E se Trump visse a camisa que Obama ganhou de Lula?

Hoje o presidente Jair Bolsonaro presenteou Donald Trump com uma camiseta da seleção brasileira de futebol, no que se configura em uma daquelas amabilidades que autoridades adoram fazer umas para outras (ver imagem abaixo).

camisa trump

O problema é que essa não foi a primeira vez que este gesto foi realizado por um presidente do Brasil em relação ao congênere estadunidense. E, pior, com um detalhe que faz toda a diferença. É que a camiseta entregue pelo ex-presidente Lula a Barack Obama em um encontro do G-8 que ocorreu em 2009 em Genebra estava toda autografada pelo time que acabara de vencer a Copa das Confederações que ocorreu na África do Sul em junho de 2009, justamente sobre o time dos EUA.

camisa obama

Com certeza Donald Trump  não iria ficar contente em receber uma camiseta que estava tão limpa quanto o dia em que saiu de fábrica, enquanto a de Obama ostentava aquele tipo de registro que qualquer um gostaria de ver em uma camisa da seleção brasileira.

 

 

África do Sul e a Baixada Fluminense compartilham uma coincidência macabra: assassinatos em série de candidatos a cargos eletivos

Acabo de assistir uma matéria na rede  estadunidense CNN sobre uma série de assassinatos cometidos na véspera das eleições que vão ocorrer na África do Sul tendo como alvo candidatos pelo partido governista African National Council (ANC). 

Ao focar apenas na violência que está ocorrendo na África do Sul, a CNN está perdendo uma oportunidade de ouro para traçar comparações com o Rio de Janeiro, mais especificamente, a Baixa Fluminense, onde a mesma forma de eliminação de potenciais concorrentes a cargos eletivos também vem ocorrendo.

A curiosidade da matéria da CNN é que a morte de dezenas de candidatos do ANC está sendo atribuída a membros do próprio partido que estaria tentando facilitar as suas vitórias com o objetivo de participar do sistema de corrupção vigente na África do Sul. 

Eu fico intrigado se a CNN viesse apurar os assassinatos ocorrendo na Baixa Fluminense se o motivo das mortes seria muito diferente.

Maior sindicato da África do Sul corta laços políticos com o CNA

NUMSA

Por Peroshni Govender

JOHANESBURGO, 20 Dez (Reuters) – O maior sindicato da África do Sul não vai apoiar o governista Congresso Nacional Africano (CNA) nas eleições do ano que vem, disse o secretário-geral da entidade nesta sexta-feira, em um golpe ao presidente Jacob Zuma, cujo apoio político junto à classe operária está em rápido desgaste.

A decisão tomada pelo Sindicato Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul (Numsa, na sigla em inglês), com mais de 330 mil filiados, é mais um sinal da deterioração da aliança forjada com a CNA na luta em comum contra o apartheid.

O Numsa é o maior bloco dentro da central sindical Cosatu, que por sua vez integra um aliança formal de governo, junto com o CNA e o Partido Comunista da África do Sul.

No entanto, o Numsa tem se desentendido com todos os três integrantes da aliança, acusando-os de defender políticas em prol das corporações.

“O Numsa como organização não vai endossar nem apoiar o CNA ou qualquer outro partido político em 2014”, disse o secretário-geral Irvin Jim em coletiva de imprensa após reunião com integrantes do sindicato.

Ele disse que funcionários do Numsa e trabalhadores poderiam fazer campanha a favor do CNA, mas teriam que fazê-lo “no seu tempo livre e com seus próprios recursos”.

Jim também pediu a renúncia de Zuma, que foi vaiado no memorial em homenagem ao herói na luta contra o apartheid Nelson Mandela no dia 10 de dezembro.

FONTE: http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE9BJ03C20131220