O momento bolsonarista de Randolfe Rodrigues foi uma verdadeira bola fora

festa dos deusesMostrando a costumeira ignorância bolsonarista, Randolfe Rodrigues criticou o suposto uso do quadro “Santa Ceia” na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris que, na verdade, retratava a “Festa dos Deuses” do pintor holandês Jan Harmensz van Bijlert.

O agora senador petista Randolfe Rodrigues vem se tornando um contumaz reprodutor de gafes com verniz bolsonarista, mas agora ele se superou. É que se unindo a políticos bolsonaristas, Randolfe decidiu usar a sua conta no “X” para mostrar toda a sua ignorância ao afirmar que a suposta reprodução do quadro “Santa Ceia” de Leonardo da Vinci (1452-1519) teria sido uma “bola fora” (ver imagem abaixo).

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O problema é que a bola fora foi de Randolfe Rodrigues e de seus colegas bolsonaristas que mostram a costumeira ignorância não se informaram para saber que a abertura dos Jogos Olímpicos estava reproduzindo outro quadro, o “Festa dos Deuses”, do pintor holandês Jan Harmensz van Bijlert (1571-1628) (ver imagem abaixo).

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Afora a grosseira demonstração de ignorância sobre a arte renascentista, Randolfe Rodrigues errou de forma grotesca ao escolher o alinhamento com a reação equivocada dos bolsonaristas, provavelmente tentando ganhar alguns pontos com o eleitorado de direita.

E esse é o problema não apenas de Randolfe Rodrigues, mas de todo o PT, pois ao buscar angariar apoio no eleitorado de direita, o que se tem é que não apenas se igualam ao que a extrema-direita entende e reproduz em relação a temas dos mais variados, mas especialmente na pauta de costumes, há uma completa perda de diferenciação que só traz prejuízos.

Alguém deveria dizer para Randolfe que não vai ser assumindo as pautas e as ideias da extrema-direita que o Brasil vai poder deixar de ser, por exemplo, um dos países onde mais assassina homossexuais no planeta.  Além disso, poderia se aproveitar para dizer para que ele se informe um pouco mais antes de postar coisas no “X”, pois assim ele evitaria cometer gafes vexaminosas como o caso aqui tratado.

Em suma: Randolfe, leia e se informe antes de postar. Essa é uma regra básica para todos os que postam conteúdos nas redes sociais, a exceção, é claro, da extrema-direita.

A Portaria GM/MS 888 e as informações que a Águas do Paraíba precisa tornar públicas

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Situação é de alerta após análise do LCA/Uenf apontar a presença de cianobactérias nas águas do Rio Paraíba do Sul. Foto: Reprodução

Relendo algumas das matérias do estilo “press release”  paras as quais a concessionária Águas do Paraíba vem contribuindo nos últimos dias, notei uma afirmação que é no mínimo curiosa.  A concessionária de águas e esgotos da cidade de Campos, informa que  “em cumprimento à PortariaGM/MS Nº 888, vem monitorando o rio Paraíba do Sul preventivamente a respeito das espécies citadas, bem como os seus derivados metabólitos”

Pois bem, uma primeira coisa é que a Águas do Paraíba guardou o quanto pode, a informação que se tornou pública após a divulgação dos resultados das análises feitas pelo Laboratório de Ciências Ambientais da Uenf, que foi a detecção da cianobactéria Raphidiopsis SP, que é capaz de produzir potencialmente uma cianotoxina chamada de saxitoxina, que pode causar danos importantes nas funções cerebrais.

Em relação a isso, a Águas do Paraíba teria afirmado que  “ainda no dia 25 laudos entregues à Uenf, ao Inea e à Prefeitura que traziam de forma explícita a ausência da Saxitoxina”.  Pois bem, o que faltou ser divulgado é se algumo tipo de cianotoxina teria sido encontrado ou não. É que dada a forma opaca com as informações têm sido disponibilizadas pela Águas do Paraíba, essa seria uma informação importante para deixar os cidadãos que são consumidores cativos da concessionária ficassem mais calmos (ou não) em relação ao que está chegando pelas torneiras nas casas dos campistas.

Eu particularmente apreciaria que mais informações estivessem sendo disponibilizadas, principalmente em relação à Saxitoxina, dada a capacidade que a mesma possui para causar sérios prejuízos à saúde humana. Vale lembrar que no caso da Saxitoxina, sua meia vida de degradação pode ultrapassar 3 meses.

O que diz a Portaria GM/MS 888 sobre a ocorrência de cianobactérias?

Dada as múltiplas possibilidades de dano à saúde pelas toxinas produzidas pelas cianobactérias, a Portaria GM/MS 888 possui um artigo específico para quando as mesmas ocorrerem, o de 43. É preciso que se diga que o Artigo 43 traz não só uma série de determinações do que deve ser feito em termos de monitoramento quando as cianobactérias forem detectadas, mas também sobre o que pode ser ou não feito para o tratamento da água bruta em que elas estiverem presentes. 

Mas é preciso dizer que o § 9º deste artigo traz diretrizes específicas sobre o que precisa ser feito quando for detectada a presença de cianotoxinas na água tratada, sendo obrigatória a “comunicação imediata a autoridade de saúde pública, às clínicas de hemodiálise e às indústrias de injetáveis“.

A pergunta que se faz é a seguinte: quais cianotoxinas, se alguma, já foram detectadas nas amostras analisadas pelo laboratório da Águas do Paraíba. No caso de alguma ter sido detectada, qual teria sido e quais são os efeitos à saúde humana? 

Além disso, dizer que até o dia 25 a Sixotoxina não havia sido detectada pede a informação sobre qual teria sido o período de coleta das águas analisadas, o que não foi informado pela Águas do Paraíba. Como agora, estamos em uma situação que as cianobactérias estão reconhecidamente presentes nas águas coletadas para abastecer a cidade de Campos dos Goytacazes, há que se lembrar que o § 6º do mesmo artigo 43 determina que ” o monitoramento de cianobactérias, quando exigido, deve ser realizado em cada ponto de captação e deve identificar os gêneros presentes.” E eu acrescento que deveria se informar os tipos de cianotoxinas que podem ser geradas a partir de cada um dos gêneros presentes.

O monitoramento tem que estar além da Águas do Paraíba

Uma coisa que me parece evidente é que será fundamental nas próximas semanas que seja feito um monitoramento independente da água bruta e da de pós-tratamento por outros laboratórios que não sejam os da Águas do Paraíba. 

Digo isso porque quando se trata o monitoramento como um segredo empresarial, a despeito do que determina a legislação, a possibilidade de que informações estratégicas não cheguem ao conhecimento da população que, afinal de contas, é a principal interessada no provimento de uma água que seja efetivamente desprovida de agentes biológicos, sejam eles capazes de causar doenças ou não. Afinal, quando se paga o valor cobrado pela Águas do Paraíba, não é possível aceitar qualquer coisa diferente de uma água de altíssima qualidade. 

O PT Campos continua esperando Godot

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Por Douglas Barreto da Mata

Estive na Convenção do PT em Campos dos Goytacazes, a convite do meu amigo José Alves de Azevedo, irmão do candidato a prefeito Jefferson. Como imaginei, foi parecido com um encontro com uma pessoa que você foi muito íntima por anos, mas que agora só restam memórias afetivas. Mas, surpreendentemente, não foi tão ruim como imaginava.

Encontrei muita gente querida por lá, o próprio Zé Alves, Érica e  Zé Luis, Norma, Afrânio, Dudu Peixoto e sua esposa Odisseia, Luciano D’Angelo, tive um bom papo com alguns deles, conheci gente nova, como o companheiro Alan, enfim, foi uma manhã interessante.

Destaque para a presença do pessoal do MST e do Sindipetro. Eu sou ranzinza, mas eu entendo que o MST use camisetas, bonés, e toda sua identificação visual para se destacar na cena, mas, confesso, não consigo entender porque os “petroleiros”, ao invés de estarem com bonés, camisas, e as mesmas ferramentas visuais, usam aquele uniforme laranja, com se estivessem a caminho do embarque.  É como policiais sindicalizados e petistas fossem a um evento político fardados, ou ostentando armas. O mais engraçado é que boa parte dos “petroleiros” nunca subiu em uma plataforma, e só exerceu funções administrativas. Mais uma vez comparando, é como se policiais da oficina da PM fossem a um ato político fantasiados de “BOPE”. Fetiche estranho.

A saia justa, inclusive, que pude perceber, foi a presença do candidato e coordenador do sindicato dos petroleiros no palco com os convidados e com o candidato majoritário, que provocou a esperada reação dos que ficaram de fora. Como se vê, mesmo entre “companheiros”, as cotoveladas e as atitudes do tipo “manda quem pode, obedece quem tem juízo” são mais comuns do que se imagina.

Pois bem, e por óbvio, sendo coerente com o título, Godot não foi a Convenção, e nem a deputada estadual Carla Machado, que até então, junto com Godot, eram a esperança de salvação do partido na cidade. Cansativo.

O problema do PT de Campos, concordou comigo um companheiro, é o que digo faz tempo: é melhor ser cabeça de mosquito a ser rabo de elefante. O PT insiste em ser o rabo e a bosta do bicho. É repetitivo, eu sei, mas para um partido que comete sempre os mesmos erros, enquanto aguarda resultados diferentes, nunca é demais dizer.

Foi legal ver o entusiasmo e a força de Luciano D’Angelo, e seu amor pela política, e ao mesmo tempo, angustiante ver que sua onipresença representa justamente a falta de renovação do partido e dos seus quadros pensantes.

O incômodo que percebi pela ausência da deputada, não é maior que o incômodo que senti ao ver que o partido está lá em 1988, e Jefferson me lembrou Luís Antônio Magalhães, o então candidato do PT, que não aceitou entrar no movimento Muda Campos, que elegeu Anthony Garotinho.

Mas há uma sensível diferença: mesmo Luís Antônio e seus correligionários de um lado, e os que desejavam embarcar no projeto político da frente ampla contra a dinastia moribunda de Zezé Barbosa, havia um senso político mais amplo, visões de mundo em debate, enfim, havia vida no partido. Não é saudosismo, é fato, e a História prova.

Aquele PT conseguiu, a duras penas, demarcar um campo, uma posição firme, era quase uma aldeia de gauleses no meio do Império Romano, como desenharam Goscinny e Uderzo. A fórmula mágica era a esperança. Na convenção do dia 20/07 havia barulho sim, mas vida política não. Esperança? Nem rastro.

Outra coisa que me chamou a atenção foi que, findada a Convenção, realizada na sede do Sindicato dos Bancários, alguns foram para o sindicato ao lado, o dos trabalhadores em saneamento. Confesso que não entendi a divisão em dois lugares, mas pode estar relacionado com o funcionamento do Sindicato dos Bancários, sei lá.

Porém, ficou parecendo que há uma clara divisão em uma estrutura que já não reúne muita coisa. Dividir quase nada resulta em nada para todos. Não vejam na minha fala uma crítica a divisões, não.  Divisões, comportamentos e posturas diferentes são desejáveis, pois do conflito nasce o novo, é o atrito que gera energia necessária ao movimento. A questão é a hora e a forma de apresentar tais cismas.

Assim, o PT de Campos espera Godot e seus salvadores.

Em uma rede social, assisti um vídeo daqueles feitos em massa, pela Presidenta do PT, Gleisi. Além da horrorosa impessoalidade, me assombrou a falta de cuidado, o zelo em, pelo menos, repetir a gravação e corrigir o erro quando fala: “PT de Campos “do” Goytacazes”, coisa horrível, descortês mesmo.

A candidatura do PT em Campos parece um parente indesejado, que chegou sem avisar e diz que vai ficar um dia, e acaba ficando três meses. O pior é que esse parente chega em um casa de meio cômodo e sem banheiro, tal a dimensão do partido na cidade.

Tudo isso, como resultado de uma tática maluca, que foi tentar manter no páreo quem não podia estar nele, na crença que as intenções de votos consagradas à deputada Carla Machado, por encanto, fossem para no colo de outra candidatura.

Kafka não escreveria melhor: Uma candidata que não podia ser, transferiria votos que ainda eram intenções, cuja entrega nunca pretendeu ou seria impossível. Assusta a ingenuidade de quem, lá no PT, acha que essas intenções migraram para Jefferson, como se houvesse essa identidade partidária entre a deputada e o partido, ou pior dizendo, como se ela não tratasse desse capital eleitoral como um brinquedo que não quer emprestar a ninguém, como aquelas crianças egoístas.

O problema do PT de Campos não é a infidelidade declarada de Carla Machado, ou o seu completo desprezo pelos protocolos políticos caros ao partido.

Carla é Carla. Carla Machado construiu seu patrimônio político na base do mesmo personalismo que o PT diz querer combater em Campos, com uma sensível diferença: mesmo com muito mais dinheiro per capita para cuidar da sua gente sanjoanense, o que ela legou ao município, que a elegeu por duas vezes, foi 77% de pessoas na faixa da miséria e no CadÚnico.

Em qualquer avaliação séria, a administração de Carla Machado em SJB é um desastre sócio-econômico e socioambiental. O cerne é que o PT de Campos hoje é menor do que Carla Machado, e, como dissemos, ela mesma não é lá grande coisa. Além de votos em SJB, um colégio eleitoral adjacente de uma cidade satélite de Campos, qual é o grande feito de Carla Machado? O Porto? 

Hum, grilagem oficial de terra (ou reforma agrária invertida, tirando dos pobres e dando aos ricos), desterro de pessoas, desastre ambiental com salinização de terras e água potável, e agora o último dado recente que desmistifica as mentiras que o justificava sua existência: O porto gera poucos empregos de qualidade para as pessoas daqui, que, como sempre, ficaram só com o osso para roer. Combate à pobreza? Não é o que dizem os dados oficiais. Combate à desigualdade? Idem.

Então, qual é o encanto que faz Carla Machado parecer a salvação para o PT de Campos? Sinceramente, não sei responder, o coração tem razões que a própria razão desconhece, talvez.  Quem sabe?

Análises do LCA/UENF colocam Águas do Paraíba sob pressão

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O Rio Paraíba do Sul segue com águas de tom esverdeado. Foto: Silvana Rust

Uma matéria do J3 News a partir de dados gerados pelo Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Uenf confirma o que muitos já suspeitavam: há algo peculiarmente distinto florescendo nas águas do Rio Paraíba do Sul. 

Segundo a reportagem, os resultados das análises feitas pelo LCA detectaram a presença de uma espécie de cianobactéria, a Raphidiopsis SP, que é capaz de produzir potencialmente uma cianotoxina chamada de saxitoxina, que pode causar danos importantes nas funções cerebrais.

A boa notícia é que ainda não se sabe se essa toxina está sendo efetivamente produzida. Mas essa é uma boa notícia de pernas curtas, pois é evidente que a simples possibilidade dessa produção já deveria ter acendido vários sinais vermelhos a partir dos quais a concessionária Águas do Paraíba estava obrigada a ter acionado mecanismos precaucionários.  Mas pelo que eu pude notar pelas notas publicadas pela mídia corporativa campista é que tudo estaria dentro da normalidade, o que agora se vê que nunca foi bem assim. 

Como a matéria do J3News revela que os dados gerados pelo LCA/Uenf já estão na posse do Ministério Público Estadual, o que deverá aumentar a pressão sobre a Águas do Paraíba para que informações mais precisas sejam fornecidas sobre o que a concessionária efetivamente sabe sobre a condição em que se encontram as águas do Rio Paraíba do Sul.

Aliás, agora que a situação extrapolou os limites do município e está sendo noticiada pela mídia estadual, tampouco será suficiente para a Águas do Paraíba continuar afirmando que “ a água tratada distribuída à população (campista) está em conformidade com os parâmetros da legislação, própria para consumo, e não apresenta nenhum risco à saúde”. É que a estas alturas, este tipo de declaração será recebida com uma merecida incredulidade por quem recebe a água que a Águas do Paraíba trata.

O fato é que a coisa não está cheirando bem, e eu não estou falando da geosmina que também prolifera no Paraíba do Sul. Tanto isso é verdade, que o LCA/Uenf propôs que “as amostras sejam encaminhas à Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj) para análise de potável, por considerar que o tratamento convencional não é suficiente para remover o odor e gosto fora dos padrões normais“.

Aguardemos então o que fará o Ministério Público Estadual que aparece neste momento como o ente que está se movimentando para garantir o direito dos campistas de receberem uma água de qualidade em seus domicílios.

Vale e trabalho escravo: como a falta de diligenciamento impacta as cadeias de fornecimento

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Recentemente, o Ministério do Trabalho incluiu a mineradora Vale na “lista suja” do trabalho escravo, devido a irregularidades verificadas em uma empresa que prestava serviços para a mineradora em 2015, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. A Vale foi responsabilizada pela submissão de 309 trabalhadores a condições análogas à escravidão. Apesar de a mineradora ter cumprido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) e rescindido o contrato com a empresa Ouro Verde, a inclusão na lista foi mantida devido a decisões judiciais.

Mas a lista é grande! Vinícolas Aurora, Garibaldi, Salton,Zara, Animale, M.Officer, a OAS, Odebrecht, Cutrale, Citrosuco, Cosan, Nespresso, Starbucks, JBS, Marfrig, Minerva.

Se tantas empresas cometem o mesmo erro, onde está o verdadeiro problema? Na cadeia de fornecimento. Segundo Lucas Madureira, CEO e cofundador da Gedanken, é possível identificar e mitigar ameaças relacionadas à sustentabilidade, advindas da cadeia de fornecimento, garantindo maior segurança e conformidade com as leis e regulamentações. Inclusive, contratar fornecedores de forma mais responsável, o que consiste avaliar seu desempenho ambiental e social. 

“Grande maioria dos casos de contratação de prestadores de serviços com casos de mão de obra análoga à escravidão poderiam ser evitados se as empresas fizessem diligenciamento mínimo de suas cadeias de fornecimento. A falta de processos básicos de gestão de risco de fornecedores se mostra tão evidente, que checks básicos como a verificação do capital social da empresa teriam evitado a contratação de diversos prestadores das vinícolas como da BP Bunge que aconteceram o ano passado, por exemplo. Em todos esses casos os prestadores tinham capital social para ter no máximo 20 colaboradores de acordo com a Lei, mas mesmo assim foram contratados para terem mais de 100 executando o serviço. Facilmente é possível observar a inconformidade”.

Exposição a agrotóxicos é tão arriscada quanto fumar para a contração de câncer, mostra estudo

agrotoxico-brasilPor Shannon Kelleher para o “The New Lede”

Pessoas que não cultivam, mas vivem em comunidades agrícolas dos EUA onde agrotóxicos são usados ​​nas fazendas, enfrentam um risco maior de câncer, tão significativo quanto se fossem fumantes, de acordo com um novo estudo.

O estudo , publicado em 25 de julho no periódico Frontiers in Cancer Control and Society , analisou dados de incidência de câncer de quase todos os condados dos EUA e observou como esses dados correspondiam aos dados federais sobre o uso de agrotóxicos . Os pesquisadores relataram que descobriram que quanto maior o uso de agrotóxicos, maior o risco para cada tipo de câncer que os pesquisadores analisaram.

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“O uso de agrotóxicos tem um impacto significativo em todos os tipos de câncer avaliados neste estudo (todos os cânceres, câncer de bexiga, câncer de cólon, leucemia, câncer de pulmão, linfoma não-Hodgkin e câncer de pâncreas); e essas associações são mais evidentes em regiões com alta produtividade agrícola”, afirma o estudo.

“Cânceres associados a agrotóxicos parecem estar no mesmo nível de vários tipos de câncer associados ao tabagismo”, afirma o estudo. Está bem estabelecido que fumar aumenta o risco de câncer, com pelo menos de 70 dos milhares de produtos químicos na fumaça do tabaco considerados cancerígenos.

As descobertas se somam a uma riqueza de pesquisas sobre pesticidas e riscos à saúde humana que apontam para deficiências nas regulamentações de pesticidas dos EUA, disse Dana Barr, pesquisadora de saúde ambiental da Universidade Emory que não estava envolvida no estudo.

“No momento, não acho que as regulamentações para agrotóxicos sejam as mais protetoras da saúde, e elas parecem presumir que um produto químico é seguro até que seja provado que é tóxico, e não o contrário”, disse ela. “Acho que precisamos de uma reforma política que coloque o ônus sobre os fabricantes para fazer um trabalho melhor de avaliação da segurança antes de permitir novos registros.”

Os autores disseram que analisaram dados do Serviço Geológico dos EUA (USGS) disponíveis para 69 pesticidas em milhares de condados, juntamente com dados sobre câncer dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e dos Centros de Controle de Doenças (CDC).

“Ingenuamente, pensamos que algumas das taxas de [risco] de câncer não seriam afetadas”, disse Isain Zapata, professor associado da Rocky Vista University, College of Osteopathic Medicine no Colorado e um dos autores do estudo. “Foi aí que encontramos nossa surpresa”, disse ele.

“Falamos sobre pesticidas serem ruins, temos exemplos de agrotóxicos específicos tendo alguns efeitos muito extremos”, disse Zapata. Mas isso não afeta apenas pessoas que são expostas diretamente enquanto trabalham com [pesticidas].”

Além dos agricultores

Pesquisas anteriores associaram agrotóxicos a vários tipos de câncer.

O glifosato, o ingrediente ativo do herbicida Roundup e o herbicida mais utilizado no mundo, foi classificado como um provável carcinógeno humano pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC).

Mais de 100.000 demandantes processaram a Monsanto e sua proprietária Bayer AG alegando que a exposição ao Roundup e produtos relacionados os fez desenvolver NHL. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) afirma que não há evidências de que o glifosato cause câncer em humanos.

Dicamba, um ingrediente ativo em vários outros herbicidas populares, foi associado a vários tipos de câncer em um estudo do NIH de 2020. Em fevereiro, um juiz federal no Arizona proibiu três herbicidas à base de dicamba feitos pela Bayer, BASF e Syngenta e decidiu que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) violou a lei ao permitir seu uso.

O novo estudo publicado hoje não faz parte do Agricultural Health Study de longa duração , que é uma colaboração do National Cancer Institute, do National Institute of Environmental Health Sciences e da EPA. Desde 1993, o AHS estuda câncer e outros resultados de saúde em 89.000 fazendeiros licenciados para pulverizar pesticidas na Carolina do Norte e Iowa, bem como em seus cônjuges.

Em 2022, um estudo da AHS descobriu maiores taxas de câncer renal em agricultores que usavam frequentemente certos agrotóxicos , incluindo clorpirifós, paraquate e atrazina, bem como maiores taxas de câncer de tireoide em agricultores que pulverizavam o inseticida lindano e naqueles que usavam o fungicida metalaxil.

Mas, embora o Estudo de Saúde Agrícola tenha feito muitas contribuições ao conhecimento sobre a ligação entre pesticidas e câncer em agricultores, ele não leva em consideração as pessoas que vivem em áreas agrícolas, mas não cultivam.

“Nosso estudo visa preencher essa lacuna”, afirma a nova avaliação.

“Poucas áreas poupadas”

Para entender o quanto o uso de agrotóxicos contribui para o risco de câncer em diferentes regiões dos EUA, Zapata e colegas primeiro executaram uma análise estatística para mapear padrões de uso de pesticidas agrícolas nos EUA usando dados de nível de condado do USGS. Em seguida, eles usaram dados do CDC e do NIH para determinar como esses padrões de uso de agrotóxicos correspondiam às incidências de câncer.

Eles observaram o maior risco elevado em estados conhecidos pela alta produção de milho, incluindo o principal estado produtor de milho dos EUA, Iowa, juntamente com Illinois, Nebraska, Missouri, Indiana e Ohio.

O estudo observou, no entanto, que os efeitos da exposição a agrotóxicos estavam “espalhados por todo o país, com poucas áreas poupadas”.

Embora os estudos tenham se concentrado no uso de agrotóxicos como um todo, eles também descobriram que alguns produtos químicos específicos contribuíram mais para o risco de câncer de um condado do que outros. Por exemplo, riscos maiores de câncer de cólon e pâncreas foram encontrados em regiões onde o dicamba era popular, enquanto riscos maiores de câncer em geral, bem como câncer de cólon e pâncreas, especificamente, foram observados em regiões onde o glifosato era amplamente usado.

“Precisamos educar as pessoas”, disse Zapata. “Precisamos continuar fazendo pesquisas para termos melhores maneiras de usar esses produtos ou avaliar os efeitos desses produtos.”


Fonte: The New Lede

Lagoa Feia: a outra grave crise hídrica ocorrendo em Campos que ninguém parece querer ver

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Enquanto as reações ocorridas em relação à água que está sendo servida aos campistas pela concessionária “Águas do Paraíba” já fizeram várias engrenagens se moveram para cobrar explicações, há uma outra grave crise ocorrendo na Lagoa Feia, corpo hídrico que é responsável pelo abastecimento de mais de 30 mil pessoas nos municípios de Quissamã e Carapebus.

Hoje de manhã tive um encontro fortuito com um vídeo postado na rede social Facebook pelo consultor ambiental Armando Barreto que mostra a situação catastrófica que está ocorrendo naquele importante ecossistema, tanto para o abastecimento de água como para a pesca artesanal (ver vídeo  Aqui!).

Olhando um pouco mais na página do consultor ambiental, encontrei a informação de que a operação das 14 comportas da Lagoa Feia que caberiam aos técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) teria sido transferida para um grupo de trabalho do comitê de bacia do Baixo Paraíba que estaria agora tomando as decisões em relação a abrir ou manter fechadas o sistema de regulação. Com isso, a regulação deste sistema não estaria obedecendo as necessidades de manter o nível mínimo de água que garanta a continuidade do abastecimento e da pesca na Lagoa Feia.

Como essa não é a primeira reclamação que eu leio sobre a regulação do espelho da Lagoa Feia, penso que esse é mais um tópico em que se deve cobrar explicações do Inea e do Comitê do Baixo Paraíba. E de quebra, seria importante que o prefeito Wladimir Garotinho também notificasse o INEA e o Comitê Baixo Paraíba.  Afinal de contas, quem vai garantir que 30 mil pessoas que dependem da Lagoa Feia para terem acesso água não ficarão ao Deus dará?

Bulgária proíbe glifosato para usos múltiplos após campanha bem-sucedida da Agrolink

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Por Sustainable Pulse

A campanha da Associação AGROLINK para proibir herbicidas à base de glifosato na Bulgária, iniciada há 7 anos, terminou com sucesso. O uso de glifosato agora é proibido em áreas usadas pelo público em geral ou por grupos vulneráveis: parques e jardins públicos, campos esportivos e recreativos, escolas e playgrounds infantis, bem como perto de instalações de saúde e educacionais, informou o GMWatch .

A categoria de herbicidas à base de glifosato (GBH) na Bulgária foi alterada de não profissional para somente profissional, o que significa que somente distribuidores, consultores e usuários profissionais que possuam um certificado emitido pela Agência Búlgara de Segurança Alimentar (BFSA) podem comprar e usar glifosato.

A BFSA emitiu ordens sobre herbicidas à base de glifosato publicadas no site da agência e todos os fabricantes e comerciantes são obrigados a mudar a maneira como os usam. Eles são:

  • Não deve ser usado por usuários não profissionais – todos os produtos à base de glifosato devem ser categorizados na categoria de uso profissional;
  • Não deve ser aprovado para pulverização aérea;
  • Não ser aprovado para uso como dessecante ou desfolhante antes da colheita de culturas agrícolas;
  • Não deve ser utilizado para tratamento de cursos de água;
  • Não deve ser aplicado a áreas utilizadas pelo público em geral ou por grupos vulneráveis, como parques e jardins públicos, campos esportivos e recreativos, escolas e parques infantis, e nas imediações de instalações de saúde e educação;
  • Não deve ser aplicado em áreas protegidas designadas pela Lei de Áreas Protegidas; áreas protegidas que fazem parte da rede ecológica europeia Natura 2000 designadas pela Lei da Biodiversidade.

A Dra. Svetla Nikolova, iniciadora da campanha, disse: “Após a decisão da Comissão Europeia de estender o uso do glifosato na UE por mais 10 anos, a ação do ministério búlgaro é um bom passo para reduzir o uso deste herbicida perigoso, que está causando danos catastróficos à saúde humana, à biodiversidade, ao solo e à água.”

A AGROLINK disse em um comunicado à imprensa: “A Associação AGROLINK e outras organizações continuarão a trabalhar em conjunto com cientistas e especialistas para educar municípios, jardineiros, arquitetos paisagistas, cidadãos e agricultores na implementação de práticas alternativas para reduzir o uso de agrotóxicos não apenas em áreas sensíveis, como parques, jardins, escolas, mas também em áreas agrícolas.

A Associação AGROLINK, juntamente com cientistas e médicos, trabalhará pelo reconhecimento do Parkinson como uma doença ocupacional para agricultores que trabalham com glifosato e sua compensação pelo estado. Apoiamos o processo da PAN Europe contra a Comissão Europeia para permitir que o glifosato, o herbicida mais amplamente utilizado na Europa e no mundo, amplamente conhecido pelo produto Roundup, continue por mais 10 anos. Esperamos que a primeira cidade livre de pesticidas na Bulgária seja em breve declarada parte da Rede Europeia de Cidades Livres de Agrotóxicos.”


Fonte: Sustainable Pulse

Wladimir, a crise hídrica, e o silêncio que pode contaminar as chances de reeleição

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Estavando tendo uma conversa doméstica sobre a crise hídrica que paira ameaçadoramente sobre a cidade de Campos dos Goytacazes, quando uma voz me perguntou: e o prefeito no meio dessa confusão toda? Respondi rapidamente com um seco “boa pergunta!”.

A verdade é que se o prefeito Wladimir Garotinho não quiser sair chamuscado da situação que floresce nas águas do Rio Paraíba do Sul, ele terá que romper rapidamente o silêncio obsequioso em que se encontra.

É que se houver a necessidade de suspender a coleta de água que abastece a cidade de Campos dos Goytacazes, muito mais vozes começarão a perguntar “cadê o prefeito?”.  É que o cansaço popuar com a concessionária “Águas do Paraíba” já tinha grande potencial para se introjetar na campanha eleitoral antes mesmo das águas ficarem com um tom esverdeardo. Agora que a crise hídrica está explícita, o silêncio do hoje prefeito vai inevitvavelmente a contaminar a campanha eleitoral.

Assim, se houver um secretário com a capacidade de falar coisas desagradáveis para Wladimir, a hora dele agir é agora. Se demorar pode ficar ruim, muito ruim. É que o povo campista pode aturar muita coisa calado, mas dificilmente vai aceitar ficar desinformado e desapoioado em contexto que já se mostra capaz de movimentar multidões.

E para não dizer que eu não falei de flores para Wladimir: notificar a Águas do Paraíba não vai dar conta do recado. A população quer explicações sobre o que de fato está acontecendo com o abastecimento de águ na cidade, e para ontem.

Latifundiário é condenado a pagar R$ 280 milhões por danos à Amazônia

Justiça brasileira congelou bens de Dirceu Kruger para pagar indenização climática por desmatamento ilegal

pecuariaGado em uma fazenda no estado do Pará, Brasil. O caso é o maior processo civil por crimes climáticos no Brasil até o momento e o início de um esforço legal para reparar e impedir danos à floresta tropical. Fotografia: Bloomberg/Getty 

Um pecuarista brasileiro foi condenado a pagar mais de UR$ 280 milhões pela destruição de parte da floresta amazônica e a restaurar o precioso sumidouro de carbono.

Na semana passada, um tribunal federal no Brasil congelou os bens de Dirceu Kruger para pagar uma indenização pelos danos que ele causou ao clima por meio do desmatamento ilegal. O caso foi movido pela Procuradoria Geral da República, representando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama). É o maior caso civil movido por crimes climáticos no Brasil até o momento e o início de um esforço legal para reparar e impedir danos à floresta tropical.

Kruger já havia sido forçado a pagar indenização pelo Ibama pela destruição de 5.600 hectares nos municípios amazônicos de Boca do Acre e Lábrea. Isso era em terras públicas pertencentes ao governo federal e ao estado do Amazonas.

O fazendeiro usou motosserras para limpar a vegetação, depois ateou fogo para limpar a terra e finalmente plantou grama para estabelecer pasto para criação de gado. Imagens de satélite mostraram a escala do dano e Kruger admitiu tê-lo causado em filme.

A floresta amazônica é vital para o sistema climático global , mas está seriamente ameaçada por atividades legais e ilegais; um estudo recente mostrou que metade dela pode atingir um ponto crítico até 2050.

Ao abrir um processo civil contra Kruger, o gabinete do procurador-geral argumentou que suas ações prejudicaram o clima de duas maneiras: queimar a vegetação emite gases de efeito estufa diretamente, e remover as plantas significa que elas não conseguem mais extrair dióxido de carbono da atmosfera.

O tribunal ouviu que danificar a floresta amazônica emite em média 161 toneladas de carbono por hectare, totalizando 901.600 toneladas.

O tribunal avaliou o valor desses danos em R$ 339,60 a tonelada, um número derivado da média do custo social do carbono calculado pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA e pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esse é um valor relativamente baixo; estimativas mais recentes de custo social são significativamente maiores.

Isso coloca o dano total causado por Kruger em R$ 292 milhões. O dinheiro pago por Kruger irá para o fundo nacional de emergência climática. Os ativos de Kruger foram congelados e ele está proibido de receber financiamento do governo ou benefícios fiscais. Ele também está proibido de vender gado e produtos agrícolas, bem como comprar máquinas como motosserras e tratores.

Além disso, Kruger terá que restaurar a terra que degradou para que ela possa se tornar um valioso sumidouro de carbono novamente. O tribunal disse que fazer os infratores pagarem indenização por danos climáticos é vital porque o dano causado nunca pode ser totalmente remediado.

Esta foi a maior ação por danos à floresta tropical movida até o momento pela Procuradoria-Geral da República, que pretendia que fosse “apenas a primeira de uma série de ações que buscam reparar os danos climáticos causados ​​pela destruição não apenas da Amazônia, mas de todos os biomas brasileiros”.

Mariana Cirne, da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente, disse que o sucesso do caso era “uma questão de justiça climática” e ajudaria o Brasil a atingir suas metas nacionais de emissões.

Cirne disse: “Hoje, milhões de pessoas já estão sofrendo os impactos diretos e indiretos das mudanças climáticas, com a preocupação adicional de que as populações mais vulneráveis ​​são as mais duramente atingidas. Portanto, é crucial garantir a responsabilização total pelas emissões ilegais e a imposição da obrigação de implementar projetos de captura de carbono.”

A decisão ainda não foi finalizada pelo tribunal e ainda pode ser apelada. Vários casos semelhantes estão se desenrolando no sistema judicial do Brasil. Não são apenas aqueles que destroem diretamente a floresta amazônica que estão sendo processados. Um processo está em andamento contra a empresa importadora e exportadora Importação e Exportação de Madeiras Floresta Verde por armazenar madeira que supostamente veio de desmatamento ilegal.

Rafaela Santos Martins da Rosa, juíza federal e editora de um livro sobre litígios climáticos no Brasil, que será lançado em breve, disse que os tribunais brasileiros estão cada vez mais reconhecendo que cada ato de indivíduos e empresas que libera emissões de gases de efeito estufa ou causa perda de sumidouros de carbono aumenta o efeito cumulativo no clima.

Quantificar o custo social mais amplo desses danos também ajuda a deter futuras atividades ilegais. Da Rosa disse: “Condenações por danos ambientais em geral no Brasil nunca atingiriam esses valores monetários. Somente com o reconhecimento da dimensão climática e o cálculo monetário das emissões esses níveis serão alcançados. Isso poderia, na verdade, desencorajar comportamentos semelhantes de outros desmatadores.”

O tribunal enfatizou que a decisão contra Kruger não abriu caminho para alegações sobre desmatamento legal, mas Da Rosa disse que ações civis desse tipo poderiam ser movidas contra autoridades públicas.

No início deste ano, o supremo tribunal do Brasil ordenou que o governo federal restabelecesse um plano para prevenir e controlar o desmatamento na Amazônia e para monitorar e investigar crimes ambientais ocorrendo lá. O tribunal reconheceu que a política ambiental do Brasil ainda estava sendo atualizada após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 , mas disse que mais poderia ser feito.


Fonte: The Guardian