MST faz encontro e estabelece prioridades para o Norte Fluminense

Em um encontro que misturou a celebração de seus mártires Cícero Guedes e Regina Santos com a preparação para a realização do seu congresso nacional, o MST apontou suas metas de atuação no Norte Fluminense para 2014. Fazendo uso da palavra em nome da direção regional do MST, Marina dos Santos apontou para as várias tarefas que deverão resolvidas, não apenas pelo movimento, mas também por seus amigos e amigas que atuam em sindicatos e universidades. Nesse sentido, Marina dos Santos apontou ainda que uma das principais tarefas que o MST quer resolver em 2014 é a desapropriação das terras da Usina Cambahyba que são objeto de disputa há mais de uma década, e que foi o estopim do assassinato de Cícero Guedes. Segundo o que disse a dirigente do MST/RJ, desapropriar as terras da Usina Cambahyba será apenas o primeiro passo na construção de uma nova forma de fazer agricultura.

Além da questão da Cambahyba, outros aspectos que deverão merecer a atenção do MST e seus aliados será a dinamização dos assentamentos já existentes e um aumento na pressão para que os acampados que hoje estão espalhados seis acampamentos na região Norte Fluminense tenham sua demanda por uma pedaço de terra atendida ainda neste ano.

A reação entusiástica dos presentes a esta pauta de ações parece sinalizar para uma ampliação da luta pela reforma agrária no Norte Fluminense em 2014. A ver!

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McDonald’s admite que está perdendo relevância

Depois de um 2013 fraco, rede de fast food pretende repensar seu negócio para reconquistar os clientes

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Daniela Barbosa, de

Paulo Pampolin / Hype

Funcionário do McDonald's oferece batatas fritas

McDonald’s: rede acredita que está perdendo relevância

São Paulo – 2013 não foi um dos melhores anos para os negócios do McDonald’s. Diante de resultados financeiros fracos, a rede de fast food mais famosa do mundo admitiu que está perdendo relevância diante dos clientes.

Em teleconferência na última quinta-feira, Don Thompson, presidente do McDonald’s, afirmou que a rede precisa melhorar suas ofertas de cardápio e proporcionar mais valor aos consumidores.

“O segredo vai ser realmente restabelecer a confiança dos clientes. Isso quer dizer que precisamos comprovar que o nosso menu é realmente relevante”, disse o executivo em teleconferência.

Segundo ele, 2013 foi um ano desafiador e janeiro de 2014 ainda não apresentou melhoras.  “Queremos mostrar que nossos restaurantes preparam alimentos frescos e de qualidade e vamos passar essa mensagem”, disse.

Em 2014, o McDonald’s quer abrir 1.600  lojas e reformar cerca de 1.000 já em funcionamento. Para isso, a rede tem um orçamento de 3 bilhões de dólares.

No último trimestre do ano, o McDonald’s registrou lucro líquido de 1,4 bilhão de dólares. A receita total cresceu 2%, totalizando 7,09 bilhões de dólares.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mcdonald-s-admite-que-esta-perdendo-relevancia

Imigrantes haitianos são escravizados no Brasil

Em dois flagrantes diferentes, 121 haitianos foram resgatados. Grupo de migrantes vivia em alojamento que, segundo equipe de fiscalização, parecia uma senzala

Por Stefano Wrobleski

 O Haiti é o país em que ocorreu a mais famosa revolta de escravos durante o período colonial. Em 1791, milhares de pessoas começaram uma revolta que culminou na abolição da escravidão do país, tornando-se o primeiro do mundo a abolir a prática. O processo abalou proprietários de escravos em toda a América e inspirou diferentes mobilizações em outros países. Mais de dois séculos depois, haitianos voltam a ser escravizados, agora no Brasil. Ao todo, 121 migrantes foram resgatados de condições análogas às de escravos em duas operações diferentes realizadas em 2013. Na maior delas, em que 100 pessoas foram resgatadas, o auditor fiscal Marcelo Gonçalves Campos, que acompanhou ação de fiscalização pelo Ministério do Trabalho e Emprego, comparou a situação em que um grupo estava alojado com a da escravidão do passado. “Uma das casas parecia uma senzala da época da colônia, era absolutamente precária. No fundo, havia um espaço grande com fogões a lenha. A construção nem era de alvenaria”, afirmou.

Soldados brasileiros no Haiti. Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

Soldados brasileiros no Haiti. Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

A exploração de migrantes no Brasil está relacionada à ausência de políticas públicas adequadas, que deixa milhares de pessoas em situação vulnerável. A estimativa é de que 22 mil haitianos migraram para o país desde 2010, ano em que aconteceu o mais intenso terremoto da história do país. O Brasil, à frente das tropas da Organização das Nações Unidas (ONU) que invadiram e ocupam o Haiti desde 2004, virou um dos destinos escolhidos entre os desabrigados na tragédia.

Os dois casos de trabalho escravo recentes são os que mais ganharam destaque e receberam atenção das autoridades. Movimentos sociais e organizações que trabalham em defesa de direitos de migrantes ouvidas pela reportagem alertam que os casos se multiplicam no país e que há violações que não se tornam públicas.

Anglo American
O principal caso envolvendo a libertação de haitianos no Brasil até hoje culminou no resgate de 172 trabalhadores – entre eles, os 100 haitianos que viviam em condições degradantes. O flagrante de escravidão aconteceu em uma obra da mineradora Anglo American no município mineiro de Conceição do Mato Dentro, que tem população de 18 mil habitantes e fica a 160 quilômetros de Belo Horizonte. A fiscalização aconteceu em novembro de 2013 a pedido da Assembleia Legislativa de Minas Gerais depois que a chegada da mineradora foi discutida em uma audiência pública. “Houve um incremento de cerca de 8 mil trabalhadores por conta da presença da mineradora e a cidade não estava preparada”, explica Marcelo.

Haitianos resgatados afirmam que foram informados de que não poderiam deixar o emprego antes de três meses

As vítimas foram encontradas em diversos alojamentos, incluindo a casa que, segundo o fiscal, lembrava uma senzala. Ainda de acordo com a fiscalização, todos os resgatados viviam em condições degradantes. A comida fornecida era de baixa qualidade e alguns dos trabalhadores chegaram a ter hemorragia no estômago. Entre os brasileiros, foram libertados migrantes nordestinos que a equipe verificou terem acabado endividados após serem obrigados a pagar entre R$ 200 e R$ 400 como custo de transporte para chegar até o local de trabalho, o que caracterizou servidão por dívida. Além disso, diversos funcionários haitianos disseram à fiscalização ter sido informados pelo empregador que não poderiam deixar o trabalho antes de três meses, o que foi rebatido pelo patrão como uma falha de compreensão dos migrantes.

Uma das casas onde os resgatados em Minas Gerais dormiam estava sendo reformada e ainda não tinha camas ou piso (Foto: MTE)

Uma das casas onde os resgatados em Minas Gerais dormiam estava sendo reformada e ainda não tinha camas ou piso (Foto: MTE)

Tanto a Anglo American quanto a Diedro, construtora contratada pela Anglo American para a obra em que ocorreu o resgate, negam a responsabilidade pelo caso. Os resgatados trabalhavam na construção de casas onde viverão os empregados da mineradora, que planeja a exploração de minério de ferro na região em um projeto de mais de US$ 5 bilhões, conforme anunciado no site da empresa. Procurada pela Repórter Brasil a Anglo American afirma , em nota, que “atua rigorosamente de acordo com a legislação trabalhista e exige de suas terceirizadas o mesmo” e informou que “possui um rígido controle sanitário de suas contratadas, aplicando multas, notificações e treinamentos sempre que identificados desvios”.

A Diedro afirma ter sido “injustamente acusada de aliciamento na contratação desse grupo [nordestinos]. Os sergipanos foram contratados de acordo com as normas da legislação brasileira e a Diedro possui cópias de toda documentação, carteiras de trabalho e contracheque”. As empresas firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho se comprometendo a regularizar a situação de todas as vítimas e a pagar R$ 100 mil em indenização por dano moral coletivo.

Minha Casa Minha Vida
Outra libertação envolvendo haitianos aconteceu em junho de 2013 na capital do Mato Grosso, Cuiabá. De acordo com a fiscalização, as 21 vítimas foram alojadas em uma casa em condições degradantes. Além de superlotada, faltava água com frequência e não havia camas para todos. Elas haviam sido contratadas para a construção de casas de um conjunto residencial financiado com verbas do programa de habitação do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida, em que flagrantes de trabalho escravo têm sido constantes.

Cama improvisada na frente de alojamento de trabalhadores haitianos de obra do Minha Casa Minha Vida (Foto: MTE)

Cama improvisada na frente de alojamento de trabalhadores haitianos de obra do Minha Casa Minha Vida em Cuiabá (MT) (Foto: MTE)

Na carteira de trabalho, o registro foi feito em nome de uma empresa terceirizada pela Sisan Engenharia, a construtora responsável pela obra. Depois de duas semanas de trabalho, a terceirizada demitiu os funcionários sem pagar nenhum salário, o que só aconteceu depois que a fiscalização chegou ao local. Como os empregados trabalhavam na mesma atividade-fim da Sisan, a terceirização foi considerada ilícita com base na súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho e a empresa foi responsabilizada pelo problema. A Repórter Brasil procurou a Sisan para comentar o fato, mas a empreiteira não respondeu ao pedido de entrevista.

Longe de casa
O caminho percorrido entre o Haiti e o Brasil é longo e difícil. Do país caribenho, a maioria dos haitianos viaja dois mil quilômetros de avião para o Equador, que não exige visto de nenhum país do mundo. Por terra, eles cruzam a fronteira com o Peru e seguem viagem até Brasileia – um pequeno município acriano com cerca de 21 mil habitantes –, em um percurso de mais de 3,6 mil quilômetros.

Caminho percorrido pelos haitianos que chegam ao Brasil por Brasileia, no Acre (Imagem: Reprodução/Google Maps)

Quase seis mil quilômetros: da capital Porto Príncipe (A), os haitianos com destino ao Brasil vão de avião até o Equador (B) e percorrem o Peru para entrar no país com destino a Brasileia, no Acre (C) (Imagem: Reprodução/Google Maps)

Em janeiro de 2012, a obtenção de vistos de haitianos no Brasil foi limitada a 1200 vistos permanentes de caráter humanitário por ano, emitidos somente na embaixada brasileira em Porto Príncipe (no mesmo mês, por pressão do governo brasileiro, o Peru passou a exigir vistos dos haitianos que entrassem no país). A limitação de 1200 vistos por ano caiu em abril de 2013 e, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, foram emitidos mais de cinco mil vistos aos migrantes do Haiti só no ano passado.

Quando os haitianos chegam a Brasileia, equipes do Sistema Nacional de Emprego (SINE) – vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – e do Governo do Estado do Acre emitem os documentos necessários para que os migrantes possam morar e trabalhar no Brasil, além de auxiliá-los a conseguir emprego.

Empresas que contratam empregados em locais distantes são responsáveis por garantir a contratação e o transporte

Nem sempre, porém, empregadores e trabalhadores têm recebido as orientações corretas. No caso da Anglo American, representantes da empresa afirmam que chegaram a consultar o próprio SINE e o Governo do Acre, mas alegam não ter sido informados de que deveriam efetuar a contratação antes da viagem do Acre para Minas Gerais, conforme determina a lei. Trata-se de uma exigência da Instrução Normativa nº 90/2011 do MTE, que prevê que a empresa que contrata empregos em locais distantes é responsável pela segurança no transporte e por arcar com custos no caso de eventuais acidentes que aconteçam no caminho. A medida evita a superexploração em condições análogas às de escravos ao impor, também, a necessidade de informar ao MTE sobre o transporte.

O auditor fiscal Marcelo Gonçalves Campos questionou a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre sobre o caso e recebeu como resposta que a pasta “não é agência de emprego”. “Nos dispomos a fazer a ponte entre empresa-haitiano por razões humanitárias”, diz o texto assinado por Francisca Mirtes de Lima, coordenadora da Divisão de Apoio e Atendimento aos Imigrantes e Refugiados, órgão subordinado à secretaria mencionada. O posicionamento é questionado pelo auditor que fez o resgate dos trabalhadores. “Como é que o Governo do Estado do Acre e o SINE patrocinam essa contratação ao arrepio da lei e em uma situação de vulnerabilidade tão acentuada?”, pergunta Marcelo.

Repórter Brasil procurou ouvir o SINE no Acre, mas não recebeu qualquer resposta do MTE até o fechamento desta matéria. O secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, não respondeu aos telefonemas.

Confira a segunda parte desta reportagem: Sem acesso a políticas públicas, haitianos são explorados

FONTE: http://reporterbrasil.org.br/2014/01/imigrantes-haitianos-sao-escravizados-no-brasil/

Cariocas sofrem nos trens e o MP arquiva investigação sobre uso de helicópteros por Cabral

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Enquanto a população carioca sofre todos os dias com os péssimos serviços prestados por concessionárias de transporte público, o MP do Rio de Janeiro acaba de arquivar uma investigação instaurada para apurar a farra dos helicópteros promovida pelo (des) governador Sérgio Cabral.

A alegação do MP é interessante: Cabral, seus familiares e até o cachorro da família devem andar de helicóptero em nome da celeridade e da segurança. O que me deixa intrigado é por que até hoje o MP do Rio de Janeiro assiste passivamente a negação cotidiana a milhões de cidadãos fluminenses a mesmo tipo de direito, em que pese os preços caríssimos que vigoram no Rio de Janeiro nos serviços de barcas, trens e ônibus,

Essa é, sem dúvida nenhuma, uma estranha noção do que vem a ser “justiça”.

Apuração sobre uso de helicóptero por Sérgio Cabral é arquivada

ITALO NOGUEIRA, DO RIO

O procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Martins Vieira, arquivou a investigação sobre o uso de helicópteros do Estado por parte do governador Sérgio Cabral (PMDB) e seus familiares.

De acordo com o Ministério Público, o emprego das aeronaves “se justificava por questões de segurança e otimização de tempo”. O arquivamento ocorreu no último dia 17 e ainda será analisado pelo Conselho Superior da instituição.

A investigação foi aberta após a revista “Veja” revelar que empregados pessoais do governador usavam helicópteros do Estado em viagem à casa de veraneio de Cabral, em Mangaratiba. Também voaram filhos do governador, suas babás e o cachorro da família, Juquinha.

A reportagem mostrava ainda que Cabral usava diariamente as aeronaves para deslocar-se de casa para o Palácio Guanabara, sede do governo. O trajeto tem cerca de dez quilômetros.

“O MP entendeu que o emprego de transporte aéreo se justificava, nas circunstâncias, por questões de segurança e de otimização de tempo, levando-se em conta o risco diante das medidas adotadas pela administração estadual contra o tráfico de drogas e o fato de a agenda do governador atender ao interesse coletivo”, diz nota da Promotoria.

Folha obteve cópia de parte da investigação com base na Lei de Acesso à Informação. Nas 33 páginas, que contém movimentação desde a abertura da apuração até 22 de outubro (três meses e meio de investigação), não há solicitação de planilhas de voo por parte da Promotoria. O órgão, contudo, afirma que analisou planilhas de voo.

Vieira instaurou a investigação no dia 8 de julho e enviou as reportagens ao governador, solicitando “informações pertinentes”.

A resposta veio um mês e meio depois, em 23 de agosto. O governador respondeu o que já havia dito à imprensa: que usava os helicópteros por motivo de segurança e que seus empregados e filhos só embarcaram em sua companhia. O cachorro viajara no colo de um dos filhos.

“Não gerando com isso qualquer prejuízo ao Estado”, escreveu o governador.

O Ministério Público não divulgou todos os documentos da apuração, sob o argumento de se tratar de peças de investigação.

A decisão difere do que Vieira afirmara a manifestantes em julho, quando foram à porta da Promotoria cobrar investigações, entre elas sobre o helicóptero. “Vamos colocar no site da instituição todo o desenrolar das investigações, ponto por ponto”, disse ele à época.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1402099-apuracao-sobre-uso-de-helicoptero-por-sergio-cabral-e-arquivada.shtml

Esgoto in natura lançado de área nobre da cidade do Rio de Janeiro

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Helicóptero da CBN flagra despejo de esgoto no mar de São Conrado, na Zona Sul do Rio.

O Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos de 2016 anunciaram hoje que o custo do evento deverá chegar a pelo menos R$ 7 bilhões. Enquanto isso, a pouco mais de dois anos antes do evento, esgoto in natura é jogado no mar em um dos bairros mais nobres da cidade do Rio de Janeiro. Como pouco dessa fortuna toda será gasta com infraestrutura básica, já dá para antever o tipo de mar que os competidores olímpicos vão enfrentar: de merda!

Exame informa: petroleira de Eike continua com problemas para honrar compromissos

Ex-OGX pode perder concessões no Espírito Santo

Companhia tem até sexta-feira para honrar uma série de compromissos firmados na exploração de blocos exploratórios

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Funcionário da OGX, do Grupo EBXFuncionário da OGX, hoje conhecida como Óleo e Gás Participações: empressa passa pelo maior processo de recuperação judicial da América Latina
Rio de Janeiro – A Óleo e Gás Participações, ex-OGX, tem até sexta-feira para honrar uma série de compromissos firmados na exploração de blocos exploratórios, sob pena de perder concessões de petróleo na bacia do Espírito Santo, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto.

O prazo, requerido pela própria petroleira de Eike Batista, foi aprovado pela diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no começo deste mês e por enquanto está mantido, afirmou a fonte, pedindo anonimato.

A empresa de Eike Batista passa pelo maior processo de recuperação judicial da América Latina. Mesmo nesta fase em que os bens da ex-OGX estão protegidos pela Justiça, a agência poderá tentar contestar as concessões, disse a fonte.

A ex-OGX deve provar sua adimplência nos blocos ES-M-472, ES-M-529, ES-M-531, aos parceiros nas concessões, Perenco e Sinochem, e à reguladora.

O mesmo prazo foi acertado para compromissos nos campos Atlanta e Oliva, para os quais pelo menos uma parte da dívida foi paga, conforme informou a companhia em 9 de janeiro.

A ex-OGX pagou a primeira parcela da dívida em atraso no valor de 73 milhões de reais relacionados aos campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos, disse a companhia por meio da assessoria de imprensa.

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), operadora e parceira da petroleira de Eike Batista na área exploratória, informou em dezembro que a ex-OGX deixou de pagar 73 milhões de reais relativos a sua participação no bloco BS-4, que deu origem aos campos de Atlanta e Oliva.

Além dos pagamentos com sócios nestas áreas, a ANP espera que a petroleira de Eike comprove sua capacidade financeira para cumprir obrigações em todas as suas concessões, incluindo investimentos previstos no contrato com a agência.

Procurada, a companhia não comentou o assunto.

A empresa deverá até a próxima semana apresentar à Justiça seu plano de recuperação judicial, disse outra fonte, em condição de anonimato.

A endividada petroleira entrou em 30 de outubro com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, num passo esperado para tentar evitar a falência.

A petroleira declarou dívida consolidada de 11,2 bilhões de reais no pedido de recuperação judicial.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ex-ogx-pode-perder-concessoes-no-espirito-santo

UENF: atraso das bolsas estudantis revela descaso do (des) governo Cabral

A corrosão salarial de professores e servidores é apenas a face mais óbvia de um processo de asfixia financeira imposto pelo (des) governo de Sérgio Cabral sobre a Universidade Estadual do Norte Fluminense. Uma face menos conhecida, mas ainda mais gritante é o atraso no pagamento das bolsas acadêmicas de centenas de estudantes de graduação e pós-graduação.  No primeiro mandato do (des) governo Cabral esse pagamento era feito normalmente no início de cada mês subsequente à vigência da bolsa. Entretanto, após a entrada do Bradesco como instituição financeira encarregada do pagamento de proventos e bolsas de servidores estaduais, a coisa começou lentamente a degringolar.

Agora, em pleno mês de janeiro, quando a maioria dos estudantes está no campus por força de suas obrigações, o pagamento ainda foi feito, estando previsto para o dia 24/01 (amanhã). Se o atraso de pagamento de salários já cria um imenso problema, imaginem o que acontece com estudantes cuja maioria provém de camadas menos privilegiadas da população e cujas famílias façam um grande esforço para manter estudando!

E a reitoria da UENF? Em meio a uma situação que beira o descalabro, os gestores da UENF se resumem a colocar a culpa na Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) como mostra a mensagem abaixo postada hoje pela Assessoria de Comunicação:

“Pagamento de bolsistas: crédito na conta nesta sexta, 24. A Gerência de Recursos Humanos da UENF (GRH) informa que, em virtude de procedimento da Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão), o pagamento dos bolsistas da Universidade estará liberado na conta corrente nesta sexta, 24/01, e não nesta quinta, como inicialmente previsto por aquela Secretaria.”

É aquela famosa situação do Pilatos que lava as mãos, deixando os bolsistas com múltiplos problemas para honrar seus compromissos que incluem o pagamento de aluguel, isto sem falar na alimentação. Por sinal, o bandejão que poderia amenizar o problema, continua solenemente fechado e sem data para começar a funcionar.

Em suma, o (des) governo Cabral e a reitoria da UENF não estão nem ai para os bolsistas! E depois ainda temos que ouvir loas para as ótimas colocações que os estudantes da UENF alcançam no ENADE. Que excelente paga!

Matéria da Reuters aponta que custo dos Jogos Olímpicos pode chegar a R$ 10 bilhões!

Para quem acha que já atingimos as raias da loucura com a gastança para a Copa da FIFA, a matéria abaixo da Agência Reuters que o pior ainda está por vir nos Jogos Olímpicos de 2016. É que de um orçamento inicial estimado de R$ 4,2 bilhões, as estimativas já chegam a R$ 7 bilhões, podendo chegar a R$ 10 bilhões. Esse gasto todo não trará grandes ganhos para os pobres da cidade do Rio de Janeiro, mas deverá redesenhar completamente a distribuição das classes sociais no espaço carioca. E ai não precisa ser da Fundação Cacique Cobra Coral para saber que vão chover remoções para cima dos pobres.

E pensar que a Suécia recusou se candidatar para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 para não ter que gastar dinheiro público que seria melhor gasto com a construção de moradias populares (Aqui!).  Como diz Ancelmo Góis: deve ser terrível ter que viver na Suécia!

Orçamento da Rio 2016 sobe para cerca de R$7 bi, diz fonte

A previsão inicial do orçamento operacional, que era gastar 4,2 bilhões de reais, pode aumentar ainda mais

Rodrigo Viga Gaier, da

Divulgação/COB

Bandeira Rio 2016

Bandeira Rio 2016: o custo total da Olimpíada será apresentado na próxima semana

Rio de Janeiro – O orçamento operacional da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro subiu mais de 2,5 bilhões de reais ante a estimativa inicial do comitê organizador local dos Jogos, para cerca de 7 bilhões de reais, e pode subir ainda mais, disse à Reuters uma fonte próxima ao assunto.

Quando apresentou o orçamento na proposta de candidatura aos Jogos, em 2009, o comitê organizador estimava gastar 4,2 bilhões de reais no evento. Agora, com a atualização dos valores, a variação do câmbio e a inclusão de outras responsabilidades e modalidades no programa olímpico, o orçamento subiu para 7 bilhões de reais.

Além disso, a previsão inicial de aporte de 1,4 bilhão de reais das três esferas de governo no COL foi elevada para 1,9 bilhão de reais.

“É muito difícil fazer um prognóstico para a obra de um banheiro de uma casa. Imagina de uma Olimpíada que envolve muito mais gente, órgãos e outros fatores”, disse a fonte, sob condição de anonimato. “É um salto grande mas que era necessário”, disse, acrescentando que o orçamento ainda “corre o risco de passar por uma nova revisão”.

“Acho um risco danado fechar esse número em 7 bilhões. Acho que deveríamos jogar mais para cima, para uns 10 bilhões (de reais), para termos folga e chance de até sobrar dinheiro no final”, disse.

O orçamento operacional dos Jogos Olímpicos de 2016 será divulgado oficialmente nesta quinta-feira. O valor é referente apenas às obrigações do COL, e não inclui as obras de infraestrutura e construção de arenas esportivas.

O custo total da Olimpíada será apresentado na próxima semana, quando será divulgada a matriz de responsabilidade dos Jogos Olímpicos. Na proposta de candidatura do Rio, esse gasto foi estimado em 23 bilhões de reais.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/orcamento-da-rio-2016-sobe-para-cerca-de-r-7-bi-diz-fonte

Grupo dos 85 mais ricos do mundo tem riqueza igual à dos 3,5 bilhões mais pobres

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Segundo Oxfam International, bilionários acumulam fortuna de US$ 1,7 trilhão. Às vésperas do Fórum Econômico, entidade alerta para luta contra desigualdade

RIO – O pequeno grupo das 85 pessoas mais ricas do mundo concentra a mesma riqueza que os 3,5 bilhões mais pobre do planeta, revelou nesta segunda-feira uma pesquisa da organização Oxfam International. O estudo foi divulgado às vésperas do Fórum Econômico Mundial e tem como objetivo estimular o debate sobre a desigualdade social no encontro, que ocorre a partir de quarta-feira em Davos, na Suíça.

De acordo com o relatório, o grupo de super-ricos acumula fortuna de US$ 1,7 trilhão. A entidade afirma ainda que 1% da população mundial detém quase metade da riqueza mundial: US$ 110 trilhões.

Para a Oxfam, dedicada ao combate à pobreza, o alto nível de desigualdade está relacionado à concentração de poder, que garante mais oportunidades aos mais favorecidos. A entidade cita pesquisas realizadas em seis países, inclusive o Brasil, que mostram que a maioria das pessoas acredita que as leis são distorcidas em favor dos mais ricos. Segundo o estudo, paraísos fiscais, práticas anticompetitivas e baixo investimento em serviços públicos estão entre os fatores que dificultaram uma melhor distribuição de oportunidades.

“Esta captura de oportunidades pelos ricos às custas dos pobres e da classe média ajudou a criar uma situação onde sete de dez pessoas no mundo vivem em países onde a desigualdade aumentou desde os anos 80”, afirmou a Oxfam.

Para o diretor da organização, Winnie Byanyima, que estará em Davos, a luta contra a pobreza está relacionada ao combate à desigualdade.

– O aumento da desigualdade está criando um círculo vicioso onde riqueza e poder estão cada vez mais concentrados nas mãos de poucos, deixando o resto de nós lutando por migalhas que caem da mesa – afirmou Byayima.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/economia/grupo-dos-85-mais-ricos-do-mundo-tem-riqueza-igual-dos-35-bilhoes-mais-pobres-11355568#ixzz2rDW2jGmn

Brasil 247: Malan e Ellen se calam sobre seus papéis na OGX

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Com remuneração de R$ 1,7 milhão anuais, ex-ministro da Fazenda foi o grande medalhão do Conselho de Administração da OGX entre junho de 2008 e julho de 2013; ex-presidente do STF entrou depois, mas saiu junto; hoje Pedro Malan integra a alta diretoria do Banco Itaú, enquanto Ellen Grace estuda convites para ser candidata às eleições de outubro; mas acionistas minoritários da holding de Eike Batista, cujas ações viraram pó, não estão tão felizes quanto eles; na Justiça, entraram com ação por ressarcimento de prejuízos contra Malan, Eike e a Comissão de Valores Mobiliários; ex-ministro tucano diz não ter nada a declarar; será mesmo?

247 – Entre junho de 2008 e julho de 2013, período em as ações da holding de Eike Batista, a OGX, saíram do ostracismo, ganharam credibilidade, conheceram a glória e, finalmente, viraram pó, um nome de peso fazia parte do seu Conselho de Administração. À vista de todos, como um medalhão na vitrine, aparecia Pedro Sampaio Malan, o mais longevo ministro da Fazenda do Brasil (1995-2002), nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique.

Chega a ser natural que, agora, acionista minoritários da OGX tenha entrada com uma ação de prejuízos materiais e morais não apenas contra Malan, mas também contra Eike e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujas investigações sobre o que de fato aconteceu nas entranhas da quebra da OGX não são de conhecimento do público até agora.

Com um nada a declarar, Malan já procura se esquivar do caso, mas, para uma figura da sua dimensão, será difícil. O ex-ministro é um simbolo intocável do que melhor os tucanos produziram entre seus quadros econômicos. E justo ele, quase um santo entre seus colegas, se envolve, ainda que de camarote, como lhe cai bem, nesse caso vexaminoso. Sabe-se que a remuneração anual de um conselheiro de administração da OGX era de R$ 1,7 mihão.

Os minoritários alegam que um nome da expressão de Malan atrai acionistas para o negócio. É correto acreditar que, se um homem com a imagem dele, atual membro da alta diretoria do banco Itaú Unibanco, faz parte de um Conselho de Administração, lá é que a gestão deve mesmo ser limpa e cristalina. Uma garantia.

Mas não foi o que aconteceu. Quando os papéis da OGX estavam no chão, valando menos de R$ 1 depois terem experimentado cotação superior a R$ 23, Malan, acompanhado da ex-presidente do STF Ellen Grace e do ex-ministro das Minas e Energia Rodolpho Tourinho, fechou sua pasta e foi embora. O anúncio da saída deles do conselho da OGX, em julho de 2013, se deu de forma conjunta. Àquela altura, milhares de acionistas minoritários tinham perdido tudo o que haviam investido na companhia tão bem aquinhoada de nomes importantes da nossa sociedade.

Hoje soa ter sido uma estratégia de Eike Batista, que vivia criando fatos relevantes para inflar suas ações, reunir tanta gente famosa à sua volta a mesa principal da OGX. Mas isso não isenta de responsabilidade esses mesmos que lá estavam, cientes de informações estratégicas, se omitirem diante do caos anunciado. É o que alegam os minoritários que agora pedem a responsabilização de Malan, Eike e da CVM na quebra.

Enquanto Malan se vê incomodado – o que, é claro, ele detesta -, Ellen vive outra realidade. Há notas nos jornais informando que ela é cotada para concorrer ao governo do Rio de Janeiro pelo PSDB, que ficou se nome depois que o técnico Bernardino recusou a missão. Se não der certo, Ellen também aparece cotada, noutras fofocas políticas, para até mesmo ser  candidata a vice na chapa de Aécio Neves. Ela também avisa que nada tem a declarar sobre a OGX enquanto durarem as investigações da CVM.

No mesmo silêncio, destinos até aqui opostos no escândalo da quebra da OGX.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/economia/127790/Malan-e-Ellen-se-calam-sobre-seus-pap%C3%A9is-na-OGX.htm