Audiência reúne mais de 400 atingidos em Cachoeiras de Macacu

Por CombateRacismoAmbiental

guapi macacu- Cópia

Nesta segunda-feira (28), a Audiência Pública organizada pela Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) reuniu mais de 400 pessoas em Cachoeiras de Macacu (RJ), localizada a cerca de 100 km da capital, para debater o projeto de barragem previsto para o rio Guapiaçu.

O evento – realizado à beira da área que pode ser alagada pelo lago da barragem – contou com a presença do Ministério Público Federal, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sub Comitê de Bacia da Guanabara, sindicatos rurais da região, professores e estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), além representantes do legislativo federal, estadual e municipal.

Proposto pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o projeto para o rio Guapiaçu faz parte da compensação ambiental imposta ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) – maior obra da história da Petrobrás -, que atualmente se encontra em fase de construção no município de Itaboraí, localizado ao lado de Cachoeiras de Macacu.

Atualmente empregando 29 mil trabalhadores, o Comperj deverá iniciar sua operação apenas em 2016. Apesar disso, os municípios do Leste Fluminense já sofreram um grande impacto com a chegada do empreendimento, que pode se tornar um dos maiores centros de refino de petróleo do mundo.

Entre os impactos está o aumento populacional da região e, conseqüentemente, o acrescimento nos níveis do consumo de água. A barragem do Guapiaçu serviria para suprir essa demanda.

A barragem, se construída, poderá atingir diretamente três mil pessoas, além de incidir sobre uma cadeia produtiva de quinze mil trabalhadores, que gera anualmente aproximadamente R$ 100 milhões. A região movimenta uma produção diária de 55 toneladas de alimentos, liderando o plantio de aipim e milho, produtos destinados principalmente ao consumo da cidade do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, grande parte dos atingidos ressalta a importância de continuar em suas terras. “É minha sobrevivência, eu não sei fazer mais nada, dependo desta terra, sem essa terra eu não sou nada. Você vai fazer o que com 60 anos por aí em outro lugar? Temos que lutar contra a barragem. Pra barragem aqui a resposta é não e não”, afirma o agricultor Dionísio, morador de um dos 142 lotes da antiga fazenda Serra Queimada, submetida à reforma agrária no ano de 2002.

Dionísio vive na região há mais de 50 anos e retira de seus três hectares uma média de 20 mil reais anualmente a partir da sua plantação de mandioca. A agricultura familiar é a principal fornecedora de alimentos básicos para a população brasileira, segundo dados do IBGE. A produção do seu Dionísio integra os 87% de toda a mandioca produzida pelos pequenos agricultores que chega à mesa dos brasileiros.

dionisio macacu

Para o membro da coordenação nacional do MAB, Leonardo Maggi, as obras devem ser suspensas até que o Governo do Estado abra um canal de diálogo com os atingidos e apresente todas as informações referentes à barragem. “Exigimos a suspensão imediata de todas as obras em andamento no leito da barragem, que já foi provada ser totalmente ilegal, imoral e injusta. O governo tem que explicar para o povo quais são seu verdadeiros planos para o rio Guapiaçu”, afirma.

Ao final do evento foram tirados como encaminhamentos a abertura de uma Audiência Pública permanente para consulta da população, além da criação de um Grupo de Trabalho específico na Alerj para pensar alternativas ao projeto de barragem de Guapiaçu.

Uma nova audiência foi agendada para o próximo mês.

Irregularidades

O membro da Associação de Geógrafos Brasileiros e do Grupo de Trabalho sobre os impactos de grandes empreendimentos no espaço agrário do Rio de Janeiro, Eduardo Barcellos, aponta diversas irregularidades no processo de licenciamento da barragem do Guapiaçu.

A primeira e mais grave é o duplo papel exercido pela Secretaria de Meio Ambiente, que ao mesmo tempo é proponente e avaliadora do projeto. “Ela está avaliando uma proposta que ela mesma propôs. É uma fragilidade enorme do ponto de vista institucional, você não tem um licenciamento isento”, afirma.

Além disso, o pesquisador assinala irregularidades nos decretos expropriatórios, publicados pelo Governo Estadual em setembro e novembro de 2013, sem um parecer oficial do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), órgão ambiental responsável no Rio de Janeiro. “Eles declararam uma área de utilidade pública que nem sequer foi avaliada pelo órgão ambiental. Isso fratura todo o processo de licenciamento, que seria apresentar os estudos ambientais, fazer as audiências públicas, consultar a população pra depois decidir a viabilidade do projeto”, ressalta.

O decreto ainda prevê uma indenização de 5 mil reais para cada hectare desapropriado. Como a região do Guapiaçu é formada por pequenas propriedades – minifúndios de 3 a 4 hectares – a indenização para cada família ficaria entre 15 e 20 mil reais em média. “Você não consegue comprar um barraco na região metropolitana do Rio de Janeiro por esse valor”, ressalta Eduardo.

FONTE: http://racismoambiental.net.br/2014/04/rj-audiencia-reune-mais-de-400-atingidos-em-cachoeiras-de-macacu/

Convite para audiência pública que discutirá efeitos da barragem do COMPERJ em Cachoeiras do Macacu

Segue abixo o convite da Audiência Pública para avaliar os impactos sociais, ambientais e econômicos da implantação de Barragem no Município de Cachoeiras de Macacu, realizada a pedido dos movimentos sociais pela Comissão de Trabalho da ALERJ presidida pelo Deputado Estadual Paulo Ramos (PSOL), que ocorrerá no dia 28 de Abril de 2014 (2a. feira), às 13 horas, no Galpão da Casa do Pão de Queijo do Olavo, Km 17 da Estrada Rio – Friburgo (RJ 122).

audiencia comperj

A construção da barragem grande da refinaria do COMPERJ / PETROBRAS no Rio Guapiaçu ameaça de remoção e despejo 1.100 agricultores familiares e trabalhadores de assentamentos da reforma agrária; desmatamento da Mata Atlântica (crime ambiental), além de provocar a perda de 6 mil empregos diretos na agricultura gerando um prejuízo econômico estimado em R$ 100 milhões ao ano ao município. A mega-barragem também provocará a salinização dos manguezais da APA de Guapimirim prejudicando o sustento de 2 mil pescadores artesanais. 

Uma caravana sairá do Centro do Rio de Janeiro para a audiência em Cachoeiras de Macacu no dia 28/4: caso deseje ir no ônibus que levará militantes dos movimentos sociais e da mídia alternativa, entre em contato com Sérgio Ricardo através do telefone (21) 99734-8088.

ASPRIM convoca ato “POR UM AÇÚ SEM DESAPROPRIAÇÃO, COM MAIS RESPEITO E PRODUÇÃO!”

A diretoria da Associação de Produtores Rurais e Imóveis (ASPRIM), legítima representante dos agricultores desapropriados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) está convocando organizações sociais, partidos políticos e cidadãos para fortalecer o ato “POR UM AÇÚ SEM DESAPROPRIAÇÃO, COM MAIS RESPEITO E PRODUÇÃO!” que deverá ocorrer na próxima 6a. feira (21/02).

Abaixo a convocação assinada pelo vice-presidente da ASPRIM, Rodrigo Silva:

Na plenária da última reunião mensal da ASPRIM, realizada no dia 02 de Fevereiro de 2014, ficou agendado um ATO PÚBLICO em forma de protesto, por todas as irregularidades ocorridas sobre as COMUINIDADES DESAPROPRIADAS, por conta dos atos irresponsáveis e desumanos do Governo do Estado.

No dia 21 de FEVEREIRO DE 2014 às 15:00h, ocorrerá o ato,” POR UM AÇÚ SEM DESAPROPRIAÇÃO COM MAIS RESPEITO E PRODUÇÃO!”

Conto com o apoio dos colegas de luta, para veicular e disseminar tal encontro, que ocorrerá com todos os avisos as autoridades competentes, estes para dar suporte e segurança na decorrência do mesmo, como é do nosso cotidiano. Que Deus ilumine a todos, amém!
 
 Atenciosamente, Rodrigo.”

Folha da Manhã faz resumo da ópera sobre o Porto do Açu: muita desapropriação e pouca instalação industrial

(Des) governo Cabral criou latifúndio improdutivo que agora é controlado por uma corporação estrangeira

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O Jornal Folha da Manhã publicou hoje (16/02) uma matéria para divulgar a evolução do projeto do Porto do Açu que, aparentemente, vai se dirigir essencialmente para a área do petróleo (Aqui!). Além das costumeiras estimativas otimistas sobre o futuro do empreendimento que hoje é controlado pelo fundo estadunidense EIG (em suma, o porto que era de Eike agora é mesmo um enclave estadunidense), a matéria traz duas informações preciosas:

1. Da área total desapropriada, menos de 10 quilômetros quadrados estão hoje ocupados. E parte disso refere-se ao estaleiro da OSX, cujo futuro é incerto.

2. O porto vai vingar, mas será menor e terá outro perfil”, diz uma fonte próxima ao projeto.

Essas duas informações colocadas juntas colocam definitivamente em xeque as justificativas feitas pelo (des) governo de Sérgio Cabral para ter desapropriado centenas de famílias de agricultores familiares e pescadores numa área total de 7.500 hectares (o equivalente a 75 quilometros quadrados)! Em suma, em nome de um modelo ultrapassado de desenvolvimento, o que o (des) governo Cabral está fazendo é criando um imenso latifúndio improdutivo e, ainda por cima, colocando-o de bandeja nas mãos de uma corporação estrangeira.

Como amanhã (16/02) haverá mais uma daquelas audiências organizadas pelo deputado Roberto Henriques para supostamente discutir a situação do Porto do Açu, a qual deverá contar com a presença do (des) secretário Júlio Bueno e da presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN), bem que alguém poderia perguntas à essas autoridades, por que ainda se continua desapropriando terras no V Distrito de São João da Barra!?

CODIN faz mais desapropriações de “réus ignorados” na retroárea do Porto do Açu

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Apesar do colapso do Grupo EBX que colocou em xeque a continuidade do megaempreendimento conhecido “Complexo do Açu”, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) continua com sua marcha de desapropriações contra agricultores familiares no V Distrito de São João da Barra. A imagem acima reproduz um novo pacote de desapropriações na localidade de Campo da Praia que engloba uma área aproximada de 52,00 hectares que formam hoje sete propriedades.

Pois bem, destes sete proprietários, seis estão sendo citados ou intimados como “réus ignorados” pela justiça de São João da Barra. Apesar de transitar pela área só desde 2010, fico pasmo com essa incapacidade (para não dizer outra coisa) da CODIN em identificar os proprietários dessas áreas ,visto que em Campo da Praia todos literalmente se conhecem e sabem com grande grau de exatidão a quem pertence cada palmo de terra.

Então por que a CODIN continua utilizando a granel a figura do “réu ignorado” nos processos que move contra centenas de famílias do V Distrito de São João da Barra? Para principiantes nesse tipo de querela judicial, a primeira explicação é a de que esta estratégia dificulta bastante que as famílias desapropriadas constituam advogados em tempo hábil. Como decorrência disso, elas ficam desprotegidas tanto no processo de perícia judicial para definir o real valor das terras desapropriadas,  como no momento em que a imissão de posse é realizada. Em suma, as famílias desapropriadas ficam desprotegidas e à mercê da ação do Estado que não hesita em usar a força policial para removê-las sem que haja o pagamento do valor justo e em tempo  hábil.

Agora a questão que mais merece atenção dos que se preocupam com essa situação é que essas desapropriações não possuem nem sentido e nem urgência, visto que a CODIN não tem demonstrado que haja qualquer viabilidade para o natimorto “Distrito Industrial de São João da Barra” que é a justificativa oficial para toda essa tomada de terras. Na prática, o que vem ocorrendo é a passagem das terras desapropriadas para as mãos de corporações privadas (antes o Grupo EBX e agora o fundo estadunidense EIG).  E há nome para esse tipo de ação nos compêndios dos estudos agrários brasileiros. Basta procurar que se acha.

Convite para reunião do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía da Guanabara

Convite

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Mobilização Unificada DIA 9 DE JANEIRO (quinta feira), às 14 horas no 
auditório do INEA, Av. Venezuela nº 110, 6º andar, Saúde, Rio de Janeiro, será realizada a REUNIÃO PÚBLICA do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía da Guanabara.

Teremos a presença de agricultores familiares do município de Cachoeiras de Macacu ameaçados de remoção e despejo pelo projeto de construção de mega-barragem da refinaria do COMPERJ / PETROBRAS no rio Guapiaçu, que provocará a perda de 6 mil empregos e a redução de 80% dos produtos agrícolas que chegam diariamente ao CEASA e feiras com consequente aumento do custo dos alimentos, a extinção de rica biodiversidade através da inundação criminosa de remanescentes florestais da Mata Atlântica (represa de 3 km de extensão e + de 20 metros de altura com custo de R$ 1 bilhão e 250 milhões).

Haverá participação tbém dos mov. sociais, grupos ecologistas e pescadores artesanais, e o Fórum dos Pescadores e Amigos do Mar que tem sido prejudicados pela poluição oriunda das dragagens de lama (sedimentos) contaminados inclusive por metais pesados de obras de petroleiras e portos situados no interior da baía que lançam ilegalmente grande volume de lama dragada (volume estimado em 3 a 4 estádios do Maracanã!) no “bota-fora” (área de descarte definido sem ouvir os pescadores e técnicos!) localizado na entrada da baía em áreas de tradicionais pesqueiros com grande biodiversidade marinha e de relevância p/ a pesca, o lazer náutico, mergulho, pesquisas científicas e o turismo.

Estão sendo convidados moradores de Jardim América, Acarí, Vigário Geral, Cordovil, do Complexo do Alemão e de Manguinhos (Zona Norte do Rio) e de municípios da Baixada Fluminense impactados pelas recentes inundações que exigem indenizações financeiras do Estado e da grandes empreiteiras pelos prejuízos patrimoniais, danos à saúde coletiva e moral provocados pelas recentes inundações cujos impactos negativos foram intensificados por obras mal feitas da Prefeitura do Rio e da CEDAE com recursos do governo federal que apresentam obras subdimensionadas de custos superfaturados e caríssimos, uso de material de péssima qualidade nas obras, falta de diálogo com as comunidades em situação de vulnerabilidade social e ambiental, ausência de participação popular e de controle social na execução de obras e projetos, conforme amplamente previsto na legislação de gestão dos recursos hídricos e de saúde ambiental.

Contamos de contar com sua participação e ajuda na divulgação do evento.

Acesse o link: https://www.facebook.com/events/251867038310843/

Quissamã: mais um mega empreendimento, mais expropriações de agricultores familiares

Vem do blog do jornalista Roberto Barbosa a informação de que em mais um município do Norte Fluminense o Estado resolveu assumir o papel de grileiro de terras para favorecer um mega empreendimento privado. Agora foi a vez do prefeito de Quissamã, Octavio Carneiro (PP), se valer da caneta para desapropriar uma área equivalente a 5.000 hectares para favorecer a construção de um aeródromo. Apenas à guisa de comparação, a área desapropriada pelo (des) governo Cabral para a construção de um suposto distrito industrial no V Distrito de São João da Barra foi de 7.500 hectares. Em suma, é muita terra!

Agora é esperar que os proprietários esbulhados resolvam se organizar para defender os seus direitos, como já o fizeram os agricultores liderados pela ASPRIM. Do contrário, vai ter suas terras expropriadas a preço de banana. Ou melhor, a preço de minério de ferro que é mais barato!

Quissamã é terra sem lei: prefeito desapropria metade da cidade para entregar as grandes empresas

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 Trecho do decreto publicado nesta terça-feira, dia 31, pelo prefeito de Quissamã Octávio Caneiro, que destina uma de 50 milhões de metros quadrados para fins de desapropriação

O prefeito de Quissamã, no Norte Fluminense, Octávio Carneiro (PP), é um grande fazendeiro e criador de gado nesta pequena cidade. Tem ódio do Movimento Sem-Terra e qualquer outro grupo que defenda a espoliação de propriedade privada. Não gosta nem de ouvir falar na palavra desapropriação, quando o negócio se refere as suas posses, é claro.

Já as terras do vizinho, ele quer mais é que caíam nos domínios das empresas que almejam grandes negócios no Estaleiro de Barra do Furado. É uma triste constatação! É também uma frustração para todos que acreditaram na palavra deste senhor de 80 anos.

Nesta terça-feira, dia 31, véspera de ano novo, Carneiro acaba de desferir mais uma apunhalada nos proprietários rurais de Quissamã. Ele publicou decreto declarando uma área de 50.000.000 metros quadrados para fins de desapropriação. É uma faixa que vai de São Miguel do Furado à Machado.  O objetivo, segundo o decreto, é a construção de um Aeródromo.

O município, com isso, perde a metade do seu território. Octávio Carneiro praticamente encampou a maior parte das propriedades privadas da cidade. Está tomando as terras dos pequenos produtores para entregar aos grandes empresários.

O decreto é muito mais do que um ato oficial. É a declaração de que Octávio Carneiro é muito pior do que muitos imaginam. Outra pergunta que não quer calar: este município tem Procuradoria-Geral? Como é que advogados permitem uma barbaridade desta?

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Octávio Carneiro: na foto ele reage a manifestação de populares contra o seu governo em setembro deste ano, mas a língua, na verdade, simboliza o desprezo pela opinião pública.

O ato será objeto de Ações Populares. O caso está sendo analisado pelo advogado Antônio Maurício Costa. Os proponentes, entre outras coisas, irão pedir o imediato bloqueio dos bens de todos os responsáveis por esta aberração, principalmente de Octávio Carneiro, que a partir de hoje carimbou o passaporte para deixar a política pela porta dos fundos. Entra para história como um autêntico entreguista.

Fica aqui a lembrança do que Ignácio Barbosa ensinava aos mais jovens: “Respeitem sempre os cabelos brancos, mas tenham cautela, porque os canalhas também envelhecem”.

Ignácio Barbosa foi meu distinto avô, que viveu até os 110 anos, e construiu um patrimônio moral sedimentado sobre sua honradez que orgulha seus herdeiros.

Impacto social

Nesta faixa de 50 milhões de metros quadrados, está situada a propriedade do senhor Homero. Ele é o maior produtor de leite do Estado do Rio. Sua produção abastece a Cooperativa de Macuco, que funciona na Zona Especial de Negócios. Se este senhor deixa de produzi, a cooperativa simplesmente fecha as portas.

A partir da publicação do decreto, o senhor Homero e todos os demais produtores ficam impedidos de vender suas respectivas propriedades. A partir de agora não são mais donos de nada.

E a fazenda de Octávio Carneiro? Está totalmente livre do ato oficial que toma a propriedade dos outros.

FONTE: http://www.viuonline.com.br/blogs/robertobarbosa/quissama-e-terra-sem-lei-prefeito-desapropria-metade-da-cidade-para-entregar-as-grandes-empresas/

A cultura e a agricultura dos que resistem à expropriação nos arredores do Porto do Açu

Hoje estive mais uma vez no V Distrito de São João da Barra para checar a condição atual do Canal do Quitingute. Aproveitei a ocasião para visitar mais uma vez a família do Sr. Reinaldo Toledo (aquele que em vez de receber a indenização por suas terras guarda até hoje uma folha de papel entregue por um funcionário da CODIN dizendo o valor das terras que lhe foram tomadas).

Chegando na propriedade que restou ao Sr.Reinaldo, um homem nos seus 78 anos, encontrei-o trabalhando num plantio de de abacaxi que possui atrás de sua residência.

As imagens abaixo dão conta perfeitamente de porquê esse agricultor e sua família resistem às tentativas do (des) governo de Sérgio Cabral de tomar as suas terras para entregá-las à corporação estadunidense EIG que agora é dona do Porto do Açu.

Aliás, seria bem mais proveitoso para a caravana organizada pelo deputado Roberto Henriques, que pretende visitar na próxima segunda- feira (02/12) as obras semi-paralisadas do Porto do Açu, desse uma passada na casa do Sr. Reinaldo Toledo e perguntar como é ter parte de suas terras tomadas e ser deixado sem seu meio de sustento. Afinal, lá no porto, o máximo que vai se ver são obras paralisadas ou semi-paralisadas. Isto se a caravana do deputador Henriques não for submetido à fabula que é mostrada no vídeo corporativo usado por Eike Batista para vender nuvens a investidores incautos.

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