No (des) governo Pezão, só os prepostos dizem as verdades indiscretas

Um dos elementos que considero mais marcantes no ataque sem tréguas que está sendo realizado pelo (des) governo Pezão contra o serviço público é o jogo de cena que se faz em torno da criminosa situação em que imersos mais de 200 mil servidores que foram caprichosamente selecionados para terem seus salários, pensões e aposentadorias confiscados para que se continue a saciar a fome de dinheiro do sistema rentista e das corporações privadas.

É que normalmente quando alguém do (des) governo Pezão fala sobre o atraso (que eu chamo de confisco) dos salários há sempre um falso verniz de preocupação com o que está sendo imposto aos atingidos pela decisão desse (des) governo de pagar determinadas categorias, enquanto se deixa ao léu tantas outras, e principalmente os servidores que dependem do RioPrevidência.

Pois bem, na reunião que ocorreu entre representações dos servidores sem salários com o chefe de gabinete da Secretaria de Fazenda que eu já publicizei neste blog [Aqui!],  uma das pérolas ditas pelo Sr. Amaury Perlingeiro do Valle (e que causou forte reação nos presentes à reunião) se referiu à informação de que sua própria mãe havia sido professora, e que a mesma sempre recebeu salários muito baixos. Até aí tudo ia bem, mas então o chefe de gabinete da Sefaz resolveu acrescentar que escolher aquela profissão tinha sido uma decisão pessoal dela.  Em outras palavras, segundo o chefe de gabinete da Sefaz, o servidor que aceita trabalhar por salários aviltantes (ou sem sequer isso como é o caso de milhares de servidores estaduais neste momento), o faz por decisão pessoal. Sendo assim, culpado de seu próprio sofrimento.

Esse tipo de “sinceridade” que foi mostrada em vários momentos da reunião com o Sr. Amaury Perlingeiro provavelmente é aquela que marca as reuniões internas do (des) governador Pezão e do seu (des) secretariado.  Entretanto, como não se diz isso publicamente e isto é feito de forma proposital, os servidores com salários confiscados ainda são mantidos num compasso de falsa esperança de que seus salários serão pagos quando existirem recursos em caixa.

O fato, já demonstrado pela Associação dos Analistas da Fazenda Estadual do Rio de Janeiro é que existem recursos em caixa para que os salários sejam pagos a todas as categorias, e o que efetivamente é a tal “decisão de governo” de que isto seja feito.

Mas graças às revelações do chefe de gabinete da Sefaz agora só vai ser continuar a ser enganado quem assim o quiser.  E quem não quiser mais ser enganado, nem ter seus salários confiscados, tem mais é que participar das mobilizações que estão sendo agendadas para pressionar o (des) governo Pezão a pagar o que deve. Ou é isto ou o destino dos servidores não será nada melhor do que já está sendo.

RJ: Discriminação no pagamento de salários como “decisão de governo”

O ato realizado na manhã desta 3a. feira pelos servidores “sem salário” na porta da Secretaria Estadual de Fazenda acabou provocando mais uma reunião com o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), Amaury Perlingeiro do Valle, a qual rendeu uma das maiores sinceridades que já foram ditas por um representante do (des) governo Pezão ao longo de quase dois anos de crise salarial.

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É que instado a explicar porque já foram pagos os salários de Julho a uma parcela do funcionalismo estadual do Rio de Janeiro, enquanto são devidos os salários de Maio e Junho a mais de 207 mil servidores, Amaury Perlingeiro indicou que a decisão sobre pagamentos seria uma “decisão de governo” a qual cabe à Sefaz apenas executar.

Em outras palavras, a decisão de quem é pago ou não cabe ao (des) governador Luiz Fernando Pezão e não à Sefaz. Tal reconhecimento indica que há de fato uma decisão de discriminar determinadas categorias de servidores em prol das prioridades estabelecidas pelo (des) governador Pezão.  

Assim, me parece que a futura realização de atos para demandar o pagamento de salários atrasados deve se concentrar no Palácio Guanabara que onde fica (ou deveria ficar) o (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Mas uma coisa que fica mais evidente é que o principal engodo dessa crise seletiva é que foi criada uma versão de que não existem recursos para pagar todos os servidores, a qual foi naturalizada até pelas lideranças sindicais. Se essa versão podia ser engolida de forma acrítica até a suspensão dos arrestos pelo governo federal e dos pagamentos da dívida pública, nem isto é mais possível.

O problema é só um: o (des) governo Pezão resolveu sacrificar uma parcela dos servidores da ativa e os aposentados e pensionistas do RioPrevidência para continuar pagando suas contas com fornecedores. É esta prioridade que precisa ser questionada diretamente ao (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Finalmente, no tocante ao quadro do pagamento dos salários atrasados a única afirmação mais ou menos clara que foi feita por Amaury Perlingeiro é a que já vem sendo circulada pela mídia corporativa: salários de maio e junho só depois de 16 de Agosto, caso a venda da folha de pagamentos seja exitosa. Até lá os servidores que se virem ou morram de fome.

NOTÍCIAS DA ADUENF: Diretoria da ADUENF envia correspondência à SEFAZ

Diretoria da ADUENF envia ofício à SEFAZ para cobrar cumprimento de direitos

 

A diretoria da ADUENF enviou na tarde desta 5a. feira (01/06) um ofício ao Secretário Estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, para apresentar demandas de interesse de todos os servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense  (Uenf) ( ver cópia do ofício logo abaixo).

Entre os pontos levantados estão o tratamento isonômico na questão do pagamento dos salários em relação ao que está sendo praticado pela SEEDUC, o estabelecimento de um calendário de pagamento de todos os salários atrasados, e a revogação de procedimentos que impeçam o cumprimento dos direitos assegurados pelo Plano de Cargos e Vencimentos da Uenf.

O Ofício lembra ainda do entendimento da diretoria da ADUENF acerca do fato de que a atual crise financeira não foi causada pela folha salarial dos servidores, mas por ações adotadas pelo próprio executivo estadual, como caso das bilionárias isenções fiscais concedidas de forma descontrolada e sem qualquer tipo de transparência sobre os critérios das concessões como ficou demonstrado pela recente rejeição junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro das contas referentes ao ano de 2016.

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

 

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/06/diretoria-da-aduenf-envia-oficio-sefaz.html

Uenf lança nota sobre roubo na unidade experimental no Colégio Agrícola Antonio Sarlo

Área da UENF no Colégio Agrícola é vítima de vandalismo e roubos

Sem contar com serviço de segurança desde novembro de 2016, a área utilizada pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf ) no Colégio Agrícola Antônio Sarlo foi vítima de vandalismo e diversos roubos na última noite. Ainda não foi possível avaliar a extensão total dos prejuízos, que foram muitos. Além dos danos materiais, um aluno que estava no local foi amarrado pelos ladrões.
A empresa que fazia o serviço de segurança da Uenf suspendeu os trabalhos em novembro de 2016 devido à falta de pagamento pelo Governo do Estado. Apesar de a Uenf ter cobertura orçamentária, o efetivo pagamento compete à Secretaria de Fazenda, que desde outubro de 2015 não realiza os repasses. O local ainda deveria contar com apoio do PROEIS, que também não está funcionando por falta de pagamentos aos policiais. No final do ano passado, foi feita uma tentativa de contratação emergencial de uma empresa de vigilância, mas não houve interessados em prestar esse serviço.
O Prefeito da Uenf, Rogério Castro, informou que acionou a Polícia assim que soube da ação dos ladrões. Segundo ele, tudo indica que a ação foi planejada. 
– Eles pegaram um trator e, com a ajuda de uma tesoura de vergalhão, foram arrombando as portas dos diversos setores e laboratórios e roubando tudo o que viam pela frente, como aparelhos de ar condicionado, roçadeiras, motores, bujões de gás etc. Tudo era colocado no reboque do trator, que foi encontrado abandonado em frente a Furnas – disse.
O reitor informou que vem tentando, junto ao Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Campos, uma solução para o problema da falta de segurança na Uenf.  No início do ano, o campus da Uenf também foi alvo de vandalismo, mas não houve roubo.

ADUENF: Carta aberta à população denunciando a situação da UENF é notícia no O GLOBO

Um dia após ser divulgada, a carta aberta população que foi preparada pela ADUENF, para conclamar o apoio da população na defesa da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), foi tema de uma matéria assinada pela jornalista Dayana Resende para o jornal  O GLOBO (ver reprodução abaixo).

o globo dayana resende

Em sua resposta, no costumeiro tom lacônico, a Secretaria de Fazenda (Sefaz) informou que já teria repassou 30% do orçamento da Uenf nos primeiros seis meses do ano (quando deveria ter liberado 50%). Entretanto, a Sefaz convenientemente omitiu que praticamente a totalidade desse repasse se deu para o pagamento de salários de professores e servidores e de bolsas acadêmicas.

Enquanto isso, a Uenf continua sem receber as verbas necessárias para garantir o pagamento dos salários de terceirizados e das contas de água, luz e telefone. E sem o repasse dos recursos represados pela Sefaz, a crise tende a se agravar até o final de 2016.

De toda forma, essa matéria do O GLOBO possibilita que mais pessoas possam ter conhecimento da situação aflitiva em que a Uenf se encontra neste momento. 

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/08/carta-aberta-populacao-denunciando.html

Se Gustavo Barbosa repetir na Sefaz o que fez no RioPrevidência, o RJ está frito!

Abaixo uma matéria jornalística informando aos cidadãos do Rio de Janeiro sobre a dança das cadeiras na Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) e no RioPrevidência.

barbosa2

Pois bem, embaixo da foto de Gustavo Barbosa, ex-presidente do RioPrevidência e agora titular da Sefaz, aparece a legenda: “Barbosa terá a missão de equilibrar as contas”.

Minha reação à legenda: se Barbosa repetir na Sefaz a performance que teve no RioPrevidência, o Rio de Janeiro vai estar totalmente frito e, sim, falido!

 

Como anunciado, Júlio Bueno caiu “para cima”. Sai da Secretaria de Fazenda para virar “assessor especial” de Francisco Dornelles

Na melhor materialização do velho adágio de que “quem tem padrinho, não morre pagão”, a edição desta 3a. feira do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (DOERJ) traz a dança nas cadeiras que está sendo operada na Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) e no RioPrevidência , e que alcançou ainda o Gabinete do Governador (ver extrato abaixo).

julio bueno

Por esse extrato ficamos sabendo que o Sr. Júlio Bueno caiu para cima, e virou “Assessor Especial”, dando lugar na Sefaz ao Sr. Gustavo de Oliveira Barbosa que presidia o RioPrevidência, o qual deu espaço ao Sr. Reges Moisés dos Santos que ocupava o estranho cargo de “Diretor de Diretoria” no fundo próprio de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

Uma coisa interessante é que agora o Sr. Gustavo de Oliveira Barbosa poderá, na condição de secretário de Fazenda, explicar os prejuízos causados aos cofres estaduais pela estranha operação realizada pelo RioPrevidência no paraíso fiscal de Delaware por meio do “Rio Oil Finance Trust“. 

Quanto ao Sr. Júlio Bueno, ele agora poderá mostrar o seu lado “Zico” que foi alardeado pelo presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB). É que, convenhamos, a passagem dele pela SEFAZ foi digno do imortal craque Coalhada, imortalizado pelo falecido Chico Anisio. E para alegria de Bueno, essa nova chance “futebolística” se dará com posse da gorda gratificação que está ligada ao cargo em comissão de Assessor Especial. Essa sim é uma bela queda para cima.

Enquanto isso, continuaremos arcando com a herança maldita da política de “generosidade fiscal” engendrada por Júlio Bueno e aplicada com sofreguidão pela dupla de (des) governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.