Portal OZK noticia nova greve dos trabalhadores do Porto do Açu

Funcionários fazem greve e fecham acesso ao Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra

Por LEONARDO FERREIRA 

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As primeiras informações que chegam a redação do Portalozk.com dão conta de uma greve de funcionários do Complexo Portuário do Açu, no 5º Distrito de São João da Barra.

A greve começou por volta das 6h desta quarta-feira (15) e segundo grevistas, em contato com o Portalozk.com , não tem previsão para acabar. O motivo principal da greve é a falta de pagamento de horas extras por parte da empresa Integra. Os grevistas informam que estão sem receber os valores há cerca de seis meses e também exigem Participação nos Lucros (P.L.). Há também a reclamação de que novos funcionários estão ganhando mais do que os antigos, então eles pedem um reajuste.

A Polícia Militar está no local e tenta desobstruir a pista, liberando o acesso ao Porto. Funcionários de outras empresas se juntam aos grevistas. Há funcionários de determinadas empresas que estão fazendo contato informando que entraram por outro acesso do Porto e estão trabalhando normalmente.

Outras informações a qualquer momento…

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Diretório do PSOL de Itaocara responde à matéria da Revista Veja

Neste domingo 12 de janeiro, o site da revista Veja publicou uma extensa nota sobre a administração popular do PSOL no município de Itaocara/RJ. Da longa entrevista efetuada ao Prefeito, companheiro Gelsimar Gonzaga, praticamente não reproduz nada. Se utilizando de inverdades e deturpando os fatos, o jornalista aproveita o espaço para deflagrar um virulento ataque ao partido e especialmente à esquerda que não aceita ser domesticada.

Não poderia ser diferente. A linha editorial da Veja representa o que há de mais atrasado no espectro ideológico e político do Brasil. Acostumados a ser governo, estão em decadência, pois a velha direita – da qual Veja faz parte -, foi substituída por uma nova direita muito mais hábil e com verniz vermelhinho e popular (os governos do PT). Pior do que ser de direita, é ter seu lugar roubado pelos antigos inimigos de esquerda e depender deles para ter contratos milionários assinados com o Estado brasileiro.

Daí que os ataques da Veja são verdadeiros elogios, pois nos indicam que estamos no caminho certo. Não que vamos resolver todos os problemas, pois o PSOL não governa o país, nem o estado do Rio de Janeiro e ninguém pode acreditar que é possível fazer a Revolução ou construir o socialismo a partir de um pequeno município. Mas o ataque desproporcional desta matéria contra a administração de Itaocara demonstra um ódio de classe e o desconforto que nosso governo traz para os interesses da velha prática política. Para nós foi a “prova dos nove”, a prova de que o Governo do Povo de Itaocara está indo muito bem!

Sucupira?

Destilando ódio na tentativa de ridicularizar nossa administração, a Veja compara Itaocara à Sucupira, a cidade do carismático e corrupto Prefeito Odorico Paraguaçu. Nela se passam as histórias onde o genial Dias Gomes fez uma caricatura perfeita do que é a política em nosso país. Criticando e ironizando as obras superfaturadas, as negociatas, a política de troca-troca, e, porque não (?), o recebimento de verbas públicas por grandes jornais e REVISTAS, esses tipos de coisas que nossos detratores conhecem muito melhor que nós.

Gelsimar não é Odorico e Itaocara não é Sucupira. Longe disso. Gelsimar Gonzaga é um trabalhador, um sindicalista, um lutador do povo, e nos orgulha que tenha chegado à Prefeitura depois de muitos anos de batalhas políticas e eleitorais sem mudar de lado. Odorico Paraguaçu representa a atual classe dominante, inescrupulosa e corrupta, e nesse sentido pode ser assemelhado a muitos dos ex-presidentes ou governadores de Estado pelos quais Veja nutriu paixão servil. A História não pode ser apagada.

Itaocara é a anti Sucupira brasileira e este talvez seja o maior legado até aqui: demonstrar que a velha política pode e deve ser superada! O que destaca Itaocara não é o caos como tenta passar a Veja. É a participação popular nas decisões do governo. É o ineditismo das assembleias populares escolhendo secretários, ou recebendo prestação de contas do governo. O que para nós é um dever, governar junto à população, para a Veja é um “caos”.

Sucupira hoje é o Brasil do Mensalão, tanto o do PT que Veja se escala para ser denunciante número 1, quanto o do DEM de Brasília e o Tucanato Mineiro, que Veja faz questão de não comentar. Sucupira é a entrega do patrimônio público como o Pré-Sal, os portos e aeroportos em troca de financiamento de campanha ou de polpudas comissões; é o financiamento da Copa com dinheiro público em detrimento da saúde e da educação. Sucupira é o Estado do Rio de Janeiro, que apesar dos demagógicos discursos, depois de três ou quatro anos, tem a construção de casas para as tragédias de Niterói e da Região Serrana avançando a passos de cágado. Sucupira é o Maranhão, onde impera a barbárie e o crime enquanto os Sarney compartilham com Lula e o PT a farta mesa de lagostas, caviar e champanhe.

Nada disso acontece em Itaocara. O passe-livre para os estudantes do município que parece incomodar a Veja é bancado com o que nossa administração conseguiu poupar acabando com licitações duvidosas e terceirizações desnecessárias, na prática, pagamos o passe livre porque acabamos com a corrupção. Diferente do que publica a revista, Itaocara tem avançado muito na área de saúde. Bem que o jornalista Daniel Haidar tentou insistir no hospital para escrever que não tinham médicos, mas infelizmente para Veja o número de médicos do município dobrou. Tivessem pesquisado os medicamentos, teriam percebido também que em um ano de governo, dobramos o número de pacientes atendidos com medicação gratuita fornecida pela Prefeitura; Veja também não quis registrar, embora tenhamos mandado por escrito e falado pessoalmente, a compra de novos veículos para o transporte de pacientes para outros municípios. O aparelho de ultrassonografia, comprado com muito esforço e que chegara uma semana antes, é apresentado por Veja de nariz torcido mas, por sorte, será de grande utilidade para a população e nada do que Veja escrever irá mudar este fato; e a cartada final de Veja na saúde foi tentar colocar em nossa conta o fato do Hospital estar numa área de risco, ao invés de ressaltar que desde o início do mandato essa tem sido a principal luta da administração em construir um novo hospital em um local seguro.

Também em obras públicas avançamos e muito. A Veja se regozija informando que o Programa “Somando Forças” do governo Sérgio Cabral, seguindo a velha prática de beneficiar só aliados, não destinou recursos para Itaocara, mas apesar disso asfaltamos diversas ruas com recursos próprios, compramos um caminhão compactador de lixo e conseguimos recuperar cerca de 07 máquinas pesadas que estavam virando sucata nas administrações anteriores, tudo isso no bojo de ir rejeitando a sanha e as cantadas privatistas, que também se enraízam nas pequenas cidades brasileiras.

Marcelo Freixo, Chico Alencar, Jean Wyllys…

A administração do PSOL em Itaocara tem muito orgulho de contar com o apoio efetivo e concreto dos destacados parlamentares psolistas. Apoio técnico, político, com emendas parlamentares e interlocução. O PSOL no Estado do Rio é a força política que mais cresce, em cada manifestação, nas lutas, greves e também nas eleições. Esse é um dos motivos pelos quais somos atacados pela revista Veja.

Como não tem nada a dizer contra nossos parlamentares e da relação destes com a prefeitura de Itaocara a Veja “denuncia” que Chico e Jean Wyllys apresentaram emendas no valor de 3 milhões de reais cada um “para tirar o poder público da imobilidade”. Perguntamos: qual é o problema dos parlamentares do PSOL ao exercer seu direito de destinar recursos públicos para obras públicas num município de seu estado? Mas o que é uma mentira deslavada é que a Prefeitura esteja imobilizada. Nem a difícil relação com a Câmara de Vereadores, nem a falta de apoio do governo estadual e federal, conseguiram impedir avanços para a população de Itaocara, que como reflexo das jornadas de junho tem se manifestado nas ruas contra a velha política.

Mas o “relato” da Veja não para por aí. Querendo, sem conseguir, dar uma de Dias Gomes, o jornalista escreve sua própria novela: para “evitar o vexame”, salvar o Gelsimar e ter os votos do PR em favor da deputada Janira Rocha, o deputado Marcelo Freixo teria feito uma “composição” com Antony Garotinho! Quanto delírio! É certo que Marcelo Freixo chamou Garotinho, mas não para fazer composição política e sim para exigir que os vereadores de sua base parassem na sua intenção de dar um golpe no Prefeito eleito democraticamente. O mesmo que foi discutido na reunião posterior com os vereadores e o deputado do PR. Essa é a verdade das coisas.

 Salários atrasados, greve dos médicos e CPI

O ano não terminou com salários atrasados. Aliás, em um ano de mandato, só houve atraso de pagamento de uma categoria que foi a dos médicos, por cerca de 10 dias, em novembro, não por culpa da prefeitura, mas pela demora na aprovação da suplementação de verbas por parte da Câmara de Vereadores, o que motivou a ida do Prefeito Gelsimar até o Calçadão, fato este que está registrado no vídeo que Veja colocou em seu site. Ainda assim, esta greve por um pequeno atraso de salários, foi apoiada pelo Prefeito e pela Prefeitura. Além disso, não houve sequer um dia de atraso no pagamento dos servidores durante o ano inteiro. Será que Veja está se referindo ao fato de o pagamento de dezembro ter saído no dia 24/12? Se for, nos cabe informar que o salário saiu cerca de 15 dias antes do seu prazo legal, que é sempre o 5º dia útil do mês seguinte ao que foi trabalhado. Infelizmente, quem lê a matéria da Veja e não ler nossa nota vai ficar pensando que em dezembro ninguém recebeu salário por aqui… Lamentável, Veja.

Sobre a CPI, Veja curiosamente esqueceu-se de informar qual o motivo e a justificativa da mesma. Talvez porque nem Veja pudesse defender o absurdo que é ter uma CPI aberta por supostos ofícios não respondidos. Não informou também que a CPI foi derrubada na justiça comum por iniciativa do único vereador do PSOL na cidade – Fernando Arcênio – e que agora há uma Comissão Processante, sob o mesmo tema, com os mesmos argumentos, mesmo com todos os ofícios respondidos. É um absurdo tentar passar a imagem para o país que Gelsimar esteja sendo acusado de algum ilícito ou falta moral, coisa que nem a oposição de direita da cidade ousa fazer.

Uma nova forma de governar

Na sua intenção de demonstrar o caos, a Veja diz que “a falta de disposição para negociar” é a que causa “paralisia” na cidade e teria produzido o rompimento do Vice Juninho com Gelsimar. Mais uma mentira. Como já demonstramos anteriormente, a Prefeitura não está paralisada, pelo contrário, convocou importantes mobilizações para incorporar a população no debate aberto da cidade, avança na saúde, avança na educação, onde em 2014 teremos diminuído a média inaceitável de 40 alunos por sala de aula para 25, nos serviços básicos da cidade, nos direitos dos servidores concursados que neste mês de janeiro irão estrear o vale alimentação no valor de R$107,00. A concepção de crise e caos da Veja é muito peculiar mesmo. Também não é verdade que não queremos negociar. Mas negociar o que, e como? O Prefeito aceita negociar, mas sob a condição que já transmitimos publicamente: de forma pública e transparente. Veja confunde negociação com negociata. Infelizmente, o que a oposição de direita quer é partilhar as verbas do município em beneficio próprio e isso não vamos aceitar. Querem perpetuar as velhas práticas e manter fatias da administração sob seu comando para utilizar eleitoralmente.

O diferencial de nossa administração que tanto horroriza a Veja é a total honestidade, transparência e participação popular. Por isso instalamos o Portal da Transparência, por isso nosso Prefeito continua se comunicando com a população de forma direta através dos alto falantes montados no seu fusca, por isso iremos fortalecer as assembleias por bairros, por setores, por categorias como já vínhamos fazendo durante 2013.

Finalmente

As críticas da Veja são músicas para nossos ouvidos. Para quem está governando para o povo pobre e trabalhador, respeitando os compromissos de campanha e enfrentando os métodos de “toma-lá-dá-cá” da velha política, as calúnias de quem foi cúmplice e colaborador da ditadura militar, como ela teima em não reconhecer, são elogios. Depois de rifarem Mino Carta, seu idealizador e Editor Chefe, escancarou-se a linha pró-militares sob o comando geral de Roberto Civita. Veja vive nessa época, desses tempos até 2002, sentindo saudades de FHC e outros. Dos tempos atuais, a editora Abril gosta apenas dos contratos milionários, como o que acaba de assinar com o Ministério da Educação. Definitivamente, o que Veja mais odeia desses tempos são as milhões de pessoas nas ruas, como estamos fazendo agora. Nosso caminho continuará a ser do lado da população que quer mudanças e longe, bem longe dos velhos métodos e das historias dos políticos da ordem e de publicações como a Revista Veja.

Itaocara, 14 de janeiro de 2014

Diretório Municipal PSOL

Economista vencedor de Prêmio Nobel vê risco de bolha imobiliária no Brasil

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Shiller ressalta cegueira do Brasil com bolha imobiliária: “me senti nos EUA de 2005”. Em entrevista ao portal norte-americano PBS, vencedor do Nobel de Economia de 2013 reforça preocupações com Brasil e aponta para “forças patrióticas” cegando a população

SÃO PAULO – Não é a primeira vez que o laureado com o prêmio Nobel de Economia em 2013, Robert Shiller, alerta para o risco de uma bolha imobiliária no Brasil. E, desta vez, o economista ressaltou em entrevista para a rede de televisão norteamericana PBS as suas impressões durante passagem ao Brasil, entre agosto e setembro em 2013, antes de ser premiado em conjunto com Eugene Fama e Lars Hansen.

E as impressões não foram das melhores. Em entrevista ao jornalista Paul Solman em meados de dezembro, Shiller fez especial menção ao Brasil, destacando que o País está passando por um “enorme boom imobiliário” e que poucos estão dando se conta disso. Apesar de estar no ar há cerca de um mês, o vídeo teve pouca repercussão no País,

Shiller afirmou que os brasileiros estão com o mesmo tipo de mentalidade que os norteamericanos há oito anos atrás, antes de explodir a crise do subprime, em 2008. Além disso, fez mais um sinal de alerta: o boom imobiliário está sendo interpretado como um sinal de emergência econômica pelos brasileiros e, de acordo com ele, as “forças patrióticas” estão cegando a população.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3113345/shiller-ressalta-cegueira-brasil-com-bolha-imobiliaria-senti-nos-eua

CODIN e seus réus ignorados do Porto do Açu

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Hoje fiz um levantamento na base de dados do Tribunal de Justiça sobre os processos abertos pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) no município de São João da Barra e encontrei um número que beira a 300. Deste total, um fato que salta aos olhos: o número de processos que foram abertos contra a figura do “réu ignorado” que totalizou 56, o que equivale a quase 20% do total.

Essa é uma coisa que não se explica nem pela realidade no campo onde quase todas as propriedades têm donos bem conhecidos porque estão nas mãos das mesmas famílias há várias gerações ou, tampouco, pela falta de um cadastro no registro de imóveis. Além disso, como a CODIN fez  seu próprio cadastramento antes de começar as desapropriações, poucos proprietários são mesmo ignorados.

Então a pergunta que se coloca: por que tantos processos foram abertos pela CODIN contra réus supostamente ignorados?

Mas uma coisa é certa: ignorados mesmo no V Distrito só os direitos dos agricultores e pescadores.

Propedêutica na UENF, já!

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Lá em 1998 quando cheguei na UENF, um dos cursos mais movimentados do Ciclo Básico Comum (CBC) era o de Propedêutica. Ali, entre outras coisas, os calouros da UENF eram apresentados à ferramentas para a análise e compreensão crítica de textos. Agora, não sei porque a carta do reitor solicitando explicações individuais de um manifesto coletivo me faz pensar que essa disciplina deveria ser reinserida como obrigatória, principalmente para os ocupantes de cargos comissionados. Afinal, vai muito mal uma instituição que não consegue entender o que vem a ser um “manifesto” ou, tampouco, a diferença entre genérico e específico.

 Aliás, há algo mais específico do que declarar que “Embora o COLEX, pelo Regimento Geral, deva funcionar apenas como um órgão estritamente operacional e não deliberativo, vem extrapolando suas funções regimentais, ignorando e ultrapassando as decisões dos Colegiados Superiores, tais como o Conselho Universitário e o Colegiado Acadêmico – principais instâncias responsáveis por decidir e deliberar sobre assuntos acadêmicos e administrativos”?

 Propedêutica já!

Uma notícia está chegando lá do Maranhão

ZECA BALEIRO, ESPECIAL PARA A FOLHA

Leio com assombro as notícias que chegam do Maranhão. Imagens e relatos dolorosos e repugnantes despejados em tempo real em sites, jornais e telejornais, escancarando a nossa vergonha e impotência diante de barbaridades que já extrapolam nossas fronteiras e repercutem mundo afora.

Como todos, estou pasmo. Mas nem tanto. Nasci no Maranhão e sei que a barbárie (a todos agora revelada de um modo talvez sem precedentes) já impera há anos na prática de seus governantes vitalícios, que agem como os velhos donos das capitanias hereditárias do passado.

Se o crime organizado neste momento dá as cartas e oprime o povo com ameaças e ações dignas dos mais perigosos terroristas, é porque há uma natural permissão -a impunidade crônica dos oligarcas senhores feudais, que comandam (?) o Estado com mãos de ferro há 47 anos (a minha idade exatamente) e que, ao longo desse tempo, vem cometendo atrocidades sem castigo, com igual maldade, típica dos grandes tiranos e ditadores.

Esses donos do poder maranhense (e nunca dantes a palavra “dono” foi empregada com tanta adequação como aqui e agora) são exemplo e espelho para que criminosos ajam sem nenhum medo da punição.

Pois a miséria extrema que assola o Estado há décadas, o analfabetismo estimulado pela sanha dos coiotes ávidos de votos, a cultura antiga de currais eleitorais, a corrupção mais descarada do mundo e o atentado ao patrimônio histórico de sua bela e triste capital são crimes tão hediondos quanto os cometidos no complexo penitenciário de Pedrinhas.

A diferença crucial é que, enquanto os bandidos que agora aterrorizam (e matam) a população aos olhos assustados da nação estão em presídios infectos e superlotados, os criminosos de colarinho branco (e terninho bege) habitam palácios.

No meio do caos, soa tão patética quanto simbólica a notícia veiculada dias atrás neste jornal sobre abertura de licitação para o abastecimento das residências oficiais da governadora.

A lista de compras é de um rigor e de uma opulência espantosos. Parece coisa da monarquia francesa nos dias que antecederam sua queda.

No presídio de Pedrinhas, cabeças são cortadas. Resta saber se, para além dos muros da prisão, alguém um dia irá para a guilhotina.

ZECA BALEIRO é cantor e compositor maranhense.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1396430-opiniao-uma-noticia-esta-chegando-la-do-maranhao.shtml

Rolezinho: ato em SP vai “denunciar o caráter racista” de shoppings

Foto: Reprodução/Facebook

Para um dos organizadores, repressão é tentativa de “impedir a presença de jovens, moradores de periferia, na sua ampla maioria negros” nos centros comerciais 

Por Igor Carvalho,  Da Revista Fórum

Marcada para o próximo sábado (18), às 12h, uma manifestação contra a repressão dos shopping centers ao movimento conhecido como “rolezinho”, realizado por jovens das periferias de São Paulo. Segundo Juninho Jr., do Círculo Palmarino, um dos organizadores do ato, a intenção é “denunciar o caráter racista das ações que vem sendo promovidas pelos shoppings de São Paulo.”

A manifestação seguirá até a entrada do shopping JK Iguatemi, um dos mais ricos da capital paulista, que no último sábado exigiu os documentos de frequentadores do local e até dos funcionários que trabalham nas lojas para evitar o “rolezinho”. Menores de idade desacompanhados não puderam frequentar o espaço.

O “rolezinho”, para Juninho, é a consequência do ideal de consumo propagado pelas elites, frequentadoras assíduas dos shoppings. “A burguesia propaga cotidianamente que para você ser alguém, ser reconhecido, é necessário ter e consumir, e o funk ostentação dialoga com esse sentimento. Porém, enquanto esses jovens sonharem com carros de luxo, roupas de marca, lá na periferia, tudo bem, o problema é quando eles desejam ocupar os espaços que tradicionalmente só são ocupado pelo andar de cima, ai gera uma contradição que a elite não consegue responder senão pela repressão.”

No último sábado (11), a Polícia Militar chegou a usar gás lacrimogêneo e bala de borracha para dispersar o “rolezinho” em um shopping de Itaquera. Três jovens foram detidos.

Confira a entrevista com Juninho Jr.  Aqui!

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/27064

Em resposta a um manifesto político, a reitoria da UENF acena com a judicialização

Como os leitores deste blog já devem saber, eu e mais 62 docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) assinamos e divulgamos um manifesto político em defesa da universidade no dia 07/01/2014 (Aqui!) . Pois bem, após uma semana de silêncio, o reitor da UENF, Silvério de Paiva Freitas,  acaba de me enviar a “simpática” correspondência que mostro abaixo.
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Como o manifesto é de natureza coletiva,  tratarei com os atuais e futuros signatários a resposta a ser dada a este documento da reitoria. No entanto, não posso deixar de notar que a reitoria da UENF, na figura do seu reitor, em vez de escolher o caminho do debate democrático que deve caracterizar a vida dentro de comunidades universitárias, acena com processos administrativos e judiciais para os signatários deste manifesto.  Mas longe de me surpreender com esta atitude, eu vejo apenas a repetição de um padrão de uso de medidas administrativas (e agora provavelmente judiciais) para sufocar o debate.  Vamos ver se nesse caso o feitiço não se vira contra o feiticeiro.

Em tempo: os apoiadores deste manifesto lançaram um blog cujo endereço é “manifestouenf.blogspot.com“.  E para mim está mais claro do que nunca de que defender o projeto institucional e pedagógico criado por Darcy Ribeiro é uma tarefa que não se resume aos que estão dentro dos muros da universidade. Afinal de contas, a UENF é um patrimônio público, especialmente dos habitantes da região norte fluminense.

Ingleses são acusados de crime de guerra na invasão do Iraque

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Um dossiê de mais de 250 páginas acaba de ser enviada à Corte Penal Internacional (CPI) detalhando uma multitude de crimes que teriam sido cometidas por militares ingleses durante a invasão do Iraque. Entre os crimes alegados estão diversas formas de tortura, ameaças de morte e discriminação cultural e religiosa (Aqui!). O documento traz a comprovação de centenas de casos em que os militares ingleses teriam cometidos tais crimes que cobrem o período de 2003 a 2008,

No relatório são citados os comandantes como responsáveis pela ação criminosa das tropas, incluindo-se nessa lista o generalPeter Wall, comandante do Exército; o ex-ministros da defesa Geoff Hoon e Adam Ingram. Em outras palavras, o conteúdo deste dossiê não se resume à apontar para a soldadesca como fizeram os relatórios internos gerados estadunidenses no caso das torturas cometidas na prisão de Abu Ghraib.

Agora resta saber como ficará nessa situação o ex-primeiro ministro Tony Blair. Afinal de contas, ele foi quem autorizou essa invasão para dar, digamos assim, uma mãozinha para o presidente George W. Bush. É que no caso da guerra dos Balcãs, a CPI não hesitou em ir atrás dos peixes graúdos como Milosevic e Mladic.

Bascos vão às ruas de Bilbao em defesa dos prisioneiros políticos

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Mais de 100 mil comparecem às ruas de Bilbao, capital da Província de Bisca no País Basco (Euskal Herria), numa manifestação em apoio a prisioneiros políticos bascos, incluindo aquelas vinculados ao grupo separatista ETA. Esta manifestação massiva ocorreu mesmo após o governo central em Madri haver proibido que a mesma ocorresse. Agora fica claro que mesmo divergindo dos métodos do ETA, há uma massa de bascos que os consideram prisioneiros políticos e não como meros terroristas como alegam os governos da Espanha e da França.

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