Cianobactérias tóxicas são identificadas em reservatórios usados para captação de água em Campina Grande (PB)

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Um grupo de pesquisadores de diferentes instituições brasileiras (UFRJ, UENF, Instituto Butantan, Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto e da  Secretaria de Saúde de Campina Grande) acaba de publicar um artigo na revista “Frontiers in Microbiology” sob o título “Occurrence of Harmful Cyanobacteria in Drinking Water from a Severely Drought-Impacted Semi-arid Region“. 

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Neste trabalho são apresentados os resultados de um estudo  realizado para investigar a qualidade da água de vários reservatórios de água usada para consumo pela população da região metropolitana de Campina Grande (PB). O trabalho traz algumas descobertas importantes acerca da proliferação de cianobacterias potencialmente tóxicas e, por isto, nocivas à saúde humana nos reservatórios estudados.

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Para chegar a estes resultados, o grupo de pesquisadores utilizou uma ampla gama de metodologias  que incluiu  metagenômica, quantificação de abundância microbiana, Teste ELISA para três cianotoxinas (microcistina, nodularinas e cilíndrospermopsina) e ainda testes ecotoxicológicos in vitru com embriões de peixe zebra.

A análise de citometria mostrou alta abundância de cianobactérias, enquanto a metagenômica identificou uma média de 10,6% das seqüências cianobacterianas, e ainda demonstrou a presença de genes de codificação de microcystis, cilíndrospermose e toxina em todas as lagoas estudadas.  Além disso, os embriões de peixes-zebra apresentaram  alta mortalidade e diferentes malformações, o que foi atribuído à presença das cianobactérias identificadas.

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Este estudo é importante na medida visto que há um histórico de escassez de água na região Nordeste, o que vem a se somar com o processo de contaminação das fontes de água existentes, especificamente por cianobactérias. Mas o alcance do estudo vai além, na medida em que a maioria das cidades brasileiras ainda não oferecem água potável tratada em condições adequadas para toda sua população, obrigando especialmente os segmentos mais pobres a lançarem de outras fontes, muitas delas com potencial para apresentar o mesmo tipo de contaminação por cianobactérias.

Quem desejar em baixar o artigo, basta clicar [Aqui!]

Conselho Universitário da UFRJ emite moção de repúdio contra Mendonça Filho

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Numa resposta direta à ameaça do ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, de tentar sufocar a liberdade de Cátedra e a autonomia universitária na Universidade de Brasília (UnB), o Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou no dia de ontem (22/02) uma moção de repúdio esta clara tentativa de intimidação (ver moção abaixo).

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O interessante é que tenho recebido informações de que em outras universidades públicas está ocorrendo um movimento de criar disciplinas com o mesmo conteúdo daquela que Mendonça Filho está tentando criminalizar na UnB. 

Se isso realmente acontecer, vamos ver como procederá o ministro e seu chefe, o presidente “de facto” Michel Temer. Será que também vão enviar as tropas do exército para resolver essa situação? A ver!

Nenhum residente a menos

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Sob pressão, comissão do MEC recua e mantém residências médicas

Depois de três semanas de tensão no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, a pressão da comunidade acadêmica rendeu boas novas. A Comissão Nacional de Residência Médica, vinculada ao MEC, recuou e decidiu garantir as matrículas dos 180 médicos aprovados no concurso de 2017. A medida foi anunciada na última quinta-feira, 11, após reunião da Comissão com a direção do hospital. Os cursos começarão em março.

As novas matrículas haviam sido suspensas por decisão da Comissão Nacional, determinada num relatório de 32 linhas, datado de 13 de dezembro e assinado por Rosana Leite de Melo, secretária-executiva da Comissão e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Três meses antes, dois inspetores da Comissão passaram dez horas no Clementino. “Acompanhei a visita. Eles não pediram nenhum documento nem viram a rotina. Coordeno 52 residentes. Eles trabalham muito. Têm experiência prática e teórica”, lamentou Flávio Signorelli, coordenador do programa de Clínica Médica, o maior do HU. “Fechar é acabar com o principal formador de médicos do Rio de Janeiro”.

Sem apresentar dados, o relatório da Comissão diz que o hospital está em situação pré-falimentar, que faltam profissionais e leitos, e resolve estabelecer diligência para 30 residências. A mesma medida foi aplicada no Hospital Pedro Ernesto, da Uerj.

O documento surpreendeu a UFRJ. “Nunca vi nada igual. Acho irresponsável”, criticou Roberto Medronho, diretor da Medicina. “Não se trata de uma avaliação concreta com descrição dos problemas e indicação de soluções. Não há fundamentação pedagógica para interrupção dos programas”, apontou Leôncio Feitosa, diretor do hospital e presidente licenciado do Sindicato dos Médicos do Rio.

Também causou revolta o fato de a medida se aplicar sem distinção a todas as residências, a maioria com alto índice de aprovação nos exames de especialista. “Os médicos da UFRJ têm 100% de aprovação na prova de títulos”, diz Flávia Conceição, professora da Medicina e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia/ RJ. “Essa residência é a mais disputada do Rio. Quem passa não desiste.”

FONTE: Adufrj

Diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ emite nota pública sobre suspensão de residência médica

O diretor da Faculdade de Medicina  da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Prof. Roberto de Andrade Medronho, emitiu uma nota pública acerca da decisão da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), órgão vinculado ao Ministério da Educação e Cultura (MEC).
A leitura desta nota é muito esclarecedora em relação às responsabilidades do próprio MEC e do governo “de facto” de Michel Temer pela realidade aludida pela CNRM para colocar sob diligência todos os programas de residência médica do HUCFF da UFRJ.

Há que se lembrar que além de contribuir para o aumento da fuga de cérebros do Rio de Janeiro, esta diligência ameaça a continuidade dos serviços públicos e gratuitos prestados pela UFRJ por meio do HUCFF.

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Professor da UFF convoca defesa dos hospitais universitários da UERJ e da UFRJ

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EM DEFESA DOS HOSPITAIS PÚBLICOS UNIVERSITÁRIOS DA UERJ E DA UFRJ: MEXEU COM UM, MEXEU COM TODOS!

Por Wladimir Tadeu Baptista Soares*

Alegando falta de condições práticas de ensino, falta de insumos, falta de pessoal, falta de leitos e atraso no pagamento das bolsas de ensino, o MEC suspendeu a realização de concursos para a residência médica nos Hospitais Públicos Universitários Pedro Ernesto (UERJ) e Clementino Fraga Filho (UFRJ), como se isso expressasse uma crise de gestão nessas unidades hospitalares, quando, na verdade, revela um tenebroso projeto de governo para provocar a “privatizaçãoo” desses hospitais.

Tudo para atender os interesses privados do “mercado”, em detrimento dos interesses públicos da sociedade.

Desde a Reforma Administrativa ocorrida em 1995, sob inspiração das diretrizes neoliberais do Banco Mundial, que o SUS vem sofrendo ataques sistemáticos nos seus Princípios, na sua estrutura, na sua gestão pública e na sua natureza de direito fundamental de caráter social.

Nesse sentido, os Hospitais Públicos Universitários, Federais e Estaduais, vêm sofrendo um sucateamento progressivo, encontrando enormes dificuldades para aperfeiçoar o seu parque tecnológico e assegurar que não faltem insumos, materiais de consumo, alimentos, medicamentos e tudo o mais necessário à  boa prestação dos serviços públicos de saúde. Além disso, a deliberada restrição de abertura de concursos públicos para a reposição e composição do quadro de servidores públicos estatutários nesses hospitais acabou por criar um modelo inconstitucional de contratos temporários de trabalho, impossibilitando a construção de um corpo clí­nico estável nessas instituiçõs, em todas as áreas profissionais da saúde, bem como de pessoal das áreas administrativas.

Estrangula-se o financiamento público dessas instituições; criam -se dificuldades, as mais diversas, para o atendimento das legí­timas reivindicações; ignora-se a realidade estampada à frente do governo, e tão constantemente mostrada nas emissoras de TV; e afirma -se, então, que o problema está no modelo de gestão desses hospitais.

Afirma-se que a redução do número de leitos hospitalares é em razão da má gestão.

Ou seja, propaga-se que somente uma gestão privada poderia resolver tudo isso: privatização como solução.

Quanta falta de vergonha dessa gente!

Como podem ser tão hipócritas e continuarem sorrindo!?

Na verdade, riem da gente, zombam de nós.

Inicia-se, a partir daí­, uma grande campanha veiculada nos principais instrumentos de comunicação do paí­s (jornais, revistas, rádio e televisão) de que os servidores públicos estatutários da saúde não trabalham, ganham muito e não são demitidos, de modo a criar no imaginário coletivo da população de que o governo é bom e os servidores públicos é que são o mal nessa história, quando, na verdade, população (pacientes), estudantes e servidores públicos das áreas da saúde são todos igualmente vítimas de um governo covarde, que mente com convicção, que rouba por compulsão e que destrói, por opção, tudo aquilo que possa trazer benefí­cios sociais para toda a gente.

Mas, claro, essa gente do governo não se considera gente. Eles se reconhecem como sendo de uma outra natureza: a natureza dos ungidos para a impunidade, dos nascidos para o cinismo.

Assim, formam uma casta de perversidade, que se autoprotege e se coloca a serviço do capital e do mercado, e jamais do pobre e sofrido povo brasileiro.
Acabar com o SUS é missão dessa gente. Privatizar os Hospitais-escola é intenção dessa gente.

Importante salientar que essa gente está presente em todos as esferas da federação e se revela como agente político em todos os Três Poderes da República, além de outras instituições.

Na verdade, o que o governo pretende com esta medida é, por meio de um constrangimento ilegal, imoral e impróprio, pressionar a UFRJ a firmar contrato com a EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – e pressionar a UERJ a aceitar que o seu Hospital Universitário seja transformado em Fundação Pública de Direito Privado, ou tenha a sua gestão terceirizada para uma Organização Social, ou seja transferido para uma EBSERH estadual.

Tudo isso visando quebrar a Autonomia Universitária e acabar com a carreira pública estatuária dos profissionais da saúde desses hospitais, não importando as graves consequências negativas para a formação acadêmica de todos os estudantes das áreas da saúde dessas Universidades, nem com o prejuízo para a assistência em saúde da população com essa atitude tão afastada da razão, e tão próxima da desumanidade.

A resistência dos Reitores, servidores públicos e estudantes dessas Universidades merece todo o nosso aplauso e reconhecimento.

Mais do que isso: exige que todos nós – Reitores, servidores públicos estatutários e estudantes das áreas da saúde – tenhamos a coragem e a responsabilidade de nos colocarmos de mãos dadas com todos eles no front dessa luta, na defesa desses bens públicos da sociedade – Universidades Públicas e Hospitais Públicos Universitários -, mostrando, com determinação inegociável, àqueles que nos governam, que a Universidade tem dono, o Hospital Universitário tem dono, o SUS tem dono; e que o dono deles todos somos nós – o povo brasileiro.

Esse crime de Estado contra os direitos humanos à educação e à  saúde tem que parar!

*Wladimir Tadeu Baptista Soares é Advogado e  Médico do SUS e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói – RJ

UFRJ é atacada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

Campus do Largo de São Francisco é alvo de bombas após manifestação contra a reforma da previdência

Na noite da última quarta-feira (15/03), o prédio do Largo de São Francisco de Paula, onde estão sediados o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e o Instituto de História (IH), foi atacado por soldados do Batalhão de Choque da Polícia Militar. 

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Imagem: Reprodução Facebook

A repressão teve início já no final do ato contra a reforma da previdência, que lotou as quatro pistas e os 3,5 quilômetros da Avenida Presidente Vargas e reuniu milhares de pessoas, entre estudantes, professores, servidores públicos, profissionais liberais, movimentos sociais, sindicatos, centrais sindicais, partidos políticos e demais entidades. O ato que transcorria de forma pacífica mudou de figura nas imediações da Central do Brasil quando a Guarda Municipal passou a lançar bombas de gás lacrimogênio contra os manifestantes. Alguns integrantes do movimento conhecido como black blocs reagiram com morteiros. 

A repressão continuou pelas ruas do Centro do Rio. Na Cinelândia, clientes do bar Amarelinho relataram que soldados da Polícia Militar atiraram bombas no interior do estabelecimento. Imagens do coletivo Mídia Ninja registraram os frequentadores, muitas mulheres e idosos, acuados e de olhos vermelhos – efeito do gás lacrimogênio – sendo socorridos

No Largo de São Francisco de Paula a cena se repetiu. De acordo com nota assinada pelo diretor Marco Aurélio Santana, do IFCS, e pela diretora Norma Côrtes, do IH, os policiais cercaram o campus universitário e lançaram “dentro de suas dependências duas bombas de gás lacrimogênio e mais sete de efeito moral. Os petardos produziram terror e pânico em quem estava no prédio. Registre-se que uma das bombas atingiu a porta central e seus efeitos alcançaram o hall de entrada, tomando posteriormente todo o prédio”. Um vídeo reproduzido das redes sociais mostra o momento de um dos ataques.

A nota lembra ainda que o episódio repete a noite de 20 de julho de 2013, quando o Batalhão de Choque da Polícia Militar atuou igualmente de forma truculenta e arbitrária. “Se já era inaceitável a repressão a trabalhadoras/es e estudantes no exercício de seu livre direito de manifestação, o fato fica agravado com o ataque ao espaço universitário”, diz a missiva. 

“Repudiamos veementemente a ação da polícia contra manifestantes, bem como o ataque às nossas dependências e nossas/os estudantes e trabalhadoras/es. Repudiamos também que nosso prédio, patrimônio histórico pertencente à União, tenha sido mais uma vez duramente agredido. Esperamos que responsabilidades sejam apuradas”, completa a nota. Por fim, os diretores reafirmam “a posição histórica desta casa em defesa da democracia e de seus direitos fundamentais”.

Para ler a nota na íntegra, clique aqui.

FONTE: http://www.cfch.ufrj.br/index.php/27-noticias/718-ufrj-e-atacada-pela-policia-militar-do-estado-do-rio-de-janeiro

Duas décadas de doutorado e a longa estrada à frente

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Hoje completam-se duas décadas desde que eu defendi a minha tese de Doutoramento na Virginia Polytechnic Institute and State University, e claro tenho muito o que celebrar. Vindo de uma família de camponeses e trabalhadores fui o primeiro do lado paterno a ter um diploma de graduação, depois um de mestrado, e finalmente um de doutorado. Essa marcha entre as serras escarpadas do Paraná e as montanhas dos Apalaches na Virgínia poderia ser usada pelos defensores da meritocracia que o Capitalismo funciona para os que querem. Mas sei que não é bem assim. O fato é que para cada um que têm exito em ultrapassar as limitações impostas pela divisão de classes existente no sistema capitalista, existem milhares para  quem é negado sequer o direito a viver, como foi o caso recente do menino João Victor Souza de Carvalho, assassinado por funcionário da rede Habib´s apenas por estar pedindo comida. É que no Brasil nada meritocrático ser pobre e negro é quase como nascer com uma sentença de morte.

Assim, eu sei bem que o meu desenvolvimento acadêmico não tem só a ver com o meu esforço pessoal, e que a minha jornada só foi possível pela solidariedade e generosidade das muitas pessoas que cuidaram para que eu pudesse ter a melhor educação possível, fosse aqui no Brasil ou nos EUA. Nesse quesito tenho que citar meus orientadores Irving Foster (Iniciação Científica), Luis Drude de Lacerda (Mestrado), Virginia H. Dale (Pós-Mestrado), e John O. Browder (Doutrado). A seu modo, cada um deles me preparou para continuar a labuta de formar novos quadros para a ciência brasileira.

Além disso,  eu só posso me considerar uma pessoa de muita sorte, pois nunca me faltaram as pessoas a me apoiar e me apontar o caminho a ser seguido. A essas pessoas serei sempre imensamente grato.

Vinte anos depois do dia em que realizei o último ato acadêmico da minha formação, penso que é mais necessário do que nunca enfatizar o papel do ensino público e gratuito, e do financiamento estatal da ciência. É que sem a escola pública e as verbas investidas na minha formação pelo governo federal, não haveria como me sustentar dentro de uma universidade como a UFRJ, onde passei anos formativos que me prepararam para o desafio de um doutoramento numa sólida universidade estadunidense.

Por entender essa importância do ensino público para nossos jovens é que não me deixo abalar sequer pela falta de pagamento dos meus salários pelo (des) governo Pezão. Vindo de onde eu vim, sei bem o que é viver com orçamento curto e sem muitas regalias. Além disso, tenho consciência de que a falta do pagamento devido pelo trabalho que exerço é parte de uma estratégia de desmoralização dos que cotidianamente labutam para que a juventude fluminense possa frequentar universidades públicas que lhes oferecem a possibilidade de um horizonte mais amplo na vida. Por isso, não serei desmoralizado por um governo que aposta nas trevas e se mostra um opositor cabal dos melhores valores que a Ciência pode incutir em nossos jovens. 

Uma última palavra nesse dia vai para os pesquisadores, camponeses, seringueiros e povos indígenas de Rondônia com quem pude interagir durante o período em que coletei os dados que deram sustentação empírica à minha tese de Doutorado. Eu os carregarei sempre no coração, pois foi com eles que aprendi as minhas maiores lições como ser humano. Na foto abaixo, estou com meu companheiro de pesquisa, o hoje doutor Raimundo Cajueiro Lenadro em algum momento do ano de 1996, um dos que me ensinou como andar pelas terras rondonienses de olhos e coração abertos.

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