Altas chances de greve na UENF: o descaso do (des) governo Cabral é a principal causa

A pouco dias do início do primeiro semestre de 2014, as chances de uma nova greve dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) são de quase 100%. É que até os mais calmo dos professores está querendo que algo seja feito para quebrar o ciclo vicioso de desrespeito a que a universidade vem sendo submetida por um (des) governo que mistura arrogância e descaso como pouco antes fizeram na história do Rio de Janeiro.

Ainda que a principal razão para tanta irritação seja salarial (afinal os professores da UENF detém o pior salário inicial para doutores em regime de Dedicação Exclusiva do Brasil!), existe um corolário de promessas descumpridas que estão sintetizadas num encolhimento contínuo do orçamento. Esta asfixia financeira vem causando uma contínua deterioração das condições de trabalho, tornando o cotidiano dentro da UENF cada vez mais difícil para todos os seus membros.

Algo que é pouco explicado é que a crise ainda não eclodiu de vez por causa dos projetos individuais que os docentes conseguem via diferentes agências de fomento como o CNPq e a FAPERJ, e que trazem recursos que são utilizados para manter as diferentes atividades que ocorrem dentro da UENF, principalmente a parte referente ao ensino de graduação e pós-graduação.

Assim, que ninguém se surpreenda se na assembléia que vai ocorrer no próximo dia 11, a decisão por uma nova greve seja adotada de forma unânime.  Afinal, paciência tem limite e a dos professores da UENF até demorou a acabar.

Cerveja: o transgênico que você bebe

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Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e levam à ingestão inconsciente de OGMs

Por Flavio Siqueira Júnior* e Ana Paula Bortoletto*

Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar.

Não se sabe muito bem onde a cerveja surgiu, mas sua cultura remete a povos antigos. Até mesmo Platão já criou uma máxima, enquanto degustava uma cerveja nos arredores do Partenon quando disse: “era um homem sábio aquele que inventou a cerveja”.

E o que mudou de lá pra cá? Jesus Cristo, grandes navegações, revolução industrial, segunda guerra mundial, expansão do capitalismo… Muita coisa aconteceu e as mudanças foram vistas em todo lugar, inclusive dentro do copo. Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo.

Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.

Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007.

Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por Monsanto, Syngenta, Basf, Bayer, Dow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda.

Tudo bem, mas e daí?

E daí que ainda não há estudos que assegurem que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, no ano passado um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas dessas multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos: se fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos horrendos surgiam rapidamente nas pobres cobaias. O pior é que o poder dessas multinacionais é tão grande, que o estudo foi desclassificado pela editora da revista por pressões de um novo diretor editorial, que tinha a Monsanto como seu empregador anterior.

Além disso, há um movimento mundial contra os transgênicos e o Brasil é um de seus maiores alvos. Não é para menos, nós somos o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo)

Enquanto isso as cervejarias vão “adequando seu produto ao paladar do brasileiro” pedindo para bebermos a cerveja somente quando um desenho impresso na latinha estiver colorido, disfarçando a baixa qualidade que, segundo elas, nós exigimos. O que seria isso se não adaptar o nosso paladar à presença crescente do milho?

Da próxima vez que você tomar uma cervejinha e passar o dia seguinte reinando no banheiro, já tem mais uma justificativa: “foi o milho”.

Dá um frio na barriga, não? Pois então tente questionar a Ambev, quem sabe eles não estão usando os 10,1% de milho não transgênico? O atendimento do SAC pode ser mais atencioso do que a informação do rótulo, que se resume a dizer: “ingredientes: água, cereais não maltados, lúpulo e antioxidante INS 316.”

Vai uma, bem gelada?

FONTE: http://outraspalavras.net/brasil/cerveja-o-transgenico-que-voce-bebe/

Recibos de cartão bancário liberam substância tóxica

Segundo estudo, manusear esse tipo de comprovante pode levar a uma contaminação pelo composto químico bisfenol A (BPA)

Giuliana Reginatto, do ,

Pascal Le Segretain/Getty Images

Mulher faz o pagamento de suas contas com um cartão de crédito em uma loja de frutas no subúrbio de Paris, na França

 Pagamentos com cartão: recibo libera substância que é associada a vários problemas de saúde, de obesidade a variedades de câncer

 São Paulo – Um novo estudo reforça a ação prejudicial para a saúde dos papéis usados para recibos de cartão de crédito e débito. Manusear esse tipo de comprovante, impressos em um material chamado de papel térmico, pode levar a uma contaminação pelo composto químico bisfenol A (BPA), segundo estudo divulgado nesta semana pelo The Journal of the American Medical Association (Jama), um dos mais importantes da área médica no mundo.

O bisfenol A, associado a vários problemas de saúde, de obesidade a variedades de câncer, também é comumente encontrado em plásticos rígidos e no revestimento de latas de alumínio que acondicionam alimentos. Em 2011, o Brasil proibiu a comercialização de mamadeiras com a presença da substância, decisão que passou a valer em 2012 no País.

A ligação do bisfenol A com os papéis térmicos já era conhecida, mas havia poucos estudos científicos específicos que pudessem investigar a fundo essa relação. Na nova pesquisa, realizada pelo Hospital Infantil Cincinnati, nos Estados Unidos, 24 voluntários foram orientados a segurar recibos impressos em papel térmico durante duas horas seguidas.

Eles fizeram essa experiência duas vezes: com e sem luvas nitrílicas, e tiveram os níveis de bisfenol A medidos por exames de laboratório. Antes de segurar os papéis, 83% dos voluntários apresentaram bisfenol A na urina. Após o contato com os comprovantes sem o uso de luvas, o composto foi detectado na urina de todos os voluntários. O nível de bisfenol A não sofreu alterações quando os participantes seguraram os recibos usando luvas.

Calor

O BPA é uma molécula muito instável, que pode ser liberada facilmente dos produtos – com mudanças de temperatura, por exemplo. Segundo o estudo, “o papel térmico tem um revestimento que é sensível ao calor, o qual é utilizado no processo de impressão sobre o papel, transferindo o composto para a pele, com o manuseio pelo usuário”.

Coordenadora do estudo, Shelley Ehrlich disse que “o contágio pelos papéis térmicos é algo pouco estudado e que pode atingir sobretudo pessoas que têm contato frequente com os recibos, como as que trabalham em supermercados e lojas”.

Ela lembrou que a principal fonte de contaminação pelo composto ainda é a alimentação, principalmente por meio de enlatados e produtos acondicionados em recipientes plásticos que contêm BPA e passam por grandes mudanças de temperatura – da geladeira ou do freezer para o micro-ondas, por exemplo.

Efeitos

No organismo, o BPA se comporta de modo semelhante ao hormônio estrogênio, sendo por isso conhecido como um disruptor hormonal. Por desregular o sistema endocrinológico, já foi associado, em estudos anteriores, a problemas de saúde que são influenciados por esse mecanismo: câncer de próstata, de mama e de ovário – além de obesidade e infertilidade.

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/recibos-de-cartao-bancario-liberam-substancia-toxica-diz-estudo

Geração Nem-Nem+: uma bomba-relógio

Quase 10 milhões de jovens brasileiros (15 a 29 anos) no Brasil não trabalham nem estudam. É um exército de reserva que pode ser manobrado para o bem ou para o mal.

Por Luiz Flávio Gomes  
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Quase 10 milhões de jovens brasileiros (15 a 29 anos) no Brasil não trabalham nem estudam. É um exército de reserva que pode ser manobrado para o bem ou para o mal. A classe dominante brasileira sempre teve medo de uma rebelião dos escravos (Darcy Ribeiro). Mas são os antagonismos sociais (desigualdades) do nosso capitalismo selvagem e extrativista que podem um dia explodir por meio de uma violência coletiva devastadora. O IBGE (na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio de 2012) apontou que os jovens que não trabalhavam nem frequentavam a escola, os chamados de “nem-nem”, representavam 19,6%. Isso significa 9,6 milhões de jovens, de uma população estimada para o período de 48, 8 milhões de jovens, na faixa etária de 15 a 29 anos.

O problema, aliás, é mundial. O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o desemprego entre os jovens continua aumentando. Em 2013, 73,4 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estavam sem trabalho – quase 1 milhão a mais do que no ano anterior. Isso representa uma taxa de desemprego juvenil de 12,6 %, mais do que o dobro da taxa de desemprego geral de 6,1%. A pesquisa revelou que o número de jovens que não trabalham nem estudam cresceu em 30 dos 40 países pesquisados. Em 2013, 1 milhão de jovens perderam seus trabalhos.

Boa parcela desses milhões de jovens que não estudam nem trabalham conta, no entanto, com estrutura familiar (é o grupo Nem-Nem acolchoado). O restante é desfamiliarizado (não tem uma constituição familiar sólida nem amparo social, como é corrente nos países de capitalismo selvagem e/ou concentrador: Brasil, EUA etc., que nada têm a ver com os países de capitalismo evoluído e distributivo, civilizados, como Dinamarca, Noruega, Japão, Alemanha, Islândia etc.).

Esse grupo desfamiliarizado (Nem-Nem+), nos países de capitalismo selvagem e extrativista, é uma verdadeira bomba-relógio, em termos sociais, de potencial criminalidade e de violência. Por quê? Porque os fatores negativos começam a se somar (não estuda, não trabalha, não procura emprego, não tem família, não tem projeto de vida…). Se a isso se juntam más companhias, uso de drogas, convites do crime organizado, intensa propaganda para o consumismo, famílias desestruturadas etc., dificilmente esse jovem escapa da criminalidade (consoante a teoria multifatorial da origem do delito). Milhões de jovens, teoricamente, estão na fila da criminalidade (e nossa indiferença hermética não se altera um milímetro com tudo isso).

Diferentemente dos países civilizados de capitalismo evoluído e distributivo (que teriam todos esses jovens dentro da escola), nosso capitalismo bárbaro não se distingue pela educação de qualidade para todos, pelo ensino da ética, pelo império da lei e do devido processo e pela alta renda per capita. O Brasil, aliás, ocupa a vergonhosa 85ª posição no ranking mundial do IDH (índice de desenvolvimento humano). Estamos vivendo uma grave crise intergeracional. A cada dia é “roubado” o futuro de uma grande parcela das gerações mais jovens. Quando as esperanças desaparecerem completamente, o risco é de eclosão de uma grande explosão local e/ou mundial de violência.

*Colaborou Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.

FONTE: http://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/113727367/geracao-nem-nem-uma-bomba-relogio?utm_campaign=newsletter&utm_medium=email&utm_source=newsletter

Pesquisa nos EUA encontra glifosato no ar e na água de chuva

O professor Wanderlei Pignati realizou pesquisa semelhante no Brasil. Foto: Manuela Azenha

 do site da AS-PTA, via e-mail

Um novo artigo científico publicado na revista Enviromental Toxicology and Chemistry relata a detecção do herbicida glifosato, bem como do metabólito AMPA, um derivado tóxico da degradação do glifosato no meio ambiente, em mais de 75% de amostras de ar e de água de chuva no estado do Mississipi, nos EUA.

O estudo foi realizado por pesquisadores do US Geological Service, órgão de pesquisa do governo dos EUA, e compara amostras de ar e de chuva coletadas semanalmente durante as épocas de cultivo em 1995 e 2007, na região agrícola do delta do Mississipi.

Trinta e sete compostos químicos foram detectados nas amostras de ar ou chuva em 2007, 20 das quais estavam presentes tanto no ar como na chuva. O glifosato não havia sido analisado em 1995, mas foi o agrotóxico predominante em 2007, tendo sido detectado em 86% das amostras de ar e em 77% das amostras de chuva.

Segundo o relatório, foram aplicados 2 milhões de kg de glifosato no estado do Mississipi em 2007, ou 55% do total de herbicidas naquele ano, o que é condizente com o resultado que mostra a prevalência do herbicida nas amostras de ar e água. E, embora o glifosato não tenha sido analisado em 1995, dados sobre o uso do produto apontam que ele representava apenas 3% do total de herbicidas aplicados no estado.

Se estiver correta, essa estimativa revela um aumento de 18 vezes nas concentrações de glifosato no ar e na água de chuva em apenas 12 anos – o que é devido à expansão das lavouras transgênicas de soja e milho tolerantes ao veneno.

Os pesquisadores observam que “o padrão de concentração no ar para o glifosato em 2007 foi similar àquele de outros herbicidas comumente detectados tanto em 1995 como em 2007, em que as concentrações mais altas ocorreram em abril e maio. Entretanto, havia concentrações detectáveis de glifosato ao longo de toda a estação de cultivo, o que é condizente com a forma como o glifosato é utilizado em lavouras transgênicas, incluindo aplicações de pós-emergência ao longo de todo o ciclo produtivo.”

Estudo similar já havia sido realizado no Brasil, no município de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, vitrine do agronegócio e da produção de soja. Em 2006 essa cidade foi banhada por uma chuva de herbicida paraquate, classificado pela Anvisa como “Extremamente Tóxico” para a saúde (Classe I). O produto foi despejado por um avião agrícola que se apressava por terminar o serviço antes da chuva, e atingiu casas, jardins, hortas, escolas e canteiros públicos. Embora eventos desse tipo sejam recorrentes, o episódio de Lucas do Rio Verde ganhou repercussão na mídia e motivou um conjunto de ações sobre o tema na região.

Nesse contexto, teve início o projeto de pesquisa “Impacto dos Agrotóxicos na Saúde do Ambiente na Região Centro-Oeste”, coordenada pelo médico e doutor em toxicologia Wanderlei Pignati, Professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e realizada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás entre 2007 e 2010.

Nessa pesquisa também foram encontrados resíduos de agrotóxicos em amostras de ar e água de chuva: 11% das amostras de ar e mais de 40% das amostras de água da chuva coletadas no pátio de 4 escolas públicas do município de Lucas do Rio Verde continham venenos. Também foram encontrados agrotóxicos na água de poços artesianos e, ainda mais grave: no sangue, na urina e no leite materno de habitantes do município (no caso do leite, foram encontrados resíduos de ao menos um tipo de veneno em 100% das amostras de leite das 62 mulheres que participaram da pesquisa, entre a 3ª. e a 8ª. semana após o parto).

Esses estudos evidenciam a gravidade das consequências sobre a saúde pública, sobretudo nas regiões do agronegócio, advindas do modelo convencional de agricultura, baseado em grandes monoculturas intensivas no uso de venenos. Também revelam como estamos sujeitos aos riscos da exposição aos agrotóxicos através do ar que respiramos e da água que bebemos.

PS do Viomundo: O glifosato é um agrotóxico bastante usado no Brasil, que a Monsanto patenteou com o nome de Roundup. 

FONTE: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pesquisa-nos-eua-encontra-glifosato-no-ar-e-na-agua-de-chuva.html

Aliados do governador Sérgio Cabral teriam recebido propina, diz revista

Jornal do Brasil

Durante a Operação Castelo de Areia, a Polícia Federal apreendeu documentos que indicariam que o secretário de Governo do Rio, Wilson Carlos Carvalho, e Carlos Emanuel Miranda, sócio do governador Sérgio Cabral (PMDB), teriam recebido propina da empreiteira Camargo Corrêa após o Estado renovar concessão do metrô. A denúncia está em reportagem da revista Época.

De acordo com a publicação, a propina teria sido paga depois que a Opportrans, controladora da Metrô Rio até 2008, quitou dívida do governo do Rio junto à empreiteira. Ambos teriam recebido, segundo a Época, valores que correspondiam a 5% do negócio, de cerca de R$ 40 milhões. Em 2010, a Camargo Corrêa foi a principal doadora na reeleição de Cabral, com R$ 1 milhão. O governo antecipou em dez anos a renovação do contrato da Opportrans e ainda a estendeu por mais 20 anos, até 2038.

Reportagem traz denúncias contra aliados de Sérgio Cabral
Reportagem traz denúncias contra aliados de Sérgio Cabral

Veja trechos da reportagem:

“O contrato assinado entre o governo do Estado, Opportrans e Camargo Corrêa estipulou a dívida com a construtora em R$ 40 milhões. Segundo o contrato, ela deveria ser paga em 12 parcelas mensais, a partir de 27 de janeiro de 2008. As duas primeiras parcelas seriam de R$ 3,35 milhões, e as demais dez de R$ 3,33 milhões. Do sétimo mês em diante, o valor sofreria correção monetária. A correspondência é impressionante com tabelas e e-mails apreendidos nos escritórios e residências do ex-vice-presidente e então consultor da Camargo Corrêa, Pietro Bianchi – apontado pela PF como o principal operador do esquema –, e do doleiro Kurt Pickel, acusado de enviar o dinheiro dos beneficiários ao exterior. Ambos foram presos na operação.

Nos e-mails e manuscritos de Bianchi, aparecem menções a percentagens destinadas a nomes em código e abreviaturas. Segundo a PF, Wilson Carlos era identificado nas anotações como “Secret. Gov Wilson”, “Secret. Wil”, “Secret. C.C. Wilson”, “Wilson” e “Wils”. Bianchi costumava usar nomes de animais para se referir a alguns destinatários do dinheiro. Miranda, o ex-sócio de Cabral, aparece uma vez como “Carlos Miranda” e outras três vezes, segundo a PF, como “avestruz”.

As anotações referentes aos dois sempre vinham relacionadas à “dívida do Metrô RJ” e a um valor em reais, seguido de um cálculo de 5% desse valor. Os 5% aparecem com um código. Por exemplo: “R$ 3,35 milhões, 5% – R$ 167.500 – Secret.Gov.Wilson”. De acordo com a PF, esses 5% eram o quinhão devido a Wilson Carlos ou a Carlos Miranda. Na época da apreensão, a PF desconhecia o acordo para o pagamento da dívida do metrô, apesar de ele ter sido publicado no Diário Oficial. Por isso, não pôde estabelecer no inquérito uma relação entre essas anotações e os pagamentos feitos pela Opportrans à Camargo Corrêa.”

>> Veja aqui a íntegra da reportagem

A assessoria de imprensa da Camargo Corrêa, afirmou que o acordo triangular com o Estado e o Metrô Rio “foi homologado pela Justiça”.

Já o governo do Rio afirmou que o secretário Wilson Carlos “jamais recebeu dinheiro desse ou de qualquer outro acordo que envolva o Estado e nunca teve conta no exterior”. Além disso, disse que Carlos Miranda foi sócio de Cabral “em uma empresa que deixou de operar há mais de sete anos e já foi extinta”.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/03/01/aliados-do-governador-sergio-cabral-teriam-recebido-propina-diz-revista/

Petrobras retira funcionários de plataforma que adernou

O incidente ocorreu quando uma falha numa válvula do sistema que controla a estabilidade da sonda fez com que a unidade inclinasse 3,5 graus

Vinicius Neder, do 

André Valentim/EXAME.com

Plataforma da PetrobrasPlataforma da Petrobras: Estão em terra e passam bem os 77 funcionários retirados da sonda de perfuração SS-53 operadora Noble, que adernou na Bacia de Campos por cinco horas na sexta-feira

 Rio – Estão em terra e passam bem os 77 funcionários retirados da sonda de perfuração SS-53 operadora Noble, que adernou na Bacia de Campos por cinco horas na sexta-feira. Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), após uma primeira avaliação médica na própria embarcação que os trouxe ao continente, apenas três empregados foram encaminhados ao posto médico da base operacional da Petrobras em Macaé, Litoral Norte do Rio. Eles ficaram mareados durante a viagem.

O incidente ocorreu por volta de 1 hora, quando uma falha numa válvula do sistema que controla a estabilidade da sonda fez com que a unidade inclinasse 3,5 graus. A atividade foi paralisada, o poço foi fechado, vedado com cimento e os trabalhadores não essenciais foram retirados.

Pouco depois das 6 horas, a sonda já estava normalizada, sem risco de adernamento ou vazamento. A Noble interrompeu as atividades por tempo indeterminado. Por precaução, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Marinha interditaram a unidade, mandaram equipes ao local e estabeleceram um prazo de 90 dias para apurar as causas.

Segundo Marcelo Abrahão, diretor do Sindipetro-NF que encontrou-se com os trabalhadores ainda no barco, eles relataram que a situação foi “preocupante e estressante”. “Era madrugada e houve uma emergência”, disse Abrahão. Como a lua está nova, a noite estava muito escura, aumentando o susto, segundo o sindicalista. Além disso, o mar estava agitado.

Os trabalhadores foram liberados da base da Petrobras por volta de 21 horas de sexta-feira, segundo Abrahão. A situação de estresse foi agravada porque os empregados foram retirados da plataforma pouco após o incidente, ainda de madrugada. Mas somente de manhã começaram a viagem de volta a Macaé – inicialmente, o plano era fazer o traslado de helicóptero, mas não havia condição de voo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/petrobras-retira-funcionarios-de-plataforma-que-adernou

MPF denuncia diretores da Cedae por crimes ambientais na Baixada Fluminense

Sistema de captação de água na Reserva Biológica do Tinguá não tem licença ambiental

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O Ministério Público Federal (MPF) em São João de Meriti (RJ) denunciou por crime ambiental a Cedae e dois diretores da companhia responsáveis por atividades de grande impacto ambiental, sem licenciamento, na Reserva Biológica do Tinguá, na Baixada Fluminense. Os réus são acusados de causar danos diretos à reserva por permitirem o funcionamento de empreendimentos de captação de água, a instalação de unidades de tratamento de água com flúor e a realização de obras em represas sem autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No ano passado, a Cedae foi autuada por realizar obras de reconstrução das estruturas na reserva sem autorização e por não dar início ao processo de regularização da captação de água.

De acordo com a denúncia do procurador da República Renato Machado, o laudo técnico do ICMBio apontou que, além da captação de água na reserva ser feita sem licença ambiental, há manipulação de produto altamente perigoso para o meio ambiente, o ácido fluorsilícico, oferecendo risco potencial de degradação. Existem ainda máquinas pesadas no local, destruindo a vegetação. Ainda de acordo com o laudo, as atividades da companhia potencializaram os efeitos negativos de uma enxurrada que aconteceu em janeiro de 2013 e que destruiu as estruturas de represamento, captação e manobras da Cedae, aumentando a possibilidade de vazamento de produtos tóxicos para a vida humana e o meio ambiente.

Veja a íntegra da denúncia aqui. 

“Mesmo após serem pessoalmente advertidos da necessidade de protocolar pedido de autorização para realizar as obras de reconstrução de represas no interior da reserva, os réus ignoraram os alertas e foram flagrados com máquinas pesadas, inclusive na beira de um rio, causando grande destruição. É lamentável que, instada desde o ano 2000 a regularizar as suas atividades, a Cedae ignore completamente suas obrigações na proteção do meio ambiente.” – disse o procurador.

Na denúncia, o MPF oferece à Cedae o benefício da suspensão condicional da ação caso a companhia recupere a área degradada e inicie o processo de licenciamento ambiental da captação de água na reserva no prazo de 60 dias, além do pagamento de todas as multas aplicadas pelo ICMBio como forma de compensar os danos ambientais causados.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Relatório do Banco Mundial mostra que 33% da comida produzida no mundo é desperdiçada

Os argumentos de natureza malthusiana que indicam a superpopulação como culpada pela existência de 1 bilhão de famintos na Terra acaba de receber um duro golpe por meio de um relatório produzido pelo Banco Mundial. Segundo esse relatório, um terço da comida produzida no mundo é jogada fora ou perdida sem ser tocada pelos seus potenciais consumidores (Aqui!).

A situação de desperdício seria generalizada em países desenvolvidos como os EUA e a Inglaterra, onde as perdas financeiras com comida jogada fora alcançam valores médios em torno de R$ 3 mil anuais. Enquanto isso, as perdas nos países pobres se dariam principalmente pelas condições de beneficiamento e estocagem que seguem sendo bastante precárias.

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Além disso, o mesmo relatório alerta que a situação historicamente alto dos preços dos alimentos pode ser piorada pelas mudanças climáticas que estão acarretando eventos climáticos extremos e pela alta dos combustíveis que impulsionam o modelo de agricultura da Revolução Verde.

MPF convoca audiência pública para debater queima de cana no Norte Fluminense

  Queimadas causam danos à saúde e ao meio ambiente

O Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes (RJ) realiza no próximo dia 19 de março, entre 13h e 18h30, a audiência pública “Repensando as queimadas: a cana como fator de desenvolvimento humano”. O evento pretende debater os efeitos das queimadas à saúde e ao meio ambiente, e também a cana como fator de desenvolvimento humano.  Para o MPF, a cana – que possui grande importância na economia local – deve contribuir para uma melhor qualidade de vida dos plantadores, bem como da população em geral.

 A audiência foi convocada pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, responsável pelo procedimento que investiga possíveis danos à atmosfera, incidência de doenças cardiovasculares e respiratórias, além de prejuízos ao ecossistema e ao solo, como consequência da queima de cana no Norte Fluminense. O MPF considera que a preservação do meio ambiente é de interesse social e realiza a audiência pública para permitir o debate, o acesso à informação e a participação de todo e qualquer cidadão e das sociedades organizadas. 

Dentre os convidados para a audiência, estão representantes do Ministério Público do Trabalho no município de Campos, do Ibama, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, do Hospital Ferreira Machado, da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (COAGRO) e da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (ASFLUCAN). 

A audiência acontece no auditório da Universidade Cândido Mendes (Avenida Anita Peçanha, 100, Parque São Caetano, Campos dos Goytacazes/RJ).

Entenda os riscos

A região Norte Fluminense é historicamente marcada pela cultura canavieira, fazendo uso da queima da palha da cana de açúcar. Porém, ao ser queimada, a matéria orgânica libera gases tóxicos, causando grandes transtornos ao meio ambiente e ao ser humano. O aumento da incidência de doenças respiratórias e cardiovasculares, principalmente em idosos e crianças, são consequências dessa prática.  Além disso, há elevação do risco de acidentes automobilísticos, devido a baixa visibilidade, e problemas na transmissão de energia elétrica. A biota (conjunto de seres vivos do ecossistema) também é afetada pelas queimadas, o que contribui para o agravamento do efeito estufa. A fuligem, por exemplo, além de aumentar do consumo de água na limpeza doméstica, interfere no processo de fotossíntese das plantas.

 FONTE:  Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro