Portal OZK: Falha faz equipamento da FCC adernar no Porto do Açu

Falha em bomba faz Caixoneiro Mar Del Enol da FCC inclinar no Porto do Açu, em São João da Barra

Por LEONARDO FERREIRA 

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As primeiras informações que chegam a redação do Portalozk.com dão conta de que o Caixoneiro Mar Del Enol da FCC, no Complexo Portuário do Açu, está afundando.

A estrutura, situada em um dos píeres do Porto do Açu, em São João da Barra, ficou bem inclinada na tarde desta quinta-feira (11), o que assustou trabalhadores no local.

Caixoneiro Mar Del Enol é uma especie de forma para fabricação de moldes para blocos gigantes de concreto.

ATUALIZAÇÃO 16h30 – A Assessoria da empresa Prumo Logística entrou em contato com a redação do Portalozk.com e esclareceu que houve uma falha em uma das bombas de sustentação do equipamento, por volta de meio-dia, mas que o problema já foi solucionado. A Prumo informa, ainda, que ninguém ficou ferido, que o problema não causou nenhum impacto na obra e nos trabalhos do Porto do Açu. Uma nota será emitida ainda hoje, com maiores detalhes a respeito do ocorrido.

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FONTE: http://portalozk.com/dlf/noticias/um-dos-pilares-da-empresa-fcc-esta-afundando-no-porto-do-acu-em-sao-joao-da-barra/

Floresta urbana dilapidada para melhorar “visibilidade” de órgão municipal. Pode isso, MP?

No dia ontem (10/12) tive que enfrentar um congestionamento causado por um caminhão estacionado em local impróprio na Rua Barão de Miracema, como mostra a  imagem abaixo. O problema é que ao passar pelo local, notei que ali estava (foi o que eu pensei no momento) uma daquelas podas drásticas de árvores em logradouros públicos que eu já notei aqui no blog em diversas ocasiões.

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Mas hoje ao passar a pé pelo mesmo local. notei (como mostram a imagem abaixo) que em vez de pode drástica, o que tinha sido feito foi a erradicação completa de duas árvores que proviam sombra para o “Centro de Referência da Criança e do Adolescente) cujas instalações ficam justamente em frente do local de onde as árvores foram erradicadas.

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Mas o interessante dessa pequena história de horrores contra o patrimônio ambiental de Campos dos Goytacazes foi que, ao me ver fotografando o que sobrou das árvores, uma senhora que saia de dentro daquela unidade municipal me disse revoltada que achava a remoção das árvores um grande absurdo, já que o motivo alegado dentro do prédio é que as árvores teriam sido retiradas para  aumentar a visibilidade da placa que informa que ali é o “Centro de Referência da Criança e do Adolescente”!

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Afora a questão básica de que visibilidade de órgão público se obtém por bons serviços prestados à população, fico imaginando, caso essa explicação para o sacrifício de duas árvores esteja correto, quem é que foi teve essa ideia “brilhante”. É que vivemos numa cidade cuja sombra de cada árvore deveria ser celebrada como uma dádiva da natureza. Mas o que tenho presenciado nas ruas de Campos é um avanço da depredação do patrimônio ambiental, seja pelas mãos das concessionárias de serviços públicos ou, como nesse caso em tela, por órgãos públicos municipais.

E nunca custa nada lembrar que existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela PMCG para cuidar da floresta urbana com os devidos cuidados e rigores que a legislação ambiental determina. E então, o que eu espero é que o MP de Campos dos Goytacazes aja de forma tão pronta e contundente contra os que massacram a floresta que nos protege do ar, da chuva e do vento, da mesma forma que agiu contra os que negaram a continuar prestando serviços contratados pela PMCG, em que pese os atrasos de pagamento por parte do poder público municipal.

Afinal, quem firmou TAC tem que ser o primeiro a cumprir, não é?

Colapso do império “X” arrasta até o BTG Pactual para o buraco

A prisão da empresária e as dívidas da PMCG

Clique na foto para ampliá-la

Uma coisa que eu ainda não entendi no caso envolvendo a prisão da proprietária da empresa Nutrindo” SID – Serviço de Internação Domiciliar LTDA-ME, Sara Evelin da Vega Ferraz, é o seguinte: a PMCG deve quanto para a empresa? É que tudo levar a crer que a dívida existe, mas no nobre vice-prefeito, Dr. Chicão, não conseguiu oferecer números,

Agora duas coisas que saltam aos olhos: 1) a profundidade do processo de privatização de serviços públicos essenciais, e 2) a rápida prisão da empresária. No segundo item, o que eu ardentemente gostaria é que o MP mostrasse a mesma velocidade e contundência em outros casos. Seria tão bom para a nossa sociedade, não acham?

E para concluir, deixa aqui uma outra pequena pergunta: será que vai virar regra mandar prender empresários que possuem papagaios pendurados e decidem suspender os serviços prestados à PMCG? Se a resposta for sim, acho que vamos assistir um novo tipo de boom na construção civil em Campos dos Goytacazes, qual seja, o causado por novos presídios e celas em DPs.

Bandejão da UENF: será que agora vai?

Um estudante que vem observando de perto, e compreensível interesse, a saga da abertura do bandejão da UENF. Pois bem, agora acabo de receber fotos tiradas de uma equipe que esteve no prédio do bandejão aparentemente para finalizar os preparativos para sua abertura. 

O boato que anda circulando é que a abertura está próxima. E seria mesmo bom que seja assim, pois o recesso acadêmico de fim de ano começa na próxima sexta-feira (19/12) e seria muito feio para a reitoria da UENF não conseguir iniciar o funcionamento do bandejão ainda em 2014, ainda que seja por apenas uma semana. Afinal, o cheirinho de comida é esperado desde o já distante ano de 2008! A ver!

Abaixo as imagens que me foram enviadas!

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A multinacional Anglo American e sua peculiar forma de mostrar gratidão

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Quem circula hoje pela BR-356 entre Campos dos Goytacazes e a entrada para o Porto do Açu pode ver dois outdoors colocados pela multinacional Sul Africana Anglo American para supostamente agradecer a força recebida na construção co mineroduto Minas-Rio. 

Tudo estaria muito bonito se hoje o Jornal Valor Econômico não tivesse publicado uma matéria informando que a Anglo American está demitindo 12 mil dos seus trabalhadores no Brasil, justamente aqueles que estiveram envolvidos na construção do Minas-Rio. E justamente no período que antecede as festas natalinas.

Baita forma de mostrar gratidão, não acham? E notem que no outdoor está escrito que mineração e pessoas fazem a diferença. Imaginem então se não fizessem! Mas uma coisa é certa. A imagem que supostamente um empresário mineiro agradecido, bem que poderia ser a de um trabalhador da Anglo American saindo da empresa apenas com a roupa do corpo. Se a imagem fosse a que eu estou sugerindo seria pelo menos sincera!

Anglo American vai demitir 12 mil pessoas com fim da obra da Minas-Rio

Por Camila Maia e Thais Carrança | Valor

SÃO PAULO  –  A mineradora Anglo American vai reduzir o número de trabalhadores na operação de minério de ferro Minas-Rio em 12 mil, uma vez que foi concluído o processo de construção do projeto e teve início a produção da commodity, afirmou James Wyatt, porta-voz da Anglo American.

Durante a fase de construção, a operação Minas-Rio empregava 16 mil trabalhadores. Com o fim da obra e o início da produção, a operação passará a empregar 4 mil pessoas. A mudança já está acontecendo ”há alguns meses” e deve continuar gradualmente nos próximos meses, afirmou Wyatt.

“A única razão pela qual o número de funcionários no Brasil será reduzido é porque a Minas-Rio deixou de ser um projeto em construção para um projeto de mineração”, afirmou o porta-voz.

Durante um evento com investidores nesta terça-feira em Londres, a Anglo American afirmou que pretendia reduzir o número de funcionários de 162 mil para 102 mil até 2017. O jornal britânico “Financial Times” acrescentou que, entre os 60 mil empregos reduzidos, 12 mil funcionários trabalhavam na construção da operação no Brasil.

Segundo Wyatt, dos 60 mil empregos a menos na folha de pagamento da empresa, aproximadamente 45 mil se referem à venda de operações, como projetos de minas de platina na África do Sul. Dessa forma, cerca de 3 mil dos 60 mil empregos serão alvo de demissão.

A operação Minas-Rio, que inclui uma mina e uma usina de beneficiamento de minério de ferro nos municípios de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG), foi comprada pela mineradora do empresário Eike Batista. Em seu relatório anual de 2013, a companhia afirmou que empregava no Brasil 23,6 mil pessoas, entre funcionários e terceirizados. 

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3810046/anglo-american-vai-demitir-12-mil-pessoas-com-fim-da-obra-da-minas-rio#ixzz3LVgsLzLm

Enquanto eles se reúnem para enxugar gelo, a Praia do Açu encolhe

Aproveitando que hoje é o dia em que deverá ocorrer mais uma reunião patrocinada pela prefeitura de São João da Barra para discutir o processo de erosão que está devorando a Praia do Açu, estive na localidade de Barra do Açu para coletar espécimens do que animal que resolveu invadir o resto da faixa de praia. Após coletar um indivíduo vivo para trazê-lo para estudos no Laboratório de Ciências Ambientais da UENF, sob supervisão do Prof. Carlos Eduardo Rezende, resolvi dar uma caminhada pela praia e posto abaixo algumas imagens que eu considero bastante reveladoras do avanço da frente erosiva.

Por fim, acho interessante que em mais essa visita que faço à Praia do Açu, não encontrei nenhum técnico ou secretário municipal no local. Será que não seria mais interessante que essas reuniões que estão sendo feitas ocorressem na área em que o fenômeno está ocorrendo? 

Bom, pensando bem, não. É que ai as reuniões teriam de passar da fase do enxugamento de gelo para a ação prática para conter o fenômeno. Mas para isso acontecer tudo indica, tomando-se como base as notícias sendo circulações pela mídia corporativa regional, que a Prumo Logística Global é quem vai ter que querer que isso aconteça. E ai, já viu!

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Pesquisadores entregam ao governo eleito de MG resultados de pesquisas e denunciam sucateamento dos órgãos ambientais e violação de direitos

No dia 5 de dezembro, pesquisadores de distintas universidades com sede em território mineiro se reuniram com Murilo Valadares, da equipe de transição do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, para entrega de resultados de pesquisas sobre licenciamento ambiental, sucateamento do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA) e violação de direitos humanos, sociais, ambientais e culturais na aprovação desmedida de licenças para grandes projetos, a exemplo dos recentes casos de mineração da Anglo American e Manabi S.A.

Acadêmicos de universidades públicas federais, estadual e privada (UFMG, UFSJ, UFJF, UFVJM, Unimontes, PUC-Minas), com amplas trajetórias de pesquisas sobre as políticas econômica e ambiental do estado, foram movidos pela profunda indignação com os rumos institucionais dessas políticas em Minas, que mesclam descentralização institucional-administrativa com práticas locais coronelistas e violentas, precarização do trabalho dos técnicos, incompetência e violação dos direitos humanos mais básicos, como o direito à água. Os pesquisadores questionaram a falácia da democracia participativa, ao relatarem a condução de audiências públicas e sessões deliberativas das Unidades Regionais Colegiadas (URCs) do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) com forte presença coercitiva policial e outros procedimentos que impedem o exercício pleno do contraditório, aspectos essenciais à democracia. Executam-se as mais variadas manobras, como a presença ostensiva de “platéias” transportadas por empresas e prefeituras, coagidas a aplaudir os discursos feitos por seus patrões e representantes.

Os analistas comunicaram a interferência irregular e imoral de representantes de empresas em reuniões dos técnicos do SISEMA. Denunciaram que a participação nos processos decisórios é sempre restrita a um número reduzido de conselheiros, que se perpetuam no controle das instâncias do Conselho por anos a fio e partem do pressuposto de que a implantação dos empreendimentos é um fato consumado, transformando o processo de licenciamento em mera etapa burocrática de legalização desses projetos. Ficam praticamente excluídos exatamente os grupos sociais, populações e comunidades sobre os quais se concentram os efeitos deletérios dos empreendimentos licenciados.

Sobre o trabalho dos técnicos, denunciaram a falta de equipamentos básicos, tais como veículos e GPS.  Apontaram, também, a carência de competência específica, de boa remuneração e de incorporação dos técnicos aos quadros permanentes do SISEMA. A vários falta o mínimo decoro para observar as normas mais comezinhas das relações humanas: em reuniões da URC – Jequitinhonha, demonstraram despreparo, ironizaram e trataram com cinismo representantes do Ministério Público e da Universidade Pública.

Para superar algumas das questões apontadas, os pesquisadores recomendam amplo debate sobre o funcionamento do SISEMA e a retomada da discussão sobre o planejamento econômico-territorial de Minas Gerais, que deveria ser construído em conjunto com as pessoas que vivem e sofrem os efeitos (positivos ou negativos) dos projetos econômicos, levando-se em consideração a presença de povos tradicionais, assentamentos rurais etc. Sugerem também a requalificação dos conceitos de parceria público-privada praticados por técnicos do SISEMA, já que, em processos de licenciamento, ficam claras fragilidades das estruturas do Estado para sustentar determinações legais, garantir direitos humanos e ambientais aos cidadãos, bem como para exigir o cumprimento efetivo de dezenas de medidas condicionantes de grandes empreendimentos econômicos, o que caracteriza um processo continuado de flexibilização e violação das normas.

LEIA no link a seguir a Carta ao Governador eleito Fernando Pimentel: Carta Fernando Pimentel

FONTE: http://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/noticias/nota-publica-pesquisadores-entregam-ao-governo-eleito-de-minas-gerais-resultados-de-pes-quisas-e-denunciam-sucateamento-dos-orgaos-ambientais-e-violacao-de-direitos/

Eneva, continua saga de ex-empresas X, e pede recuperação judicial

Eneva entra com pedido de recuperação judicial

Usina da Eneva, ex-MPX

Eneva: companhia terá 60 dias para apresentar seu plano de recuperação judicial

Eulina Oliveira, do Estadão Conteúdo

São Paulo – Mergulhada em dívidas, a empresa de energia Eneva, antiga MPX, que fazia parte do conglomerado do empresário Eike Batista, informou nesta terça-feira, 9, que, mediante orientação dos acionistas controladores, ajuizou hoje, na Comarca do Estado do Rio de Janeiro, pedido de recuperação judicial, em caráter de urgência.

Atualmente, conforme o site da companhia, o maior acionista da Eneva é a alemã E.ON, com 42,9%, enquanto Eike possui 20%.

Desta forma, a Eneva se junta a outras empresas ligadas a Eike que entraram em recuperação judicial, casos da petroleira OGX, da empresa de construção naval OSX e da MMX Sudeste Mineração, controlada pela MMX Mineração e Metálicos.

Segundo o fato relevante, o pedido de recuperação judicial ocorre em virtude da não revalidação do acordo para suspender a amortização e o pagamento de juros de operações financeiras contratadas pela companhia e determinadas subsidiárias com seus credores financeiros, expirado em 21 de novembro de 2014.

Outro fato é o de não ter sido alcançado um acordo entre a companhia e instituições financeiras na implementação de um plano de estabilização visando ao fortalecimento da estrutura de capital e medidas para o reperfilamento de suas dívidas financeiras.

“Uma vez deferido o pedido de recuperação judicial, ficará suspensa a exigibilidade de todas as dívidas concursais da companhia e de sua controlada Eneva Participações, no valor total de R$ 2,33 bilhões (data-base 30 de novembro de 2014)”, diz a companhia.

As demais subsidiárias da Eneva não foram incluídas no pedido de recuperação judicial e as usinas permanecem em operação normalmente, segundo o fato relevante.

A companhia terá 60 dias, contados do deferimento da recuperação judicial, para apresentar seu plano de recuperação judicial.

Ainda conforme o comunicado, a posição de caixa e equivalentes de caixa da companhia, em 30 de novembro de 2014, era de R$ 78,3 milhões.

“Ao longo dos últimos meses, no âmbito dos esforços empreendidos pela administração da companhia com o objetivo de concretizar a sua estabilização financeira, foram obtidos relevantes avanços (…), especialmente o aumento de capital privado da companhia, no valor de aproximadamente R$ 175 milhões; a venda de 50% das ações de emissão da Usina Termelétrica Pecém II, por R$ 408 milhões”.

A companhia também cita, entre outros itens, a alteração da forma de verificação e pagamento de indisponibilidade (ADOMP) das usinas e o ressarcimento à companhia dos valores pagos a maior pelas Usinas Termelétricas Pecém I e Itaqui, totalizando mais de R$ 360 milhões e a celebração do termo de compromisso com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para adequação das obrigações de fornecimento de energia pela Usina Termelétrica Parnaíba II, juntamente com a conclusão das obras e o início das operações em teste da celebração de contrato para venda da participação da Eneva em Pecém I por R$ 300 milhões.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eneva-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial

Quotidiano: audiências públicas nos dias 15 e 16 para discutir novo plano diretor de SJB.

A pergunta que muitos moradores do V Distrito se fazem neste momento é sobre quando será a votação na Câmara Municipal. Há quem aposte que será no dia 31/12!

O site jornalística sanjoanense Quotidiano informa (veja nota abaixo) que a prefeitura municipal de São João da Barra promoverá duas audiências públicas nos dias 15 e 16 de dezembro nas localidades de Mato Escuro e Barcelos para discutir mudanças no Plano Diretor Municipal.

Em que pese a estranheza das datas, creio que essas audiências poderão ser momentos privilegiados para que a população que será afetada pelas mudanças sendo propostas possam cobrar explicações para algumas questões que estão sendo suscitadas na mídia. Uma que deveria interessar aos moradores de diversas localidades (Água Preta, Mato Escuro e Barra do Açu) é a suposta proposta de fechar as estradas da Figueira e do Galinheiro para supostamente atender demandas da Prumo Logística Global.

Afora o grave problema de circulação viária que seria imposto aos moradores da Barra do Açu, muitos hoje se perguntam o que ocorrerá com agricultores cujas propriedades estão localizadas na margem direita da Estrada da Figueira. É que muitos agricultores hoje se perguntam se também terão suas terras desapropriadas como os que viviam na margem esquerda daquela via de acesso à Barra do Açu.  E se existir tal proposta de desapropriação sendo gestada, qual será a finalidade pretendida?

Além disso, o que realmente muitas pessoas tem me ligado é sobre quando o prefeito Neco e seu secretário de planejamento, o Sr. Sidney Salgado, pretendem enviar o projeto para ser votado para pela Câmara Municipal. É que hoje tem muita gente preocupada com a eventual repetição do que aconteceu na votação do Plano Diretor em vigência, quando o atual prefeito, então presidente da Câmara de Vereadores, realizou uma sessão na noite do dia 31 de Dezembro para passar uma lei que, depois, abriu caminho para as desastrosas desapropriações que prejudicaram centenas de famílias humildes no V Distrito de São João da Barra.

Assim, como não existe essa coisa de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, eu tenho recebido indicações de que muitos moradores estão se preparando para acompanhar essas audiências, mas especialmente a que ocorrerá em Mato Escuro, com ouvidos e olhos de Lince. A ver!

Novas audiências para apresentação da revisão do Plano Diretor

A primeira audiência foi realizada no início do mês, no auditório da Prefeitura.

 
Assessoria/ jornalismo@quotidiano.com.br

A prefeitura de São João da Barra irá realizar mais duas audiências públicas para apresentação da revisão do Plano Diretor do Município. No dia 15 de dezembro, o encontro será realizado em Mato Escuro, a partir das 18h, no Salão localizado atrás do restaurante do Sr. Luís.  Já no dia 16, será a vez do distrito de Barcelos receber a segunda audiência da semana, também às 18h, no prédio da Assistência Social, próximo à Praça Nossa Senhora da Conceição.  A primeira audiência foi realizada no início do mês, no auditório da Prefeitura.

Durante as audiências, serão divulgadas as mudanças – com base em sugestões da população – em relação ao projeto original elaborado pelo arquiteto e urbanista Jaime Lerner. O Plano Diretor, de acordo com o secretário de Planejamento, Sidney Salgado, visa garantir um crescimento ordenado e sustentável, com a máxima qualidade de vida para a população. A revisão, segundo ele, segue em consonância ao crescimento populacional de São João da Barra, que já é uma realidade em decorrência da implantação do Porto do Açu.

 “Existe a preocupação em evitar a favelização e a marginalização da sociedade. Mostramos o projeto inicial que passou pelo crivo da população, porém com novas sugestões. Esta é a nossa forma de trabalho, sempre consultando a população”, ressaltou Sidney.

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1752/novas-audiencias-para-apresentacao-da-revisao-do-plano-diretor