Gustavo Tutuca, o secretário retardatário

tutuca

O secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Gustavo Tutuca, declarou na edição de hoje do Jornal Folha da Manhã que vai enviar nos próximos dias o projeto de lei para atender as reivindicações dos professores da UENF.

Se isso for verdade, por que Tutuca não enviou isso na semana passada e evitou o início da greve deflagrada no dia ontem na UENF? Das duas uma: 1) isso é papo para acalmar professor em greve ou 2) o digníssimo secretário foi repentinamente tomado pela urgência em função da deflagração de uma greve da qual ele já havia sido avisado que ocorreria se não enviasse o projeto que agora tão rapidamente diz que enviará.

Já que o secretário é Tutuca, eu lembro do personagem Lilico e mando para ele a pergunta: é bonito isso?

UOL: Com 2ª maior economia do país, Rio é o Estado que menos investe em Saúde

Carolina Mazzi, 

Do UOL, no Rio

O Rio de Janeiro é o Estado que menos investiu em saúde pública do Brasil, apesar de ter a terceira maior população e o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) da nação. Apenas 7,3% do orçamento de 2012 do Estado –cerca de R$ 5 bilhões– foram direcionados para o setor, a menor parcela dentre todas as 27 unidades federativas. As informações são da Estadic (Pesquisa de Informações Básicas Estaduais), divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Tocantins, Minas Gerais e Pernambuco enviaram 16,9% (R$ 1,33 bilhões), 16,3% (R$ 5,75 bilhões) e 16,2% (R$ 5,03 bilhões) respectivamente, sendo as unidades federativas que mais investiram em saúde proporcionalmente. Do outro lado da conta, além do Rio, Mato Grosso do Sul  e Paraná, que enviaram 8,7% (R$ 934 milhões) e 9% (R$ 3,4 bilhões) respectivamente, são os locais que menos destinaram recursos para o setor.

Quando se observa do gasto per capita, no entanto, o Rio tem melhor desempenho. Foram investidos R$ 320,79 por morador do Estado. Em Minas Gerais, o gasto per capita foi de apenas R$ 279,45. O maior investimento per capita em saúde é no Distrito Federal, de R$ 924,14 por habitante. O menor investimento per capita é do Maranhão, com R$ 213,90 por habitante. O governo maranhense aplicou 11,1% do Orçamento em saúde.

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio afirmou em nota que “somente o Rio tem UPAs gerencidas pelo Governo do Estado e é o Estado com o maior número de unidades de pronto-atendimento (29, criadas desde 2007)”. Informou ainda que construiu e equipou, desde 2007, 54 UPAs, sendo 25 entregues às administrações municipais. Ainda segundo o texto, de 2007 a 2013, o Rio foi o Estado que, proporcionalmente, mais criou unidades de saúde.

A Secretaria de Estado de Saúde esclareceu também que, apesar de, constitucionalmente, o investimento em atenção básica ser atribuição das prefeituras, vem investindo no cofinanciamento da atenção básica, como forma de dar suporte aos municípios na estruturação de uma rede de saúde consolidada em todas as regiões do Estado.

“Desde 2007 já foram investidos R$ 155,2 milhões neste cofinanciamento. Entre outras iniciativas de apoio às prefeituras e ao atendimento de saúde para além da capital fluminense estão também os repasses para assistência farmacêutica básica, com cerca de R$ 37 milhões anuais; o PAHI (Programa de Apoio aos Hospitais do Interior), que, dos recursos enviados aos municípios, destina cerca de R$ 7 milhões ao uso exclusivo da atenção básica local; o PAHI Regional; o Programa de Apoio às Salas de Estabilização; e o Programa de Apoio à UTI”, informou o órgão estatal.

A legislação brasileira determina que o montante a ser investido em Saúde, pelos Estados, não deve ser menor que 12% da receita. No entanto, segundo Vânia Pacheco, gerente do Estadic, não é possível afirmar que estas unidades estejam descumprindo a lei baseados apenas nos dados da pesquisa, já que os demais valores podem estar diluídos em outras secretarias.

Segundo os pesquisadores, os Estados informaram o Orçamento total, sem detalhamento das receitas. Estados com grandes Orçamentos costumam argumentar que têm fontes de receita –como empréstimos, royalties e recursos com destinação específica (do PAC, por exemplo)– que estão no Orçamento, mas não fazem parte da receita usada como base de cálculo para o mínimo constitucional.

O IBGE diz que é possível fazer a comparação entre os Estados somente com base no critério desenvolvido pelo instituto, de porcentual do Orçamento aplicado em saúde.

O Estadic analisou também os montantes voltados para a saúde básica da população. O cálculo foi feito com base no orçamento total da saúde. Rio Grande do Sul (12,9%) e Minas Gerais (11,8%) foram os que mais destinaram recursos para o setor.


8.out.2013 – Um pequeno grupo de médicos protesta em frente ao prédio do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, contra a medida provisória do programa Mais Médicos, prevista para ser votada hoje em Brasília. O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) e o sindicato da categoria participam da mobilização Leia mais Fernando Maia/UOL

Os Estados do Maranhão (0,3%), Roraima (0,3%) e Acre (0,3%) foram os que menos investiram em saúde básica. Porém, outros dez Estados – como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia – também destinaram menos de 2% do orçamento de saúde para a área.

A Atenção Básica é definida como “um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde”, de acordo com a Portaria nº 648/GM.

Gestão

De acordo com a pesquisa, todas as unidades federativas do país possuem secretarias voltadas exclusivamente para a Saúde. Em 22 Estados, os secretários pertencem ao sexo masculino, e a maioria possui formação na área.

O estudo verificou também que 17 Estados faziam contratação de serviços através de OSs (Organizações Sociais): Amazonas, Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

A pesquisa do IBGE foi realizada em março de 2013, com base no orçamento estadual aprovado em 2012.

Investimentos federais

Segundo levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgado no final de fevereiro, dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo Governo Federal em 2013, o Ministério da Saúde foi responsável por apenas 8% dessa quantia.

Um relatório produzido pelo Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) e pelo Sindicato dos Médicos do Pernambuco aponta que o Hospital da Restauração, no Recife, sofre com uma série de problemas como superlotação, falta de vagas para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), deficiência no sistema elétrico e desrespeito aos acompanhantes de pacientes, que precisam dormir no chão Leia mais Divulgação

Dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”. Para o CFM, isso significa que as obras em rodovias, estádios, mobilidade urbana e até armamento militar como blindados, aviões de caça e submarinos nucleares ficaram a frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para atender o SUS (Sistema Único de Saúde).

O objetivo da entidade é pressionar o Congresso para aprovar projeto de iniciativa popular que determina o investimento mínimo de 10% da receita bruta da União no setor. (Com Estadão Conteúdo)

FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/03/13/com-2-maior-economia-do-pais-rio-e-o-estado-que-menos-investe-em-saude.htm

Revista mostra registros de pagamento a Gilmar Mendes pelo mensalão do PSDB

Reportagem da  “Carta Capital” começou a circular na tarde desta sexta-feira em São Paulo

Marcelo Auler

Revista Carta Capital  que chegou às bancas de jornais de São Paulo na tarde desta sexta-feira (27) tumultuará todo o ambiente que vem sendo milimetricamentepreparado para o julgamento do famoso caso do Mensalão. Ela apresenta documentos que indicariam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, quando era Advogado Geral da União (AGU), em 1998, teria recebido R$ 185 mil do chamado Mensalão do PSDB, que foi administrado pelo publicitário Marcos Valério.

Reportagem da 'Carta Capital' com documentos levantados pelo jornalista Maurício Dias
Reportagem da ‘Carta Capital’ com documentos levantados pelo jornalista Maurício Dias

Em um trabalho do jornalista Maurício Dias, a revista obteve o que seria a contabilidade paralela da campanha do atual senador Eduardo Azeredo, em 1998, quando ele concorreu à reeleição ao governo de Minas Gerais. As folhas, encadernadas, levam a assinatura de Valério. Alguns dos documentos têm firma reconhecida. No total, esta contabilidade administrou R$ 104,3 milhões. Houve um saldo positivo de R$ 69,53. A reportagem teve a contribuição também do repórter Leandro Fortes, que foi a Minas Gerais.

Nesta contabilidade também aparece a captação de recursos via empréstimos do Banco Rural, tal como aconteceu no chamado Mensalão do PT. Mas não foi o único banco a emprestar dinheiro para a campanha do tucano. Também contribuíram o BEMGE, Credireal, Comig, Copasa e a Loteria Mineira. No total, via empréstimos bancários, foram captados R$ 4,5 milhões, valor um pouco maior do que o registro da mais alta doação individual, feita pela Usiminas. Ela, através do próprio Eduardo Azeredo e do vice governador Walfrido Mares Guia, doou R$ 4.288.097. O banco Opportunity, através de seu dono, Daniel Dantas, e da diretora Helena Landau, pelos registros, doou R$ 460 mil.

As dez primeiras páginas do documento apresentam os doadores para a campanha. As demais 16 páginas relacionam as saídas de recursos. O registro em nome de Gilmar Ferreira Mendes surge na página 17. Procurado através da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes não retornou ao Jornal do Brasil.

Lista apresenta registro de suposto pagamento a Gilmar Mendes quando era advogado geral da União
Lista apresenta registro de suposto pagamento a Gilmar Mendes quando era advogado geral da União

Toda a documentação registrada aparece em papel timbrado da agência publicitária SMP&B Comunicação, de propriedade de Marcos Valério. Esta contabilidade paralela foi assinada pelo publicitário mineiro, embora seja datada de 28 de março de 1999, só teve a firma dele reconhecida no cartório do 1º Ofício de Belo Horizonte.

FONTE: http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/07/27/revista-mostra-registros-de-pagamento-a-gilmar-mendes-pelo-mensalao-do-psdb/?fb_action_ids=831326820216709&fb_action_types=og.recommends&fb_source=feed_opengraph&action_object_map=%7B%22831326820216709%22%3A10151334240808009%7D&action_type_map=%7B%22831326820216709%22%3A%22og.recommends%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

Eike Batista se encontra com a Lei de Murphy: não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar

Ex-OGX suspende leilão de equipamentos e utensílios

 

MÔNICA CIARELLI – Agencia Estado

RIO – Por falta de amparo legal, a petroleira Óleo e Gás Participações (ex-OGX) decidiu suspender o leilão de equipamentos, móveis e utensílios de escritório previsto para encerrar nesta quarta-feira, 12. Em recuperação judicial, a companhia do empresário Eike Batista tinha colocado à venda desde computadores até xícaras personalizadas com o antigo emblema da petroleira na expectativa de arrecadar, pelo menos, R$ 76 mil.

A cifra é pequena diante da atual dívida da empresa, calculada em R$ 13,3 bilhões.

Para realizar o leilão, a ex-OGX teria que ter o aval do juiz responsável pela recuperação. Mas, a petroleira não chegou a solicitar autorização por considerar o valor dos itens irrisório. O problema é que, apesar do baixo valor unitário, mobiliários e utensílios de escritórios são considerados bens permanentes de uma companhia e precisam do sinal verde da Justiça para serem vendidos durante uma recuperação judicial.

Apesar de suspenso, até o início da noite de hoje, o site de leilões online Sold continuava disponibilizando a lista com os 718 lotes colocados à venda pela petroleira de Eike Batista. Segundo fontes, a ex-OGX não abandonou a intenção de realizar o leilão. A intenção é solicitar a autorização à Justiça e realizar a venda ao longo dos próximos dias.

Aberto no dia 27 de fevereiro, os lances iniciais no site iam de R$ 20 até R$ 500 por lote. A lista incluía ainda notebooks, frigobares, mesas, cadeiras, telefones, sanduicheiras, pratos, cafeteiras e garrafas térmicas, copos, lixeiras, persianas e móveis de escritório. Os valores pedidos no lance inicial ficam bem abaixo do cobrado pelo varejo. Procurada, a empresa não comentou o assunto.

Recuperação

A OGX entrou com pedido de recuperação judicial no fim de outubro do ano passado, em meio à crise de confiança que atingiu a companhia. A petroleira de Eike Batista, que foi rebatizada de Óleo e Gás Participações (OGpar) em dezembro, começou a enfrentar problemas em junho de 2012, ao anunciar produção abaixo da expectativa. No fim de 2013, a empresa fechou um acordo com os grandes detentores dos títulos da sua dívida bilionária. O acerto previu a injeção de novos recursos na companhia por investidores internacionais e a conversão da dívida de cerca de US$ 5,8 bilhões em participação acionária.

FONTE: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,ex-ogx-suspende-leilao-de-equipamentos-e-utensilios,179369,0.htm

Palácio Guanabara: tempos sombrios aguardam Pezão após a saída de Sérgio Cabral

liceu 2 bCara de poucos amigos de Luiz Fernando Pezão na entrega da obra do Liceu de Humanidades de Campos revela tensão de quem sabe que a situação ainda vai piorar mais até as eleições de outubro.

Quem viu imagens da entrega da reforma inconclusa do prédio do Liceu de Humanidade de Campos viu que o vice (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, estava menos sorridente do que o (des) governador Sérgio Cabral. Ainda que aquela “cerimônia” fosse efetivamente para promover a sua candidatura para as eleições de outubro, Pezão manteve na maior parte do tempo uma face sombria.  Os motivos que podem ter causado aquele estado de ânimo são múltiplos, mas a verdade é que Cabral está saindo do seu (des) governo deixando uma herança tão maldita, que nem a máquina que o PMDB tem nas mãos está sendo suficiente para alavancar a imagem de Pezão que, pasmem, está no posto que ocupa há 7 anos. Se sua candidatura não deslancha não é por causa da sua personalidade flácida ou da sua falta de oratória. O Brasil já elegeu personagens que reconhecidamente eram piores do que Pezão, alguns até em primeiro turno.

Em relação à Pezão, eu diria que no caso das universidades estaduais, ele já andou perdendo chances de ser um contraponto à Sèrgio Cabral em vários momentos. No caso específico da UENF, Pezão chegou a se reunir com a diretoria da ADUENF, prometeu resolver o problema em uma semana, e depois sumiu na poeira.  Esse episódio certamente vai pesar na hora em que Pezão vier procurar apoio dos docentes não apenas da UENF, mas também da UERJ e da UEZO. E o problema é que ao longo do tempo em que Sérgio Cabral e Pezão comandam o (des) governo no Rio de Janeiro, as universidades estaduais foram sendo paulatinamente massacradas a partir de uma política de asfixia financeira que deixa (des) governantes ainda menos queridos parecendo, por comparação, exemplos de tempos que já foram melhores.

Mas esqueçamos as universidades estaduais por um minuto. Se olharmos a situação dos serviços públicos de transporte, a situação é incrivelmente ainda mais trágica. A coisa anda tão ruim sob a batuta de Cabral e Pezão que especialistas da área estimam que o Rio de Janeiro está à beira de um colapso. Sinais disso não faltam nas barcas, metrô e trens urbanos, o que é complementado pela política “arrasa quarteirão” que o (des) prefeito Eduardo Paes adotou na cidade do Rio de Janeiro. Ir ao Rio de Janeiro hoje é quase como padecer no paraíso, caso o destino seja a zona sul. Se for do centro para outras regiões da cidade, a coisa está mesmo para inferno.

Para aprofundar os problemas de Pezão até a decantada políticas das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) está visivelmente fazendo água e parecendo o que realmente é: uma intervenção policial militar em regiões pobres com o objetivo de promover e/ou facilitar a remoção de milhares de famílias para regiões mais distantes, normalmente para o interior de unidades habitacionais de tão exíguo e qualidade duvidosa. Aliás, os cubículos para onde estão sendo empurrados no Rio de Janeiro só servem mesmo para enriquecer ainda mais os donos das grandes construtoras que, surpresa das surpresas, têm sido as principais financiadoras das campanhas do PMDB fluminense.

Diante desse quadro, posso até entender porquê Pezão parecia tão abatido na visita ao Liceu de Humanidades de Campos. O problema para ele é que a partir de 04 de Abril, a herança maldita de Sérgio Cabral será toda dele, e ai quero ver sobrar tempo para fazer campanha eleitoral.

(Des) governo Cabral tanto aprontou que conseguiu algo inédito: UENF e FENORTE em greve ao mesmo tempo!

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Descaso e intransigência: receita fatídica de Sérgio Cabral para gerar mais um movimento que vai paralisar a UENF por tempo indeterminado

Eu já havia escrito que o (des) governo de Sérgio Cabral estava para conseguir algo inédito, qual seja, unir pela greve a UENF e a FENORTE. Pois bem, conseguiu! É que hoje numa assembleia que contou com a presença de quase metade do corpo docente da UENF, a decisão de entregar em greve foi aprovada, pela primeira na história da universidade, de forma unânime, sem um voto contrário ou abstenção.

Esta façanha do (des) governo Cabral sintetiza uma forma truculenta e descabida de tratar as justas demandas dos servidores públicos fluminenses que hoje suportam um impressionante arrocho salarial que tem como consequência o fato de que o Rio de Janeiro é hoje o estado que menos gasta com a folha de pagamento de servidores entre todos os 27 que compõem a federação brasileira.

A pauta de reivindicações que foi ratificada na assembleia dos professores inclui a reposição de 86,7% de perdas salariais e o pagamento de 65% pelo cumprimento do regime de Dedicação Exclusiva. Há que se lembrar que esta pauta já foi enviada para os representantes da SECT e da SEPLAG em julho de 2013. De lá para cá, o (des) governo Cabral vem efetivamente ignorando não só os pleitos dos professores, mas também dos servidores da UENF e, sim, da FENORTE.

Uma decisão que simboliza a sensação de que a educação superior está sendo tratada como lixo por Sérgio Cabral foi a adoção da cor laranja como símbolo da greve dos professores da UENF. Essa escolha pelo laranja é também uma homenagem ao vitorioso movimento dos garis da COMLURB, que tão demonstraram que só a ação direta dos trabalhadores é capaz de dobrar o descaso dos (des) governos comandados pelo PMDB na cidade e no estado do Rio de Janeiro.

Agora vamos ver o que respondem os impolutos representantes do (des) governo Cabral. Só não vai colar mais o argumento que só negociam se a greve for suspensa. É que os professores passaram todo o ano de 2013 sem fazer greve e acabaram recebendo absolutamente nada em retorno.

Grussaí pede socorro: Moradora expõe mazelas causadas pela forma de implantação do Porto do Açu

A forma pela qual o Porto do Açu vem sendo implantado já mereceu dezenas de postagens neste blog. Afinal, apesar de não ser contra o empreendimento em si, o mesmo vem sendo cercado por tantas mazelas e irregularidades de toda sorte que apoiar cegamente o empreendimento seria equivalente a exercer um papel de cúmplice, coisa que não me apetece muito.

Agora, por mais que eu escreva sobre os problemas que sei que estão ocorrendo e causando diversos tipos de consequências negativas para a população do município de São João da Barra, em meio ao silêncio da maioria da imprensa e ao descaso puro e absoluto do Estado, sempre fico com a sensação que não estou tendo a capacidade de demonstrar de forma irrefutável como a situação está caótica.

Felizmente, aqui e ali, estão aparecendo testemunhos de moradores, não apenas do V Distrito que sofre o flagelo das desapropriações promovidas pela CODIN, onde ficam expostas as diferentes faces do caos social que está instalado em todo o município de São João da Barra a partir da construção do Porto do Açu. O que vai abaixo é um testemunho que está sendo disseminado por uma professora que mora no bairro de Grussaí, localizado na região costeira de São João da Barra. A leitura deste depoimento certamente me causou muita inquietação. Esperemos que cause nos leitores deste blog, a ponto de que se comecem as devidas cobranças às autoridades constituídas. Afinal, o que está descrito, não é para ser mais ignorado, como tem sido aparentemente o caso até agora.

Grussaí pede socorro!

Sou Professora e venho como representante de um grupo de moradores do bairro de Grussaí pedir encarecidamente que nos ajude juntamente com os representantes legais deste Município, pois como é do vosso conhecimento houve um crescimento desordenado da população devido a vinda de trabalhadores das Empresas do Porto do Açu de outros estados, trazendo um alto índice de assaltos, brigas, estupros causando assim um enorme Impacto Social.., pois se não é do vosso conhecimento estes trabalhadores por virem de outros estados para trabalhar nas empresas estão se agrupando/ morando em pequenas casas com 15 à 20 pessoas, onde nós moradores não temos mais paz nem sossego neste local que era considerado seguro…

Tenho duas filhas adolescente as quais foram assediadas esta semana por um grupo de homens que trabalham para uma empresa no Porto do Açu, o que me fez faltar quatro vezes o serviço para leva-las ao colégio em Grussaí por questões de segurança , e não tenho paz, informo que, várias casas foram alugadas por grupos próximo a minha casa, onde consomem bebidas alcoólicas, drogas ,brigam entre eles, e hostilizam os vizinhos; há de convir que não havia assalto e assassinatos e agora as manchetes dos jornais comprovam o grande aumento e assaltos, estupros e assassinatos todos os dias!

Sugiro que tenha um local apropriado que concentrem estas pessoas e que sejam monitorados, a fim de dar paz e sossego aos moradores local, vale lembrar que quando a empresa era de Eike Batista os trabalhadores do Açu moravam em alojamento que a OSX e OLX  (LLX, grifo do blogueiro) ofereciam trazendo tranquilidade e segurança aos moradores, pois as empresas tinham controle quanto ao comportamento desses trabalhadores, assim como, se responsabilizavam por eles, lembro ainda que os alojamentos eram em locais próprios e não tínhamos problemas!

Procuramos o Sindicato da Construção Civil levando tal situação, e os mesmos nos informou que por questões de economia as empresas resolveram dar uma pequena ajuda de custo para que os trabalhadores se virassem quanto a moradia e alimentação e, tb não terem responsabilidade quanto aos mesmos, porém , ao questionar os funcionários do sindicato e pedir ajuda, os mesmos falaram que nada podem fazer nem fiscalizar, pois trata-se de economia das empresas que contratam os trabalhadores, mas temos conhecimento que o sindicato pode e deve fiscalizar como era feito na época da OSX e OLX (LLX, grifo do blogueiro), e queremos saber porque não o fazer, se o próprio sindicato sabe que estes trabalhadores vivem em condições sub-humanas!

Segue alguns questionamentos:
– Por que o Sindicato da Construção Civil não fiscaliza?
– Cadê o Prefeito de São João da Barra que tem conhecimento e não cobra dos Sindicatos?
– Será que teremos que chamar novamente a Record para fazer os mesmos questionamentos que os moradores?
– Por que o Sindicato sabendo de todos os erros das empresas não denunciam ao Ministério Público?
– Cadê o Ministério do Trabalho?

Somos a favor do desenvolvimento do Município, mas com controle e responsabilidade social das empresas que estão atuando no Porto do Açu!

Todo apoio à greve dos trabalhadores do COMPERJ!

Por Tarcísio Motta

comperj

A construção do Complexo Petroquímico do estado do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaboraí é reveladora do modelo de desenvolvimento que Cabral e companhia instalaram no Rio de Janeiro: além dos conflitos com milhares de pescadores que sobrevivem da Baia de Guanabara (incluindo o assassinato de duas lideranças comunitárias) e dos impactos ambientais desastrosos sobre a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim (com o beneplácito da Secretaria de Meio Ambiente, ocupada por Carlos Minc durante 7 anos), vemos agora o completo desrespeito aos direitos mínimos dos trabalhadores empregados nas obras de construção do complexo.

Uma greve de mais de 30 dias é tratada com ameaças e truculência por parte das empresas, sob as vistas grossas do Estado. Todo apoio à greve dos trabalhadores do Comperj! Pela superação deste modelo de desenvolvimento econômico que viola direitos e destrói vidas!

 FONTE: https://www.facebook.com/TarcisioMottaPSOL/photos/a.228510280656585.1073741828.228384804002466/256600041180942/?type=1&theater

 

Greve na FENORTE: Comissão de Greve lança “Carta Aberta à Sociedade”

Carta Aberta à Sociedade

Decretação DE GREVE FENORTE

Os membros da Comissão de GREVE dos Servidores da Fundação Estadual Norte Fluminense – FENORTE e TECNORTE – Parque de Alta Tecnologia, veem, respeitosamente comunicar a sociedade, que no dia 11/03/2014 foi decidido, em Assembleia Geral Extraordinária, que a partir do dia 17/03/2014 iniciaremos uma Greve Geral por prazo indeterminado pelos fatos e fundamentos expostos no presente ofício. Informamos e lembramos que nos encontramos abertos à negociação desde 14/08/2013 quando foi decretado o ESTADO DE GREVE, passamos aos fundamentos da GREVE:

A Fundação Estadual Norte Fluminense – FENORTE foi criada com o objetivo principal de ser a mantenedora da Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, à época em que referida universidade não possuía autonomia administrativa, e de gestão financeira e patrimonial.

Com a edição da Lei Complementar n° 99, de 23 de outubro de 2001, a UENF obteve sua autonomia universitária, passando a ser uma fundação pública de direito público. Para viabilizar o funcionamento da UENF, no mesmo dia 23 de outubro de 2001, a Lei 3.684/2001 permitiu que os funcionários da FENORTE optassem pela transferência para a UENF e o artigo 5°, §2°, desta mesma a lei previu a possibilidade de futura transferência de outros servidores da FENORTE para a UENF, mediante simples autorização de Vossa Excelência, sobretudo por se tratar do mesmo concurso com os mesmos cargos e atribuições.

Ocorre que, após a autonomia universitária obtida pela UENF, a FENORTE perdeu sua principal missão institucional e ao longo destes mais de 12 anos vem sendo subutilizada e os servidores encontram-se desestimulados e desvalorizados em virtude de estarem numa instituição que visivelmente perdeu sua razão de existir, com poucas e descontínuas ações de Governo.

A FENORTE passou a atender os interesses políticos dos aliados do Governador do Estado em exercício, compondo seus cargos em comissão e executando atividades esporádicas e limitadas à vontade daquele que assume a gestão da FENORTE, sem que haja em suas atividades uma ação permanente e contínua que seja de importância e finalidade significativa à Fundação e a sociedade.

Os servidores da FENORTE se veem desprestigiados e abandonados pelo Governo do Estado, pois a forma como o Governo trata a FENORTE sucateia nossa instituição, desmotiva e desprestigia o servidor;

Os problemas vivenciados pelos servidores da FENORTE e pela própria Instituição possuem a mesma causa, pois se a FENORTE não é valorizada pelo Estado o seu servidor também não o é, e se vê PREJUDICADO POR UM GOVERNO que não é capaz de conceder rumo adequado à nossa FENORTE.

Sem reajuste e sem reposição das perdas inflacionárias dos últimos 8 (oito) anos o servidor vem tendo dificuldade em manter sua família e sua dignidade pois o achatamento salarial sofrido é notório.

O nosso desprestígio no que refere à reposição das perdas inflacionárias se dá, sobretudo, ao fato da posição invisível na qual o Governo do Estado nos colocou.

Sendo assim e a partir do interesse demonstrado pelo Reitor da UENF a que se refere ao aproveitamento da qualificada mão de obra dos servidores da FENORTE, os servidores, já desacreditados com a situação da FENORTE, ao que tudo indica irreversível ou de difícil solução, aderiram maciçamente ao processo nº E-26/006/70/2013 que dispõe sobre a transferência em caráter definitivo dos servidores da FENORTE PARA A UENF.

Atualmente, já existe um novo processo E-12/001/4198/2013 originado na Secretaria da Casa Civil, que trata da transferência dos servidores da FENORTE para a UENF, contudo, ao que tudo indica, a pleiteada transferência não será atendida pelo simples fato dela ir de encontro aos interesses da Presidência da FENORTE.

Acreditamos, pelo histórico de insucessos que vivenciamos nos últimos anos, que não haja solução viável para FENORTE, sobretudo pela intencional incapacidade do Governo em dar rumo adequado à FUNDAÇÂO, e apesar de estarmos convictos que a única solução seja a transferência dos servidores da FENORTE para a UENF estamos cientes de que essa decisão, por ser mérito administrativo do poder executivo, cabe exclusivamente ao Governador do Estado do Rio de Janeiro.

Acontece que o Governo do Estado tem por obrigação dar uma resposta à sociedade e aos servidores da FENORTE, sendo assim se deseja que os servidores permaneçam na FENORTE que atenda os pleitos abaixo:

1. Reposição salarial de 63,3% pelas Perdas inflacionárias dos últimos 8(oito) anos 
2. Redefinição do estatuto da FENORTE, concedendo a mesma uma missão e visão concretas, alcançando as necessidades da sociedade e o caráter continuativo de suas ações;
3. Revitalização da FENORTE;
4. Reajuste do Auxílio-creche e Auxílio-alimentação dos servidores da FENORTE (esse último foi concedido num valor infinitamente inferior ao requerido).

Todos os pleitos acima devem ser atendidos na sua integra ou o Governo do Estado pode escolher transferir os servidores da FENORTE para a UENF e assim solucionar as reivindicações do movimento de Greve.

A Greve permanecerá até que todos os pleitos sejam devidamente atendidos.

Atenciosamente,
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Comissão de Greve da ASFETEC

Com professores à beira da greve, UENF compra mais televisores!

 O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro traz nesta 4a. feira (12/03) uma publicação que me deixou para lá de confuso. Como poderá ser verificado abaixo, a UENF está neste momento licitando outro lote de televisores e suportes! E ai, eu pergunto: será que já não temos TVs suficientes, muitas desligadas, na instituição? Não há um restaurante universitário em construção desde 2008? Não há falta de moradia estudantil? Não há falta de um pavilhão de aulas?

E mais, não estão os servidores e professores em pé de guerra por causa de um agudo processo de corrosão salarial?

Essa compra de televisores é, no mínimo, um erro crasso no erro de prioridades para uma instituição com tantos problemas e dificuldades!

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SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA/ UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
EDITAIS
A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE – UENF vem notificar a empresa XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, para aduzir, no prazo de 10 (dez) dias,
suas razões pelo não encaminhamento da documentação definida em edital (item 12), conforme requisitado no chat de mensagens da sala de disputa do sistema SIGA, que objetiva a aquisição de televisores e suportes de TV para atender as necessidades da UENF. Processo nº E-26/009/1245/2013.