ADUENF cria logotipo da campanha em defesa da UENF
A ADUENF está nas ruas de Campos dos Goytacazes e de outras cidades como Macaé e Rio das Ostras colhendo assinaturas em um abaixo-assinado que será enviado ao governador do Rio de Janeiro para cobrar soluções para a crise financeira e o atraso no pagamento de salários e bolsas acadêmicas que ameaçam o funcionamento da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).
Agora para fortalecer essa campanha de defesa da Uenf, a ADUENF criou o logotipo mostrado abaixo para simbolizar o compromisso da sua comunidade universitária e da população das regiões onde a universidade vem atuando no interior do estado do Rio de Janeiro.
A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) lançou uma petição pública dirigida ao governador do estado do Rio de Janeiro para que seja atendida a pauta de reivindicações dos servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminens
Na justificativa da petição está indicada que esta é uma causa importante na medida em que o “funcionamento da UENF depende do atendimento da pauta, como pagamento das despesas básicas (água, luz e telefone), além do pagamento dos salários dos servidores e bolsas em datas determinadas.“
Quem desejar apoiar esta petição pública, basta clicarAqui!
Numa iniciativa anterior ao início da greve dos professores que deverá ser iniciada na próxima segunda-feira (04/04), a Associação de Docentes lançou uma série de vídeos que apresentam os professores da instituição falando de suas pesquisas e dos riscos que anos de trabalho correm neste momento pela possibilidade de que sejam suspensos os serviços de água e eletricidade por falta de pagamentos.
Os dois vídeos iniciais da série que mostram os depoimentos das professoras Karoll Andrea Alfonso Torres Cordido, do Laboratório de Zootecnia, e Virginia Silva Carvalho, do Laboratório de Fitotecnia. Em ambos os depoimentos fica claro não apenas a importância das pesquisas para a melhoria da agricultura brasileira, mas também como anos de trabalho poderão ter que ser jogados fora pela falta de água e eletricidade.
Ambos os depoimentos revelam de forma bastante racional o risco que correm hoje importantes pesquisas realizadas na Uenf. E a pergunta que se coloca de imediato é a seguinte: como é possível em pleno século XXI que o conhecimento científico seja tratado de forma tão descuidado pelos (des) governantes de plantão?
Sob risco de ficar sem água e eletricidade, comunidade universitária vai às ruas denunciar o abandono da Uenf
Por Blog da Aduenf
A situação crítica que foi informada no dia de ontem pela reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) teve uma resposta firme no final da tarde desta 3a .feira (22/03) quando centenas de estudantes e servidores liderados pela Associação de Pós-Graduandos, DCE/UENF e do SINTUPERJ/UENF foram às ruas denunciar a crise criada pelo governo do Rio de Janeiro na melhor universidade do estado segundo o Índice Geral de Cursos de graduação do Ministério da Educação (MEC).
A ameaça que paira sobre a Uenf de ter seus serviços de água e eletricidade cortados já na volta do feriado da Semana Santa serviu como um combustível adicional para mobilizar os estudantes que estão com o pagamento de suas bolsas atrasado desde janeiro. Entretanto, a defesa da existência e funcionamento correto da universidade esteve no centro das falas que ocorreram para denunciar o descaso do governo Pezão.
A diretoria da Aduenf entende que a nossa universidade não pode ser tão desrespeitada e entende que ir às ruas denunciar esta situação inaceitável foi uma decisão acertada, pois a população precisa ser informada do que está ocorrendo.
ADUENF faz assembleia e professores aderem à mobilização dos servidores estaduais
Atendendo a convocação da diretoria da ADUENF, os professores da Uenf se reuniram em assembleia nesta 3a. feira (26/01) e aprovaram uma pauta de ação para os próximos meses. O principal objetivo desta pauta é fazer frente aos ataques aos direitos dos servidores que estão sendo realizados pelo governo do Rio de Janeiro.
Além de decidir engrossar o ato unificado dos servidores estaduais que ocorrerá no dia 03 de Fevereiro em frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, os professores da Uenf também decidiram manter o estado de greve como forma de pressionar o governo estadual a realizar o pagamento dos salários de forma única e nas datas anteriormente praticadas.
A assembleia também decidiu que os professores da Uenf vão participar da caravana dos servidores estaduais que sairá de Campos dos Goytacazes e que já conta com uma forte adesão dos professores da rede estadual e da Faetec. Os interessados em participar da delegação de Campos deverão entrar imediatamente em contato com a secretaria da ADUENF para fornecer seus dados pessoais!
Benditas coincidências de uma campanha eleitoral: bolsas atrasadas dos meses de maio e junho serão pagas no mesmo dia do debate eleitoral organizado pela Aduenf, DCE/UENF, Sintuperj os candidatos à reitoria da Uenf!
Após uma semana de mobilizações, inclusive uma que contou a participação dos estudantes da Uenf na cidade do Rio de Janeiro, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro esteve na sede social da Associação de Docentes (Aduenf) para um encontro político com a comunidade universitária. Além do presidente da Comissão Educação, o deputado Comte Bittencourt (PPS), estiveram presentes os deputados Flávio Serafini (PSOL) e Dr. Julianelli (PSOL).
Durante a sua fala, o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) criticou a opção do governo Pezão pelas tercerizações e corte de verbas no ensino superior estadual. Para Serafini, é essa política que causa o atraso no pagamentos, a diminuição da bolsa dos cotistas para 300 reais e desrespeito à data-base dos técnicos e professores. Serafini lembrou ainda que o (des) governo Pezão tem margem no orçamento para aumentar em 50% o gasto com o funcionalismo. Isso, ao lado do respeito aos 6% para as universidades estaduais, seria possível sair da atual cris, acrescentou o parlamentar do PSOL.
Um momento desconfortável para a reitoria da Uenf em sua eterna submissão ao (des) governo do Rio de Janeiro se deu quando o vice-reitor Edson Corrêa afirmou que, apesar de todos os problemas a Uenf estava limpa e bem cuidada. Nesse momento, o presidente da Comissão de Educação, Comte Bittencourt (PPS) afirmou que de anda adianta a Uenf estar com boa aparência, se os estudantes estão sofrendo com o atraso crônico no pagamento de suas bolsas!
O saldo político dessa reunião foi importante, na medida em que a partir dessa visita outras ações deverão ser coordenadas pelos sindicatos da Uenf, e agora com o conhecimento de causa do comando da Comissão de Educação da Alerj.
Por último, um fato notado foi a ausência do reitor da Uenf, Silvério Freitas, nesse evento político. Aliás, não foi só ali que o reitor não apareceu nos últimos meses, deixando a impressão de que o timoneiro já abandonou a nau desgovernada.
Quem acompanha minimamente a vida interna da UENF sabe que a reitoria foge da ALERJ, como o diabo foge da cruz. É que pela lógica palaciana que é aplicada por seus membros, eles só frequentam o Palácio Tiradentes onde está instalada a ALERJ quando instados pelos deputados, ou orientados pelos ocupantes de outro palácio, o da Guanabara.
Assim, é que sempre me causa estranheza quando os sindicatos trabalham para que parlamentares visitam o campus Leonel Brizola para ver de perto a situação caótica em que estamos paulatinamente sendo colocados pelo (des) governo do PMDB, e a reitoria aparece para levá-los para dentro de uma sala de reuniões e tirar fotografias, as quais depois serão publicadas na página oficial da UENF, sem qualquer menção de como este ou aquele parlamentar foi parar no campus. Esse comportamento me lembra aquela metáfora que coloca um grupo empurrando o carrinho de sorvetes, e um esperto caminhando ao lado de braços cruzados enquanto grita “Kibon! Kibon!”
E este comportamento de tentar lucrar com os esforços feitos pelos sindicatos representativos das três categorias que formam a UENF se repetiu nesta 6a. feira (13/03) durante a visita do deputado estadual Marcos Antonio da Silva, o Papinha. Agora, quem observar bem a imagem acima, verá que os representantes da reitoria, a começar pelo vice-reitor, demonstram uma certa estupefação. Eu intuo que deve ser por causa do trabalho que devem estar tendo para explicar como deixaram a universidade chegar ao fundo do poço sem, sequer, dar ao trabalho de reunir a comunidade universitária e informar quão mal andam as coisas, e quais são as medidas que estão sendo tomadas para defender os interesses da UENF.
Uenf sofre com corte de verbas e pode ficar sem água e luz
Sem R$ 19 milhões no orçamento, universidade não tem como pagar bolsistas e manter projetos
EDUARDO FERREIRA
Rio – Considerada a 11ª melhor do Brasil e a primeira do Estado do Rio, segundo estudo recente do Ministério da Educação, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) vive uma situação dramática. O corte de R$ 19 milhões do orçamento da instituição pelo governo estadual — de R$ 172 milhões para R$ 153 milhões este ano — afetou diretamente os pagamentos de contas de energia, água, telefone, segurança e limpeza terceirizada, além do repasse dos recursos para o restaurante universitário e a contratação de professores auxiliares.
A universidade, considerada pelo MEC a segunda melhor estadual do país, agoniza com a falta de recursos. Foto: Divulgação
A preocupação do presidente da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, é que a universidade não tenha mais condições de funcionar. “Estamos preocupados. Semana que vem (esta semana) vou ao Rio iniciar contatos com governantes para pedir uma ajuda. Estamos sem telefone por causa do atraso no pagamento. Se cortarem a água e a luz, a Uenf fecha as portas”, afirmou.
Outro problema, segundo Passoni, é que as bolsas estudantis de todas as modalidades estão em atraso há dois meses. “Isso prejudica diretamente a manutenção dos estudantes na universidade e os projetos estão paralisados. Os novos terão que ser indefinidamente adiados. Nenhum estudo de extensão está sendo pago. Os alunos carentes e os cotistas encontram dificuldades se as bolsas forem pagas com atraso”, comentou.
Em nota, o reitor da Uenf, Silvério de Paiva Freitas, explicou que as bolsas em atraso são pagas com a chamada “verba descentralizada da Faperj”, concedida a todas as universidades estaduais para que possam conceder bolsas para atuar em projetos vinculados à universidade. Segundo a nota, a reitoria tem tentado uma solução junto às secretarias estaduais e à Faperj para solucionar o problema.
“Todos os procedimentos do pagamento de janeiro deste ano foram concluídos no tempo correto e, desde o dia 9 de fevereiro, encontram-se à disposição da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), aguardando a sua execução. Do mesmo modo, todos os procedimentos referentes ao mês de fevereiro de 2015 foram concluídos na última terça-feira, restando a liberação financeira pela Sefaz”, informou. A Secretaria informou que os pagamentos à Faperj estão sendo negociados junto à instituição . “Não há um prazo a ser informado, está em negociação permanente”, informou a assessoria.
Professor fica sem material
O professor Marcos Pedlowski diz que as bolsas são a fonte de renda única para muitos estudantes, que dependem do pagamento regular para permanecerem nas cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, onde os programas de pós-graduação da Uenf são oferecidos. Na última quinta-feira, o movimento estudantil protestou pelo pagamento de bolsas atrasadas. “Os alunos não incendiaram o bandejão porque ele é mantido com dinheiro do MEC”, disse.
Segundo ele, só com despesas de salários e bolsas acadêmicas, a Uenf gasta R$ 120 milhões. “Soma-se luz, água, telefone, insumos para os quatro centros de pesquisa, funcionários terceirizados de limpeza e segurança. A conta não fecha. Houve uma perda de R$ 19 milhões. É muita coisa.”
O professor contou que teve que tirar dinheiro do seu projeto para pagar os testes para os alunos. “O papel almaço das provas que aplico quem compra sou eu. A tinta para impressão também. Antigamente, eu pedia material para o almoxarifado da universidade, agora não tem mais”, destacou.
De acordo com o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Braullio Fontes, apesar desse panorama, os estudantes continuam a tocar os programas. “Mesmo sem o pagamento, os alunos estão mantendo os projetos. Eu, por exemplo, não recebi a bolsa de janeiro e nem de fevereiro, mas continuo o meu curso de extensão em Filosofia”, observou.
Em outra nota, a Gerência de Recursos Humanos da Uenf informou que contestou a decisão do governo de não corrigir os percentuais de pagamento do adicional de insalubridade dos servidores estatutários, reajustados por conta de enquadramento, progressão ou triênio.
Governo Pezão inicia com assalto aos direitos trabalhistas.
Para manter a generosa política de isenção fiscal concedida aos amigos do poder, Pezão opta por descontos inéditos nos salários dos servidores, além de cortes orçamentários que prometem criar “dificuldades na manutenção das atividades finalísticas da universidade”.
As entidades representativas da comunidade Universitária, ADUENF, SINTUPERJ e DCE, estão juntas na denúncia e mobilização para reverter a política de arrocho, cortes de direitos, descumprimento de acordos e ações ilegítimas que afetam toda nossa comunidade.
O desconto do auxilio alimentação dos “dias parados” foi um ato autoritário e ilegítimo. Já há acórdão do STF de que o servidor tem direito ao adicional integral inclusive nas férias. Mas não parou por aí, mais maldades estão sendo preparadas pelo governo, ao modificar a definição do cargo, o vínculo empregatício e omitir, do contra cheque, o % do salário a que se refere o adicional de insalubridade. Colegas que foram reenquadrados recentemente relatam que o valor do adicional de insalubridade permaneceu congelado, deixando de representar 20% do salário base.
Também contra os estudantes a desfaçatez se manifesta. Não bastasse o atraso no pagamento das bolsas e o não pagamento de modalidades de bolsa como a “Universidade Aberta”, o acordo firmado no final do ano passado, segundo o qual as bolsas estudantis praticadas na UENF teriam o mesmo valor daquelas da UERJ, não foi cumprido.
PELA MANUTENÇÃO DOS DIREITOS E CUMPRIMENTO DOS ACORDOS.