A Humanidade está em um momento pivotal: o que virá adiante ainda é um mistério

Humanity's pivotal moment

Por José Luís Vianna da Cruz

Bertold Brech, Sigmund Freud, Herbert Marcuse, Erich Fromm e muitos refletiram sobre as condições objetivas e subjetivas da submissão individual e das massas aos poderes de conteúdo fascista e nazifascista. Estamos atravessando um desses momentos na Humanidade. A essência predatória do capitalismo está exercendo sua natureza ao último limite- se limite houver – aniquilando as condições naturais e humanas da vida na Terra. Pelo menos como a conhecemos até aqui.

O que virá, quem sabe Charles Darwin poderia contribuir para desvendarmos as tendências de constituição de uma nova natureza dos seres terrestres?

Julius Trump Caesar: o Império atravessou o Rubicão, enquanto Lula tremeu

Donald Trump, em seu momento Julius Cesar

Por Douglas Barreto da Mata 

O que se pode depreender da nota divulgada pelo governo do Brasil sobre o ataque dos EUA à Venezuela? Cautela ou medo?  Medo. Na minha opinião, medo.  Vamos contornar as imbecilidades da mídia oficial, redes sociais e da direita brasileira.

Ditadores do mundo? Os EUA os colecionam e cevam a todos, desde muito tempo. Será que a Rede Globo pediria a invasão do nosso país pelos EUA de Jimmy Carter, eis que tínhamos um governo ilegítimo (termo usado para adjetivar maduro)? Acho pouco provável.  E uma invasão da Arábia Saudita dos maiores financiadores dos terroristas sunitas wahabistas, a monarquia teocrática e violenta? 

Pois é.  Narcotráfico?  Uai, então Donald Trump teria que fechar a CIA, a maior criadora de redes de narcotráfico do mundo, todas destinadas ao financiamento das máquinas de sabotagem geopolítica dos EUA. 

Então, vamos parar com essa baboseira e vamos ao que interessa. Petróleo.  Donald Trump quer petróleo.  A movimentação da China, e da sua afiliada Rússia, mostra que o insumo vai encarecer para os EUA.  A Venezuela é uma das últimas fronteiras nesse quesito. Talvez sejamos a próxima.

Por isso, Lula tremeu de medo. Não temos Forças Armadas, nem artefatos nucleares para dissuasão ou contenção.  Não adianta tentar “trocar” de dono e pedir pela ajuda chinesa, não vai adiantar, ao menos, por enquanto.  Por isso Lula se enche de medo.

A questão não é só de superioridade militar, óbvio, e a ação em solo venezuelano mostra isso.  Donald Trump não banca uma ocupação, não como primeira opção, porque a parcela de população hostil é muito grande, e isso refresca a memória estadunidense com os fracassos vietnamita, afegão e iraquiano.

Por isso Lula treme de medo. Com um governo bem mais próximo da direita, com um cacoete permanente para a submissão aos EUA (e qualquer outro com poder parecido), Lula imagina que não será sequestrado como Maduro, mas entregue pelo próprio povo brasileiro. 

Não é um delírio.  Assim, Lula mandou digitar sua manifestação oficial com muito cuidado, quase que pedindo desculpas por falar. De nada adiantará. 

O Império saiu às compras, e quem pagará a conta somos nós.

Venezuela sob ataque militar e casal Maduro sequestrado: ecos de uma invasão imperialista

Após bombardeio ordenado por Trump no Caribe, Maduro convoca forças  militares, aviões e tanques e inicia exercícios de defesa em Caracas para  proteger a Venezuela de novo ataque dos EUA - RSM -

Por Monica Piccinini*

Esta manhã, o mundo acordou com uma escalada chocante: os Estados Unidos lançaram uma grande operação militar dentro da Venezuela, com relatos de explosões em Caracas e em vários estados. Ataques aéreos, aeronaves voando baixo, cortes de energia. Medo e confusão no terreno.

O presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram “capturados” (sequestrados) e retirados do país após o que ele chamou de “ataque em larga escala”.

Caracas declarou imediatamente estado de emergência nacional, denunciando o ataque como agressão militar estrangeira e convocando os cidadãos a se mobilizarem contra o que descreve como um ataque imperial.

O governo da Venezuela rejeitou veementemente a versão de Washington, exigindo provas de que seu presidente está vivo e condenando a operação como uma clara violação de soberania.

Líderes regionais, incluindo o presidente da Colômbia, pediram uma intervenção internacional urgente. Cuba e Irã foram além, classificando o ataque como terrorismo de Estado. Mesmo nos EUA, legisladores já questionam se Trump tem autoridade legal para lançar uma operação dessa magnitude sem o Congresso.

Sejamos honestos sobre o que isso significa. Não há autorização da ONU. Nenhum convite de Caracas. Nenhum mandato internacional. Segundo qualquer interpretação séria do direito internacional, trata-se de um ataque militar contra uma nação soberana. Bombardear uma capital e prender à força o chefe de Estado de outro país não é “aplicação da lei”, é um ato de guerra.

De acordo com a Carta da ONU, é exatamente o tipo de ação que deve ser evitada devido ao caos e à instabilidade que desencadeia muito além das fronteiras nacionais.

A linguagem do “narcoterrorismo” e das ameaças à segurança tem servido como justificativa pública há muito tempo. Mas por trás disso, esconde-se um padrão familiar. Sanções. Pressão naval. Operações de inteligência. Drones. E agora, o uso da força.

A Venezuela possui vastas reservas de petróleo e minerais essenciais e insiste em sua independência política em uma região há muito moldada pelo poder dos EUA. A história mostra com que frequência as narrativas de segurança são distorcidas ou fabricadas para abrir caminho para o controle geopolítico e de recursos.

Deixando de lado os slogans, o que vemos é o que realmente é: uma incursão militar imperial, justificada por uma mistura de ameaças reais e exageradas, com a dominância estratégica e o acesso a recursos no centro das atenções.

Independentemente das suas convicções políticas, este momento é crucial. O precedente que estabelece terá repercussões muito além da Venezuela!


*Monica Piccinini é jornalista freelancer 

Guerra chega na América do Sul e escancara o enfraquecimento da hegemonia estadunidense

Trump confirma primeiro ataque terrestre dos EUA na Venezuela

Ainda existem muitas incertezas em relação ao ataque promovido pelo governo Trump contra a Venezuela, mas há pelo menos uma: esse ataque militar escancara o colapso da ordem criada em Bretton Woods pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial. É que dentro da ordem que organizou as relações políticas, econômicas e militares desde então, a coisa no que os EUA considerava seu “quintal” se resolvia mais na pressão indireta e uso de forças interna amigas do que no uso de força militar direta.

Esse ataque também revela que há uma fragilidade extrema na capacidade dos EUA de interferir politicamente, o que forçou o uso de suas forças regulares claramente superiores.  Mas o ataque estadunidense é mais um sintoma de enfraquecimento de hegemonia do que o contrário.  Que havia uma perda de hegemonia por parte dos EUA, isso já se sabia. O que se ataque revela é que ela parece estar a caminho de um enfraquecimento ainda maior e mais veloz. Aliás, a reversão do padrão não intervencionista defendido até as eleições por Donald Trump é uma clara demonstração de que ele mesmo percebeu sua posição de fragilidade, seja no plano internacional como no interno.

A invasão da Venezuela também coloca a América Latina em um momento singular, pois forçará posicionamentos claros não da direita e da extrema-direita que são claramente orientados pelo alinhamento com os EUA e deverão apoiar incondicionalmente as ações de Donald Trump.  A verdade é que esse ataque deverá aprofundar ainda mais diferenças dentro dos agrupamentos e forças partidárias que se dizem de esquerda, principalmente naqueles setores que procuram viver em um processo de negação que vivemos em um sistema econômico em que a predação dos recursos naturais e a exploração da classe trabalhadora. Com isso, toda a elaboração que circunavegar essa obviedade das relações capitalistas poderá ficar exposta como mero charlatanismo intelectual.  Por isso, esse é uma espécie de momento da verdade para quem se diz de esquerda, pois qualquer posição que não seja a denúncia explícita deverá ser lida como adesão às posições imperialistas do governo Trump, e, convenhamos, será. 

Como ainda vivemos as primeiras horas do ataque e não se sabe como ele foi eficiente em desagregar as cadeias de comando das forças militares e das forças políticas que sustentam o governo de Nicolás Maduro, teremos que esperar pelos desdobramentos da primeira onda de ataques.  Se as forças que sustentam o governo chavista não foram drasticamente abaladas,  a chance é que haverá um aumento da instabilidade política não apenas na Venezuela, mas em toda a América do Sul.

É que não podemos esquecer que as reais razões do ataque: a tentativa de controlar as grandes reservas petrolíferas venezuelanas.  E como as demandas por recursos por parte dos EUA se estendem a outras áreas, não pode haver dúvida que outros países poderão ser atacados pelas mesmas razões que estão sendo usadas para justificar o ataque à Venezuela.

Eu havia antecipado que 2026 seria um ano desafiador, mas os fatos já estão demonstrando que subestimei o tamanho do desafio.

Resistindo à inconsistência da Inteligência Artificial

Burn it down: a license for AI resistance (opinion)

Por H. Holden Thorp para “Science”

É difícil falar sobre qualquer tópico em ciência ou educação hoje em dia sem que o assunto da inteligência artificial (IA) venha à tona — seja para permitir que grandes modelos de linguagem auxiliem na busca por artigos científicos ou até mesmo para escrever ou revisar o próprio artigo. Em algumas das especulações mais extravagantes, os humanos envolvidos na condução de estudos e experimentos científicos e na avaliação dos resultados para publicação serão gradualmente eliminados do processo. Mas quando essa retórica grandiosa começa a circular, nós da Science tentamos manter a calma e continuar contribuindo para uma literatura científica robusta, com curadoria humana, que resistirá ao teste do tempo.

As políticas mais recentes da Science permitem o uso de grandes modelos de linguagem para certos processos sem necessidade de divulgação, como a edição de textos em artigos científicos para melhorar a clareza e a legibilidade ou o auxílio na coleta de referências. No entanto, o uso de IA além disso — por exemplo, na redação do texto do manuscrito — deve ser declarado. E o uso de IA para criar figuras não é permitido. Todos os autores devem certificar e ser responsáveis ​​por todo o conteúdo, incluindo aquele gerado com o auxílio de IA. A Science também utiliza ferramentas de IA, como o iThenticate e o Proofig, para melhor identificar textos plagiados ou figuras alteradas. Ao longo do último ano, a Science colaborou com a DataSeer para avaliar a adesão à sua política que exige o compartilhamento dos dados e do código subjacentes de todos os artigos científicos publicados. Os resultados iniciais são encorajadores: de 2.680 artigos da Science publicados entre 2021 e 2024, 69% compartilharam dados. Para aumentar ainda mais a transparência, uma lista de verificação de reprodutibilidade do DataSeer, que a Science testou em um programa piloto em 2025, está sendo integrada aos protocolos da revista. A tecnologia de processamento de linguagem natural do DataSeer analisa o artigo e gera uma lista de verificação de reprodutibilidade preenchida previamente. Os autores são solicitados a confirmar as informações e fazer as revisões necessárias.

Embora a IA esteja ajudando a Science a detectar erros que podem ser corrigidos ou elementos ausentes em um artigo, mas que deveriam ser incluídos, como código de apoio ou dados brutos, seu uso e a avaliação dos resultados exigem mais esforço humano, e não menos. De fato, a IA está permitindo que a ciência identifique problemas com mais rigor do que antes, mas os relatórios gerados por essas ferramentas precisam ser avaliados por pessoas. Talvez o pânico em relação à IA substituir empregos se justifique a longo prazo, mas continuo cético. A maioria dos avanços tecnológicos não levou a perdas catastróficas de empregos.

Uma preocupação ainda maior em relação à IA é que seu uso na produção ou revisão de artigos científicos possa comprometer a confiabilidade da literatura científica. Ao contrário de algumas iniciativas recentes, a revista Science proíbe que os revisores utilizem qualquer parte de um artigo em um modelo de linguagem abrangente para gerar uma avaliação. No entanto, a Science permite que os revisores usem IA para refinar o texto, desde que o uso seja declarado.

A crescente vigilância da ciência contra a corrupção da literatura tornou-se mais um componente na busca incessante da verdade pela ciência e pela publicação científica. Publicar artigos cuidadosamente editados e submetidos ao julgamento de múltiplos seres humanos — e a retratação e correção de artigos quando os humanos envolvidos cometem erros — nunca foi tão importante. Como um pequeno grupo de periódicos que pode dedicar mais esforço humano a cada artigo, os periódicos da Science são menos suscetíveis — e contribuem menos — para o acúmulo de “erros de IA” na literatura, mas nenhum sistema, humano ou artificial, consegue detectar tudo. A potencial degradação da literatura pela tecnologia reforça o valor de um registro mantido com experiência e conhecimento científico humano.

Há 15 anos, o ensino superior parecia ameaçado pelas previsões de que os cursos online abertos e massivos (MOOCs) acabariam com as universidades. Isso não aconteceu, mas os cursos online se tornaram um elemento importante da educação e permitiram que as universidades crescessem, em vez de encolherem. A migração das revistas científicas para a publicação online provocou um resultado semelhante: aumentou o tamanho e a escala das publicações acadêmicas. A aceitação de afirmações bombásticas sobre os impactos da IA ​​na literatura científica deve aguardar verificação.

Assim como muitas ferramentas, a IA permitirá que a comunidade científica faça mais, desde que saiba utilizá-la corretamente. A comunidade precisa ter cautela e não se deixar levar pela euforia em torno de cada produto de IA.


Fonte: Science

As análises de IA da Google colocam as pessoas em risco com conselhos de saúde enganosos

Investigação do Guardian revela informações imprecisas em resumos

Homem olhando para o smartphone na cama

O jornal The Guardian revelou diversos casos de informações de saúde imprecisas nos Resumos de IA do Google. Fotografia: Caia Image/Alamy

Por Andrew Gregory para “The Guardian” 

Uma investigação do jornal The Guardian revelou que as pessoas estão sendo expostas a riscos devido a informações de saúde falsas e enganosas nos resumos de inteligência artificial do Google.

A empresa afirmou que seus Resumos de IA, que usam IA generativa para fornecer instantâneos de informações essenciais sobre um tópico ou questão, são úteis ” e “confiáveis ”.

No entanto, alguns dos resumos, que aparecem no topo dos resultados de pesquisa, forneciam informações de saúde imprecisas e colocavam as pessoas em risco de sofrer danos.

Em um caso que especialistas descreveram como “realmente perigoso”, o Google aconselhou erroneamente pessoas com câncer de pâncreas a evitarem alimentos ricos em gordura. Especialistas afirmaram que isso era exatamente o oposto do que deveria ser recomendado e pode aumentar o risco de morte dos pacientes pela doença.

Em outro exemplo “alarmante”, a empresa forneceu informações falsas sobre testes cruciais de função hepática, o que poderia levar pessoas com doenças hepáticas graves a acreditarem erroneamente que estão saudáveis.

As buscas no Google por respostas sobre exames de câncer em mulheres também forneceram informações “completamente erradas”, o que, segundo especialistas, pode levar as pessoas a ignorar sintomas reais.

Um porta-voz do Google afirmou que muitos dos exemplos de saúde compartilhados com eles eram “capturas de tela incompletas”, mas, pelo que puderam avaliar, continham links “para fontes conhecidas e confiáveis ​​e recomendavam a busca por aconselhamento especializado”.

A investigação do The Guardian surge em meio à crescente preocupação de que os dados de IA possam confundir os consumidores, que podem presumir que sejam confiáveis. Em novembro do ano passado, um estudo descobriu que chatbots de IA em diversas plataformas forneciam conselhos financeiros imprecisos , enquanto preocupações semelhantes foram levantadas em relação a resumos de notícias .

Sophie Randall, diretora do Patient Information Forum, que promove informações de saúde baseadas em evidências para pacientes, público em geral e profissionais de saúde, afirmou que os exemplos mostram que “os Resumos de IA do Google podem colocar informações de saúde imprecisas no topo das buscas online, representando um risco para a saúde das pessoas”.

Stephanie Parker, diretora da área digital da Marie Curie, uma instituição de caridade que oferece cuidados paliativos, afirmou: “As pessoas recorrem à internet em momentos de preocupação e crise. Se as informações que recebem forem imprecisas ou estiverem fora de contexto, isso pode prejudicar seriamente a sua saúde.”

O jornal The Guardian revelou diversos casos de informações de saúde imprecisas nos Resumos de IA do Google, após várias organizações de saúde, instituições de caridade e profissionais expressarem preocupação.

Anna Jewell, diretora de apoio, pesquisa e influência da Pancreatic Cancer UK, afirmou que aconselhar pacientes a evitarem alimentos ricos em gordura é “completamente incorreto”. Fazer isso “pode ​​ser muito perigoso e comprometer as chances de uma pessoa estar bem o suficiente para receber tratamento”, acrescentou.

Jewell afirmou: “A resposta da IA ​​do Google sugere que pessoas com câncer de pâncreas evitem alimentos ricos em gordura e fornece uma lista de exemplos. No entanto, se alguém seguisse o que o resultado da pesquisa indica, poderia não ingerir calorias suficientes, ter dificuldade para ganhar peso e não tolerar a quimioterapia ou uma cirurgia que poderia salvar sua vida.”

Digitar “qual é a faixa normal para exames de sangue do fígado” também forneceu informações enganosas, com uma grande quantidade de números, pouco contexto e sem levar em consideração a nacionalidade, o sexo, a etnia ou a idade dos pacientes.

Pamela Healy, diretora executiva da British Liver Trust, afirmou que os resumos gerados por IA são alarmantes. “Muitas pessoas com doenças hepáticas não apresentam sintomas até os estágios avançados, por isso é tão importante que façam exames. Mas o que as análises de IA do Google consideram ‘normal’ pode variar drasticamente do que é realmente considerado normal.”

“É perigoso porque significa que algumas pessoas com doenças hepáticas graves podem achar que têm um resultado normal e, portanto, não se preocuparem em comparecer a uma consulta de acompanhamento com o profissional de saúde.”

Uma busca por “sintomas e exames para câncer vaginal” listou o exame de Papanicolau como um exame para detectar câncer vaginal, o que está incorreto.

Athena Lamnisos, diretora executiva da instituição de caridade para o câncer Eve Appeal, disse: “Não é um teste para detectar câncer e certamente não é um teste para detectar câncer vaginal – essa informação está completamente errada. Receber informações erradas como essa pode levar alguém a não procurar atendimento médico para sintomas de câncer vaginal por ter tido um resultado negativo em um exame preventivo recente de câncer do colo do útero.”

“Também nos preocupou o fato de o resumo da IA ​​mudar quando realizávamos exatamente a mesma pesquisa, apresentando uma resposta diferente a cada vez, baseada em fontes distintas. Isso significa que as pessoas recebem uma resposta diferente dependendo de quando pesquisam, e isso não é aceitável.”

Lamnisos disse estar extremamente preocupada. “Alguns dos resultados que vimos são realmente preocupantes e podem potencialmente colocar as mulheres em perigo”, afirmou.

O jornal The Guardian também descobriu que o Google AI Overviews fornecia resultados enganosos para pesquisas sobre transtornos mentais. “Isso é extremamente preocupante para nós como instituição de caridade”, afirmou Stephen Buckley, chefe de informações da Mind.

Alguns dos resumos de IA para condições como psicose e distúrbios alimentares ofereciam “conselhos muito perigosos” e eram “incorretos, prejudiciais ou poderiam levar as pessoas a evitar procurar ajuda”, disse Buckley.

Alguns também deixaram de considerar contextos ou nuances importantes, acrescentou. “Eles podem sugerir o acesso a informações de sites inadequados e sabemos que, quando a IA resume informações, muitas vezes pode refletir preconceitos, estereótipos ou narrativas estigmatizantes preexistentes.”

O Google afirmou que a grande maioria de seus Resumos de IA eram factuais e úteis, e que realiza melhorias contínuas na qualidade. A taxa de precisão dos Resumos de IA estava em pé de igualdade com seus outros recursos de busca, como os snippets em destaque, que já existiam há mais de uma década, acrescentou a empresa.

A empresa também afirmou que, quando o AI Overviews interpretasse erroneamente o conteúdo da web ou ignorasse o contexto, tomaria as medidas cabíveis de acordo com suas políticas.

Um porta-voz do Google afirmou: “Investimos significativamente na qualidade das Visões Gerais de IA, principalmente em tópicos como saúde, e a grande maioria fornece informações precisas.”


Fonte: The Guardian

Dançando enquanto o colapso não vem: Hegemonia do modelo agroquímico mineral causa atraso na adaptação climática no Brasil

Solidariedade real e radical entre os povos para enfrentar o colapso  climático - Brasil de Fato

As últimas semanas têm sido marcadas pela ocorrência de eventos tão extremos como díspares. As cenas de grandes tempestades, grandes oscilações de temperatura, e destruição de bens e propriedades têm ocupado parcelas cada vez mais maiores dos noticiários. Somado à confirmação de um novo normal climático, o que se vê é a discrepância já existente na capacidade de adaptação a essa situação, com países do capitalismo dependente ficando cada vez mais para trás na aplicação de medidas que representem algum tipo de esforço de preparação para as situações extremas que estão se tornando cada vez mais frequentes.

Um aspecto que sempre é negligenciado é que não falta ciência e cientistas para informar melhor a tomada de decisões. Uma voz que alerta frequentemente para os problemas climáticos é o físico Paulo Artaxo, professor da Universidade de São Paulo, que sendo um dos maiores experts em mudanças climáticas no Brasil sempre se manifesta sobre a necessidade de preparar nossas cidades para o novo normal climático. Um dos elementos que Artaxo destaca é o fato de que a adaptação terá de ser ajustada localmente, na medida em que os extremos climáticos se manifestarão de forma diferenciada, dependendo de fatores locacionais.  Em outras palavras, não haverá uma receita única para o processo de adaptação.

Como venho me interessando há algum tempo pela questão da adaptação climática ao nível das cidades, usando a cidade de Campos dos Goytacazes como ponto privilegiado de observação, o que posso dizer é que ainda não há o mínimo interesse por partes dos governantes em discutir seriamente a necessidade de preparação para o aprofundamento dos problemas associados ao clima.  Em Campos dos Goytacazes, inexistem medidas de mudança na paisagem urbana. Aliás, pelo contrário. O que se tem é a persistência de práticas de remoção da parca vegetação urbana existente, como ficou claro recentemente com a remoção de dezenas de árvores de grande porte, apenas para tornar a marca de um supermercado mais visível. Além disso, não temos ainda nenhuma medida para ajustar materiais de construção que possam ser mais afeitos aos extremos de temperatura que estão se tornando uma das marcas do padrão climático.  Para colar a cereja no bolo, ainda inexiste orçamento para instalar as estruturas que deveriam apoiar e viabilizar as decisões de governo em momentos de ocorrência de eventos meteorológicos extremos.

O problema é que Campos dos Goytacazes não é uma exceção insólita, mas uma espécie de vanguarda do atraso. A verdade é que a maioria, senão a totalidade, das cidades brasileiras não deu ainda os passos iniciais para a adaptação climática que poderia evitar o colapso das cidades com locais viáveis para a existência humana.  Um dos fatos essenciais para isso é a hegemonia das forças políticas que controlam e se beneficiam do modelo agroquímico e mineral que ditam os investimentos públicos no Brasil. Essas forças determinam grandes investimentos na produção de commodities agrícolas e minerais de exportação, bem como a instalação de infraestruturas de escoamento (chamam isso de logística) do que é produzido a partir deste modelo. E nunca é demais dizer que esse modelo contribui diretamente para a crise climática, o que explica porque a hegemonia desse modelo inibe qualquer discussão séria sobre adaptação. 

Como é a classe trabalhadora quem sofre e sofrerá cada vez mais os efeitos da crise climática, já que seus membros estarão expostos a um agravamento das temperaturas enquanto trabalham e terão de voltar para locais de moradia que serão os mais atingidos pelos extremos meteorológicos, é necessário colocar essa discussão no centro do debate político. No caso brasileiro, me parece evidente que não serão as forças políticas que apoiam o modelo agroquímico e mineral que farão isso. Esta tarefa terá que ser abraçada pelos segmentos de esquerda que não se limitam a gerenciar o capitalismo dentro dos limites aceitos por quem realmente controla o status quo agroquímico mineral.  O problema é se essas forças de esquerda vão acordar antes que o colapso se torne inevitável.

Aqui um um aviso é importante: o tempo para a tomada de posições está se esgotando.

Porto do Açu: depois da grilagem de terras públicas, agora é a vez do aquífero Emboré

Concessão de água e terras levanta suspeitas e questionamentos legais

Denúncia aponta grilagem de terras públicas e exploração do aquífero Emboré no Porto do Açu, enquanto moradores ficam sem água / Foto: Reprodução 

Por Redação Ururau

Publicamos (Aqui!) uma denúncia sobre a grilagem de terras públicas no Porto do Açu, com vantagem indevida recebida por Sérgio Cabral quando foi governador do Estado do Rio de Janeiro. Os proprietários rurais jamais receberam as indenizações devidas, em meio a um constante troca-troca de peritos judiciais. Muitos processos sequer possuem sentença. Tudo caminha em direção ao favorecimento escandaloso dos interesses do Porto do Açu.

Como uma cidade do porte e da importância de São João da Barra está há mais de 200 dias sem juiz titular? Além disso, não há servidores suficientes do Tribunal de Justiça atuando na comarca. Mesmo assim, o Porto do Açu vendeu quase todas as áreas, sob o argumento de cessão de direitos de superfície. Até fundos de pensão da Faria Lima, investigados na Operação Carbono Oculto, aparecem como donos das terras.

Agora surge uma nova empresa, chamada “Águas do Porto do Açu” (Falamos da exploração do Aquífero Emboré (Aqui!). Essa empresa recebeu do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) uma concessão para explorar águas subterrâneas do aquífero Emboré. A partir daí, passou a vender água para todas as empresas já instaladas ou que venham a se instalar no Porto, embora a concessionária oficial de abastecimento em São João da Barra e na localidade do Açu seja a CEDAE.

Quem, dentro do INEA, assinou essa concessão? Inicialmente, foram perfurados 44 poços com profundidade superior a 200 metros. Não há fiscalização. O que a diretoria da CEDAE está fazendo que não reivindicou essa exploração, já que a concessão do serviço é da própria CEDAE?

Enquanto isso, a cidade de São João da Barra e o balneário de Atafona ficaram sem água nesta semana. Nesses locais, sequer é permitido abrir poços, por determinação do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. É a chamada república do Leblon mandando em tudo.

No caso do Porto do Açu, ninguém sabe ao certo quem é o verdadeiro dono após a saída de Eike Batista. Alguns CPFs aparecem formalmente, mas o controlador real permanece desconhecido.

E quem pensa que a história termina aí está enganado. A empresa Águas do Porto do Açu vendeu o controle do negócio para a Ambipar, que, por sua vez, encontra-se em recuperação judicial. O advogado da empresa é filho de um influente ministro do STJ. Esse mesmo escritório teria ligações com um perito do Rio de Janeiro conhecido como Salomão, apontado como alguém que domina com extrema habilidade a indicação de perícias relacionadas ao Porto.

Dessa forma, após a grilagem de terras públicas, foi grilado também o aquífero Emboré, agora explorado pela Ambipar. As terras continuam pertencendo a proprietários que nunca foram indenizados, os processos não têm avaliação concluída, e a água, que é da CEDAE, está sendo comercializada por agentes estranhos à concessão.

Até agora, apenas Sérgio Cabral e Eike Batista foram condenados por propina. A mídia, porém, nunca tratou desse conjunto de fatos com a devida profundidade. O Porto do Açu e suas práticas permanecem blindados.


Fonte: Ururau

Pecuária brasileira sob pressão: China impõe tarifas adicionais às importações de carne para proteger produção interna

Bifes de carne são preparados na cozinha do restaurante Wolfgang's Steakhouse, em Pequim.

Bifes de carne sendo preparados em um restaurante em Pequim, China, em 8 de setembro de 2021. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins.

Por Daphne Zhang Ella Cao Liz Lee para “Reuters”

Pequim/São Paulo, 31 de dezembro (Reuters) – A China imporá uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas de fornecedores importantes, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma medida para proteger sua indústria pecuária nacional.

O Ministério do Comércio da China afirmou na quarta-feira que a cota total de importação para 2026 para os países abrangidos pelas suas novas “medidas de salvaguarda” é de 2,7 milhões de toneladas métricas, valor praticamente em linha com o recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas no total em 2024.

Os novos níveis de quotas anuais são inferiores aos níveis de importação para os primeiros 11 meses de 2025 para o Brasil, o principal fornecedor, e para a Austrália.

“O aumento na quantidade de carne bovina importada prejudicou seriamente a indústria nacional da China”, disse o ministério ao anunciar a medida após uma investigação iniciada em dezembro passado.

A medida entra em vigor em 1º de janeiro por um período de três anos, com a quota total prevista para aumentar anualmente.

As importações de carne bovina pela China caíram 0,3% nos primeiros 11 meses de 2025, para 2,59 milhões de toneladas.

As importações chinesas de carne bovina diminuirão em 2026 como resultado das medidas, afirmou Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants.

“A pecuária bovina na China não é competitiva em comparação com países como o Brasil e a Argentina. Isso não pode ser revertido a curto prazo por meio de avanços tecnológicos ou reformas institucionais”, disse Xu.

Volume da quota (1.000 toneladas) 2026 2027 2028 Importações reais de janeiro a novembro de 2025
Brasil 1.106 1.128 1.151 1.329
Argentina 511 521 532 436
Uruguai 324 331 337 188
Nova Zelândia 206 210 214 110
Austrália 205 209 213 295
Estados Unidos 164 168 171 55
Outros países/regiões 172 175 179
Total 2.688 2.742 2.797
Tarifa adicional 55% 55% 55%

Em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 243.662 toneladas do Uruguai, 216.050 toneladas da Austrália, 150.514 toneladas da Nova Zelândia e 138.112 toneladas dos Estados Unidos.

Nos primeiros 11 meses deste ano, o Brasil exportou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para a China, de acordo com dados da alfândega chinesa, número superior às 1,1 milhão de toneladas estabelecidas pelas novas medidas de Pequim.

Este ano, as exportações australianas para a China aumentaram consideravelmente, ganhando participação de mercado em detrimento da carne bovina americana, após Pequim ter permitido, em março, o vencimento das licenças de centenas de frigoríficos americanos e com o presidente Donald Trump tendo iniciado uma guerra tarifária de retaliação. As exportações americanas totalizaram apenas 55.172 toneladas até novembro, menos da metade dos níveis de 2024.

As exportações australianas de carne bovina para a China atingiram 294.957 toneladas nos primeiros 11 meses de 2025.

“Deixamos claro para a China que a carne bovina australiana não representa um risco para o setor deles e que esperamos que nosso status como um parceiro valioso do Acordo de Livre Comércio seja respeitado”, disse o ministro do Comércio australiano, Don Farrell, à Reuters na quinta-feira, classificando a decisão da China como “decepcionante”.

O governo australiano e a indústria da carne bovina estavam trabalhando em estreita colaboração para determinar todas as implicações da medida, disse a ministra da Agricultura, Julie Collins, em resposta por e-mail à Reuters.

Escassez de carne bovina

A medida da China surge em um momento em que a escassez global de carne bovina eleva os preços em muitas partes do mundo, inclusive a níveis recordes nos EUA.

Em resposta ao anúncio de Pequim, Mark Thomas, presidente da Western Beef Association na Austrália, disse: “Há muitos outros países que comprarão nosso produto.”

Luis Rua, secretário do Ministério da Agricultura do Brasil, afirmou que não há motivo para pânico, dizendo à Reuters que o governo pode negociar medidas compensatórias com a China para atenuar o impacto das novas tarifas.

Em entrevista por telefone, Rua também mencionou a capacidade do Brasil de redirecionar as exportações de carne bovina para outros países.

Por outro lado, grupos industriais brasileiros manifestaram preocupação.

Em 2025, as importações chinesas de carne bovina brasileira totalizaram aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, o equivalente a cerca de 48% do volume exportado pelo Brasil em geral, afirmou a Abiec, associação que representa o setor de carne bovina, em comunicado.

“Diante desse cenário, ajustes serão necessários em toda a cadeia de suprimentos, da produção à exportação, para evitar impactos mais amplos”, observou Abiec.

Outro importante grupo de lobby da carne bovina brasileira, o Abrafrigo, afirmou que o impacto potencial das medidas de salvaguarda da China pode significar uma perda de até US$ 3 bilhões em receita de exportação para o Brasil em 2026.

A Abrafrigo afirmou que, neste ano, a receita total das exportações de carne bovina do Brasil está estimada em US$ 18 bilhões.

Proteção Doméstica

A China fez o anúncio após duas prorrogações de sua investigação sobre a importação de carne bovina, que, segundo autoridades, não tem como alvo nenhum país em particular.

As tarifas ajudarão a conter o declínio no rebanho bovino da China e darão tempo para que as empresas nacionais de carne bovina façam ajustes e melhorias, disse Zengyong Zhu, pesquisador do Instituto de Ciência Animal da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas.

Pequim intensificou o apoio político ao setor de carne bovina este ano e afirmou, no final de novembro, que a pecuária tem sido lucrativa por sete meses consecutivos.

Reportagem de Liz Lee, Shi Bu, Daphne Zhang e Ella Cao; reportagem adicional de Helen Clark em Perth e Christine Chen em Sydney, Gabriel Araujo e Ana Mano em São Paulo e Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro. Edição de Tony Munroe, Gareth Jones e Jan Harvey.


Fonte: Reuters

Traição acadêmica, explorando o absurdo: os melhores ensaios pessoais da Science em 2025

Ilustração de pessoas ao redor de computadores de diferentes tamanhos.

Robert Neubecker 

Por Katie Langin para “Science”

“Sou um pesquisador financiado pelo NIH, afogado em incertezas.”

Esse foi o título de um impactante ensaio que publicamos em fevereiro, algumas semanas depois do início do segundo mandato do presidente dos EUA, Donald Trump. O ensaio foi escrito por uma professora em início de carreira que compartilhou a dificuldade de observar as mudanças que estavam ocorrendo nos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), sem saber como elas afetariam seu laboratório, suas pesquisas e sua carreira. “Será que meus pedidos de financiamento serão avaliados algum dia? O que poderei pesquisar?”, questionou ela.

Ao longo do ano, publicamos outros ensaios angustiantes de pesquisadores que enfrentavam as mudanças no cenário político e de financiamento dos EUA, bem como questões que podem ser aplicadas independentemente do tempo ou lugar — incluindo ensaios que exploraram as vantagens de ser você mesmo no trabalho, as semelhanças entre andar de bicicleta e a pós-graduação e a desvantagem de se concentrar demais no prestígio.

Todos os artigos foram publicados como parte da série Working Life da revista Science , que explora as principais lições aprendidas por cientistas ao longo de suas carreiras. Aqui estão, em ordem cronológica, os ensaios mais lidos da série Working Life do ano.

Como encontrei satisfação profissional ao ajustar minha definição de sucesso

Como professor em uma universidade focada no ensino, Salahuddin Mohammed percebeu que o sucesso não se resume apenas a publicações de alto impacto ou bolsas de pesquisa prestigiosas.

Sou um pesquisador financiado pelo NIH, afogado em incertezas

Violeta J. Rodriguez escreveu que continuaria “fazendo o que pudesse para levar minha pesquisa adiante. Mas eu, e muitos outros, não podemos fazer isso indefinidamente.”

A ciência costumava ser meu refúgio. Mas quando entrei em depressão, abandonei meu doutorado

Em meio a desafios significativos de saúde mental, Eric Martiné escreve que “fracassar na vida acadêmica foi o maior alívio que já experimentei”.

Após ser demitida do cargo de pós-doutoranda, recorri a um trabalho paralelo e encontrei uma nova carreira

Para complementar seu salário de pós-doutorado, Gertrude Nonterah começou a escrever como freelancer. Isso se tornou sua tábua de salvação.

Eu achava que a síndrome do impostor era a causa das minhas dificuldades no doutorado. Estava enganada

Quando Andrea Lius descobriu sua verdadeira paixão, finalmente entendeu por que se sentia como um peixe fora d’água no mundo acadêmico.

Minha oferta de emprego acadêmico foi rescindida. Vou continuar tentando, mas os pesquisadores americanos estão ficando sem opções

Apesar de um futuro incerto, a pós-doutoranda Na Zhao planeja “continuar fazendo a ciência que amo enquanto ainda tiver um espaço para trabalhar”.

Como um doutorado se compara a andar de bicicleta

Ehsan Hamzehpoor teve dificuldades na pós-graduação até que a encarou como um período de aprendizado.

Como uma traição acadêmica me levou a mudar minhas práticas de autoria

“Cada conjunto de dados limpo, script depurado e figura refinada merece reconhecimento”, argumentou o pós-doutorando Hari Ram CR Nair.

Como confrontei meu crescente cinismo em relação ao meio acadêmico — e reacendei meu senso de propósito

O professor Easton R. White ingressou na vida acadêmica com esperança e otimismo, mas esses sentimentos se dissiparam com o tempo.

Eu pensava que a ciência dependia do prestígio. Mudar-me para o exterior fez-me reavaliar as minhas prioridades

Após se mudar para a Dinamarca, o estudante de doutorado Henry C. Henson se apaixonou por uma sociedade igualitária que valoriza o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.


Fonte: Science