheiro de naftalina?