Consciência negra e cidadã: Comunidade Quilombola de Barrinha/SFI/RJ vai à ALERJ

 

Representantes da Comunidade Quilombola de Barrinha compareceram à ALERJ em apoio aos camponeses e pescadores do Açu. Participaram da Audiência Pública que a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, presidida pelo Deputado Marcelo Freixo (PSOL), organizou a fim de buscar respostas e alternativas para os danos sociais, ambientais que os atingidos do Porto do Açu vêm sofrendo ao longo dos anos.

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 Após a Audiência os representantes entregaram um documento ao Deputado Marcelo Freixo solicitando investigação da licença que o INEA estaria analisando sobre a construção do Porto Canaã, vizinho à comunidade de Barrinha. Relataram que o Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento ignora a existência da comunidade e a pluralidade de fauna e flora marinha existente em sua praia, local onde o Porto pretende se instalar.

 Os agricultores atingidos pelo Porto do Açu, apoiados por vários movimentos sociais e organizações, entregaram alimentos aos cariocas. Se o campo não planta a cidade não janta!

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Os jovens Quilombolas de Barrinha/SFI exercendo a cidadania! Aprenderam: sem luta não há conquista!

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 Após analisar documento Deputado assume que vai encaminhar as medidas cabíveis. No mesmo dia os Quilombolas protocolaram carta provocando o Ministério Público Estadual através do CATE/GAEMA, na pessoa do promotor de justiça Vinícius Lameira. Agora cabe continuar a resistência histórica que a comunidade aprendeu sobrevivendo às adversidades e à discriminação racial.

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 São Francisco de Itabapoana, novembro de 2013.

Audiência da CDHU da ALERJ sobre o Porto do Açu aprova pacote de medidas para apurar responsabilidades sobre violações

Cartaz da Audiência Pública DH Alerj 11-11-2013

Acabo de conversar via telefone com o Rodrigo Santos, vice-presidente da ASPRIM , sobre o que ocorreu na audiência da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHU)  da ALERJ  sobre “As Violações de Direitos Humanos na Implantação do Complexo Portuário – Industrial do Açu ” que ocorreu na parte da manhã desta segunda-feira (11/11). Segundo o que me informou o Rodrigo Santos, a audiência teria sido bastante animada, produzindo uma série de decisões importantes para a continuidade da luta dos agricultores e pescadores artesanais do V Distrito de São João da Barra. As principais decisões seriam as seguintes:

 1) Pedido de informações ao procurador Leandro Manhães do MPE em Campos dos Goytacazes sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi assinado no início do mês de Agosto de 2013. O TAC foi feito entre o Ministério Público (MP), a Ternium e a Siderúrgica do Norte Fluminense (SNF), sem a presença de entidades que na Justiça questionam o licenciamento e o uso da área. Além disso, o MPE de Campos não teria comunicado as razões da adoção desse TAC tanto ao GAEMA como ao GATE do MPRJ, tornando então necessário este pedido de informações pela CDHU sobre o conteúdo deste TAC.

2) Realização de reuniões específicas da CDHU com as secretarias diretamente envolvidas na implantação do Porto do Açu e seus órgãos correlatos para se apurar as responsabilidades sobre as violações dos direitos humanos que ocorreram neste processo, bem como os problemas ambientais que foram identificados.  No caso as duas secretarias são as Desenvolvimento Econômico e Social, comandado por Júlio Bueno, e a de Ambiente, comandada por Carlos Minc. Os órgãos que deverão prestar esclarecimentos são o INEA e a CODIN.

3) Também serão enviados pedidos ao MPE e ao MPF de Campos para que sejam investigadas a fundo todas as denúncias de violações de direitos humanos, inclusive a questão da possível formação de quadrilha. Além disso, também será solicitado que o MPE e o MPF apurem os problemas de natureza ambiental, como é o caso específico da salinização causada pelo aterro hidráulico construído pela LLX e pela OSX.

4) Uma comunicação será enviada ao deputado Roberto Henriques, que preside atualmente a “Comissão especial do Porto do Açu” (cujo objetivo declarado é apurar as consequências econômicas do colapso do Grupo EBX sobre o projeto do Porto do Açu) sobre as questões elencadas na audiência da CDDHU. Além disso, o presidente da CDDHU, deputado Marcelo Freixo, deverá enviar solicitação ao Roberto Henriques para que a comissão especial também inclua as organizações da sociedade civil no processo de discussão, de modo a ampliar o escopo das apurações para apurar as questões sociais e ambientais que foram geradas pela implantação do Porto do Açu.

Diretoria da ADUENF faz relata de rodada de negociações na ALERJ

A LUTA CONTINUA!


A Diretoria da ADUENF esteve presente ontem na ALERJ , esclarecendo aos parlamentares sobre nossas reivindicações, bem como sobre todo o longo processo de negociação com o Governo do Estado. 
Foram contatados os deputados (em ordem alfabética): André Ceciliano, Clarissa Garotinho, Comte Bittencourt, Geraldo Pudim, Inês Pandeló, Marcelo Freixo, Paulo Ramos, Roberto Henriques e Robson Leite. Todos manifestaram apoio às nossas reivindicações, bem como se comprometeram a interceder para que fôssemos recebidos pelo Presidente da ALERJ. Os deputados também discursaram em plenário manifestando seu apoio e propuseram ações parlamentares efetivas para resolver esta situação ainda este ano, entre elas: apresentar a questão no Colégio de Líderes dos Partidos, convocar o Governo do Estado à esclarecer os motivos da demora e até apresentar a minuta encaminhada pela ADUENF como projeto de Lei da Comissão de Educação, à revelia do que quer que seja que esteja sendo preparado pela SEPLAG.

Além do tradicional apoio que sempre recebemos dos Deputados Comte Bittencourt e Marcelo Freixo, gostaríamos de destacar o entusiasmo com que os Deputados vinculados à nossa região, Clarissa Garotinho, Geraldo Pudim e Roberto Henriques aderiram à nossa causa.

Entretanto, sabemos que apenas a pressão constante de nossa parte pode garantir que as energias sejam canalizadas na direção correta. Portanto, solicitamos a todos que mantenham a mobilização, se incluam nas ações propostas em assembleia e mantenham a pressão individual que vários colegas nos tem reportado estarem fazendo sobre contatos pessoais com o Governo do Estado. O somatório de todas estas ações está nos empurrando no caminho certo, vamos continuar até a vitória final.

PARTICIPE!
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G1: Alerj fará audiência sobre violações em construção de superporto de Eike

Comissão vai discutir direitos violados pelo empreendimento de Eike Batista.

Encontro será na segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa.

Do G1 Rio 
Sal deixou o pasto seco na propriedade de Durval Alvarenga, no V Distrito de São João da Barra (Foto: Isabela Marinho/G1)Sal deixou o pasto seco na propriedade de Durval Alvarenga, no 5º Distrito de São João da Barra (Foto: Isabela Marinho/G1)

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) realizará uma audiência pública na segunda-feira (11) sobre as violações de direitos na implantação do Complexo Portuário e Industrial do Açu do empresário Eike Batista.

O encontro pretende debater a paralisação das desapropriações, as indenizações das famílias impactadas, além da criação de um Conselho Consultivo do Parque Estadual da Lagoa do Açu com plena participação das organizações e moradores locais. Os impactados reivindicam a revisão do perímetro para que a área do Parque não se sobreponha aos assentamentos da Reforma Agrária.

Para o encontro foram convidados o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), os núcleos de Meio Ambiente e Direitos Humanos da Defensoria Pública, e o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público. Já estão confirmadas a presença de representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da Associação de Pequenos Agricultores do 5º Distrito de São João da Barra (Asprim), do Instituto Federal Fluminense, da Associação de Geógrafos do Brasil e da Universidade Federal Fluminense. O encontro será na sala 316 do Palácio Tiradentes, que fica na rua 1º de março, s/nº – Centro.

Irmãos da família Toledo dizem que terras foram desapropriadas pela CODIN e que não receberam pagamento por elas; LLX afirma que depositou em juízo desde 17/5/2013 o valor de R$ 742 mil (Foto: Isabela Marinho/G1)
Irmãos da família Toledo dizem que terras foramdesapropriadas pela Codin e que não receberampagamento por elas; LLX afirma que depositou emjuízo desde 17/5/2013 o valor de R$ 742 mil(Foto: Isabela Marinho/G1)

Veja o que ocorreu em São João da Barra

Em 2006, o Grupo EBX anunciou a construção do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, com investimento previsto de R$ 3,8 bilhões. Nos anos seguintes, o município melhorou os índices de desenvolvimento humano, aumentou a arrecadação e viu novas vagas de emprego serem abertas.

Com a queda das ações e os apuros do grupo de Eike Batista, no entanto, as obras desaceleraram, e os reflexos da crise começaram a aparecer. No primeiro semestre de 2013, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, São João da Barra perdeu R$ 36 milhões em arrecadação e viu 1.332 postos formais de emprego – um sexto das vagas do município – desaparecerem.

Em 2011, com o trabalho no porto ainda intenso, o município chegou a ocupar a 18ª posição no ranking de emprego e renda da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Hoje, ocupa o 34º lugar. O recolhimento de Imposto Sobre Serviços (ISS), que em 2006 era de R$ 1,18 milhão e que em 2011 subiu para R$ 12,7 milhões, dá sinal de que vai recuar em 2013. O G1 passou três dias no município e constatou alguns dos impactos causado pelo declínio das obras do porto na vida dos moradores.

FONTE: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/11/alerj-faz-audiencia-sobre-violacoes-em-construcao-do-superporto-de-eike.html

ASPRIM prepara pauta de demandas para a audiência da CDDH da ALERJ

asprim

Como já anteriormente informado aqui neste blog, nesta próxima segunda-feira (11/11) a Comissão de Direitos Humanos (CDDH) da ALERJ, sob a presidência do deputado Marcelo Freixo (PSOL) deverá realizar uma importante audiência para discutir as múltiplas violações dos direitos humanos que foram cometidas durante a implantação do Porto do Açu.

Coerente com a sua trajetória de defesa intransigente dos direitos dos agricultores familiares do V Distrito, a ASPRIM, única organização com legitimidade para pleitear tal representação, preparou uma pauta de demandas que colocam o dedo na ferida, e exigem uma resposta por parte do (des) governo de Sérgio Cabral e dos novos donos do Porto do Açu, a multinacional estadunidense EIG.

Eis a pauta preparada pela ASPRIM para ser apresentada na audiência da CDDH no dia 11/11:

  • 1° Extinção de todos os processos de desapropriação em curso no tribunal estadual;
  • 2° Elaboração de um plano de dessalinização e de indenização aos afetados por tal, bem como recolocação da areia que soterrou áreas produtivas de volta para alto mar;
  • 3° Criação de um programa extensivo de auxílio sócio-econômico, ha todas as famílias afetadas por falta da cadeia produtiva, que deixou de existir nestes 5 anos ou que ainda virão a ser afetadas;
  •  4° Realização de um grupo de trabalho, para opinar em todo e qualquer plano de avanço (projeto) em áreas produtivas e ou áreas ambientais, em âmbito estadual (formados pela sociedade civil e organizações sociais e de defesa do meio ambiente) evitando catástrofes como a do projeto do Porto do Açu, da Baía de Sepetiba e do Comperj.

Agora vamos esperar que essa audiência represente efetivamente um passo na punição dos responsáveis pelas inúmeras violações cometidas, e que continuam a ser documentadas pela ASPRIM.