Com a crise hídrica avançando, como ficou o projeto de aduzir água do Paraíba do Sul para o Porto do Açu?

Um dos aspectos mais esquecidos da proposta megalomaníaca que Eike Batista disseminou foi a adução de água do Paraíba do Sul para abastecer o Porto do Açu  como demonstrou o professor Roberto Moraes em seu blog pessoal em diferentes ocasiões (Aqui!Aqui! e Aqui!).  Como apontado pelo Prof. Moraes, os  estudos iniciais  indicavam a necessidade de água para o Distrito é de uma vazão de 10 m³ /s, o que serviria para abastecer uma cidade com uma população de 2,8 milhões de pessoas!

Mas agora que a crise hídrica ao longo da bacia hidrográfica do Paraíba do Sul se consolidou com uma verdade irrefutável, eu fico imaginando se a “mini transposição” que seria feita para abastecer o Porto do Açu ainda está sendo implementada.  Se estiver, é bom que o projeto seja interrompido imediatamente até que novos estudos sejam realizados para internalizar os novos padrões que estão estabelecidos, e que poderão ser aprofundados com a execução da transposição para o sistema Cantareira. Se não o projeto ainda não estiver sendo implementado, que se refaçam os estudos de todo jeito!

Afinal de contas, sem que se retire essa água toda, a situação em São João da Barra já anda bastante problemática. Imaginem então o que aconteceria, se a mesma fosse efetivada!

Aliás, uma pergunta que não sai da minha cabeça: por que não se reutiliza a água que estão vindo dentro do mineroduto em vez de simplesmente descartar essa riqueza toda no mar?

Com a palavra os membros do Comitê de Bacia e do INEA! Aliás, o pessoal da Prumo Logística e da Anglo American também deveriam se manifestar. Ou não?

Desmatamento da Amazônia dispara e governo segurou dados, diz jornal.

Em agosto, foram desmatados 890,2 km², um salto de 208% sobre os 288,6 km² do mesmo mês de 2013. (Foto: Reprodução)

Em agosto, foram desmatados 890,2 km², um salto de 208% sobre os 288,6 km² do mesmo mês de 2013. (Foto: Reprodução)

Agora é oficial: o desmatamento na Amazônia disparou em agosto e setembro. Foram devastados 1.626 km² de florestas, um crescimento de 122% sobre os mesmos dois meses de 2013, segundo informa nesta sexta-feira (7) o jornal Folha de São Paulo, em reportagem de Marcelo Leite.

O governo federal já conhecia esses dados antes do segundo turno da eleição presidencial, realizado no último dia 26. Adiou sua divulgação para não prejudicar a votação da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição. As análises mensais do sistema de alertas de desmatamento Deter estavam prontas pelo menos desde 14 de outubro no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). No dia 24, foram encaminhados pelo diretor do Inpe, Leonel Fernando Perondi, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Folha tentava obter esses dados do Inpe desde 20 de outubro. Eles estão sendo divulgados nesta sexta-feira (7), às 14h, em entrevista coletiva na sede do Ibama em Brasília. Em agosto, foram desmatados 890,2 km², um salto de 208% sobre os 288,6 km² do mesmo mês de 2013. Em setembro foram 736 km², 66% mais que em setembro do ano passado. Nesse que é o primeiro bimestre do “ano fiscal” do desmatamento amazônico, a taxa de aumento combinada foi de 122%. (Folha de São Paulo)

FONTE: http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2014/11/07/Blog_do_JM/Desmatamento-da-Amazonia-dispara-e-governo-segurou-dados-diz-jornal.shtml

Mineração ameaça 20% das áreas de proteção

Cientistas brasileiros e ingleses mapearam 315 mil km² em risco só na Amazônia

POR CLEIDE CARVALHO

Fratura exposta. Uma grande mina de ferro na região de Carajás, no Pará: um dos projetos em tramitação do Congresso reserva 10% de todas as reservas naturais à exploração mineral Foto: Jacques Jangoux / PhotoresearchersFratura exposta. Uma grande mina de ferro na região de Carajás, no Pará: um dos projetos em tramitação do Congresso reserva 10% de todas as reservas naturais à exploração mineral – Jacques Jangoux / Photoresearchers

SÃO PAULO – Pelo menos 20% das áreas de proteção ambiental integral no Brasil, incluindo as terras indígenas, estão ameaçadas por interesses de exploração mineral com pedidos de pesquisa protocolados no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ministério das Minas e Energia. De 505 unidades de proteção integral analisadas, 236 têm pedido de pesquisa mineral – 47% do total. De 578 terras indígenas, 251 (ou 43%) estão na mesma situação.

A áreas foram identificadas por pesquisadores brasileiros e britânicos, que fizeram a sobreposição dos registros do DNPM aos mapas das unidades de conservação. O estudo, publicado pela revista “Science”, mostra que a Amazônia tem 315.560 quilômetros quadrados de áreas sob risco – ou algo como sete vezes o Estado do Rio de Janeiro. Desse total, 34.117 quilômetros quadrados integram unidades de conservação integral, e 281.443 quilômetros quadrados estão em terras indígenas. Chama ainda a atenção os interesses de mineração em mais de dois mil quilômetros quadrados de reservas de Mata Atlântica, o bioma mais devastado do país, com só 8,5% da cobertura original. Já o terceiro bioma mais visado é a caatinga, onde as áreas de interesse mineral abrangem 440 quilômetros quadrados em áreas protegidas.

No artigo, os cientistas lembram que o Brasil demorou dez anos para criar o Sistema Nacional de Áreas Protegidas, consolidado após consulta à sociedade, e projetos de lei que reduzem áreas de proteção tramitam silenciosamente no Congresso Nacional sem que os brasileiros se deem conta do seu conteúdo. Um desses projetos, o 3.682/2012, é citado na revista. Ele permite a mineração em todas as unidades de conservação, limitando a atividade a 10% do total das terras.

– As áreas de conservação integral abrigam ecossistemas e espécies-chave, que só ocorrem ali. Um exemplo é a Reserva Biológica de Poço das Antas, no Rio. O mico-leão-dourado só vive ali. Cada caso é um caso, e não é possível estabelecer um percentual válido para todas – afirma Luiz Aragão, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um dos signatários do estudo.

Os cientistas lembram que desmatar a Floresta Amazônica significa colocar em risco o ciclo de chuvas em outras regiões do país, como o Sudeste, que agora já sofre com seca. Paulo Barreto, pesquisador do Imazon, diz que a própria Amazônia já sofreu com secas intensas em 2005 e 2010:

– As secas intensas na Amazônia só ocorriam de cem em cem anos. Mas nos últimos cinco houve duas bem graves. E a chuva no resto do país depende da umidade que sai da região.

A seca atinge seis das principais bacias hidrográficas brasileiras, entre elas a do Rio São Francisco, que nasce na Serra da Canastra (MG). O Parque Nacional da Serra da Canastra é ameaçado pela mineração. A intenção é explorar diamantes. Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, diz não ser possível limitar os danos da mineração a só um pedaço das reservas.

– Mesmo que a área minerada seja pequena, são construídas estradas e obras de infraestrutura. Os projetos geram migração, provocam pressão de desmatamento e degradação – diz Joice, assinalando que o estudo é mais um alerta dos cientistas às autoridades. – Se tomarem a decisão errada, será um caminho sem volta. Um projeto de mineração dura 50 anos. As florestas são um tesouro mais valioso e de longo prazo.

FONTE: http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/mineracao-ameaca-20-das-areas-de-protecao-14492223#ixzz3IODxfbKE

Quatro reservatórios do Rio Paraíba do Sul estão com o nível mais baixo da sua história

Para especialista, situação pode piorar: unidades, hoje com 6% da capacidade, podem descer para 4,5% ainda em novembro

POR O GLOBO
RIO — O Rio não está longe de enfrentar problemas com os reservatórios de água ao longo do Rio Paraíba do Sul, se a estiagem se prolongar. Dados da Agência Nacional de Águas (ANA), que faz o acompanhamento da bacia, mostram que o nível de água disponível nos quatro reservatórios do principal rio que abastece o estado — Paraibuna, Santa Branca e Jaguari, estes localizados fisicamente em São Paulo, e Funil, em Itatiaia, no Rio — está hoje em 6% de sua capacidade. Essa média, chamada de reservatório equivalente, é a menor em 36 anos, desde 1978, quando todos esses reservatórios passaram a operar juntos, com a conclusão do Paraibuna. Se voltarmos ainda mais no tempo, um nível tão crítico só foi registrado em 1955, quando os três reservatórios então existentes chegaram a funcionar com apenas 12% da capacidade.

INFOGRÁFICO: Água escassa

E a situação pode piorar. De acordo com o especialista em meio ambiente e representante da Firjan no Comitê de Integração da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), Jorge Teron, a previsão é que os reservatórios desçam a um nível de até 4,5% no final deste mês. O quadro crítico preocupa especialmente após chegar à ANA a proposta de São Paulo de passar a transferir cinco metros cúbicos de água por segundo de Jaguari para o reservatório de Atibainha, a 15km de distância, para abastecer a Região Metropolitana do estado, que enfrenta uma grave crise de abastecimento.

— Estamos num momento de exceção. A quantidade de chuva no último verão foi a pior dos últimos 80 anos. Se chover a média histórica de novembro, teremos 4,5% (nível de água nos reservatórios). Mas pode chover mais ou menos. Não sabemos o que nos espera — afirma Teron, acrescentando que o quadro tem mudado muito rapidamente, já que, em abril, o nível estava entre 38% e 40%.

PROJETO DE TRANSPOSIÇÃO PREOCUPA

O projeto de transposição de parte da água do Paraíba do Sul para atender a Região Metropolitana de São Paulo, em discussão na ANA, preocupa os membros do comitê, especialistas e prefeitos de cidades banhadas pelo rio. O temor é que sua aprovação, sem medidas compensatórias, como a construção de novas represas, possa trazer a crise para o Paraíba do Sul. Segundo a vice-presidente do Ceivap, Vera Lúcia Teixeira, a medida sem compensações “afetaria muito o Paraíba do Sul”. Além de uma eventual falta de água, ela alerta para o perigo de propagação de bactérias nocivas à saúde do rio.

— Hoje, no Funil, já temos uma concentração de cianobactérias preocupante, por conta da estiagem. Elas não desceram o rio. Mas, com a chegada do verão, a tendência é o problema avançar. Além disso, se o nível da represa descer mais três metros, já poderá comprometer a geração de energia na Barragem de Santa Cecília, em Barra do Piraí, que atende o Estado do Rio — diz Vera Lúcia.

O Ceivap é composto por 60 membros do Rio, de São Paulo e Minas Gerais. O comitê participa das discussões na ANA sobre a transposição e quer esclarecimentos técnicos sobre os possíveis impactos da medida.

‘Estamos num momento de exceção. A quantidade de chuva no último verão foi a pior dos últimos 80 anos. Se chover a média histórica de novembro, teremos 4,5% (nível de água nos reservatórios). Mas pode chover mais ou menos. Não sabemos o que nos espera’

– JORGE TERON especialista em meio ambiente e representante da Firjan no Ceivap

Teron diz que qualquer alteração de vazão do Paraíba do Sul terá impacto no fornecimento para uma população de 13,5 milhões de pessoas e para indústrias. Segundo ele, para contornar o problema, foi feita uma diminuição da captação de água para o Rio Guandu na Barragem de Santa Cecília. Em março, era de 120 metros cúbicos por segundo; hoje, é de 110.

O geólogo e especialista em recursos hídricos Edilson de Paula Andrade, que estuda os impactos na Bacia do Paraíba do Sul há duas décadas, diz que, se a capital paulista conseguir êxito na transposição, a medida vai significar impactos no coração do sistema que abastece a Região Metropolitana do Rio:

— Se essa retirada estivesse acontecendo, já estaríamos no chamado volume morto do Paraíba do Sul. O que não quer dizer que o sistema entraria em colapso, mas indica um alerta. Se o Guandu passar a receber menos água, inevitavelmente isso exigirá um esforço de todos.

No meio da polêmica da água, o governador Luiz Fernando Pezão voltou a adotar, ontem pela manhã, um tom conciliador sobre a decisão que está para ser tomada pela ANA. Pezão disse que o “espírito é de conciliação” e que não fará do estado “uma trincheira para briga”. Ele afirmou ainda acreditar que “nenhuma autoridade tomará decisão que prejudique o Rio”.

— Sempre tive da ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) a garantia de que o Rio não será prejudicado. Tem que se confiar em quem regula e legisla sobre o rio. Sempre falei que o espírito é de conciliação — afirmou o governador. — O momento é de ter calma e tranquilidade e de torcer para que chova nos lugares certos. A Cedae garante que dá para abastecer (o Rio), e estamos começando o período das chuvas.

Pezão disse, no entanto, que cidades do Norte e Noroeste fluminenses já sofrem com a estiagem:

— Fui a São Fidélis, e está tudo muito seco. Em Itaperuna também. Alguns prefeitos já decretaram estado de emergência, e há perda de gado. É uma das maiores secas da história.

A possibilidade de a crise da água chegar à capital do Rio é menor porque o Sistema Guandu opera com folga. Ele recebe 110 metros cúbicos de água por segundo do Paraíba do Sul, enquanto o consumo da Cedae é de 45 metros cúbicos.

O presidente da Cedae, Wagner Victer, garante que a captação do sistema Guandu não foi afetada, mas afirmou que não há estudos sobre o impacto da transposição de água para São Paulo:

— Há dois anos estamos fazendo nosso trabalho de casa. Nos preparamos, investimos. Fizemos mudanças no sistema de captação de água. Ele é adaptável: a captação muda conforme o nível dos rios.

PREFEITO: MUNICÍPIOS TÊM DE RECEBER GARANTIAS

O prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto, disse que hoje a cidade não enfrenta problemas de abastecimento, mas afirmou que os municípios têm de ser “informados das discussões” e receber “garantias de que não serão prejudicados”. Para ele, a decisão sobre a transposição “não pode ser política, mas técnica”.

— Todos têm preocupação com o ser humano, com o que está acontecendo com São Paulo. Mas o Rio não pode ser prejudicado — defende.

O secretário municipal do Meio Ambiente de São Fidélis, Leandro Peixoto, disse que o município decretou situação de emergência no último dia 30 de outubro, sobretudo por conta de sua zona rural, onde a produção de legumes e a pecuária já estariam sendo afetadas. Segundo ele, não há racionamento na área urbana:

— A seca é tremenda na área rural.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/rio/quatro-reservatorios-do-rio-paraiba-do-sul-estao-com-nivel-mais-baixo-da-sua-historia-14493564#ixzz3IO3AQ100

 

 

UENF distribui certificado sem nome: cúmulo da preguiça ou culto à facilidade?

Abaixo segue um certificado que foi entregue a um estudante que participou da “XV Encontro das Engenharias” que acaba de ser realizada como parte da “VI Semana Acadêmica da UENF. O detalhe é que apesar do certificado estar assinado pela pró-reitora de graduação, Ana Beatriz Garcia, e pela presidente da Comissão Organizadora, Rita Trindade, o certificado foi entregue sem o nome do estudante que teria participado do encontro.

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Ai é que eu pergunto aos meus caros leitores: cúmulo da preguiça ou culto à facilidade? 

Seja qual for a resposta, já que o certificado é um documento oficial da UENF, o caso é, no mínimo, peculiar. É que pela primeira vez vejo a entrega de um certificado anônimo! E olha que eu achava que eu já tinha visto de tudo!

Situação do Rio Paraíba do Sul chega a níveis críticos no Norte Fluminense

Muito se tem falado e escrito acerca das graves consequências que estão sendo sentidas no território de São Paulo em função da crise hídrica estabelecida por anos de desinvestimento por parte dos governos tucanos.  Mas o fato é que a situação no trecho fluminense, e especialmente aqui na porção inferior da bacia hidrográfica do Paraíba do Sul, é igualmente alarmante, beirando o caos. E isso sem que a transposição desejada pelos tucanos paulistas tenha sido implementada!

Assim, em vez de ficar acenando uma preocupação com o que está sendo feito em São Paulo,  os órgãos ambientais como INEA e IBAMA já deveriam estar trabalhando em medidas de longo alcance de forma a minimizar não apenas o problema no curto prazo, mas principalmente para evitar o  seu agravamento no médio e longo prazo. O que não é possível é que fique se esperando que simplesmente a chuva comece a cair. É que dadas as mudanças climáticas em curso, o milagre pode não acontecer. Além disso, como essa é uma crise criada pela sociedade humana, esperar milagres é acima de tudo irresponsável.

Nelson Nahim e suas entrevistas sobre o caso “Meninas de Guarus”

O ex-vereador Nelson Nahim convocou e a imprensa campista compareceu para que ele concedesse uma entrevista coletiva onde pode oferecer sua visão acerca de sua recente prisão por causa de um suposto constrangimento de testemunhas no caso conhecido como “Meninas de Guarus” (Aqui! Aqui! e Aqui! Aqui!). Tudo muito justo, pois se alguém se sente inocente de uma acusação grave como essa e a imprensa se dispõe a ouvir o que essa pessoa tem a dizer, a entrevista coletiva é um mecanismo legal e legítimo de se oferecer uma informação distinta do que foi oferecida anteriormente pela própria mídia.

Mas do ponto de vista substantivo, o que Nelson Nahim declarou hoje é que a sua prisão teve a influência de um político, aparentemente ligado ao grupo político que controla atualmente o executivo municipal em Campos dos Goytacazes.

Acontece que a ler isto, me veio à memória outra entrevista concedida pelo ex-vereador Nelson Nahim em Novembro de 2009, assim que começaram a circular rumores de que ele estaria envolvido no problema. Como mantenho guardada a minha coleção da Revista Somos Assim, fui procurar e encontrei o número 123 onde essa entrevista foi reproduzida.  Da leitura dessa entrevista, pude concluir que a explicação oferecida na coletiva de hoje oferece uma quarta possibilidade do porquê o nome do ex-vereador e ex-presidente da Fundação Estadual do Norte Fluminense!

Para quem quiser comparar os elementos principais destas duas entrevistas, posto abaixo a matéria publicada pela Revista Somos Assim. E que cada um depois tire suas próprias conclusões.

entrevista SOMOS Nahim capa entrevista SOMOS Nahim

Ex-orgulho do Brasil, Eike Batista vai a primeiro julgamento no final de 2014

Acusação de insider trading de Eike Batista é rara em meio a aumento dos vazamentos

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Menos de três anos depois de Eike Batista ter sido chamado de “orgulho do Brasil” pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério Público Federal tentará colocar o ex-bilionário na prisão sob acusação de insider trading em um julgamento previsto para o final deste mês.

Ele seria o primeiro.

Em um país onde a maioria dos grandes negócios vaza, ninguém jamais foi preso pelo uso de informação privilegiada desde que essa atividade foi tornada crime, há 13 anos. E as multas são pequenas: dos 57 casos de insider trading julgados pela Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, entre 2006 e 2013, apenas sete tiveram multas de mais de R$ 400 mil.

O conselho de autorregulação da BM&FBovespa SA, operadora da Bolsa de Valores e Derivativos do Brasil, disse no ano passado ter detectado 91.000 transações com volumes ou movimentos nos preços das ações suspeitas de irregularidades. A CVM julgou apenas 10 casos em 2013 e três neste ano.

“O insider trading claramente está difundido no Brasil e nós, como investidores, seríamos ingênuos se não acreditássemos nisso”, disse David Riedel, presidente da Riedel Equity Research em Greenbrae, Califórnia. “Existe um padrão consistente de vazamentos. Mas o problema não são as leis — e sim o fato de elas não serem cumpridas”.

Comissão dos Pais e Familiares dos Presos e Perseguidos Políticos do RJ convida para ato pela libertação e fim dos processos

Quando os direitos de uma única pessoa são tirados, os direitos de todos ficam em risco. E é esse o risco que corre toda a sociedade quando nos calamos perante a perseguição sofrida por nossos filhos, filhas e parentes. O Estado tentou calar nossos filhos e filhas, mas só conseguiu levantar a voz dessa Comissão, que parte para seu 3º ato.

Realizaremos nosso ato na véspera do primeiro julgamento de uma das presas e perseguidas do dia 12 de julho, a menor de idade Andressa Feitosa, deixando claro que essa Comissão não vai se calar perante a perseguição aos ativistas lutadores do povo. A luta pela liberdade de Caio Silva, Fábio Raposo e Rafael Braga, bem como a luta pela extinção de todos os processos de perseguição política, não vai parar e só cresceremos mais a cada tentativa de repressão.

Estarão presentes movimentos sociais, juristas, advogados e juízes, além dos perseguidos políticos e dos familiares.

A luta de nossos filhos e filhas é a luta de todo o povo. A luta deles e delas também é nossa luta!

Dia e horário do ato:  Dia 11 de Novembro, a partir das 18:00 horas
Local: Prédio do IFCS, Largo São Francisco de Paula, Centro, Rio de Janeiro, RJ