Lagarta exótica aniquila plantios transgênicos e coloca agronegócio brasileiro de joelho

lagarta

As aclamadas variedades transgênicas estão sendo colocadas de joelho por uma pequena lagarta exótica, a Helicoverpa armigera, que vem surpreendendo o agronegócio (latifúndio agroexportador) brasileiro pelo seu poder de destruição.

Os resultados mais desastrosos da proliferação da Helicoverpa armigera ocorreram no oeste da Bahia. Junto com a seca, as lagartas geraram perdas de 2 bilhões de reais nas três principais culturas da região, segundo cálculos de uma associação local.

Agora –com o plantio de soja passando de 70 por cento no país– a lagarta preocupa agricultores em diversos Estados. E deveria mesmo, pois os agrotóxicos existentes no Brasil já se mostraram ineficientes para debelar a praga, apesar das promessas da indústria de sementes transgênicas de que estas sobreviveriam melhor e com menos veneno a ataques desse gênero.

O pior é que com a desculpa de debelar a Helicoverpa armigera, está se aprovando o uso “emergencial” de agrotóxicos ainda não autorizados no Brasil, como é o caso daqueles que usam o  benzoato de emamectina.

Essa situação destrói o mito de que sementes transgênicas diminuiriam o uso de venenos agrícolas. E, de quebra, revela os limites do modelo de plantios extensivos do latifúndio agroexportador brasileiro. Por essas e outras, é que a Helicoverpa armigera deve servir como uma ferramenta exemplar para os que querem um outro modelo de agricultura no Brasil.