2 de junho: dia de paralisação e mobilização docente na UENF

Debate reunirá especialistas para discutir como a política de endividamento do Estado do Rio de Janeiro afeta salários, previdência e o futuro das universidades estaduais

Nesta terça-feira, 2 de junho, os docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) realizam uma paralisação das atividades acadêmicas aprovada em Assembleia Docente. O objetivo é fortalecer a mobilização em defesa da recomposição salarial, da valorização da carreira docente, da implantação do Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) e da previdência pública.

Como parte da programação, será realizada, a partir das 14 horas, na sala de Multimídia do CCH, a roda de conversa “Salário, Previdência e Dívida do Estado do Rio de Janeiro”, reunindo o economista Paulo Lindesay, da Auditoria Cidadã da Dívida, e a advogada Verônica Triani, assessora jurídica da ADUENF.

A atividade ocorre em um momento particularmente importante para os servidores públicos estaduais. Após anos de perdas salariais acumuladas, do descumprimento de parcelas da recomposição prevista em lei e da retirada de direitos históricos, como o adicional por tempo de serviço para os novos ingressantes, cresce a necessidade de compreender os mecanismos que condicionam as finanças do Estado do Rio de Janeiro e afetam diretamente a vida dos trabalhadores do serviço público.

Mais do que um debate sobre números, a roda de conversa pretende contribuir para a compreensão das escolhas políticas que têm levado ao sucateamento das universidades estaduais e à desvalorização de seus profissionais. Entender a relação entre dívida pública, orçamento estadual, previdência e política salarial é condição fundamental para fortalecer a capacidade de mobilização da categoria.

A experiência recente demonstra que nenhuma conquista virá sem organização coletiva, participação e pressão política. Por isso, a presença dos docentes é fundamental.

A luta pela recomposição salarial, pela valorização da carreira e pela defesa da universidade pública exige informação, unidade e mobilização.

Chega de perder. É hora de ganhar é o lema dessa mobilização. E como docente da Uenf há quase três décadas, já estou cansado de perder!

 

Docentes da UENF realizam paralisação em 2 de junho e reforçam mobilização em defesa da universidade pública

Movimento denuncia perdas salariais, ataques à previdência e falta de valorização das universidades estaduais fluminenses

No próximo dia 2 de junho, os docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) realizarão uma paralisação de 24 horas como forma de protesto contra a contínua desvalorização salarial, os ataques à previdência pública e a falta de investimentos adequados nas universidades estaduais do Rio de Janeiro. A mobilização foi aprovada pela categoria em meio ao crescente descontentamento com a ausência de respostas concretas do governo estadual para demandas históricas dos servidores públicos. 

A paralisação ocorre em um contexto marcado pela corrosão do poder de compra dos salários, pelo agravamento das condições de trabalho e pelas incertezas em torno do futuro da previdência dos servidores. Além disso, há que se lembrar que a proposta do novo Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) está tramitando e sem resolução desde maio de 2021, o que agrava o quadro de perdas salariais que já alcança mais de 60%. Para os docentes, a defesa da universidade pública passa necessariamente pela valorização de seus trabalhadores e pela garantia de financiamento adequado para as instituições de ensino superior.

A Uenf, reconhecida nacionalmente pela qualidade de sua produção científica, pela formação de recursos humanos e pela contribuição ao desenvolvimento regional, enfrenta desafios cada vez maiores para manter suas atividades acadêmicas, de pesquisa e extensão. Enquanto cresce a cobrança por resultados e inovação, persistem problemas relacionados à insuficiência de recursos e à falta de políticas efetivas de valorização dos profissionais que sustentam a universidade pública.

Como parte da programação do dia de mobilização, será realizada uma roda de conversa com o tema “Salário, Previdência e Dívida do Estado do Rio de Janeiro”, que contará com a participação de Paulo Lindesay, coordenador da Auditoria Cidadã da Dívida – Núcleo RJ. O debate ocorrerá a partir das 14 horas, na Sala de Multimídia do CCH, e buscará discutir os impactos da política de endividamento estadual sobre o financiamento das universidades públicas e dos serviços essenciais.

A atividade pretende contribuir para ampliar a compreensão sobre as escolhas econômicas e políticas que afetam diretamente a educação superior pública, ao mesmo tempo em que fortalece a construção coletiva de alternativas para a defesa dos direitos dos servidores e da população.

Mais do que uma reivindicação corporativa, a paralisação do dia 2 de junho representa um chamado à reflexão sobre o papel estratégico das universidades públicas para o desenvolvimento científico, tecnológico e social do estado do Rio de Janeiro. Em um momento de crescentes desafios para a educação pública brasileira, a mobilização dos docentes da Uenf reafirma a necessidade de fortalecer instituições que produzem conhecimento, formam profissionais qualificados e contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Chega de perder, é hora de ganhar. Em defesa da Uenf, dos direitos dos servidores e da educação pública.

Professores da UENF vão paralisar suas atividades no dia 02/6

A assembleia da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (ADUENF) aprovou paralisação das atividades docentes no dia 02/06 como parte do processo de mobilização da categoria e construção da luta rumo à greve.

A mobilização é fundamental para pressionar o Governo do Estado e avançar nas nossas reivindicações:

✔️ Implantação do novo PCV
✔️ Atualização do auxílio-alimentação
✔️ Cumprimento integral da recomposição salarial
✔️ Revogação da extinção dos triênios

A assembleia também deliberou pela realização de nova assembleia para discussão de indicativo de greve.

📌 Em breve divulgaremos horário, local e programação da atividade sindical.

Nossa força coletiva, chega de perder, é hora de ganhar!

Urgente! Professores da Uenf decidem paralisar atividades em defesa de seus direitos

A Uenf vai parar!

Sem diálogo com o governador Cláudio Castro, sem recomposição salarial e sem PCV, nosso caminho agora é pela luta!

Nesta quarta-feira (18/03), vamos parar a Uenf e acompanhar o grande Ato Pela Recomposição Salarial que acontecerá às 10h no Rio de Janeiro, com concentração no Largo do Machado.

Não dá mais para engolir! Por que não sobra nada para os docentes, enquanto Cláudio Castro torra R$ 1 bilhão com o Banco Master? Por que o silêncio diante dos servidores estaduais? 

A paralisação desta quarta-feira é apenas o primeiro movimento de 2026 após o estado de greve dos docentes da UENF, aprovado em novembro de 2025. Vamos precisar de todo mundo para seguir com esta luta pelos nossos direitos!

Chega de perder, é hora de ganhar!

Gestão ADUENF Autônoma e de Luta

Mobilização na UENF: servidores paralisam por 48 horas para protestar contra (des) governo Pezão

Numa prova de que as recentes eleições foram vistas como apenas mais um passo na retomada de um projeto coletivo de construção da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), os servidores técnico-administrativos não esperaram janeiro chegar para retomar sua mobilização em defesa de seus salários. 

Como mostra o panfleto abaixo, os servidores sob liderança da delegacia local do Sintuperj, sindicato que representa os servidores técnico-administrativos das três universidades estaduais fluminenses, estão realizando uma paralisação de 48 horas para lutar por uma complementação de 20% em relação ao que foi dado pelo (des) governo Pezão em 2014. Além disso, os servidores estão demandando o estabelecimento de uma data base para a recuperação, pelo menos, das perdas inflacionárias que estão corroendo de forma galopante os seus salários.

No caso dos servidores da Uenf, há que se lembrar que diversos cargos estão com valores abaixo do que é praticado, por exemplo, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o que é extremamente injusto já que as funções cumpridas são basicamente as mesmas.

Dessa maneira, hipoteco aqui o meu apoio aos servidores em luta. É que uma universidade é construída pelos três segmentos que compõe a sua comunidade, e não é justo que o tratamento dado a estes segmentos seja diferenciado, especialmente quando o assunto é a reposição de perdas salarias. Pois como diz o panfleto sendo distribuído pelos técnicos, “juntos somos fortes, mas unidos somos muito mais“!

sintu 1 sintu 2

Estudantes fecham entradas da UENF para denunciar descaso do (des) governo Pezão

O movimento estudantil da UENF, liderado pelo seu Diretório Central dos Estudantes (DCE), fez valer a decisão da assembleia estudantil realizada no dia de ontem (11/05) e fechou todas as entradas do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes. O principal motivo da paralisação das atividades é o atraso no pagamento de bolsas estudantis que deixou quase 900 pessoas sem o aporte financeiro devido desde fevereiro de 2015.

Os estudantes estão concentrando seus protestos contra o (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, e contra a reitoria da UENF É que enquanto o primeiro é visto como o principal causador dos problemas vividos pelas UENF, a reitoria é apontada como omissa.

Abaixo imagens da paralisação que deverá continuar até as 20:00 horas desta 3a. feira. O DCE informou que às 17 horas será realizada uma assembleia estudantil para decidir o que será feito amanhã, com a possibilidade de que o bloqueio das entradas da UENF continue.

IMG_3164 IMG_3170 IMG_3174

 

E abaixo vai um vídeo com uma mensagem dos estudantes ao (des) governo Pezão. Nada poderia ser mais claro!

Em dia de luta contra cortes do (des) governo Pezão, movimento estudantil lacra a UENF

Em um dia de luta contra o processo de asfixia financeira promovido pelo (des) governo Pezão, o movimento estudantil da UENF promoveu o fechamento de todas as entradas do campus Leonel Brizola na manhã desta 3a. feira (10/03). Os coordenadores do Diretório Central dos Estudantes que não estarão participando na parte da tarde na Comissão de Educação da ALERJ informaram que esta é a primeira atividade das várias que ocorrerão ao longo do dia. O objetivo dessas atividades é apoiar politicamente a delegação formada por membros dos três segmentos da comunidade universitária que hoje estarão na ALERJ.

Nunca é demais lembrar que a falta de liberação financeira por parte da Secretaria de Fazenda vem comprometendo o pagamento de todos os tipos de bolsas acadêmicas oferecidas pela UENF, com um número significativo de estudantes que está sem receber pagamentos referentes a janeiro e fevereiro de 2015. Como as bolsas são a única fonte de sustento destes estudantes, a situação deles é crítica a ponto de inviabilizar a sua permanência na universidade.

É bom que se saiba que até o acesso ao restaurante universitário está sendo inviável para muitos estudantes, pois os mesmos não possuem “dinheiro vivo” para pagar o custo das refeições. Essa situação só não é pior porque o restaurante está funcionando com verbas fornecidas pelo Ministério da Educação! 

Por outro lado, a falta de pagamentos de serviços essenciais como água, eletricidade e telefonia coloca em xeque o próprio funcionamento da UENF que, neste exato momento, está com todos os seus telefones cortados.

Em tempo: a coordenação do DCE/UENF acaba de informar em sua página no Facebook que a paralisação também ocorrerá na parte da tarde, Um dos motivos para essa extensão do protesto é que a empresa que opera o restaurante universitário decidiu aderir ao protesto por falta de pagamentos pelos prestados na UENF (Aqui!).

Abaixo imagens do fechamento do campus.

IMG_2749 IMG_2750 IMG_2751 IMG_2753 IMG_2754 IMG_2755

Campos 24 horas traz mais informações sobre nova paralisação no Porto do Açu

Funcionários do Porto do Açu realizam nova paralisação

Estrada de acesso ao porto foi bloqueada nesta manhã. Nas últimas manifestações, funcionários reivindicaram direitos como insalubridade e periculosidadeaçu manifestação 2701açu manifestação 2701 3

Funcionários de empresas terceirizadas promovem uma manifestação na manhã desta segunda-feira (27), na estrada que dá acesso ao Porto do Açu, no 5º distrito de São João da Barra. É grande o número de ônibus na estrada, entre a localidade de Cajueiro até Caetá, na entrada no porto. A estrada foi bloqueada desde às 6h. Com isso, centenas de operários não tiveram como chegar ao porto.

A equipe do Campos 24 Horas foi procurada por trabalhadores de uma das empresas prestadoras de serviços. Eles informam que as principais reivindicações são insalubridade e periculosidade para profissionais que têm função de risco.

As reivindicações teriam sido feitas desde meados de 2013. Contudo, o presidente dos Trabalhadores na Industria da Construção Civil, José Eulálio, diz desconhecer o encaminhamento das reivindicações.

FONTE: http://campos24horas.com.br/portal/funcionarios-do-acu-se-reunem-com-representantes-da-acciona-para-tentar-acordo/

Diretoria da ADUENF apoia paralisação dos técnicos de nível superior da UENF

A diretoria da Associação de Docentes da UENF (ADUENF) conclamou os seus associados para apoiar a manifestação dos técnicos de nível superior da instituição que paralisaram suas atividades nesta 3a. feira (04/12).

Segundo nota distribuída eletronicamente a todos os associados, a diretoria da ADUENF considera que essa luta é de todos, estamos todos juntos em defesa da UENF, e contra a política de sucateamento imposto pelo governo do Rio de Janeiro, que encontra no arrocho salarial sua expressão mais danosa.