Convocando a solidariedade aos professores das universidades estaduais da Bahia

docentes bahia

ANDES-SN lança campanha de solidariedade a docentes da Ueba

Fundo Nacional Permanente de Solidariedade aos Docentes foi aprovado no 37º Congresso da entidade

O ANDES-SN divulgou, na última sexta-feira (31), uma campanha para ajudar financeiramente os docentes das universidades estaduais da Bahia (Ueba). A categoria, em greve desde abril, teve o salário cortado pelo segundo mês consecutivo. O movimento paredista tem sofrido ataques à carreira e aposentadoria, arrocho salarial e contingenciamento de verbas nas universidades.

 

Docentes das Ueba em greve se manifestam em Salvador

O Fundo Nacional Permanente de Solidariedade aos Docentes será administrado pelas seções sindicais das Instituições Estaduais de Ensino (Iees) e pela diretoria da Regional Nordeste III do ANDES-SN. Uma conta criada irá receber doações de professores, das seções sindicais e outras entidades do movimento sindical e popular. A verba ajudará nas ações políticas das seções sindicais das quatro universidades – Uneb, Uesc, Uefs e Uesb.  Já os recursos serão repassados aos docentes na forma de empréstimos, que deverão ser quitados quando for regularizado o pagamento dos salários.

Caroline Lima, 1º secretaria e coordenadora do Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Iees/Imes) do ANDES-SN, afirma que o Fundo auxiliará os professores a resistirem até que a pauta de greve seja atendida.

“É importante que o ANDES-SN e as seções sindicais se empenhem nessa arrecadação e garanta minimamente as condições dos professores em sobreviver nesse período de corte nos salários. No caso da  Bahia, o governador Rui Costa [PT] está criminalizando o movimento grevista. Ele deu uma declaração de que não estaria pagando os salários dos professores para não parecer que eles estivessem ‘em férias’”, criticou a docente.

“Esperamos, através do debate de solidariedade de classe, uma contribuição para os professores das estaduais da Bahia que estão sem salários. A tesoureira do Sindicato Nacional, Raquel Dias, estará em Salvador, dando apoio e tirando dúvidas sobre o Fundo”, completou a diretora do ANDES-SN.

Os dados bancários foram divulgados na Circular 215/19 – Conta Corrente: 403727-8, Agência: 3599-8, Banco do Brasil. O CNPJ é: 00676296/0001-65. De acordo com o documento, é fundamental também que, além das doações das seções sindicais, a campanha seja divulgada junto à comunidade acadêmica e aos movimentos sociais, para que todos se envolvam nessa campanha de solidariedade.

Ataques

 

Docentes das quatro universidades estaduais da Bahia estão em greve

Nas quatro universidades estaduais, os direitos trabalhistas são desrespeitados, a exemplo das promoções, progressões e alterações de regime de trabalho. Somando-se a isso, o contingenciamento da verba destinada para investimento e manutenção das universidades estaduais, ano após ano, tem inviabilizando o funcionamento cotidiano das IEES baianas. Uma parcela significativa do recurso previsto no orçamento anual para esta rubrica não tem sido repassado.

Para ela, o fundo é uma conquista do ANDES-SN. “O debate conseguiu avançar e hoje pensamos para além das Estaduais, como também as Federais que também podem passar por isso durante uma greve e ter os salários cortados”, concluiu.

Fundo

Em junho de 2017, o Sindicato Nacional criou um fundo de solidariedade aos docentes das universidades estaduais do Rio de Janeiro devido ao atraso do pagamento de seus salários. No ano seguinte, durante o 37º Congresso do ANDES-SN, em Salvador, os docentes deliberaram pela transformação em um Fundo Nacional Permanente de Solidariedade aos Docentes.

Confira a Circular nº 215/19

Imagens de Fórum das ADs

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A matéria sobre a greve das universidades estaduais da Bahia foi originalmente publicada pelo ANDES-SN [Aqui!].

Notícias da ADUENF dá informe sobre visita de dirigentes do ANDES-sindicato nacional ao campus da UENF

Informe da Diretoria da ADUENF sobre visita de dirigentes do ANDES-SN à UENF e participação em atividade na UERJ

visita andes

A diretoria da ADUENF considera que foi exitosa a vinda da diretoria do ANDES a UENF no dia de ontem (10/05). Em primeiro lugar esta visita serviu para aprofundar o conhecimento do ANDES-SN quanto à gravidade da situação imposta pelo governo do Rio de Janeiro às universidades estaduais, Faetec e Cecierj.  Em segundo lugar, a reunião também possibilitou um debate sobre o cotidiano de vivências no quadro de uma crise que se intensifica a cada dia com o não pagamento de salários.

E por último, a reunião serviu para encaminhar a articulação de uma luta conjunta entre as comunidades universitárias da UENF, UERJ e UEZO para derrotar o projeto de destruição comandado pelo governador Luiz Fernando Pezão contra o ensino superior estadual.

A diretoria da ADUENF aproveita para informar que nesta sexta-feira (12/05) ocorrerá na UERJ Campos Maracanã um painel sobre a crise das Universidades Estaduais. Este painel ocorrerá a partir 14 horas no 1º. Andar, auditório 11.  Para viabilizar a presença da UENF nesta importante atividade de organização da luta contra o projeto de desmanche das universidades estaduais, uma van sairá da sede ADUENF às 7:30.  Em função disso, solicitamos que os interessados entrem em contato com a secretaria da ADUENF para fornecerem seus nomes e dados pessoais.

Unidos somos mais fortes!

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão Resistência  & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/05/informe-da-diretoria-da-aduenf-sobre.html

Greve nas Instituições Federais de Ensino se amplia

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Ato dos estudantes da UFF (Luiz Fernando Nabuco/Aduf SSind)

Ainda na primeira semana, a greve nas Instituições Federais de Ensino (IFE) já se amplia e segue ganhando adesões. No dia 28 de maio, docentes e técnico-administrativos cruzaram os braços para lutar por seus direitos e em defesa da educação pública. Há também greves estudantis na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal Fluminense (UFF) – e as três categorias da comunidade universitária têm demonstrado vontade de construção de uma luta unitária em defesa da educação pública.

Até o momento, são 21 seções sindicais do ANDES-SN em greve. Os técnico-administrativos já pararam em 56, das 64 universidades federais. E a greve da educação federal tem angariado apoio de outras categorias e, até, de reitores. É o caso do reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que divulgou nota no site da instituição, reconhecendo a legitimidade da greve de docentes e servidores locais e reconhecendo “a urgência da defesa da universidade pública, gratuita, democrática, inclusiva e de qualidade”.

Elementos em comum nas reivindicações das três categorias não faltam. É uníssona a crítica à precarização das IFE, que levam à dificuldade de manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Os cortes orçamentários, que recentemente retiraram mais de R$9 bilhões da educação, também são rechaçados por docentes, estudantes e técnico-administrativos em educação.

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Na UFRJ, mais de mil estudantes participaram da histórica assembleia que deliberou greve. Eles reivindicam melhorias na estrutura da universidade.

O curso de gastronomia, por exemplo, criado em 2008 pelo Reuni, ainda não tem salas de aula e laboratórios, e suas atividades são desenvolvidas dentro da biblioteca. Os estudantes da UFRJ querem também a conclusão das obras da residência estudantil — a reforma do bloco feminino, prevista para dezembro do ano passado, está com novo prazo para outubro deste ano. As unidades isoladas do centro reivindicaram a necessidade imediata de uma alternativa de emergência para a alimentação.

Assim como na UFRJ, na UFF os estudantes entraram em greve. Além da reivindicação nacional estudantil de um repasse de R$ 2,5 bilhões para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), eles exigem o pagamento imediato das bolsas estudantis, a reabertura do bandejão, a suspensão do calendário acadêmico e o respeito e pagamento aos trabalhadores terceirizados da universidade.

Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, ressalta a necessidade e importância da unidade entre docentes, técnico-administrativos em educação e estudantes na luta. “Estamos vendo o crescimento das lutas das três categorias nas IFE. Estão todos em defesa da educação pública, e é importante que haja a unificação das lutas e a realização de mobilizações conjuntas”, disse o docente.

O presidente do ANDES-SN ainda afirma que é positivo o reconhecimento da legitimidade da greve por parte do reitor da Ufba. “Esperamos que todos os reitores reconheçam a legitimidade da greve. O Ministério da Educação (MEC) não quer negociar conosco, e os reitores devem se posicionar ao lado daqueles que defendem a universidade pública, que são os professores, servidores e estudantes em luta”, afirma Rizzo.

Cresce a mobilização nos locais de trabalho

Na Universidade Federal do Pará (Ufpa), o primeiro dia de greve (28) contou com a mobilização de professores, técnico-administrativos e estudantes. Mais de 90% das salas de aulas amanheceram vazias em Belém. Eles se concentraram em frente à universidade, com faixas e panfletos explicando os motivos do movimento grevista. A greve conta com forte adesão da comunidade acadêmica. No segundo dia de greve, professores da Ufpa caminharam pelas ruas de Belém, em conjunto com diversas categorias de trabalhadores e estudantes, durante o Dia Nacional de Paralisações, 29 de maio.

O primeiro dia de greve dos professores e técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) também foi marcado por um ato na frente do campus de São Cristóvão. Na quinta-feira, 28, ocorreu ato unificado, professores, técnicos e estudantes, categorias bloquearam o acesso de carros à instituição de ensino e usaram faixas e cartazes para expor suas reivindicações. No dia 29, professores federais participaram 29 do Dia Nacional de Paralisação como forma de expor à população as pautas de reivindicação das categorias. Marcaram presença os docentes do Comando Local de Greve, os estudantes e os servidores.

No centro de Niterói (RJ), no dia 29, houve mobilização conjunta dos docentes, servidores e estudantes da UFF com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), demonstrando unidade entre as categorias ligadas à luta pela educação. Na Universidade Federal Rural do Semi Árido (Ufersa) também houve mobilização que reuniu as três categorias da comunidade acadêmica. Na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), os estudantes têm assembleia marcada para essa segunda-feira (1), e podem somar-se à luta das demais categorias em greve.

Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, diz que é muito importante que os estudantes das IFE se somem às mobilizações de docentes e servidores em todo o país. “Os estudantes são os usuários do serviço público oferecido pelas IFE e sua manifestação em defesa da educação pública têm sempre um grande peso em nossa luta. Também estamos de olho nos processos de criminalização das lutas estudantis que podem começar a surgir, sempre demonstrando apoio e defendendo os estudantes que lutam por seus direitos”, concluiu Rizzo.

FONTE: http://grevenasfederais.andes.org.br/2015/06/01/greve-nas-instituicoes-federais-de-ensino-se-amplia/#more-173