Placa aparece em local diferente, mas sem as informações devidas

Acabo de receber mensagens eletrônicas de leitores deste blog indicando que a placa da obra do anexo do Centro de Ciências do Homem (CCH) da UENF não sumiu, mas apenas foi deslocada para outro ponto no entorno do canteiro de obras, como mostra a imagem abaixo que me foi gentilmente enviada faz poucos minutos.

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Já uma leitora confirmou que a placa ainda não apresenta as informações sobre o engenheiro responsável e tempo de duração da obra. 

A estranha obra do novo anexo do Centro de Ciências do Homem da UENF

Na semana passada a comunidade do Centro de Ciências do Homem (CCH) foi surpreendida com o início de uma obra que já estava faz tempo para começar, a construção de um prédio anexo que permitirá um dia a expansão das atividades de ensino, pesquisa e extensão na área das ciências humanas dentro da UENF.

Mas o que deveria ser motivo de júbilo serviu apenas para criar estupefação e dúvida. É que como mostram as imagens abaixo, a obra começou com o súbito desaparecimento de árvores de abio que ofereciam sombra e frutos, além de servir como componente visual do projeto arquitetônico que Oscar Niemeyer idealizou para o campus Leonel Brizola.  Numa tacada só se degradou o ambiente e a herança arquitetônica da UENF!

Além disso, a obra começou sem que haja a obrigatória fixação da placa que identifica a empresa que está realizando a obra, bem como tempo de duração e custo da mesma conforme definido no contrato, o que me parece configurar, pelo menos, uma violação das normas e posturas que controlam a execução de obras públicas. Afinal, sem a transparência básica sobre a obra, como poderá a comunidade acadêmica e os órgãos financiadores terem a devida possibilidade acompanhar o cumprimento de agenda e orçamento? Aliás, o que será que o escritório local do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) tem a dizer sobre uma obra sendo realizada nessas condições?

Abaixo algumas imagens que mostram a remoção das árvores e a falta de identificação da obra.

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E uma pergunta que não quer calar: essa mudança na composição arquitetônica foi autorizada pelo “escritório Oscar Niemeyer”?