Exame: EBX nega uso de informação privilegiada por Eike na OGX

O grupo alega que a venda de ações questionada pela área técnica da CVM ocorreu porque as ações estavam comprometidas por dívidas vencidas

Mariana Durão, do 

Jonathan Alcorn/Bloomberg

O ermpresário Eike Batista

 A nota diz que “explicações cabíveis serão dadas à CVM com a apresentação da defesa e a instrução do processo administrativo”

 Rio – A EBX divulgou nota em resposta às notícias veiculadas a respeito do relatório de acusação em que a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indica que o empresário Eike Batista deve ser responsabilizado por uso de informações privilegiadas, manipulação de preços e prática não equitativa. O grupo afirma que “em nenhum momento houve má-fé ou uso de informação privilegiada pelo controlador da OGX”.

A nota diz que “explicações cabíveis serão dadas à CVM com a apresentação da defesa e a instrução do processo administrativo. O termo de acusação ainda será julgado pelo Colegiado da CVM”.

A EBX destaca que, “embora não estivesse obrigado a tanto”, Eike Batista se manteve no controle da OGX, com mais de 50% do capital total e votante, por acreditar no potencial da companhia. “Se tivesse acesso a informação privilegiada na época questionada e intenção de se valer disso, Eike Batista poderia ter vendido toda sua participação na OGX”, diz a nota.

O grupo alega que a venda de ações questionada pela área técnica da CVM ocorreu porque as ações estavam comprometidas por dívidas vencidas junto a credores da holding EBX. E afirma que “os recursos obtidos na venda foram destinados ao pagamento dessas dívidas”.

“Eike Batista foi o maior investidor individual na OGX, com o maior o volume de capital investido, e o acionista que mais restou prejudicado em função do insucesso do plano de negócios da companhia. A acusação formulada não resiste a uma análise criteriosa dos fatos e isso será provado no processo”, acrescenta o advogado Darwin Corrêa, sócio do escritório PCPC – Paulo Cezar Pinheiro Carneiro, encarregado da defesa do empresário no processo da CVM.

Na última sexta-feira, 11, a CVM informou que além da acusação contra Eike por “insider trading” na OGX há outros oito processos administrativos sancionadores envolvendo as companhias do grupo EBX em andamento. Eles podem levar o empresário e pelo menos outros 12 executivos e conselheiros do grupo a julgamento. A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) do órgão regulador toca ainda outras 13 investigações que, após concluídas, poderão levar à abertura de mais processos sancionadores.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ebx-nega-uso-de-informacao-privilegiada-por-eike-na-ogx

Valor: ONU aponta que emissão global de gases-estufa atingiu nível recorde

Por Daniela Chiaretti | Valor

global warming

 

BERLIM  –  As emissões globais de gases-estufa atingiram níveis recordes apesar das políticas existentes para enfrentar a mudança do clima. As emissões cresceram mais entre 2000 e 2010 do que em cada uma das três décadas anteriores, aponta relatório do IPCC, braço científico das Nações Unidas.

“O que está muito claro é o fato que a tendência de aumento das emissões de gases-estufa tem que acabar rapidamente. E que todas as sociedades têm que estar a bordo”, disse em alto e bom som o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC, esta manhã, em Berlim.

O sumário para formuladores de políticas sobre o relatório de mitigação da mudança do clima foi discutido, esta semana, por representantes de 195 governos e cientistas de 85 países. Trata-se do mais importante estudo sobre gases-estufa, volumes e estratégias de redução produzido no mundo nos últimos cinco anos.

Outra mensagem importante do estudo foi que a queima de combustíveis fósseis no transporte e nas indústrias respondeu por 78% do aumento total das emissões entre 1970 e 2010. A metade das emissões de gases-estufa provocadas por atividades humanas desde a revolução industrial aconteceram nos últimos 40 anos.

Aumento de temperatura

A boa notícia é que ainda é possível limitar o aumento da temperatura em 2°C até o fim do século se mudanças rápidas e drásticas acontecerem no setor de energia. O uso de combustíveis fósseis têm que ser reduzido fortemente. O uso de energias renováveis ou outras alternativas de baixa emissão — como nuclear ou queima de fósseis com sistemas que aprisionem carbono (conhecidas por CCS) –, têm que triplicar ou até quadruplicar até 2050.

O relatório diz que as promessas que os países fizeram em reuniões climáticas como a de Cancún, em 2010, são muito insuficientes, mesmo se seguidas à risca.

Ainda assim, é possível tentar manter o aumento da temperatura da Terra em 2°C até o fim do século, o que evitaria desastres naturais mais intensos do que já se têm hoje em todo o mundo. Para isso as emissões de gases-estufa têm que ser reduzidas de 40% a 70% em 2050 em relação aos níveis de 2010 e chegar em níveis perto de zero no fim do século.

O alemão Ottmar Edenhofer, um dos três presidentes do grupo de cientistas responsáveis por elaborar o relatório do IPCC, resumiu de forma simples e clara o que o estudo mostra: “As emissões de gases-estufa estão crescendo a um ritmo muito veloz, o crescimento econômico e o aumento da população são fatores que puxam esta tendência e na última década vimos um grande aumento no uso do carvão que se tornou mais barato.”

Pachauri completou que “uma das principais mensagens é que há uma necessidade sem precedentes de cooperação internacional. Não se vai conseguir nada individualmente”, disse. “A redução de gases-estufa não pode ser vista de maneira estreita, mas em um espectro largo. Políticas climáticas produzem muitos co-benefícios.”

Youba Sokona, cientistas de Máli e outro vice-presidente do grupo de trabalho, disse que “os formuladores de políticas têm que se responsabilizar sobre nosso futuro comum”. “Eles são os navegantes, têm que fazer decisões. Este relatório é um mapa amplo e claro em direção ao futuro.”

O alemão Edenhofer lembrou ainda que “as mudanças que a mitigação exige na economia serão enormes”. “Isso não quer dizer que a economia global tem que sacrificar seu crescimento econômico. Quer dizer que talvez tenha que atrasar um pouco esse crescimento.”

FONTE: http://www.valor.com.br/internacional/3515440/onu-aponta-que-emissao-global-de-gases-estufa-atingiu-nivel-recorde#ixzz2yndkUzbG

Debate para lançamento do filme “O Veneno está na mesa 2”

 

No próximo dia 16 de abril, o filme O Veneno está na Mesa 2 estreia no Rio de Janeiro. Será no Teatro Casa Grande, às 20h. Após a exibição, haverá um debate com o diretor, o membro da coordenação nacional do MST João Pedro Stédile, e com o pesquisador da Fiocruz e ex-gerente da ANVISA Luiz Cláudio Meirelles. A entrada é gratuita.

Sinopse:

Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. 

O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. 

Com este documentário, vem a certeza de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica?

  

POSTERIOMENTE AO DEBATE, O FILME SERA AMPLAMENTE DISTRIBUÍDO DE FORMA GRATUITA, PARA QUE TODOS MOVIMENTOS E ENTIDADES E TVs COMUNITÁRIAS POSSAM USA-LO  EM SUAS ATIVIDADES FORMATIVAS.

Duros com favelados e servidores públicos, Sérgio Cabral e Pezão foram muito generosos com construtoras na reforma do Maracanã

A nota abaixo saiu da coluna do jornalista Lauro Jardim e nem é preciso gastar muita energia mental para ver a abissal diferença entre o tratamento dado pela dupla Sérgi Cabral/ Luiz Fernando a longo dos últimos sete anos à favelados e servidores públicos e às grandes construtoras. A reforma do Estádio Maracanã é certamente apenas o topo de um imenso iceberg de gastos generosos com obras bilionárias.

TCU exige que Pezão cancele pagamentos a Odebrecht e Andrade Gutierrez por superfaturamentos na obra do Maracanã

maracanã

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro exige que o governo de Luiz Fernando Pezão cancele o pagamento de 67 milhões de reais para as construtoras Odebrecht e a Andrade Gutierrez referente à bilionária obra do Maracanã.

Os técnicos do tribunal encontraram sobrepreços em vários pontos da reforma do estádio. Flagraram irregularidades nos gastos com o reforço das arquibancadas e das rampas de acesso, além de custos exagerados com a limpeza por hidrojateamento das superfícies e o uso de revestimentos dispendiosos sem justificativa técnica.

O relatório ainda está sob análise dos conselheiros do tribunal. A reforma do Maracanã para a Copa do Mundo, inicialmente orçada em 705 milhões de reais, alcançou a marca de 1,2 bilhão de reais.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/tcu-exige-que-pezao-cancele-pagamentos-a-odebrecht-e-andrade-gutierrez-por-superfaturamentos-na-obra-do-maracana/

Pezão e a remoção da Favela Oi: foi feito o que tinha que ser feito

As imagens da ação violenta e desordenada da ação da Polícia Militar na remoção de centenas de pessoas pobres (incluindo crianças e idosos) mereceu do (des) governador Luiz Fernando Pezão, a seguinte frase segundo reportagem do Jornal O GLOBO (Aqui!): foi feito o que tinha que ser feito.

Agora cabe à população do Rio de Janeiro fazer o que tem de ser feito com Luiz Fernando Pezão nas próximas eleições, qual seja, jogar seu triste período de (des) governo na lata de lixo da história. É que em democracias minimamente consolidadas, o que não é o caso do Brasil e em especial do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão já teriam sofrido, no mínimo, um impeachment faz muito tempo. 

Frustrados com a falta de respostas para a questão da moradia, estudantes mantém ocupação da reitoria da UENF

IMG_9721

Se os membros da reitoria da UENF pensavam que o fim da greve de fome promovida pelos estudantes Luiz Alberto Araujo da Silva e Gustavo Frare do Valle significaria o fim dos seus problemas, melhor que pensem de novo! É que eu acabo de ser informado que os estudantes organizados do Diretório Central dos Estudantes da UENF decidiu manter o acampamento criado para suporte aos dois grevistas de fome por tempo indeterminado. Segundo um dos presentes no acampamento, a falta de sinalização para a solução dos graves problemas de moradia que afetam hoje centenas de estudantes enfrentam hoje não foi bem aceita, motivando assim a permanência da ocupação do pátio da reitoria.

Segundo o que me foi dito, os estudantes acampados estão necessitando doações de alimentos e água para poderem manter a ocupação e estão aceitando doações.

Em minha modesta opinião, os potenciais beneficiários de mais essa empreitada, que são os próprios estudantes, deveriam apoiar de forma decisiva a ação do seu DCE.

 

Convite para seminário ” Catadores, Lixo e Reciclagem na Nova Política Nacional de Resíduos Sólidos – desafios e perspectivas”

A pedido da Professora Érica Almeida da UFF/Campos divulgo abaixo o folder contendo a programação do Seminário “Seminário Catadores, Lixo e Reciclagem na Nova Política Nacional de Resíduos Sólidos – desafios e perspectivas” deverá ocorrer nos dias 29 e 30 de abril para discutir a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos e a sua implementação no município de Campos ds Goytacazes.

catadores 1 catadres 2

Brasil 247 e a pergunta que não quer calar: Cadê os direitos humanos?

No país da Copa 2014, o que há para os pobres? Repressão, tiros, bombas

O texto e fotos abaixo são do repórter Vladimir Platonow da “Empresa Brasil de Comunicação” e mostram como foi feita a desocupação de centenas de pessoas de um prédio abandonado da empresa telefônica OI.

E depois ainda vem a CUT anunciar que vai sair às ruas para defender a realização da Copa do Mundo da FIFA…..

 

Desocupação prédio da Oi

Por Vladimir Platonow

Quando a política de habitação de um governo é traduzida em tiro, porrada e bomba, algo vai muito mal. Tem muita diferença cobrir uma desocupação do lado da polícia ou da comunidade. Nesta sexta-feira, fiquei junto com os moradores do Rato Molhado, que me deram abrigo. Tive que fugir da PM para não ser preso por “desacato”, conforme gritava comigo um sargento e outros tantos, só porque eu estava fotografando a prisão de uma liderança e do colega Bruno, de O Globo. Sinceramente, a forma como a polícia trata os moradores das favelas é muito desumana e violenta. Isso é racismo social, sim.

desocupação 4 desocupação 3 desocupação 2 desocupação 1

Brasil 247: Eike fez acionistas de otários. Merece cadeia?