PT/RJ: a vanguarda do atraso do ex-partido dos trabalhadores

Quando retornei ao Brasil em 1997 após quase uma década de exílio dourado nos EUA onde aprofundei meu treinamento acadêmico tentei voltar à militância no Partido dos Trabalhadores. Mas bastou ir a uma reunião de militantes que notei que aquele não era mais o partido que eu havia ajudado a construir no início da década de 1980.

De lá para cá, passados quase duas décadas, o PT do Rio de Janeiro que nunca foi uma força sólida dentro da estrutura nacional do partido se perdeu de forma tão completa e incurável que nem mesmo tendo sido esnobado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão na formação do seu processo secretariado, os dirigentes do partido conseguem ir para a oposição que é o lugar que lhes pertence neste momento.

Ao invés disso, ainda se vê a maioria da bancada dentro da ALERJ anunciar um envergonhado apoio a Pezão, na forma de “apoio crítico”, numa demonstração de que Anthony Garotinho estava mais do que certo quando vaticinou que o PT/RJ era o partido da boquinha.

Também com “quadros” como o ex-ambientalista Carlos Minc e o inexpressivo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, alguém teria ilusão de que o PT/RJ iria, repentinamente, marchar para uma ação política independente e comprometida com as necessidades da maioria pobre da população fluminense? Claro que não! O PT/RJ é a vanguarda do atraso em que o PT se meteu nacionalmente.

Começa nesta segunda (8) a Feira da Reforma Agrária, no centro do Rio de Janeiro

De 8 a 10 de dezembro, o Largo da Carioca recebe a VI Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Moradores da cidade poderão ter acesso a produtos vindos dos assentamentos de reforma agrária do RJ e de vários outros estados

V Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Foto: Alan Tygel

Mais uma vez, o Largo da Carioca será palco da maior feira do Rio de Janeiro com produtos oriundos de assentamentosde reforma agrária. De 8 a 10 de dezembro, cerca de 130 agricultores/as vão participar da VI Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Nessa edição, uma novidade: três dias de evento, onde a sociedade terá a oportunidade de conhecer a produção dos assentamentos, das cooperativas e de coletivos por meio da compra de produtos direto das mãos das camponesas e camponeses.

A diversidade de produção expostas durante a feira sempre surpreende os participantes. Agricultoras e agricultores de 17 assentamentos do MST do estado vão levar cerca de 30 toneladas de diferentes produtos como frutas, hortaliças, verduras, doces, geleias, compotas, feijão, arroz, derivados de leite, derivados da cana-de-açúcar, fitoterápicos, café, mel, pimenta, própolis e artesanatos. Além dos produtos in natura, a feira ira oferecer agroindustrializados de diferentes cooperativas, dentre elas: COOPSCAMP e COOPATERRA (RJ); ASFAPSUL (MG); COOPAVA e COAPRI (SP).

Quem passar pela feira também vai ser embalado por ritmos de diferentes regiões do país. Já confirmaram participação Geraldo Júnior, Us Neguin Q Ñ C Kala, Bloco Apafunk, Mano Teko e MC Pingo.

O principal objetivo da feira é ser um espaço de conscientização a respeito da Reforma Agrária. A aproximação entre assentados e moradores da cidade possibilitar a divulgação da realidade social, cultural e organizativa dos assentamentos de reforma agrária, da luta por justiça social, e do esforço para produzir alimentos saudáveis e agroecológicos. O projeto da Reforma Agrária Popular tem como princípio básico o diálogo entre campo e a cidade, e a produção de alimentos saudáveis para a população.

O nome da feira é uma homenagem ao líder Sem Terra Cícero Guedes, assassinado em Campos dos Goytacazes, em 2013. Cícero foi um dos idealizadores da feira, e uma referência em agroecologia.

O evento é uma realização do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em parceria com o INCRA, e tem o apoio do SINDIPETRO, da COOPSCAMP, da COOPATERRA e da COOPERAR.

Programação:

8/12 (Segunda)
7h – Abertura da Feira
10h – Formação: Conjuntura, luta e conquistas no Rio de Janeiro
11h as 12:30h – Geraldo Junior
12:30h as 14h – Us Neguin Q Ñ C Kala
15:00 – Formação: Oficina Saúde Pela Terra
16:30h – Ato Político e Mística de Abertura da VI Feira
18h as 20h – Bloco da Apafunk

9/12 (Terça)
9:30h – Oficina: Mulheres e Agroecologia, a arte da boneca Abayomi
11h as 12:30h – Maracutaia
12:30h as 14:00h – Mano Teko e Mc Pingo
15:00 – Oficina: Agricultura Urbana

10/12 (Quarta)
11h as 12:30h – Apresentação Cultural
14h – Encerramento

Serviço
Evento: VI Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes.

Dias: De 8 a 10 de dezembro.
Hora: Entre 8h e 18h.
Local: Largo da Carioca.

Mais informações:
Vanessa Ramos

(21) 993723219

Alan Tygel
(21) 980858340

Praia do Açu em dois tempos: siga a linha dos guardas-sóis!

Em meio ao que chamo de “reuniões para enxugar gelo”, a população sanjoanense continua tentando fazer o que sempre fez na Praia do Açu, qual seja, usá-la para sua recreação. O problema é que a faixa de areia está cada vez mais estreita, o que sem dúvida afeta a qualidade do lazer que ali ocorre.

Apenas para demonstrar como o fenômeno erosivo afetou a Praia do Açu e, por consequência, o seu uso recreacional, posto duas imagens, sendo uma deste domingo (07/12) e outra de 2013. Para facilitar a comparação, basta olhar para onde estão colocados os guardas-sóis.

praia do açu 2013

2013

praia do açu 2014

2014 (07/12)

Praia do Açu tem mais uma “novidade”: um visitante que chega nas areias sem pedir licença

molusco

Se não bastasse os problemas causados pela erosão da faixa litorâneo, os moradores da Praia do Açu agora estão sobressaltados com mais uma novidade: a chegada de uma grande quantidade de um pequeno animal marinho na areia, especialmente nos dias de mar mais agitado.  Os moradores estão ainda mais preocupados com as informações dando conta que esses animais estão se reproduzindo com muita rapidez e estão nas pedras do quebra-mar do T1 e T2 do Porto do Açu.

Como não se sabe qual é a espécie envolvida nesse fenômeno, o passo mais objetivo seria o INEA ou a Prumo Logística Global realizarem uma coleta de  espécimens deste animal para que o mesmo possa ser identificado, de modo a, por exemplo, se é uma espécie endêmica à região ou, o pior dos mundos, uma espécie exótica. Aliás, há que se lembrar que um problema bastante recorrente é a disposição de animais exóticos pelo despejo de água de lastro de navios que entram e saem de instalações portuárias. O estado do Rio de Janeiro já possui várias exóticas causando danos aos ecossistemas naturais litorâneos. Nesse sentido, é que cresce a importância de se rapidamente identificar qual é este animal, de modo a dirimir essa dúvida. 

De toda forma, como os moradores consultados me disseram que nunca tinham visto esse animal e, tampouco, nas quantidades que estão chegando às areias da Praia do Açu, o que provavelmente temos é mais um sintoma de desiquilíbrio ambiental, que vem se somar aos vários outros que já tinham sido identificados previamente (por exemplo: o processo de erosão que também atinge a Praia do Açu).

Para tornar ainda mais clara a dimensão da situação, posto abaixo um vídeo que mostra os animais ainda flutuando no topo da coluna de água marinha na Praia do Açu. E, sim, cada ponto negro na imagem é um exemplar desta “simpática” criatura!

 

 

Roberto Moraes faz importante alerta sobre tentativa de aprovar novo plano diretor de SJB nos estertores de 2014

Abaixo reproduzo uma postagem que tirei do blog do Prof. Roberto Moraes cujo conteúdo considero importante de ser disseminado o mais amplamente possível, afim de que se preserve os interesses da população de São João da Barra, e especialmente da população do V Distrito de São João da Barra que já vem sendo impactada pela implantação do Porto do Açu, sem que haja qualquer tipo de medida mitigatória para problemas graves como os causados pelas desapropriações, pela salinização de águas e solos, e pela erosão costeira que consome hoje a Praia do Açu.

É que se o conteúdo desta postagem for confirmado, o que teremos é uma repetição da estratégia que permitiu a aprovação da versão atual do Plano Diretor Municipal de São João da Barra na noite do dia 31 de Dezembro de 2008, apenas para possibilitar a emissão dos decretos de desapropriação pelo (des) governo Pezão/Cabral em 2009. Há que se lembrar que o presidente da Câmara de Vereadores de São João da Barra era o atual prefeito Neco. Em suma, dada a experiência prévia na forma de aprovar planos diretores do Sr. Neco, toda atenção será pouca.

Desta forma, de modo a se evitar a tentação de se repetir essa manobra que atenta contra o direito da população que seria afetada pela exclusividade que se poderá dar à Prumo Logística para duas importantes vias de circulação no V Distrito, é que julgo importante que se esclareça logo essa situação. Do contrário, temo que o pior ainda esteja por vir para os moradores do V Distrito e, por extensão, de todo o município de São João da Barra. Afinal, um controle tão estrito do território de São João da Barra por uma corporação estrangeira não vai ser nada bom. E não é preciso ser geógrafo para entender a natureza e a extensão desse problema.

E antes que eu me esqueça: o arquiteto Jaime Lerner vai voltar à São João da Barra para nos relembrar da sua proposta de tornar a cidade uma “Veneza brasileira” ou a coisa vai ser só mesmo para fechar estradas e abrir novas áreas para especulação imobiliária como nos adianta a postagem do Prof. Roberto Moraes?

Prefeitura de SJB retoma interesse em aprovar novo Plano Diretor ainda em 2014

O blog foi informado que a empresa que controla do Porto do Açu, a Prumo Logística Global esteve, nessa última semana, com os vereadores na Câmara Municipal e também com o prefeito defendendo mudanças no Plano Diretor do município.

Segundo essas mesmas informações, a Prumo entre outras coisas defendeu que seja feito o fechamento das estradas de acesso aos terminais do Porto do Açu.

Uma seria da estrada quem vem pelo Cajueiro (“Estrada do Galinheiro”). A outra, é a estrada da Figueira que liga a localidade de Mato Escuro ao Açu, margeando a áreas e os empreendimentos do Terminal 2, defendendo que ambas ficassem apenas para o seu uso.

O fato caso aprovado faria com que o balneário do Açu e a comunidade de mais de 2 mil moradores, ficassem ainda mais isolados e com menos acesso à sede do município e também em relação à Campos.

Não se sabe o que está sendo negociado. Há estranheza que a proposta do Plano Diretor que foi apresentada no início de 2013, e que ficou adormecida por tanto tempo, agora se queira aprovar com tanta pressa como parece ser o caso.

Fala-se ainda na retomada de uma proposta de “estrada parque” por dentro da Unidade de Conservação (RPPN Caruara) ligando Iquipari e Grussaí.

Também se diz que o interesse pelo novo plano parte de imobiliárias que estariam com investimentos na região que precisam ser do conhecimento de todos, antes da aprovação do novo Plano Diretor.

Para tentar cumprir as obrigações mínimas, mesmo que pouco se conheça de sua nova proposta, se diz que uma audiência pública seria tentada para ser realizada proximamente em Mato Escuro, junto de anúncios de melhorias para aquelas localidades que incluiriam construção de casas populares e alguma urbanização, para reduzir resistências e tentar atrair apoios para a aprovação do novo Plano Diretor.

Considerando tudo que temos visto em termos de impactos com a instalação do Porto do Açu para a comunidade, e ainda a necessidade de se prever com cuidado e participação da população, a análise dessas alterações em relação ao que hoje existe em termos de autorização do município – que é quem regula o uso do solo e por isso tem poder que não pode ser substituído por instâncias superiores – é que não se pode aceitar que nada seja feito assim de afogadilho depois da proposta inicial ter adormecido por cerca de um ano e meio junto aos poderes do município.
 
Veja aqui neste link uma postagem do blog sobre a proposta do Plano Diretor de SJB, em março de 2013.

O desenvolvimento econômico com os “sonhados e desejados empregos”, mesmo que em proporção sempre muito menores que os “previstos e anunciados” não podem continuar a servir único argumento, para a autorização da ocupação espacial e uso do solo, de forma permissiva para os que possuem poder econômico, em nome do discurso de “freio” sobre a ocupação irregular pelos trabalhadores e pela comunidade.

É importante que a população acompanhe tudo de perto depois de tudo que já se tem visto nesses sete anos em que o empreendimento começou a ser construído em outubro de 2007.

É indispensável que conheça o que está sendo proposto e eventualmente aprovado. Se houver supressão de informações e direitos a nova legislação será passível de ser questionada judicialmente, a começar pelo Ministério Público Estadual.

Se o objetivo é dar conhecimento e permitir que todos saibam o que será discutido e aprovado, o blog, como sempre fez e continua a fazer, abre espaço para que a proposta possa ser apresentada e defendida aqui em todas as suas repercussões. A conferir!

PS.: Abaixo o mapa da proposta do macrozoneamento que foi apresentado em março de 2013 como parte do novo Plano Diretor de SJB.

+FONTE: http://www.robertomoraes.com.br/2014/12/prefeitura-de-sjb-retoma-interesse-em.html?m=1

Curso 50 anos do golpe de 1964: quem ganhou e quem perdeu com a Ditadura no Brasil

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9 de dezembro – 11 de dezembro
9 de dezembro às 18:00 a 11 de dezembro às 21:00

Local do Evento: Feuc Rj

Estrada da Caroba, 685, 23085-590 Rio de Janeiro

Há 50 anos atrás, o Brasil vivia um dos momentos mais intensos de sua história política. Diante do avanço dos movimentos populares e das tentativas de reformas de base buscadas pelo governo de João Goulart, poderosos grupos econômicos nacionais e estrangeiros conspiraram para dar um Golpe de Estado em abril de 1964. A conspiração envolveu também os setores mais conservadores entre os militares, na Igreja Católica e parte da grande imprensa da época. 

A Ditadura Empresarial-Militar instalada naquele ano durou até 1985, deixando um rastro de perseguições aos trabalhadores e opositores, assassinatos, torturas, censura, dentre outras graves violações de Direitos Humanos. Mas o regime de exceção também deixou um legado de aumento de desigualdades sociais, concentração de renda, explosão da dívida pública e consolidação do poder econômico do capital monopolista no Brasil.

Diante de tudo isso, vale a pena perguntar: hoje, meio século depois do golpe de 1964, quem se beneficiou com aquela Ditadura? Quais os grupos econômicos que estiveram por trás do golpe? Quais setores e classes sociais foram os mais prejudicados economicamente? Quais empresas que existem até hoje devem explicações à sociedade sobre sua relação com o Estado de Exceção? O que os casos de corrupção de hoje tem a ver com a relação estabelecida entre o empresariado e o governo durante o regime ditatorial?

Precisamos saber quem ganhou e quem perdeu com a Ditadura Militar no Brasil!

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Realização: PACS, Mais Verdade e IFHEP e FEUC
Apoio: Pão para o Mundo, DKA
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Inscrições no local ou pelo email: secretaria@pacs.org.br
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9.12.14, terça
RENATO LEMOS, professor do IFCS/UFRJ – O que resta da ditadura
LUIZ MÁRIO BEHNKEN, economista do CORECON-RJ – O que resta da democracia

10.12.14, quarta
ELAINE BORTONE, doutoranda de História Social na UFRJ. – Como se constrói um golpe
MARCOS ARRUDA, socioeconomista do PACS e Rede Jubileu – Ditadura sem perdão! E a dívida?

11.12.14, quinta
PEDRO CAMPOS, UFRRJ – A ditadura das empreiteiras ontem e hoje
MARCO PESTANA, doutorando de História da UFF e professor da rede pública – Remoções de favelas, da ditadura à democracia

Preocupado em perder a partida, Eike Batista quer trocar o juiz

Eike Batista pede troca de juiz

Defesa do empresário acusa magistrado de estar agindo com parcialidade

O DIA

Rio – Os advogados do empresário Eike Batista pediram ontem à Justiça o afastamento do juiz Flavio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal Criminal, no Rio. O magistrado é responsável pelo julgamento de um processo em que Eike é réu, acusado de manipulação de mercado e uso indevido de informação privilegiada (‘insider trading’).

O empresário Eike Batista: ele deve ser ouvido em audiência dia 17

Foto:  Patrícia Santos / Agência O Dia

A defesa alegou que o juiz deu declarações à imprensa pré-julgando o caso e que estaria agindo de forma parcial. Em novembro, após a primeira audiência do processo, Souza afirmou que a presença de um empresário do renome de Eike no banco dos réus era emblemático para a Justiça.

“Ele sempre foi o garoto-propaganda das suas próprias empresas e com um sonho megalomaníaco de se tornar o homem mais rico do mundo. Ver uma pessoa com esse tipo de atitude sentada no banco dos réus é realmente um momento histórico para a Justiça”, afirmou o magistrado.

Na ação, os advogados Ary Bergher e Raphael Mattos argumentam que as declarações do juiz “anteciparam decisões, contrariando normas de conduta que visam resguardar a Justiça e seus jurisdicionados”.

O juiz afirmou que suas declarações apenas reproduziram o que foi publicado pela mídia sobre o empresário, mas que não entraram no mérito da questão. O magistrado tem três dias para decidir se vai deixar o processo. Se ele decidir continuar à frente da tramitação, a defesa de Eike pode solicitar a um tribunal que julgue se ele pode ou não ficar no caso.

No processo contra Eike, estão marcadas duas audiências neste mês. A primeira será no dia 10, quando testemunhas serão ouvidas. Na segunda, dia 17, há a expectativa de que o empresário seja ouvido. A sentença, no entanto, só deverá ser conhecida em 2015.

FONTE: http://odia.ig.com.br/noticia/economia/2014-12-06/eike-batista-pede-troca-de-juiz.html

Comunidades de Conceição do Mato Dentro ocupam novamente estrada para denunciar truculência da Anglo American

 A comunidade do Turco está fazendo nova paralisação da MG 10.

A empresa Anglo American que havia se comprometido  solucionar o problema e reunir-se com a comunidade,  enviou uma carta com resposta negativa neste último dia 01 de dezembro e não compareceu.

A estrada está bloqueada desde  3 horas da manha de hoje, dia 03/12/2014.

As casas continuam sendo abaladas pelos tremores  do MINERODUTO que provocam rachaduras nas edificações  e colocam em risco  Crianças, idosos e  todo os moradores da comunidade.

Além disso, várias nascentes secaram  e outras foram assoreadas ou até mesmo soterradas pelas diversas obras de implantação do Projeto Minas Rio.

Outra queixa da comunidade é a falta de segurança, transtornos com barulho e  poeira que tem causado internações e adoecimento da comunidade.

jornal
FONTE: http://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/noticias/comunidades-de-conceicao-do-mato-dentro-ocupam-novamente-estrada-para-denunciar-truculencia-da-anglo-american/

A insatisfação dos comandantes militares com a Comissão da Verdade é exagerada e despropositada

A mídia corporativa anda disseminando a informação de que o alto comando das forças armadas brasileiras anda insatisfeito com os trabalhos da chamada Comissão da Verdade que está para entregar seu relatório final (Aqui!). Essa insatisfação se for efetivamente existente é, afora os elementos democráticos sobre o lugar das forças armadas no Estado brasileiro, exagerada e despropositada.

É exagerada porque a Comissão da Verdade tem um mandato tão restrito que seria até espantoso se resultasse em algum tipo de indiciamento de quaisquer figuras militares envolvidas em crimes lesa-humanidade, apesar da história estar repleta de exemplos de que os mesmos ocorreram durante o período do regime de exceção que durou de 1964 a 1985. É despropositado porque dentro da ordem democrática vigente, as forças armadas não têm mandato para se colocar no caminho do que é legalmente estabelecido pelo Estado brasileiro. Qualquer tolerância com essas manifestações é, deste modo, inconstitucional. 

Agora, se os comandantes das forças armadas brasileiras dessem uma olhada à sua volta e vissem o que aconteceu com ditadores e agentes da repressão militar em países como Argentina, Chile e Uruguai veriam que o que foi feito nos nossos vizinhos foi muito mais agudo, com generais-ditadores morrendo na prisão que, aliás, era o melhor lugar para que isto acontecesse. 

Enquanto isso no Brasil convivemos com os resquícios da ditadura de 1964 e tendemos a perpetuar práticas que apenas nos distanciam de um futuro plenamente democrático e socialmente justo. Basta ver a persistência das práticas de tortura e corrupção, duas heranças malditas do regime de 1964. Em suma, se alguém tem de ficar insatisfeito com os resultados práticos dos trabalhos da Comissão da Verdade não os comandantes militares, mas a maioria do povo brasileiro que convive com os efeitos de uma experiência histórica que não teve a devida paga em tempos de regime democrático.

Bunge é acusada de estar envolvidas em fraudes na reforma agrária

PF diz que multinacional foi beneficiada por fraudes na reforma agrária

Segundo Polícia Federal, empresa corrompia funcionários do Incra

Tony Ribeiro/Rogério Florentino

 

PF deflagrou Operação “Terra Prometida” para combater crimes de invasão de terras da União

CAMILA RIBEIRO, DA REDAÇÃO

A multinacional Bunge, do ramo do agronegócio e alimentos, é citada pela Polícia Federal como uma das empresas beneficiadas pelo esquema de fraudes no Programa Ambiental Itanhangá.

As operações fraudulentas – alvo de investigação na Operação “Terra Prometida” – tiveram início há pelo menos 12 anos.

As informações constam no representação por busca, apreensão e prisões temporária e preventiva, ao qual o MidiaNews teve acesso. O documento é assinado pelo delegado da PF, Hércules Ferreira Sodré, responsável pela condução das investigações. 

De acordo com o documento, a empresa teria construído uma estrutura de armazéns e secagem de grãos em um dos lotes adquiridos irregularmente.

A multinacional é suspeita de realizar a corrupção de servidores do Incra para regularizar a transferência de terras da União

O esquema era possível já que a multinacional é suspeita de realizar a “corrupção de servidores do Incra para regularizar a transferência de terras da União”, segundo trecho do documento da PF.

Dois servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrágria (Incra), S.O.T. e Jorge Fonseca – este último com mandado de prisão decretada -, prestaram depoimento e alegaram não ter conhecimento dos crimes investigados.

“Eles informaram que trabalham em outras funções, não atuando na vistoria e homologação de lotes. Jorge negou ter realizado medição do lote 581 e assinado processo de desmembramento para o lote 581-A para a Bunge, mas mentiu, uma vez que foram apresentados documentos assinados por ele”, revela o documento.

A PF também alega que Jorge Fonseca foi cooptado pela organização criminosa (formada por empresários do agronegócio, políticos, sindicatos e entidades de classe), para regularizar lotes para grandes empresas.

Foi realizada a doação fraudulenta de diversos lotes, num total de 840,77 hectares, concedida ao município de Itanhangá – que primeiramente foi cedido a Bunge – que o explorou economicamente por cinco anos”

“Jorge Fonseca mentiu em seu depoimento, uma vez que assinou o croqui, mapas e memorial descritivo das doações”, afirma outro trecho da documentação.

Licitação direcionada

As investigações apontam que a multinacional chegou a explorar economicamente as terras por um período de cinco anos e, posteriormente, os lotes foram repassados a empresa Fiagril, do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz (PSDB), preso durante a operação.

“Foi realizada a doação fraudulenta de diversos lotes, num total de 840,77 hectares, concedida ao município de Itanhangá – que primeiramente foi cedido a Bunge – que o explorou economicamente por cinco anos e, atualmente foi alienado, via licitação direcionada, à empresa Fiagril (de Marino Franz)”, diz outro trecho da representação.

“Negócios”

Segundo a Polícia Federal, além da Bunge e Fiagril, as empresas do Grupo Geller (Geller Construções Elétricas e Pré-moldados; Geller Combustível e Geller Supermercado) também estão na lista de envolvidas com a organização criminosa.

Os irmãos Odair e Milton Geller são “indicados como beneficiários de lotes da reforma agrária” e foram presos na última quinta-feira (27), quando a operação foi deflagrada.

Outro Lado

A reportagem entrou em contato com a Multinacional Bunge, que disse não ter recebido nenhuma notificação da Operação “Terra Prometida”.

FONTE: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=218265