Óleo na Baía da Guanabara! Novas imagens da Ahomar mostram impactos do novo incidente ambiental

Graças ao pescadores da Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar), que estão se mobilizando para documentar os impactos de um novo vazamento de petróleo que ocorreu no dia de ontem (08/12), que já obrigou uma ampla mobilização por parte de entes privados e órgãos ambientais como mostram as imagens abaixo.

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A amplitude das consequências de mais um vazamento de grandes proporções ainda levará algum tempo para ser estabelecida, mas é importante o que os pescadores ligados à Ahomar estão fazendo desde que se tomou conhecimento do incidente que aparentemente começou com uma tentativa de furto em um oleoduto no município de Magé.

Os pescadores artesanais que sobrevivem daquilo que conseguem pescar no ecossistema da Baía da Guanabara serão os principais prejudicados com mais este incidente, mas certamente não serão os únicos. Há que se cobrar diretamente da Petrobras e dos órgãos ambientais para que sejam medidas imediatas de contenção e mitigação dos efeitos inevitáveis que esse derramamento acarretará para o ecossistema e para as comunidades que dependem de seus serviços ambientais.

 

Novo incidente ambiental na Baía de Guanabara é de grandes proporções

ICM-Bio: “vazamento é de grandes proporções”

sobrevoo

Imagem de sobrevoo (Foto: Divulgação / ICMBio)

Por Jan Theophilo para o Jornal do Brasil

O chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, Maurício Muniz, afirmou que o vazamento do oleoduto da Transpetro é de “grandes proporções, talvez o maior do Rio nos últimos anos”. Ele sobrevoou a área há pouco, a bordo de um helicóptero do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar.

“O vazamento veio descendo pelo rio Estrela, chegou na região de Magé e já se estende até próximo a Ilha de Paquetá. É um vazamento de óleo de grandes proporções, talvez o maior dos últimos tempos no Rio”, afirmou Maurício Muniz. Segundo ele, a Transpetro já deu início a alguns trabalhos de contenção. “Mas ainda é muito pouco dada a extensão do impacto”, alerta ele. Pelas imagens aéreas fornecidas ao JORNAL DO BRASIL, pode-se ver apenas três embarcações atuando no local do vazamento.

Segundo Maurício, a extensão total do acidente ainda é difícil de mensurar. “Já vemos manguezais impactados, assim como os currais de pesca, aquelas armadilhas de pescadores, também diretamente impactadas pelo óleo derramado”, revelou.

Ahomar denuncia novo desastre ambiental na Baía da Guanabara

Furto malsucedido de óleo seria a causa do incidente.

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Um vazamento de óleo na Baía de Guanabara foi detectado, na manhã deste sábado, por pescadores da Associação Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar). O líquido se estendeu pela região de Duque de Caxias, Magé e chegou à Ilha de Paquetá.

O vídeo abaixo mostra imagens coletadas pelos pescadores e ativistas ligados à Ahomar que foram os primeiros a inspecionar os impactos causados por mais esse derramamento de óleo na Baía da Guanabara.

A Transpetro informou que este derramamento decorreu de  uma tentativa de furto em um oleoduto, o que teria provocado o vazamento. A companhia afirmou que interrompeu as operações imediatamente. Segundo a empresa, as equipes de emergência foram acionadas, e que está mobilizando os recursos necessários para a limpeza e a recuperação das áreas atingidas [1].

Agora, imaginemos como ficará a situação ambiental na Baía da Guanabara com a ideologia de deixar os poluidores livres para poluir, a qual deverá ser a tônica do governo Bolsonaro que ainda nem conseguiu decidir se haverá ministério do meio ambiente e quem seria o ministro. 


[1] https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2018/12/5600752-vazamento-de-oleo-atinge-caxias-mage-e-paqueta.html