Vozes do Açu (3): Durval Ribeiro Alvarenga fala dos prejuízos causados pela salinização de sua propriedade

areia açu

No bombeamento de 3,8 milhões de metros cúbicos de areia da jazida marítima para o aterro hidráulico, foram utilizados 7 km de tubos, conectados à draga belga Cristobal Colón, a maior do mundo, com 223 m de comprimento (Fonte: http://infraestruturaurbana.pini.com.br/)

Desde Novembro de 2012, a vida mudou muito para o Sr. Durval Ribeiro Alvarenga depois que sua propriedade foi invadida pela água salgada que escorreu do aterro hidráulico construído pela LL(X) (atual Prumo) para depositar a areia escavada na área costeira adjacente ao Porto do Açu. Desde então, parte da propriedade do Sr. Durval se tornou inviável para o uso agrícola e pecuário, e ele agora luta na justiça para ser ressarcido pelos prejuízos que sofreu.

Uma das coisas que mais indigna o Sr. Durval é que nenhum dos responsáveis pela construção do aterro hidráulico apareceu para conversar e se desculpar.  Abaixo o depoimento que colhi hoje pela manhã (31/05), mais de um ano e meio após a inundação da propriedade do Sr. Durval Alvarenga.

Belisa Ribeiro fala sobre problemas do Porto do Açu no programa de Ricardo Boechat

Belisa-1

Foi ao ar neste sexta-feira (30/05), mais uma edição da coluna “Que fim levou” que teve como objeto os problemas que circundam o Porto do Açu. A jornalista Belisa Ribeiro participa semanalmente do programa de rádio que o jornalista Ricardo Boechat leva ao ar através da Rádio Band e se interessa por problemas que causam grande impacto, mas que depois somem da atenção da mídia, e também veicula esse material num blog homônimo (Aqui!).  

E no caso do Porto do Açu, a matéria é mais do que oportuna, pois como tem sido mostrado aqui e em outros blogs (como o do Prof. Roberto Moraes) os múltiplos problemas que acompanham a implantação desse megaempreendimento continuam sem a devida responsabilização por parte do (des) governo estadual do Rio de Janeiro.

A reportagem produzida pela Belisa Ribeiro pode ser ouvida logo abaixo.

Ação do MPF contra transposição do Rio Paraíba do Sul é aceita na Justiça

Juiz manda intimar os réus para se manifestar em até 72 horas

 RPS

A ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes (RJ) contra a transposição do Rio Paraíba do Sul foi recebida pela Justiça Federal (2ª VF de Campos), com a intimação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Ibama e Agência Nacional de Águas (ANA). Os réus devem se manifestar em até 72 horas acerca do pedido liminar do procurador da República Eduardo Santos de Oliveira.

No pedido liminar, o MPF quer que a Agência Nacional de Águas não dê qualquer autorização para a implementação da obra pretendida por São Paulo, enquanto não realizados os estudos ambientais necessários e abrangentes por parte do Ibama, além de suspender eventual autorização para tal projeto. Já ao Estado de São Paulo, os procuradores querem que se abstenha de implementar obras no sentido de transpor/captar águas do Rio Paraíba do Sul.

O Ibama não deverá, em caso de deferimento da liminar, conceder qualquer licenciamento ambiental para as obras de transposição, bem como a União também deve se abster de autorizar o projeto. É sugerida aplicação de multa diária aos réus, incluindo o governador de São Paulo, de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

O projeto paulista visa a captação de água da Bacia, com o objetivo de abastecer o Sistema Cantareira (SP). A proposta de São Paulo pode significar prejuízos ambientais e falta de água para população fluminense, pois a Bacia hidrográfica é a principal fonte de abastecimento do Rio de Janeiro.

 FONTE:  Assessoria de Comunicação Social, Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Porto do Açu: torres sem cabos para transmissão de eletricidade, o eterno calcanhar de Aquiles

No dia 09/02/2013 postei aqui neste blog um texto sobre um problema básico, mas inescapável, que estava sendo enfrentado pelas poucas empresas instaladas no Porto do Açu, qual seja, o fornecimento de energia elétrica (Aqui!).Apesar do anúncio de que esta questão será resolvido num futuro indeterminado, ontem estive novamente na região próximo ao Porto do Açu e captei as imagens abaixo que mostram torres, apenas torres que pairam na paisagem como uma espécie de louva-deus de metal.

IMG_8677 IMG_8680

Apesar dessa situação não ser nova e o problema mais do que conhecido, chega a ser constrangedor que um empreendimento que já recebeu alegados bilhões de reais (alguns vindos do BNDES a juros módicos) não tenha conseguido resolver o abastecimento de energia até hoje. E pensar que um número incontável de famílias de agricultores do V Distrito de São João da Barra  tiveram sua vida dilacerada para que a energia elétrica chegasse até o Porto do Açu.

E depois tem gente que não entende porque a corporação chinesa Wuhan Iron and Still abandonou o Porto do Açu em julho de 2012 (Aqui!), tendo como uma das razões principais para este gesto (que hoje se mostra totalmente correto) foi a falta de estrutura logística. Afinal, se há algo que os chineses sabem muito bem é que se questões básicas não são resolvidas, não há projeto que possa ser tomado seriamente. 

A questão que me intriga a estas alturas do campeonato é de quanto tempo a corporação EIG Global Partners ainda vai insistir em sua versão pública de que tudo vai às mil maravilhas no Porto do Açu. A ver!

“O Veneno Está Na Mesa II”: alternativas ao atual modelo agrário

Documentarista Silvio Tendler fala sobre política na agricultura e no cinema

Por Amanda Secco

TENDLER

O documentarista Silvio Tendler lança a segunda parte de seu documentário O Veneno Está Na Mesa. Em cerca de 70 minutos, Tendler complementa o primeiro filme, focado em mostrar os impactos do uso dos agrotóxicos no meio ambiente, na vida dos trabalhadores e na saúde humana, e mostra quais são as alternativas viáveis para o desastroso modelo atual de produção de alimentos.

Além das sessões de cinema de “O Veneno Está na Mesa II”, que têm ocorrido gratuitamente pelo Brasil todo, o filme foi disponibilizado no Youtube e contabiliza quase 28 mil visualizações. Esta, para Tendler, é uma forma de democratizar o acesso à informação e de abrir espaço para debates, já que nas salas de cinema comerciais o documentário recebe pouco espaço. Ele é signatário do “Manifesto em Defesa do Documentário Brasileiro”, que critica justamente o negligenciamento à importância do documentário pelos órgãos encarregados pelo fomento do audiovisual brasileiro.

Na entrevista a seguir, ele conta sobre a produção do documentário “O Veneno Está Na Mesa II”, faz uma avaliação sobre as barreiras à implantação de alternativas ao uso de agrotóxicos e opina sobre a produção de cinema nacional.

Como surgiu a ideia de lançar a segunda parte do documentário?

A ideia de lançar o Veneno Está Na Mesa II surgiu da necessidade de complementar a primeira parte. A primeira parte teve muito impacto porque a gente fez todas as denúncias contra os agrotóxicos. E as pessoas ficaram desesperadas, pensando “será que isso não tem solução?”, “estamos condenados à morte?”. E aí eu comecei a conversar com pessoas que disseram que existe, sim, um outro tipo de agricultura. Disseram que existem a agroecologia, a agricultura alternativa, os insumos agrícolas que são naturais e não venenosos, os saberes ancestrais, que lidam com a natureza há muito mais tempo e com muita mais sabedoria. Então, eu achei que era importante na segunda parte do documentário reforçar os males que esse processo adotado hoje está fazendo na natureza. E ao mesmo tempo mostrar que existem alternativas. Daí nasceu O Veneno II.

Como foi o processo de encontrar essas iniciativas alternativas?

Não foi fácil, mas também não foi tão complicado. Porque as pessoas estão muito organizadas em redes. Então, se você chegar nas pessoas certas e falar o que você está fazendo, elas mesmas já te direcionam para os movimentos corretos. As pessoas te levam para agrofloresta, para agroecologia. Aí é questão de saber trabalhar a montagem e saber enxergar. Eu soube, por exemplo, que o Boaventura de Sousa Santos (professor de sociologia da Universidade de Coimbra), estava ligado a essa questão dos saberes ancestrais. Então, resolvemos ouvi-lo. Nós soubemos que a Vandana Shiva (física e ativista ambiental) viria ao Brasil e fomos lá encontrá-la. Fomos buscar. E também usamos sobras do Veneno Está Na Mesa I. Por exemplo, os trecho sobre o pessoal das fumageiras de tabaco e sobre a morte da dona Eva. Nós já tínhamos esse material.

Qual é a sua avaliação sobre o movimento da agroecologia?

A minha avaliação é que hoje existe uma grande consciência de que os agrotóxicos são extremamente danosos à saúde. Hoje a quantidade de lojas, de restaurantes que trabalham com orgânicos é muito maior do que na época do Veneno Está Na Mesa I. Hoje eu acho que existe uma consciência. Você fala com as pessoas e elas têm conhecimento. Eu acho que O Veneno I foi extremamente pertinente e O Veneno II está sendo também. Hoje você tem uma média de 1.500 pessoas que acessam O Veneno II pela internet por dia. O filme está liberado no Youtube em alta definição. E a cada dia que eu entro para ver os números, há mais espectadores.

Quais você acha que são os maiores empecilhos para o crescimento dessas alternativas de cultivo?

A bancada do agrotóxico no Congresso. Ela é muito forte e tem mais de 160 deputados. Ela barra tudo que seja contra o interesse dos ruralistas, contra o interesse do agronegócio e que combata os agrotóxicos. A ponto deles estarem tentando passar um projeto de lei que transforma o nome de “agrotóxicos” em “produtos químicos sanitários”. Você tem um Congresso hoje, que está completamente dominado. Por outro lado, a bancada que defende a reforma agrária e o pequeno agricultor, que é o que coloca a comida na nossa mesa, é composta de mais ou menos 12 deputados. E você tem uma bancada de 160 que defende os interesses do ruralismo. Você tem muito mais dinheiro no Ministério do Agricultura para o agronegócio do que o Ministério do Desenvolvimento Agrário tem para o pequeno agricultor. Esse é o drama. É muito acentuada a diferença. E cada cidadão hoje tem que escolher seus candidatos. Porque não se trata apenas de discutir as eleições majoritárias. As proporcionais também. As pessoas, quando votarem em um deputado, têm que saber o que ele efetivamente representa. Porque ele pode ter um discurso muito bom e bonito, e uma prática que defenda o interesse do agronegócio, da bancada ruralista, dos agrotóxicos. Tem muita gente infiltrada em todos os partidos. Eles são pragas daninhas.

Você sempre lança seus trabalhos na rede. Qual é a importância desta atitude?

Cinema é pra ser visto. Não é pra ficar em casa, trancado numa prateleira. Ele é pra circular. É um produto de livre circulação. Então, eu boto na internet. Quem quiser, vai lá, assiste, copia, divulga pro seus amigos. E hoje isso está funcionando muito. Todos os meus filmes estão na internet. E as pessoas me respeitam muito mais por isso. Porque eu não estou muito preocupado em ganhar dinheiro. Eu estou preocupado em discutir ideias. É uma forma de você informar mais as pessoas. Os próprios jovens cineastas, assistem, discutem, tomam como exemplo. E isso também acaba criando redes. Eu fico muito feliz porque tem dado certo.

E qual é a importância de abordar temas políticos? Você acha que faltam cineastas com esta abordagem?

Tudo na vida é político. Até as pessoas que acham que não estão fazendo política estão fazendo política. Então, a política que eu faço é a política sincera. Outros preferem empurrar a realidade pra baixo do tapete. Eu fico muito feliz por estar fazendo filmes assumidamente políticos e que discutem ideias. Eu acho que existem muitos documentaristas alternativos que colocam no Youtube, na internet. Talvez por não terem vindo do grande mundo do cinema, eles não sejam tão conhecidos como eu. Mas eles existem. Existem e fazem trabalhos respeitáveis.

Qual é a dificuldade de fazer documentário no Brasil?

O circuito comercial está todo dominado. Hoje eu estava vendo que as grandes companhias de cinema anteciparam a distribuição dos filmes delas porque na época prevista para o lançamento, que é em julho, vai ter Copa do Mundo e ninguém vai ao cinema. E hoje você tem cerca de três mil salas de cinema com três ou quatro filmes norte-americanos ocupando-as. Então, não existe muito espaço para o filme brasileiro. Eles são condenados a passar no máximo em uma sessão depois do almoço, num cineminha capenga. Eu boto na internet e quem quiser assiste. As pessoas fazem sessões dos filmes gratuitas e as salas lotam, as salas enchem. As pessoas querem discutir, me convidam, fazem questão que eu vá. Como se fosse um lançamento comercial, é verdade. E é um lançamento de verdade. Então, eu acho que eu não tenho problema. Eu acho que é lamentável que o Ministério da Cultura não tenha nenhum tipo de política pra esse tipo de cinema. A Ancine hoje só se preocupa com frivolidades, com filmes do chamado entretenimento. Eles ficam felizes quando o Brasil, por exemplo, durante um ano, faz 15 milhões de espectadores. Só que 15 milhões de espectadores, num País de 200 milhões de habitantes, não é nada. Quer dizer, a grande maioria da população brasileira não vai às salas de cinema. E os meus filmes circulam em todo território nacional, em todos os lugares, para todos os tipos de público. Então, eles que são os alienados. E não é só o documentário. O cinema brasileiro como um todo não recebe nenhuma atenção. Como é que um País de 200 milhões de habitantes se contenta que 4 ou 5 filmes por ano façam sucesso? O Brasil tem público para fazer 200 filmes por ano. E nos cinemas, são 4 ou 5 que fazem sucesso. Num País de 200 milhões, quando um filme faz 1 milhão de espectadores, que é menos de 0,5% da população brasileira, as pessoas comemoram. Isso está tudo errado. No Youtube, O Veneno II fez 20 mil espectadores em duas semanas. Fora as milhares de cópias que eu fiz, produzidas, projetadas. Então, eu me sinto vitorioso com essa distribuição alternativa. Eu faço filmes baratos, tenho uma equipe solidária e funciona legal. Dificuldade tem esses caras que fazem filmes caros pra mercado.

FONTE: http://www.carosamigos.com.br/index.php/cultura/noticias/4121-o-veneno-esta-na-mesa-ii-e-as-alternativas-ao-atual-modelo-agrario

Deputado Comte Bittencourt se encontra com grevistas da FENORTE e produz forte gesto simbólico

IMG_8697

Em visita ao campus Leonel Brizola na manhã desta 5a. feira (29/05) onde se encontrou com membros da comunidade universitária, o deputado Comte Bittencourt (PPS), presidente da Comissão de Educação da ALERJ teve um encontro animado com servidores em greve da FENORTE.  Ainda que o encontro tenha sido rápido, o mesmo foi carregado de forte simbolismo, pois a conversa se deu em parte no local onde os servidores da FENORTE fizeram o enterro simbólico da fundação que um dia administrou a UENF. 

Como se sabe, o deputado Comte Bittencourt é o autor de um projeto de lei em tramitação na ALERJ cujo objeto é a extinção da FENORTE e a transferência de seus servidores para a UENF. Assim, o encontro foi um daqueles do tipo “o coveiro se encontrando com o resultado do seu trabalho”.  Agora, o que a maioria dos servidores da FENORTE parece desejar é que Comte Bittencourt consiga cumprir o seu papel aprovando o seu projeto o mais rápido possível.

IMG_8701

Mikkel Jensen, jornalista dinamarquês que decidiu não cobrir COPA FIFA lança documentário

gringo

Depois de fazer muito barulho com um protesto em redes sociais e sua decisão de não cobrir a Copa do Mundo, o jornalista dinamarquês Mikkel Jensen publicou nesta quinta-feira o documentário gravado em sua recente passagem pelo Brasil. O vídeo (assista abaixo) é fruto de suas idas ao Rio de Janeiro e Fortaleza e nele as críticas ao Mundial de futebol são ampliadas e detalhadas.

Jornal do Brasil faz ampla matéria sobre greve na UENF

Professores, funcionários e alunos da UENF pedem melhorias

Jornal do Brasil
Professores e estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realizaram nesta terça-feira (27) um protesto nas cidades de São Fidélis e Itaocara, no Norte fluminense. Nesta quarta (28) aconteceu uma audiência na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), encerrando as discussões sobre o Plano estadual de educação.

O presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, disse que a principal questão discutida foram os 6% obrigatórios da receita estadual investida no ensino superior “O grande debate foi o financiamento das universidades que passa pela constituição do estado e o governo vem desrespeitando os 6%. O estado mal aplica 1%, por isso que falta infraestrutura, existe má remuneração, impossibilidade de contratar novos profissionais , não tem nem candidato para os concursos”, denuncia Passoni.

Segundo a assessoria da Alerj, as reivindicações dos professores serão encaminhadas para o governador e será convocada uma nova reunião, onde será pedida a presença das reitorias, sindicatos e do executivo. Foi mencionada a questão das reivindicações estudantis que também entrarão na pauta.

Os professores da UENF estão em greve há mais de dois meses, e buscam especialmente corrigir perdas salariais e resolver a questão da dedicação exclusiva. A Uenf tem 100% de seus doutores dedicados exclusivamente a função de professor, porém, eles não ganham a porcentagem relativa a isso que profissionais de outras universidades estaduais ganham.

Os professores querem o pagamento dos 65% que correspondem ao regime exclusivo e reposição de 86,7% das perdas salariais que acontece desde 1999. Segundo o assessor da Aduenf, as negociações estão acontecendo há três anos mas nenhum acordo foi cumprido. “O governo até agora, finalizou uma pequena reposição de 35 a 39%, mas não apresentou um documento oficial, tudo é negociação informal. Os professores chegaram a suspender a greve por 15 dias a para formalizar isso e enviar para a Alerj a proposta, mas nada aconteceu”, comentou.

“O nosso principal problema é o governo não repassar essas propostas para a Alerj votar. Em junho do ano passado, o governo prometia para setembro repassar a proposta e foram mudando os prazos, até que em março entramos em greve. Depois disso, o Secretario de Ciência e Tecnologia [Tande Vieira] disse que se encerrássemos  a greve, iria repassar a proposta. Mas não fez isso. Isso mostra a completa incapacidade do governo em cumprir seus próprios prazos, e aí retomamos a paralisação”, comenta Passoni.

Além dos professores, os técnicos administrativos  aderiram à greve. Os alunos também tem suas próprias reivindicações. Num vídeo postado no Youtube, o estudante Braullio Fontes da coordenação do DCE/UENF, explica a situação dos estudantes e suas propostas. Eles querem aumento das bolsas auxílio, um restaurante universitário e alojamento estudantil. Os estudantes estão ocupando diversas áreas da Universidade, como forma de pressionar a direção, que como Braullio diz no vídeo, se recusa a receber os estudantes. “Nós conseguimos só promessas da reitoria. Promessas de aumento das bolsas e de funcionamento do restaurante universitário. A reitoria ignorou a nossa demanda por moradia, então começamos um processo de ocupação.

Os estudantes estão acampando em diversos locais da universidade e reclamam que a reitoria não cumpre sua parte em aceitar os projetos e direcioná-lo para o governo do estado. Estamos ocupando o um pavilhão de sala de aula, que não tem função, está inaugurado a oito meses mas ainda não está sendo utilizado. Comporta 90 estudantes, e quando fomos ocupar esse espaço ocupamos ameaça da reitoria,de jubilamento de sindicância interna, e reintegração de posse”, denuncia Braullio.

A Reitoria respondeu que considera justos todos os pleitos dos estudantes (auxílio-moradia, funcionamento do restaurante universitário e aumento das bolsas auxílio-cota) e está dando encaminhamento a todos eles. “A proposta de auxílio-moradia, discutida com a participação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), foi aprovada ontem no Colegiado Executivo (COLEX) e neste momento está sendo analisada pela Assessoria Jurídica da Universidade. Em seguida, deverá ser encaminhada ao Conselho Universitário (CONSUNI). Se aprovada, deverá ser encaminhada ao Governo para que seja feita a dotação orçamentária”, esclareceu em nota a assessoria da universidade.

Ainda segundo a nota, o Restaurante Universitário será colocado em funcionamento a partir do 2º semestre letivo de 2014 e os valores das bolsas de auxílio-cota serão aumentados para R$ 400 a partir do retorno das aulas.

Sobre as ocupações dos estudantes dentro do campus, a reitoria disse  que viu com surpresa a decisão dos estudantes, porque os encaminhamentos para melhorias estão sendo feitos. “Sobre o caso do Centro de Convivência e do Pavilhão de Aulas (P-10), há que se observar que a construção foi o resultado de uma longa luta para a ampliação das salas de aula da UENF e que o prédio não foi planejado e não tem segurança para atender à função de moradia estudantil, uma vez que foi construído exclusivamente para abrigar salas de aula. Sua inauguração ainda não pôde ser concretizada porque o P-10 aguarda a complementação da infraestrutura e o imobiliário necessário para o seu funcionamento” consta numa nota no site da instituição.

*Do programa de estágio do JB

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/05/28/professores-funcionarios-e-alunos-da-uenf-pedem-melhorias/

Latifúndio faz festa de arromba com Dilma para conseguir mais rápida do venenos agrícolas

Presidente Dilma Rousseff oferece jantar a Time Agro no Palácio da Alvorada

Assessoria de Comunicação da CNA

Kátia Abreu lidera grupo de 42 empresários que apresentaram à presidente os desafios do setor

Crédito: Roberto Stuckert Filho 

A convite da presidente Dilma Rousseff, o grupo do Time Agro, que representa 24% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, jantou na sexta-feira (23/05), no Palácio da Alvorada. Liderados pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, 42 representantes do agronegócio levaram à presidente Dilma a pauta dos desafios a serem vencidos para melhorar a performance do setor mais dinâmico da economia.

Unidos, o setor primário e a agroindústria afinaram o discurso e selecionaram os temas que seriam apresentados à presidente em reunião prévia na CNA. Após tratarem dos avanços obtidos pelo setor no atual governo, o grupo discutiu os desafios a serem vencidos. A pauta foi construída a partir das sugestões de todos. A lista de convidados incluiu empresários, produtores, exportadores, representantes de entidades de classe, associações e grandes empresas do setor, de bioenergia à área de processamento de alimentos, passando pela produção de agroquímicos, máquinas e equipamentos agrícolas.

Na análise dos desafios, foram selecionados oito temas: logística, agroquímicos, açúcar e álcool, questões trabalhistas, acordos internacionais de comércio, crédito tributário e questão indígena. Já no Alvorada, Dilma Rousseff ouviu a todos com muita atenção, anotando observações sobre alguns dos temas apresentados, e dando encaminhamento a outros.

O primeiro item da lista foi a logística. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto, falou do porto de Rio Grande. Este porto é classificado como o mais eficiente do país e o segundo maior em exportação de soja, mas a demanda crescente exige mais investimentos para melhorar ainda mais sua competitividade.A logística, o etanol e os agroquímicos foram os temas mais destacados nas falas dos representantes do agro. Mas também houve espaço para tratar do seguro rural.

Coube ao presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), José Mário Schreiner, falar da necessidade de investimentos crescentes neste setor. Dilma explicou que este ano não teve condições de aumentar as verbas para o seguro rural por conta do esforço do governo em cumprir sua obrigação primeira, do superávit primário. O presidente da FAEG também relatou ter recebido do Banco do Brasil a boa notícia de que será proibida a venda casada de serviços bancários. Na prática, a venda casada tem eliminado a vantagem dos juros diferenciados concedidos ao setor nas últimas duas décadas.

A presidente também anunciou a criação de um Grupo de Trabalho, composto por quatro ministérios (Agricultura, Saúde, Meio Ambiente e Casa Civil) e pela iniciativa privada, para encontrar solução para registro de agroquímicos. Em resposta às reclamações, ela concordou que não é possível que uma mesma empresa demore dois anos para registrar um mesmo produto nos EUA e seis anos, aqui no Brasil. 

O jantar foi oferecido pela CNA. A senadora Kátia Abreu escolheu um menu de carnes genuinamente brasileiras, para valorizar a pecuária nacional. “Quisemos mostrar a qualidade das nossas carnes e o quanto a pecuária é um símbolo precioso para o Brasil”, explicou. Ao final, a senadora observou que fazia questão de partilhar com todas as cadeias do agro a interlocução excepcional que a CNA mantém com a presidente Dilma. E todos agradeceram a oportunidade e a abertura para que a interlocução direta com a chefe da Nação chegasse a eles.

FONTE: http://www.canaldoprodutor.com.br/comunicacao/noticias/presidente-dilma-rousseff-oferece-jantar-time-agro-no-palacio-da-alvorada

Vozes do Açu (2): o inusitado caso do Sr. Reinaldo Toledo

Reinaldo almeida Açu

Dando continuidade aos depoimentos dos agricultores desapropriados pela Codin no V Distrito de São João Barra, colhi também hoje o depoimento do Sr. Reinaldo Toledo de Almeida que nasceu, viveu e sempre trabalhou na localidade de Água Preta. O depoimento do Sr. Reinaldo Toledo beira o bizarro, mas reflete fielmente a experiência que ele vem vivendo após ter sua pequena propriedade desapropriada pela CODIN para entregar sua terra para o Grupo EBX.

Mas se estranharem a narrativa do pequeno pedaço de papel que um funcionário da CODIN entregou como prova da realização da desapropriação de sua propriedade, eu posso afiançar que esse caso já se tornou um clássico em meio às centenas de desapropriações que esse órgão realizou em São João da da Barra.