Jornal Terceira Via repercute greve de fome de estudante da UENF

Estudante faz greve de fome em frente à reitoria da UENF

O aluno do curso de Agronomia, Luiz Alberto Araújo da Silva, está desde a tarde ontem sem comer. Outros estudantes planejam aderir a greve

Luiz Alberto morava no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e ingressou na universidade por meio das cotas destinadas aos estudantes negros. Ele quer chamar a atenção da sociedade para o descaso do Governo do Estado do Rio de Janeiro, não só com os professores e funcionários da instituição, mas também com os alunos.

De acordo com ele, por falta de recursos, a UENF não oferece alimentação – embora haja um bandejão na universidade -, não existem alojamentos ou auxílio moradia e o valor da bolsa de estudos é baixo, cerca de R$300. “Atualmente, a instituição não dispõe de condições mínimas para garantir a permanência dos estudantes. Todos estão muito insatisfeitos, alunos, professores e funcionários de modo geral. Por isso, muitos universitários são forçados a abandonar os estudos por causa das dificuldades que encontram”, alegou.
O estudante Gustavo Frare Ribeiro, que cursa Ciências Biológicas, é de Uberlândia e acabou de retornar de uma viagem. Ele afirma que também vai aderir à greve de fome. “Essa medida é necessária. Acredito que só a greve não será suficiente tamanho é o descaso do estado. Peço que a reitoria tome providências urgentes para que a gente não se prejudique ainda mais”, disse.

Outros alunos estão acampados em frente ao gabinete da reitoria.

FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/45656/estudante_faz_greve_de_fome_em_frente_a_reitoria_da_uenf

Estudante da UENF em greve de fome dá entrevista coletiva para explicar as razões do seu protesto

O estudante do curso de Agronomia da UENF, Luiz Alberto Silva, que se encontra em greve para demandar uma resposta imediata para as demandas da greve dos estudantes participou de uma entrevista coletiva nesta manhã, enquanto a reitoria permanece ocupada por um grupo de estudantes ligados ao Diretório Central dos Estudantes.

Segundo Luiz Alberto explicou a greve de fome é um gesto extremo para garantir sua permanência na UENF, visto que ele é o último de um grupo de cinco alunos cotistas que entraram no curso de Agronomia. Além disso, ele apontou que o valor do auxílio-cota de R$ 300,00 é insuficiente para que ele e outros estudantes carentes consigam arcar com todos os custos decorrentes da vida universitária.

Outro ponto específico de reclamação é a falta da abertura do bandejão que poderia permitir um alívio no custo de vida dos estudantes, mas cuja obra se arrasta desde 2008 e ainda sem uma perspectiva de quando o mesmo será finalmente inaugurado.

Abaixo algumas imagens da entrevista concedida pelo estudante em greve de fome.

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Estudantes continuam lacrando entrada e impedem realização de reunião na reitoria da UENF

O processo de lacramento da entrada da reitoria da UENF continua e com mais estudantes, servidores e professores chegando para dar apoio à manifestação. Uma primeira consequência desta ação dos estudantes foi a suspensão, ao menos temporária, da reunião semanal do Colegiado Executivo que, apesar de levar esse nome, é apenas um braço executivo da reitoria da UENF e que vem concentrando poderes excepcionais na gestão da instituição.

Abaixo mais imagens da situação formada pelos estudantes na entrada da reitoria da UENF nesta manhã de 3a. feira (08/04).

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Cansados da falta de respostas para suas demandas, estudantes lacram entrada da reitoria da UENF

Após verem suas demandas serem arrancadas da porta de entrada da reitoria, um grupo de estudantes lacrou esta manhã o acesso às dependências ocupadas pela administração da UENF. Os estudantes estão mobilizados por demandas como abertura imediata do restaurante universitário (bandejão), aumento do valor das bolsas acadêmicas e concessão de auxílio-moradia. Estas demandas são de conhecimento antigo da reitoria, mas até hoje permanecem sem solução ou, sequer, qualquer perspectiva de algo será feito para melhorar a situação da assistência estudantil. Há que se lembrar que os estudantes também pedem mais transparência no uso dos recursos enviados pelo Ministério de Educação e Cultura através do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAEST).

Entre os estudantes lacrando a porta de entrada está Luiz Alberto Araujo da Silva, do curso de Agronomia, que se encontra em greve de fome para protestar contra a falta de atendimento das demandas estudantis.

Abaixo imagens da porta de entrada da reitoria da UENF, onde os estudantes já foram abordados pelo vice-reitor Edson Correa da Silva que chegou para trabalhar e se viu surpreendido pela manifestação estudantil.

Mais informações sobre essa situação ao longo do dia de hoje.

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Estudante de agronomia começa greve de fome para cobrar soluções da reitoria da UENF e do (des) governo agora comandado por Pezão

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Cansado da inoperância da reitoria da UENF e do descaso do (des) governo do Rio de Janeiro em relação às demandas dos estudantes (as quais incluem a abertura imediata do bandejão, aumento da cota-auxílio e a concessão de um auxílio moradia), o estudante do curso de agronomia Luiz Alberto Araújo da Silva começou na tarde desta segunda-feira (07/04) uma greve fome por tempo indeterminado. 

Esta decisão já foi comunicado à reitoria da UENF durante a reunião do Colegiado Acadêmico (COLAC) que ocorreu hoje. Para formalizar as razões desta decisão extrema, Luiz Alberto preparou uma carta aberta se declarando em greve de fome, a qual já foi enviada para todos os deputados da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Abaixo segue o documento preparado pelo estudante Luiz Alberto, onde ficam expressas não só as demandas aprovadas na assembléia em que os estudantes decidiram entrar em greve, como também as razões pessoais para a adoção do gesto extremo da greve de fome.

 Vamos ver agora o que farão a reitoria da UENF e o (des) governador Luiz Fernando Pezão. No caso da reitoria, o contato com o Luiz Alberto poderá ser direto, visto que ele pretende conduzir sua greve de fome dentro do campus e bem próximo da reitoria.

 

CARTA ABERTA E DECLARAÇÃO DE GREVE DE FOME

Campos dos Goytacazes, 7 de abril de 2014   

UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Me chamo Luiz Alberto Araujo da Silva, tenho 20 anos, sou de origem humilde em uma favela do Rio de Janeiro, ingressei na Graduação em Agronomia na UENF como Cotista Negro, comprovando minha condição de carência junto a universidade. Sou o primeiro em minha família com oportunidade no ensino superior!

Recebo mensalmente 300 reais a título de COTA-AUXILIO e mais nada. A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro tem o Restaurante Universitario em processo de construção a 6 anos, por falta de recursos não fornece alimentação, temos um elefante branco. Não existem Alojamentos ou auxilio moradia para receber os estudantes que vem de outras cidades, sendo de nossa responsabilidade o custo de vida e de manutenção.

Neste momento estamos em Greve Estudantil, cobrando a assistência necessária a garantia da democratização do ensino superior, combate as desigualdades sociais e a afirmação das Cotas como instrumento de inclusão social. Pedimos o funcionamento imediato do Restaurante Universitário e a implementação de auxilio moradia aos que precisam, condições minimas para garantir a permanência dos estudantes!

Atualmente muitos são forçados a abandonar os estudos por canta das dificuldades, agora, o fantasma da evasão bate a minha porta. NÃO VOU DESISTIR, VOU LUTAR, VOU PERMANECER E CONCLUIR MINHA FORMAÇÃO NESTA UNIVERSIDADE PUBLICA.

Declaro GREVE DE FOME, exigindo da Reitoria UENF e do Estado do Rio de Janeiro providências urgentes na resolução dos problemas, esta e uma luta por todos os carentes que passam dificuldades e pelos que virão e tem o direito de encontrar condições favoráveis ao sucesso em seu caminho na educação pública.

 POVO NEGRO UNIDO, POVO NEGRO FORTE! NÃO TEME A LUTA, NÃO TEME A MORTE ! 

Fundação Oswaldo Cruz desmente Thyssen Krupp no caso da Companhia Siderúrgica do Atlântico

A Thyssen Krupp  (TK) que é investigada por causar danos ao ambiente e à saúde da população do Rio de Janeiro citou a Fiocruz de forma indevida em material institucional distribuído em audiência pública realizada recentemente para decidir o futuro da Companhia Siderúrgica do Atlântico.

Em resposta à TK , a Fiocruz  emitiu documento no dia 02.04.2014 esclarecendo que não assinou o relatório que desvincula a poluição gerada pela CSA das condições de saúde da população e questiona esse documento como resultado de uma auditoria de saúde.

O interessante é que esta auditoria de saúde é uma das exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que no dia 15 de abril.

Para acessar o documento encaminhado pelo Fiocruz ao Ministério Público do Rio de Janeiro, basta acessar o seguinte link:

 http://www.epsjv.fiocruz.br/upload/pdfs%20geral/Of021_2014_MPb_GrupMeioAmb_GAEMA_%281%29.pdf

Nota pela reitoria da UENF tem um só propósito: desinformar e criar confusão

 

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Silvério Freitas, reitor da UENF, e o (des) governador Luiz Fernando Pezão. Esta proximidade é que explica as ações da reitoria da UENF para desinformar e criar confusão sobre o real andamento das negociações para encerrar a greve geral que ocorre na instituição.

A reitoria da UENF lançou no final da tarde de 6a. feira uma nota intitulada “Reajuste de docentes e técnicos será enviado em maio à Alerj” (Aqui!) cujo conteúdo é tão dispare da nota lançada pela associação de docentes em seu blog  (Aqui!) que mais parece que aconteceram duas reuniões com os mesmos personagens, só que com enredos e finais completamente opostos.  

Essa aparente dissincronia se explica menos por problemas auditivos, mas mais pelo claro empenho da reitoria da UENF em cumprir o triste papel de interventora do (des) governo do Rio de Janeiro dentro da UENF.  Até agora a principal derrotada pela greve,  a reitoria da UENF continua no seu firme propósito de impedir ganhos substanciais por parte do movimento unificado que reúne os três segmentos da comunidade universitária. É que qualquer vitória substancial servirá para aumentar ainda mais o descrédito em que a gestão do reitor Silvério Freitas está imersa.

Assim ao em vez de se unir com a comunidade que o elegeu, Silvério e sua equipe se comportam como interventores dentro da UENF. Enquanto isso, questões básicas como a reposição das perdas salariais de servidores e professores, abertura do bandejão e elevação dos valores das bolsas acadêmicas continuam sem qualquer solução. 

Deste modo, o lançamento de uma nota que desinforma e serve apenas para criar confusão é apenas a repetição de um padrão que está estabelecido dentro da reitoria da UENF desde que lá adentrou o grupo que controlou as últimas três gestões.   Por isso é tão importante que se tenha conseguido avançar no processo de superação das divisões que foram propositalmente criadas para desunir professores, servidores e estudantes.  

Agora, se a intenção de emitir esta nota era enfraquecer o movimento de greve, o clima dentro do campus Leonel Brizola nesta segunda-feira (07/04) já mostrou que esta finalidade não foi alcançada, e a greve continua firme e forte. E mais do que isso, com todos os segmentos se preparando para novas atividades de natureza unificada para pressionar o (des) governador Luis Fernando, o Pezão.

Reitoria da UENF age com velocidade inédita… só que foi para calar as demandas estudantis

A reitoria da UENF não é exatamente um primor de velocidade quando se trata de resolver problemas básicos que afetam o funcionamento da instituição. Aliás, uma das causas da atual greve é a velocidade de cágado com que a reitoria encaminhou suas tratativas com o (des) governo do Rio de Janeiro. Tanto isso é verdade é que foi só apenas após a deflagração da greve que os representantes do (des) governo Pezão (ex-Cabral) começaram a se mexer.

Agora, num gesto de velocidade inédita para quase 3 anos de profunda letargia, a reitoria da UENF agiu em velocidade digna do personagem “Flash” para arrancar as demandas estudantis que estavam afixadas na sua porta de entrada (basta comparar as duas imagens abaixo).

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Mas até ai nenhuma novidade nessa prática autoritária. É que sempre age de acordo com os interesses do (des) governo do Rio ode Janeiro não iria aceitar esse tipo de questionamento na sua porta de entrada. O problema é que a partir desta ação, a reitoria da UENF deveria se preparar para a reação dos estudantes. Mas tem gente que nunca entende que negociar e aceitar demandas é sempre preferível à reprimir e ignorar. A ver!

Ponta Grossa do Fidalgos: secretário de Pesca e Aquicultura de Campos presta informações sobre remoção de vegetação

Recebi na forma de comentário, mas estou publicando como postagem um retorno que foi dado pelo secretário municipal de Pesca e Aquicultura, Sr. Carlos Henrique Costa de Souza, à questão afetando o cotidiano dos pescadores de Ponta Grossa dos Fidalgos.

Eis o que disse  secretário Carlos Henrique:

“Caro amigo Pedlowski, boa noite, sou Carlos Henrique, então secretário de Pesca do município, estamos mobilizados com as secretarias de Defesa Civil e Agricultura para tentarmos resolver este problema, pois através de estudos técnicos chegamos à conclusão que nossa estrutura de serviços, não é o bastante para desenvolver o serviço correto. Estamos acionando também o INEA que é o órgao responsável por estas limpezas. Toda responsabilidade neste sentido é do INEA, Estamos dispostos a cooperação para resolver estes problemas. Atenciosamente, Carlos Henrique, secretário de Pesca e Aquicultura de Campos.”

Agora vamos esperar que o planejamento saia do papel e se materialize nas intervenções que os pescadores estão necessitando de forma urgente para realizar o seu trabalho! Aliás, problema esse que se arrasta desde o início de 2013!

Mas a informação de que o INEA é o órgão com toda responsabilidade pelo problema talvez explique, ao menos parcialmente, o que está acontecendo em Ponta Grossa dos Fidalgos. É que estrutura para trabalhar que é bom, o pessoal do INEA tem mesmo é na área de licenciamento ambiental “Fast Food”, que tanto interessa a grandes corporações econômicas. Já para atender populações tradicionais como é o caso dos pescadores, ai a coisa vai, digamos, bem mais lenta. 

Pescadores de Ponta Grossa dos Fidalgos reclamam de abandono por parte da Prefeitura de Campos

Silesio Correa

Acabo de receber uma mensage do Prof. José Colaço do  Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional da UFF/Campos, e que há mais de uma década realiza pesquisas antropológicas com a comunidade de pescadores da Lagoa Feia, especialmente em Ponta Grossa dos Fidalgos.

Vejam o que me escreveu o Prof. Colaço acerca do problema que está atrapalhando em muito a labuta diária dos pescadores de Ponta Grossa dos Fidalgos:

 

“Pedlowski,

Quero tentar “resolver” uma questão e queria saber se você pode me ajudar. Esta semana estive em Ponta Grossa dos Fidalgos e os pescadores reclamaram muito da falta de assistência que a Prefeitura de Campos está dando para eles.

Explico: de acordo com eles, nos últimos meses o vento sul soprou mais forte do que o comum e trouxe muita vegetação de outras partes da Lagoa Feia para frente de Ponta Grossa. O resultado é que eles estão com muita dificuldade de sair todos os dias com os barcos para pescar, e como a vegetação está bem em frente aos portos eles tem que parar os barcos praticamente fora de Ponta Grossa em uma fazenda vizinha. O deslocamento – como você imagina – dificulta ainda mais o trabalho porque que eles tem que levar os apetrechos de pesca e voltar com os isopores e caixas cheios de peixe em uma caminhada que, para alguns, pode chegar a até 3 km.

Tudo isso é para te perguntar se você tem algum contato na Secretaria do Ambiente ou mesmo de Obras (não sei se é assim) porque o que eles precisam é que a Prefeitura envie uma máquina para limpar esta vegetação e liberar o acesso pelos portos deles. eu gostaria de interceder a favor deles, mas não sei os canais institucionais para este caso.

Você tem como ajudar? se não tiver, obrigado pela atenção mesmo assim. abraços, José Colaço”

A minha reação a essa situação tão esdrúxula quanto inaceitável é a seguinte: será que algum leitor do blog poderia fazer chegar aos ouvidos ou olhos de alguém nas várias secretarias que poderiam solucionar o problema afligindo os pescadores de Ponta Grossa dos Fidalgos? É que essa  comunidade cumpre um papel tão fundamental em nossas existências ao prover alimentação a troco de quase nada que me parece descabido que eles não recebam um mínimo de assistência do poder público municipal.