Divullgação da Campanha Pare TKCSA

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Nesse momento precisamos apoiar e participar da Campanha Pare TKCSA (Companhia Siderurgica do Atlântico) ampliando a divulgação para os crimes e violações cometidos pela empresa, no bairro de Santa Cruz, Rio de Janeiro. A empresa funciona desde 2010 sem licença de operação, tipificando a ilegalidade. Os prazos para cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao INEA já expiraram, e, além de não terem cumprindo os acordos, neste momento (próximos dias) o Estado pode conceder a licença de operação para a empresa, o que seria a consagração da poluição e dos impactos sobre a vida de centenas de famílias e trabalhadores.

Peço para que divulguem ao máximo em suas redes a Campanha Pare TKCSA, e que esta mensagem ganhe ressonância no parlamento, nos movimentos sociais, nas redes e demais articulações, aqui, no Brasil e no mundo

Acessem o blog paretkcsa.blogspot.com.br

Abaixo segue link para matéria onde a FIOCRUZ desmente a TKCSA com documento encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

http://www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=NoticiaInterna&Num=298

O caso é muito grave!

DIVULGUEM!

UOL publica carta-denúncia de jornalista dinamarquês sobre os substerrâneos da Copa FIFA em Fortaleza

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O texto abaixo, uma carta-denúncia do jornalista dinamarquês Mikkel Jensen, foi publicado hoje pelo site UOL (Aqui!). O texto é recheado de fatos que já são de conhecimento notório, mas que poucos no Brasil tiveram a disposição e a coragem de descrever e assinar. Talvez o fato de Jensen ter podido voltar para casa antes do texto publicado explique porque ele assinou. De todo modo, o que eu gostaria de ver agora seriam respostas do governo Dilma que financia o evento, e de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que disseram estar preparando uma campanha de defesa da Copa do Mundo.

Como vem dizendo muitos dos que protestam contra esse megaevento que só beneficia as corporações, começando pela FIFA, eu digo que da COPA eu abro mão, pois  o que eu quero é saúde e educação, especialmente para os segmentos mais pobres e marginalizados da população brasileira.

A Copa – uma grande ilusão preparada para os gringos

Por Mikkel Jensen

Quase dois anos e meio atrás eu estava sonhando em cobrir a Copa do Mundo no Brasil. O melhor esporte do mundo em um país maravilhoso. Eu fiz um plano e fui estudar no Brasil, aprendi português e estava preparado para voltar.

Voltei em setembro de 2013. O sonho seria cumprido. Mas hoje, dois meses antes da festa da Copa, eu decidi que não vou continuar aqui. O sonho se transformou em um pesadelo.

Durante cinco meses fiquei documentando as consequências da Copa. Existem várias: remoções, forças armadas e PMs nas comunidades, corrupção, projetos sociais fechando. Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo – e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar.

Em março, eu estive em Fortaleza para conhecer a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje. Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças da rua, e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo à noite em área com muitos turistas. Por quê? Para deixar a cidade limpa para os gringos e a imprensa internacional? Por causa de mim?

Em Fortaleza eu encontrei com Allison, 13 anos, que vive nas ruas da cidade. Um cara com uma vida muito difícil. Ele não tinha nada – só um pacote de amendoins. Quando nos encontramos ele me ofereceu tudo o que tinha, ou seja, os amendoins. Esse cara, que não tem nada, ofereceu a única coisa de valor que tinha para um gringo que carregava equipamentos de filmagem no valor de R$ 10.000 e um Master Card no bolso. Inacreditável.

Mas a vida dele está em perigo por causa de pessoas como eu. Ele corre o risco de se tornar a próxima vítima da limpeza que acontece na cidade de Fortaleza.

Eu não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da história em reais – também é um preço que eu estou convencido incluindo vidas das crianças.

Hoje, vou voltar para Dinamarca e não voltarei para o Brasil. Minha presença só está contribuindo para um desagradável show do Brasil. Um show, que eu dois anos e meio atrás estava sonhando em participar, mas hoje eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para criticar e focar no preço real da Copa do Mundo do Brasil.

Alguém quer dois ingressos para França x Equador no dia 25 de junho?

Mikkel Jensen é Jornalista independente da Dinamarca

NOTA DO UOL: O Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para comentar acerca da possível “matança” comentada pelo jornalista dinamarquês, mas até a publicação desta matéria não foi enviada a resposta.

FENORTE: Nahim saiu, mas os problemas ficaram

Estive hoje com os servidores em greve da FENORTE e ouvi deles um relato de que nada mudou após a saída de Nelson Nahim do cargo de presidente desta fundação. O interessante é que o substituto de Nahim, Amaro Luís, vem seguindo o mesmo padrão de omissão de seu ex-chefe e padrinho político frente a uma grave crise que coloca em xeque a própria existência da FENORTE.

É que amargando salários congelados desde 2006 e uma imensa falta de projetos que resulta na mais completa ociosidade, os servidores da FENORTE com justeza querem partir para a UENF. E não é a só a esperança de melhores salários que embala essa disposição, mas também a expectativa de que poderiam finalmente ter coisas úteis para fazer enquanto servidores públicos concursados que são.

Outro elemento que cria dificuldades é a estranha dotação de R$ 4,8 milhões que foi adicionada no orçamento da FENORTE sem que haja qualquer projeto que dê sustentação clara ao uso transparente deste dinheiro.

Finalmente, existe servidor que continua esperando que o deputado Roberto Henriques cumpra a sua palavra de ser um interlocutor das corretas demandas que estão sendo apresentadas pelo movimento de greve. Mas pelo jeito, o deputado Henriques anda muito ocupado para se ocupar dos problemas da FENORTE, em que pese lá estarem oito de seus apadrinhados políticos ocupando cargos comissionados.

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JB: Ministério Público pede inquérito contra Eike Batista na Polícia Federal

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Jornal do Brasil

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro entrou com pedido de inquérito na Polícia Federal (PF) para apurar a suposta prática de crimes financeiros pelo empresário Eike Batista.

O pedido é feito após as conclusões do relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), encaminhado ao MPF em 19 de março. De acordo com o relatório, há evidências de que Eike, quando ocupava o comando da OGX, tenha cometido três infrações: omissão de fato relevante, manipulação de preços (de ações) e prática não equitativa.

O empresário  usou o Twitter, onde tinha mais de 1 milhão de seguidores, para dar declarações otimistas, quando já sabia que seus poços de petróleo eram secos.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/04/15/ministerio-publico-pede-inquerito-contra-eike-batista-na-policia-federal/

Estudantes em greve sintetizam significado do (des) governo do Rio de Janeiro em uma frase

Uma das razões pelas quais o projeto educacional de Darcy Ribeiro certamente desperta antipatia é o seu objetivo de gerar profissionais com uma consciência cidadã. Esse era o mote que embalou a criação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF ), e continua sendo vivenciado todos os dias dentro do campus Leonel Brizola.

Agora com a greve unificada de professores, servidores e estudantes que demandam diferentes pautas do (des) governo do Rio de Janeiro, um cartaz postado no acampamento montado pelos estudantes na entrada da reitoria da UENF deverá aumentar ainda mais o desprazer nos atuais ocupantes do Palácio Guanabara em relação da capacidade de síntese que eles se mostraram capazes de fazer.

É do cartaz abaixo que eu estou falando!

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Brasil de Fato: Mineroduto de 482 km pode provocar falta de água no norte de Minas

Mídia Ninja, Região semiárida não comporta receber mineração; MP entrou com ação civil para suspender o licenciamento

Maíra Gomes, Belo Horizonte (MG)

O Norte de Minas Gerais é palco de disputa para a implantação do que pode ser o maior empreendimento de extração e transporte de minério da história da região. O projeto de mineração Vale do Rio Pardo, da empresa Sul Americana de Metais S/A (SAM), pretende construir uma mina para extração do minério de ferro no município de Grão Mogol, local onde o minério será também beneficiado, e  construir de um mineroduto de 482 Km de extensão, para o transporte para o porto de Ilhéus (BA). O projeto prevê um custo de R$3 bilhões. 

Durante audiência pública realizada na última quarta-feira (9) pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Ministério Público Estadual (MP) informou que ingressará com ação civil pública nos próximos 15 dias solicitando a suspensão do pedido de licenciamento ambiental, em trâmite no Ibama desde 2012. Se o pedido for aprovado, a SAM receberá uma licença prévia para iniciar as obras. 

O MP alega que, para se ter dimensão total dos impactos, é importante que o projeto seja avaliado como um todo, não de forma fragmentada. O EIA/RIMA apresentado pela empresa contempla apenas o mineroduto e o chamado Bloco 8, que tem possibilidade de exploração por 25 anos. No entanto, o projeto total ainda conta com outro bloco, o 7, não incluído no estudo de impacto.  Após ser questionado, o diretor de Relações Institucionais da SAM, Geraldo Magela, não garantiu que o Bloco 7 também não seria explorado nesses 25 anos.“Eles pedem um estudo menor pra ter mais chance de aprovar, mas pedem depois aditivos e vão dobrar a produção, o que vai causar um impacto ainda maior. Acho que a chance do MP ganhar é grande”, acredita o deputado estadual Rogério Correia (PT), que fez o pedido da audiência. 

Desperdício de água onde já não tem

O uso da água é o que mais preocupa a população local e os movimento sociais. Adair Pereira de Almeida, morador de Grão Mogol e militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), lembra que a região sofre com a estiagem, já que em nove meses do ano o nível de água dos rios e igarapés baixam significativamente. Ele explica que a mineração já utiliza uma quantidade tão grande de água que não deveria ser permitida a extração em regiões semiáridas, como é o caso do Norte de Minas. Com a implantação do mineroduto, que compreende o transporte do minério por canos através da água, seria ainda mais complicado. “O mineroduto vai enxugar a água. Quando chegar a hora da seca, a empresa não vai diminuir a produção porque está faltando água pra população. E as comunidades é que vão sofrer”, declara

.A empresa SAM já tem a outorga, ou seja, o direito de uso, de 6200 mm³/hora de água da Barragem de Irapé, localizada em Grão Mogol. O valor representa 14% de toda a capacidade de cessão da água da barragem, que está instalada no rio Jequitinhonha, um dos maiores da região, responsável por abastecer milhares de famílias e comunidades, que vivem basicamente da agricultura familiar. 

Na audiência pública, o diretor da empresa informou que a SAM pretende ainda construir outra barragem no local, no rio Vacaria. Dali deverá retirar a água necessária para cobrir as necessidades do projeto, além de ceder 4 mil mm³/hora para o governo investir em abastecimento humano e irrigação. No entanto, Adair afirma que a água dificilmente terá utilidade real, pois estará contaminada. “A água é contaminada na cava [local de extração do minério], quando alcança os lençóis freáticos, e também na barragem de dejetos. Apesar das proteções obrigatórias, sempre há problemas e falhas, o que causa a contaminação

Decreto pode retirar famílias

Em janeiro deste ano, o governo estadual publicou o Decreto com Numeração Especial 30, de utilidade pública, para “desapropriação de pleno domínio ou constituição de servidão” de terrenos nos nove municípios afetados pelo empreendimento: Águas Vermelhas, Berizal, Curral de Dentro, Fruta de Leite, Grão Mogol, Novorizonte, Padre Carvalho, Salinas e Taiobeiras. O decreto abre brecha para a desapropriação dos terrenos atingidos a qualquer momento. O deputado Rogério Correia afirmou que vai entrar com um projeto de lei na ALMG pedindo revogação do decreto.

Exploração: projeto de governo

O militante do MAB Pablo Andrade Dias afirma que o projeto Vale do Rio Pardo evidencia o projeto neoliberal em curso em Minas Gerais. “O papel do Estado tem sido facilitar e operar os interesses do capital internacional em Minas. E a mineração entra nesse bojo, de exploração e exportação do minério bruto. Isso não favorece o desenvolvimento industrial do país, apenas retira as riquezas do povo”, aponta. 

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/28142

Oposição em Campos: velocidade de lebre para responder provocação, velocidade de tartaruga para criar alternativa política viável a Anthony Garotinho

Eu raramento me dedico a falar da vida político-partidária em Campos dos Goytacazes. Aliás, faz tempo que acho a situação para o grupo do ex-deputado Anthony Garotinho anda tão “dominada” que ele mesmo raramente se ocupa de fazer o que o seu filho Wladimir fez recentemente, qual seja, enfiar o dedo na ferida dos vários agrupamentos que se pretendem oposição ao seu domínio na Prefeitura de Campos dos Goytacazes.

Mas eis que estou acompanhando uma saraivada de respostas tão rápidas quanto duras à previsão que o jovem Garotinho fez sobre a viabilidade eleitoral das candidaturas da dita oposição. Eu chego quase a ficar impressionado com tanta energia e ira que os diversos e múltiplos respondentes vem empregando para falar o contrário do que disse Wladimir Garotinho. 

O problema é que ao se andar pela cidade de Campos, como eu faço regularmente, o que eu vejo é uma profunda antipatia pelo governo estadual e uma aceitação tácita, ainda que muitas vezes desiludida, do fato que quem manda na política local é Anthony Garotinho.

Desta forma, há que se reconhecer a habilidade de Anthony Garotinho de nem precisar se expor ao debate local, deixando para a oposição a cargo daquele filho que nem candidato será. 

Mas o mais lamentável é que a oposição demonstre uma velocidade de lebre para responder a um simples prognóstico sobre chances eleitorais, e utilize a velocidade de tartaruga para apresentar um programa de ação política que nos retire da mesmice que mistura discursos virulentos com inação. 

Aliás, quem precisar se inspirar nas aflições que a maioria da população vive cotidianamente, basta marcar um ato público na Rodoviária Roberto Silveira. É que lá se misturam todos os dias milhares de trabalhadores que voltam para suas casas após longos dias de trabalho numa atmosfera onde não se sabe o que fede mais, o canal Campos-Macaé ou os banheiros da própria rodoviária.

Após um mês de greve, DCE monta acampamento para pressionar a reitoria da UENF

Após um mês de greve, o DCE da UENF montou um acampamento para manter a ocupação do pátio da reitoria. Apesar da carta assinada pelo reitor Silvério de Paiva Freitas se comprometendo a resolver os problemas do bandejão e do auxílio cota, o DCE/UENF estabeleceu o acampamento para pressionar não apenas para que as promessas sejam efetivadas, mas também para demandar uma resolução para o grave problema que é a falta de qualquer apoio para que os estudantes possam garantir condições dignas de moradia enquanto estudam na UENF.

Além disso, os participantes do acampamento aproveitaram para coletar água de um bebedouro disponibilizando no interior do prédio da reitoria que possui toda a aparência de que não está própriio para o consumo humano, um problema que é generalizado no campus Leonel Brizola. 

Abaixo imagens do acampamento e da água coletada pelos estudantes.

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Luiz Fernando Pezão, o (des) governador voador

A situação do uso de helicópteros de propriedade do Estado pela dupla de (des) governantes Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão é pública e notória, e já teve até um ato de (falsa) contrição pública quando até o cachorro Juquinha foi flagrado usando as aeronaves abastecidas com dinheiro público. Agora, a situação de Pezão chegou ao limite máximo da apropriação de recursos públicos para a auto-promoção de sua candidatura ao posto de (des) governador do Rio de Janeiro em outubro.  O uso dos aparelhos é tão descarado que até o O GLOBO preparou uma matéria para revelar a todos nós os números dessa farra.

E há que se lembrar que esses são os mesmos (des) governantes que afundaram os salários do funcionalismo público ao nível de piores do Brasil e vem promovendo uma política de remoções que beira a higienização social e racial na cidade do Rio de Janeiro. Isto sem falar nas festas com guardanapos na cabeça em restaurantes luxuosos em Paris!

Finalmente, a pergunta que se coloca é a seguinte: cadê o TRE, cadé o MPE? Ou será que a justiça eleitoral só vale para Lindbergh Farias e Anthony Garotinho?

 

Em 8 meses, Pezão fez 381 viagens de helicóptero

Desde agosto de 2013, ele esteve em 53% dos trechos voados em atos oficiais; no mesmo dia, foi a oito cidades

FÁBIO VASCONCELLOS E JULIANA CASTRO

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Governador Luiz Fernando Pezão sobe em helicóptero oficial<br /><br />
Foto: Fabio Rossi / O Globo

Governador Luiz Fernando Pezão sobe em helicóptero oficial Fabio Rossi / O Globo

RIO — No seu discurso de posse, feito há pouco mais de uma semana, ao assumir o governo do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB) afirmou para centenas de prefeitos e aliados políticos que comandará o estado com o “pé no barro”, como ele sempre gostou de ser conhecido. Mas a expressão, usada para afirmar a disposição de visitar todas as cidades, nos próximos oito meses, poderia ser substituída também por “pé nas nuvens”.

Um levantamento feito pelo GLOBO com base nas planilhas de utilização dos helicópteros à disposição do primeiro escalão do governo do estado mostra que Pezão, quando era vice-governador, mas já conhecido como pré-candidato do PMDB ao governo, esteve presente em 53%, ou 381 dos 719 trechos percorridos pelas aeronaves do governo entre agosto de 2013 e março deste ano.

Sérgio Cabral, então governador, esteve em apenas 30% dos trechos. Na média, é como se Pezão voasse para dois lugares quase todos os dias.

Foram muitos os destinos na Região Metropolitana, na Baixada Fluminense e no interior do estado. Houve casos em que Pezão chegou a ir a oito cidades num mesmo dia. Em 14 de janeiro deste ano, por exemplo, o então vice-governador deixou o heliponto da Lagoa e foi para Varre-Sai, Porciúncula, Natividade, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Quissamã, Carapebus, Conceição de Macabu, e depois voltou ao Palácio Guanabara.

Pelas planilhas, consta que Pezão foi às cidades assinar protocolos do programa Somando Forças, de repasse de recursos para obras de infraestrutura — responsável, somente este ano, por convênios com municípios que chegam quase a R$ 250 milhões.

O mês que Pezão mais utilizou as aeronaves foi janeiro passado: fez 84 trechos. No dia 27 daquele mês, o peemedebista foi a sete cidades do interior do estado e, no dia seguinte, a outras sete lançar o Programa Somando Forças.

Governo diz que dados sobre voos são transparentes

Pelas planilhas, setembro de 2013 foi mês com o segundo maior número de voos de helicóptero feitos por Pezão: foram 51 trechos. O volume de viagens nesse mês coincide com início das obras do Bairro Novo, que consiste em levar asfaltamento de ruas. O programa vai liberar, até o fim de setembro de 2014, antes das eleições, R$ 1,3 bilhão para 19 municípios da Região Metropolitana do Rio, que concentram 34% do eleitorado fluminense.

No discurso de posse no Palácio Guanabara, Pezão afirmou que milhares de ruas da Baixada não estão asfaltadas e que o seu plano é mudar esse cenário. Embora negue o uso eleitoral das aeronaves, a intensificação das viagens coincide também com a estratégia do PMDB e de aliados de tornar Pezão mais conhecido. Uma das medidas era assumir o governo no lugar de Cabral, a outra, colocá-lo para viajar pelo estado.

Em nota, o governo do estado afirmou que “o uso dos helicópteros do estado tem ocorrido de acordo com o decreto regulamentador e consta do site da Casa Civil”. Disse ainda que há “total transparência no uso de aeronaves”.

Tarefa de vistoriar obras

A nota acrescenta que Luiz Fernando Pezão exercia também, até o último dia 3, o cargo de coordenador de Projetos e Obras de Infraestrutura do estado. “Dentre as atribuições da função, estão vistoria, lançamento e inauguração de obras executadas nos 92 municípios do estado. Pela necessidade de deslocamentos ágeis, em função da agenda, os deslocamentos ocorreram em aeronave”.

Pelas planilhas do voos do governo do estado, Cabral continuou usando o helicóptero para ir nos fins de semana para sua casa em Mangaratiba com a família, sob o argumento de que era uma recomendação da Subsecretaria Militar. Sob o mesmo pretexto, Pezão também utilizou a aeronave, em março, para seguir de Piraí, cidade da qual foi prefeito e onde tem sua base política, para o heliponto da Lagoa. Os dois também usaram helicópteros do estado para percorrer trechos curtos, do Santos Dumont ao Palácio Guanabara.

As planilhas com a indicação dos voos e os respectivos passageiros passaram a ser divulgadas após a revelação de que Cabral utilizava aeronaves para deslocamentos curtos, como da Lagoa ao Palácio Guanabara, ou mesmo para viagens com a família para Mangaratiba. Diante da má repercussão, Cabral publicou no Diário Oficial, em 5 de agosto do ano passado. No dia seguinte, as informações passaram a ser divulgadas.

FONTE: http://oglobo.globo.com/pais/em-8-meses-pezao-fez-381-viagens-de-helicoptero-12181377#ixzz2yrO9lP2O