Incêndio em áreas próximas do Porto do Açu está controlado, mas ainda existem focos de fogo

A imprensa regional vem dando uma ampla cobertura ao mega incêndio que ocorreu em terras pertencentes aos controladores do Porto do Açu (Aqui!Aqui!Aqui! e Aqui!). Estive esta manhã na região afetada pelo fogo e conversei com bombeiros militares que passaram a noite combatendo o incêndio, e eles me disseram que a situação agora estava sob controle. No entanto, percorrendo toda a região afetada pude notar que ainda existem vários focos ativos de fogo, o que deverá demandar uma atenção específica ao longo deste final de semana, já que perduram as condições de vento forte e não há previsão de chuvas para o município de São João da Barra.

Uma coisa que me ocorreu ao verificar as áreas que queimaram foi a seguinte: será que ninguém nos atuais dirigentes da Prumo Logística, empresa que atualmente é a controladora do Porto do Açu, ouviu falar da necessidade de se construir aceros para impedir exatamente este tipo de problema? E se, por causa da falta de aceros, o fogo viesse a se alastrar por propriedades rurais dos pequenos proprietários rurais que teimosamente ainda resistem em produzir alimentos no V Distrito de São João da Barra? Quem iria arcar com os custos e consequências de mais esse evento?

E o pessoal do INEA? Andei por todo o perímetro incendiado e não vi nenhum veículo do órgão circulando na região para inspecionar possíveis danos à vegetação de restinga existente dentro da área afetada pelo incêndio. Que mais dizer senão… que lamentável!

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Reuters: Eike pode ter quebra de sigilo decretada na próxima semana

Segundo fontes, Justiça do Rio deve determinar na próxima semana a quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro do empresário

EDUARDO MONTEIRO

O empresário Eike Batista, dono do Grupo EBX

Eike Batista: empresário é acusado de crimes financeiros na venda de ações de empresas da EBX

Rio de Janeiro – A Justiça Federal do Rio de Janeiro deve determinar na próxima semana a quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro do empresário Eike Batista, acusado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal de crimes financeiros na venda de ações de empresas do grupoEBX, afirmou uma fonte próxima do assunto nesta sexta-feira.

A denúncia feita pela PF e pelo MPF inclui lavagem de dinheiro e se refere à manipulação de mercado para a venda de ações de empresas do grupo X, entre elas a petroleira OGX, atualmente Óleo e Gás Participações.

As operações teriam ocorrido em 2013 e o empresário teria lucrado cerca de 122 milhões de reais, segundo a acusação.

Novos documentos da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre a suposta fraude cometida pelo empresário foram encaminhados à Justiça Federal, que considera já ter elementos suficientes para pedir a quebra dos sigilos de Batista, afirmou a fonte que pediu anonimato.

A decisão de quebrar os sigilos do empresário deve ser publicada a partir da semana que vem pelo juiz Flávio Roberto de Souza, da 3a Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

“Não temos conhecimento da decisão, mas posso garantir que a situação fiscal do Eike é impecável”, disse à Reuters o advogado do empresário, Sérgio Bermudes.

“O Eike não tem nenhuma razão para temer isso. Suas contas são absolutamente limpas e acho até que é uma oportunidade de mostrar a todos a regularidade de suas contas. Não há receio algum”, adicionou Bermudes.

Há 10 dias, o juiz Flávio de Souza determinou o bloqueio de ativos financeiros de Eike até o limite de 1,5 bilhão de reais, com base em uma outra denúncia feita pelo MPF.

O bloqueio visa garantir recursos para uma possível reparação por supostos danos causados aos acionistas da antiga OGX.

Uma outra denúncia contra o empresário foi feita pelo Ministério Público Federal à Justiça de São Paulo.

A procuradora federal de São Paulo Karen Kahn denunciou Batista e outros sete executivos da petroleira por terem divulgado entre 2009 e 2013 informações e fatos relevantes que induziram o mercado a concluir que a empresa tinha reservas expressivas de petróleo e boas perspectivas.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-pode-ter-quebra-de-sigilo-decretada-na-proxima-semana

Jornal da Band mostra ao Brasil o avanço do mar na Praia do Açu

Como informado aqui, a edição do Jornal da Band desta sexta-feira (26/09) trouxe uma matéria mostrando o processo de erosão em curso na Praia da Açu, contando com a participação de moradores e do professor Eduardo Bulhões, coordenador do curso de Geografia da UFF.

As imagens e declarações de moradores e do professores Bulhões foram resumidas num sumário bastante ácido do âncora do Jornal da Band, jornalista Ricardo Boechat. Abaixo segue um vídeo da matéria.

Quotidiano: Incêndio em área do Complexo Industrial do Açu está sem controle

Por Bruno Costa, bruno.costa@quotidiano.com.br
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Fogo pode atingir comunidades.Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas o tempo seco contribuiu para expansão. A orientação para a população é que fique atenta ao menor risco

 Iniciou na tarde desta sexta-feira (26), um incêndio nos arredores de onde será instalado o Polo Metal Mecânico do Complexo Industrial do Açu, no quinto distrito de São João da Barra, que atinge proporções alarmantes. O forte vento nordeste está contribuindo para estender a área atingida na Fazenda Papagaio e se espalha para o Trevo de Pipeiras, podendo atingir comunidades.

No local – agora à noite – trabalham cerca de 100 pessoas ligadas às brigadas de incêndio da Prumo – empresa proprietária do Porto/Complexo do Açu – da Ferroport e de outras empresas que prestam serviços no Porto. A Brigada de Incêndio do Grupo Thoquino também foi acionada, Corpo de Bombeiros e a secretaria municipal de Meio Ambiente.

Segundo informações, ainda não se sabe a causa do incêndio, mas o tempo seco contribuiu para sua expansão. A orientação para a população local é que fique atenta ao menor sinal de risco.  

Franciane Toledo, moradora de Água Preta, postou em seu perfil nas redes sociais sua preocupação perante o ocorrido. “Hoje a natureza mostra outra vez sua força, um incêndio sem controle ceifa a vegetação precária de nosso tão amado e querido quinto distrito”, diz.

Segundo o blog do professor Pedlowski, a falta de chuvas e a existência de áreas pastagens secas podem ter causado o incêndio de grandes proporções nas terras que foram adquiridas pelo Grupo EB(X) nas proximidades do Porto do Açu. 

Incêndio em 2010

Em 2010 houve um incêndio de grandes proporções. Na época, o fogo atingiu a Mata do Caroaca, uma reserva de restinga de grande relevância ambiental que foi adquirida pela LLX (comprada pela Prumo) e que deve se tornar uma Unidade de Conservação. A fauna e flora da reserva são exuberantes. Por lá encontramos jararacas pico-de-jaca, jibóias da restinga, tamanduás-de-colete, preguiças-de-coleira, ouriço caixeiro, pequenos roedores, guaxinim (mão pelada), caracarás (carcarás), gaviões, sabiás-da-praia, anuns, tiê-sangue, lagartos teiú, lagartos-do-Rabo-verde, cactáceas, bromeliáceas, abaneiros, calombos, muricis, gravatás entre outras espécies relevantes e em extinção. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1529/incendio-em-area-do-complexo-industrial-do-acu-esta-sem-controle-

 

Corpo de bombeiros tenta controlar fogo nas terras no entorno do Porto do Açu

Acabo de receber mais imagens do fogo que até pouco tempo continuava ocorrendo nas terras adquiridas pelo conglomerado do ex-bilionário Eike Batista no V Distrito de São João da Barra, agora com a presença do Corpo de Bombeiros. 

Alguns moradores que tentavam chegar em suas propriedades no início da noite foram impedidos de continuar viagem por causa do risco imposto pela intensidade das chamas.

Abaixo mais algumas imagens que acabo de receber da área incendiada.

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Erosão no Açu vai ser mostrada hoje na edição nacional do Jornal da Band!

O caso do processo erosivo que está ocorrendo na Praia do Açu deverá sair da mídia local. É que na edição do Jornal da Band desta sexta-feira, o caso será apresentado a partir do levantamento de campo feito por uma equipe  de jornalistas que esteve visitando a região esta semana.

Para quem estiver interessado, a matéria deverá ser apresentada em torno das 19:20.

 

 

Porto do Açu: desapropriações, salinização, erosão costeira, e agora fogo nas pastagens. Que legado é esse, Eike Batista!?

A falta de chuvas e a existência de áreas pastagens secas acaba de causar um incêndio de grandes proporções nas terras que foram adquiridas pelo Grupo EB(X) nas proximidades do Porto do Açu. Segundo o que acaba de me ser informado, o incêndio teria começado na rotatória próxima à localidade de Água Preta e se estendeu até a chamada Estrada do Galinheiro.

O incêndio que teria tido início das 13:00 horas desta sexta-feira estaria sendo controlada por uma brigada anti-incêndio, provavelmente vinda do Porto do Açu. Mas a estas alturas a fumaça já pode ser visualizada na localidade Barra do Jacaré!

Uma preocupação adicional ficaria para os agricultores que tiveram suas terras desapropriadas, mas que até hoje não passaram por perícias. É que se o fogo atingiu essas propriedades, como é que a justiça poderá atribuir um valor correto como é reclamado pelos desapropriados?

Mas agora vejamos: desapropriações, salinização, erosão marinha e, agora, fogo.   Mas que legado é esse, Eike Batista! Isto está parecendo as dez pragas do Egito!

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Procuradora do MPF-SP está preocupada com possibilidade de fuga de Eike Batista e outros diretores da ex-OGX

A Folha de São Paulo está informando que a procuradora do Ministério Público Federal de São Paulo, Karen Kahn, está estudando uma série de medidas para evitar a fuga do Brasil de Eike Batista e outros seis diretores da OGPar (ex-OG(X)) que foram arroladas na denúncia que ela apresentou contra o grupo por falsidade ideológica e formação de quadrilha (Aqui!).

Uma das razões dessa preocupação é a possibilidade de que Eike Batista e outras pessoas tenham segunda cidadania, o que permitiria que saíssem do Brasil para não responderem por esses crimes. Karen Kahn ressaltou em sua entrevista que um dos problemas é que justiça brasileira não vê com a devida gravidade os crimes contra a ordem financeira.

Mas as idas e vindas de Eike Batista de primeira classe ou no que restou de sua frota particular de aeronaves podem estar próximas do fim. Apesar dos reclamos do advogado Sérgio Bermudes. A ver!

Folha da Manhã notícia invasão do mar na Praia do Açu e descreve susto da população

Após invasão do mar, população assustada

Por Patrícia Barreto

Foto: Héllen Souza

Enquanto o rio Paraíba do Sul atinge a maior seca da história, o mar avança na praia do Açu, em São João da Barra. De acordo com a Defesa Civil do município, na quarta-feira (24) à tarde havia ainda a possibilidade da água invadir casas e comércios da rua Principal, como aconteceu na terça-feira (23), o que não aconteceu, para alívio da população local. Os cerca de 2 mil moradores da comunidade que dá nome ao Porto do Açu está cada vez mais preocupada. O fenômeno que vem se tornando constante nunca ocorreu antes. A água invadiu a rua da localidade por volta das 15h. Após uma hora de cheia, no momento de maré mais baixa, o mar deixou de jogar água na via. Até a manhã de quarta, a rua estava com muita lama. Especialistas apresentam diferentes análises sobre as possíveis causas para o problema. Uma delas seria consequência da construção dos terminais do Porto do Açu. Os moradores da localidade cobram a mobilização das autoridades para que os técnicos ajam sobre o problema e ao mesmo tempo identifiquem as causas. Quarta à tarde, após receber denúncias de moradores e saber da situação pela imprensa, uma equipe do Ministério Público Federal foi enviada pelo procurador Eduardo Santos Oliveira ao Açu para fazer se inteirar da situação, para definir se o órgão vai intervir.

A Câmara de Vereadores de São João da Barra arguiu a empresa Prumo Logística Global S.A., a partir da aprovação de um requerimento do vereador Frankis Arêas de Freitas. Assim, a Prumo confirmou a presença de representante numa reunião pública na sede do Legislativo Sanjoanense para dar informações sobre o tema. Inicialmente marcada para o dia 3 de setembro, a reunião acabou suspensa e depois adiada para a próxima quarta-feira, dia 1º de outubro. Neste intervalo a empresa Prumo entregou à Câmara um relatório elaborado pelo professor Paulo Cesar Colonna Rosman, do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ, através da Fundação Coopetec. A pedido do Ministério Público Federal, através de ofício do procurador da República, Eduardo Santos Oliveira, o professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) elaborou outro relatório sobre o assunto.

O Relatório do professor Pedlowski indica que em 2011 a área em questão estava em relativo equilíbrio sedimentar, entretanto, após a conclusão da abertura do canal de navegação em 2012, ocorreu uma forte perda de sedimentos, provocando a diminuição da faixa central da praia do Açu, indicando que um processo erosivo está em curso.

Defesa Civil diz que invasão era esperada

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de SJB, Adriano Assis, o que está ocorrendo na praia do Açu era esperado, mas atípico. “O fenômeno pode ser passageiro, mas pode não ser. Não dispomos de uma série histórica de ressacas que possam nos ajudar, mas as empresas do Complexo Logístico Industrial Portuário (CLIPA) não podem simplesmente se omitir de participação maior no problema, como, por exemplo, implantar o prometido programa permanente de controle de alterações costeiras”.

Até a manhã de quarta-feira (24), nenhuma família precisou ser retirada de suas residências, assim como não houve registro de imóvel alagado. Ainda segundo o coordenador, os agentes da Defesa Civil do município estão em alerta para qualquer chamado ou solicitação, enquanto existir a previsão de novas cheias.

Morador comenta sobre situação da praia

Nem todos os moradores do Açu atribuem o avanço do mar às obras de construção do Porto. “Se isto fosse verdade era para Atafona e especialmente Grussaí estarem mais atingidas que o Açu. Além disso, também os terminais do próprio Porto do Açu estariam sofrendo tanto quanto a própria localidade”, argumentou o aposentado Durval da Silva, de 66 anos. Ele ainda ressaltou que, observando tudo que está sendo comentado, inclusive após a invasão da água na avenida Principal, na terça-feira (23), não há como a comunidade não ter o direito de participar ativamente do acompanhamento científico da movimentação e das alterações da linha da costa, a partir da construção dos terminais 1 e 2 do Porto do Açu. “Defendo o planejamento de medidas de prevenção e contenção dos problemas que já estão atingindo o balneário. Com certeza, estarei presente à reunião”, afirmou o aposentado.

FONTE: http://www.fmanha.com.br/geral/apos-invasao-do-mar-populacao-assustada

Articulação da Bacia Rio Santo Antônio emite nota sobre violência cometida pelo governo de Minas Gerais contra os atingidos da mineração de Conceição do Mato Dentro

NOTA À SOCIEDADE E ÀS AUTORIDADE

 VIOLÊNCIA DO GOVERNO AMEAÇA ATINGIDOS DE CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO

  Audiência em Conceição do Mato Dentro discute denúncias contra mineradora

Na última reunião da Unidade Regional Colegiada (URC) Jequitinhonha, realizada dia 18 em Diamantina, os atingidos de Conceição do Mato Dentro e do projeto Minas-Rio e militantes de organizações sociais e ambientais se sentiram desrespeitados, coagidos e ameaçados. Tiveram seu direito à fala desconsiderado e a Polícia Militar foi acionada para reprimir sua manifestação legítima de indignação.

A representante da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) quis abrir espaço para que um representante da Anglo American apresentasse “esclarecimentos” aos conselheiros, o que causou o primeiro protesto da comunidade presente. Quando foi feita uma proposta de abrir espaço para “ouvir” os moradores, a conselheira gritou que eles já tinham sido ouvidos até demais e foi logo dizendo para chamarem a polícia.

Diante das graves mentiras do técnico do Estado sobre a situação do córrego Passa Sete – onde houve mortandade de peixes e assoreamento – e sobre o “cumprimento” de condicionantes no âmbito do licenciamento do projeto Minas-Rio, da Anglo American, os atingidos se sentiram injustiçados e começaram a falar a verdade e a clamar por seus direitos. A cada manifestação, o presidente da reunião ameaçava tomar medidas para “garantir a ordem e a continuidade dos trabalhos”. No momento em que os atingidos mostraram peixes mortos e entregaram garrafas com água contaminada aos conselheiros, o presidente chamou a Polícia Militar, que cercou aqueles que se manifestavam. Apesar disso, eles não se intimidaram e continuaram se manifestando a respeito das ilegalidades do processo.

A reunião contou com a presença do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG, Alceu José Torres Marques, que, não só defendeu que a Licença de Operação da Anglo American estava pronta para ser votada, apesar da solicitação dos Ministérios Públicos Estadual e Federal para que fosse retirada de pauta, como também desacatou o Promotor Dr. Marcelo Mata Machado quando este cumpria, de forma veemente, seu papel na defesa dos interesses coletivos e dos atingidos. Lembramos que este mesmo Secretário foi, no passado recente, Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais; portanto, chefe daqueles a quem chamou “jovens”, numa clara tentativa de constranger seus ex-subordinados, incluindo o representante do MPE no Conselho da URC.

A violência dos representantes do Estado e de alguns conselheiros aliados do empreendimento chocou aqueles que lá estavam e que conhecem de perto, há anos, a realidade de violações no empreendimento Minas-Rio.

Uma violência que revela, mais uma vez, a postura opressiva e arrogante que pretende enfiar goela abaixo a LO da Anglo American, como foi feito com a Licença Prévia e as Licenças de Instalação I e II.

Uma violência agravada pelo não cumprimento das quase 300 condicionantes que foram repassadas da Licença Prévia para a Licença de Instalação Fase I;  desta para a Licença de Instalação Fase II e, agora, para a eventual Licença de Operação, o que consiste em um claro descumprimento da legislação ambiental por parte dos dirigentes dos órgãos ambientais estaduais.

Uma violência tamanha que reforça o desamparo em que se encontram muitos atingidos que, até hoje, não conseguiram ser reconhecidos como tal, apesar de todos os impactos e perdas de que já são vítimas há anos.

Uma violência que prosseguiu com a decisão do Governo do Estado de, já no dia seguinte a esta desastrosa reunião, pautar exclusivamente a L.O pretendida pela Anglo American na próxima reunião extraordinária da URC Jequitinhonha, que será nesta segunda-feira, 29 de setembro, apenas onze dias após a última. Decisão que ignora a gravidade e o volume de omissões nos estudos e no processo de licenciamento do projeto Minas-Rio, haja vista a nova recomendação do Ministério Público Federal (no. 50/2014) para anulação da pauta da última reunião da URC.

 Os atingidos e militantes ambientalistas, perante a repressão do Governo do Estado, temem por sua segurança e de todos os que estarão presentes na próxima reunião da URC Jequitinhonha. Por isso denunciamos à OAB, à Comissão de Direitos Humanos da ALMG e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal esta situação de violação ao estado democrático de direito e solicitamos a presença de seus representantes na próxima reunião da URC, no dia 29 (segunda-feira), em Diamantina, para a garantia da legalidade e da segurança.  

 Os atingidos não são “gente sem educação” ou “pessoas passionais”. São cidadãos violentados em seus direitos fundamentais, que há anos denunciam sua situação, sem serem vistos ou ouvidos com respeito, seriedade e dignidade.

 ARTICULAÇÃO DA BACIA DO RIO SANTO ANTÔNIO