Movimento Passe Livre convoca novo ato e lança nota

A GENTE SÓ VAI PARAR QUANDO A TARIFA BAIXAR

mpl
Depois de um aumento absurdo em período de férias e final de semana, e uma repressão despropositada no 1º Ato contra a Tarifa, a polícia de Geraldo Alckmin, acordada com o prefeito Fernando Haddad reprimiu duramente o 2º Ato contra a Tarifa antes mesmo de sair de sua concentração.

A violência da polícia, que deixou mais de dez presos – sendo que um morador de rua foi ferido no pé por uma bala DE VERDADE – e dezenas de presos mostra a verdadeira política de Alckmin e Haddad: defenderam o lucro dos empresários a qualquer custo.

Da mesma forma, defenderemos nosso direito à cidade e à manifestação. Se a polícia aumenta a repressão, aumentamos a resistência. Não vamos sair da luta até que caia a última catraca.

O próximo ato terá duas concentrações, vamos fortalecer essa luta pulverizando ações pela cidade. Some-se a essa luta. Feche uma via ou um terminal. Fortaleça os atos, mas lembre que a luta tem que acontecer em todos os espaços da cidade!

NEM AUMENTO, NEM TARIFA! R$ 3,80 EU NÃO PAGO!

Repressão em São Paulo mostra pavor das elites frente à ascensão das lutas populares

As cenas que mostro abaixo são parte da documentação visual que já está circulando nas redes sociais sobre a violenta repressão cometida pela Polícia Militar de São Paulo contra manifestantes que se opõe aos preços escorchantes do transporte público na capital do estado.

Como participante das manifestações que ocorriam no início da década de 1980 pedindo o fim do regime militar, posso atestar que naqueles tempos a repressão era menor, provavelmente por causa do desgaste a que o regime estava sendo submetido pela crise econômica que então se abatia sobre o Brasil.

Mas, contraditoriamente, a violência da repressão cometida pela batuta do governador José Geraldo Alckmin do PSDB é, para mim, um reconhecimento de que os tempos de mansidão e dispersão política são coisa do passado, o que amedronta as classes dirigentes que impõe enormes sacrifício ao conjunto da população brasileira.

Como toda essa violência não vai impedir novas manifestações, e elas já estão sendo marcadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), o mais provável é que a PM volte a agredir, dar tiros e forjar flagrantes. No entanto, isso certamente ainda vai servir como combustível para mais revolta.

É, o ano de 2016 promete!