Salinização no Açu: uma eterna saia justa

Na audiência do Porto do Açu houve um momento “saia justa” que ocorreu quando o deputado Roberto Henriques solicitou informações ao Sr. Marcos Sá, secretário de Meio Ambiente de São João da Barra, sobre a qualidade das águas servidas nas escolas do V Distrito de São João da Barra. Depois de se resolver a confusão sobre quem fornece a água (CEDAE ou a Prefeitura de São João da Barra), o deputado Roberto Henriques solicitou que fossem feitas novas análises nas águas para garantir que as mesmas não estão salinizadas.

O Sr. Marcos Sá, após repetir a cantilena de que a salinização foi pontual e apenas no Canal Quitingute, deu uma informação importante: o aquifero Emborê, de onde aparentemente é retirada a água entregue pela Prefeitura de São João da Barra, não foi contaminado pelo sal que jorrou do aterro hidráulico da LL(X).  Essa é uma informação importante, mas seria importante que o secretário de Meio Ambiente de São João da Barra desse publicidade aos dados que corroboram sua afirmativa.  Afinal, como o fornecimento de água com alto teor de sais é prejudicial à saúde, todo cuidado é pouco.

O bom é que depois de muita insistência do deputado Roberto Henriques, o secretário de Meio Ambiente concordou em realizar coletas para proceder com as devidas análises para determinar se o teor de sais está dentro dos parâmetros regidos pela NORMA CONAMA 356/2005.  A ver!

ANP quer embarcar Brasil na roleta russa do “fracking”

Leilão inaugura busca pelo polêmico gás de xisto no Brasil

Sem regulações para exploração, país vai licitar áreas com potencial para gás não convencional em leilão específico de reservas nesta quinta. Riscos ambientais preocupam

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Vanessa Barbosa, de 

Matthew Lloyd/ Getty Images

 Exploração de gás de xisto no Reino Unido

Xisto: estudo da AIE estima reservas de gás não convencional da ordem de 7 trilhões de m³ no Brasil

São Paulo – Um processo feito sem grande publicidade deve colocar o Brasil rumo a uma nova e polêmica fronteira energética, vetada em países como Fraça e Bulgária: a exploração do chamado gás de xisto. Sem ter ainda regulações definidas para extração dessa nova fonte, o país vai licitar áreas com potencial para o gás não convencional em um leilão específico de reservas de gás natural em terra, marcado para os dias 28 e 29 de novembro.

Na 12ª Rodada de Licitações da ANP, serão ofertados 240 blocos exploratórios terrestres com potencial para gás natural em sete bacias sedimentares, localizados nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná, São Paulo, totalizando 168.348,42 Km². Além do gás convencional, o país espera desenvolver o potencial do gás de xisto.

Diferentemente do convencional, que como o petróleo localiza-se em estruturas geológicas e nichos específicos das bacias sedimentares, o gás de xisto encontra-se dentro de rochas, que precisam ser quebradas para garantir a exploração. A técnica de extração do gás não convencional, chamada de faturação hidráulica, consiste na injeção de toneladas de água misturadas a produtos químicos para gerar fraturas na rocha.

Toda a água usada no processo de extração retorna à superfície, poluída por hidrocarbonetos e por outros compostos e metais presentes na rocha e pelo próprios aditivos químicos. Por comprometer um recurso ambiental tão precioso, a água, cuja purificação exige técnicas caríssimas, esta técnica é alvo constante de criticas de ambientalistas, que argumentam ainda que o “fracking” pode ocasionar vazamentos e contaminação de aquíferos de água doce que ocorrem acima do xisto.

Nos Estados Unidos, onde a fonte vem gerando uma verdadeira revolução energética (um processo que começou há dez anos), há relatos de que a extração de gás xisto pode ainda influenciar a ocorrência de tremores de terra.

Além da falta de regulação, estudos sobre riscos são escassos

O leilão que ocorre nesta quinta-feira se desenrola num contexto também nada convencional. A busca pelo gás de xisto no território brasileiro vai ser inaugurada sem que existam ainda uma legislação ou marco regulatório claro sobre como as explorações devem ocorrer.

Além disso, para a comunidade científica, o país ainda carece de estudos aprofundados sobre os riscos socioambientais da extração de gás não convencional. Ontem, organizações técnicas e profissionais ligadas às áreas de meio ambiente e de serviços de água e saneamento protocolaram, na Presidência da República, uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff solicitando a retirada da exploração de gás não convencional do edital da 12ª Rodada de Licitações.

Com o certame, o governo espera aumentar a oferta de gás no país e, consequentemente, a redução do preço dessa energia. Segundo a ANP, as empresas que vencerem a 12ª rodada de exploração de petróleo deverão cumprir exigências de pesquisas do gás não convencional, com o objetivo de disponibilizar as informações para que o governo possa mapear o potencial do reservatório.

Um estudo feito Agência Internacional de Energia estima que o Brasil tenha reservas de gás de xisto da ordem de 7 trilhões de m³ de em bacias geológicas do Parnaíba, Solimões e Amazonas, do Recôncavo, São Francisco e no Paraná.

FONTE: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/leilao-inaugura-busca-pelo-polemico-gas-de-xisto-no-brasil

Algas em minha água “potável”: até quando?

Uma coisa que vem me intrigando nos últimos anos é a persistência da chegada de colônias de cianobactérias na água que me é fornecida pela concessionária “Águas do Paraíba”. Hoje ao fazer a limpeza de rotina do reservatório que existe na residência onde vivo, eis que no processo de limpeza, as algas também estavam lá, verdinhas e, consequentemente, vivas. Agora o que eu me pergunto: o que acontece nas residências que possuem cidadãos com doenças renais?

Para que ninguém duvide do que estou falando, abaixo seguem as imagens do material vivo que me está sendo fornecido a preços salgados pela Águas do Paraíba como se fosse água límpida, transparente e inodora. Daria até para fazer uma saladinha!

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