Em greve, estudantes da Uenf fazem passeata nesta 5a. feira!

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Dando prosseguimento às atividades de greve deliberadas, teremos nesta quinta-feira a oportunidade de externar ao povo de Campos a situação que passam os estudantes da Uenf.

A concentração começa a partir das 08:00 no portão principal da UENF, onde iremos realizar a confecção de faixas e cartazes. Após, haverá um almoço para todos os presentes, antes de acertarmos os últimos detalhes e sairmos em passeata. O percurso se iniciará na Uenf e terá como destino dois pontos específicos: primeiramente a Secretaria de Fazenda do Estado, no início da Av. Alberto Torres e logo após, a Praça São Salvador, onde iremos realizar uma panfletagem sobre nossa situação e destacar como o governador Pezão vem destruindo o serviço público estadual. Os dois pontos são bem próximos e localizam-se na área central da cidade.

Solicitamos que usem roupas leves, claras e calçados confortáveis para caminhada. Disponibilizaremos protetor solar e água.

É de extrema importância a presença de todos estudantes, pois esta é mais uma forma de chamar atenção para o que vem ocorrendo não somente dentro da Uenf, mas em todo o estado, além de fortalecer nossa greve e nossas reivindicações.

NÓS NÃO VAMOS DESISTIR!
Pela regularização IMEDIATA das bolsas em atraso e implementação do auxílio-moradia!

DCE UENF
Gestão 2016
“A Luta Não Pode Parar

Manifestação unificada da greve UENF e FENORTE agita região central de Campos dos Goytacazes

Esta manhã de 4a .feira foi palco de uma grande manifestação que saiu do campus Leonel Brizola e percorreu toda a extensão da Avenida Alberto Lamego e chegou ainda até a Praça São Salvador que fica no coração da região central da cidade de Campos ds Goytacazes. Nesta que foi a maior manifestação política de rua em mais de uma década na cidade, membros das comunidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE).

Ao longo da passeata foram distribuídos materiais informativos sobre as demandas à população que, mais uma vez, respondeu de maneira positiva à manifestação dos grevistas. Esse tipo de resposta positiva é que deverá incomodar bastante os (des) secretários de governo e o próprio novo (des) governador Luis Fernando Pezão. É que está ficando cada vez mais público e notório o descaso com que a UENF e a FENORTE foram tratadas nos últimos 7 anos pela dupla de (des) governantes Cabral/Pezão.

Assim, quanto mais cedo o (des) governo do rio de Janeiro sair de sua posição de intransigência menor será o custo político e eleitoral que terá de pagar. Afinal, agora que a blindagem dada pela mídia corporativa está enfraquecida, Pezão terá que abrir a mão para os servidores, nem que não seja na proporção que Sérgio Cabral abriu para as grandes corporações e empreiteiras.

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AI-5: o golpe dentro do golpe

Há exatos 45 anos, a ditadura militar implantada no Brasil em 1964 daria seu golpe fatal na democracia e na liberdade, no dia 13 de dezembro de 1968.

Por Bruno Costa

A histórica ‘Passeata dos Cem Mil’, Crédito: Divulgação

 

Há exatos 45 anos, a ditadura militar implantada no Brasil em 1964 daria seu golpe fatal na democracia e na liberdade. No dia 13 de dezembro de 1968, o governo do general Costa e Silva baixa o Ato Institucional nº 5, AI-5, que definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.

Aquele ano, conhecido como “O ano que não acabou” entrou para a história por suas contestações políticas, pelo movimento estudantil organizando inúmeros protestos tendo à frente o lema ‘É proibido proibir’, pelo início das ações da Igreja em defesa dos direitos humanos e pelas lideranças políticas cassadas – Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek, João Goulart – mesmo sendo rivais continuavam a se associar visando a um retorno à política nacional e ao combate à ditadura.

A repressão policial atingiu seu apogeu no final de março de 1968, com a invasão do restaurante universitário “Calabouço”, onde os estudantes protestavam contra a elevação do preço das refeições. Durante a invasão, o comandante da tropa da PM, aspirante Aloísio Raposo, matou o secundarista Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, com um tiro à queima roupa no peito.

A ‘Passeata dos Cem Mil’ ocorrida em 26 de junho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, mostrou a força do movimento estudantil e contou com a participação de artistas, intelectuais e outros setores da sociedade brasileira. Ao passar em frente à igreja da Candelária, a marcha interrompeu seu andamento para ouvir o discurso inflamado do líder estudantil, Vladimir Palmeira, que lembrou a morte de Edson Luís e cobrou o fim da ditadura militar. Tendo à frente uma enorme faixa, com os dizeres: “Abaixo a Ditadura. O Povo no poder”, a passeata prosseguiu, durante três horas, encerrando-se em frente à Assembleia Legislativa, sem conflito com o forte aparato policial que acompanhou a manifestação popular, ao longo de todo o seu percurso.

O pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando um apelo para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, “ardentes de liberdade”, se recusassem a sair com oficiais foi o estopim. Na mesma ocasião outro deputado do MDB, Hermano Alves, escreveu uma série de artigos no Correio da Manhã considerados provocações. O ministro do Exército, Costa e Silva, atendendo ao apelo de seus colegas militares e do Conselho de Segurança Nacional, declarou que esses pronunciamentos eram “ofensas e provocações irresponsáveis e intoleráveis”. O governo solicitou então ao Congresso a cassação dos dois deputados.

Seguiram-se dias tensos no cenário político, entrecortados pela visita da rainha da Inglaterra ao Brasil, e no dia 12 de dezembro a Câmara recusou, por uma diferença de 75 votos (e com a colaboração da própria Arena), o pedido de licença para processar Márcio Moreira Alves.

No dia seguinte foi baixado o AI-5, que autorizava o presidente da República, em caráter excepcional e, portanto, sem apreciação judicial, a: decretar o recesso do Congresso Nacional; intervir nos estados e municípios; cassar mandatos parlamentares; suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão; decretar o confisco de bens considerados ilícitos; e suspender a garantia do habeas-corpus.

No preâmbulo do ato, dizia-se ser essa uma necessidade para atingir os objetivos da revolução, “com vistas a encontrar os meios indispensáveis para a obra de reconstrução econômica, financeira e moral do país”. No mesmo dia foi decretado o recesso do Congresso Nacional por tempo indeterminado – só em outubro de 1969 o Congresso seria reaberto, para referendar a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para a Presidência da República.

Com Médici o AI-5 foi reafirmado a ferro e fogo. O general usou de todo poder do ato para imperar a guerra e a opressão contra os gritos de liberdade. Nos primeiros anos de seu governo ele logo conseguiu, à base de tortura e mortes, eliminar dois de seus maiores ‘inimigos’, os Carlos: Marighela (morto em 1969) e Lamarca (morto em 1971), líderes da oposição armada à ditadura militar.

O AI-5 vigorou até dezembro de 1978. A ditadura militar até 1985.

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-395/ai-5:-o-golpe-dentro-do-golpe