E se a “oposição” virasse o jogo em Campos, o que mudaria?

Em resposta à minha própria pergunta, eu diria que muito pouco ou quase nada, o que pode não ser o mesmo mas é quase igual. É que ao olhar quem compõe a oposição e quem está oposição apoiou para o governo do Rio de Janeiro, o que se vê é até um receituário ainda pior para os pobres. Aliás, isto é tão evidente para a maioria da população que ninguém dessa oposição se preocupa em apresentar uma perspectiva distinta de governar. E não é preciso lembrar que quando tiveram o controle do governo municipal, os resultados foram catastróficos.

O problema em minha modesta opinião é que em Campos a maioria gostaria de ser como o deputado Anthony Garotinho, mas ninguém na oposição tem a mesma disposição para o embate ou para o incansável trabalho de sustentar um grupo político coeso.  O que unifica a maioria é apenas a vontade de controlar o butim representado pelo gordo orçamento que os royalties do petróleo fornecem ao município. Agora, o que há de concreto por detrás dos discursos de moralidade e compromisso com a transparência? Nada!

Se este comportamento me é indiferente naqueles que se agrupam dentro dos partidos da direita, o mesmo não posso dizer daqueles partidos que se reivindicam como sendo de esquerda como o PSOL, o PSTU e  o PCB.  Se há algo que as últimas eleições mostraram foi que o isolamento de candidaturas serviu, quando muito, para uma clarificação para uma fração mais organizada da população sobre as nuances programáticas destes partidos. Além disso, no caso de Campos, me preocupa a visão de que o problema se resolve personificando todo o mal em Anthony Garotinho, enquanto se flerta com setores extremamente atrasados da classe política local.

A esquerda ideológica só sairá do limbo se conseguir ultrapassar a fixação reinante na figura de Anthony Garotinho e apontar para a construção de um modelo de cidade que cesse a hiper concentração de renda nas mãos dos mesmos de sempre. A perpetuação desta situação sob a égide do grupo de Anthony Garotinho é muito pouco explorado pelos partidos de esquerda. Questionar este modelo de cidade partida é uma obrigação dos partidos da esquerda ideológica. Mas para fazer isto há que se superar modelos baseados no culto à personalidade no processo de construção partidária. Afinal, se é para ser assim, ninguém faz isto melhor do que Garotinho.

 

Um novo Proconsult? Anthony Garotinho denuncia manipulação de urnas eletrônicas no primeiro turno no Rio de Janeiro

Se o segundo turno para a eleição do futuro governador (ou seria (des) governador?) do Rio de Janeiro já andava encrespado, a coisa agora promete ficar ainda mais acirrada.  É que o deputado federal Anthony Garotinho (PR) acaba de postar em seu blog pessoal a notícia que entrou com reclamação no Tribunal Regional Eleitoral por suposta manipulação de urnas eletrônicas para beneficiar a candidatura de Luiz Fernando Pezão.

Anthony Garotinho disponibilizou ainda a íntegra de sua reclamação para os interessados lerem a natureza de suas reclamações.

Este episódio traz de volta a lembrança do caso Proconsult em que um esquema de fraude tentou roubar a vitória de Leonel Brizola em 1982, e promete aquecer ainda mais as coisas. A ver!

Queremos somente a verdade das eleições e que a vontade do povo seja respeitada

Muita gente estranhou o resultado da eleição no 1º turno, mas como democrata que sou, minhas declarações imediatas foram de que respeito a soberania do povo. O povo tem o direito de escolher o melhor caminho – na sua visão – para o estado. Porém nos dias seguintes comecei a receber uma série de denúncias, que foram se encaixando, e orientado por advogados e especialistas em sistemas eletrônicos de voto, resolvi ingressar com uma ação, que hoje foi distribuída no Tribunal Regional Eleitoral, para o desembargador Edson Vasconcelos. O número da reclamação é 794431, e questiona as ligações de uma empresa responsável pela inseminação, votação e totalização das urnas com o Governo do Estado. A empresa além de ser cliente do Estado é defendida pelo escritório de Caputo Bastos, que tem como parceiros de advocacia os senhores Eduardo Damian (chefe de gabinete de Wilson Carlos, secretário de Governo de Cabral, e advogado do PMDB) e Terence Zveiter, que vem a ser primo do ex-presidente do TRE, Luiz Zveiter e do atual deputado federal Sérgio Zveiter, ligados à campanha de Pezão.

O resumo da ação é o seguinte: em cada urna a cada três votos que eu recebia, dois ficavam para mim, o terceiro era distribuído alternadamente entre Pezão, nulo e branco.

Alertei hoje, num encontro que tive pela manhã com o senador Marcelo Crivella, nosso candidato a governador, que solicite ao TRE providência no sentido de que uma firma especializada, independente, possa realizar testes que impeçam uma fraude como as denúncias que os senhores poderão verificar na ação que está no link abaixo.

Baixe aqui o documento completo

FONTE: http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=17682