Arquipélago de Fernando de Noronha: Bela Paisagem ou Cenário para Perfuração de Petróleo? Foto: Depositphotos/imago
Por Niklas Frazen para o “Taz”
O governo brasileiro está promovendo massivamente o uso de combustíveis fósseis: na terça-feira, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) lançou um leilão de 172 novas áreas de exploração. As áreas de produção oferecidas cobrem cerca de 145.000 quilômetros quadrados – uma área maior do que a da Bélgica, Holanda e Luxemburgo juntas.
A ONG ambiental Arayara tentou evitar isso com ações judiciais. Sem sucesso: Na terça-feira, 34 blocos de licenças de petróleo foram licitantes, para os quais fluiu o equivalente a cerca de 178 milhões de euros. Além daPetrobras, as empresas norte-americanas Chevron e ExxonMobil, bem como a gigante petrolífera chinesa CNPC, garantiram contratos.
Lula justifica novas perfurações de petróleo como estratégicas para garantir o financiamento da transição energética
Enquanto isso, o Brasil se prepara a todo vapor para sediar a próxima Conferência Mundial do Clima COP30. Isso acontecerá em novembro na metrópole amazônica de Belém. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, portanto, quer ser percebido internacionalmente como um aluno modelo ecológico – mas ainda é a favor de novas perfurações de petróleo. Estes são necessários para financiar a transição energética no estado.
Ainda durante seus primeiros mandatos, ele se concentrou na implementação de grandes projetos, inclusive na Amazônia. Por isso, ele atraiu muito descontentamento de ambientalistas e representantes indígenas.
A secretária-geral da ANP, Patricia Baran, ficou satisfeita com o leilão. Isso mostra “a confiança dos investidores no potencial exploratório do Brasil”. O ministro da Energia, Alexandre Silveira, também falou de uma oportunidade de desenvolvimento regional, geração de empregos e redução das desigualdades. As críticas vêm de representantes indígenas. Alguns organizaram uma manifestação em frente ao hotel no Rio de Janeiro, onde ocorreu o leilão. Eles chamaram isso de “leilão do dia do juízo final”.
ONGs criticam
Klara Butz, da ONG alemã Urgewald, organização parceira da Arayara, disse ao taz: “O leilão é mais uma prova de quão voluntariamente as grandes empresas de petróleo e gás jogam toda a decência e responsabilidade ao mar em prol de seu lucro”.
O que é particularmente problemático é que vários blocos de produção offshore estão localizados na foz do Amazonas e também há um bloco terrestre no interior da Amazônia. Essas áreas estão localizadas em áreas ecologicamente extremamente sensíveis, próximas a regiões indígenas.
Além da expansão planejada da produção de petróleo, dois projetos de lei estão causando alvoroço entre os ambientalistas. Ambos já foram aprovados pelo Senado e devem ir à Câmara dos Deputados para votação em breve. Uma delas é padronizar e simplificar os procedimentos de aprovação de projetos agrícolas de pequena e média dimensão em todo o país e acelerar as aprovações de projetos.
A iniciativa vem da caneta de membros do parlamento que estão próximos do lobby agrícola e têm muita influência no parlamento. A atual “selva” de cerca de 27.000 regulamentos individuais deve ser eliminada, diz-se. Por exemplo, licenças especiais devem ser possíveis com etapas mais curtas.
Os críticos temem que isso possa abrir as portas para projetos prejudiciais ao meio ambiente na região amazônica. “É um passe livre para abusos”, critica Julia Büsser, gerente de programa para a Amazônia da Sociedade para Povos Ameaçados (STP) Suíça. “A política atual questiona completamente as ambições do Brasil de sediar a cúpula do clima COP30.”
Um segundo projeto de lei poderia anular o reconhecimento de duas áreas indígenas protegidas e enfraquecer severamente o processo constitucionalmente garantido para demarcações de terras. Grupos ambientalistas planejam apelar para o Supremo Tribunal Federal se aprovado.
Desde os primórdios, quando os ajuntamentos de pessoas começaram a disputar territórios e recursos entre si, tão importante quanto o esforço militar de cada parte, era o controle da narrativa. Se a História é a tradução da versão dos vencedores, definir quem, e como se conta essa história é crucial. Desde os papiros até os meios digitais muita confusão e distração foram produzidas, confundindo não só o senso comum, mas também acadêmicos e pessoas dotadas de acesso às informações mais, digamos, qualificadas.
A esquerda brasileira, por exemplo, está tão perdida quanto cego em tiroteio. A mídia brasileira é um caso à parte, com raríssimas e honrosas exceções. Ela não está perdida, ela está na coleira. Jornalistas brasileiros, na maioria, não pensam por si, só reproduzem o conteúdo que vem da matriz, os EUA. É um trabalho constante de sustentação de um pensamento hegemônico global, sem qualquer compromisso com verdade factual, ou intenção de pensar “fora da caixa”.
Assim, em um estranho universo, mídia e esquerda se juntam, cada qual por uma razão distinta, a primeira por burrice, a segunda por má fé, e apresentam visões muito ruins sobre o tabuleiro geopolítico, e claro, sobre os conflitos que envolvem Israel.
Sim, eu sei. Ideologicamente há argumentos para odiar Israel, desde a ideia esdrúxula de sua existência, a partir de 1948, sua posição agressiva a partir de então, e culminando com os episódios recentes, o holocausto palestino e a guerra com o Irã. Eu já disse isso aqui antes.
Uma coisa é uma posição política e afetiva a favor dos mais fracos. Outra é desconhecer a História. Apesar de serem os únicos que confrontam o império estadunidense, e terem sido alvo de agressões por muito tempo, passando pelas Cruzadas e outros embates, as sociedades islâmicas são teocráticas, ultra conservadoras e com hierarquia de classes rígidas. Não são um paraíso socialista.
Lá nos idos do início do capitalismo, e nos períodos anteriores de acumulação primitiva, o Islã reunia condições tecnológicas e científicas muito mais avançadas, e dominavam rotas de comércio cruciais (uma cena ilustrativa é o Saladin oferecendo gelo no deserto para os prisioneiros cruzados, no filme Cruzadas). Foram massacrados em um momento que a História e seus desígnios decidiu quem ia dar o salto Paes uma sociedade de produção capitalista, ou não. Se não fosse por esse motivo, o mundo ocidental não existiria como conhecemos, e talvez Hollywood fosse Meca. Por isso foram massacrados, embora a justificativa tenha sido a fé.
Então é, no mínimo, contraditório, a esquerda desconhecer que combater o autoritarismo israelense não faz sentido, se a escolha for autoritarismo islâmico, que são regimes que praticam o modo de produção capitalista, mais atrasados pelas razões já expostas aí em cima.
Por outro lado, a mídia nacional (sucursal da Casa Branca), bate tambor por Israel, e vende o conto do mocinho contra o bandido, reduzindo a questão a uma luta entre o mundo (ocidental) “esclarecido” e os “bárbaros” do Islã, requentando ódios medievais misturados com ressaca da guerra fria. Não, não se luta por democracia ou por valores universais no oriente médio, a disputa ali é por grana. Aliás, no mundo todo. No entanto, não é só isso.
O que está em colisão são três grandes modelos autoritários, que se colocam em blocos: O complexo sino-indo-russo e associados, aqui juntos o Irã e facções do mundo árabe, e do outro, EUA, Europa, e associados, incluindo Israel e partes do mundo árabe. A América Latina parece hesitar, mas não vai resistir muito, e deve aderir, a um ou outro bloco, no todo ou dividida. Essa parte Sul do mapa talvez seja o local de alternativas genuínas, todas abortadas, é claro, pelo esforço EUA-Europa.
O sucesso chinês e, de certa forma, os relativos sucessos russo e indiano estabeleceram um padrão a ser perseguido pelas potências ocidentais decadentes, que se ressentem do fardo “democrático”, ou seja, da impossibilidade de fazer o capitalismo sem amarras ambientais, eleitorais e de regulamentação, melhor dizendo, impondo rígidas regras para retirar “obstáculos sociais” do caminho, com planejamento verticalizado ao máximo. Se antes chineses eram conhecidos pelas cópias, hoje é o “mundo livre” que deseja o padrão chinês de gestão política do capitalismo.
Diferente da Segunda Guerra, nos dias atuais não há oposição de um suposto bloco “democrático” contra um eixo totalitário. A contenda é para saber quem será o mais autocrático. Esqueça a “vocação humanista europeia”. Essa farsa acabou na tentativa de insuflar a Ucrânia contra a Rússia (outra historinha da mídia nacional).
Mesmo desse jeito, pensando de forma pragmática, o fato é que torcer pelo Irã exige o desprendimento, em outras palavras, vontade de andar a pé e deixar uma pauta de produtos (derivados de petróleo, ou quase tudo) fora de nossa vida ocidental. É Israel que, como preposto militar dos EUA e da Europa, mantém o preço do petróleo em um patamar que nos permite viver. Dura verdade, mas é a verdade.
O Irã é um regime que existe como oposição aos EUA, mas não significa que isso nos favoreça. Talvez aqui e ali, mas não se pode confundir o regime iraniano com aquele que foi derrubado pelos EUA, em 1953, quando o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh prometeu estatizar o petróleo. Naquela época o Irã era um país secular (religião separada do Estado), que foi transformado em uma brutal ditadura pela CIA.
Na década de 1970, os aiatolás mobilizaram a resistência e o ódio, fermentando esse movimento com fanatismo religioso, e o resto todo mundo sabe. O Irã é uma analogia da nossa extrema-direita por aqui, que mistura religião, repressão de costumes, e hierarquias políticas.
Engraçado é também assistir os ultra direitistas atacando o Irã e a Palestina, quando nesses locais estão instalados regimes que esses contingentes políticos nacionais desejam instalar no Brasil Religiosos, autocráticos e ultra capitalistas.
A geopolítica, às vezes, exige deslocamentos e alinhamentos temporários, demanda sopesarmos qual é mal menor, e o que é ou não possível para alcançar um objetivo estratégico. Acima de tudo, requer bom senso. Eu leio muita gente boa por aí babando russos e chineses, imaginando um mundo cor de rosa pós EUA.
Não creio que a solução para a esquerda e para o Brasil seja mudar de dono. Ao mesmo tempo, a aversão que a extrema-direita brasileira tem pelo Islã e China, ou o amor incondicional ao EUA não se justificam.
Ao longo de minha carreira policial, em sua maior parte dedicada à investigação, aprendi alguns truques, que somaram um pouco na tarefa de observar pessoas e fatos. Alguns cientistas políticos, sociais e especialistas em marketing conhecem a esperteza, que também é recorrente em alguns depoimentos de investigados. A pessoa conta uma versão do fato, adiciona detalhes e circunstâncias reais, para omitir a verdade no principal. O objetivo, por óbvio, é confundir a percepção do interlocutor, e fazer prevalecer a fraude.
Na mais nova disputa política entre as forças antagônicas do cenário, os Bacellar e os Garotinho, tudo parece o de sempre. Uma briga mesquinha e inútil. Bem, você pode concordar ou não com essa tese. Eu não concordo.
Primeiro, é preciso acabar com essa história de desqualificar a disputa política, por mais chata e repetitiva que ela pareça. A alternativa para a solução de conflitos, quando não é política, é a violência. Ninguém deseja um faroeste cabrunco por votos. Agora, se vamos discutir os objetivos de cada grupo, seus feitos e desfeitos, erros e acertos, isso é outra coisa, e os militantes dos dois grupos DEVEM se dedicar a essa tarefa, e no fim, o eleitor deve decidir. A desqualificação da disputa política serve para jogar todos em uma vala comum, e para igualar atos e consequências dos dois lados, como se todos agissem da mesma maneira. Não. Não agem.
Mais uma vez, goste o leitor ou não de Wladimir Garotinho, colocar o gesto dele, de gravar um vídeo onde expressa que não apoiará o conterrâneo na corrida estadual ao governo do Estado, nunca pode ser comparado com as deliberadas retenções de verbas da saúde, a paralisação de obras em estradas, sobrecarregando a cidade de carretas de 50, 60 toneladas, ou enfim, a interrupção de obras em bairros, deixados como se tivessem sido atingidos por um bombardeio.
Desconsiderar que só restou ao prefeito local a manifestação de sua rejeição ao deputado candidato, e que essa atitude não poderá nunca ser igualada a sonegação de recursos, que servem para atendimentos médicos, cuja ausência pode matar pessoas, é ou má fé ou burrice. Seja lá o que for, o resultado é o mesmo.
De mais de 200 milhões para zero, ou a depender de quem conta, para 14 milhões é um acinte. Tanto que a Justiça decidiu bloquear e transferir 9 milhões para o município desde a conta do Estado. Ou seja, se não houvesse sentido ou verdade na reclamação do prefeito, a Justiça negaria seu pleito. Principalmente, porque a lógica ensina que nenhum prefeito do mundo reclamaria ou abriria confronto com alguém que lhe concedesse recursos.
Quem acompanha a cena recente já ouviu vários agradecimentos do prefeito local ao governador. Sim, mas gratidão não é rendição incondicional, ou submissão. Ensinam os protocolos da boa política que apoio não se consegue por chantagem. Enfim, o que temos é, um candidato a governador, que deve suceder o atual, pós renúncia, pretendente a reeleição que detém e retém recursos que não são favores a cidade de Campos dos Goytacazes, e que são devidos por serviços de saúde prestados em auxílio a diversos municípios vizinhos.
No outro canto, um prefeito e seu discurso, que não bloqueia estrada, não esburaca o bairro, nem deixa paciente sem atendimento. É de bom tom separar e dar a cada um a responsabilidade que cada um tem, caso contrário, estaremos contando meias verdades.
Um dia após a realização do “Leilão do Juízo Final” promovido pelo governo Lula, servidores públicos do Pará ocuparam as ruas de Belém para lutar contra o esbulho de seus direitos pelo governo de Helder Barbalho e protestar contra a realização da COP30 (veja vídeo abaixo).
O fato é que o fracasso do leilão não foi completo porque justamente os blocos da Foz do Amazonas foram arrematados, o que colocará em risco os modos de vida de povos indígenas, caboclos, ribeirinhos e marajoaras.
Assim, é que a luta dos servidores públicos do Pará acaba sendo uma síntese do enfrentamento social contra um modelo de desenvolvimento que isola, agride e renega até o direito dos atingidos de terem suas vozes ouvidos. Nesse sentido, a luta dos servidores é uma bela demonstração de que não se pode ficar de mãos cruzadas e que a mobilização deve ser, mais do que nunca, nas ruas e avenidas das cidades brasileiras.
INDIANOLA, Iowa – Seis meses atrás, Alex Hammer foi diagnosticado com câncer de cólon aos 37 anos. Dianne Chambers passou por cirurgia, quimioterapia e dezenas de rodadas de radiação para combater um câncer de mama agressivo, e Janan Haugen passa a maior parte dos dias ajudando a cuidar de seu neto de 16 anos, que ainda está em tratamento para um câncer no cérebro que desenvolveu aos 7 anos.
Os três estavam entre um grupo de cerca de duas dúzias de pessoas que se reuniram na semana passada em Indianola, Iowa, para compartilhar suas experiências com o aumento das taxas de câncer que assolam o estado. O evento na cidade de cerca de 16.000 habitantes foi a primeira de 16 sessões de “escuta” programadas em Iowa como parte de um novo projeto de pesquisa que visa investigar possíveis causas ambientais para o que alguns chamam de“crise” do câncer.
Como um importante estado agrícola dos EUA, Iowa é conhecido há muito tempo pelas hastes verdes e frondosas de milho que se estendem aparentemente sem fim no horizonte. Com quase 87.000 propriedades agrícolas, o estado ocupa o primeiro lugar não apenas na produção de milho, mas também na produção de carne suína e ovos, e está entre os cinco principais estados no cultivo de soja e na criação de gado.
Mas o estado também ocupa uma posição mais sombria e ameaçadora: nos últimos anos, Iowa teve a segunda maior taxa de câncer do país e é apenas um dos dois estados americanos onde a incidência de câncer está aumentando. A leucemia, assim como os cânceres de pâncreas, mama, estômago, rim, tireoide e útero, estão entre os diferentes tipos de câncer em ascensão no estado, de acordo como Instituto Nacional do Câncer.
“As pessoas nas comunidades rurais estão adoecendo. O câncer está em toda parte”, disse Kerri Johannsen, diretora sênior de políticas do Conselho Ambiental de Iowa (IEC). Johannsen cresceu em uma fazenda familiar no nordeste do estado, onde seu irmão e seus pais cultivam milho e soja e criam gado.
“Todas as pessoas com quem converso conhecem alguém que teve um diagnóstico de câncer [recentemente]”, disse ela. “É uma repetição constante. É assustador.”
As altas taxas de câncer são o motor por trás de uma nova iniciativa para estudar a “relação entre fatores de risco ambientais e taxas de câncer”, liderada pelo IEC e peloInstituto Harkinda Universidade Drake.
Entre os principais culpados da iniciativa estão os produtos químicos que fluem da vasta extensão de terras agrícolas de Iowa.
“Aprimorando” a agricultura
Kentucky, o único estado com incidência de câncer maior que Iowa, historicamente também ficou em primeiro lugarno tabagismo adulto , o que é considerado um fator importante nas altas taxas de câncer do estado.
Em Iowa, a busca por uma causa tem sido menos clara. No ano passado, um relatório estadual citou o consumo de álcoolcomo um fator-chave. Níveis acima da média de radônio, um gás incolor e natural conhecido por causar câncer, tambémsão preocupantes.
Mas muitos culpam os inseticidas, herbicidas e outros pesticidas amplamente utilizados em fazendas, bem como o problema persistente do estado com altos níveis de nitratos perigosos que são levados das plantações para o abastecimento de água do estado. Dos 35,7 milhões de acres de terra do estado, aproximadamente31 milhões são dedicados à agricultura .
Muitos dos pesticidas usados rotineiramente estão associados a uma série de doenças, incluindo o popular herbicida glifosato,classificado comoprovável carcinógeno humano por especialistas em câncer da Organização Mundial da Saúde. Os nitratos também estãoassociados ao câncer, principalmente quando consumidos na água potável ou em outras fontes alimentares.
Fertilizantes agrícolas e esterco de operações pecuárias em larga escala sãofontes importantes de nitratos, que são conhecidos por contaminar águas superficiais e subterrâneas.
Além de analisar pesticidas e nitratos, a pesquisa também analisará as ligações do câncer com substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS).
Os PFAS são amplamente disseminados globalmente, e uma preocupação crescente tem sido a contaminação por PFAS do lodo de esgoto espalhado em campos agrícolas como fertilizante. No início deste ano, a Agência de Proteção Ambiental (EPA)alertou sobre os elevados riscos de câncerrelacionados a esse fertilizante agrícola contaminado.
O trabalho também incluirá uma análise mais aprofundada dos altos níveis de radônio no estado como uma das principais causas de câncer, disse Elise Pohl, ex-consultora de saúde comunitária do Departamento de Saúde de Iowa e pesquisadora principal do projeto.
“Queremos muito descobrir por que esses cânceres estão aumentando”, disse Pohl. “Estamos nos concentrando na parte agrícola.”
Dianne Chambers, de Lacona, Iowa, passou por várias rodadas de tratamento contra câncer de mama. (Foto de Dianne Chambers.)
“Elefante na sala”
O foco na agricultura é controverso, de acordo com Adam Shriver, diretor de bem-estar e nutrição do Instituto Harkin, que está ajudando a liderar a iniciativa.
A agricultura contribui com cerca de US$ 159,5 bilhões para a economia do estado – cerca de um terço da produção econômica total de Iowa, segundoo Iowa Farm Bureau. E a influência do setor é poderosa, segundo Shriver.
Há muita pressão por parte de líderes estaduais, bem como de círculos de pesquisa, para que não se culpe a agricultura. Mas, cada vez mais, os moradores expressam medo de que a indústria que sustenta a economia de Iowa também possa estar os matando, disse ele.
“Na mente da maioria das pessoas, você foge para o campo em busca de uma vida saudável e limpa, e ainda assim… o problema é que temos praticado agricultura industrial e tivemos um governo que foi subserviente à grande agricultura, e eles foram autorizados a fazer o que quisessem”, disse Shriver.
O diretor de políticas do Sindicato dos Agricultores de Iowa, Tommy Hextel, disse que muitos agricultores estão preocupados com os impactos à saúde causados pelo uso de pesticidas, mas relutam em se manifestar demais.
“Temos muitos agricultores convencionais preocupados com isso”, disse Hextel. “Eles estão preocupados com a possibilidade de câncer em suas famílias. Mas não querem se manifestar abertamente sobre uma indústria que lhes fornece ferramentas essenciais.”
Várias organizações agrícolas foram questionadas sobre suas opiniões sobre o novo estudo e os temores de ligações entre agricultura e câncer, mas apenas uma, a Iowa Corn Growers Association, respondeu.
“Estamos interessados em analisar todas as causas potenciais do câncer”, disse Rodney Williamson, vice-presidente de pesquisa e sustentabilidade da associação. Ele citou tabagismo, radônio, obesidade, camas de bronzeamento artificial e álcool como outras causas potenciais a serem consideradas. “Deveríamos analisar todas elas.”
Ele disse que, quando se trata de pesticidas, a associação incentiva os agricultores a seguirem as recomendações da EPA , que faz uma “revisão extensa” dos pesticidas para verificar sua potencial carcinogenicidade, e a garantir que os apliquem de forma adequada.
Imaginando e se preocupando
Na sessão de escuta da semana passada em Indianola, o moderador pediu aos participantes que levantassem a mão caso tivessem passado por uma experiência de câncer pessoalmente ou por meio de alguém próximo. Todos levantaram a mão.
Ao compartilhar sua história com o grupo, Hammer, agora com 38 anos, disse que seu diagnóstico de câncer de cólon o surpreendeu. Ele era um corredor de longa distância saudável, sem marcadores genéticos para a doença. Após uma cirurgia extensa, o câncer agora parece curado, disse ele. Ele se pergunta se o câncer pode estar ligado à sua infância em escolas cercadas por plantações de milho.
Haugen, cujo neto sofre de câncer no cérebro, compareceu à sessão com o marido. Ela ajuda a mãe do menino e outros parentes a transportá-lo para os tratamentos que até agora incluíram múltiplas cirurgias cerebrais e quimioterapia extensiva. Ela disse que a doença que quase matou o menino parece comum demais para sua pequena cidade.
“Há várias crianças aqui que têm câncer”, disse Haugen.
Chambers, que foi diagnosticada com câncer de mama aos 50 anos, mora a cerca de 32 quilômetros ao sul de Indianola, onde ela e o marido cultivam cerca de 400 hectares. Ela disse que muitas outras pessoas em sua região também sofreram de câncer e, embora não saiba a causa da doença, que agora está controlada, ela se mantém longe de produtos químicos agrícolas.
“Se eu acho que são produtos químicos? Se eu me preocupo com a água?”, ela perguntou retoricamente. “Se eu me preocupo.”
Financiada por doações de indivíduos e fundações, a equipe de pesquisa planeja produzir um relatório baseado em uma ampla revisão de anos de estudos científicos publicados, bem como nas informações anedóticas coletadas nas sessões de escuta. Os pesquisadores esperam divulgar algumas descobertas iniciais ainda este ano.
O Dr. Richard Deming, médico oncologista em Iowa há 36 anos, disse que doou fundos pessoais para o projeto porque acredita que mais pesquisas independentes são necessárias para embasar políticas que possam ajudar a reduzir as taxas de câncer.
“Não estamos tentando prejudicar nenhum setor”, disse ele. “Mas muitas pessoas agora estão coçando a cabeça e se perguntando o que podemos fazer para determinar melhor as incidências e, em seguida, como podemos mitigá-las. Como médico oncologista que cuida de pacientes, tenho a oportunidade de tentar ajudar um paciente de cada vez. Mas se você puder prevenir cânceres, poderá fazer uma diferença maior do que tratar cada câncer que chega ao seu consultório.”
Uma investigação da Unearthed e da Greenpeace África encontrou uma área de zona húmida protegida, limpa de vegetação e usada como depósito de têxteis
Por Lucy Jordan e Mike Anane para o “The Guardian”
Roupas descartadas por consumidores do Reino Unido e enviadas para Gana foram encontradas em um enorme depósito de lixo em áreas úmidas protegidas, segundo uma investigação.
Repórteres do Unearthed, trabalhando com o Greenpeace África, encontraram roupas da Next no lixão e em outros locais, além de itens da George no Asda e da Marks & Spencer encontrados nas proximidades.
Os lixões ficam em uma área úmida reconhecida internacionalmente, lar de três espécies de tartarugas marinhas. Os moradores locais reclamam que suas redes de pesca, cursos d’água e praias estão entupidos com roupas sintéticas de fast-fashion exportadas para Gana do Reino Unido e da Europa.
Em um terceiro depósito nas margens do rio que leva ao local de conservação, repórteres do Unearthed encontraram roupas da M&S, Zara, H&M e Primark.
As marcas de moda reconheceram que a indústria enfrenta desafios no processamento de resíduos têxteis. A M&S, a George e a Primark afirmaram ter implementado programas de coleta de resíduos para ajudar a resolver o problema. A H&M, a Zara e a George afirmaram que apoiariam uma estrutura de responsabilidade estendida do produtor (EPR) para responsabilizar as marcas pelo impacto do fim de vida útil de seus produtos.
A onda global de fast-fashion tomou conta da capital de Gana, Accra, com roupas emaranhadas cobrindo as praias da cidade e margeando os canais.
Resíduos têxteis na praia de Jamestown, em Acra. Fotografia: Misper Apawu/The Guardian
Novos lixões estão surgindo além das áreas urbanas e em áreas de conservação vitais para a vida selvagem, segundo a investigação. Repórteres também encontraram resíduos têxteis, incluindo etiquetas do Reino Unido, emaranhados na vegetação, semienterrados na areia e em lixo encontrado em um resort de praia onde um gerente disse que queimava pilhas de roupas toda semana.
No coração do comércio de roupas usadas de Gana está Kantamanto, um dos maiores mercados de roupas de segunda mão do mundo. Ele recebe mais de 1.000 toneladas de roupas por semana, mas um comerciante disse que a qualidade era pior do que antes. “Antigamente, tínhamos roupas boas para vender e sustentar nossas famílias, mas hoje em dia as roupas usadas que encontramos nos fardos não servem para revenda”, disse Mercy Asantewa. “Elas são malfeitas e já estão se desfazendo quando abrimos os fardos.”
Existe apenas um aterro sanitário projetado na região, e outro está em construção. O chefe do departamento de gestão de resíduos de Acra, Solomon Noi, calcula que 100 toneladas de roupas saem do mercado diariamente como lixo. A cidade consegue coletar e processar apenas 30 toneladas.
“As 70 toneladas restantes acabam em lixões, bueiros, lagoas, pântanos, mar e outros locais ambientalmente sensíveis”, disse ele.
Os consumidores do Reino Unido descartam cerca de 1,5 milhão de toneladas de têxteis usados todos os anos. Muitos não são reciclados. Cerca de 730.000 toneladas por ano são incineradas ou vão para aterros sanitários. Das 650.000 toneladas enviadas para reutilização e reciclagem, 420.000 – mais de dois terços – são exportadas. Gana recebe mais do que qualquer outro país.
Um grupo de comerciantes ganeses visitou Bruxelasem 2023 e defendeu que a UE deveria introduzir uma legislação de EPR para responsabilizar as empresas de moda pelo impacto no fim da vida útil de seus produtos. A Associação de Recicladores Têxteis do Reino Unido solicitou ao governo que considerasse algo semelhante.
O delta do Densu,em Gana, foi designado como sítio de importância internacional pela Convenção Intergovernamental de Ramsar sobre Zonas Úmidas. Tartarugas-de-couro e tartarugas-verdes, ameaçadas de extinção, depositam seus ovos ali, e as planícies de lama também abrigam as raras andorinhas-do-mar-rosadas, que migram do Reino Unido, e os maçaricos-de-bico-fino.
Um homem separa fardos de roupas de segunda mão no mercado de Kantamanto. Fotografia: Misper Apawu/The Guardian
Repórteres do Unearthed encontraram dois lixões abertos recentemente na área protegida do pântano e um terceiro lixão rio acima, nas margens do Densu.
Aterros sanitários adequadamente projetados incluem um fundo revestido, um sistema de coleta e tratamento de chorume, monitoramento de águas subterrâneas, extração de gás e um sistema de cobertura. Imagens de drones do lixão de Akkaway, o local mais novo, mostram uma grande área de pântanos onde a vegetação foi removida. Pilhas de resíduos repousam sobre terra nua, próximas a lagoas e córregos, sem revestimento ou outros sistemas visíveis de mitigação da poluição.
Um funcionário do governo local, a assembleia municipal de Weija Gbawe, disse a um repórter que era responsável pelo lixão de Akkaway e supervisionava as obras no local. A construção de um novo lixão em áreas úmidas protegidas, no entanto, parece violar a política ambiental e as diretrizes de aterros sanitários de Gana, bem como as obrigações do país sob a Convenção de Ramsar.
A assembleia não respondeu a um pedido formal de comentário.
Um depósito de roupas usadas em Acra. Fotografia: Muntaka Chasant/Rex/Shutterstock
Pessoas que dependem das zonas úmidas para seu sustento disseram estar preocupadas com o impacto da poluição. Seth Tetteh, de 31 anos, mora perto do delta há sete anos. “Só há três anos é que começaram a despejar a borla [o lixo] rio acima. Então, quando você começa a pescar e lança a rede, ela traz peixes, roupas e outras coisas, então os pescadores acham isso muito tedioso”, disse ele.
“Antes, você podia beber [a água do rio]. Mas agora, quando você vai, não pode mais beber. A água está um pouco preta.”
Moradores próximos ao lixão a montante, chamado Weija Ashbread, disseram a repórteres que, antes da existência do local, a área era predominantemente selvagem. Havia “jacarés, gatos-do-mato… todos os tipos de pássaros e coelhos também”, disse Ibrahim Sadiq, 19 anos, um estudante que mora nas proximidades. Agora, quando chove, “há tantos mosquitos e o cheiro é muito ruim”.
Praia de Jamestown em Acra. Fotografia: Misper Apawu/AP
Um porta-voz da M&S disse que a empresa não enviou excesso de roupas para nenhum outro país ou aterro, mas ofereceu aos clientes
“opções para dar outra vida às suas roupas com nosso serviço de reparo lançado recentemente pela Sojo e com nossos programas de reciclagem de coleta na loja com parceiros como a Oxfam para roupas e a Handle para produtos de beleza, como parte do nosso plano A para reduzir nosso impacto no planeta”.
Um porta-voz da George, marca de roupas da Asda, disse que não houve aumento no volume de tecidos produzidos ou no número de temporadas de moda anuais lançadas nos últimos 10 anos, e que eles tinham mais de 800 bancos de reciclagem e um programa de coleta de produtos.
“Temos uma política de desperdício zero, que se aplica a todos os nossos negócios”, disse o porta-voz. “Apoiaríamos a exploração de um EPR têxtil, desde que as taxas geradas sejam usadas para melhorar a infraestrutura de reciclagem no Reino Unido.”
Uma comunidade pesqueira costeira em Acra inundada por resíduos têxteis. Fotografia: Muntaka Chasant/Rex/Shutterstock
Um comunicado da Primark afirmou: “Não autorizamos o envio de nenhuma das roupas coletadas por meio do nosso programa de coleta de têxteis para clientes, nem de nenhum de nossos estoques não vendidos para Gana ou qualquer outro lugar na África… Sabemos que nenhuma empresa consegue resolver o problema dos resíduos têxteis sozinha. O verdadeiro progresso só virá se a indústria se unir.”
A H&M reconheceu que o setor enfrenta desafios como a falta de soluções para o fim de vida útil e de soluções de reciclagem totalmente dimensionadas para têxteis descartados. Um porta-voz afirmou: “Embora este seja um desafio para toda a indústria, reconhecemos nosso papel em contribuir para o problema, principalmente quando nossos produtos chegam a mercados com infraestruturas de gestão de resíduos ou reciclagem inadequadas ou inexistentes.”
Um porta-voz da Inditex, empresa controladora da Zara, afirmou que a Zara apoiaria uma política de EPR imposta pelo governo: “Acreditamos que avançar em direção a uma legislação comum nesta área estabelecerá uma estrutura unificada que estabelecerá as mesmas regras para todos os participantes. Entendemos que a coleta seletiva de resíduos têxteis é a base de um modelo circular. É por isso que não apenas promovemos novas tecnologias de reciclagem têxtil, mas também desenvolvemos as capacidades necessárias para torná-las viáveis.”
A Next não respondeu a um pedido de comentário.
Reportagem adicional de Viola Wohlgemuth e Richa Syal
Da Amazônia à conferência do clima de Bonn, sociedade civil, povos indígenas e de comunidades tradicionais protestam contra o mega leilão de petróleo e gás
Lideranças indígenas protestam em frente ao Campo do Azulão, Silves, Amazônia / c: APIRA
17 de junho de 2025, GLOBAL — Enquanto alega liderança na agenda climática internacional naconferência do clima pré-COP30 em Bonn, na Alemanha, o governo brasileiro, por meio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizou o5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessões nesta terça-feira – um “mega leilão” de petróleo e gás de 172 blocos, incluindo 68 na Amazônia brasileira. O processo ocorreusem qualquer consulta ou consentimentoprévio, livre e informado das comunidades indígenas e tradicionaisda região, violando diretamente a Convenção 169 da OIT, da qual o Brasil é signatário.
No leilão, dos 47 blocos ofertados na Bacia da Foz do Amazonas, uma das áreas ambientalmente mais sensíveis do planeta, 19 foram concedidos para exploração de petróleo e gás. Foram leiloados 16.312 km² de áreas marinhas na Amazônia, distribuídos em quatro setores. Chevron e CNPC arremataram nove blocos, enquanto ExxonMobil e Petrobras ficaram com dez blocos, aprofundando a ofensiva das petroleiras sobre o bioma amazônico.
Esses blocos foram arrematados sem a realização de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS). Embora não seja condicionante, a ausência da avaliação foi apontada inúmeras vezes pelo IBAMA e o Ministério do Meio Ambiente como fator dificultador do licenciamento na região. O mapeamento detalhado de uma AAAS facilitaria tanto o trabalho do órgão ambiental como o do planejamento energético, já que apontaria áreas onde a atividade petrolífera deve ser evitada devido à sensibilidade ambiental.
O leilão tambémdescumpriu as recomendações do Ministério Público Federal (MPF), que há poucos dias entrou com uma liminar para suspender a oferta dos blocos, apontando graves falhas no processo, como ausência de estudos prévios adequados, consulta e risco de danos socioambientais irreversíveis. Além de desrespeitar os direitos dos povos e especialistas e ir na contramão do acordo global para transição dos combustíveis fósseis, o governo ignora os alertas da comunidade científica mundial, que é clara: não há espaço para novos projetos de combustíveis fósseis se quisermos evitar o colapso climático.
A decisão compromete a credibilidade do governo brasileiro, que nas arenas internacionais defende compromissos climáticos, mas segue expandindo a fronteira fóssil internamente, inclusive na Amazônia, região que abrigará a conferência climática mais importante do mundo este ano, a COP30. Povos originários, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil defendem que a transição energética justa deve priorizar áreas altamente biodiversas e sensíveis, como a Amazônia, e ser construída com um plano claro, que não dependa da expansão de petróleo e gás nem do financiamento de combustíveis fósseis.
Representantes da sociedade civil e lideranças ofereceram os seguintes comentários:
Cacique Jonas Mura, Silves, Amazonas:
“Se o grande criador deixou esse óleo com o gás nas profundezas, distante do nosso alcance, é porque não é coisa boa, é coisa que só traz destruição, poluição, pobreza, ganância, doenças e discórdias. Trazer essa massa podre e poluente das profundezas é trazer tudo que é ruim para os nossos territórios. Amazônia livre de petróleo e gás!
Gisela Hurtado, coordenadora de campanha pela Amazônia na Stand.earth:
“Neste momento em que o mundo se reúne em Bonn para avançar soluções climáticas e se prepara para a primeira COP na Amazônia, o governo brasileiro está leiloando a Amazônia para a indústria de combustíveis fósseis. Esse “Leilão da Morte” ameaça não apenas os territórios indígenas, mas o próprio sistema climático global. Ele desafia os princípios do Acordo de Paris e a ambição da COP30. Estamos aqui para dizer: não há justiça climática sem direitos indígenas, não há transição justa sem manter os combustíveis fósseis no solo e não há futuro sustentável se a Amazônia se tornar uma zona de sacrifício. O mundo deve exigir coerência — as palavras na COP devem corresponder às ações em casa.”
Ilan Zugman, diretor para a América Latina e o Caribe na350.org:
“O tempo dirá se o Brasil terá coragem política para alinhar discurso e prática e deixar um legado verdadeiro de liderança climática – Este leilão, no ano em que o Brasil sedia a COP30, marca um momento crítico em que o governo escancara as portas para a indústria fóssil em um dos biomas mais sensíveis do planeta. São 19 blocos sem consulta prévia às comunidades indígenas e tradicionais, violando direitos constitucionais e internacionais. Essa decisão contradiz as promessas de proteção ambiental feitas por um governo eleito com essa bandeira, e fragiliza a credibilidade do país no cenário global. Em vez de liderar uma transição energética justa, baseada no imenso potencial renovável do Brasil, o governo aposta num modelo fóssil ultrapassado que compromete o futuro, bloqueia o desenvolvimento sustentável e repete erros do passado.
Carolina Marçal, coordenadora de projetos do Instituto ClimaInfo: “Ao mesmo tempo em que cobra ação efetiva dos países ricos na transição energética, o Brasil deu hoje um péssimo sinal para quem se preocupa com a vida e o futuro nesse planeta. Ao leiloar 19 blocos na Foz do Amazonas, uma área ambientalmente sensível e crítica para o clima global, o país joga mais lenha na fogueira da crise climática. Não será com palavras bonitas e acordos vazios que iremos salvar o mundo do cataclisma de eventos extremos cada vez mais intensos. O Brasil tem tudo para liderar a transição justa e o petróleo certamente não faz parte do futuro em um mundo em chamas.
Mauricio Guetta, Diretor de Direito e Políticas Públicas da Avaaz:
“Com o mundo próximo de atingir 1.5 graus Celsius de aquecimento, a decisão de leiloar dezenas de blocos de petróleo em áreas essenciais para o equilíbrio ecológico e climático mundial coloca o Brasil na contramão dos esforços globais contra a emergência climática, minando sua liderança na COP 30. Os danos ao clima, à biodiversidade e aos povos indígenas e comunidades tradicionais serão irreversíveis.”
Em certame da ANP neste 17/6 foram arrematados 19 dos 47 blocos na Foz do Rio Amazonas, 11 na Bacia de Santos, 3 na de Pelotas e 1 em Pareci. Áreas próximas a Fernando de Noronha não tiveram procura
Manifestação contra o leilão reuniu indígenas, ambientalistas e trabalhadores no Rio. Foto: Instituto Arayara
Cida de Oliveira
O leilão do governo brasileiro que pretendia entregar 172 áreas para exploração de petróleo e gás nesta terça-feira (17) acabou relativamente frustrado. Embora dirigentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) tenham avaliado como “extremamente positivo”, o certame conseguiu entregar apenas 34 do total de blocos ofertados. A princípio, o objetivo era conceder os 332 blocos disponíveis. Mas só os 172 receberam propostas ou garantias de oferta e por isso foram incluídos no certame.
Os maiores compradores foram a Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC arremataram 19 dos 47 blocos ofertados na Bacia da Foz do Amazonas, com valor total deR$ 844 milhões. O evento do governo brasileiro, realizado a cinco meses do início da conferência do clima da ONU em Belém (COP30), leiloou também 11 blocos na bacia de Santos (SP), 3 na de Pelotas (RS) e uma na de Parecis, que fica em terra, em região se estende pelos estados de Rondônia ao Mato Grosso. E só não entregou blocos na bacia Potiguar, no litoral dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, porque não apareceram interessados.
O certame foi realizado em hotel na Barra da Tijuca, no Rio, sob protestos de ambientalistas, lideranças sindicais e indígenas dos povos Manoki e Paresi (MT), Kariri (PB), Tupi Guarani e Guarani Mbya (SP), Pankararé (BA) e Karao Jaguaribara (CE). Com faixas contra o chamado “Leilão do Juízo Final”, o grupo numeroso protestou contra a exploração de petróleo em territórios indígenas, sem a devida consulta livre, prévia e informada, conforme assegurado na convenção internacional 169, da OIT, assinada pelo Brasil.
Além dos movimentos, foram desprezados também os argumentos do Ministério Público Federal (MPF) no Pará, que pediu a suspensão do leilão ou a exclusão dos blocos da Foz do Amazonas. E ainda os alertas e apelos de entidades socioambientalistas do Brasil e do Exterior.
Foz do Amazonas
A área que atraiu mais interesse é a bacia da Foz do Rio Amazonas, na região amazônica, onde estão 230 territórios tradicionais e 28% de todas as terras indígenas do país, já sob pressão da cadeia do petróleo. Não à toa foi alvo de disputa inclusive no centro do governo. De um lado, o presidente Lula, que defendeu abertamente, em diversos eventos, a exploração principalmente nessas áreas em busca de desenvolvimento local e mais empregos. E de outro, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que defendeu que a decisão de exploração da foz do Amazonas cabe ao Ibama, órgão vinculado à pasta que comanda. Ela acabou voto vencido em meio à grande pressão pela abertura de poços de petróleo na região, que atende também a interesses políticos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Para o MPF, entre outros problemas estão a falta de estudos ambientais necessários e de consulta prévia a comunidades locais, comuns também aos povos indígenas com territórios na região abarcada pela bacia de Perecis, que teve um bloco arrematado.
Os argumentos do MPF inclui ainda a fragilidade da base legal referente ao aval governamental. Isso porque uma manifestação conjunta assinada pelos ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia sobre o tema expiram nesta quarta-feira (18). Este aspecto, aliás, é questionado também pelo Instituto Arayara, que ingressou com cinco ações civis em quatro estados contra o leilão, além de outras ações junto às comunidades atingidas.
Respiro para Fernando de Noronha e Atol das Rocas
A ANP conseguiu conceder 11 blocos da bacia de Santos (SP) e 3 de Pelotas (RS). E a exemplo do leilão de outubro de 2021, fracassou novamente ao não conseguir interessados em arrematar os da bacia Potiguar, no litoral entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Com isso, o arquipélago de Fernando de Noronha (PE) e o Atol das Rocas (RN), com suas riquezas de biodiversidade e importância ambiental reconhecidas internacionalmente, se livraram mais uma vez da ameaça e seguem protegidos dos impactos inerentes à atividade petrolífera.
O Leilão do Juízo Final ficou marcado também como um evento de implicações apocalípticas, sobretudo para as ambições do governo brasileiro de se consolidar como exemplo socioambiental para o planeta. E a busca pelo aumento da produção de petróleo expõe as contradições de um país que recentemente criou planos e legislações climáticas ambiciosas, visando afastar o Brasil dos combustíveis fósseis.
Além disso, coloca em xeque sua credibilidade internacional, como lembrou oInstituto Arayara. “A ausência de consulta às comunidades e o avanço sobre áreas sensíveis abrem caminho para judicialização e protestos globais”, afirmou a organização emdiagnóstico do risco socioambiental desse 5º Ciclo da Oferta Permanente da ANP. O documento, que conta com a participação de observatórios do setor de petróleo e gás, destaca a sobreposição de muitos blocos a áreas de altíssima sensibilidade ambiental e sociocultural, o que acende um alerta entre cientistas, ambientalistas e comunidades tradicionais.
Contra o Acordo de Paris
Já a organizaçãoWWFe o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) lembraram que essas novas licenças de exploração petrolífera, na prática, contrariam o Acordo de Paris, do qual o Brasil é signatário. O tratado estabelece metas globais para a redução das emissões de gases do efeito estufa e para limitar o aquecimento global a patamar abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais. Isso para conseguir limitar o aumento a 1.5°C.
Riscos e desastres ambientais são inerentes à extração petrolífera. Foto: Wikimedia Commons
Os riscos de vazamento e derramamento de petróleo devido à extração e o transporte ao longo da costa brasileira são questões também apontadas pelas organizações. Em especial na região da Foz do Rio Amazonas, onde estão ecossistemas marinhos ricos e vulneráveis, há graves impactos socioeconômicos às comunidades locais. Para completar, segundo as entidades, que revisaram pesquisas científicas sobre o tema, faltam no país ações de monitoramento e rastreamento de derramamento de óleo ao longo da costa. E as medidas nesse sentido, quando são tomadas, têm sido ineficazes nas áreas afetadas.
Além disso, as organizações chamam atenção para o aspecto econômico: a maioria dessas novas reservas deverá levar mais de uma década para entrar em operação comercial. Ou seja, começará a produzir após o pico da demanda por petróleo e gás, previsto para os próximos quatro anos, antes que comecem a decolar as políticas climáticas acordadas na COP28, sediada em Dubai, em 2023. Na ocasião os governos concordaram em triplicar a capacidade de energia renovável. E de dobrar a eficiência energética até 2030, para além da transição dos combustíveis fósseis nos sistemas de energia. A China, por exemplo, maior importadora de petróleo do mundo, já atingiu platô na demanda por combustíveis derivados do petróleo.
Prejuízos a curto prazo
As entidades estimam que, em meio a essa dinâmica, a produção desses novos poços terá início tarde demais, muito provavelmente ficando encalhado. E as operadoras, que não deverão conseguir recuperar seu investimento, buscarão atenuar suas perdas caso os preços de mercado permanecerem acima de seus custos operacionais por barril de petróleo extraído. “Portanto, uma primeira medida racional para o governo seria suspender todas as novas licenças de exploração”, defendem a WWF e outras organizações em documento publicado na última semana.
Outra preocupação das organizações no campo econômico, com impactos sociais, é que a Petrobras planeja investir US$ 97 bilhões em petróleo e gás entre este ano e 2029. A justificativa é que “o setor de petróleo e gás é crucial para uma transição energética justa, inclusiva e equilibrada e para a segurança energética do país”. “O valor é seis vezes maior que seus gastos com descarbonização e diversificação de seus negócios. Isso vai na contramão do que espera a sociedade sobre a empresa brasileira”.
Aliás, conforme pesquisas de opinião, os brasileiros em geral defendem que a gigante brasileira tenha papel de liderança na transição para a energia renovável. Ou seja, de deixar para trás a produção de combustíveis fósseis causadores do aquecimento global e, por tabela, das mudanças climáticas. No entanto, para as organizações, a empresa está atrasada em relação àquelas com melhor desempenho climático no setor de petróleo e gás. “O governo brasileiro pode traçar um caminho mais seguro restringindo a expansão do petróleo e do gás, redefinindo o mandato da Petrobras e transferindo os fluxos financeiros do petróleo e do gás para a energia limpa”, defendem.
Por isso, as entidades recomendam que o governo brasileiro tome medidas para prevenir prejuízos decorrentes do encalhe. É o caso de brecar a emissão de licenças de exploração de combustíveis fósseis, além de eliminar gradualmente as licenças de desenvolvimento, “começando com os ativos com maior probabilidade de se tornarem encalhados sob vias de baixo carbono”. E que incentive a Petrobras a transferir os fluxos financeiros do petróleo e gás para a energia limpa. Que impeça novos campos com exploração em andamento, o que pode evitar perdas entre US$ 12 e 35 bilhões em ativos encalhados para a Petrobras, isso dependendo da velocidade da transição energética. Além disso, que crie condições para diferentes tecnologias e empresas de energia por meio da reforma dos subsídios aos combustíveis fósseis e das regulamentações de sustentabilidade das instituições financeiras.
“Sempre podemos cometer erros em nossas publicações, mas nunca agir de forma intencional. Quanto aos trabalhos do Prof. Eder, eu o conheço bem e não acredito que ele tenha algo errado.” – Glaydson S. Dos Reis
Por Leonid Schneider para “For Better Science
O brasileiro ativo participante da indústria de artigos científicos Eder Lima conseguiu instalar seu pupilo Glaydson Simões Dos Reis primeiro na Universidade Sueca de Ciências Agrícolas (SLU) em Umea, e depois na Universidade Åbo Akademi em Turku, Finlândia.
Tudo correu bem, vários professores suecos e finlandeses se juntaram a Dos Reis em sua produção de papermills, mas então relatei as evidências do PubPeer à SLU e ao Conselho Nacional Sueco de Avaliação de Má Conduta em Pesquisa (NPOF). Dos Reis está em apuros agora, seus coautores escandinavos não são mais seus amigos.
Dos Reis chegou à SLU como pós-doutorado em 2020, após se formar com doutorado em química da poluição ambiental sob a supervisão de Lima na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Brasil, em 2016, e permaneceu por alguns anos como pós-doutorado de Lima (CV aqui). Esse relacionamento levou a um recorde no PubPeer de 27 artigos para a jovem estrela da ciência. Durante seu doutorado, Dos Reis trabalhou por um ano na Alemanha, no departamento de Kuresch Rezwan na Universidade de Bremen. Exceto por um artigo de confiabilidade questionável (Dos Reis et al 2016), Rezwan foi inteligente (ou sortudo) o suficiente para não colocar seu nome em nenhuma outra das invenções de Dos Reis com Lima. Mas os suecos e finlandeses decidiram não olhar para um artigo de presente nos números.
O históricode Lima no PubPeer é enorme: mais de 70 invenções de fábricas de papel foram sinalizadas por fraude flagrante, excesso de autocitações ou manipulação de revisão por pares. Ele foi visto publicando com os piores fabricantes de papel, mas, por outro lado, está sendo visto junto com Lima, o que é um grande sinal de alerta.
Aqui está um artigo típico de Lima, em um periódico do MDPI:
Mohamed Abatal, MT Olguin, Ioannis Anastopoulos, Dimitrios A. Giannakoudakis, Eder Claudio Lima, Joel Vargas, Claudia Aguilar Comparação da remoção de metais pesados de solução aquosa porrevestimentos de folhas e sementes de Moringa oleifera (2021) doi: 10.3390/coatings11050508
Aneurus inconstans : “Figura 2, muitas semelhanças entre os padrões de XRD. As regiões mostradas abaixo (ampliar) esclarecem o que quero dizer. Isso é impossível.”
O estimado acadêmico brasileiro Professor Lima respondeu muito respeitosamente no PubPeer:
Parece que o #3 está com inveja do nosso artigo. Os experimentos foram refeitos e uma nova figura foi enviada ao periódico. Que tal você, #3, me enviar alguns dos seus melhores artigos? Certamente encontrarei algum erro. Talvez algum erro grave se você trabalhar com adsorção. É um desafio .
Umacorreçãofoi publicada pelo MDPI em agosto de 2024 e simplesmente removeu toda a Figura 2:
A análise de XRD não é necessária, pois não afeta o escopo principal e as conclusões experimentais referentes ao desempenho de remediação dos materiais derivados de biomassa estudados. As conclusões científicas permanecem inalteradas.
Seções de texto e algumas referências também foram removidas.
Aqui está Lima com seus amigos fabricantes de papel Navid Rabiee , Pooyan Makvandi , Mohammad Reza Saeb , Ali Zarrabi , Milad Ashrafizadeh e o fraudador americano demitido Thomas Webster , no livro “Ciência ambiental e pesquisa sobre poluição” da Springer Nature . O texto não tinha aprovação ética para experimentos com animais ou (mais provavelmente) era completamente inventado:
Soheil Sojdeh, Ali Banitalebi Dehkordi, Alireza Badiei, Ali Zarrabi, Pooyan Makvandi, Milad Ashrafizadeh, Mohammad Reza Saeb, Eder C. Lima, Mohammad Rabiee, Mohsen Asadnia, Thomas J. Webster, Navid Rabiee Nanoesferas de carbono dopadas com N como sondas fluorescentes seletivas para detecção de mercúrio em meios aquosos contaminados: química, sondagem de fluorescência, padronização de linhagem celular e interação com tecido hepático Environmental science and pollution research international (2023) doi: 10.1007/s11356-022-25068-0
Alexander Magazinov : “Os autores poderiam, por favor, abordar a aparente inconsistência? Nenhum camundongo é mencionado nos métodos.”
Em 6 de maio de 2025, o periódico corrigiu isso com uma Correção : onde os autores forneceram dois códigos de aprovação ética do Irã: IR.SBMU.RETECH.REC.1400.652 e IR.SBMU.RETECH.REC.1400.907. Os quais são, obviamente, falsos. O primeiro código já apareceu em um artigo anterior de Rabiee (Bagherazadeh et al. 2022), onde foi usado para realizar experimentos… em linhagens celulares:
A análise in vitro foi realizada com base na declaração ética (IR.SBMU.RETECH.REC.1400.652) e aprovada pelo comitê de ética biomédica da Universidade de Ciências Médicas Shahid Beheshti, em Teerã, Irã. Duas linhagens celulares diferentes foram utilizadas: HT-29 (ATCC HTB-38) e HEK-293 (ATCC CRL-1721) (preparadas a partir do banco de células do Instituto Pasture, em Teerã, Irã).
A outra aprovação ética também foi emitida para experimentos de cultura de células e para uma pessoa que nem sequer é coautora:
“ 9- O projeto do Dr. Sayed Javad Sayed Tabaei intitulado “Design, síntese e caracterização de um nanocompósito biodegradável à base de UiO-66 e MXene revestido com extrato de alecrim como um nanocarreador de biomoléculas com capacidade de entrar nas células” foi proposto e aprovado. ” Fonte
Alexander Magazinov encontrou essas aprovações éticas e confirmou que as propostas foram emitidas para cientistas não relacionados, experimentos não relacionados e até mesmo por uma universidade iraniana não relacionada:
Fonte: ethics.research.ac.ir
A editora Springer Nature e o editor-chefe daquele periódico desastroso, Philippe Garrigues , não pareceram incomodados com essa evidência de fraude ética massiva e não responderam ao meu e-mail.
Aqui está Lima novamente com Rabiee, Makvandi e Rajender S. Varma , que foi expulso da República Tcheca por ser um fraudador de fábrica de papel. É uma orgia de autocitação para Rabiee:
Moein Safarkhani, Bahareh Farasati Far, Eder C. Lima, Shima Jafarzadeh, Pooyan Makvandi, Rajender S. Varma, YunSuk Huh, Majid Ebrahimi Warkiani, Navid Rabiee Integração de MXene e Microfluídica: Uma Perspectiva ACS Biomaterials Science & Engineering (2024) doi: 10.1021/acsbiomateriais.3c01361
Neodiprion demoides : “Não está claro por que as declarações genéricas abaixo foram apoiadas exclusivamente por autocitações do último autor, um certo N Rabiee.
Além disso, não está claro quais informações relevantes algumas dessas passagens trazem para a discussão, por exemplo, o que as nanopartículas de prata e ouro têm a ver com a integração de MXenes e microfluídica.”
Este artigo de Lima com Rabiee, Ashrafizadeh, Zarrabi e Saeb apresenta todos os tipos de fraude: criação de citações, imagens copiadas e coladas e espectros desenhados à mão. Parece que Saeb, que trabalha na Polônia (primeiro no Politécnico de Gdansk, agora na vizinha Universidade Médica de Gdansk), convidou um colega chamado Jozef Haponiuk para se juntar a ele. O editor era Jörg Rinklebe , amigo de Lima (que foi completamente branqueado na Alemanha, leiaos Shorts de junho de 2024 ).
Sepideh Ahmadi, Vahid Jajarmi, Milad Ashrafizadeh, Ali Zarrabi, Józef T. Haponiuk, Mohammad Reza Saeb, Eder C. Lima, Mohammad Rabiee, Navid Rabiee Missão impossível para a internalização celular: quando a aliança da porfirina com o UiO-66-NH2 MOF dá uma carona às linhagens celulares Journal of Hazardous Materials (2022) doi: 10.1016/j.jhazmat.2022.129259
Alexander Magazinov : “Este é um produto da agricultura de citação, seu principal beneficiário é um certo N Rabiee.”
Simnia avena : “ Fig. 5. […] A primeira e a última fileiras dessas imagens se sobrepõem fortemente.”Olearia ramulosa : “a queda na intensidade entre 17 e 18 graus também é inesperada e parece não física:”
Lima com Saeb e Rabiee, enquanto Rinklebe atuou como editor:
Navid Rabiee, Yousef Fatahi, Mohsen Asadnia, Hossein Daneshgar, Mahsa Kiani, Amir Mohammad Ghadiri, Monireh Atarod, Amin Hamed Mashhadzadeh, Omid Akhavan, Mojtaba Bagherzadeh, Eder C. Lima, Mohammad Reza Saeb Nanomembranas verdes porosas semelhantes a benzamida para cátions perigosos detecção, separação e ajuste de concentração Journal of Hazardous Materials (2022) doi: 10.1016/j.jhazmat.2021.127130
Elisabeth Bik : “Preocupação com a Figura 10
Caixas vermelhas: Os painéis f) (pH 7,4) e i (pH 8,6) se sobrepõem, mas representam amostras preparadas com pHs diferentes.
Caixas ciano: Os painéis a) e b) mostram a mesma foto”
Saeb aparecerá novamente em uma Coda no final.
Voltemos ao incrível aluno de Lima, Dos Reis. Quando relatei este caso à SLU, Dos Reis me disse que Lima era seu “coorientador de doutorado” e começou a defendê-lo:
“ Sempre podemos cometer erros em nossas publicações, mas nunca agir intencionalmente.
Em relação aos trabalhos do Prof. Eder, eu o conheço bem e não acredito que ele tenha algo errado (nesta pesquisa). ”
Seguido pela:
Devo dizer que ele sempre agiu de forma justa ao contribuir com meus artigos. Mas, devido à grande quantidade de questões que você levantou, posso considerar a colaboração com eles em meus trabalhos futuros
Em janeiro de 2025, no Shorts, relatei a primeira retratação de Lima. Foi um artigo conjunto de Dos Reis e Lima, editorialmente coordenado por Guilherme Dotto , professor de química da Universidade Federal de Santa Maria, no Brasil, colaborador próximo de Lima:
Caroline Saucier, P. Karthickeyan, V. Ranjithkumar, Eder C. Lima, Glaydson S. Dos Reis, Irineu AS De Brum Remoção eficiente de amoxicilina e paracetamol de soluções aquosas usando carvão ativado magnético Ciência ambiental e pesquisa sobre poluição (2017) doi: 10.1007/s11356-016-8304-7
Fig. 1, Desmococcus antarctica :; “Os padrões são quase idênticos (apenas a parte na caixa azul é diferente e há uma pequena diferença entre 220 e 311 no padrão (pequeno padrão de pico b, que eu acho que é o ‘222’ que foi colocado incorretamente na figura, seta verde). Além disso, alguns dos picos têm números incorretos.”
Havia outras questões, incluindo um conflito de interesses – a colaboração anterior do editor (Dotto) com Lima. A retratação foi feita em 17 de janeiro de 2025, com Lima e Dos Reis discordando dela:
O Editor-Chefe e a Editora retiraram este artigo. As seguintes preocupações com a publicação foram levantadas em relação à Figura 1 e à Figura S3, especificamente:
Na Figura 1, os padrões XRD (b) MAC-1 e (c) MAC-2 parecem ser quase idênticos e alguns dos picos parecem ter números incorretos
A Figura S3 parece conter inconsistências, incluindo o sinal sendo deslocado horizontalmente entre (d) e (e), e os sinais em (b) e (c) parecendo ser inconsistentes com a rotulagem no eixo x.
Os autores não conseguiram fornecer dados brutos originais verificáveis para abordar essas preocupações.
Além disso, investigações posteriores da Editora identificaram preocupações relacionadas ao comprometimento da revisão por pares e do tratamento editorial, além de padrões anormais de citação.
Dotto e Lima publicam juntos ou editam as invenções da fábrica de papel um do outro. No mesmo periódico Environmental Science and Pollution Research , do qual Dotto é membro do conselho editorial, você pode encontrar muitos exemplos, como Wamba et al. 2017, editado por Dotto e escrito por Lima e dos Reis. Ou este, de Lima, Dotto e Dos Reis:
Thallarcha lechrioleuca : “Fig.1 Dois padrões de XRD idênticos para amostras diferentes.”
Este artigo não foi retirado, provavelmente porque o Professor Lima forneceu uma explicação acadêmica no PubPeer:
“ 1 e #2 estão tentando denegrir outros pesquisadores, talvez por serem pesquisadores fracos e espalhados na Comunidade Científica. […] . Recomendo fortemente que #1 e #2 retornem às suas aulas de graduação e estudem mais Física e Análise Instrumental, pois foram aprovados sem aprender o mínimo de conceitos para fazer uma pesquisa.”
O editor do periódico, Professor Dotto, acrescentou:
“ Prof. Éder, obrigado pelo seu valioso esclarecimento. Lamento que o senhor tenha perdido tempo com essas pobres pessoas .”
O debate no PubPeer continuou na mesma linha. A propósito, aqui está um artigo de Dotto sobre ossos de frango incinerados. Foi publicado no mesmo periódico, do qual ele, é claro, permanece editor até hoje:
Letícia Nascimento Côrtes, Susanne Pedroso Druzian, Angélica Fátima Mantelli Streit, Tito Roberto Sant’anna Cadaval Junior, Gabriela Carvalho Collazzo, Guilherme Luiz Dotto Preparação de materiais carbonáceos a partir da pirólise de ossos de galinha e sua aplicação para adsorção de fucsina Ciência ambiental e pesquisa sobre poluição (2019) doi: 10.1007/s11356-018-3679-2
Tetraphleps parallelus : “Padrões XRD anormais”
Lima também trabalha em estreita colaboração com um certo acadêmico britânico chamado Farooq Sher, da Universidade Nottingham Trent, que não é apenas um fabricante de papel, mas também dono de uma empresa de fraudes. Leia sobre Sher no final deste artigo:
Aqui está um artigo típico de Lima e Sher:
Saba Sehar, Farooq Sher, Shengfu Zhang, Ushna Khalid, Jasmina Sulejmanović, Eder C. Lima Estudo termodinâmico e cinético de nanocompósitos de óxido de grafeno-CuO sintetizados: um caminho a seguir para potenciais aditivos e fotocatalíticos de combustível Journal of Molecular Liquids (2020) doi: 10.1016/j.molliq.2020.113494
Thallarcha lechrioleuca : “Figura 2 a Alguns fragmentos repetidos em padrão de raios X. A seta vermelha também mostra uma pequena região com padrões repetidos. As setas azuis mostram algumas quebras, como se algo tivesse sido copiado e colado.”
Normalmente, Sher responde no PubPeer com sua mensagem padrão:
“ Os dados que apoiam as descobertas deste estudo estão disponíveis com o autor correspondente, Dr. F. Sher, e-mail: Farooq.Sher@ntu.ac.uk, mediante solicitação razoável de editores ou indivíduos, por favor. ”
Desta vez, porém, este texto exato foi postado pela coautora Jasmina Sulejmanović , da Universidade de Sarajevo, Bósnia.
Aqui, Sonny e Cher, ahhh perdão, Lima e Sher, foram acompanhados pelo fraudador paquistanês de fábrica de papel, residente no México, Hafiz Iqbal (que teve grande destaque no artigo acima). O último autor, Mirza Nuhanovic, também é da Universidade de Sarajevo:
Hamad Sadiq, Farooq Sher, Saba Sehar, Eder C. Lima, Shengfu Zhang, Hafiz MN Iqbal, Fatima Zafar, Mirza Nuhanović Síntese verde de nanopartículas de ZnO a partir do extrato das folhas de Syzygium Cumini com aplicações robustas de fotocatálise Journal of Molecular Liquids (2021) doi: 10.1016/j.molliq.2021.116567
Fig 2 de Thallarcha lechrioleuca e Apodemus agrarius
Simnia avena : “Há algo errado com o eixo x deste EDX: […] Não entendo como os ticks e os números estão relacionados. […] Os picos também não seguem os valores de energia esperados.”
Mas esses espectros falsos de XRD eram pelo menos baseados em algo que já foi espectro real em algum lugar. Estes, de Lima e Sher, foram desenhados à mão por um idiota bêbado:
Usama A. Al-Rawi, Farooq Sher, Abu Hazafa, Tahir Rasheed, Nawar K. Al-Shara, Eder C. Lima, Jabir Shanshool Atividade catalítica de zeólitas carregadas com Pt para hidroisomerização de n -hexano usando CO2 supercrítico Pesquisaem Química Industrial e de Engenharia (2020) doi: 10.1021/acs.iecr.0c05184
Simnia avena : “ Figura 3. […] Esta figura tem várias características não físicas, como dados FTIR subindo e descendo no número de comprimento de onda (eixo x), o que definitivamente não é algo que pode acontecer “normalmente”.
“Figura 4 […] Parece que foi editado: por que há retângulos brancos aparecendo na parte inferior?”
Aqui está outro artigo conjunto de Lima e Sher, novamente com espectros ridiculamente desenhados à mão:
Ushna Khalid, Farooq Sher, Saima Noreen, Eder C. Lima, Tahir Rasheed, Saba Sehar, Roua Amami Efeitos comparativos de fertilizantes convencionais e nano-habilitados em atributos morfológicos e fisiológicos de plantas de Caesalpinia bonducella Jornal da Sociedade Saudita de Ciências Agrícolas (2022) doi: 10.1016/j.jssas.2021.06.011
Simnia avena : “Algumas partes dos espectros FTIR parecem ter características não físicas: elas têm comprimentos de onda não monotônicos.”
Mas continuo divagando, queremos falar sobre Dos Reis e seus artigos suecos. Agora, vejam esta paródia de citação de Dos Reis, Lima e Sher, cujos coautores incluem a esposa de Lima (e doutoranda!), Diana Ramos Lima , e a chefe de Dos Reis na SLU, Sylvia Larsson , que estudou , fez doutorado e continuou na SLU para se tornar professora titular em 2020, mas apresentou seu pedido de demissão pouco antes de proferir sua palestra inaugural(adiada pela pandemia) em maio de 2022, e saiu em setembro de 2022 (informações atualizadas):
Mariene R. Cunha, Eder C. Lima, Diana R. Lima, Raphaelle S. Da Silva, Pascal S. Thue, Moaaz K. Seliem, Farooq Sher, Glaydson S. Dos Reis, Sylvia H. Larsson Remoção de captopril farmacêutico de águas residuais da indústria farmacêutica sintética: uso de carvão ativado derivado de Butia catarinensis Journal of Environmental Chemical Engineering (2020) doi: 10.1016/j.jece.2020.104506
Simnia avena : “Interessante proporção de autocitação:” (por Eder Lima)
Não foi o único artigo ruim em que Dos Reis se juntou a Lima e Sher, veja também Lima et al 2022 ouTeixeira et al 2022 , este último incluiu Rabiee.
Uma orgia de autocitação semelhante à de Lima foi detectada por Alexander Magazinov em Dos Santos Feitoza et al., 2022, cujos coautores, além de Dos Reis e Lima, são Rabiee e Rinklebe. Lima respondeu no PubPeer com:
“Recomendo que o Dr. Alexander Magazinov se preocupe com a qualidade da informação e não apenas com o número de citações; seria mais lucrativo para a comunidade científica.”
Seguido por isto:
Lima: “Recomendo aos “pesquisadores” invejosos que, se quiserem discutir comigo, escrevam diretamente para o meu e-mail. Não fiquem escondidos atrás da tela do computador.”
Como você certamente já entendeu, esses homens da ciência administram um círculo de revisão por pares, onde lidam e revisam editorialmente os artigos uns dos outros. Por exemplo,Thue et al. 2020 (por dos Reis e Sr. e Sra. Lima) foi editado por Rinklebe. Essa sabotagem editorial de Rinklebe e Lima, na verdade até mesmo o artigo acima, foi discutida neste artigo:
Agora, dois artigos publicados em paralelo por Dos Reis, Lima, Dotto e um certo papeleiro saudita Muhammad Naushad , da Universidade Rei Saud, que tem mais de 80 artigos totalmente falsos no PubPeer (mais sobre ele no segundo Coda).
Beatris L. Mello, Pascal S. Thue, Pâmela Vianini Da Silva, Fernando M. Machado, Mu. Naushad, Lotfi Sellaoui, Michael Badawi, Glaydson S. Dos Reis, Guilherme L. Dotto, Eder C. Lima Enxertia de 3-trimetoxisililpropil)dietilenotriamina em celulose microcristalina para adsorção de corantes: Estudos experimentais e de modelagem Reactive and Functional Polymers (2024) doi: 10.1016/j.reactfunctpolym.2024.105836
Pascal S. Thue, Alfred GN Wamba, Beatris L. Mello, Fernando M. Machado, Karoline F. Petroman, Willian Cézar Nadaleti, Robson Andreazza, Glaydson S. Dos Reis, Mohamed Abatal, Eder C. Lima Carbono composto magnético de celulose microcristalina para combater a contaminação por paracetamol: cinética, transferência de massa, equilíbrio e estudos termodinâmicos Polymers (2024) doi: 10.3390/polym16243538
Thallarcha lechrioleuca : “XRD inesperadamente semelhante para dois materiais diferentes em 2 artigos”
Thallarcha lechrioleuca : “As imagens SEM para esses dois artigos (ambos de 2024) foram registradas 14 anos antes, em 2010 e no mesmo dia, 10 de dezembro.”
Este é o mais antigo no PubPeer para Dos Reis. Aqui ele está com Lima, Dotto e Naushad, e eles convidaram o pesquisador da SLU chamado Alejandro Grimm para participar:
Roberta A. Teixeira, Pascal S. Thue, Éder C. Lima, Alejandro Grimm, Mu. Naushad, Guilherme L. Dotto, Glaydson S. Dos Reis Adsorção de Omeprazol em Adsorventes de Base Biológica Dopados com Si/Mg: Estudos Cinéticos, de Equilíbrio e Termodinâmicos Molecules (2023) doi: 10.3390/molecules28124591
Alexander Magazinov : “ A morfologia da superfície dos adsorventes foi examinada por microscopia eletrônica de varredura (MEV) ( 55-VP, Supra, Zeiss, Jena, Alemanha ), usando uma voltagem de aceleração de 20 kV .” . Exceto na realidade, o dispositivo era VEGA 3 (TESCAN, República Tcheca) usado a 10 kV . Na verdade, o instrumento está localizado na UNIVASF, que é a Universidade Federal do Vale do São Francisco . Nenhum dos autores é afiliado a essa instituição.
Aqui está Grimm e outros pesquisadores da SLU com Dos Reis, Lima, Dotto e Naushad, em uma edição especial do MDPI editada pelo próprio Dos Reis. Não é à toa que passou pela revisão por pares:
Simon Ekman, Glaydson Simões Dos Reis, Ewen Laisné, Julie Thivet, Alejandro Grimm, Eder Claudio Lima, Mu. Naushad, Guilherme Luiz Dotto Síntese, Caracterização e Propriedades de Adsorção de Biochar Nanoporoso Dopado com Nitrogênio: Remoção Eficiente de Corante Laranja 16 Reativo e Efluentes Coloridos Nanomateriais (2023) doi: 10.3390/nano13142045
Thallarcha lechrioleuca : “Fig. 3 A deconvolução do nada é chamada de “análise XPS”. Os autores se esqueceram de incluir seus espectros neste gráfico.”
Essas figuras bizarras de deconvolução sem espectros seriam comparáveis a um desenho animado feito à mão de um dinossauro recém-descoberto, sem quaisquer dados originais de fósseis reais. E passam pela revisão por pares em um periódico de paleopatologia.
O que nos leva a um conjunto de dois artigos, que não podem ser atribuídos a Lima. Novamente, temos números cientificamente analfabetos e sem sentido, sem espectros e/ou mesmo envelope de picos, mas com alguma deconvolução do nada:
Ravi Moreno Araujo Pinheiro Lima, Glaydson Simões Dos Reis, Mikael Thyrel, Jose Jarib Alcaraz-Espinoza, Sylvia H. Larsson, Helinando Pequeno De Oliveira Síntese fácil de biocarvões porosos derivados de biomassa sustentável como materiais de eletrodo promissores para aplicações de supercapacitores de alto desempenho Nanomateriais (2022) doi: 10.3390/nano12050866
Glaydson Simões Dos Reis, Chandrasekar Mayandi Subramaniyam, Angélica Duarte Cárdenas, Sylvia H. Larsson, Mikael Thyrel, Ulla Lassi, Flaviano García-Alvarado Síntese fácil de biocarvões ativados sustentáveis com diferentes estruturas de poros como ânodos eficientes sem carbono aditivo para baterias de íons de lítio e sódio ACS Omega (2022) doi: 10.1021/acsomega.2c06054
Thallarcha lechrioleuca : “Deconvolução inesperadamente semelhante sem envelope e espectros originais foi publicada pelo mesmo grupo em artigos para materiais diferentes.”
Os coautores acima são os superiores de Dos Reis na SLU: a já mencionada Sylvia Larsson e seu chefe de departamento, Mikael Thyrel . Além de Ulla Lassi , professora da Universidade de Oulu, na Finlândia. Todos, presumivelmente, especialistas altamente qualificados que jamais deveriam ter concordado em publicar tal absurdo, se é que leram seus próprios artigos. Se viram aquelas desconvoluções engraçadas e aprovaram, ou se aprovaram sem olhar: de qualquer forma, esse comportamento sinaliza grave incompetência profissional e pode até sugerir má conduta em pesquisa.
Acontece que o artigo acima de Pinheiro-Lima et al 2022 compartilha dados com este, de Dos Reis, Lima, Dotto, Larsson e Thyrel:
Glaydson Simões Dos Reis, Sylvia H. Larsson, Mikael Thyrel, Tung Ngoc Pham, Eder Claudio Lima, Helinando Pequeno De Oliveira, Guilherme L. Dotto Preparação e Aplicação de Adsorventes de Carbono de Origem Biológica Eficientes Preparados a Partir de Resíduos de Casca de Abeto para Remoção Eficiente de Corantes e Cores Reativas de Revestimentos de Efluentes Sintéticos (2021) doi:10.3390/coatings11070772
Thallarcha lechrioleuca : “Dois artigos mostrando as mesmas imagens de MEV para materiais semelhantes, mas não idênticos. Os procedimentos de síntese e as principais propriedades dos materiais são diferentes.”
Mais um absurdo desvendado por Dos Reis, Lima e Dotto, que por algum motivo foi considerado por dois professores da SLU, Larsson e Thyrel, além do pesquisador francês do Institut de Recherches de Chimie Paris, Frederic Rousseau , como uma ciência perfeitamente boa, digna de seus nomes serem colocados nela:
Marine Guy, Manon Mathieu, Ioannis P Anastopoulos, María G Martínez, Frédéric Rousseau, Guilherme L Dotto, Helinando P De Oliveira, Eder C Lima, Mikael Thyrel, Sylvia H Larsson, Glaydson S Dos Reis Otimização de parâmetros de processo, caracterização e aplicação de biochars grafíticos de casca de abeto da Noruega ativados por KOH para adsorção eficiente de corantes azo Molecules (2022) doi:10.3390/molecules27020456
Thallarcha lechrioleuca : “Espectros XPS sem nenhum espectro. Apenas componentes de deconvolução estão presentes nestes painéis.”
Obviamente, os acadêmicos da SLU ficaram felizes em receber autorias de presente, mas agora a empolgação esfriou, com a minha notificação de suspeita de má conduta em pesquisa contra todos os autores afiliados à Suécia. Dos Reis tentou se salvar da ira deles:
O Dr. Thyrel e o Dr. Grimm não têm nada a ver com essas questões. Foi minha intenção colaborar com esses professores, e eu mesmo não tinha a mínima ideia sobre essas questões relacionadas. Portanto, o Dr. Thyrel e o Dr. Grimm não tinham conhecimento dessas atividades de fabricação de papel .
Denunciei Larsson depois, talvez seja por isso que Dos Reis não a defendeu.
Caso você ache que esta história escandinava precisava de um italiano, aqui está um: Francesco Gentili , um pesquisador de Umea retratado nesta história da SLU de 2024. Neste artigo, Larsson e Grimm também estão a bordo, seu editor-chefe era o papeleiro tcheco Jiri Jaromir Klemeš (que morreu em janeiro de 2023, mas continuou a trabalhar com papel após sua morte ):
María González-Hourcade, Glaydson Simões Dos Reis, Alejandro Grimm, Van Minh Dinh, Eder Claudio Lima, Sylvia H. Larsson, Francesco G. Gentili Biomassa de microalgas como precursor sustentável para produzir biochar dopado com nitrogênio para remoção eficiente de poluentes emergentes de meios aquosos Journal of Cleaner Production (2022) doi: 10.1016/j.jclepro.2022.131280
Thallarcha lechrioleuca : “Deconvolução de espectros ausentes”.
Lassi teve o azar de se juntar como último autor em mais um artigo ruim de Dos Reis e Lima. Os dois publicaram os mesmos espectros em paralelo, a segunda vez sem Lassi, mas com Dotto e outros brasileiros. Grimm e Naushad, no entanto, estão em ambas as versões:
Glaydson S. Dos Reis, Julie Thivet, Ewen Laisné, Varsha Srivastava, Alejandro Grimm, Eder C. Lima, Davide Bergna, Tao Hu, Mu. Naushad, Ulla Lassi Síntese de novo biochar mesoporoso dopado com selênio com remoções de diclofenaco de sódio de alto desempenho e corante laranja 16 reativo Chemical Engineering Science (2023) doi: 10.1016/j.ces.2023.119129
Raphael F. Pinheiro, Alejandro Grimm, Marcos LS Oliveira, Julien Vieillard, Luis FO Silva, Irineu AS De Brum, Éder C. Lima, Mu. Naushad, Lotfi Sellaoui, Guilherme L. Dotto, Glaydson S. Dos Reis Comportamento adsortivo dos elementos de terras raras Ce e La em carvão ativado derivado de vagem de soja: Aplicação em soluções sintéticas, lixiviado real e insights mecanísticos por modelagem física estatística Chemical Engineering Journal (2023) doi: 10.1016/j.cej.2023.144484
Thallarcha lechrioleuca : “Padrões de XRD inesperadamente semelhantes publicados em 2 artigos para diferentes tipos de carbono”
Lassi me contou que começou a trabalhar com Dos Reis por meio de seu colega Tao Hu , que é professor associado em Oulu.
Nesse sentido, vejam a tremenda merda de Dos Reis, Lima, Dotto e Naushad em que nossos heróis nórdicos Lassi, Hu, Grimm, Gentili e Thyrel se meteram. E não apenas eles, mas vários outros acadêmicos escandinavos, na verdade, mais três professores suecos: Mahiar Hamedi , da KTH, Emma Björk, da Universidade de Linköping, e Jyri-Pekka Mikkola . Este último é professor não apenas na Universidade de Umeå, na Suécia, mas também na Universidade Åbo Akademi, na Finlândia. E vocês se surpreenderiam ao saber que Dos Reis agora trabalha no departamento de Mikkola lá?
Glaydson S Dos Reis, Alejandro Grimm, Denise Alves Fungaro, Tao Hu, Irineu AS De Brum, Eder C Lima, Mu Naushad, Guilherme L Dotto, Ulla Lassi Síntese de carbono biobaseado dopado com enxofre mesoporoso sustentável com desempenho superior na remoção de diclofenaco de sódio: cinética, equilíbrio, termodinâmica e mecanismo Environmental Research (2024) doi: 10.1016/j.envres.2024.118595
Ewen Laisné, Julie Thivet, Gopinathan Manavalan, Shaikshavali Petnikota, Jyri-Pekka Mikkola, Mikael Thyrel, Tao Hu, Eder Claudio Lima, Mu. Naushad, Ulla Lassi, Glaydson Simões Dos Reis Projeto Box-Behnken para otimização da síntese de materiais mesoporosos à base de carbono dopados com enxofre a partir de resíduos de bétula: candidatos promissores para aplicações ambientais e de armazenamento de energia Colloids and Surfaces A (2024) doi: 10.1016/j.colsurfa.2024.133899
Glaydson S. Dos Reis, Sarah Conrad, Eder C. Lima, Mu. Naushad, Gopinathan Manavalan, Francesco G. Gentili, Guilherme Luiz Dotto, Alejandro Grimm Síntese de carbono altamente poroso dopado com enxofre e lignina-sulfonato para adsorção eficiente de diclofenaco de sódio e nanomateriais de efluentes sintéticos (2024) doi: 10.3390/nano14161374
Glaydson Simões Dos Reis, Artem Iakunkov, Jyoti Shakya, Dhirendra Sahoo, Alejandro Grimm, Helinando Pequeno De Oliveira, Jyri-Pekka Mikkola, Emma M. Björk, Mahiar Max Hamedi Carbono nanoestruturado dopado com enxofre de biomassa e sua automontagem camada por camada para eletrodos supercapacitores de alto desempenho ACS Sustainable Resource Management (2025) doi: 10.1021/acssusresmgt.4c00258
Thallarcha lechrioleuca : “Espectros XPS inesperadamente semelhantes em 4 artigos sobre materiais diferentes.”Thallarcha lechrioleuca : “As mesmas imagens SEM publicadas em 3 artigos sobre materiais ligeiramente diferentes.”
É claro que faz todo o sentido que Thyrel e Lassi se tenham nomeado investigadores do caso da fábrica de papel Dos Reis. Thyrel escreveu-me:
Prezado Leonid,
Obrigado por nos alertar sobre esta situação grave.
Levamos a sério a suspeita de má conduta em pesquisa e comportamento fraudulento na SLU.
Eu, juntamente com a Profa. Ulla Lassi (cc) da Universidade de Oulu, iniciaremos uma investigação completa sobre este assunto. A Profa. Lassi é uma colaboradora de confiança nossa na pesquisa de materiais de carbono em um projeto em andamento na UE. Nenhum de nós tinha conhecimento de quaisquer métodos de trabalho fraudulentos que Glaydson pudesse ter utilizado. Em vez disso, podemos ter confiado demais nele.
Glaydson deixou a SLU e a Suécia em novembro de 2024 para trabalhar na Academia Åbo, na Finlândia.
Lassi respondeu a Thyrell e a mim (destaca o dela):
Sou totalmente contra qualquer má conduta em pesquisa e, como membro-chave do Conselho de Pesquisa da Finlândia, devo me esforçar para abordar isso com nosso comitê de ética. O Dr. Glaydson é atualmente financiado pelo Conselho de Pesquisa da Finlândia.
Antes disso, precisamos de uma investigação aprofundada sobre o ocorrido. Entrarei em contato com o Dr. Glaydson pessoalmente e pedirei que ele explique essas publicações e os dados originais. Como podemos discutir com ele desde já? Caso contrário, recomendarei uma reunião conjunta com ele para que todos nós possamos explicar ao mesmo tempo. Nossa unidade de pesquisa mediu XRD e XPS em duas primeiras publicações (não em todas), e temos esses dados originais de pesquisa. Se isso também for usado em outras publicações, é antiético.
Mais uma vez, obrigado por nos informar.
Lassi então marcou uma reunião com Dos Reis para 16 de junho de 2025, exigindo que ele apresentasse os dados originais dos artigos criticados, e acrescentou: “ Sou totalmente contra qualquer má conduta em pesquisas e tenho tolerância zero com isso ” .
Tentei várias vezes que Thyrell, Lassi e Larsson me explicassem por que aprovaram aquelas figuras insanas de deconvolução sem espectros reais. Eles se recusaram a discutir o assunto, e Larsson, de qualquer forma, nunca respondeu aos meus e-mails. Atualização : Fui informado de que:
“ Sylvia Larsson se demitiu da SLU em 2022 e desde então não trabalha mais no meio acadêmico ”.
O consultor jurídico da SLU, Sebastian Bromander, me informou em 16 de junho de 2025:
A diretoria interna da SLU contatou o Npof a respeito das informações fornecidas por você, e um caso formal foi aberto, 3.2-25/0076. Nosso objetivo é ser o mais transparente e cooperativo possível com o Npof para garantir uma investigação completa .
O vice-reitor de pesquisa da Universidade Abo Akademi,Reko Leino, também me agradeceu pela informação e anunciou que “ analisará e investigará este assunto ”.
Um porta-voz da Comissão Europeia confirmou que o executivo da União Europeia (UE) declarou que a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) e a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) serão formalmente encarregadas de avaliar seas descobertas revisadas por pares de um novo estudo internacionalmostrando que o glifosato causa seis dos tipos mais comuns de câncer afetam a atual avaliação de risco do glifosato.
“Se a ECHA ou a EFSA confirmarem que o glifosato não atende mais aos critérios de aprovação ou que as condições de aprovação devem ser alteradas, a Comissão agirá imediatamente para alterar ou retirar a aprovação”,declarou o porta-voz da Comissão Europeia na sexta-feira.
Enquanto isso, a organização de agricultores holandeses LTO solicitou uma avaliação rápida do novo estudo internacional. Se as conclusões forem confirmadas, a LTO afirmou que a aprovação do produto “deve ser retirada imediatamente”, segundo a Trouw, citando a organização. O glifosato é amplamente utilizado por agricultores holandeses tanto na indústria alimentícia quanto na de flores.
A LTO afirmou ser essencial que os órgãos de segurança nacionais e europeus, incluindo a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) e o Conselho Holandês para a Autorização de Produtos Fitofarmacêuticos e Biocidas (CTGB), avaliem o estudo “como prioridade máxima”. O CTGB afirma que examinará os resultados e a metodologia do estudo e reportará suas conclusões ao Ministério da Agricultura dentro de algumas semanas.
O estudo abrangente de carcinogenicidade, que causou essa reação da Comissão Europeia e de grupos agrícolas em toda a UE, envolveu cientistas da Europa e dos EUA e descobriu que baixas doses do controverso herbicida causam vários tipos de câncer em ratos.
Neste estudo de longo prazo, publicadona revista de alto impacto Environmental Health, o glifosato isoladamente e duas formulações comerciais à base de glifosato, Roundup BioFlow (MON 52276), usado na UE, e Ranger Pro (EPA 524-517), usado nos EUA, foram administrados a ratos via água potável, desde a vida pré-natal, nas doses de 0,5, 5 e 50 mg/kg de peso corporal/dia, durante 2 anos. Essas doses são atualmente consideradas seguras pelas agências reguladoras e correspondem à Ingestão Diária Aceitável (IDA) da UE e ao Nível de Efeito Adverso Não Observado (NOAEL) da UE para o glifosato.
Em todos os três grupos de tratamento, foram observadas incidências aumentadas de tumores benignos e malignos em múltiplos sítios anatômicos em comparação aos controles. Esses tumores surgiram em tecidos hemolinforreticulares (leucemia), pele, fígado, tireoide, sistema nervoso, ovário, glândula mamária, glândulas suprarrenais, rim, bexiga urinária, osso, pâncreas endócrino, útero e baço (hemangiossarcoma). Incidências aumentadas ocorreram em ambos os sexos. A maioria desses tumores envolveu tumores raros em ratos Sprague Dawley (incidência de base < 1%), com 40% das mortes por leucemia nos grupos tratados ocorrendo no início da vida, e um aumento nas mortes precoces também foi observado para outros tumores sólidos.
“Observamos início precoce e mortalidade precoce em diversos tipos de cânceres malignos raros, incluindo leucemia e tumores de fígado, ovário e sistema nervoso. Notavelmente, aproximadamente metade das mortes por leucemia observadas nos grupos de tratamento com glifosato e GBHs ocorreram em menos de um ano de idade, comparável à idade em humanos com menos de 35-40 anos. Em contraste, nenhum caso de leucemia foi observado no primeiro ano de idade em mais de 1.600 controles históricos do Sprague Dawley em estudos de carcinogenicidade conduzidos pelo Instituto Ramazzini e pelo Programa Nacional de Toxicologia (NTP)”, afirmou o Dr. Daniele Mandrioli, Diretor do Centro de Pesquisa em Câncer Cesare Maltoni do Instituto Ramazzini e Pesquisador Principal do estudo.
O Estudo Global multi-institucional sobre Glifosato está sendo liderado pelo Centro de Pesquisa do Câncer Cesare Maltoni do Instituto Ramazzini, na Itália, e envolve cientistas do Boston College, da George Mason University, do King’s College London, da Icahn School of Medicine no Mount Sinai, do Centro Científico de Mônaco, da Universidade de Bolonha, do Instituto de Biologia Agrícola e Biotecnologia do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, do Instituto Nacional de Saúde da Itália e do Comitê Nacional de Segurança Alimentar do Ministério da Saúde da Itália.
O Centro de Pesquisa do Câncer Cesare Maltoni do Instituto Ramazzini, com mais de 200 compostos estudados em mais de 50 anos, é o maior programa de bioensaios da UE: cloreto de vinila, amianto, benzeno e radiofrequências estão entre os agentes cancerígenos investigados em seu laboratório. Mais recentemente, o Centro de Pesquisa do Câncer Cesare Maltoni do Instituto Ramazzini também publicou um relatório revisado por pares em colaboração com o Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental dos EUA (NIEHS) sobre os efeitos toxicológicos da nicotina.
Esses novos resultados fornecem evidências robustas que corroboram a conclusão da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), de 2015, de que há “evidências suficientes da carcinogenicidade do glifosato em animais experimentais”. Além disso, os dados do estudo são consistentes com as evidências epidemiológicas sobre a carcinogenicidade do glifosato e de herbicidas à base de glifosato.
“Nossas descobertas reforçam a classificação do glifosato pelo IARC como um provável carcinógeno humano e são consistentes com estudos experimentais em animais, bem como avaliações correlacionais e de peso de evidência em humanos que relataram associações entre a exposição ao glifosato e certos tipos de câncer, particularmente malignidades hematológicas”, disse a Dra. Melissa Perry, coautora do estudo e epidemiologista ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade George Mason.
O Estudo Global do Glifosato é o estudo toxicológico mais abrangente já realizado sobre glifosato e herbicidas à base de glifosato. Seu objetivo é fornecer dados vitais para órgãos reguladores governamentais, formuladores de políticas e o público em geral. O estudo examina os impactos do glifosato e dos herbicidas à base de glifosato na carcinogenicidade, toxicidade neurodesenvolvimental, efeitos multigeracionais, toxicidade orgânica, desregulação endócrina e toxicidade no desenvolvimento pré-natal.
Este estudo robusto, baseado em um protocolo que abrange o desenvolvimento pré e pós-natal, atende à necessidade de evidências científicas sólidas sobre a toxicologia do glifosato. Os resultados destacam o potencial tumorigênico do glifosato e de produtos à base de glifosato em doses consideradas “seguras”. Essas novas evidências precisam ser cuidadosamente analisadas pelas autoridades regulatórias em todo o mundo, acrescentou o Dr. Alberto Mantovani, coautor do estudo e membro do Comitê Nacional de Segurança Alimentar da Itália (CNSA).
As descobertas do GGS sobre a toxicidade do glifosato para o microbioma, que foram revisadas por pares e publicadas no final de 2022 e apresentadas ao Parlamento Europeu em 2023, também mostraram efeitos adversos em doses atualmente consideradas seguras na UE (0,5 mg/kg pc/dia, equivalente à Ingestão Diária Aceitável da UE).
O GGS também publicou anteriormente um estudo piloto que demonstrou toxicidade endócrina e reprodutiva em ratos com doses de glifosato atualmente consideradas seguras pelas agências reguladoras dos EUA (1,75 mg/kg de peso corporal/dia). Essas descobertas foram posteriormente confirmadas em uma população humana de mães e recém-nascidos expostos ao glifosato durante a gestação.
O próximo passo no GGS será o braço de neurotoxicidade, que é vital para entender qualquer papel que o glifosato e os herbicidas à base de glifosato possam desempenhar no aumento de doenças e distúrbios neurológicos.
“Os resultados deste estudo cuidadosamente conduzido, e especialmente a observação de que a exposição pré-natal de ratos bebês ao glifosato durante a gravidez aumenta a incidência e a mortalidade por leucemia precoce, são um poderoso lembrete da grande vulnerabilidade de bebês humanos a produtos químicos tóxicos e um forte motivo para eliminar o glifosato da produção de alimentos consumidos por mulheres grávidas e seus filhos”, concluiu o Dr. Philip Landrigan, coautor do estudo e diretor do Programa de Saúde Pública Global e Bem Comum do Boston College.