A maior termelétrica do Brasil parou no Porto do Açu. E poucos parecem ter notado

Falha na GNA II expõe questões sobre segurança tecnológica, padrões ambientais mais permissivos que os europeus e uma forma de “violência lenta” que permanece quase invisível no debate público

No dia 10 de agosto, a GNA II, instalada no Porto do Açu, em São João da Barra, interrompeu completamente sua operação depois que uma falha no disjuntor da turbina a vapor afetou o transformador elevador da unidade. Não se trata de uma termelétrica qualquer: com cerca de 1,7 GW de capacidade instalada, a GNA II é a maior usina termelétrica do Brasil e havia iniciado sua operação comercial pouco mais de um ano antes, em maio de 2025. Até o momento, a empresa não informou quando a geração será retomada e afirma que equipes técnicas, com a participação do fabricante do equipamento, continuam investigando as causas da falha.

O acontecimento chama atenção não apenas pelo porte da usina, mas também pela juventude do empreendimento e pelo aparato tecnológico mobilizado em sua construção. A GNA II integra, juntamente com a GNA I, um complexo de aproximadamente 3 GW instalado dentro do Porto do Açu e apresentado como o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina. A paralisação da maior unidade desse complexo pouco depois de sua entrada em operação inevitavelmente levanta questões sobre a natureza da falha, a confiabilidade dos equipamentos empregados e as responsabilidades envolvidas em sua construção e manutenção.

A dimensão internacional do empreendimento torna essas perguntas ainda mais pertinentes. A GNA reúne empresas de diferentes nacionalidades, entre elas a britânica BP, a alemã Siemens Energy e a SPIC Brasil, vinculada ao grupo estatal chinês SPIC. No caso da GNA II, a participação da Siemens Energy merece atenção especial, pois a empresa teve papel central no fornecimento tecnológico e na implantação da usina. Isso torna particularmente relevante compreender como uma instalação tão nova e apresentada como tecnologicamente avançada pôde sofrer uma falha suficientemente grave para retirar de operação a maior termelétrica do país.

Uma falha pequena em um sistema gigantesco

A GNA II parou porque ocorreu uma falha no disjuntor associado à turbina a vapor, que atingiu também o transformador elevador. Os sistemas de proteção desligaram a instalação, e a empresa afirma que não houve vítimas nem impactos ambientais associados ao evento. Até a divulgação da ocorrência, entretanto, a própria companhia ainda investigava a causa e não apresentava previsão para retomada da operação.

Não existe contradição técnica absoluta entre uma usina equipada com tecnologia alemã avançada e a ocorrência de uma pane.  Afinal de contas, equipamentos de alta tensão trabalham submetidos a correntes enormes, aquecimento, ciclos térmicos, vibrações e transientes elétricos; disjuntores e transformadores podem apresentar defeitos de fabricação, problemas de montagem, falhas de isolamento, problemas de conexão ou falhas associadas às operações de abertura e fechamento. Neste momento, porém, seria especulação atribuir o episódio a qualquer uma dessas causas. O fabricante do equipamento participa da investigação, e não encontrei informação pública identificando sequer o fabricante específico do disjuntor que falhou.

A questão relevante encontra-se em outro lugar: uma instalação relativamente nova, inaugurada comercialmente há pouco mais de um ano, perdeu integralmente 1,7 GW de capacidade por causa de um evento iniciado em um componente elétrico. A companhia gosta de apresentar a GNA II como expressão de “alta tecnologia e eficiência energética”; exatamente por isso, uma falha dessa magnitude deveria produzir investigação pública detalhada, inclusive sobre fabricação, montagem, manutenção preventiva e resultados do comissionamento.

Há ainda um detalhe curioso: a falha ocorreu em 10 de agosto, mas a notícia ganhou circulação nacional somente em 19 de agosto, quando surgiu o fato relevante da companhia. A maior termelétrica brasileira ficou, portanto, indisponível durante nove dias antes de o episódio se transformar em notícia relevante para o público, embora a indisponibilidade já tivesse sido comunicada ao ONS.

O que seria permitido no Brasil e na Alemanha

Aqui aparece talvez a parte mais interessante do problema. O relatório de sustentabilidade da própria GNA informa como parâmetros da Resolução CONAMA nº 382/2006 limites de 50 mg/Nm³ para NOx e 65 mg/Nm³ para monóxido de carbono, declarando que a GNA I apresentava valores médios de aproximadamente 15 mg/Nm³ para ambos. Para a GNA II, a empresa informou que utilizaria monitoramento contínuo de NOx, CO e O₂.

Na Alemanha, uma turbina a gás natural operando em ciclo combinado — precisamente a tecnologia utilizada na GNA II — está submetida atualmente a regras mais complexas. A legislação alemã estabelece, para novas instalações desse tipo, 15 mg/m³ de NOx como média anual, 40 mg/m³ como média diária e até o dobro desse último valor como média de meia hora.

Isso permite fazer uma comparação reveladora, mas com uma ressalva importante. Não podemos simplesmente colocar todos esses números lado a lado como se fossem metodologicamente idênticos, porque existem diferenças de período de média, condições de referência, teor de oxigênio e critérios operacionais. Mesmo assim, fica claro que a Alemanha exige controle do NOx em escala anual muito mais rigoroso que o teto de 50 mg/Nm³ usado pela GNA como referência brasileira. Desta forma, há uma assimetria regulatória interessante: tecnologia produzida e comercializada por uma empresa alemã pode ser instalada no Brasil obedecendo formalmente a limites que não reproduzem integralmente o regime que incidiria sobre uma planta equivalente em território alemão.

Isso não significa que a GNA necessariamente esteja emitindo NOx acima do padrão alemão. Ao contrário, o valor médio de 15 mg/Nm³ informado pela empresa para a GNA I coincide numericamente com o limite anual alemão. O problema político e ambiental está em outra parte: o padrão jurídico brasileiro permite maior margem de emissão que aquela aceita na Alemanha, especialmente quando se observa o NOx. Uma empresa pode operar tecnologicamente melhor do que a lei exige; isso não transforma uma legislação permissiva numa legislação ambientalmente adequada.

A dimensão da “slow violence”

É justamente aí que Rob Nixon ajuda a interpretar o complexo termelétrico do Açu. Para Nixon, slow violence é uma violência ambiental que se acumula lentamente, espalha-se pelo espaço e pelo tempo e dificilmente produz a imagem espetacular que normalmente associamos a um desastre.

A falha do dia 10 de agosto é o contrário disso: ela possui data, equipamento defeituoso e desligamento abrupto. É um acontecimento identificável. Mas o funcionamento normal da termelétrica oferece uma porta muito mais interessante para pensar a violência lenta.

Uma usina a gás não precisa explodir para produzir impactos. Durante anos ela queima combustível, libera CO₂ e óxidos de nitrogênio, participa de uma cadeia de GNL que também envolve emissões de metano, adiciona poluentes à atmosfera e contribui incrementalmente para o aquecimento climático. Cada emissão isolada parece pequena diante da atmosfera; acumuladas durante décadas e somadas às emissões de milhares de outras fontes, elas constituem precisamente o tipo de processo que Nixon procura tornar visível.

A própria eficiência da GNA II não elimina essa questão. A companhia informa eficiência superior a 60%, o que significa menor emissão por unidade de eletricidade do que uma termelétrica antiga. Mas uma termelétrica a gás altamente eficiente continua queimando um combustível fóssil. A eficiência diminui a intensidade da emissão; não elimina sua existência.

E existe uma dimensão territorial adicional. Os benefícios econômicos da eletricidade produzida entram no Sistema Interligado Nacional, enquanto grande parte das externalidades ambientais permanece concentrada no território onde se encontram as usinas, o terminal de GNL, as linhas de transmissão e as demais estruturas industriais. Essa separação espacial entre quem recebe os benefícios e quem convive permanentemente com os riscos é bastante compatível com a leitura de Nixon sobre desigualdade ambiental.

O silêncio talvez seja a parte mais reveladora

Minha busca mostra que a paralisação apareceu em veículos nacionais como G1, Folha de S.Paulo, UOL, Terra e posteriormente CNN Brasil. Mas existe uma característica evidente: a maior parte da cobertura praticamente reproduziu a mesma informação empresarial, sem investigação das causas, sem comparação internacional dos padrões ambientais e sem discussão mais ampla sobre o significado de uma usina de 1,7 GW permanecer fora de operação.

Na busca por cobertura regional, encontrei, por exemplo, uma nota do portal Resumo RJ, mas não encontrei repercussão proporcional ao porte do acontecimento nos principais veículos locais pesquisados. Isso não permite afirmar que nenhuma mídia regional tratou do assunto, mas indica uma cobertura surpreendentemente reduzida para um equipamento situado em São João da Barra e apresentado há pouco mais de um ano como símbolo do desenvolvimento regional.  O que se pode concluir então é que aí existe uma assimetria jornalística interessante. A inauguração da GNA II recebeu cobertura televisiva regional, inclusive com presença do presidente da República e destaque para o fato de se tratar da maior termelétrica a gás do país. Quando a mesma usina ficou paralisada, entretanto, a dimensão espetacular desapareceu rapidamente.

Talvez esteja justamente aí uma segunda conexão com Nixon: nossa cultura política e midiática enxerga com facilidade a inauguração, a obra bilionária, a autoridade cortando a fita e a promessa de empregos; tem muito mais dificuldade para acompanhar aquilo que acontece depois — emissões cotidianas, riscos acumulados, panes técnicas, condicionantes ambientais e consequências territoriais.

No caso da GNA II, a pane deveria suscitar perguntas que ainda permanecem abertas: qual componente efetivamente falhou; quem o fabricou; por que falhou numa planta praticamente nova; houve danos permanentes ao transformador; quando ocorreu a última manutenção; quanto tempo a usina permanecerá indisponível; e quais são os dados atuais do monitoramento contínuo de NOx e CO da GNA II?

Enquanto essas respostas não aparecem, talvez a notícia mais importante não seja apenas que a maior termelétrica brasileira parou. É que ela pôde parar durante nove dias antes que a maior parte da sociedade sequer soubesse que havia parado. E num empreendimento deste porte, construído cercado por discursos sobre tecnologia de ponta, segurança energética e sustentabilidade, esse silêncio também merece investigação.

2 de junho: dia de paralisação e mobilização docente na UENF

Debate reunirá especialistas para discutir como a política de endividamento do Estado do Rio de Janeiro afeta salários, previdência e o futuro das universidades estaduais

Nesta terça-feira, 2 de junho, os docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) realizam uma paralisação das atividades acadêmicas aprovada em Assembleia Docente. O objetivo é fortalecer a mobilização em defesa da recomposição salarial, da valorização da carreira docente, da implantação do Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) e da previdência pública.

Como parte da programação, será realizada, a partir das 14 horas, na sala de Multimídia do CCH, a roda de conversa “Salário, Previdência e Dívida do Estado do Rio de Janeiro”, reunindo o economista Paulo Lindesay, da Auditoria Cidadã da Dívida, e a advogada Verônica Triani, assessora jurídica da ADUENF.

A atividade ocorre em um momento particularmente importante para os servidores públicos estaduais. Após anos de perdas salariais acumuladas, do descumprimento de parcelas da recomposição prevista em lei e da retirada de direitos históricos, como o adicional por tempo de serviço para os novos ingressantes, cresce a necessidade de compreender os mecanismos que condicionam as finanças do Estado do Rio de Janeiro e afetam diretamente a vida dos trabalhadores do serviço público.

Mais do que um debate sobre números, a roda de conversa pretende contribuir para a compreensão das escolhas políticas que têm levado ao sucateamento das universidades estaduais e à desvalorização de seus profissionais. Entender a relação entre dívida pública, orçamento estadual, previdência e política salarial é condição fundamental para fortalecer a capacidade de mobilização da categoria.

A experiência recente demonstra que nenhuma conquista virá sem organização coletiva, participação e pressão política. Por isso, a presença dos docentes é fundamental.

A luta pela recomposição salarial, pela valorização da carreira e pela defesa da universidade pública exige informação, unidade e mobilização.

Chega de perder. É hora de ganhar é o lema dessa mobilização. E como docente da Uenf há quase três décadas, já estou cansado de perder!

 

Docentes da UENF realizam paralisação em 2 de junho e reforçam mobilização em defesa da universidade pública

Movimento denuncia perdas salariais, ataques à previdência e falta de valorização das universidades estaduais fluminenses

No próximo dia 2 de junho, os docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) realizarão uma paralisação de 24 horas como forma de protesto contra a contínua desvalorização salarial, os ataques à previdência pública e a falta de investimentos adequados nas universidades estaduais do Rio de Janeiro. A mobilização foi aprovada pela categoria em meio ao crescente descontentamento com a ausência de respostas concretas do governo estadual para demandas históricas dos servidores públicos. 

A paralisação ocorre em um contexto marcado pela corrosão do poder de compra dos salários, pelo agravamento das condições de trabalho e pelas incertezas em torno do futuro da previdência dos servidores. Além disso, há que se lembrar que a proposta do novo Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) está tramitando e sem resolução desde maio de 2021, o que agrava o quadro de perdas salariais que já alcança mais de 60%. Para os docentes, a defesa da universidade pública passa necessariamente pela valorização de seus trabalhadores e pela garantia de financiamento adequado para as instituições de ensino superior.

A Uenf, reconhecida nacionalmente pela qualidade de sua produção científica, pela formação de recursos humanos e pela contribuição ao desenvolvimento regional, enfrenta desafios cada vez maiores para manter suas atividades acadêmicas, de pesquisa e extensão. Enquanto cresce a cobrança por resultados e inovação, persistem problemas relacionados à insuficiência de recursos e à falta de políticas efetivas de valorização dos profissionais que sustentam a universidade pública.

Como parte da programação do dia de mobilização, será realizada uma roda de conversa com o tema “Salário, Previdência e Dívida do Estado do Rio de Janeiro”, que contará com a participação de Paulo Lindesay, coordenador da Auditoria Cidadã da Dívida – Núcleo RJ. O debate ocorrerá a partir das 14 horas, na Sala de Multimídia do CCH, e buscará discutir os impactos da política de endividamento estadual sobre o financiamento das universidades públicas e dos serviços essenciais.

A atividade pretende contribuir para ampliar a compreensão sobre as escolhas econômicas e políticas que afetam diretamente a educação superior pública, ao mesmo tempo em que fortalece a construção coletiva de alternativas para a defesa dos direitos dos servidores e da população.

Mais do que uma reivindicação corporativa, a paralisação do dia 2 de junho representa um chamado à reflexão sobre o papel estratégico das universidades públicas para o desenvolvimento científico, tecnológico e social do estado do Rio de Janeiro. Em um momento de crescentes desafios para a educação pública brasileira, a mobilização dos docentes da Uenf reafirma a necessidade de fortalecer instituições que produzem conhecimento, formam profissionais qualificados e contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Chega de perder, é hora de ganhar. Em defesa da Uenf, dos direitos dos servidores e da educação pública.

Professores da UENF vão paralisar suas atividades no dia 02/6

A assembleia da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (ADUENF) aprovou paralisação das atividades docentes no dia 02/06 como parte do processo de mobilização da categoria e construção da luta rumo à greve.

A mobilização é fundamental para pressionar o Governo do Estado e avançar nas nossas reivindicações:

✔️ Implantação do novo PCV
✔️ Atualização do auxílio-alimentação
✔️ Cumprimento integral da recomposição salarial
✔️ Revogação da extinção dos triênios

A assembleia também deliberou pela realização de nova assembleia para discussão de indicativo de greve.

📌 Em breve divulgaremos horário, local e programação da atividade sindical.

Nossa força coletiva, chega de perder, é hora de ganhar!

Urgente! Professores da Uenf decidem paralisar atividades em defesa de seus direitos

A Uenf vai parar!

Sem diálogo com o governador Cláudio Castro, sem recomposição salarial e sem PCV, nosso caminho agora é pela luta!

Nesta quarta-feira (18/03), vamos parar a Uenf e acompanhar o grande Ato Pela Recomposição Salarial que acontecerá às 10h no Rio de Janeiro, com concentração no Largo do Machado.

Não dá mais para engolir! Por que não sobra nada para os docentes, enquanto Cláudio Castro torra R$ 1 bilhão com o Banco Master? Por que o silêncio diante dos servidores estaduais? 

A paralisação desta quarta-feira é apenas o primeiro movimento de 2026 após o estado de greve dos docentes da UENF, aprovado em novembro de 2025. Vamos precisar de todo mundo para seguir com esta luta pelos nossos direitos!

Chega de perder, é hora de ganhar!

Gestão ADUENF Autônoma e de Luta

Mobilização na UENF: servidores paralisam por 48 horas para protestar contra (des) governo Pezão

Numa prova de que as recentes eleições foram vistas como apenas mais um passo na retomada de um projeto coletivo de construção da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), os servidores técnico-administrativos não esperaram janeiro chegar para retomar sua mobilização em defesa de seus salários. 

Como mostra o panfleto abaixo, os servidores sob liderança da delegacia local do Sintuperj, sindicato que representa os servidores técnico-administrativos das três universidades estaduais fluminenses, estão realizando uma paralisação de 48 horas para lutar por uma complementação de 20% em relação ao que foi dado pelo (des) governo Pezão em 2014. Além disso, os servidores estão demandando o estabelecimento de uma data base para a recuperação, pelo menos, das perdas inflacionárias que estão corroendo de forma galopante os seus salários.

No caso dos servidores da Uenf, há que se lembrar que diversos cargos estão com valores abaixo do que é praticado, por exemplo, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o que é extremamente injusto já que as funções cumpridas são basicamente as mesmas.

Dessa maneira, hipoteco aqui o meu apoio aos servidores em luta. É que uma universidade é construída pelos três segmentos que compõe a sua comunidade, e não é justo que o tratamento dado a estes segmentos seja diferenciado, especialmente quando o assunto é a reposição de perdas salarias. Pois como diz o panfleto sendo distribuído pelos técnicos, “juntos somos fortes, mas unidos somos muito mais“!

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Estudantes fecham entradas da UENF para denunciar descaso do (des) governo Pezão

O movimento estudantil da UENF, liderado pelo seu Diretório Central dos Estudantes (DCE), fez valer a decisão da assembleia estudantil realizada no dia de ontem (11/05) e fechou todas as entradas do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes. O principal motivo da paralisação das atividades é o atraso no pagamento de bolsas estudantis que deixou quase 900 pessoas sem o aporte financeiro devido desde fevereiro de 2015.

Os estudantes estão concentrando seus protestos contra o (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, e contra a reitoria da UENF É que enquanto o primeiro é visto como o principal causador dos problemas vividos pelas UENF, a reitoria é apontada como omissa.

Abaixo imagens da paralisação que deverá continuar até as 20:00 horas desta 3a. feira. O DCE informou que às 17 horas será realizada uma assembleia estudantil para decidir o que será feito amanhã, com a possibilidade de que o bloqueio das entradas da UENF continue.

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E abaixo vai um vídeo com uma mensagem dos estudantes ao (des) governo Pezão. Nada poderia ser mais claro!

Em dia de luta contra cortes do (des) governo Pezão, movimento estudantil lacra a UENF

Em um dia de luta contra o processo de asfixia financeira promovido pelo (des) governo Pezão, o movimento estudantil da UENF promoveu o fechamento de todas as entradas do campus Leonel Brizola na manhã desta 3a. feira (10/03). Os coordenadores do Diretório Central dos Estudantes que não estarão participando na parte da tarde na Comissão de Educação da ALERJ informaram que esta é a primeira atividade das várias que ocorrerão ao longo do dia. O objetivo dessas atividades é apoiar politicamente a delegação formada por membros dos três segmentos da comunidade universitária que hoje estarão na ALERJ.

Nunca é demais lembrar que a falta de liberação financeira por parte da Secretaria de Fazenda vem comprometendo o pagamento de todos os tipos de bolsas acadêmicas oferecidas pela UENF, com um número significativo de estudantes que está sem receber pagamentos referentes a janeiro e fevereiro de 2015. Como as bolsas são a única fonte de sustento destes estudantes, a situação deles é crítica a ponto de inviabilizar a sua permanência na universidade.

É bom que se saiba que até o acesso ao restaurante universitário está sendo inviável para muitos estudantes, pois os mesmos não possuem “dinheiro vivo” para pagar o custo das refeições. Essa situação só não é pior porque o restaurante está funcionando com verbas fornecidas pelo Ministério da Educação! 

Por outro lado, a falta de pagamentos de serviços essenciais como água, eletricidade e telefonia coloca em xeque o próprio funcionamento da UENF que, neste exato momento, está com todos os seus telefones cortados.

Em tempo: a coordenação do DCE/UENF acaba de informar em sua página no Facebook que a paralisação também ocorrerá na parte da tarde, Um dos motivos para essa extensão do protesto é que a empresa que opera o restaurante universitário decidiu aderir ao protesto por falta de pagamentos pelos prestados na UENF (Aqui!).

Abaixo imagens do fechamento do campus.

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Campos 24 horas traz mais informações sobre nova paralisação no Porto do Açu

Funcionários do Porto do Açu realizam nova paralisação

Estrada de acesso ao porto foi bloqueada nesta manhã. Nas últimas manifestações, funcionários reivindicaram direitos como insalubridade e periculosidadeaçu manifestação 2701açu manifestação 2701 3

Funcionários de empresas terceirizadas promovem uma manifestação na manhã desta segunda-feira (27), na estrada que dá acesso ao Porto do Açu, no 5º distrito de São João da Barra. É grande o número de ônibus na estrada, entre a localidade de Cajueiro até Caetá, na entrada no porto. A estrada foi bloqueada desde às 6h. Com isso, centenas de operários não tiveram como chegar ao porto.

A equipe do Campos 24 Horas foi procurada por trabalhadores de uma das empresas prestadoras de serviços. Eles informam que as principais reivindicações são insalubridade e periculosidade para profissionais que têm função de risco.

As reivindicações teriam sido feitas desde meados de 2013. Contudo, o presidente dos Trabalhadores na Industria da Construção Civil, José Eulálio, diz desconhecer o encaminhamento das reivindicações.

FONTE: http://campos24horas.com.br/portal/funcionarios-do-acu-se-reunem-com-representantes-da-acciona-para-tentar-acordo/