Greve de trabalhadores a outra face do “farinha pouca, meu pirão primeiro” do Porto do Açu

IMG-20191106-WA0009-1.jpgTrabalhadores das empresas Andrade Gutierrez e Acciona no Porto do Açu estão mobilizados para lutar por seus direitos trabalhistas

A implantação e o funcionamento do Porto do Açu no litoral norte do Rio de Janeiro têm sido marcados pela eclosão de movimentos paredistas organizados por trabalhadores que denunciam de tempos em tempos a realização de demissões em massa sem que sejam pagos os direitos  trabalhistas devidos.

Após algum tempo de aparente calmaria no interior do Porto do Açu,  há desde ontem (06/11) um forte movimento que impede a chegada dos trabalhadores no interior do megaempreendimento construído pelo Grupo EBX do ex-bilionário Eike Batista e hoje controlado pelo fundo de “private equity” EIG Global Partners.

Segundo o Portal OZK, o movimento paredista iniciado ontem é realizado por trabalhadores das empresas Andrade Gutierrez e Acciona que se mobilizam por causa do descumprimento de direitos devidos em processos de demissão. 

Essa situação vai de encontro à imagem cuidadosamente pintada de que o Porto do Açu seria uma espécie de redenção para os problemas sociais existentes em São João da Barra e nos municípios que o circundam.  A verdade é que, mais uma vez, os trabalhadores do porto são obrigados a impedir o seu funcionamento para garantir o pagamento de direitos.

Essa não é a primeira vez que isto ocorre e, muito provavelmente, não será a última. É que como no caso das desapropriações, o que vale é o lema do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.  Como no caso dos agricultores desapropriados por Sérgio Cabral, os trabalhadores do Porto do Açu são aquelas que ficam sem a farinha e o pirão.

BR 247: Cabral cobrou propina no Guanabara, dizem delatores

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247 – Virou moda. Depois de Michel Temer ter pedido R$ 10 milhões em doação da Odebrecht para campanha do PMDB de dentro do Palácio do Jaburu, segundo delatores da Lava Jato, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Só informou nesta terça-feira 7 ao juiz Sergio Moro que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral cobrou R$ 2,7 milhões em propina pelas obras do Comperj de dentro do Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

Segundo o empreiteiro, na reunião estavam, além dele e de Cabral, outro executivo da Andrade Gutierrez e Wilson Carlos, braço direito e secretário de governo de Sérgio Cabral. “Houve uma reunião no Palácio com o governador e o Wilson Carlos na presença do nosso representante comercial Alberto Quintaes e foi dito que o Wilson Carlos é que coordenaria essa divisão das obras e que sobre essas obras haveria um pagamento de 5% sobre as faturas das obras que as empresas executassem”, relatou o empreiteiro ao juiz.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/283837/Cabral-cobrou-propina-do-Comperj-no-Guanabara-dizem-delatores.htm

 

Lava Jato: Força-tarefa no Rio denuncia 15 por corrupção e lavagem na construção de Angra 3

Essa é a primeira acusação da Lava Jato apresentada pelo MPF diretamente à Justiça Federal do Rio de Janeiro

            

Construção da Usina Angra 3 em 2011 – Divulgação – Ministério do Planejamento (Flickr)

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro apresentou, nesta quinta-feira (28), a primeira denúncia resultado do trabalho da Força-Tarefa Lava Jato no Estado contra 15 pessoas envolvidas na organização criminosa que comandava esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos entre Eletronuclear e as empresas Andrade Gutierrez e Engevix para as obras da Usina de Angra 3. Dentre os acusados, estão os ex-dirigentes da Eletronuclear Luiz Antônio de Amorim Soares, Luiz Manuel Amaral Messias, José Eduardo Brayner Costa Mattos, Edno Negrini e Pérsio José Gomes Jordani, além de ex-executivos da Andrade Gutierrez e Engevix (confira ao final tabela completa com nomes e crimes cometidos pelos denunciados). 

A Lava Jato iniciou-se em março de 2014 no Paraná e, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o processo contra o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz, sua filha Ana Cristina da Silva Toniolo e executivos da Andrade Gutierrez e da Engevix, foi remetido à Justiça Federal do Rio de Janeiro (autos n° 0510.926-86.2015.4.02.5101). Assim, desde o fim do ano passado, deu-se início ao aprofundamento das investigações no âmbito do MPF/RJ.

A Força-tarefa no Rio realizou um extenso trabalho de investigação, com a recente deflagração da Operação Pripyat, para sintetizar em 97 páginas a peça acusatória. Foram utilizados vários métodos de investigação, tais como quebras de sigilo bancário e fiscal, colaboração premiada, interceptações telefônicas, mandados de busca e apreensão, prisões preventivas ecompartilhamento de provas.

Para os procuradores da República Lauro Coelho Junior, Leonardo Cardoso de Freitas, Eduardo Ribeiro Gomes El Hage, e o procurador regional da República José Augusto Simões Vagos,que assinam a peça, “a presente denúncia apresenta o resultado da parcela mais significativa da investigação levada a cabo pelo Ministério Público Federal, cujo desfecho foi consumado na denominada Operação Pripyat, desdobramento da 16ª Fase da Operação Lava Jato (Radioatividade)”.

O objetivo era aprofundar a investigação de organização criminosa responsável pela prática de corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na construção da Usina de Angra 3 pela Eletronuclear. A partir de então, “descortinou-se a atuação de outros funcionários públicos, além do próprio ex-presidente da estatal Othon Luiz Pinheiro da Silva, e evidenciou-se a atuação de outros responsáveis por empresas interpostas utilizadas para viabilizar a lavagem dos ativos ilicitamente transferidos”, apontam os procuradores.

Com o aprofundamento das investigações, constatou-se que o núcleo administrativo da organização criminosa não se compunha apenas pelo ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz, mas também pelos gestores Luiz Antônio de Amorim Soares, Luiz Manuel Amaral, Messias José Eduardo Brayner Costa Mattos, Edno Negrini e Pérsio José Gomes Jordani, todos agora denunciados pelo MPF.

 
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Entenda a investigação da Força-tarefa Lava Jato no Rio

 A investigação baseou-se no conteúdo de quebras de sigilo bancário e fiscal das empresas Flexsystem, de responsabilidade do falecido Ney Gebran Pereira. Apesar de terem recebido volumosos pagamentos da Andrade Gutierrez e da Engevix, a empresa não possuía empregados registrados e estava localizada em endereço residencial de luxo no bairro do Joá, no Rio de Janeiro, despertando “a suspeita de se tratar de empresa de fachada utilizada para branquear o recebimento de propina”, detalham os procuradores.

As suspeitas em relação à Andrade Gutierrez foram confirmadas pelas colaborações premiadas celebradas pelos seus ex-executivos Rogério Nora, Clóvis Primo, Flávio Barra e Gustavo Botelho, que revelaram o pagamento de propina para os funcionários da Eletronuclear com prisão preventiva decretada.

Outros seis funcionários da Andrade Gutierrez aderiram ao acordo de leniência feito com MPF na Operação Lava Jato, detalhando o modus operandi do núcleo econômico da organização criminosa. A Andrade Gutierrez forneceu ao MPF documentos, notas fiscais e planilhas relativos aos contratos fraudulentos assumidamente celebrados.

A investigação também teve o apoio de Comissão Independente de Investigação instituída pela Eletrobras. A comissão, considerando a verificação de indevida interferência em seus trabalhos, inclusive com destruição de arquivos eletrônicos e influência no ânimo de testemunhas, havia determinado o afastamento de suas funções de Luiz Soares, Edno Negrini, Luiz Messias e José Eduardo Costa Mattos. Persio Jordani já havia deixado a Eletronuclear em 2014.

Durante a investigação, ainda foi realizado monitoramento telefônico que produziu prova da atuação da organização criminosa. Foram interceptadas conversas que revelaram destruição de documentos, ocultação patrimonial, interferência na investigação interna, inclusive com violação de ambientes lacrados, manutenção de influência de funcionários afastados e relações suspeitas com outras empresas. Ainda no curso da investigação, foi determinada a quebra de sigilo bancário e fiscal de Luiz Soares, Edno Negrini, Luiz Messias, José Eduardo Costa Mattos e Persio Jordani, além das empresas VW Refrigeração e seus sócios Marco Aurélio Barreto e Marco Aurélio Vianna.

Em conjunto à deflagração da Operação Pripyat, foi determinada a realização de busca e apreensão criminal e sequestro de bens e ativos dos investigados. Além disso, o denunciado José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, resolveu colaborar espontaneamente com as investigações e assumiu que celebrou contratos fictícios com a empresa Flexsystem Engenharia para dissimular o repasse de propina para Luiz Soares, sendo certo que a vantagem indevida foi compartilhada ao menos com Luiz Messias.

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“A investigação ainda identificou, a partir da colaboração da Andrade Gutierrez, que os pagamentos de propina em espécie para funcionários da Eletronuclear eram suportados pelo ‘caixa 2’ da empreiteira. O esquema de lavagem de dinheiro era sustentado na celebração de contratos fictícios ou superfaturados com várias empresas, como a Empresa de Viação Angrense, de responsabilidade do denunciado Delmo Pereira Vieira”, detalham.

Para distribuição da propina, foi criada uma verdadeira contabilidade pela construtora Andrade Gutierrez, entre 2008 e 2014, com sistemático pagamento de vantagens aos envolvidos na organização criminosa (fora os valores destinados ao núcleo político investigado no âmbito do STF). Estima-se, entre outros repasses, que Othon Luiz recebeu até R$ 12 milhões, Luiz Soares e Edno Negrini receberam até R$ 3,6 milhões e Luiz Messias, José Eduardo Costa Mattos e Persio Jordani receberam até R$ 2,4 milhões em propinas da construtora. O cálculo pode até estar subestimado considerando que foram identificados pagamentos da Andrade Gutierrez para a Flexsystem no valor de R$ 5 milhões.

Denúncia do MPF/RJ
Diante das provas, o Ministério Público Federal denuncia:
Nome
Quem é?
O que fez? (crime)
Na lei
Luiz Antônio de Amorim Soares
Ex-diretor da Eletronuclear
– Corrupção passiva Fato 1 (F1)
– Lavagem de ativos F3
– Lavagem de ativos F4
– Corrupção passiva F7 (
– Lavagem de ativos F9
– Embaraço à investigação de organização criminosa F10
– Organização criminosa F12
– Art. 317, § 1º CP
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 317, § 1º CP
– Art. 1° §4 L. 9613/98
– A.2º §1 L. 12.850/03
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
Luiz Manuel Amaral Messias
Ex-superint. Eletronuclear
– Corrupção passiva F1
– Corrupção passiva F7
– Lavagem de ativos F9
– Embaraço à investigação de organização criminosa F10
– Organização criminosa F12
– Art. 317, § 1º CP
– Art. 317, § 1º CP
– Art. 1° §4 L. 9613/98
– A.2º §1 L. 12.850/03
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
José Eduardo Brayner C.Mattos
Ex-superint.
Eletronuclear
– Corrupção passiva F1
– Lavagem de Ativos F5
– Organização criminosa F12
– Art. 317, § 1º CP
– Art. 1° §4 L. 9613/98
– A.2º §1 L. 12.850/03
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
Edno Negrini
Ex-diretor da Eletronuclear
– Corrupção passiva F1
– Organização criminosa F12
– Art. 317, § 1º CP
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
Pérsio José Gomes Jordani
Ex-diretor da Eletronuclear
– Corrupção passiva F1
– Organização criminosa F12
– Art. 317, § 1º CP
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
Marco Aurélio Barreto Pereira Leite
Sócio VW Refrigeração
– Lavagem de Ativos F5
– Organização criminosa F12
– Art. 1º Lei 9.613/98
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
Marco Aurélio Vianna Pereira
Sócio VW refrigeração
– Lavagem de Ativos F5
– Organização criminosa F12
– Art. 1º Lei 9.613/98
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
Delmo Pereira Vieira
Sócio da EVAL
– Lavagem de ativos F6
– Organização criminosa F12
– Art. 1º Lei 9.613/98
– A. 2º §4, II, L. 12.850/13
Rogério Nora de Sá
Ex-executivo da Andrade Gutierrez
– corrupção ativa F2
– Lavagem de ativos F3
– Lavagem de ativos F4
– Lavagem de ativos F5
– Art. 333 § único CP
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
Clóvis Renato Numa Peixoto Primo
Ex-executivo da Andrade Gutierrez
– corrupção ativa F2
– Lavagem de ativos F3
– Lavagem de ativos F4
– Lavagem de ativos F5
– Lavagem de ativos F6
– Art. 333 § único CP
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
Flávio David Barra
Ex-executivo da Andrade Gutierrez
– Lavagem de ativos F3
– Lavagem de ativos F4
– Lavagem de ativos F5
– Lavagem de ativos F6
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho
Ex-executivo da Andrade Gutierrez
– corrupção ativa F2
– Lavagem de ativos F3
– Lavagem de ativos F4
– Lavagem de ativos F5
– Lavagem de ativos F6
– Art. 333 § único CP
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
– Art. 1º Lei 9.613/98
José Antunes Sobrinho
Sócio da Engevix
– Corrupção ativa F8
– Lavagem de ativos F9
– Art. 333, § único CP
– Art. 1° §4 L. 9613/98
Ludmila Gabriel Pereira
Sócia da FlexSystem
– Embaraço à investigação de organização criminosa F11
– A.2º §1 L. 12.850/03
Marlei Gabriel Pereira
– Embaraço à investigação de organização criminosa F11
– A.2º §1 L. 12.850/03
FONTE: Assessoria de Comunicação Social, Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Sérgio Cabral e as múltiplas delações envolvendo seu nome em propinas por obras públicas

O ex (des) governador Sérgio Cabral é um daqueles exemplos de ascensão meteórica que grassam na política brasileiro, seja em termos de poder ou no aumento do patrimônio pessoal.  Há que se lembrar que essa ascensão foi parcialmente possibilitada por uma forte blindagem que a mídia coporativa carioca (a começar pelas Organizações Globo) forneceu para Sérgio Cabral ao longo de seus oito anos no comando do executivo fluminense.

Agora com a evolução das apurações envolvendo as grandes empreiteiras pegas com negócios pouco republicanos na chamada Operação Lava Jato, o número de delações que colocam Sérgio Cabral no centro de uma mega operação de cobrança de propinas estão se avolumando. Pelo menos é o que mostra a reportagem assinada pelo jornalista Marco Antonio Martins e publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo que aponta que Sérgio Cabral teria cobrado propinas milionárias da empreiteira Andrade Gutierrez em troca da participação em obras envolvendo a reforma do Maracanã, e a construção do Arco Metropolitano e do Comperj (Aqui!). Essa nova denúncia se soma à feita pela Odebrecht e que a própria Folha de São Paulo noticiou na semana passada.

Cabral petrolão

Como de hábito, Sérgio Cabral negou mais essa denúncia envolvendo o seu nome em negócios escusos. Entretanto, é provável que a blindagem que costumeiramente recebeu ao longo dos anos não vá livrá-lo de oferecer respostas mais concretas (caso as tenha) para a justiça.

Enquanto Sérgio Cabral se enrola, os servidores públicos do Rio de Janeiro continuam sua epopéia de não saber quando receberão a segunda parcela do salário de Maio ou, tampouco, os salários de junho. Essa é uma das facetas da herança maldita que Sérgio Cabral deixou aos seus herdeiros políticos.

 

JB calcula número de trabalhadores desempregados por caso de corrupção envolvendo o ex-(des)governador Sérgio Cabral

cabral jb

A imagem acima é uma reprodução parcial de uma matéria publicada neste sábado (14/05) pelo Jornal do Brasil sobre as denúncias feitas por delatores ligados à empreiteira Andrade Gutierrez no âmbito da chamada operação Lava Jato (Aqui!). 

Ainda que essa não seja a primeira denúncia que surge sobre o envolvimento do ex-(des) governador Sérgio Cabral nos últimos anos, a matéria levanta informações interessantes sobre o número de trabalhadores que a Andrade Gutierrez teria dispensado em função dos valores pagos. Além disso, também é apresentado um cálculo sobre quantos salários mínimos Sérgio Cabral receberia em função do montante declarado nas delações em que foi citado.

Não é preciso que os custos da alegada propina para os trabalhadores é enorme com um número estimado de 69 mil desmpregados. Mas um número que chama a atenção é de quanto salários mínimos Sérgio Cabral receberia se a propina declarada pelos delatores da Andrade Gutierrez tiver sido mesmo paga: 1 salário mínimo por hora num turna de 24 horas, o que época seria equivalente a R$ 12.000 por dia, R$ 350 mil por mês e R$ 4.2 milhões por ano!

Entretanto, há que se lembrar que, com raras exceções, a mídia corporativa (a começar pelas Organizações Globo) sempre ofereceu e continua oferecendo uma imensa blindagem a Sérgio Cabral e ao PMDB fluminense. Se essa proteção não tivesse ocorrido é bem possível  que mais escândalos envolvendo o ex_(des) governador Sérgio Cabral já tivessem surgido antes.

cavalo

Finalmente, não custa lembrar que Sérgio Cabral e seu herdeiro político, Luiz Fernando Pezão, geriram muitos mais obras como as envolvidas nas tratativas com a Andrade Gutierrez. Assim, mais do que nunca, há que se exigir uma imediata auditoria das contas estaduais. Quem sabe assim possamos entender o que de fato está acontecendo com os impostos recolhidos da população. É que eu desconfio que esta denúncia da Andrade Gutierrez é apenas uma pequena ponta de um imenso iceberg.

 

Sérgio Cabral, mais uma vez é citado por delatores ligados a empreiteiras

Bem que eu andava estranhando o silêncio em torno do ex (des) governador Sérgio Cabral, especialmente num período tão rico de delações de políticos pelos muitos empreiteiros transformados em informantes da justiça.

Mas não mais. A revista Época publicou no início desta 3a. feira uma matéria assinada pelos jornalistas Samantha Lima, Hudson Correa e Daniel Haider que colocam Sérgio Cabral no centro de mais uma delação relacionada ao pagamento de propinas pela construtura Andrade Gutierrez na reforma bilionário do estádio do Maracanã (Aqui!)

cabral epoca

O interessante nessa história não é a delação de Sérgio Cabral, mas o fato de que quem comandou essa obra com mão de ferro foi o então vice-governador Luiz Fernando Pezão que na época acumulava o cargo de secretário estadual de Obras (Aqui!). Em outras palavras, pode acabar sobrando delação para Pezão também.

Sérgio Cabral e a Lava Jato: final (in) feliz à vista?

Não sei se o (des) governador Sérgio Cabral está nas cidades do Rio de Janeiro, Mangaratiba ou Paris. Mas esteja onde estiver, ele certamente está tendo “palpitações” com a nota publicada por Lauro Jardim no seu blog no O Globo na manhã deste domingo, postagem que é mostrada logo abaixo.

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Sim, é isso mesmo: um acordo de delação assinado pela Andrade Gutierrez deverá pegar Sérgio Cabral em cheio. E quem sabe após tudo vir à tona, possamos finalmente entender como ele e Pezão conseguiram jogar o Rio de Janeiro na pindaíba em que nos encontramos neste momento. A ver!