Ururau: noticia forte possibilidade de nova greve no Porto do Açu

Funcionários do Porto ameaçam parar as atividades na próxima semana

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

 Isaias Fernandes – O Diário / Marcelo Esqueff

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

Trabalhadores de empresas do Porto do Açu, em São João da Barra, compareceram ao Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Campos (Sticoncimo), na tarde desta terça-feira (01/07), para formalizarem um aviso de manifestação contra suas empregadoras que não cumpriram com as reivindicações exigidas pela categoria.

Na última sexta-feira (26/06), cerca de 400 funcionários fecharam os dois acessos ao Porto, impedindo a passagem dos funcionários. As principais reivindicações eram: reajuste de 30% de periculosidade; uma área de convivência (lazer); alimentação adequada; reajuste por desvio de funções, Participação nos Lucros e Resultados das empresas (PLR) e horas in itinere. Outra reclamação dos funcionários se refere a maus tratos. 

A insatisfação é de trabalhadores das empresas FCC –Tarrio, Acciona e Armatek. De acordo com um dos funcionários da empresa FCC, a presença dos funcionários no sindicato é uma forma da manifestação ser regularizada.

“Na última sexta-feira, quando realizamos a manifestação ficamos sabendo que ela foi considerada ilegal, por não termos avisado ao Sindicato. Após a manifestação apresentamos um documento com as reivindicações às empresas, mas até o momento nenhuma posição positiva nos foi apresentada, portanto, decidimos vir aqui hoje para pedir uma liberação para realizarmos a manifestação que deverá acontecer até a próxima segunda-feira (07/07)”, explicou o funcionário ressaltando que na próxima manifestação cerca de 3 mil funcionários devem fechar a rodovia que dá acesso ao Porto.

Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos da Silva Eulálio, um ofício será enviado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MPT) ainda nesta terça-feira, para que a manifestação seja feita de forma correta.

“Na primeira manifestação, que ocorreu na sexta-feira, não recebemos nenhum aviso dos trabalhadores, ou seja, ela se tornaria irregular para o Ministério Público do Trabalho e Emprego, o que arrecadaria em uma multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato, o que nos impossibilitou de estarmos presentes”, disse José Eulálio.

Ainda de acordo com o presidente, estas mesmas reivindicações já foram enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego desde o mês de maio. “Desde o dia 19 de maio deste ano, quando também foi feita uma manifestação de trabalhadores, enviamos um ofício ao MPE para que alguma solução fosse dada, mas até agora nenhum fiscal compareceu ao Porto para constatarem estas irregularidades”.

A equipe do Site Ururau entrou em contato, por telefone, com  as empresas citadas. A advogada da FCC – Tarrio, Fernanda Santana, explicou a situação da empresa.

“A empresa FCC está absolutamente aberta para qualquer tipo de reivindicações que seja dentro dos limites legais. Com relação a Participação de Lucros e Resultados da empresa que os funcionários pedem, no próximo dia 07 de julho será iniciada uma negociação para tratar deste assunto, ou seja, estamos dentro do prazo. Com relação a área de convivência, ela está sendo construída, portanto, não tem porque a reivindicação. Já com relação aos maus tratos, precisamos que alguma prova seja apresentada, para que a partir daí possamos tomar uma providência penal e administrativa. Com relação a alimentação, constantemente são feitos teste bacteriológicos destes alimentos e nunca ficamos sabendo de alguma irregularidade quanto a isso, portanto a empresa acha que a esta manifestação prevista para os próximos dias é totalmente contra a lei de greve”, disse a advogada.

Já a assessoria de comunicação da Acciona, informou que as reivindicações nada tem haver com seus funcionários e que os compromissos trabalhistas da empresa estão em dia. A empresa Armatek não se posicionou.  

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46300_Funcion%C3%A1rios-do-Porto-amea%C3%A7am-parar-as-atividades-na-pr%C3%B3xima-semana

Porto do Açu: um padrão de desrespeito aos direitos dos trabalhadores

O material abaixo foi publicado pelo site jornalístico URURAU e representa uma tentativa de esclarecimento público da FCC-Tarrio sobre os problemas trabalhistas que resultaram num protesto que fechou as entradas das obras do Porto do Açu no dia de ontem (28/06). Eu só tenho um comentário a fazer sobre esta nota: o uso da desculpa de que o culpado é o mordomo (no caso a empresa terceirizada pela FCC-Tarrio) é tão velha quanto o costume de violar direitos trabalhistas.

Como essa é uma multinacional espanhola, eu lembro ainda que outra firme desse país, a Acciona, recebeu acusações semelhantes e, na época, jogou a responsabilidade também sobre uma firma terceirizada, no caso a Hispabrás (Aqui!). Como se vê, nem a saída de Eike Batista e da LL(X) e a entrada da EIG Global Partners e da Prumo serviu para queo respeito aos direitos trabalhistas garantidos pela legislação brasileira sejam respeitados.

E nisso tudo eu fico me perguntando onde andam o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o sindicato que representa a categoria, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO).

 

Esclarecimento da FCC-Tarrio TX-1 Construções Ltda.

Empresa foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores

 Divulgação

Empresa foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores

Informe Publicitário

A FCC-Tarrio TX-1 Construções Ltda. torna público esclarecimentos sobre o envolvimento do nome da empresa com questão trabalhista de funcionários de uma das suas terceirizadas, amplamente divulgada pela imprensa local nos meses de maio e junho deste ano.

NOTA NA ÍNTEGRA


Recentemente, a FCC TARRIO TX-1 CONSTRUÇÃO LTDA., empresa do grupo espanhol FCC Construcción, que opera no segmento de obras de infraestrutura em todos os continentes, e que hoje é a responsável pela construção do quebra-mar no terminal 1 do Porto do Açu, teve o seu nome relacionado com uma questão trabalhista, na qual foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores.

O fato é que a FCC-Tarrio foi envolvida neste cenário por uma de suas terceirizadas, não sendo, assim, responsável de forma direta pelos problemas criados por esta empresa, que por sua vez, para cumprimento do escopo contratual de montagem de estruturas metálicas, teve autonomia total na administração das suas atividades, incluindo-se a contratação de pessoal e fornecedores.

Prejudicados, já que não receberam pagamentos de salários, direitos trabalhistas e multas rescisórias desta empresa, dezenas de trabalhadores realizaram manifestações e acionaram o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO).

Além do transtorno causado aos funcionários, diversos fornecedores do ramo de hotelaria e restaurantes também não receberam da empresa os pagamentos pelos serviços prestados e sentiram-se no direito de também manifestarem pelo recebimento de seus débitos.

Apesar de a FCC-Tarrio juridicamente não ser obrigada a arcar com os danos causados por esta empresa, uma vez que a responsabilidade pelos compromissos assumidos ser somente da terceirizada, decidiu, em prol do bem estar da população de São João da Barra e região, honrar com todos os pagamentos atrasados e devidos aos trabalhadores, assim como saldar débitos de grande parte dos fornecedores.

“Embora a responsabilidade dos pagamentos pertencerem a esta empresa terceirizada, nós, da FCC-Tarrio, muito mais preocupados com o bem-estar dos trabalhadores e fornecedores, resolvemos arcar com as despesas, que acumulou custos consideráveis. A nossa prioridade naquele momento foi realizar o pagamento dos funcionários e, posteriormente, baseados em lista gerada pela empresa terceirizada, acertar os débitos com os fornecedores”, explicou o gerente de Recursos Humanos da FCC-Tarrio Francisco Gandra.

Em coerência com o discurso de Gandra, Weliton da Fonseca, dono do restaurante Boi Grill, em São João da Barra, ratifica ter recebido suas pendências financeiras geradas pelo não pagamento da terceirizada: “A terceirizada, cujo nome prefiro não citar, nos contratou para fornecermos alimentação aos seus funcionários. Mas, após semanas de fornecimento, esta empresa não honrou com os compromissos. Fomos procurados por alguns representantes da FCC-Tarrio e conseguimos receber tudo aquilo que era nosso por direito. Eu só tenho elogios a fazer, pela transparência e respeito que fomos tratados. Nossas portas sempre estarão abertas para a FCC-Tarrio”, afirma Weliton.

Sobre a FCC-Tarrio


A FCC-Tarrio iniciou suas atividades no Porto do Açu terminal 1 em janeiro de 2013 com o objetivo principal de construir a estrutura de quebra-mar que possibilitará a atracação de navios de grande porte, os quais facilitarão as importações e exportações de comodities (especialmente minério de ferro e petróleo), produtos estes tão importantes para o desenvolvimento da região, do Estado e até mesmo do País.

Hoje, no Porto do Açu, a empresa conta com 650 colaboradores na sua folha de pagamento e 780 funcionários contratados pelas suas 24 terceirizadas, totalizando, assim, 1430 trabalhadores envolvidos diretamente no projeto.

“O foco principal da empresa é primeiramente honrar com todos os seus compromissos assumidos com seus colaboradores, fornecedores e cliente, priorizando a segurança no trabalho, a qualidade e o prazo de execução dos serviços. Nos sentimos honrados em poder participar de tão importante empreendimento, o qual trará inúmeros benefícios a toda região”, afirma o diretor do projeto, Antonio Piqueras.

A FCC-Tarrio está à disposição da população para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46168_Esclarecimento-da-FCC-Tarrio-TX-1-Constru%C3%A7%C3%B5es-Ltda.