Uma imagem desmente litros de tinta usados contra a candidatura de Lindbergh Farias

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A imagem acima foi produzida na cerimônia realizada hoje no Aeroporto Internacional do Galeão para celebrar a privatização branca daquele importante terminal. Uma nota que foi disseminada à exaustão para desacreditar a situação da candidatura de Lindbergh Farias ao governo estadual diz que a ausência do mesmo seria uma mostra de isolamento do senador petista.

Agora, me digam se as caras de Dilma Rousseff, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão estão mais para alegria de aliados vencedores ou amigos em profunda e extrema dificuldade?

Pelo que se vê, toda a tinta gasta contra Lindbergh Farias não está trazendo felicidade para a dupla Cabral/Pezão, Também pudera, Lindbergh é o cara a ser batido, e a situação de Pezão está cada vez mais complicada. Como se sabe, uma nova rodada de pesquisas sobre a avaliação do (des) governo Cabral apontou uma incrível piora. É que o pessoal de Cabral e Pezão achavam que o pior já tinha passado. Mas numa excelente lembrança da primeira lei de Murphy, a situação dos dois não está tão ruim que não possa piorar ainda mais.

E ai a disputa poderá se resumir a ver quem vai disputar o segundo turno com Lindbergh: Crivella ou Garotinho.

Dai as caras sombrias na imagem acima!

Seguindo os passos da UENF, professores da UERJ se preparam para a luta pela reposição das perdas salarias

12 anos sem reajuste: Assembleia debate paralisação por recomposição dos salários

O último reajuste por perdas inflacionárias nos salários dos professores da Uerj data de julho de 2001, tendo se estendido o pagamento até meados de 2002. Naquele ano, após uma intensa greve, com direito a acampamento no Palácio Guanabara, foi conquistado um percentual de 26, 82% de reajuste salarial. Dez anos depois, em 2012, quando a recomposição dos salários era uma das principais reivindicações do movimento grevista na universidade, a defasagem já estava acumulada em 64,16% (hoje, próxima aos 80%). A greve acabou após uma promessa do líder do governo de reverter este disparate (foto).

Desde então, sem nenhuma ação governamental, apesar das inúmeras investidas da Asduerj, essas perdas só se avolumaram. A situação – gravíssima para os docentes em atividade, que têm as conquistas com a DE e com as promoções na carreira corroídas por um cenário de inflação crescente – ganha uma feição dramática para os aposentados não contemplados com os ganhos recentes.

Não se pode mais conviver passivamente com este quadro. Nesta quinta-feira, 3/4, a campanha salarial estará mais uma vez em pauta. Em assembleia, os docentes estarão convidados a buscar uma saída para a reparação de mais de uma década de perdas. Em pauta a proposta de uma paralisação que chame a atenção para esse descaso do governo com a universidade.

Estarão também em pauta a incorporação do Adicional da DE na aposentadoria e a situação dos professores substitutos. Participe!

Assembleia Docente – quinta-feira, 3/4 – 14 h –

Auditório 11 do Pavilhão João Lyra Filho, Maracanã.

Foto de Asduerj - Associação dos Docentes da UERJ.
Foto de Asduerj - Associação dos Docentes da UERJ.

(Des) governo Cabral é dobrado pela força da greve da UENF e aceita começar processo de negociação

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Qualquer servidor público fluminense que já teve que ir à luta em busca de melhores salários sabe que o (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão além de ter arrochado salários ao extremo, não tem muita disposição para dialogar. Pior ainda é quando uma determinada categoria decide entrar em greve. Além das experiências de repressão explícita com nos casos de bombeiros e professores, a máxima desse (des) governo é “só negocio se sairem de greve”. E o pior, como bem sabem os professores da UENF, sair de greve é normalmente a dica para mais desrespeito e procrastinação por parte de Cabral e seus (des) secretários. Aliás, esse (des) governo só é rápido mesmo quando se trata de atender as demandas de grandes grupos econômicos. Ai Sérgio Cabral e Pezão são só amor.

Pois bem, após 21 dias de uma greve que reúne todos os segmentos da comunidade universitária da UENF e que já ganhou repercussão nacional, o (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Pereira, está tendo que descer do seu altar de intransigência e se reunir com o comando de greve dos professores para retomar um processo de negociação que já foi suspenso duas vezes, após a aceitação da chantagem “ou sai de greve ou não negociamos”.  A questão é que dessa vez, os professores não estão dispostos a esta demanda que só implicou na necessidade de fazer novas greves. 

De toda forma, essa reunião que deverá ocorrer nesta 5a. feira (03/04) já é uma primeira vitória do movimento de greve. Afinal, a reunião acontecerá com os professores dos dois campi da UENF (Campos e Macaé) firmemente em greve, mas também nas ruas realizando atividades políticas que servem não apenas para expor a miséria salarial que foi criada pelo (des) governo Cabral, mas principalmente para renovar um diálogo sempre necessário com a população que é a principal interessada na existência de uma universidade pública, gratuita e de qualidade.

E é bom que o (des) governo do Rio de Janeiro saiba que dessa vez não serão ameaças vãs que vão acabar com a esta greve. Esta vai ser a hora de negociar uma solução duradoura para a UENF. Ou é isso ou a greve vai continuar.

Chamem o BNDES! OGX teve prejuízo de R$ 17,4 bilhões em 2013

A Folha de São Paulo publicou hoje matéria dando conta que a OG(X), do ex-bilionário Eike Batista, teve apenas em 2013 um prejuízo da ordem de R$ 17,4 bilhões (Aqui!). O mais interessante é que uma das principais causas desse desempenho desastroso foi a rescisão de contrato com a OS(X), outra empresa da franquia “X” que, com a OG(X), se encontra hoje em recuperação judicial (no meu tempo de bancário isso se chamava concordata).

Agora o meu medo é que em nome da falida ideia dos “campeões nacionais”, algum esperto do (des) governo Dilma resolva usar o BNDES para ajudar o amigo Eike em dificuldades Batista. A ver!

Águas do Paraíba anuncia temporada de caça aos gatos. Mas tratar o meu esgoto que é bom…..


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A concessionária “Águas do Paraíba” está anunciando uma temporada de caça aos gatos na cidade de Campos. Mas os amantes dos felinos não precisam se preocupar porque o gato que preocupa os operadores da concessionária são as chamadas ligações clandestinas que diminuem um pouco as já astronômicas taxas de lucro que a “Águas do Paraíba” obtém na cidade de Campos dos Goytacazes para grande satisfação dos que ganham dinheiro publicando a sua propaganda de empresa que nos oferece água de boa qualidade.

Até ai tudo certo, pois grandes corporações estão sempre atrás de aumentar suas estrondosas taxas de lucro, pois afinal esse é o jogo que elas entendem. Agora o que eu também gostaria de saber é quando o esgoto que me é cobrado religiosamente no mesmo valor da água que eu consumo começará a ser tratado. Afinal, se eu pago pelo serviço, nada mais justo que ele seja realizado. Ou não?

E falando em tratamento de esgotos, uma coisa que anda me intrigando é porque depois de ter sofrido por meses a fio com a instalação de um novo sistema de coleta, o trecho em que vivo na Avenida Sete de Setembro exala um cheiro tão forte quanto aquele que sinto toda vez que chego nas proximidades da Aeroporto do Galeão! Afinal, não havia esse cheiro antes da obra!

Sérgio Cabral transforma cerimônia da FAPERJ em palanque para Pezão e expõe a miséria da ciência fluminense

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No dia de hoje (01/04), o (des) governador Sérgio Cabral usou de forma descarada uma cerimônia de entrega de termos de outorga de projetos de pesquisa da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) (que reuniu pouco mais de 500 pesquisadores fluminenses) para fazer palanque eleitoral para o vice (des) governador Luiz Fernando Pezão.  Sem maiores cerimônias, Cabral apresentou os números dos investimentos feitos em ciência e tecnologia ao longo de seus 7 anos de governo, e que deveriam deixá-lo rubro de vergonha. Segundo Cabral, em seu (des) governo foram investidos cerca de R$ 2,1 bilhões de reais na FAPERJ, o que daria cerca de 300 milhões anuais e míseros R$ 25 milhões mensais.

Apenas para vias de comparação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP) teve um resto de caixa apenas em 2012 de R$ 1,02 bilhão. Já a Universidade de São Paulo (USP) teve apenas em 2013 um orçamento alocado de R$ 4,03 bilhões (Aqui!). Por comparação,  a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) precisaria de mais de 20 anos para chegar ao mesmo montante do que a USP recebeu apenas em um.

Quanto a Pezão, o que ele já deve saber é que vai precisar dar uma pronta resposta às demandas dos três segmentos da comunidade universitária da UENF que estão hoje em greve justamente pela situação calamitosa que o (des) governo de Sérgio Cabral causou nas três universidades fluminenses.

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Mas a cerimônia que já beirava o constrangedor teve um ápice surpreendente quando uma mãe invadiu o recinto da cerimônia para cobrar respostas de Sérgio Cabral sobre o ocorrido com o seu filho.  Um novo Amarildo era a última coisa que Cabral deveria querer no palanque de Pezão. Mas as coisas nem sempre saem como os (des) governantes planejam. Felizmente!

Eu fico imaginando onde andam o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que ainda não tomaram nenhuma medida crível para parar esses eventos de campanha eleitoral fora de época que Sérgio Cabral para tentar alavancar a patinante candidatura de Pezão. Ou será que eles só se preocupem com os brindes de Anthony Garotinho e as propagandas de Lindbergh Farias?

Finalmente, pensando bem, como hoje é Primeiro de Abril, vai ver que Sérgio Cabral quis apenas pregar uma mentira a mais.

Porto do Açu: dragagem avança e junto com ela areia e água salgada

Ontem (31/03) falei aqui no blog de uma perícia judicial que seria feita numa propriedade rural no V Distrito de São João da Barra na chamada “Estrada da Figueira”. Uma pessoa que estava presente nessa perícia me enviou imagens da área e informações de que a areia depositada nos limites da área avaliada estaria se espalhando pela região por causa da ação dos ventos. Como essa é uma areia salgada, os danos ao ambiente e às atividades humanas acaba se tornando inevitável.

Mas há outra faceta agravando a situação que é o avanço do processo de dragagem para a construção de um canal de adução para os terminais do Porto do Açu que estão sendo construídos na área continental. Segundo me foi informado está ocorrendo afloramento de água salgada nas áreas vizinhas às obras, o que termina inviabilizando não apenas as práticas agropecuárias, mas até a realização de perícias judiciais.

Agora é que eu me pergunto: por onde andam os órgãos ambientais como INEA e IBAMA? E por que não ouvimos nada por parte da Prumo que agora é a proprietária do Porto do Açu e responsável pelas obras de conclusão do empreendimento?

Para não deixar dúvidas, posto abaixo algumas imagens da área que foi avaliada ontem e que foram tiradas sob os olhos vigilantes de vários seguranças privados. A verdade é que nada ou quase nada mudou no Porto do Açu após a saída de cena de Eike Batista. E querem saber, isto não me surpreende nenhum pouquinho!

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Abaixo a ditadura!

Tendo vivido os 21 anos de ditadura vejo a lamentável reedição de seus métodos e práticas todos os dias. Os mais pobres são os que sentem o peso do extermínio, da tortura e da opressão psicológica. Ainda que a ditadura de 1964 não tenha inventado essas práticas, com certeza seus agentes as levaram para requintes de sadismo e perfeição. Além disso, a herança da corrupção das assembleias legislativas e do congresso nacional também persistem. E tudo isso para quê? Para manter intacta os mecanismos de concentração de riqueza que nos deixa na posição lamentável de uma das nações mais desiguais do planeta, em que pese sermos também detentores de grandes reservas de minerais estratégicos e um imenso estoque de terras agriculturáveis. 

Por isso tudo é que devemos lembrar de cada aniversário do golpe militar de 1964 para poder fixar as reais tarefas que ainda persistem por serem resolvidas no Brasil.

Abaixo a ditadura militar!

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Nova perícia no V Distrito deverá aumentar exponencialmente os problemas da CODIN

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O dia de hoje (31/03) poderá trazer um duro golpe sobre as nebulosas desapropriações realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) para beneficiar o ex-bilionário Eike Batista na construção do Porto do Açu. É que está programada para esta manhã a realização de uma nova pericia de uma propriedade rural de localização central na chamada “Estrada da Figueira”, e que deveria aumentar bastante os custos da desapropriação realizada pela CODIN.

Um detalhe que deverá aumentar o custo financeiro é a invasão de areia vinda do aterro hidráulico construído pela LL(X) e que hoje torna a propriedade praticamente inviável para a prática da agricultura, o que tornaria a vida do agricultor desapropriado ainda pior se a justiça resolvesse simplesmente suspender a desapropriação.

Agora é só esperar para ver qual será o tamanho do prejuízo da CODIN, pois do proprietário expropriado já se encontra na casa do incalculável.

 

Prumo propagandeia herança positiva, mas esquece dos malfeitos da LL(X)

A Prumo, sucessora da LL(X), está tentando vender uma imagem positiva de responsabilidade ambiental, enquanto se desvencilha da herança maldita da sua antecessora. Esse é o caso do suposto programa de recuperação da vegetação de restinga que já teria produzido 7000 mil mudas, das quais 400 mil já teriam sido plantadas na RPPN da Fazenda Caruara (Aqui!). A primeira coisa que a Prumo deveria informar à sociedade que se esses números forem efetivamente reais, a empresa não estaria fazendo mais nada do que a sua obrigação, pois as obras do Porto do Açu causaram uma devastação sem precedentes na maior área contínua de vegetação de restinga do Brasil e, talvez, do mundo.

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Mas como participei de um projeto de recuperação vegetal na Amazônia por quase 20 anos, eu sei bem que mais importante do que informar o número de mudas plantas é mais importante informar a taxa de mortalidade das mesmas após o processo de plantio. O fato é que recuperar vegetação é um trabalho árduo e cheio de surpresas negativas. É que dependendo de qualidade de muda, manutenção de viveiros, manutenção de áreas de plantio e condição prévia dos solos, as taxas de mortalidade podem chegar a 100%. Assim, produzir e plantar mudas, ainda que passos necessários, pode significar absolutamente nada em termos de recuperação efetiva da cobertura vegetal.

Além disso, se não estiver ocorrendo um monitoramento fitopatológico nos viveiros haveria sempre a chance de que as mudas possam estar doentes, e quando plantadas servirem para difusão de doenças que podem acabar resultando numa eliminação em massa dos bancos vegetais naturais. Em outras palavras, propagandear um programa de mudas pode se equivaler a nada, absolutamente nada. Ou pior, pode significar a extinção do que já estava na Natureza.

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Agora, esse tipo de informação incompleta é complementada pela contínua negativa da Prumo em assumir as responsabilidades de sua antecessora em questões sensíveis como a da salinização causada pelo aterro hidráulico construído pela LL (X) e a das rumorosas desapropriações promovidas pelo (des) governo Cabral e pagas pela Grussaí Siderúrgica do Açu que era uma subsidiária da LL (X) e que hoje pertence por herança à Prumo. Assim, como na reportagem recente feita pelo jornal mineiro O TEMPO, a Prumo defere responsabilidades e se isenta de assumir o passivo que herdou da LL(X) (Aqui!).  Assim, me perdoem os donos estadunidenses da Prumo, anunciar plantio de mudas é como colocar band-aids em um paciente com câncer de pele.