Jornal Extra faz Raio-X da crise financeira causada por Pezão nas universidades estaduais

Em universidades do Rio, faltam professores e até tinta para imprimir provas

Bruno Alfano

Falta de professores, baixos salários, obras paradas… O corte de gastos do governo do Rio, que contingenciou o orçamento de praticamente todos os setores da administração pública, amplia problemas antigos das universidades estaduais — que podem chegar, ao fim do ano, com R$ 144 milhões a menos de orçamento.

O cenário atual já é complicado, segundo docentes e estudantes. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) precisa de 572 professores concursados para começar o ano — sob o risco de disciplinas não serem abertas. O Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) funciona nos fundos de uma escola estadual, e, na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), professores alegam que precisam pagar até a tinta para imprimir as provas.

A situação mais grave é a da Uerj. Proibida pela Justiça desde o ano passado de contratar professores substitutos, a instituição precisa realizar concursos. O site da universidade exibe 245 abertos. Os outros 327 estão apenas autorizados.

— O semestre não começa sem estes professores. Várias disciplinas obrigatórias estão sem docentes — denuncia o presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), Bruno Deusdará.

A universidade foi procurada, mas afirmou que, com a proximidade do carnaval, todos os funcionários estariam indisponíveis para dar explicações. Enquanto isso, os cerca de 23 mil alunos da instituição sofrem — e a falta de professores é só uma das faces da crise.

Maria Bubna, de 21 anos, está no terceiro período de Direito e recebe Bolsa Permanência de R$ 400. O benefício, no entanto, tem atrasado até 20 dias.

— Tem bolsista que mora na Baixada Fluminense e gasta os R$ 400 em passagem. Se ficar sem, não vem para a aula. A minha sorte é que moro aqui em frente — diz a jovem.

Para a equipe do EXTRA sair do sétimo andar da universidade, foi preciso gritar no vão do elevador. É que o botão não está funcionando, e só assim os ascensoristas sabem que há gente esperando.

A previsão de menos R$ 15 milhões no orçamento de 2015 já causou problemas para a Uezo. O reitor Alex da Silva afirmou que a construção do campus precisou ser interrompida. Hoje, a universidade funciona nas dependências do Instituto Educacional Sarah Kubitschek, um colégio estadual.

— Só devemos retomar as obras em maio. Por enquanto, está parada — afirma.

A obra, que custa R$ 18 milhões, começou em maio do ano passado, e, segundo o reitor, está em fase de terraplanagem.

Na Uenf, professores afirmam que o orçamento já está curto e a conta não deve fechar até o fim do ano. Marcos Pedlowski, membro do Conselho de Representantes da Associação de Docentes da Uenf, conta que já precisou até pagar tinta para a impressão das provas.

— O orçamento deste ano não deve dar — alerta.

De acordo com a pró-reitora de Graduação, Ana Beatriz Garcia, a contratação de mais 60 professores resolveria o quadro docente.

O Ministério Público do Trabalho vai investigar a falta de pagamento dos funcionários terceirizados da Uerj. A procuradora Valdenice Amalia Furtado já pediu esclarecimentos por escrito aos investigados.

Os funcionários da empresa Construir, responsável pela manutenção da universidade, ficaram até três meses sem receber o pagamento. Alunos de cursos como Direito e Serviço Social fizeram arrecadação de alimentos para ajudar os funcionários, já que alguns estavam sem dinheiro até para comprar comida e pagar contas.

Em uma reunião interna, o reitor Ricardo Vieiralves afirmou que vai romper o contrato com a Construir.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/rio/em-universidades-do-rio-faltam-professores-ate-tinta-para-imprimir-provas-15338514.html#ixzz3RoCWdvQw

Diretoria da ADUENF lança nota de apoio à mobilização dos estudantes

ADUENF APÓIA LUTA DO DCE CONTRA O ATRASO NO PAGAMENTO DAS BOLSAS!

 O DCE-UENF está organizando para amanhã (28/01), uma mobilização com inicio às 13:00 h, culminando com passeata às 16:00 h.

A manifestação ocorre em virtude do atraso no pagamento de todas as bolsas de dezembro vinculadas à verba descentralizada. Até o momento, o depósito não foi percebido, nem foi claramente sinalizado quando deverá ocorrer.

Concorre para o descontentamento dos estudantes o fato de duas promessas não terem sido cumpridas: A equiparação do valor das bolsas UENF com o valor praticado na UERJ e a implementação do auxilio moradia.

A ADUENF, solidária à manifestação dos estudantes, conclama os colegas docentes a apoiarem a manifestação estudantil, abonando as faltas neste dia, evitando realizar avaliações e, também, participando da passeata.

Campos dos Goytacazes, 27 de Janeiro de 2015.

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão 2013-2015

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2015/01/diretoria-da-aduenf-lanca-nota-de-apoio.html

ASPRIM participa de debate com Eduardo Serra e Ney Nunes na sede da ADUENF, e entrega carta compromisso

A ASPRIM esteve representada no debate que ocorreu na tarde desta 5a. feira na sede social da ADUENF, e que contou com a presença de Eduardo Serra e Ney Nunes, respectivamente candidatos a senador e governador pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB).  A senhora Noêmia Magalhães, que falou em nome da ASPRIM, entregou a carta política preparada pela ASPRIM para cobrar de todos os candidatos a governador um compromisso com a anulação das desapropriações realizadas no V Distrito de São João da Barra, e as devidas compensações financeiras pelos prejuízos impostos a centenas de famílias de agricultores familiares que ali vivem.

Eduardo Serra e Ney Nunes fizeram de assinar conjuntamente o recebimento da carta da ASPRIM. Ney Nunes fez questão de reconhecer a importância da luta realizada pela ASPRIM, e se comprometeu a fortalecer a luta dos agricultores atingidos pelo Porto do Açu durante e após o período eleitoral.

Abaixo imagens do momento em que Eduardo Serra e Ney Nunes assinaram a cópia da carta compromisso da ASPRIM.

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Eduardo Serra, candidato a senador pelo PCB, fará debate na UENF no dia 11/09

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e candidato a senador pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Eduardo Serra, estará na UENF no próximo dia 11 de Setembro para participar de um debate sobre “O papel das universidades na organização das lutas sociais e na própria defesa contra os ataques do governo”.

O debate ocorrerá a partir das 17:00 horas na sede social da Associação de Docentes da UENF, conforme mostra o cartaz abaixo. 

Em tempo: apesar do público-alvo ser a comunidade da UENF, todos os interessados poderão participar desta atividade.

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Marcelo Freixo participa de debate na UENF sob olhares atentos de fiscais do TRE

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) que hoje participa de uma rodada de debates em universidades na cidade de Campos dos Goytacazes,manteve um animado bate papo no início desta tarde na sede da ADUENF com membros dos três segmentos que compõe a comunidade universitária da UENF sobre o significado das mobilizações de junho de 2013. Freixo falou ainda da importância das universidades na construção de formas alternativas para superar os graves desafios que o modelo econômico dominante traz para o cotidiano da maioria da população do Rio de Janeiro. No caso específico do financiamento das universidades estaduais, Freixo falou da importância que as comunidades universitárias da UENF, UERJ e UEZO unifiquem a defesa da aplicação dos 6% da receita líquida corrente que foi aprovada pela ALERJ e vetada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Além de Marcelo Freixo, também estiveram presentes uma série de ativistas sociais, incluindo a senhora Noêmia Magalhães, uma das principais lideranças da ASPRIM, que aproveitou a ocasião para falar do drama social vivido por centenas de famílias do V Distrito de São João da Barra que tiveram suas terras expropriadas pelo (des) governo Sérgio Cabral que as entregou para o conglomerado de empresas do ex-bilionário Eike Batista. A fala da Dona Noêmia foi saudada como Marcelo Freixo que exaltou a importância da resistência organizada pelos agricultores do V Distrito contra as injustiças que foram ali cometidas por Sérgio Cabral.

Uma nota peculiar foi a presença em todo o período em que o bate papo durou de dois fiscais do Tribunal Regional Eleitoral, que acompanharam de forma atenta as falas de todos que se manifestaram sobre a situação de crise em que a UENF está imersa neste momento.  Espero que eles tenham saído tão satisfeitos como os demais participantes do bate papo com Marcelo Freixo. Eu sei que eu sai!

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Diretoria da ADUENF emite declaração pública sobre protesto dos estudantes da UENF

Fomos surpreendidos na manhã e ao longo de todo o dia de ontem (11/08/2014) pela manifestação dos estudantes, organizada pelo DCE/UENF, que fechou as entradas do campus.

 Infelizmente, não causou a mesma surpresa a noticia de que este governo do Sr Luiz Fernando Pezão não honrou compromisso assumido pelo próprio Governador. Há muito tempo, ‘honra’ deixou de ser um adjetivo adequado a descrever esse grupo que se instalou no governo do Estado do Rio de Janeiro. 

Infelizmente, não causa a mesma surpresa, as reiteradas notícias de cortes e contingenciamentos por parte de um governo que não honra sequer o orçamento da UENF enviado polo próprio governo à, e aprovado pela, ALERJ. Orçamento que já nasce mutilado frente ao solicitado pelo CONSUNI e que vem diminuindo em números absolutos ano a ano.

 O problema do reajuste no valor das bolsas, não para valores nababescos mas para deixá-las iguais aos valores praticados pela UERJ!, é parte de um problema maior, que atinge a todos nós em todos os níveis. É o problema do próprio estrangulamento por que passa a UENF, que está inserido num contexto que envolve toda a dinâmica das forças políticas que disputam corações e mentes mundo afora. Como alertou o próprio Darcy Ribeiro “a crise na educação não é uma crise, mas um projeto”. Um projeto de sociedade neoliberal que vê nos serviços, educação inclusive, uma fonte de lucro e não alavanca do progresso e desenvolvimento. Por isso deve ser destruída uma Universidade que, pública e gratuita, apesar deste governo, consegue se projetar como alavanca do desenvolvimento social ao oferecer ensino de qualidade.

 O caminho para a destruição da Universidade pública já é conhecido, e foi aplicado com esmero e grande êxito, do ponto de vista neoliberal, no ensino médio: aviltamento dos salários e verbas insuficientes para a manutenção das condições mínimas de trabalho, como telefone, água, luz entre outras tantas contas atrasadas.

 Em paralelo, temos a criminalização dos movimentos sociais e a tentativa do governo do estado de introduzir o aparato repressivo estatal dentro da UENF, via o Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS). Ora, senhoras e senhores abram os olhos! Se existe algum problema de segurança no campus é o problema de o orçamento da Universidade, que previa verbas para pagar aos terceirizados, não ser cumprido. Por um lado, o Estado corta a verba para a segurança e, por outro, oferece verba para contratar o aparelho repressor do próprio estado

O pior nessa história toda é notar que alguns colegas nossos não conseguem enxergar além das barricadas e veem nelas o problema. A manifestação dos Estudantes, por mais que possa ter causado transtornos momentâneos, faz parte da solução e não do problema. Se nós estamos cansados e desgastados depois de três meses de dura greve contra um governo que não está nem um pouco interessado em resolver os problemas da UENF, ao contrário, age para ampliá-los, isso é compreensível. Mas que nós neguemos apoio, ou pior, ameaçemos usar das nossas aulas como instrumento de repressão ao movimento estudantil, isso é inadmissível.

Por isso a ADUENF conclama a todos os colegas a apoiar e incentivar a luta dos estudantes em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade.

DIRETORIA DA ADUENF

GESTÃO 2013-2015

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2014/08/diretoria-da-aduenf-faz-declaracao.html

UENF: Pezão pediu voto de confiança apenas para ter mais tempo para apertar o garrote

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No dia 06.06.2014, o (des) governador Luis Fernando Pezão esteve na UENF e pediu um voto de confiança dos sindicatos, inclusive o dos professores que estavam em greve. Segundo Pezão, ele usaria este gesto para estudar formas de melhorar a proposta enviada inicialmente pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (SEPLAG). 

Hoje, 19 dias depois daquela visita, enquanto Pezão inaugurava uma ETA em São João da Barra, a sua base parlamentar inviabilizou qualquer chance de melhoria para uma reposição de perdas que minimizasse a sangria salarial de professores, e principalmente, servidores técnico-administrativos da UENF. Ao final, o máximo que se conseguiu no caso dos professores, e sob muita pressão da ADUENF e dos membros da Comissão de Educação da ALERJ, é que a segunda parcela da mixaria entregue pelo (des) governo liderado por Pezão seja paga em março de 2015, e não em julho como queria o secretário Sérgio Ruy. 

Essa postura intransigente do (des) governo do PMDB não apenas para com os servidores da UENF (professores inclusos), mas com todo o funcionalismo estadual, certamente manterá um clima de intranquilidade pairando sobre o campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes, e no campus avançado de Macaé.  

Há ainda que se mencionar que três dos deputados estaduais da região que compõe a base governista (Christino Áureo,  João Peixoto e Roberto Henriques) votaram contra a alocação de 6% do orçamento estadual para o uso das três universidades fluminenses.  Depois não adiantará esses políticos aparecerem na UENF para pedir voto, pois lembraremos de que lado eles estiveram num momento tão crucial da história de nossa jovem universidade.

Pior sorte ainda enfrenta a reitoria da UENF que foi apontada hoje no plenário da ALERJ pelo deputado Comte Bittencourt, presidente da Comissão de Educação, como tendo tido uma condiçaõ desastrosa em todo o processo de luta pela reposição salarial de professores e servidores. Se o descrédito interno já era forte,   a exposição pública feita por um parlamentar que é normalmente cordato e polido, deixa os atuais gestores da UENF numa posição para lá de precária. 

Do Blog da Aduenf: Placar dos que votaram a favor (SIM) e contra (NÃO) dos 6% para as universidades estaduais  

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Em votação realizada na segunda-feira passada (23/06), a Assembléia Legislativa aprovou por 25 a 24 uma emenda apresentada pelo presidente da Comissão de Educação, deputado Comte Bittencourt (PPS), para garantir que 6% do orçamento do governo do Rio de Janeiro serão destinados para as três universidades estaduais (UENF, UERJ, UEZO), cumprindo o que determina a Constituição Estadual.

A ADUENF estava presente nessa votação, e apresenta abaixo o placar dos que votaram a SIM ou NÃO a esta importante e necessária emenda parlamentar:

Quem votou SIM: André Ceciliano, Aspásia Camargo, Bebeto, Carlos Minc, Cidinha Campos, Clarissa Garotinho, Comte Bittencourt, Dr. Jose Luiz Nanci, Édino Fonseca, Enfermeira Rejane, Flavio Bolsonaro, Geraldo Moreira, Geraldo Pudim, Gerson Bergher, Gilberto Palmares, Inês Pandeló, Janira Rocha, Lucinha, Luiz Paulo, Marcelo Freixo, Marcos Soares, Myriam Rios, Paulo Ramos, Xandrinho e Zaqueu Teixeira.

Quem votou NÃO: Alexandre Correa, André Corrêa, André Lazaroni, Chiquinho da Mangueira, Christino Áureo, Claise Maria, Coronel Jairo, Dica, Dionísio Lins, Domingos Brazão, Edson Albertassi, Felipe Peixoto, Graça Matos, Iranildo Campos, Jânio Mendes, João Peixoto, Luiz Martins, Marcio Pacheco, Marco Figueiredo, Marcus Vinicius, Roberto Henriques, Rosangela Gomes, Samuel Malafaia e Thiago Pampolha.

A divulgação desses posicionamentos é fundamental para que toda a população fluminense quem se posicionou a favor e contra as universidades estaduais!

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2014/06/placar-dos-que-votaram-contra-e-favor.html

Palco na ALERJ está montado. Vamos ver como se comportam os atores (deputados) de Campos

As informações que me chegam do Rio de Janeiro é que a base do (des) governo Pezão/Cabral irá votar hoje ou amanhã o Projeto 3050/2014 da forma em que o mesmo chegou na ALERJ, o que implicará num duro golpe às necessidades de recomposição salarial de professores e servidores da UENF.

Essas previsões são apenas previsões, pois não se sabe ainda como os deputados efetivamente votarão. Agora, uma coisa é certa, os deputados que têm sua base na cidade de Campos dos Goytacazes terão seu voto acompanhados e documentados. Afinal de contas, se sabe que um voto contrário à UENF será também um voto contrário aos interesses da nossa cidade.

E quem são os deputados “campistas”?  Vejam abaixo e depois que o pano descer, podem ficar certos que informarei aqui como votou cada um deles.

Roberto Henriques (PSD),  da base governista

João Peixoto (PSDC ), da base governista

Geraldo Pudim (PR), da oposição ao governo Pezão/Cabral

Clarissa Garotinho (PR), da oposição ao governo Pezão/Cabral