Reuters: CVM conclui que Eike usou informações privilegiadas em venda de ações da OGX, diz jornal

Reuters

SÃO PAULO, 11 Abr (Reuters) – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apurou que o empresário Eike Batista e administradores da antiga OGX (OGXP3), atual Óleo e Gás, sabiam da inviabilidade de campos da petróleo da companhia dez meses antes do mercado ser informado a respeito, publicou um jornal nesta sexta-feira (11).

Citando informações do processo a qual teve acesso, o jornal “Valor Econômico” disse que a CVM concluiu que o empresário vendeu ações da companhia nesse meio tempo, contrariando lei que proíbe a utilização de informações privilegiadas.

À autarquia, Eike alegou que as operações teriam sido feitas para saldar dívidas, disse o Valor. A CVM alega no processo que o empresário poderia ter se desfeito de outros ativos que não os papéis, acrescentou o jornal.

A CVM e a assessoria do grupo de Eike não puderam ser contatados de imediato para comentar o assunto.

Nesta semana, a CVM decidiu prorrogar o prazo de defesa do empresário para 14 de maio em processo no qual ele é questionado por manipulação de preços e utilização de informações não divulgadas ao mercado para negociar ações.

A petroleira, que foi a principal empresa do grupo EBX do empresário, entrou com pedido de recuperação judicial em outubro do ano passado, na sequência de uma aguda crise iniciada com a declaração da inviabilidade econômica dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, em julho.

No acumulado de 2013, a companhia teve prejuízo de R$ 17,4 bilhões. 

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2014/04/11/cvm-conclui-que-eike-usou-informacoes-privilegiadas-em-venda-de-acoes-da-ogx-diz-jornal.htm#fotoNav=13

Estudantes da UENF suspendem greve de fome após obterem compromisso assinado da reitoria

Os estudantes Luiz Antonio Araujo da Silva e Gustavo Frare do Valle decidiram suspender sua greve de fome após a reitoria da UENF apresentar um documento assinado pelo reitor Silvério de Paiva Freitas assumindo uma série de compromissos para atender a pauta do movimento estudantil. A carta abaixo assume compromissos com a abertura do bandejão e a equiparação da cota-auxílio com os valores pagos pela UERJ (o que significa passar de R$300,00 para R$ 400,00).

carta compromissoAgora se a reitoria da UENF acha que com essas concessões parciais vai encerrar o movimento estudantil, a declaração pública do Luiz Alberto Araujo que está no vídeo abaixo mostra que as perspectivas são exatamente opostas.

De toda forma, essa é uma vitória incontestável dos estudantes, e eu apenas lamento que o Luiz Alberto e o Gustavo tenham tido que se arriscar fazendo greve de fome para que a reitoria da UENF saísse de sua inércia a la Pôncio Pilatos.

 

Greve de fome de estudantes: Reitoria da UENF lava as mãos no melhor estilo Pôncio Pilatos

Eu não sei bem quem anda redigindo as manifestações oficiais da atual reitoria da UENF, mas a nota oficial (Aqui!) colocada no site da universidade para apresentar a posição oficial da instituição sobre a greve de fome sendo realizada por dois estudantes que protestam pela falta de uma real política de assistência estudantil é um primor do escapismo.
E apesar de ser ateu, eu tive minhas lições bíblicas ao longo do caminho e encontrei um personagem que me parece perfeito para descrever o conteúdo dessa manifestação oficial: Pôncio Pilatos!
Assim, que se chame essa manifestação oficial pelo nome que ela merece ter: A Carta de Pilatos!
E enquanto o reitor da UENF, Silvério Freitas, lava as mãos, os dois estudantes continuam esperando respostas de sua (des) admnistração. E, sim, ainda em greve de fome!

Porto do Açu: um berço de violações dos direitos dos trabalhores

Apesar de toda a propaganda de que o Porto do Açu agora “vai decolar e deixar o passado de problemas para trás”, a realidade acaba se mostrando bem diferente como bem mostra a matéria abaixo do jornalista Bruno Costa do site jornalístico “Quotidiano”.  Agora mais uma categoria em revolta por falta do cumprimento de seus direitos trabalhistas é a dos vigilantes privados que prestam segurança que trancaram a entrada do Porto do Açu.

Do jeito que vai outros “trancaços” vão acabar ocorrendo, e não seria surpresa se os calendários de cumprimento das obras atrasarem ainda mais. É o que dá manter o padrão de desrespeito aos direits básicos dos trabalhadores.

Eike Batista pode ter até saído da cena principal. Mas o “modus operandi” de suas empresas parece mesmo fincado pé no Açu.

 

Manifestação de vigilantes fecha entrada do Porto do Açu

Desta vez a categoria é de segurança da empresa Angel’s Vigilantes. Funcionários reivindicam direitos já que a empresa perdeu a licitação para continuidade dos serviços.

Bruno Costa,  bruno.costa@quotidiano.com.br
 

Mais uma mobilização de funcionários de empresas terceirizadas aconteceu na manhã desta quinta-feira (10) na entrada do Porto do Açu. Desta vez a categoria é de segurança da empresa Angel’s Vigilantes.

Segundo informações, a empresa perdeu a licitação para continuidade dos serviços e se recusa a pagar os direitos trabalhistas dos funcionários da região. Um dos relatos de funcionário diz: “Fomos ao Rio de Janeiro, na sede da empresa, e fomos maltratados. Queríamos receber o último pagamento e nos deram dez reais para alimentação e a passagem de ida, recolheram os crachás e nos mandaram de volta sem sequer pagar a passagem de volta”, acrescentando que as pessoas passaram mal com tamanha demora no atendimento. “Eles se recusam a fazer até mesmo acordo”, finaliza indignado. 

Estamos buscando contato com a empresa Angel’s Vigilantes.

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-865/manifestacao-de-vigilantes-fecha-entrada-do-porto-do-acu

Jornal Terceira Via: Vigilância Sanitária arquiva caso sobre caso coletivo de diarreia e vômitos em 100 funcionários do Porto do Açu

O Jornal Terceira Via publicou hoje uma matéria (veja abaixo) informando que o caso envolvendo a ida de mais 100 operários trabalhando nas obras do Port do Açu foi arquivado pela Vigilância Sanitária por não terem sido encontradas provas de contaminação na alimentação fornecida pela empresa “Vivace Alimentação”. 

Bom, até ai tudo bem. Mas a pergunta que me fica na cabeça é o seguinte: se não foi a alimentação fornecida pela Vivace, o que terá sido? Obra do acaso é que não foi.

Uma coisa certa, o proprietário da Vivace Alimentação deve ter respirado de alívio. Afinal, contaminação coletiva por comida contaminada é péssimo para os negócios. Aliás, quem é mesmo o dono da Vivace?

Análise de intoxicação de operários do Porto é divulgada

Mais de 100 funcionários deram entrada no Centro Municipal de Emergência Pedro Otávio Enes Barreto com sintomas de diarreia e vômitos

 A empresa Vivace Alimentação, responsável pelo fornecimento da alimentação dos funcionários do Porto do Açu, divulgou na tarde desta quarta-feira (9 de abril), o resultado do laudo sobre intoxicação ocorrido no dia 25 de março.

De acordo com a empresa, o resultado não constatou nenhuma contaminação nos alimentos.

Mais de 100 funcionários de duas empresas terceirizadas deram entrada no Centro Municipal de Emergência Pedro Otávio Enes Barreto, com sintomas de diarreia e vômitos. Na época, Agentes do Programa Saúde do Trabalhador e da Vigilância Sanitária do município apuraram as possíveis irregularidades por parte das empresas Carioca Engenharia e Armatek, onde atuam os trabalhadores, e, ainda, na Vivace Alimentação.

Como nada de irregular foi confirmado, a Vigilância Sanitária finalizou o caso. 

FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste_fluminense/45768/analise_de_intoxicacao_de_operarios_do_porto_e_divulgada

Mais um estudante da UENF se coloca em greve de fome para protestar contra o descaso do (des) governo do Rio de Janeiro.

Além do estudante de Agronomia, Luiz Alberto Araujo, que completou hoje 48 horas de greve de fome, mais um estudante aderiu ao protesto. O estudante do terceiro período do curso de Ciências Biológicas Gustavo Frare do Valle também aderiu ao protesto e parou de se alimentar para exigir o atendimento da pauta dos estudantes que, entre outras coisas essenciais, envolve a abertura imediata do bandejão e em preços acessíveis aos estudantes.

Segundo me informou o próprio Gustavo Frare, ele estava pensando em realizar o protesto, mas resolveu aderir agora não apenas para fortalecer o movimento de greve dos estudantes, mas também para prestar uma forma de solidariedade ativa ao seu colega do curso de Agronomia, Luiz Alberto Araujo.

Perguntei ainda aos dois se houve algum tipo de oferta de auxílio médico durante a realização do protesto por parte da reitoria da UENF e eles responderam que não. Eles ainda acrescentaram que não contavam mesmo com nenhum apoio da reitoria, e que até por isso eles decidiram por essa forma de protesto.

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Luiz Alberto Araujo (do curso de Agronomia) e Gustavo Frare do Valle (do curso de Ciências Biológicas) estão em greve de fome para pressionar o (des) governo do Rio de Janeiro a atender a pauta que orienta a greve dos estudantes da UENF: abertura do bandejão, aumento do valor das bolsas e concessão de auxílio-moradia.

E enquanto ocorre a greve de fome dos dois estudantes, o bandejão permanece paralisado e sem perspectivas de abertura!

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Manifestação unificada da greve UENF e FENORTE agita região central de Campos dos Goytacazes

Esta manhã de 4a .feira foi palco de uma grande manifestação que saiu do campus Leonel Brizola e percorreu toda a extensão da Avenida Alberto Lamego e chegou ainda até a Praça São Salvador que fica no coração da região central da cidade de Campos ds Goytacazes. Nesta que foi a maior manifestação política de rua em mais de uma década na cidade, membros das comunidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE).

Ao longo da passeata foram distribuídos materiais informativos sobre as demandas à população que, mais uma vez, respondeu de maneira positiva à manifestação dos grevistas. Esse tipo de resposta positiva é que deverá incomodar bastante os (des) secretários de governo e o próprio novo (des) governador Luis Fernando Pezão. É que está ficando cada vez mais público e notório o descaso com que a UENF e a FENORTE foram tratadas nos últimos 7 anos pela dupla de (des) governantes Cabral/Pezão.

Assim, quanto mais cedo o (des) governo do rio de Janeiro sair de sua posição de intransigência menor será o custo político e eleitoral que terá de pagar. Afinal, agora que a blindagem dada pela mídia corporativa está enfraquecida, Pezão terá que abrir a mão para os servidores, nem que não seja na proporção que Sérgio Cabral abriu para as grandes corporações e empreiteiras.

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JORNAL O DIA repercute ocupação da reitoria da UENF pelos estudantes

Alunos ocupam reitoria da Uenf

Universitários, técnicos administrativos e docentes da instituição estão em greve desde março. Estudante faz greve de fome

O DIA

Rio – Cerca de 20 alunos em paralisação desde o dia 17 de março ocuparam a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos dos Goytacazes, Norte do Estado, na manhã desta terça-feira. Foi colocada uma mesa em frente à entrada para impedir o acesso ao local, por volta das 7h. Entre as principais reivindicações está o funcionamento imediato do restaurante universitário e o aumento de 75% das bolsas de assistência estudantil e auxílio aos cotistas, ambos de R$ 300, atingindo o valor de R$ 525. Eles também pede a criação de moradia estudantil.

De acordo com Braullio Fontes, diretor geral do DCE Apolônio de Carvalho, várias reuniões entre Uenf e governo foram realizadas, mas os estudantes não foram convidados a participar de nenhuma delas. “Falta diálogo por parte do governo. Queremos uma solução definitiva para os nossos problemas”. Um aluno do curso de Agronomia, identificado como Luiz Alberto Araújo da Silva, iniciou na tarde de ontem uma greve de fome em apoio ao protesto e divulgou uma carta-manifesto. 

Alunos ocuparam reitoria da Uenf, em Campos

Foto:  Antonio Guzzo / Whatsapp O DIA

A reitoria da universidade reconheceu a legitimidade das reivindicações dos alunos e disse que trabalha para cumprí-las, mas depende de todos os trâmites legais para dar início ao funcionamento do Restaurante Universitário. Já foram iniciados os trabalhos referentes ao processo licitatório para a compra de equipamentos e utensílios para o restaurante.

A Uenf também disse que analisa internamente, junto à nossa Diretoria Geral Administrativa, a viabilidade do reajuste das bolsas. Segundo a universidade, havendo viabilidade financeira, a proposta será submetida aos colegiados competentes. A questão do auxílio moradia já é um tema de discussão interna dentro da UENF e a Reitoria tem tentado buscar alternativas para implementá-lo, disse a nota.

Alunos apoioam greve de técnicos e professores 

Aluno do curso de Agronomia da Uenf faz greve de fome

Foto:  Leitor WhatsApp O DIA

Braullio disse que os alunos estão juntos em apoio à greve dos técnicos administrativos e docentes da Uenf e servidores da Fenorte, que estão em greve desde os dias 20, 13 e 17 de março, respectivamente. Os estudantes apoiam as reivindicações das categorias. 

Está prevista para amanhã uma manifestação envolvendo as três frentes, saindo do campus da Uenf em direção ao Centro de Campos. Os servidores pedem revisão do Plano de Cargos e Vencimentos. Já os docentes pedem  

Os servidores da Fenorte (Fundação Estadual do Norte Fluminense) reivindicam a transferência do quadro de funcionários para a Universidade do Norte Fluminense (Uenf). O servidor Antonio Guzzo pede a transferência para que possam trabalhar e criticou o desperdício de dinheiro em salários e encargos para funcionários sem função. “O reitor da Uenf já solicitou nossa transferência, no entanto, até o momento, sem apoio do governo”, disse.

Em nota, o governo do Estado disse que está dialogando constantemente com representantes de todas as categorias envolvidas, apesar dos alunos dizerem o contrário. Quanto as reivindicações dos servidores, a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia disse que a concessão de reajustes e outros benefícios está condicionada ao fim imediato da greve e ao retorno à normalidade das atividades administrativas e acadêmicas. A secretaria aponta a paralisação como inoportuna.

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/educacao/2014-04-08/alunos-ocupam-reitoria-da-uenf.html

A “ocupação” da Maré

Por Cândido Grzybowski

O Complexo da Maré é um denso território onde vivem mais de 130 mil pessoas, auto-organizadas em dezesseis favelas. Estas existem porque seus moradores resistem à exclusão da cidadania e lutam pelo direito de ser parte da cidade do Rio de Janeiro. Mas será que a nossa cidade é republicana e democrática o suficiente para se estruturar segundo os direitos civis de liberdade e igualdade de todas e todos, sem discriminações, respeitando e valorizando a genial diversidade que nos caracteriza? Afirmo aqui o que muita gente do “asfalto” sente e pensa sobre o Complexo da Maré: um lugar perigoso, mas de passagem obrigatória, pois artérias fundamentais de mobilidade urbana – Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela – cruzam ou circundam o território. É simbólico que o Complexo da Maré seja também conhecido como “Faixa de Gaza”.

O fato é que a população do Complexo da Maré sempre dependeu mais de si mesma do que da atenção de políticas públicas, como é seu direito cidadão. Virou, por isto mesmo, presa fácil de milícias privadas e facções de traficantes, que estabeleceram a sua lei armada como norma para o conjunto e base para seu negócio. A Polícia, quando não conivente com o crime e dele tirando vantagens, sempre viu o território das favelas como espaço inimigo a ser simplesmente contido. A exclusão e segregação social e territorial das favelas com o asfalto erigiu muralhas simbólicas, mas fortemente armadas na nossa cidade. Parece que a política de segurança vigente é mais para proteger a cidade das favelas e seus habitantes do que garantir direitos iguais de segurança, de ir e vir, de não sofrer violência para todas e todos que compartimos a cidade do Rio de Janeiro.

Agora se anuncia a “ocupação” do Complexo da Maré com apoio da Forças Armadas. É bem simbólico ser “ocupação” o que poder público escolheu fazer nestas estratégicas favelas. Trata-se de “ocupação” real, com blindados, armamento pesado, helicópteros e todo o arsenal de guerra. Palavras são palavras, mas carregam intencionalidades, sentidos, transmitem concepções e são parte de modos de ver a realidade. No caso é “ocupação militar” de parte favelada da cidade, aquele lugar de nossa passagem obrigatória, e não “libertação” de território urbano de traficantes e milicianos para promover a cidadania. Trata-se de ocupar militarmente um território de 130 mil habitantes – que clamam por dignidade e justiça, por direitos de ser cidade também – para proteger outros, de fora das favelas. Aliás, não se esconde o tempo de duração da “ocupação” militar da Maré… até depois da Copa do Mundo de Futebol. É evidente que a lógica excludente e segregadora vigente em nada vai mudar neste curto período.

Digo e repito se for necessário: a decisão política de ocupar a Maré, acordada nos três níveis de poder do Brasil – governos municipal, estadual e federal – não visa libertar e promover a plena cidadania de 130 mil moradores do Rio vivendo no Complexo da Maré. Pode até significar um alívio e ser saudado por moradoras e moradores o fato de não ter que conviver no cotidiano imediato com traficantes e milicianos. Sorte que são as Forças Armadas a ocupar o território e não só a Polícia Militar do Rio. Mas que acontecerá após, quando a força de ocupação se recolher aos quartéis?

Mas tudo isto ainda pode ser mudado. A ideia de “pacificação” – melhor seria libertação – é uma grande proposta. Precisamos que nosso bem comum, a cidade do Rio de Janeiro e toda a Região Metropolitana, seja de fato um bem comum, de todas e todos, território de vivência plena da cidadania na nossa diversidade, sem discriminações e segregações, com dignidade e paz. Juntemo-nos para cobrar isto de nossos governantes. Esta é uma tarefa de todos que aqui vivemos. Devemos afirmar em alto e bom som que as favelas são cidade, são territórios de cidadania, que devem ser integrados à cidade e potencializados enquanto tais, naquilo que são e que seus moradores e moradoras reivindicam como legítimo direito. É pouco, muito pouco, simplesmente mudar de forças armadas para a ocupação dos territórios.

O clamor é por liberdade, participação, livre circulação, direitos por educação de qualidade, de saúde, de moradia, de lixo e esgoto recolhidos, de poder ter um endereço e anunciá-lo sem ser discriminado na rua, no trabalho, no órgão público. Ser favelado é ser uma pecha, mas sim ter uma identidade de quem sabe resistir e lutar por direitos. Acolhamos as favelas como força cidadã de transformação de nossa cidade em um território de convivência, compartilhamento e cuidado, bom de se viver para todas e todos. Temos importantes eleições neste ano para dizer que não queremos ocupações e sim libertações de privações, violências e negações de direitos, de privilégios de ricos e poderosos. Segurança sim, como direito de todo mundo, das favelas e do asfalto.

* Cândido Grzybowski é  Sociólogo e diretor do Ibase