Estudantes da UENF inauguram bandejão com assembléia para decretar sua greve

Como eu já havia previsto, o angu de caroço criado pelo (des) governo de Sérgio Cabral está engrossando no campus da UENF. Hoje pela manhã houve a inauguração da greve da FENORTE com um expressivo ato em frente do prédio que é compartilhado com a reitoria da UENF.

greve fenorte

Mais tarde foi a vez dos estudantes finalmente inaugurarem o bandejão que está sendo construído desde 2008 não para se alimentar, mas para realizar uma assembleia onde decidiram, também por unanimidade como já haviam feito os professores, entrar em greve, como mostra a imagem abaixo.

greve estudantil

Assim, quem esperava usar a contrariedade inicial dos estudantes com o movimento dos professores vai ter que repensar suas estratégias para tentar tirar a legitimidade das ações que as diferentes categorias que compõem a comunidade universitária da UENF estão realizando neste momento para arrancar um tratamento digno por parte do (des) governo Cabral.

O próximo passo será a unificação de todos os grevistas para aumentar a pressão e obter demandas que podem variar, mas que colocam em xeque a política arrasa quarteirão com que a dupla Cabral/Pezão vem impondo na UENF há mais de 7 anos. Agora vamos ver como eles vão reagir!

Campus da UENF: um lugar que ainda dará muita dor-de-cabeça ao (des) governo Cabral/Pezão

A forma pela qual o (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral/Pezão vem tratando as universidades estaduais já deveria ter criado grandes problemas. No entanto, dadas as articulações e submissão das reitorias, a justa reação das comunidades universitárias foi contida dentro dos muros universitários. No caso da UENF, houve ainda uma ação diligente para criar clivagens que dificultassem a unidade entre professores, servidores e estudantes. Apesar disso, ao longo dos últimos sete anos ocorreram uma série de momentos em que parecia que o controle que o (des) governo Cabral/Pezão mantinha sobre a UENF iria desabar, sem que isto se materializasse.

Esse tipo de contenção aparentemente acabou criando uma situação de extremo conforto para a dupla Cabral/Pezão, o que ficou refletido no encurtamento contínuo do orçamento anual da UENF, e um impressionante processo de depreciação dos valores dos salários dos servidores. Para os estudantes sobrou a falta de questões básicas como a finalização da obra do bandejão e de qualquer forma de assistência para a moradia estudantil.

Agora com a entrada em cena dos servidores da FENORTE que junto com os professores da UENF decidiram entrar em greve, a conjuntura que está se formando é de um verdadeiro caldeirão de demandas, visto que os servidores técnico-administrativos também sinalizam para a greve. De quebra, os estudantes também já parecem ter tomado a decisão de avançar o seu processo de reivindicações, o que poderia desaguar numa inédita greve estudantil na UENF.

Para Sérgio Cabral que está praticamente entregando o poder essa conjuntura na UENF pode representar pouco ou quase nada, mas para Luiz Fernando Pezão, a situação que está se montando na UENF pode ter implicações catastróficas não apenas na região Norte Fluminense, mas em todo o Rio de Janeiro. É que a UENF não está apenas sediada no berço político de Anthony Garotinho, mas possui hoje um reconhecimento nacional em termos da excelência de seus cursos de graduação e pós-graduação. Assim, a repercussão deste tipo de movimento que historicamente ficou restrito ao âmbito regional poderá, desta vez, extrapolar os limites do Norte Fluminense.

O interessante é que dotar a UENF de um orçamento decente, pagar salários compatíveis para seus professores e servidores, bem como dotar a instituição de um modelo qualificado de assistência estudantil custaria muito pouco. Mas a opção feita foi pelo sucateamento e pelo sufoco orçamentário. Talvez agora a dupla de (des) governantes venha a pagar um preço político salgado, já que a paciência no campus Leonel Brizola parece ter se esgotado, o que poderá gerar cenas políticas que cedo ou tarde, talvez mais cedo do que tarde, vão ser mostradas pelos que querem o lugar de Pezão no Palácio Guanabara. A ver!

Mais uma Reunião do Comitê Central da Burguesia

A história acontece novamente. E como sabemos todos, a tragédia vira farsa. Sai Dilma, entra Mantega. Sai a pompa da sala de reuniões presidencial do Palácio do Planalto e entra a representação do Ministério da Fazenda em São Paulo. Tal qual março de 2012, o março de 2014 está presenciando mais uma infindável peregrinação do governo do PT ao altar de Mamon.CCBX

 Como os leitores deste blog Cem Flores já devem ter percebido, trata-se de mais uma rodada de reuniões entre o governo petista e a burguesia brasileira. A burguesia determina quais as medidas cabe ao seu governo implantar, visando ampliar a acumulação do capital e as taxas de lucroO governo de plantão trata de encontrar as formas institucionais de cumprir as determinações de seus patrões. Uma análise concreta e exemplificativa desse fato está no nosso post “Como o Comitê Central da Burguesia Decide as Medidas de Política Econômica” (http://cemflores.blogspot.com.br/2012/07/como-o-comite-central-da-burguesia.html).
Diante da mediocridade das taxas de crescimento do país no governo Dilma – resultado das novas condições de acumulação de capital na economia mundial nesses seis anos de crise do imperialismo, implicando alterações na divisão internacional do trabalho e os impactos dessas modificações sobre o Brasil– a burguesia exige cada vez mais do seu governo.
Os custos estão altos, o que reduz o lucro? O governo providencia a redução do IPI, da contribuição previdenciária dos trabalhadores e de outros tributos. Os juros no país são escorchantes? Não para a burguesia. O governo emite R$400 bilhões para que o BNDES empreste à burguesia com juros de, no máximo, 5% ao ano. Os lucros do capital financeiro se reduziram? Aumentem-se os juros! E também não se cobre imposto de renda dos ganhos do capital estrangeiro que especula aqui. Novos espaços para a acumulação de capital? Crie-se um multibilionário programa de privatizações do pré-sal, do pós-sal, dos aeroportos, das rodovias, dos portos, das ferrovias e o que mais for preciso. As regras não são do agrado dos patrões? Modifiquem-se as regras, aumente-se o lucro estimado. Nesse caso, como em vários outros, o governo petista parafraseia Groucho Marx: “Estes são os meus princípios. Se não lhes agrada, tenho outros”!
Pode-se dizer que a série 2014 de genuflexões petistas ao altar do capital começou no final de janeiro, com a ida de Dilma a Davos. Na ocasião, Dilma se apresentou praticamente como a autora da Abertura dos Portos às nações amigas: “O Brasil é, hoje, uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios. Nosso sucesso nos próximos anos estará associado à parceria com os investidores do Brasil e de todo o mundo. Sempre recebemos bem um investimento externo. Meu governo adotou medidas para facilitar ainda mais essa relação” (negritos e sublinhados nossos).
Vejam que quando o assunto é sério, o discurso é escrito previamente, de forma clara e direta. E ela não foge ao script. Ou seja, nada de improvisos incompreensíveis… Analisamos essa primeira genuflexão do ano em “A Peregrinação de Dilma a Davos, a Meca do Capital” (http://cemflores.blogspot.com.br/2014/02/a-peregrinacao-de-dilma-davos-meca-do.html).
Um mês depois seria a vez de Lula. O ex-presidente, atualmente milionário palestrante nacional e internacional em eventos empresariais, escreveu artigo no jornal Valor Econômico, reproduzido no sítio do Instituto Lula (http://www.institutolula.org/artigo-de-lula-por-que-o-brasil-e-o-pais-das-oportunidades/), em que praticamente repete o fundamental do discurso de Dilma em Davos. A pérola do servilismo e da auto-complacência intitula-se “Por que o Brasil É o País das Oportunidades”.
Para não nos alongarmos demais, transcrevemos o parágrafo conclusivo: “Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades. Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país” (negritos e sublinhados nossos).
Ganhar ainda mais! Música para os ouvidos da burguesia…
E agora é a vez de Mantega. Conforme relato da Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/03/1423069-fazenda-tenta-se-aproximar-de-empresas.shtml), o Ministro da Fazenda vai fazer serviço completo. Já fez reunião com 12 economistas de mercado, em seguida serão os empresários (ver imagem acima, na qual estão marcados os empresários que participaram da reunião de março de 2012) e por fim, banqueiros.
De acordo com a Isto É Dinheiro, “Mantega vai ouvir as sugestões do setor produtivo e transmitir o recado de que a presidente quer montar um fórum de diálogo com representantes da indústria”. E vai anotar também. Anotar todas as medidas novas que a burguesia lhe terá determinado.
Este rápido apanhado das iniciativas recentes de Dilma, Lula e Mantega para agradar a burguesia brasileira e internacional busca mostrar, uma vez mais, que o aparelho de Estado capitalista serve para atender aos interesses da burguesiaserve para estimular sua acumulação de capital e o aumento de sua taxa de lucro, cuja contrapartida é o aumento da exploração da classe operária.

Por fim, não se pode esquecer que a tarefa de combater a burguesia e seu Estado capitalista, tarefa da classe operária e das demais classes dominadas, é indissociável da tarefa de combater o revisionismo e o reformismo, seja ele manifestado pela pretensa “esquerda” dentro do aparelho de Estado, seja pela sua influência nos sindicatos, demais entidades de classe ou partidos ditos “de esquerda”, “operários”, que identificam o destino dos trabalhadores com o dos patrões e limitam a luta de classes da classe operária nos estreitos limites das instituições e da ordem burguesas.

O caldo engrossa na UENF: Estudantes preparam mobilização para defender seus direitos

 

Diante da deflagração de GREVE dos docentes na última quarta-feira foi realizada uma primeira Assembleia dos Estudantes para decidir o posicionamento em relação a atual greve docente.

Na assembleia realizada no dia 13/03, às 16h, na quadra da UENF, os estudantes decidiram por consultar os professores sobre uma possível unificação de pauta.

Na manhã de sexta-feira, 14/03, a Diretoria do DCE-UENF se reuniu com o comando de greve docente e os professores mostraram interesse em unificar as lutas e unir forças para conquistar as demandas docentes e discentes.

Em seguida, foi realizada uma nova assembleia de estudantes para repassar as informações sobre a reunião anterior e tomar novas providências. Discutimos nossas demandas na assembleia e a forma como vamos agir para conquistá-las. Decidimos agregar à pauta de greve dos docentes as seguintes demandas: 1- Aumento no valor pago pelas bolsas de assistência estudantil de cunho social (leia-se: bolsa de apoio acadêmico e auxílio-cotas); 2- Funcionamento imediato do Restaurante Universitário; 3- Moradia Estudantil. Além das pautas supracitadas, a luta dos estudantes tem outras demandas que devem ser pleiteadas junto à Administração da Universidade, quais sejam: funcionamento dos bebedouros e ventiladores, climatização das salas de aula, espaços de convivência, ampliação das bibliotecas e acervos, digitalização do sistema de matrículas, entre outras.

Diante das demandas estudantis elencadas, decidimos por algumas ações: Realização de nova reunião com o comando de greve docente para apresentar as demandas que devem fazer parte da unificação da pauta de luta conjunta; Realização de manifestação no Bandejão na próxima terça-feira; Utilização das Redes Sociais para difundir o Movimento Estudantil; Realização de nova Assembleia Geral dos Estudantes, nesta segunda-feira, às 15h, no Bandejão, 
Com a seguinte pauta: 

1- Deflagração de Greve Estudantil; 
2- Definição da Atividade de Terça-feira;
3- Repasse da reunião com o comando de greve docente;
4- Definição de outras atividades.

FONTE: https://www.facebook.com/events/511727435602842/?ref_newsfeed_story_type=regular

Desapropriações no Porto do Açu: há mais coisas entre o sal e a terra do que julga nossa vã filosofia

Quando se pensa que já se viu tudo na realização das escabrosas desapropriações promovidas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) em São João da Barra para beneficiar o grupo econômico do ex-bilionário Eike Batista, eis que sempre aparece uma novidade!

Em uma das reviravoltas que deixam qualquer imaginando o que realmente andou correndo no V Distrito quando a coisa tem a ver com a usurpação dos direitos de centenas de famílias, um agricultor desapropriado descobriu recentemente que o advogado que foi trazido de Rio das Ostras para supostamente representar seus interesses estava com sua habilitação para advogar SUSPENSA

E o detalhe mais peculiar dessa revelação é que coube à CODIN questionar essa situação, provavelmente num esforço de deixar o agricultor em questão efetivamente sem nenhuma representação, o que foi efetivamente o que aconteceu! 

O pior é que apesar da situação estar demonstrada no processo desde maio de 2012, apenas recentemente o agricultor afetado (ou seria enganado?) soube da sua inglória situação, quando finalmente soube de todo esse imbróglio legal quando seu novo advogado teve finalmente acesso ao processo.

Esta situação parece muito mirabolante e inverídica? Bom até eu achei isso até ter acesso às duas páginas do processo que seguem abaixo!

açu adv 1 açu adv 2

A questão que me intriga é a seguinte: como e por quem um advogado suspenso foi trazido para São João da Barra para assumir processos sem que nenhum mecanismo de verificação identificasse logo o problema? E mais, em quantos mais casos este advogado atuou e em quantos desses os desapropriados continuam sem a devida orientação jurídica?

Pois é, eu diria, tomando carona em William Shakespeare, que nas desapropriações do Porto do Açu há mais coisas entre o sal e a terra do que julga nossa vã filosofia

Presidente da FENORTE acompanha blogs e não anda gostando do que está lendo

Hoje fui informado de que o presidente da FENORTE, o Sr. Nelson Nahim (cujo maior trunfo político é ser irmão do deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho) anda lendo com lupa as notícias que andam saindo em diferentes blogs sobre o movimento de greve aprovado pelos servidores da sua fundação, e que deverá ser iniciado na próxima segunda-feira (17/03). Aliás, o que me disse fonte bem informada dos corredores da FENORTE é que essa cobertura está, na maior parte dos casos, gerando grande irritação em Nelson Nahim. 

Mas se for mesmo verdade que está havendo essa leitura, digamos, próxima dos blogs, é preciso que se saiba que ao menos aqui neste espaço já chegou a informação de que os servidores da FENORTE estão sendo pressionados a não entrarem em greve sob pena de terem seus pontos cortados e, pasmemos todos,  terem de cumprir o seu horário integral de trabalho.

Como o direito de greve é assegurado pela Constituição Federal do Brasil, qualquer tipo de tentativa de restringir esse direito deverá merecer a devida resposta. E aviso logo, os professores da UENF estão acompanhando toda essa situação na FENORTE com muito interesse, especialmente os que estão hoje compondo o Comando de Greve da ADUENF. Como os garis já mostraram, a solidariedade entre os trabalhadores, especialmente para aqueles que estão lotados na mesma secretaria de estado como é o caso dos servidores da UENF e da FENORTE, é um instrumento a mais na luta pela conquista de direitos que os (des) governos cismam que podem desrespeitar impunemente.

Desde já minha solidariedade aos servidores da FENORTE, e a certeza de que eles não estarão sozinhos na luta que estão justamente realizando.

 

Depois da FENORTE e dos professores agora são os servidores técnicos-administrativos que rumam para a greve

Parece que agora a coisa vai: depois dos servidores da FENORTE e da ADUENF, quem está convocando uma assembléia com pauta única de greve é o sindicato que representa os servidores técnico-administrativos da UENF, SINTUPERJ. Isto, pela via da greve, representaria uma auspiciosa reunificação dentro e fora da UENF.

Por outro lado, não posso deixa de notar mas parece que a longa amizade que ligou diferentes setores da UENF está ruindo. E desconfio, pelo que li de duas faixas penduradas na entrada do campus Leonel Brizola, que a razão do rompimento são promessas eleitorais não cumpridas.

Também quem mandou acreditar em promessa eleitoral de quem só queria continuar controlando a reitoria da UENF! Ainda bem que sempre há o caminho de volta, e este será marcado por uma greve geral. 

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Subject: Assembléia Técnico-administrativo da Uenf.

DIA: 18 DE MARÇO

(Terça-feira)

14:00 HORAS (Auditório 01 do P5)

ASSEMBLEIA SERVIDORES

TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS

PAUTA:

– Deflagração de GREVE.

  

Caos no trânsito de Campos: cadê a guarda municipal?

Raramente uso o espaço deste blog para criticar coisas da cidade, pois considero que já existem dezenas de outros blogs que fazem disso a sua profissão de fé. Mas os últimos dias me mostraram que algo anda muito errado no gerenciamento do trânsito em Campos dos Goytacazes, o que me força a perguntar às autoridades constituídas o que vai ser feito para terminar ou, pelo menos, minimizar com os picos de congestionamento que estão tornando a vida de todos que usam as ruas um verdadeiro inferno.

Afastando-se a questão da reforma do centro histórico, que só é um problema porque a sinalização é pífia, os já mencionados picos de congestionamento tem hora e local para ocorrer. E a pista é simples: escolas particulares onde pais e mães vão buscar seus pimpolhos e param onde bem entendem, sem se importar com o caos que fica no entorno.

Vejam as imagens abaixo e confiram por si mesmos,

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A verdade é que todos compreendem que crianças e jovens precisem ser recolhidos por seus responsáveis, mas há que haver o devido respeito e civilidade para o resto da população. Como existem um órgão municipal responsável pela regulação do trânsito e uma guarda municipal para orientar ou punir quem viole essas determinações, assistir passivamente ao caos diário é que não dá!

 

Pezão e Sérgio Ruy estão na raiz da greve dos professores da UENF

As recentes declarações do (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, dizendo que o projeto de lei que regulamentará o regime de Dedicação Exclusiva dos professores da UENF serve aparentemente para tentar tirar a legitimidade do movimento de greve deflagrado justamente por causa da falta de respostas do (des) governo comandado por Sérgio Cabral.

Como sou eu um colecionador de imagens, fui buscar no blog da Aduenf duas imagens que mostram que as declarações de Gustavo Tutuca não são novas, e já foram proferidas por gente mais influente do que ele.

Abaixo vai uma imagem mostrando o vice (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, em reunião com o presidente da ADUENF, Prof. Luís Passoni, no dia 23.09.2013. Ali Pezão não apenas declarou que considerava justas as reivindicações dos professores, mas que em uma semana daria uma resposta sobre quando o problema seria resolvido.

pezão 23092013

Em reunião com o presidente da ADUENF no dia 23 de setembro de 2013, Pezão promete dar uma resposta sobre as demandas salariais dos professores da UENF em uma semana.

Bom, a resposta do vice (des) governador Pezão nunca foi dada à ADUENF, o que forçou novas idas ao Rio de Janeiro para tentar resolver o problema sem que se tivesse de usar o mecanismo da greve. E eis que no dia 27.11.2013 (mais de dois meses após a reunião com Luiz Fernando, o Pezão) num encontro casual na frente da ALERJ, o poderoso (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy, disse ao presidente da ADUENF que o famoso projeto de lei estava praticamente pronto e brevemente seria enviado para apreciação dos deputados estaduais.

Sérgio Ruy 2711

Em encontro casual em frente da ALERJ no dia 27.11.2013, Sérgio Ruy diz ao presidente da ADUENF que o projeto de lei da Dedicação Exclusiva está praticamente pronto para ser enviado para apreciação dos deputados estaduais.

O mais impressionante nessa enrolação toda, é que em reunião com o presidente da Alerj no mesmo dia 27.11.2013, ouvi dele a declaração de que entendia a justeza das demandas dos professores da UENF e só aguardava que Sérgio Ruy enviasse o projeto de lei para que o plenário pudesse avaliar se a proposta atendia às demandas da ADUENF.

paulo melo

No mesmo dia 27.11.2013, Paulo Melo diz ao presidente da ADUENF que só aguarda o envio da proposta por Sérgio Ruy para submeter à apreciação dos deputados na ALERJ.

Pois bem, quase 120 dias depois do encontro com Sérgio Ruy e da reunião com Paulo Melo, não houve o envio da proposta do (des) governo para a ALERJ!

Assim, se existem culpados pela deflagração da greve na UENF estes são o (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, e o (des) secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy. E não adiante o Sr. Gustavo Tutuca enunciar promessas, pois como já disse, outros já fizeram a mesma coisa e até hoje o que tivemos de prática foi ABSOLUTAMENTE NADA!